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No momento em que a construção de uma federação com o PT enfrenta entraves em torno de candidaturas estaduais, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, foi às redes sociais defender que alianças políticas sejam programáticas, e não apenas eleitorais. Ambos os partidos tentam viabilizar um acordo para se unirem nas eleições de outubro, mas ainda divergem sobre quem terá o direito de indicar a cabeça de chapa nas candidaturas aos governos de Pernambuco, São Paulo e mais quatro Estados.

"Coligação partidária implica em afiar ideias para avançar em um projeto de país. Ela deve ser programática, ideológica, e não apenas eleitoral, sob pena de repetirmos o passado. Precisamos ir além", escreveu Siqueira.

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Diferentemente das coligações - proibidas nas eleições proporcionais desde 2020 -, as federações vão além da disputa eleitoral: criam uma "fusão" temporária entre as siglas envolvidas, que precisam permanecer unidas por pelo menos quatro anos. A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, tem defendido que as legendas estarão juntas nas eleições, se não federadas, coligadas.

Em entrevista nesta terça-feira, 18, Siqueira criticou o que chamou de "visão exclusivista" do partido de Lula. Embora se trate de uma "atitude natural" de quem tem a maioria, segundo ele avalia, o partido precisaria ceder espaço para permitir a ampliação do centro.

"Nós estamos dispostos a colaborar com a eleição de Lula, mas também queremos que o PT esteja disposto a colaborar com as nossas candidaturas. Porque, afinal de contas, serão elas todas palanques do presidente Lula por todo o País", afirmou. As declarações foram feitas ao jornal Correio Braziliense.

O prazo para registro de federações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termina no início de abril, seis meses antes do pleito. Gleisi Hoffmann e Siqueira se reunirão para discutir esse assunto nesta quinta-feira, 20, em Brasília. Embora ambas as siglas tenham o mesmo interesse no plano nacional - eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, as negociações esbarram no desejo de lançar candidatos próprios nos Estados. Em São Paulo, por exemplo, o PT não abre mão da candidatura de Fernando Haddad, que disputaria contra Márcio França (PSB).

A presidente nacional do PT, Glesi Hoffmann, afirmou que o apoio do PSB ao PT para a disputa presidencial deste ano já está confirmado. De acordo com a deputada federal, eles precisam apenas alinhar se os partidos vão estar juntos como coligação ou federação. Segundo o UOL, a informação foi confirmada por Gleisi durante um evento da Fundação Perseu Abramo.

"Já tem uma decisão de apoio ao presidente Lula (…) o PSB estará com a gente, se não na federação, numa coligação. Mas vamos fazer um esforço para ter a federação, que dá mais nitidez ao campo político, é importante para o processo que estamos vivendo", declarou a presidente do PT nessa teça-feira (18).

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Gleisi vai se reunir com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, nesta quarta-feira (20), para tratarem sobre os Estados. Nessa terça, Siqueira disse que o PT precisa ser recíproco e precisa vencer sua visão exclusivista para que a federação dê certo.

 

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou, nesta terça-feira (18), esperar que o Governo Federal dê mais atenção às demandas apresentadas pelo Consórcio do Nordeste, equipamento de desenvolvimento social e inovação para a região fundado por governadores em 2019. Segundo Paulo, que assumiu a presidência do grupo, nos últimos anos a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) não levou em consideração as ponderações feitas.

Apesar da maioria dos governadores nordestinos estarem na oposição ao presidente, Paulo disse que o consórcio sempre buscou a administração federal.

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“Vamos manter a função representativa e federativa que o consórcio sempre colocou. Sempre teve a procura permanente do Governo Federal. Vamos continuar a contribuir com o debate nacional. Vamos esperar também que o Governo Federal dê atenção as demandas do Nordeste, nos últimos anos foram anos que não se levou em consideração demandas apresentadas”, declarou em coletiva de imprensa após a cerimônia de posse que aconteceu no Recife.

“A pandemia é o maior exemplo disso, onde prevaleceu no âmbito federal a insistência do negacionismo e tratamentos ineficazes, retardaram o avanço da vacinação, então vamos continuar a colaborar com o Brasil, mas esperamos também que haja consciência do Governo Federal de que é preciso ter um olhar federativo, onde Estado e municípios podem contribuir muito mais”, considerou o governador de Pernambuco.

Planejamento para 2022

Durante a coletiva, Paulo aproveitou para desfilar elogios ao ex-presidente do grupo, o governador do Piauí, Wellington Dias, e pontuar o planejamento do consórcio.

“Vamos ter a oportunidade agora de fazer o planejamento para o ano de 2022 e vai ser diante dos avanços dos estudos que as 15 câmaras temáticas do consórcio estão produzindo. Vamos avançar em áreas como energias renováveis, turismo, agricultura familiar, a questão do desenvolvimento social e econômico, ações referentes a cultura. Uma série de ações que vamos buscar potencializar e ter no planejamento condições de tirar muitas coisas do papel. Em 2019, tivemos condições de atração de investimentos que somaram mais de R$ 50 bilhões de ações”, detalhou Paulo.

ICMS

O governador de Pernambuco também foi questionado sobre a procura do presidente Jair Bolsonaro ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para aprovar e estabelecer um valor fixo ao ICMS.

