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Gabriel Casagrande até foi ameaçado por Ricardo Zonta, mas conquistou a vitória na primeira corrida deste sábado no autódromo Velopark, no Rio Grande do Sul. Os dois dividiram posições até perto do fim da corrida, mas Casagrande abriu a vantagem após um pequeno erro de Zonta e conseguiu se manter à frente. Completou o pódio o piloto César Ramos. Daniel Serra, vice-líder do campeonato, foi o 4º colocado da corrida, após largar em 7º.

Logo na largada, Gabriel Casagrande e Ricardo Zonta encostaram um no outro, mas sem grandes problemas. Na parada dos boxes, porém, a posição dos dois se inverteu. Demorou pouco para que Casagrande utilizasse o botão de ultrapassagem e reassumisse a frente, tentando abrir maior distância para o adversário.

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Com a mesma estratégia, Zonta recuperou a primeira colocação duas voltas depois. Na nova ultrapassagem de Casagrande, Zonta encostou o carro num dos limites de pista e perdeu um pouco de velocidade, o que fez Casagrande abrir uma vantagem de aproximadamente 2s. Rubens Barrichello fez uma corrida de recuperação. Ele iniciou a corrida na 10ª colocação e conseguiu subir no grid até a 6ª.

Por conta da inversão no grid para a segunda prova, a grande disputa da corrida se deu nas 9ª, 10ª e 11ª posições. Três carros estavam alinhados para assumir a 10ª posição, que ficou com Nelsinho Piquet. Guilherme Salas foi o 9º. Thiago Camilo, o 12º, que também estava na disputa, teve problemas no carro.

PROVA DOIS

Nelsinho Piquet pareceu estar em apuros após voltar dos boxes atrás de Matias Rossi. Ele precisou de alguns minutos e do botão de ultrapassagem para recuperar a liderança e vencer a segunda corrida da quinta etapa da Stock Car, no Velopark, no Rio Grande do Sul. Rossi, segundo colocado, não conseguiu acompanhar o ritmo e a reta final foi tranquila, sem grandes dificuldades. O pódio foi completado por Guilherme Salas. Rubens Barrichello chegou em 4º.

Conforme manda o regulamento da Stock Car, a segunda prova acontece com a inversão de posição dos 10 primeiros colocados da primeira corrida. Desta forma, o décimo colocado larga em primeiro, o nono é o segundo, o oitavo sai em terceiro, o sétimo é o quarto e o sexto larga na quinta colocação. Logo no começo da corrida, a disputa foi pesada. Piquet quase perdeu a primeira posição ao passar em uma das retas, mas conseguiu se recuperar. Denis Navarro, após disputa com Gianluca Petecof, bateu na terceira volta, obrigando a chamada de um safety car.

Após a saída do safety car, Galid Osman e Bruno Baptista abandonaram no mesmo local; o primeiro com problemas na suspensão, enquanto o segundo sofreu um estouro do pneu. Ambos rodaram na pista e saíram do traçado. Líder e vice-líder do campeonato, Daniel Serra e Gabriel Casagrande disputaram a posição até na saída do pit-stop. Eles deixaram o local quase colados um no outro, perto de se chocar. Piquet perdeu a posição ao parar, ficando atrás de Matias Rossi. Piquet recuperou a posição minutos depois e conseguiu abrir vantagem na dianteira, sem que Matias Rossi conseguisse esboçar uma reação.

A etapa do fim de semana da Stock Car, em Mogi Guaçu, no interior paulista, terá um sabor especial para Rubens Barrichello. O piloto da Mobil Full Time completa 50 anos no próximo dia 23 e celebrará o seu aniversário, de maneira antecipada, da forma que mais gosta: nas pistas. Desta vez, o local será o Autódromo Veloccita.

O brasileiro não escondeu a ansiedade para a corrida de domingo e quer a vitória como presente.

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"A corrida do Velocitta será emocionante por uma série de coisas. Primeiro por ser um local que eu adoro, no qual vencemos no ano passado, então a espera pela competitividade é grande e a vontade de fazer bem é maior ainda. Mas será emocionante, pois é a estreia da Fórmula 4 e a família Barrichello estará em peso, com meu filho, meu sobrinho e o Dudu, que está vindo só para assistir essa corrida", afirma o piloto.

Rubinho, como ficou conhecido pelos fãs brasileiros do automobilismo, possui 16 vitórias na categoria ao longo de sua carreira. Duas delas ocorreram na Corrida do Milhão, em 2014 e 2018. O piloto também venceu no circuito em 2016, 2019, 2020 e em 2021. Em todas as ocasiões o piloto subiu ao lugar mais alto do pódio defendendo a Mobil Full Time Sports.

"No ano em que o Rubinho completa 50 anos, é muito importante para a gente estar com ele. Um atleta que mantém a performance mesmo depois de tantos anos nas pistas. Vemos poucos casos assim no esporte brasileiro e mundial", diz Ricardo Franceschi Filho, responsável por Motorsports da Mobil.

Considerado um dos maiores pilotos brasileiros da história, Barrichello iniciou sua trajetória no kart, ainda na década de 1980, quando virou unanimidade na categoria. Rapidamente chegou à Fórmula 1, onde correu por 19 temporadas, com 326 GPs e dois vice-campeonatos.

Marcado pela parceria vitoriosa com o alemão Michael Schumacher, na Ferrari, Rubinho é o oitavo piloto na história com mais pódios conquistados, estando 68 vezes entre os três primeiros colocados, com 11 vitórias no total. Acumulou passagens pela Honda e a Brawn GP antes de se despedir da categoria em 2011, pela Williams. No ano seguinte, passou a competir na Stock Car.

O atual campeão venceu a primeira. Na abertura da temporada de 2022 da Stock Car, Gabriel Casagrande confirmou o favoritismo e venceu a primeira corrida deste domingo (13). Liderando de ponta a ponta, o piloto foi pouco incomodado durante todo o tempo e ficou com a vitória. Na disputa dos convidados na Corrida das Duplas, Enzo Elias ficou com a primeira colocação.