“O projeto que a Câmara aprovou trás uma perda de receitas enormes para todos os Estados brasileiros, em Pernambuco são prejuízos de mais de R$ 600 milhões por ano. O Senado tem discutido outras ações que no nosso entender vão ao olhar de correção aos preços dos combustíveis”, frisou, pontuando a possibilidade de aprovação de um fundo de estabilização dos preços de combustíveis.

“Ano passado foram 11 aumentos suscetíveis dos combustíveis, os Estados congelaram por 90 dias do valor incidente do ICMS sobre o combustível, se mostrou que o problema não é do ICMS. Temos que discutir o que queremos para o futuro. A redução do preço dos combustíveis, mas dentro de um olhar que preserve também a autonomia federativa dos Estados e não olhe apenas para o lucro da Petrobras”, complementou.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), é oficialmente o presidente do Consórcio do Nordeste, equipamento de desenvolvimento social e inovação fundado por governadores da região em 2019. A cerimônia de posse aconteceu na manhã desta terça-feira (18), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Recife. Após dois anos, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), passou o cargo para o pernambucano.

Durante o evento, Dias fez a apresentação do Consórcio e destacou realizações do grupo desde 2019. Com a chegada da pandemia, os projetos iniciais foram substituídos pela prioridade da crise sanitária. Na cerimônia, servidores foram lembrados pelo serviço prestado desde que a situação de emergência chegou ao Estado, como foi o caso do secretário José Bertotti, da Secretaria do Meio Ambiente (Semas), e do doutor Sérgio Rezende, que recebeu a comenda Celso Furtado.

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"A máxima do Nordeste foi a importância de trabalhar a ciência, para a segurança e outras importantes áreas da nossa região. O trabalho inicial foi atrapalhado pela pandemia, mas destaco a preocupação com o social-econômico, das agendas iniciais na Europa, a coragem de iniciativa na área ambiental que, inclusive, nos possibilitou alcançar uma posição muito firme na COP 26, reafirmando o acordo de países e gerando a criação do Consórcio Brasil Verde", pontuou o gestor piauiense.

Estiveram presentes à mesa o governador e a vice-governadora de Pernambuco, Paulo Câmara e Luciana Santos; o governador paraibano João Azevedo (Cidadania); Wellington Dias; Renan Filho (MDB), governador de Alagoas; Maria Izolda (PDT), vice-governadora do Ceará; e Antenor Roberto (PCdoB), vice-governador do Rio Grande do Norte.

Rui Costa (PT), governador baiano, não participou em virtude do seu aniversário de 59 anos. Flávio Dino (PSB), do Maranhão, e o senador Humberto Costa (PT-PE) participaram remotamente.

A criação da federação entra o PT e o PSB tem esbarrado em diversos entraves. Nesta terça-feira (18), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que a legenda petista precisa ser recíproca e vencer sua visão exclusivista. 

"O PSB está em negociações para colaborar com a candidatura de Lula à presidência da República. Mas o PT precisa vencer sua visão exclusivista e apoiar também as candidaturas do PSB. A reciprocidade é necessária", escreveu Siqueira no Twitter.

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Os partidos têm encontrado dificuldades de alinhar os palanques em São Paulo e em Pernambuco e isso atrasa o fechamento da federação porque, segundo as regras, cria-se uma espécie de fusão das legendas e dá direito a uma candidatura só. Os dois Estados que são prioridade para o PSB.

"São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Acre [são prioridade]… E tem outros candidatos que poderão surgir, mas, até agora, nós colocamos na mesa esses cinco estados. Pode surgir, por exemplo, o Maranhão, onde o PSB, provavelmente, terá candidato também; pode surgir Alagoas", disse Carlos Siqueira em entrevista ao Correio Braziliense.

De acordo com o Metrópoles, hoje Siqueira deve se reunir com os deputados federais da legenda para tratar sobre os empasses envolvendo a união dos partidos. Já na quinta-feira (20), acontecerá mais um encontro entre o presidente nacional do PSB e a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffman, para tentar alinhar o discurso, cortar as arestas e fechar a aliança ou não. 

Com a aliança renovada com o PT, embora garanta que o PSB vai anunciar candidatura própria ao Governo de Pernambuco, o governador Paulo Câmara não descartou a possibilidade do partido apoiar a campanha do senador Humberto Costa (PT). Sem divulgar seu representante ao pleito, o PSB deve manter o mistério até o fim de janeiro.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o governador comentou sobre a reconciliação com o PT e disse que mesmo se não tiver apoio da legenda nos Estados, entende que a união em torno da candidatura do ex-presidente Lula (PT) é fundamental.  

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No recorte estadual, o PT saiu na frente e lançou a pré-candidatura de Humberto Costa (PT) ao Governo de Pernambuco. O PSB ainda debate com seu núcleo a escolha do representante com qualificações para manter a gestão com a sigla. De acordo com Paulo, o candidato será da política e pode ser apresentado ainda neste mês.

"Nós tivemos juntos ao PT em várias oportunidades. Tive a honra em 2018 de ser candidato à reeleição com o senador Humberto Costa como candidato ao Senado na nossa chapa, não estivemos juntos em 2020, mas há uma clara disposição tanto do PT como do PSB de estarmos juntos em 2022, juntos em favor do presidente Lula e juntos aqui na nossa sucessão. Não tenho dúvida que PT e o PSB vão estar juntos em torno do que for deliberado ao longo de janeiro nas nossas discussões", sinalizou.

Sem assegurar a federação nacional entre PT, PCdoB e PSB, Câmara entende que, independente de oficializar esse compromisso, os partidos precisam se aliar para fortalecer o campo progressista e se contrapor a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

No âmbito nacional, o PSB convidou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin para integrar seu quadro. Câmara reforçou que a proposta foi feita no ano passado, mas ainda não houve resposta.

Antes adversário de Lula, Alckmin deixou o PSDB e é ventilado como um dos prováveis nomes para compor a chapa à Presidência como vice do petista.

"Seria uma boa contribuição que a gente poderia dar a essa construção que a gente quer de unidade nacional, dados os riscos que temos enfrentado no Brasil e que podem ser agravados caso haja uma reeleição do presidente Bolsonaro", destacou o governador de Pernambuco.

Inerte em meio à movimentação dos concorrentes que se apresentam ao Governo de Pernambuco, o PSB não deve abrir mão da candidatura própria, afirmou o governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB). Sem o interesse do ex-prefeito do Recife Geraldo Julio em participar das eleições, o partido deve mudar a estratégia para este ano e anunciar um candidato de dentro da política.

Apontado como possível candidato ao Senado, Câmara disse em entrevista à Folha de S. Paulo que tem o desejo de cumprir o mandato estadual e não pretende deixar o Palácio do Campo das Princesas em abril.

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Sem confirmar quem o partido deve levar às urnas para concorrer à sucessão do Governo do Estado, ele indicou que o representante do PSB pode ser apresentado aos eleitores ainda em janeiro. Dessa vez, a sigla vai optar por um perfil da política e que tenha capacidade gerencial.

Recusa de Geraldo Julio

Se falava na escolha de Geraldo Julio, mas o atual governador explicou que o próprio ex-prefeito da capital recusou participar dos debates sobre as eleições ainda no ano passado.

"É o que ele já externou ao longo do ano de 2021 sempre que foi colocado nas discussões. Ele sempre solicitou que esse debate não fosse avançando dada a sua intenção de não ser candidato a governador. Então a gente tem que respeitar essa posição. Ele é secretário de Desenvolvimento Econômico atualmente e tem nos ajudado no plano de retomada e com certeza vai ajudar na construção das candidaturas", esclareceu.

O PSB emitiu uma nota negando já ter escolhido o deputado federal Danilo Cabral para disputar o governo de Pernambuco em 2022. Na manhã desta quarta-feira (12), o colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo, assegurou que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), já havia escolhido Danilo Cabral para a sucessão.

“Esse processo está sendo conduzido pelo governador Paulo Câmara ao longo do mês de janeiro, como já foi amplamente noticiado”, disse o presidente do partido, Sileno Guedes, na nota. 

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Segundo a coluna de Lauro Jardim, o PSB esperava resolver a discussão com o PT sobre quem seria o candidato apoiado pelos dois partidos, com a expectativa de que Humberto Costa (PT) retirasse a pré-candidatura.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), reuniu-se na manhã desta sexta-feira (7), por videoconferência, com prefeitos de todas as regiões do Estado para compartilhar o atual momento da pandemia da Covid-19 e a aceleração dos casos de Influenza.

O gestor prometeu que a ampliação da rede de leitos de terapia intensiva, do número de testes rápidos e o incentivo à vacinação serão intensificados. Além disso, Paulo solicitou ainda a colaboração dos prefeitos para o reforço no atendimento nas unidades municipais de saúde. 

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“Apresentamos aos prefeitos os dados atualizados tanto da Covid, quanto da Influenza, para que todos estejam cientes da gravidade do momento atual. Voltamos a abrir leitos, adquirimos vans e caminhonetes para ajudar os municípios a vacinar, e também distribuímos testes rápidos. Precisamos também da colaboração de todos para que a atenção básica seja reforçada. Nosso papel sempre será de prestar as informações corretas, as orientações necessárias e dar apoio às prefeituras para proteger e atender a população”, afirmou Paulo Câmara.

Também estiveram presentes na conversa o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota; o procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco, Paulo Augusto de Freitas Oliveira; e o secretário estadual de Saúde, André Longo.

As demandas colocadas pelos prefeitos se concentraram na falta de insumos gerada pelo aumento repentino da demanda e na preocupação com eventos privados. “Todos esses pontos estão sendo levados em consideração e serão analisados na reunião do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 na próxima segunda-feira. Uma série de temas serão abordados, inclusive a possibilidade de novas restrições”, concluiu o secretário André Longo.

*Com informações da assessoria de imprensa

Sem apresentar o candidato sucessor a Paulo Câmara, a única saída do PSB é estruturar a federação com o PT para continuar no Governo de Pernambuco. Do interior galopam os prefeitos e ex-filiados, Miguel Coelho (DEM) e Raquel Lyra (PSDB), que eram destaque no projeto de renovação do partido, mas não foram recompensados e hoje se alinham na oposição. 