Além de vencer a abertura da temporada da Stock Car, Gabriel Casagrande saiu como o grande vencedor do domingo. Isso aconteceu porque Gabriel Robe, parceiro de Casagrande na corrida das Duplas, fechou a segunda prova com o quarto lugar e fez com que a parceria fosse a que mais pontuou na etapa de abertura da Stock Car, com 41 pontos.

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O momento da largada em Interlagos foi tenso. Logo na primeira curva, Thiago Camilo atacou e Gabriel Casagrande segurou a primeira posição usando o traçado da pista ao seu favor. Mais para trás, os toques aconteceram e alguns pilotos tiveram que ir para o box, como foi o caso de Rubens Barrichello.

No decorrer dos 30 minutos de corrida, Casagrande manteve a ponta sem sustos. Já para o restante dos pilotos, a disputa foi muito intensa. Com a grande maioria buscando as ultrapassagens, principalmente na luta para entrar no top 5, a emoção se manteve até o fim.

Nos minutos finais, Gabriel Casagrande seguiu controlando o ritmo das voltas e terminou a corrida com a vitória. Thiago Camilo, que largou na segunda posição, ficou em segundo e Daniel Serra completou o pódio da primeira prova da Stock Car em 2022.

"Foi uma corrida difícil apesar de não ter parecido. A gente sofre bastante com o desgaste de pneu. Consegui controlar um pouco o uso do botão de ultrapassagem, mas precisei usar para manter a minha posição. Agora é ver o que a gente consegue nessa segunda corrida", comentou Thiago Camilo.

DISPUTA DOS CONVIDADOS - Na segunda prova da Corrida das Duplas, os pilotos titulares da temporada da Stock Car deram lugar para os convidados. Por conta do regulamento, o carro que venceu a primeira corrida troca de lugar com o décimo no grid de largada da segunda. O mesmo acontece com o segundo e o nono, o terceiro e o oitavo e assim por diante.

Diferente do que aconteceu na abertura da temporada, os pilotos foram cautelosos no começo e passaram a atacar em busca das ultrapassagens em um segundo momento. Desta forma, o destaque ficou com Gabriel Robe.

Largando em décimo, o piloto fez a primeira parte dos 30 minutos de maneira agressiva e se colocou no top 6 da prova. Além disso, por conta de um erro no box de Albert Costa, Enzo Elias assumiu a liderança da disputa e passou a abrir vantagem.

Na reta final, Costa e Elias protagonizaram um verdadeiro duelo pela primeira posição. Conseguindo cortar a diferença a cada volta, Albert encostou em Enzo para a última volta em Interlagos. Nela, Elias controlou o seu ritmo, manteve a liderança e venceu a segunda prova da Corrida das Duplas. O pódio foi completado com Albert Costa em segundo e Augusto Farfus foi o terceiro colocado.

Os motores já estão ligados e 2022 vai começar. Depois de dois dias de treinos livres e classificatória, a temporada da Stock Car terá início neste domingo (13) em Interlagos com a Corrida das Duplas, que volta ao calendário da categoria depois de quatro anos. Gabriel Casagrande, campeão no último ano, larga na pole position. A corrida não terá a presença de público, por conta da Covid-19.

Além de abrir a temporada da Stock Car, a corrida deste domingo chama a atenção pelos nomes envolvidos. Além dos nomes já conhecidos como Cacá Bueno, Rubens Barrichello, Felipe Massa e Tony Kanaan, a Corrida das Duplas trouxe para o grid deste domingo em Interlagos Timo Glock, Felipe Fraga, Gabriel Robe, Pietro Fittipaldi e Pedro Piquet.

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Como já aconteceu em 2021, cada etapa da Stock Car terá duas corridas. Neste domingo, o piloto titular correrá a primeira e o convidado estará no carro na segunda. A largada da Corrida de Duplas está marcada para 13h55, com duração de 30 minutos + 1 volta. Depois da chegada da primeira disputa, a programação prevê um período de 5 minutos para troca dos pilotos antes dos preparativos para a largada da segunda prova, a partir de 14h50, também com duração de 30 minutos +1 volta.

O vencedor da primeira corrida do dia ganhará 30 pontos, o segundo colocado conquista 26, o terceiro 22, o quarto 19, o quinto 17, o sexto 15, o sétimo 14, o oitavo 13 e assim vai até o 20º colocado. No caso da segunda corrida, que será disputada pelos pilotos convidados, a pontuação é decrescente do 1º, que faz 12, ao 12º, que leva um, e ela é passada para a soma da temporada do titular.

Contando com os retornos do Rio de Janeiro e de Brasília, a Stock Car confirmou nesta quinta-feira seu calendário para 2022. A próxima temporada da principal categoria do automobilismo brasileiro terá início com a corrida no Autódromo de Interlagos, em 13 de fevereiro. E será encerrada na capital federal, em 20 de novembro.

A prova marcada para o tradicional circuito paulistano será a chamada "Corrida de duplas", quando os pilotos do grid convidam colegas estrangeiros para participar da corrida. Interlagos receberá outra prova da categoria em 31 de julho.

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A cidade de Mogi Guaçu (SP) também vai sediar duas corridas cada, em momentos diferentes da temporada. Mogi Guaçu conta com o famoso circuito de Velocitta. Goiânia e Brasília receberão três provas, em épocas distintas do ano. A capital federal voltará a receber provas da Stock no Autódromo Internacional Nelson Piquet.

Um dos maiores atrativos da nova temporada é a volta do Rio de Janeiro à categoria. A terceira etapa será disputada em uma das pistas do Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão. A cidade não recebe o campeonato desde 2012. Isso aconteceu porque o Autódromo de Jacarepaguá, onde eram realizadas as provas, foi demolido para a construção do Parque Olímpico da Barra, principal local de disputas dos Jogos do Rio-2016.

Haverá ainda uma etapa no Rio Grande do Sul, em 4 de setembro, em local ainda não definido. No total, serão 12 etapas na 44ª edição da Stock Car.

Outra novidade importante da Stock Car é a Fórmula 4. A categoria de base será realizada pela Vicar, mesma empresa que promove a Stock. E as 18 corridas de 2022 vão acompanhar parte do calendário do campeonato principal, em seis etapas diferentes.

A estreia será no Velocitta, nos dias 14 e 15 de maio. Depois a nova competição vai passar por Brasília, Interlagos, Velocitta novamente, Goiânia e terá sua temporada encerrada em Brasília, no fim de novembro.

Confira o calendário 2022 da Stock Car:

01 - 13/02 - Interlagos (Corrida de duplas)

02 - 20/03 - Goiânia

03 - 10/04 - Rio de Janeiro

04 - 15/05 - Velocitta (Mogi Guaçu-SP)

05 e 06 - 03/07 - Brasília

07 - 31/07 - Interlagos

08 - 04/09 - Rio Grande do Sul

09 - 25/09 - Velocitta (Mogi Guaçu-SP)

10 e 11 - 23/10 - Goiânia

12 - 20/11 - Brasília

A Stock Car terá mais um piloto que fez história na Fórmula 1 em seu grid de largada. Com 269 grandes prêmios na carreira, Felipe Massa foi apresentado nesta quinta-feira como novo piloto da principal categoria do automobilismo nacional. Ele fará dupla com Julio Campos na Lubrax/Podium Stock Car Team.

Massa, de 39 anos, disputou o último GP de Fórmula 1 em 2017 e por duas temporadas correu pela Fórmula E. Apesar de ter gostado do modelo de competição, ele diz que "sofreu bastante" com o estilo de pilotagem. E essa foi uma das razões que o fez desistir da categoria de carros elétricos e migrar para a Stock Car.

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"A Fórmula E tem um campeonato muito bem feito. Eu gostei muito disso. Agora, o carro é muito diferente. É completamente diferente daquilo que eu imaginava guiar. Comparando com Fórmula 1, é muito mais parecido guiar um carro de Stock Car do que um carro de Fórmula E", afirmou Massa, ao Estadão. "Sofri bastante. (Na F-E) não existe carga aerodinâmica, você anda praticamente com pneu de rua. E, pelo jeito do carro, acho que você precisa ser muito mais engenheiro do que piloto na corrida, tendo que fazer cálculo em cima de cálculo a cada volta. Por isso decidi largar e vir pra Stock Car".

A outra razão, segundo ele, foi saudade do País. "Sempre amei o Brasil, independente de ter ficado 20 anos morando e correndo fora. Muita gente fala 'pô, você mora em Mônaco, primeiro mundo', mas a saudade de casa, do Brasil, eu sempre tive. Sempre esperei o momento de voltar. Aí, no finzinho do ano passado, eu e a Raffa (Raffaela Bassi), minha esposa, resolvemos voltar para casa".

Na Stock Car, Massa terá a companhia de Julio Campos, experiente na categoria. E, pelo fato de já ter competido ao lado de outros ex-pilotos de Fórmula 1, Julio acredita que o novo companheiro irá bem na modalidade.

"Tenho certeza que o Felipe vai surpreender logo no primeiro ano de Stock porque ele vai mostrar toda força e velocidade que sempre teve. Eu já andei com o (Ricardo) Zonta, com o (Antonio) Pizzonia. É bem interessante porque eles trazem muita bagagem com relação a acerto de carro, novidades que podem ser feitas dentro daquele nosso mundo. Na F-1 eles faziam testes praticamente o ano inteiro e na Stock Car a gente não tinha isso", comentou.

A certeza de Julinho, como é chamado por Felipe Massa, vem de longa data: os dois já competiram no kart, em parceria ou mesmo um contra o outro. "A primeira (prova de) 500 milhas que existiu, em 1997, a gente ganhou juntos", recordou Julio.

EQUIPE - Felipe Massa e Julio Campos irão competir pela Lubrax/Podium Stock Car Team, que "estreia" na categoria. A equipe, na verdade, surge de uma parceria da BR Distribuidora com a R. Mattheis. "Eu andei três anos com a Mattheis e em dois deles eu disputei o título até a última etapa. Praticamente toda a equipe de mecânicos é a mesma", explicou Julio, citando as temporadas de 2017 a 2019.

Massa se demonstrou animado. "Estou muito empolgado com esse desafio e de estar ao lado do Julinho. Tenho muito e aprender com ele, mas espero aprender o mais rápido possível pra gente fazer a equipe ser competitiva logo de cara", comentou. "O melhor jeito de desenvolver a equipe é trabalhar juntos. Pegar o conhecimento de um piloto de Stock Car, dos engenheiros, e também de um piloto que vem de outra categoria e que muitas vezes traz coisas que encaixa".

Na pista, porém, a promessa é de cada um por si. "Lógico. No final, a vontade de qualquer piloto é vencer e estar à frente", frisou Massa.

Além da ansiedade de retornar às pistas, a dupla de pilotos também aguarda o retorno da torcida às arquibancadas, algo que inexistiu desde o início da pandemia do novo coronavírus. "A torcida faz muito efeito no trabalho do piloto, na motivação do piloto. Em todas as corridas de Fórmula 1 em que tive um carro competitivo no Brasil eu fui muito bem porque tinha alguma coisa a mais. É difícil explicar, mas time que joga em casa joga melhor. Você sente a torcida. Você faz uma ultrapassagem e sente a emoção das pessoas", recordou Massa.

"É um momento triste aquilo que está acontecendo no mundo. Em 2020 você não teve torcida nos autódromos, em jogo de futebol, em eventos... É um momento triste pro esporte, espero que não tenha mais, porque sem dúvida tira o brilho das corridas", completou.

Após 20 anos, Felipe Massa está de volta ao automobilismo brasileiro. O piloto usou suas redes sociais nesta segunda-feira para anunciar que disputará a temporada de 2021 da Stock Car. Não quis revelar, porém, por qual equipe.

Massa escreveu que quer voltar a disputar vitórias e títulos. Aos 39 anos, pode ser piloto da R. Mattheis, que hoje conta com Gabriel Casagrande e Pedro Cardoso, pilotando um Cruze. Experiência com carro da marca ele tem, pois foi piloto na Fórmula Chevrolet Brasil em 2000. Equipe e piloto evitam falar sobre um possível acerto.

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"Depois de 20 anos fora, 17 de Fórmula 1, estou de volta ao meu País. #2021 tamo junto Brasil. #stockcar", postou Felipe Massa em suas redes sociais, também em inglês, em um vídeo-anúncio.