Consolidado desde 2007 em seu principal colégio eleitoral, o PSB confia que a robustez da Frente Popular dá margem para que seu candidato seja lançado de última hora, ou o brilho da herança de Eduardo Campos de fato esfriou. 

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Momento de reorganização 

O doutor em Ciências Políticas e professor da UNAMA, Rodolfo Marques, comentou sobre a perda de espaço da sigla, que hoje se mostra "bastante dividida". Por outro lado, ele lembrou que o PSB ainda é o grupo político mais relevante de Pernambuco, não à toa se consolidou na Prefeitura do Recife apesar da diferença mínima para a concorrente Marília Arraes (PT).  "Eu ainda não aponto uma perda de protagonismo do PSB em Pernambuco. Eu vejo essa mobilização como um processo de 'rearrumação' de forças", descreveu. 

Ex-filiados na oposição 

As divergências do partido foram expostas com a saída de figuras promissoras da ala jovem, que foram preteridas pelo projeto de erguer o caçula João Campos. Ainda que toda partida traga consequências, quem deixou o PSB por ingratidão obteve resultados políticos mais valiosos, como a própria Marília, eleita ao Congresso, e os prefeitos de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB). 

Atenta à apatia da Frente Popular na disputa ao Governo, a dupla de gestores do Interior constrói aos poucos suas campanhas baseadas em um movimento ‘vira voto’ com a conquista do apoio das Prefeituras do PSB espalhadas pelo Agreste e Sertão. 

Nova aliança com o PT 

Com as eleições batendo à porta, mesmo sob pressão, o PSB não tem prazo para definir o nome que deve levar às urnas. Sem quadros identificados com os eleitores, Marques acredita que o partido deva aproveitar a popularidade do ex-presidente Lula (PT). 

Para se reaproximar do partido e remediar as rusgas deixadas pelo embate entre os primos João Campos e Marília Arraes na disputa de 2020, o petista foi recebido no Palácio do Campo das Princesas, onde se reuniu com a alta cúpula do PSB na sua última visita a Pernambuco. 

Ainda que o diretório do PT esteja aquecido em torno da participação do senador Humberto Costa (PT), o PSB vai reivindicar seu domínio. No entanto, até fechar a federação, a legenda deve permanecer silenciosa.  "Vai passar essa decisão do PSB sobre essa aliança com o PT, e o PSB reivindicando a cabeça de chapa", detectou o estudioso. 

Com o risco de ser derrotado "em uma carreira solo", cabe uma avaliação interna de "quanto o PSB vai perder ou quanto ele vai conseguir manter ainda de representatividade [ao término das eleições]”, acrescentou. 

Geraldo Julio longe de ser unanimidade 

Uma capacidade já reconhecida do PSB é a assertividade na fabricação de candidatos com perfil fora da política. O próprio Paulo Câmara pode ser considerado um quadro de sucesso, junto com o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio, que ainda causa questionamento nos bastidores sobre ser escolhido como o sucessor do Governo.  "É um nome bem importante dentro da trajetória do PSB, [mas] Geraldo Julio realmente perdeu protagonismo, perdeu espaço", avaliou Marques, que não vê comoção pela sua candidatura.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se solidarizou com o ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), alvo de uma operação da Polícia Civil paulista nesta quarta-feira (5). A investigação apura o envolvimento de França com uma quadrilha suspeita de desviar recursos da área da saúde. Endereços do pessebita foram alvos de mandados de busca e apreensão. 

De acordo com informações do G1, a quadrilha seria chefiada por Cleudson Garcia Montali. A organização também teria financiado a campanha de Márcio França ao comando da prefeitura de São Paulo em 2020. 

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Em publicação no Twitter, o ex-presidente defendeu que se investigue políticos sem espetáculos midiáticos, principalmente em anos eleitorais. Márcio França é pré-candidato a governador de São Paulo. 

"Nossa constituição é clara sobre a presunção de inocência. Que se investigue tudo, mas com direito de defesa e sem espetáculos midiáticos desnecessários contra adversários políticos em anos eleitorais. Minha solidariedade para @marciofrancasp", escreveu Lula. 

O líder nacional do PT não foi o único do partido a se manifestar sobre o assunto, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também se solidarizou com o ex-governador. 

"Nada contra investigar políticos, muito pelo contrário. O problema é o espetáculo extemporâneo. Não devemos abdicar do princípio da presunção da inocência. Minha solidariedade a @marciofrancasp e família. Reputação é obra de uma vida. Espero que tudo se esclareça o quanto antes", publicou.

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Defesa de França

Em publicação no Twitter, Márcio França se defendeu e disse que a operação foi política, uma vez que ele busca concorrer ao Governo do Estado.

"Começaram as eleições 2022. 1ª Operação Política. Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas “autoridades”, com “medo de perder as eleições”, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa", escreveu.

"Toda operação policial tem nome! Essa é uma operação política e não policial. Ela é, evidentemente, de cunho político eleitoral. Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvo da investigação", emendou.

França ainda lamentou que as eleições deste ano comecem assim em São Paulo e frisou: "Já venho há tempos alertando que um grupo criminoso em SP tenta me impedir de expressar a verdade. Sabem que não compactuo com eles, que querem tomar conta do Estado de SP. Se depender de mim, não vão conseguir".

"Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde. Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal", completou. Ponderando ainda não ter "medo de ameaças ou de chantagem".

Diante do impasse para fechar aliança com o PT em Estados definidos como "joias da coroa", a cúpula do PSB decidiu fazer um movimento paralelo. Quer filiar o ex-governador Geraldo Alckmin, mas pode agora oferecê-lo como "dote" ao PDT de Ciro Gomes. Dirigentes do PSB procuraram o comando pedetista e marcaram um almoço para a próxima semana, em São Paulo, na tentativa de abrir novo canal de negociação.

Sem partido desde que deixou as fileiras tucanas, no último dia 15, Alckmin prefere entrar no PSB e ser vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, em 2022. Mas, como a cada semana surge um problema, tanto ele como os líderes da sigla saíram em busca de alternativas.

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A ideia é dar um ultimato ao PT e mostrar que os socialistas não estão dispostos a abrir mão de candidaturas próprias em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, por exemplo. Nas conversas, acenam com a hipótese de montar uma federação e casar de papel passado com o PDT, o PV e a Rede até as eleições de 2026. Fundadora da Rede, a ex-ministra Marina Silva, que amargou derrotas na últimas três disputas presidenciais, tem se aproximado de Ciro, embora deteste o marqueteiro da campanha, João Santana, autor de agressiva estratégia contra ela em um passado não muito distante.

O movimento do PSB é visto com ceticismo pelos petistas, para quem tudo não passa de um jogo de cena do grupo do presidente do partido, Carlos Siqueira, para valorizar o passe. Siqueira tem dado declarações duras desde o último encontro com Lula, há 11 dias. Disse, por exemplo, que o PT precisa decidir se seu objetivo é "formar uma frente ampla" para derrotar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e eleger Lula ou se é "disputar os governos nos Estados" e tratar como adversário quem pode ser seu principal aliado.

"Esse negócio do PSB com o PT não tem como dar certo, mesmo porque Lula, com 46% (das intenções de voto), acha que já está com a mão na taça", disse ao Estadão o presidente do PDT, Carlos Lupi. "Nós vamos conversar. Acho que o PSB tem muito mais afinidades com o PDT."

Não está claro, ainda, qual papel Alckmin desempenharia em um arranjo assim. Motivo: há, nos bastidores, forte pressão da bancada de deputados federais do PDT para que Ciro desista da candidatura à sucessão de Bolsonaro, caso não consiga decolar até março. O ex-ministro enfrenta dificuldades para se mostrar competitivo no pelotão da terceira via, principalmente depois da entrada do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) no páreo presidencial.

'INDESISTÍVEL'

A portas fechadas, parlamentares do PDT observam que, ao invés de ter candidato próprio ao Planalto, o partido deveria privilegiar a distribuição de recursos para os concorrentes à Câmara. O tamanho da bancada influencia na divisão do fundo eleitoral entre as legendas.

"Eu não sei o que o PSB vai querer, mas Ciro não desiste e eu também sou 'indesistível'. Para não ter mais esse tititi, quero deixar claro: não estamos gastando esse dinheiro todo com o João Santana para nada", afirmou Lupi.

Para frear o aumento das especulações sobre a retirada de Ciro, principalmente após a operação da Polícia Federal que o alvejou, a cúpula do PDT decidiu criar um fato político.

Em uma estratégia antecipada, o partido fará o pré-lançamento da candidatura de Ciro, em Brasília, no dia 21 de janeiro de 2022. No ato, o PDT vai apresentar a nova marca da campanha, que pretende transformar o estilo brigão e explosivo do ex-ministro em ativo eleitoral. Um dia depois, em 22 de janeiro, o partido homenageará o ex-governador Leonel Brizola, que completaria 100 anos na data.

PALANQUE

O PDT precisa de um palanque forte para Ciro em São Paulo e também está conversando com Guilherme Boulos, do PSOL, partido que sempre se opôs a Alckmin. Pode apoiá-lo na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. O ex-governador e Ciro, por sua vez, se dão muito bem e têm uma afinidade regional: os dois são de Pindamonhangaba, cidade do interior paulista. Uma aliança para que Alckmin seja vice nessa chapa, porém, é considerada difícil.

O ex-tucano também já foi convidado para se filiar ao Solidariedade, ao PSD do ex-ministro Gilberto Kassab, ao União Brasil e ao próprio PDT, mas continua preferindo o PSB. Só que os embaraços para a formação da federação de partidos com o PT - um casamento que precisa durar no mínimo quatro anos - têm atrapalhado o avanço das negociações.

Ao oferecer Alckmin como vice de Lula, o PSB exigiu o apoio do PT a seus candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Acre. Os petistas não aceitam esse acordo. Avaliam que, pela primeira vez, o PT tem chances de derrotar o PSDB na corrida ao Bandeirantes, com Fernando Haddad. Irritada com as exigências do grupo de Siqueira, a direção petista também decidiu esticar a corda e lançar o senador Humberto Costa ao governo de Pernambuco.