"Eu escolhi uma equipe competitiva, que possa me entregar aquilo que quero pra disputar vitórias, o campeonato. A sensação de correr em casa é impressionante. O amor que o brasileiro tem pelo automobilismo é difícil de achar em outro país", disse o piloto no vídeo.

Vice-campeão da Fórmula 1 em 2008, na qual chegou a comemorar o título, Massa tentará repetir o feito de Rubens Barrichello. O piloto, que ainda disputa a Stock Car, foi campeão em 2014 após deixar a principal modalidade do automobilismo mundial.

Morreu na noite de sábado (31), em um acidente no km 640 da BR-365, na região de Uberlândia-MG, o ex-piloto e chefe de equipe na Stock Car, Amadeu Rodrigues, aos 65 anos. O dirigente da Hot Car voltava com a esposa, Cibele Maria Lourenço Rodrigues Alves Silva, de 63 anos, e sete membros da equipe da etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance, realizada no final de semana em Goiânia, quando a van em que estava bateu contra a traseira de uma carreta.

A suspeita é de que Amadeu tenha sofrido um mal súbito. Ele dirigia o veículo, não resistiu e morreu no local. A esposa, que sofreu fratura na perna, e mais quatro membros da equipe foram socorridos pelo 5º Batalhão de Bombeiros do Triângulo Mineiro e levados a hospitais do entorno de Uberlândia. Os outros três integrantes do veículo sofreram apenas escoriações e já foram liberados.

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De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a van acertou a traseira de um caminhão perto da entrada de Uberlândia. O Corpo de Bombeiros, além da Ecovias, concessionária que administra a rodovia, também estiveram no local do acidente. O motorista da carreta não se machucou.

Amadeu Rodrigues deixa a esposa, Cibele, e as filhas Barbara e Juliana, além de muitos amigos e admiradores no universo do automobilismo brasileiro.

"Uma vida inteira de amor pelo automobilismo, assim se pode resumir a trajetória de Amadeu Rodrigues", definiu Carlos Col, presidente da Vicar, promotora da Stock Car. "Dedicação pelo esporte é a marca que ele nos deixa como exemplo. Que Deus abençoe e conforte a família, que esteve sempre ao seu lado vivendo intensamente esta paixão", resumiu.

"Essa é uma notícia muito triste para quem conviveu com o Amadeu. Fui seu piloto durante quatro anos na Copa Fiat e, coincidentemente, foi para a sua equipe que consegui o primeiro patrocínio na Stock Car, quando ele tinha como pilotos o Rodrigo Hanashiro e o Hélio Saraiva. Infelizmente ele se foi, mas de várias formas estará sempre no coração dos profissionais e fãs da Stock Car", comentou Fernando Julianelli, vice-presidente comercial e de marketing da Vicar.

Carreira - A vida de Amadeu Rodrigues, de 65 anos, foi muito conectada ao automobilismo. Ex-piloto de sucesso, notabilizou-se pelo talento ao volante e, mais tarde, pelo gosto pelo lado técnico do esporte, fato que o levou para a posição de chefe de equipe em diversas categorias.

Ao longo das décadas, seja como piloto ou chefe de equipe, Amadeu colecionou pódios e vitórias nas mais variadas categorias, como a registrada na Stock Car em Santa Cruz do Sul, 2014, com o piloto Rafa Mattos.

Ele foi campeão da extinta Divisão 3. Fundou a Hot Car Competições em 1980 e, como dirigente da equipe, faturou também o Brasileiro de Marcas e Pilotos (1991) e a Copa Clio (2003). Voltou a pilotar em 2008 e 2009, desta vez na sua equipe, e foi bicampeão do Campeonato Brasileiro de Endurance (Grupo 4). No Mercedes-Benz Challenge, sob seu comando, a Hot Car foi campeã da temporada 2014 e conquistou pódios em 2015, 2016, 2017 e 2018.

Superação - Em 1989, quando tinha 34 anos, Amadeu sofreu um acidente na etapa de Tarumã (RS) do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos. A batida rompeu o tanque de combustível e todo o álcool foi jogado para dentro do habitáculo do veículo. Durante 40 segundos, o piloto ficou preso no carro em chamas e sofreu queimaduras em 75% do corpo, a maior parte de terceiro grau. A luta pela vida durou quatro meses na UTI, e ainda foi necessário mais um ano para a recuperação total. Ao todo, foram mais de 40 cirurgias.

Nos últimos anos, Amadeu Rodrigues passou a lutar contra um câncer, que apesar de o ter debilitado, não o tirou dos autódromos. O profissional foi ainda peça importante no processo de montagem dos novos Toyota Corolla e Chevrolet Cruze do projeto 2020 da Stock Car.

Na atual temporada da Stock Car, a Hot Car conta com o piloto Tuca Antiniazzi no grid, além de Guilherme Salas e Alexandre Auler no Brasileiro de Endurance.

O piloto espanhol Fernando Alonso garantiu nesta quinta-feira que não vai parar de correr tão cedo. Aos 39 anos e prestes a voltar à Fórmula 1 no ano que vem pela Renault, o bicampeão mundial acaba de lançar uma série documental sobre a sua vida e descarta a vontade de parar. Após se aventurar na Fórmula Indy, no Mundial de Endurance e no Rally Dakar, até a Stock Car está nos planos.

Alonso concedeu uma entrevista coletiva virtual nesta quinta-feira para promover a série Fernando, que vai estrear nesta sexta-feira na plataforma de streaming Amazon Prime Video. Os cinco episódios retratam o período vivido pelo piloto após se despedir da Fórmula 1, em 2018, e a rotina de competir em categorias tão diferentes movido pelo propósito de experimentar novas sensações e de se manter ativo no automobilismo.

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Apesar de vitórias em Le Mans e da frustração de ainda não ter vencido as 500 Milhas de Indianápolis, Alonso sentiu falta de estar na Fórmula 1 e voltará no próximo ano. "Se eu ficasse mais um tempo fora, seriam três anos longe da Fórmula 1. Seria muito. Descobri (nesses anos) algo que não sabia sobre mim: preciso ter um volante nas minhas mãos. A Fórmula 1 pode não ser a categoria mais interessante, mas é muito prazerosa", disse.