"O Brasil não pode ficar submisso a vontades pessoais", argumentou o ex-governador de São Paulo Márcio França, amigo de Alckmin e pré-candidato do PSB ao Bandeirantes. Na prática, a aliança entre o PT e o PSB para montar a dobradinha dos sonhos de Lula tem sido comparada agora a um jogo de estratégia. Trata-se de uma batalha na qual todos querem conquistar territórios. "Mas precisamos encaixar as engrenagens partidárias", avisou França. 

Prestes a lançar campanha ao Senado, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) alertou para a ameaça que representa a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em defesa da democracia, ele propôs a formação de uma frente ampla, com partidos de esquerda e direita, para evitar mais quatro anos da atual gestão.

O líder da oposição na Câmara enfatizou que o diálogo precisa ser ampliado em um cenário de articulação mais eficaz e as arestas entre partidos historicamente antagônicos devem ser aparadas para que se crie uma base sólida contra Bolsonaro.

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“Todo líder autoritário fica ainda mais perigoso em um segundo mandato e isso é o que temos que combater no ano que vem. Temos que derrotar o Bolsonaro de qualquer modo e isso só vamos conseguir se tivermos capacidade de diálogo em muitos setores. A sociedade não aguenta mais esse governo. Eu digo que se a gente não errar muito, a gente derrota o Bolsonaro”, considerou.

Com a pré-candidatura ao Senado aprovada pelo PSB, Molon é uma das apostas do partido no Rio de Janeiro, que deve lançar Marcelo Freixo como candidato ao Governo.

O deputado atacou diretamente o concorrente Romário, que deve tentar a reeleição ao Senado pelo mesmo partido de Bolsonaro. “Temos a responsabilidade de recuperar o campo democrático. É preciso ganhar essa vaga do Romário pelo bem do Rio”, apontou Molon.

O ex-jogador de futebol é um dos apoiadores mais populares do presidente no Congresso e integra o trio do PL que representa o Rio no Senado. As outras duas cadeiras do Estado são ocupadas por Carlos Portinho, e pelo filho do presidente Flávio Bolsonaro.

 

Chegando ao fim do primeiro ano de mandato, o prefeito João Campos (PSB) e sua equipe são aprovados por 70% dos recifenses, segundo aponta nova pesquisa da Folha de Pernambuco em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Os dados mostram que o socialista é mais popular entre as mulheres (72%) e pessoas com maior poder aquisitivo (renda familiar mensal com mais de cinco salários mínimos – 73%). A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (22) e possui margem de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre o público masculino, a aprovação também é alta: 68%. Em seguida, vêm os que têm renda mensal de até dois salários mínimos (70%) e os que têm entre dois e cinco salários mínimos de renda familiar ficam com 67%. Quanto à reprovação da gestão municipal, o maior índice está entre os que têm renda familiar entre dois e cinco salários mínimos (25%). Apenas 24% da população desaprova o prefeito e não sabe ou não respondeu chega a 6%.

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A pesquisa também perguntou aos entrevistados como avaliam a atuação da administração. Para 46% dos recifenses, a gestão é ótima ou boa. Para 41% é regular e para 12% é ruim ou péssima. Não sabe ou não respondeu soma 1%. A pesquisa foi feita de 18 a 20 de dezembro de 2021. Foi extraída aleatoriamente uma amostra municipal de 800 entrevistados, representativa da população adulta do Recife de 16 anos e mais.

João Campos tem o auge da aprovação entre pessoas de 16 a 24 anos (76%) e de mais de 60 anos, com 73%. Os recifenses entre 45 e 49 anos também têm um alto índice de aprovação da gestão (72%), o menor número ficou a cargo dos entrevistados de 25 a 44 anos de idade (67%).

Expectativas para 2022

A pesquisa Folha/Ipespe revela, também, o que os recifenses estão esperando para 2022. Na pesquisa estimulada os entrevistados foram perguntados sobre qual deveria ser a prioridade da administração de João Campos nos próximos seis meses. O item mais respondido foi geração de empregos e a retomada do desenvolvimento da cidade (31%). Destes, o maior percentual ocorre entre pessoas do gênero masculino (36%) e o menor, do gênero feminino, com 27%.

O enfrentamento da pandemia e a vacinação foi lembrado logo em seguida (22%), empatando com o terceiro lugar, que seria 'o trabalho em outras áreas como a educação e a saúde em geral' (21%). Lembrada por 13% da população está a melhoria da mobilidade e dos transportes.

Na construção da base para apoiar sua candidatura ao Governo de Pernambuco, Miguel Coelho (DEM) indicou que pode se aproximar do PDT em 2022. Após conquistar a anuência de dois prefeitos do PSB no Interior, nesta terça-feira (21), o prefeito de Petrolina se mostrou interessado em uma aproximação com o PDT.

"Dependendo do projeto que eu construir, muita gente pode se sentir atraído", prevê o gestor ao comentar sobre um possível apoio estadual do PDT.

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Ele ainda brincou que até mesmo o apoio do bloco da situação, encabeçado pelo PT e PSB, seria bem-vindo na campanha.