O espanhol deixou a F-1 em 2018 após correr pela McLaren e não conseguir ser competitivo. Por isso, traçou o objetivo de ganhar a Tríplice Coroa do Automobilismo, uma espécie de consagração informal para quem tem no currículo vitórias no GP de Mônaco de Fórmula 1, nas 24 Horas de Le Mans e nas 500 Milhas de Indianápolis. De todas essas, somente Indianápolis escapou de Alonso. Em toda a história somente o inglês Graham Hill conseguiu ganhar as três provas.

Por enquanto, o plano de tentar novamente a vitória em Indianápolis está descartado. "Não tenho uma ideia clara agora. Estou totalmente focado na Fórmula 1. Não sei como será daqui alguns anos. Posso ter vontade de tentar de novo a Indy ou quem sabe me arriscar de novo no Rally Dakar. Está muito aberto. Mas é certo que vou continuar correndo, qualquer coisa que aconteça", afirmou.

E o espírito competidor de Alonso o aproxima até do automobilismo brasileiro. Amigo de Rubens Barrichello desde os tempos de Fórmula 1, o espanhol tem recebido convites frequentes para disputar a Stock Car. "É um campeonato que está crescendo e estou sempre em contato com o Rubinho. Ele sempre me manda fotos e vídeos dos carros e me chama para testar", disse. "Sei que é um campeonato bem popular no Brasil e interessante. Quem sabe? Não para disputar o campeonato todo, mas correr algumas provas é interessante", comentou.

Alonso ganhou os dois títulos mundiais de Fórmula 1 (2005 e 2006) com corridas em Interlagos e disse que agora, perto de completar 40 anos, se sente mais à vontade para falar da própria vida. Até mesmo por isso ele decidiu aceitar o convite da Amazon para mostrar um pouco da intimidade, inclusive a rotina dentro de casa, a prática de esportes como ciclismo e os jantares com amigos e familiares na Espanha.

"Quando se tem 24 anos e é campeão do mundo, você não está preparado para as coisas que a fama te traz. Isso gera a tendência de você se fechar e ter medo de se mostrar ao público. Agora (com a série) os fãs vão me conhecer de outro modo, não só como esportista, mas como uma pessoa normal, que tem medo, alegrias e decepções", explicou.

A organização da Stock Car vai doar a premiação deste ano da Corrida do Milhão para entidades assistenciais e para o combate à covid-19. A prova, que será disputada neste domingo, às 10 horas, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, vai até mudar de nome para "Corrida do Milhão Solidário".

"A Stock Car já possui uma tradição em campanhas sociais. Por exemplo, em 2019 trocamos ingressos por agasalhos no inverno e depois por alimentos que foram destinados à Legião da Boa Vontade (LBV) em todo o país. Também fizemos uma bem-sucedida campanha pela segurança no trânsito, durante o Movimento Maio Amarelo", explica Carlos Col, CEO da Vicar, empresa que organiza a Stock Car.

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A premiação, de R$ 1 milhão, foi levantada em doações por parte de quatro empresas que aderiram ao projeto: Eurofarma, Banco BV, Nutriex e Rennova. Com o valor, elas vão comprar produtos, como EPIs (equipamentos de proteção individual), medicamentos, produtos de higiene pessoal, cestas básicas e serviços, para serem doados nos próximos meses.

"Entendemos que, se cada um atuar no local onde está inserido, teremos uma grande onda solidária e muitos serão beneficiados. São já 15 anos de atuação na Stock Car e não podíamos deixar de apoiar uma iniciativa tão nobre", diz Janaina Procópio, gerente de responsabilidade corporativa e eventos da Eurofarma.

A Corrida do Milhão será a segunda etapa da Stock Car da temporada 2020. A abertura do campeonato aconteceu no dia 26 de julho, em Goiânia. Por conta da quarentena, a competição precisou adiar as etapas agendadas para o primeiro semestre. Mas pretende manter a programação para a segunda metade do ano.

A temporada da Stock Car não começará antes de julho. Nesta quarta-feira, a Vicar, a organizadora da principal categoria do automobilismo nacional, comunicou que não trabalha mais com a possibilidade de realizar provas no primeiro semestre de 2020 e cogita fazer corridas sem a presença de público.

"A Stock Car também vive a expectativa de poder voltar às suas atividades. Levando em conta o cenário atual, não faremos isso antes de julho. Estamos nos planejando para esta hipótese, mas cientes que tudo dependerá das decisões das autoridades", anunciou a Vicar.

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Anteriormente, a Stock havia adiado as duas primeiras etapas do campeonato, a Corrida de Duplas, em Goiânia, em 29 de março, e a prova do Velopark, em 12 de abril. Agora, porém, também não vão ser realizadas nas datas originais as corridas de Londrina (17 de maio), Interlagos (31 de maio) e Velo Città (28 de junho).

Assim, caso seja possível iniciar o campeonato no segundo semestre, julho tinha uma prova prevista para o dia 19, em Santa Cruz do Sul. No entanto, ajustes serão feitos no calendário, pois a Vicar tem o desejo de que a temporada 2020 da Stock Car tenha as 12 etapas previstas inicialmente.

"Quando voltarmos, seguiremos o melhor protocolo médico de segurança para a saúde dos envolvidos. Se necessário for, faremos alguns eventos com portões fechados e com rigorosas medidas de proteção aos pilotos e membros das equipes", afirmaram os organizadores.

Além disso, podem ser realizadas mais de uma etapa por fim de semana. "Buscaremos seguir o calendário e realizar as doze etapas do campeonato, mesmo que seja necessário eventualmente realizar duas etapas no mesmo final de semana, uma no sábado e outra no domingo. Além das transmissões pela televisão, estamos preparando uma completa cobertura dos bastidores pelos canais digitais", acrescentou a Vicar.

O ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha, de 36 anos, morreu na manhã deste domingo (17), após complicações de um acidente de avião em Maraú, no sul da Bahia. A profissional de relações públicas e assessoria de imprensa Maysa Marques Mussi, que também estava no avião, morreu na noite do último sábado (16). A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Maysa e Tuka estavam no avião bimotor com outras oito pessoas, entre familiares e amigos. A irmã de Maysa, Marcela Brandão, morreu no local do acidente. Os demais feridos, como o empresário Eduardo Mussi, marido de Maysa e irmão do deputado federal Guilherme Mussi (PP-SP), além do marido e do filho de Marcela Brandão, seguem internados em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador (BA).

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O acidente de avião ocorreu na última quinta-feira (14), nas proximidades do distrito de Barra Grande.

A Secretaria de Saúde da Bahia não confirma oficialmente as identidades das vítimas do acidente.De acordo com a secretaria, seguem internados no HGE cinco adultos do sexo masculino, entre 26 e 38 anos, um adulto do sexto feminino, de 27 anos, e uma criança do sexo masculino, de 6 anos.

O ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha segue internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, em estado grave. Ele é um dos nove sobreviventes do acidente aéreo que sofreu em Maraú, no sul da Bahia, que ocorreu na tarde da última quinta-feira. Está confirmada apenas a morte da jornalista Marcela Brandão Elias, de 37 anos.

No final da manhã deste sábado, a morte de Tuka Rocha chegou a ser noticiada ao vivo pelo comentarista Luciano Burti, durante a transmissão dos treinos livres para o GP do Brasil de Fórmula 1 no canal SporTV, além de ter sido divulgada por sites especializados de Stock Car e pela Agência Estado. No entanto, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia negou a informação e confirmou que ele segue vivo.

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Mais tarde, a notícia também foi desmentida pelo narrador da SporTV, Sergio Mauricio, que pediu desculpas pela informação divulgada.

Tuka Rocha tem complicações pulmonares e sofreu queimaduras em 80% do corpo. O piloto de 36 anos foi submetido a duas cirurgias no HGE e seu quadro é muito delicado especialmente em razão dos problemas no pulmão.

Em 2011, o ex-piloto da Stock Car tinha escapado ileso de um grave acidente. Na ocasião, o carro que pilotava pegou fogo durante uma competição no Rio de Janeiro, mas ele conseguiu pular do veículo e não teve ferimentos graves.

Tuka Rocha correu na Stock Car, principal categoria do automobilismo em que competiu, entre 2011 e 2018. O piloto deixou a categoria em julho do ano passado depois de perder o patrocinador. Sua última equipe foi a Vogel.

O Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), da Aeronáutica, chegou na sexta-feira a Barra Grande, distrito que pertence a Maraú, e investigam o motivo do acidente.

O avião, um Cessna C550 fabricado em 1981, pertence ao empresário José João Abdalla Filho e está em situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O acidente ocorreu na pista de pouso de um resort de luxo desativado.

Felipe Fraga e Átila Abreu saíram da etapa de Cascavel da Stock Car como os grandes vencedores das duas provas deste domingo. Daniel Serra, por sua vez, se aproveitou do mal dia de Ricardo Maurício e passou a dividir a ponta do campeonato, que fica cada vez mais acirrado.

Com ambos os pilotos agora contabilizando 264 pontos e Thiago Camilo, a 16 deles, em terceiro, aumenta a expectativa pela reta final da competição, que ainda prevê três provas - Velo Cittá, Goiânia e Interlagos - antes de seu desfecho.

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Na corrida 1, Felipe Fraga, da equipe Cimed, investiu na estratégia na ida aos boxes para levar a melhor sobre Gabriel Casagrande, da Crown, que largara na pole, chegando ao segundo triunfo na temporada.

Cacá Bueno (Cimed) completou o pódio, seguido por Daniel Serra (Eurofarma), Felipe Lapenna (Cavaleiro), Rubens Barrichello (Full Time), Denis Navarro (Cavaleiro), Átila Abreu (Shell), Valdeno Brito (Prati Donaduzzi) e Rafael Suzuki (Hot Car) fechando o top-10 da prova.

Então líder do campeonato, Ricardo Maurício (Eurofarma) acabou apenas em 18º após ter pneu estourado. Outro concorrente ao título, Thiago Camilo (Ipiranga) foi punido após queimar a largada e acabou em 14º.

Na segunda corrida, Átila Abreu venceu pela primeira vez na temporada após largar em terceiro. Já Thiago Camilo fez ótima corrida de recuperação, tendo saído em 14º, e chegando em segundo no fim, com Rubens Barrichello completando o pódio.

Julio Campos (Prati Donaduzzi) chegou à frente de Ricardo Maurício, que foi o quinto e acabou perdendo o privilégio da liderança isolada no campeonato. Lucas Foresti (Vogel), Rafael Suzuki, Gabriel Casagrande, Allam Khodair (Blau) e Marcel Coletta (Crown) fecharam as dez primeiras colocações.

A próxima etapa da Stock Car está marcada para o circuito de Velo Cittá, em Mogi Guaçu (SP), em 10 de novembro.

Daniel Serra conquistou o bicampeonato da Stock Car, neste domingo, no Autódromo Interlagos, após a disputa da 12ª e última etapa da temporada 2018. O piloto paulista terminou a prova em quarto lugar, à frente de Felipe Fraga, segundo colocado no campeonato.

Ricardo Zonta, que largou na pole position, foi o primeiro colocado, seguido por Julio Campos e Gabriel Casagrande, que completaram o pódio. Rubens Barrichello terminou em sexto lugar.

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Serra largou em terceiro e fez uma corrida sem correr riscos, com bastante cautela, pois tinha 25 pontos de vantagem na classificação sobre Fraga, apenas 18º no grid. O piloto paraense fez uma boa corrida de recuperação, com várias ultrapassagens.

Daniel Serra é filho de Chico Serra, tricampeão da Stock car em 1999, 2000 e 2001. Com o segundo título consecutivo, o piloto se iguala a Ricardo Maurício (2008 e 2013) e Giuliano Losacco (2004 e 2005).

A lista dos maiores campeões reúne Paulo Gomes, Ângelo Giombeli (cada um com três), Cacá Bueno (cinco) e Ingo Hoffmann (12).

Felipe Fraga se deu bem neste domingo na etapa de Cascavel, no interior do Paraná, a oitava de 12 da temporada de 2018 da Stock Car. Mesmo sem vencer nas duas corridas do dia, o piloto da Cimed se aproveitou do péssimo desempenho do líder Daniel Serra, que não pontuou, e encostou na ponta da tabela de classificação. Com o segundo lugar na 1.ª prova e o sétimo na 2.ª, virou vice-líder e diminuiu a desvantagem de 44 para apenas 12 pontos (191 a 179).