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"Quem tem conversado com a gente, sabe que a chapa, estadual principalmente, é uma das mais competitivas e a que dá condições de igualdade para garantir uma vaga na Assembleia vai ser a nossa, e isso tem feito muitas pessoas nos procurarem”, destacou Miguel.

O projeto do União Brasil é lançar 26 candidaturas federais e 50 estaduais. O postulante ao Governo acredita que o União em Pernambuco vai eleger quatro federais e, pelo menos, oito estaduais.

A previsão é legitimada pela recente conquista dos prefeitos do PSB, Juarez da Banana e Graça do Moinho, de Machados e Lagoa de Itaenga, que mostraram que podem defender seu projeto.

Em seus cálculos, até o momento, 38 prefeitos estarão em seu palanque. Para prosperar a base, ele já viajou mais de 30 cidades e pretende concluir o ciclo de visitas com 70 cidades até o início do próximo ano. 

O líder do PSB na Câmara, deputado Danilo Cabral, ingressou com representação no Ministério Público Federal (MPF) suspendendo e tornando sem efeito o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Comportamento Agressivo no Transtorno do Espectro do Autismo, que recomendou o tratamento com eletrochoque. A orientação foi feita em documento produzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O documento foi encaminhado para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF.

Para Danilo Cabral, a medida é um retrocesso e uma crueldade com pessoas com Transtorno no Espectro de Autismo (TEA). Entidades e grupos atuantes na área de psiquiatria, psicologia e direitos humanos alegam que o método é ultrapassado, além de violar convenções internacionais sobre Direitos Humanos, sendo, inclusive, considerada tortura.

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De acordo com parlamentar, ainda que haja instituições e profissionais que recomendem o tratamento com eletrochoque, os estudos ainda não são suficientes para concluir os efeitos do uso desse método a longo prazo. De acordo com o documento assinado por Danilo Cabral, “não seria prudente que o órgão governamental de saúde expusesse os portadores de autismo a um tratamento tão polêmico, que ainda não possui uma resposta segura.”

Tortura

Para Danilo Cabral, há a efetiva preocupação que a política a ser instituída resulte em equívocos irreparáveis. Ele defende que sejam apresentadas mais evidências e estudos para uma aplicabilidade de forma muito criteriosa. Caso contrário, a medida pode configurar na exposição de milhares de pacientes à tortura.

No documento, o parlamentar argumenta que a medida, sobretudo aplicada no Sistema Único de Saúde, pode gerar mais sofrimento do que melhora.

Entenda

No dia 16, o jornal Estado de São Paulo denunciou documento elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, em que foi sugerido o uso de eletrochoque para tratamento de casos graves de autismo. De acordo com a reportagem, o próprio texto do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) reconhecia que não há recomendação para o uso desse método em nenhuma das diretrizes clínicas internacionais consultadas.

De acordo com o protocolo, as evidências de sucesso não são suficientes para concluir a efetividade do tratamento.

*Da assessoria de imprensa

O deputado Túlio Gadêlha que, neste sábado (18), confirmou a troca do PDT pela Rede Sustentabilidade em evento no Marco Zero do Recife, admitiu que deixa o partido com algumas frustrações. Após construir carreira política em seus 14 anos filiado ao PDT, o parlamentar criticou a organização do partido em Pernambuco.

Gadêlha destacou que escolheu a Rede por ter o histórico de candidatos que são "pessoas reais e não pessoas que são de oligarquias familiares, que é o que a gente têm percebido, que ocupam as cadeiras no parlamento tanto estadual quanto federal".

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Impedido pelo ex-partido de disputar a Prefeitura do Recife com João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos, em entrevista ao LeiaJá, mesmo sem citar o atual gestor, ele considerou que "essa tradição é muito ruim para o aprofundamento do debate sobre as dificuldades do estado e as soluções para os problemas sociais que Pernambuco enfrenta".

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Descrença com o PDT

Sem falar com Ciro Gomes desde que teve a campanha majoritária à capital pernambucana reprovada pelo partido, Túlio admitiu frustrações com a ex-casa e criticou a gestão estadual.

"Saio de cabeça erguida do PDT, agradecendo o partido no que me ajudou a construir. Minha formação política eu devo ao PDT", reconheceu.

O deputado também explicou sobre a condição que interrompeu seu laço com a legenda. "Saio com algumas as frustrações porque a gente sempre busca democratizar as direções e os movimentos de base. Então, quando a gente percebe que tá tudo girando em torno de famílias, infelizmente o PDT de Pernambuco está em uma situação de comissão provisória há 27 anos, 20 com o pai e 7 com o filho. A direção estadual se quer fez uma reunião ao longo desses 7 anos, então não é esse partido que acredito", concluiu.

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Prefeito do Recife, João Campos (PSB) sinalizou a preocupação, na noite desse domingo (5), com os não vacinados no Brasil e como isso reverbera no mundo, sendo importante a exigência de um passaporte da vacina. O pessebista aproveitou o debate na GloboNews, ao lado dos prefeitos Alexandre Kalil, de Belo Horizonte, e Ricardo Nunes, de São Paulo, para alfinetar o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“É importante destacar que o Brasil não pode virar paraíso dos não-vacinados. A gente tem que exigir o comprovante da vacinação para entrar aqui. É assim que a União Europeia está fazendo, os Estados Unidos, e a gente precisa também garantir essa exigência. E que ela partirá de uma medida do Governo Federal. O diálogo é fundamental. Quando a gente faz parte de uma República Federativa, é preciso haver civilidade, ter capacidade de diálogo e que de fato faz muita falta a ausência de coordenação nacional”, observou João.