Na primeira corrida deste domingo, com frieza e perfeição, Lucas di Grassi foi o vencedor. Felipe Fraga largou na pole, mas não teve como segurar o rival, que conquistou a "tríplice coroa paranaense" por também ter vencido neste ano em Curitiba e em Londrina. Marcos Gomes fechou o pódio.

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"A gente era mais rápido e por mais que não passássemos nos boxes, acho que teríamos conseguido depois. A estratégia era se manter o mais próximo possível do Fraga na primeira parte. Mas tenho de agradecer à equipe Hero pelo pit stop de hoje (domingo). Minha terceira vitória no ano, estou muito feliz. O carro sobrou e a equipe está de parabéns", comemorou o vencedor.

Pouco depois teve início a segunda corrida em Cascavel. O vencedor da vez foi Átila Abreu, que havia abandonado a disputa da prova inicial e optou por realizar a sua parada de box na última volta da janela obrigatória, durante a qual o carro de segurança teve de intervir na corrida devido a um acidente com Bia Figueiredo. Assim, surgiu na liderança e com a relargada acontecendo a apenas três voltas do final, foi só administrar a ponta para vencer pela segunda vez na temporada.

"Nada como uma corrida após a outra. Não estávamos em um bom final de semana, batendo cabeça no acerto do carro, uma batida na primeira corrida, sem desempenho nenhum, e tentei fazer o pit stop no final da janela. Rubinho (Barrichello) teve problema na parada, saí na frente dele, e enquanto os outros pilotos reduziram o ritmo pela entrada do carro de segurança, eu saí na frente. Sabia que os caras eram rápidos, mas acreditamos até o final. Só tenho que agradecer a equipe, aos patrocinadores e a esse público que encheu as arquibancadas", disse Átila.

A segunda colocação ficou com Júlio Campos, que na última volta ultrapassou Rafael Suzuki, que chegou a liderar a prova na maior parte do tempo. Thiago Camilo despontou com chances de vitória, mas sofreu um problema no fim e perdeu as posições para Campos e Suzuki. Ainda conseguiu passar Cacá Bueno para terminar em quarto, à frente do pentacampeão.

Max Wilson foi o sexto, seguido por Felipe Fraga e Antonio Pizzonia. Ricardo Zonta, companheiro de equipe de Átila, foi o nono, enquanto que Esteban Guerrieri, no seu fim de semana de estreia na Stock Car, terminou em 10.º lugar.

A nona etapa da temporada de 2018 da Stock Car acontecerá no próximo dia 23 no autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.

Rubens Barrichello venceu neste domingo a Corrida do Milhão da Stock Car pela segunda vez na carreira - a outra foi em 2014. A vitória em Goiânia veio graças ao rápido trabalho de sua equipe nos boxes na parte final da prova. O ex-piloto da Fórmula 1 esperou um pouco mais do que os principais concorrentes para ir aos boxes e, depois de fazer o reabastecimento, retornou em primeiro lugar a duas voltas do término.

A disputa foi emocionante pelas primeiras colocações e não teve a presença dos favoritos, como Daniel Serra, que havia feito a pole, mas que deixou o carro morrer e perdeu posições. A parte final da prova contou com uma disputa acirrada entre Max Wilson, Antonio Felix da Costa e Rubinho.

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Max foi o primeiro a ir para os boxes para fazer o segundo pit-stop. Foi quando Felipe Masse se envolveu em um incidente e teve o pneu traseiro furado. O safety-car não precisou entrar. Parecia que tudo daria certo para Max Wilson. Felix da Costa fez a parada e retornou em segundo lugar.

Barrichello seguiu por mais algumas voltas na pista, conseguiu fazer ótimas voltas por estar com pouco combustível e então entrou nos boxes. Saiu na liderança da corrida, na penúltima volta. Depois foi só manter a tranquilidade e cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.

A prova foi marcada por alguns acidentes e a presença do safety-car na pista. Logo na volta de apresentação, Antonio Pizzonia e Átila Abreu tiveram problemas e o carro de apoio teve que entrar no circuito. Na largada, Daniel Serra manteve a ponta e Félix da Costa deixou Rubinho para trás. Felipe Massa, que havia largado em 28º lugar, subiu para o 22º.

O safety-car, no entanto, voltou para a pista antes de segunda volta, por conta do acidente de Gary Osman, que se chocou no muro de proteção. Algumas voltas depois com bandeira verde, Júlio Campos se chocou contra o muro também e a prova foi mais uma vez interrompida.

Daniel Serra perdeu a liderança após a primeira parada nos boxes. Seu carro morreu e ele ficou para trás. Foi quando aconteceu o acidente mais grave da etapa. Thiago Camilo rodou e se chocou com Cacá Bueno, que chegou a perder uma de suas portas. Ninguém se feriu. Na reta final vieram as segundas paradas para abastecimento e foi quando a corrida se decidiu. Max Wilson terminou em segundo lugar, com Félix da Costa completando o pódio.

Depois de as condições climáticas impedirem a realização do treino classificatório para a etapa de Santa Cruz do Sul da Stock Car no sábado, o cenário neste domingo foi bem diferente. A forte chuva deu espaço ao céu azul e o sol na cidade gaúcha. E quem se aproveitou foi Marcos Gomes, que faturou a pole position para a prova que acontecerá ainda neste domingo, às 14 horas.

O piloto da Cimed Racing foi o mais veloz da atividade no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul e largará na frente apenas pela primeira vez nesta temporada. Ele ainda busca sua primeira vitória no ano, após terminar em segundo no Velopark e em Londrina.

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Marcos Gomes ficou apenas seis milésimos à frente de Daniel Serra, líder da temporada, que sairá na segunda colocação. Sua marca de 1min19s922 na terceira fase do treino foi suficiente para colocá-lo na primeira colocação, deixando o favorito logo atrás, com 1min19s928.

A terceira colocação ficou com Júlio Campos, que chegou a liderar a atividade, com o tempo de 1min20s005. Max Campos, com 1min20s190, Átila Abreu, com 1min20s574, e Thiago Camilo, que marcou 1min20s620, aparecerão na sequência no grid deste domingo.

"Eu sabia que o Julio tinha virado um tempo bom. O Daniel eu não sabia porque já estava na minha volta de abertura, mas sabia que ele estava na casa de 1min19s9. Então, eu tinha de arriscar. Deu certo nos dois setores, passei um pouco do ponto na última curva, mas conseguimos sair com essa pole. Infelizmente, não poderemos comemorar por muito tempo porque a corrida é daqui a pouco. Estamos com um carro muito bom", disse Marcos Gomes.

Pentacampeão da categoria, Cacá Bueno sairá na nona colocação, após marcar 1min20s309. Já Rubens Barrichello cravou 1min20s347 e virá logo atrás, na décima posição.

Daniel Serra chega neste domingo com liderança folgada da temporada, com 116 pontos, 36 à frente do segundo colocado, Cacá Bueno. Daniel Fraga tem 76, enquanto Barrichello soma 72.

Rubens Barrichello garantiu neste sábado a pole position da etapa de Curitiba da Stock Car. O veterano piloto fez a volta mais rápida em 1min18s029 e deixou para trás Daniel Serra em 0s274. Marcos Gomes sairá em terceiro.

"Cada vez que eu guio é uma vontade e um agradecimento muito grande. A Full Time está me entregando um carrão, muito bom, estou muito feliz, guiando no meu máximo", comemorou Barrichello logo após sair do carro.

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Foi a oitava pole da carreira de Barrichello na Stock Car e uma inversão, por enquanto, do resultado da corrida de duplas em Interlagos, que marcou o início da temporada 2018. Na ocasião, ao lado de Filipe Albuquerque, Barrichello terminou em segundo lugar e viu Daniel Serra vencer.

Max Wilson largará na quarta colocação, à frente de Felipe Fraga, que chegou a dar as melhores voltas no Q1 e no Q2, mas vacilou na parte decisiva. O sexto lugar no grid será de Lucas Di Grassi. A primeira corrida do domingo tem largada prevista para 11h e a segunda prova da etapa está prevista para começar às 12h05.

Rubens Barrichello comemora uma nova vida. O piloto de 45 anos passou 13 dias internado no começo do ano depois de um problema em um vaso sanguíneo na cabeça e considera ter renascido ao ser curado. Em entrevista exclusiva ao Estado em Interlagos, onde se prepara para a corrida de abertura da Stock Car, neste sábado (10), Rubinho admite emoção com o retorno e conta ter vivido o maior susto da sua vida.

Como está de saúde?

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Eu estou ótimo. Tive uma baita dor na nuca e fomos ao hospital. Entre as possibilidades do que era, assustava bastante. Mas no primeiro exame se viu que eu tive um problema na veia, mas ela estava fechada e que eu precisava de repouso. Foram 13 dias internado que me fizeram refletir muito. Fazia tempo que eu não conseguia esvaziar a minha cabeça. Muitas vezes a minha mulher me acordou de manhã e falou: "Liga para o seu engenheiro porque você falou com ele a noite inteira". Minha cabeça não para. É um motor que fica ligado 24 horas. Aprendi que preciso dar tempo para mim.

E como foi a volta?

O dia em que sentei no kart, saí mudando marcha e vi que a sensação era igual, eu chorei muito. Chorei hoje entrando no autódromo também, de emoção. O medo era de não poder fazer mais aquilo que mais amo na vida. Poder disputar uma prova dessa, com público, me deixa muito feliz.

Mas o que causou o problema?

Estresse é uma das parciais, com certeza. Não quero entrar no detalhe, para não virar um alarde total. O mais importante é que o médico falou que a chance de eu ter isso de novo é igual à de toda a população. Não é por conta do meu problema que eu tenho mais probabilidade de voltar a ter. Então, a veia se fechou de uma forma perfeita. Realmente estou zerado.

Então você se sentiu como em um renascimento?

Eu estou tendo a chance de um recomeço. Vou te falar que andei bem de kart quando treinei. De tudo isso, tem uma lição enorme, de ser agradecido por tudo o que aconteceu. Sou parte de uma porcentagem muito pequena, porque saí ileso. Pouquíssimos tiveram a chance de ter esse renascimento. Alguns acabam por morrer, outros têm sequela.

Você considera isso um susto maior do que qualquer outro o acidente que teve na carreira?

Foi o maior susto da minha vida para mim. Eu sou um cara atleta, que corre todo dia, que come direito, então você não espera que isso possa acontecer.

Sem piloto brasileiro, acha que o público terá interesse em acompanhar a Fórmula 1?

A gente precisa do apoio. Se a TV continuar passando as sessões, a gente tem um número menor do que tínhamos no passado, mas sempre terá quem gosta. A Fórmula 1, quer queira ou quer não, até podemos falar mal dela, mas no final sempre tem alguma coisa interessante para ver. Acredito que se a gente não tiver piloto brasileiro pelo segundo ou terceiro ano seguido, aí sim pode ser que tenha uma balançada no interesse.

Por que o Brasil não tem mais pilotos?

A fonte secou por uma situação do aprendizado do Brasil, das nossas categorias, de tudo aquilo que a gente precisa analisar, porque é o momento de rever a situação. O menino cresce, se for dar certo, ele vai fazer o kart fora do Brasil. Eu ainda pude fazer a Fórmula Ford aqui, e isso me deu um ensino muito grande. A situação financeira do Brasil e o apoio precisam ser revistos. Não é hora de apontar o dedo e falar em culpados. É importante dar um passo para frente. A gente precisa daqui a pouco tempo ter um automobilismo mais eficiente no Brasil.

Pensa em ser dirigente e ajudar nessa situação?

Não. Eu gosto mesmo é de guiar. Sou dirigente dos meus dois filhos, mas ainda assim eu sempre pego o kart deles para me ocupar um pouco. Eu sou muito ativo ainda, e graças a Deus isso me mantém jovem e apaixonado. Não tem como agradecer de ter sido liberado para desfrutar da minha paixão na vida. Adoro ver meus amigos me chamando de doido e falando que ninguém gosta de automobilismo mais do que eu.

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