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“A pandemia ceifou mais de 616 mil vidas no Brasil e, por muitas vezes, houve omissão do Governo Federal para conduzir esse debate. É preciso levar a sério a técnica, ciência e evidências que se comprovam com muitos estudos. Essa forma como o debate foi colocado, muitas vezes estimulado de maneira equivocada pelo Governo Federal, atrapalhou muito as decisões tomadas pelas esferas e comitês, do ponto de vista técnico. Nosso papel, nas grandes cidades, é poder ter muita firmeza no debate, poder ouvir todas as partes, mas decidir com muita coerência e com respeito às evidências científicas”, emendou.

João Campos também reafirmou a necessidade de garantir maiores limitações para quem não tomou a vacina. “A vacinação é uma estratégia de imunização coletiva. É uma pandemia agressiva, que só passa se você conseguir promover uma vacinação coletiva. Somos um país muito grande, um destino turístico muito forte. Que nós não sejamos vistos como um grande celeiro de pessoas que toleram a não-vacinação. Para isso, aqui no Recife, investimos mais de R$ 35 milhões em toda estrutura de vacinação, como instalação de 22 centros e mais 800 profissionais dedicados a isso”, observou.

 Carnaval

O impacto da Covid-19 nas grandes festas como as de fim de ano e o Carnaval também foi abordado pelo prefeito. Ele disse que nos próximos 10 dias deve avançar no debate com as cinco capitais com os maiores carnavais do país.

“Eu tive uma reunião com o prefeito Eduardo Paes (Rio de Janeiro) e lá surgiu uma ideia de juntarmos os cinco maiores carnavais do Brasil: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte para poder compreender como as cidades estão se preparando para um eventual carnaval ou a não realização dele. Fizemos um primeiro encontro e a expectativa é que daqui a pelo menos 10 dias, a gente possa avançar esse debate entre as gestões municipais. Cada cidade, cada prefeito, tem autonomia para decidir, mas quando a gente compartilha informações, protocolos, números, angústias e pontos seguros, a gente pode ter maior firmeza para tomar a decisão. Estamos em fase de conversa entre as equipes técnicas para em seguida tentar avançar e buscar uma posição harmônica entre as cidades”, disse o prefeito no programa GloboNews Debate.

Cada vez mais próxima do PSDB de Raquel Lyra para a disputa ao Governo do Estado em 2022, a deputada estadual Priscila Krause traçou um paralelo entre os índices de desemprego e a alta taxa tributária em Pernambuco. Ao mesmo tempo que cobra os impostos mais caros do Nordeste, o estado lidera o ranking de desemprego no país.  

O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua, publicada nessa terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprova que 19,3% dos pernambucanos estão desempregados. O índice é superior ao do Brasil, que manteve a taxa de desocupação em 12,6%. 

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"Pernambuco que é líder de desemprego no Brasil é o mesmo que cobra a maior carga tributária do Nordeste. Não é coincidência", alfinetou a deputada.

Ela recentemente deixou o Democratas e ainda avalia propostas para escolher a nova casa.

Críticas ao PSB

"O governo do PSB é mestre em cobrar impostos e taxas, dificultando a vida da iniciativa privada e, portanto, travando o crescimento de empresas e por consequência de empregos e renda", apontou.

Na visão de Priscila, a gestão do PSB dificulta a criação de empregos para continuar no Poder. "Uma equação simples que, apenas para atender os objetivos da perpetuação no poder, o Palácio das Princesas insiste em ignorar", acrescentou.

 

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) concluiu que a carência de 3.896 vagas em creches e escolas da Prefeitura do Recife para 2021 deve aumentar a capacidade do tráfico de drogas. Nessa quarta-feira (24), ele disparou contra as gestões municipal e estadual do PSB.

"Se não bastasse esse tempo todo de pandemia, período no qual a Prefeitura poderia ter construído ou reformado as creches e escolas do Município, o que vemos é abandono, e o pior ainda pode estar por vir, pois esses jovens, ao não comparecer às salas de aula, ficando expostos nas ruas, se tornarão alvos fáceis de aliciamento pelo narcotráfico do Recife", frisou o deputado em comunicado.    

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Apesar do aumento de 14% na disponibilidade de matrículas na rede pública em comparação ao ano passado, as 23 mil vagas para o novo ano letivo não priorizaram a lista de espera encaminhada pelos Conselhos Tutelares, que denunciaram a Prefeitura ao Ministério Público.

Evidências de corrupção

Das 5.198 vagas solicitadas em 2021, só 1.302 foram respondidas. "Essa é a marca do PSB. Todo dia é uma novidade negativa do Governo Estadual, com Paulo Câmara e agora, da Prefeitura do Recife, com João Campos; incrível como eles são péssimos gestores", criticou Feitosa.

Ele alega que a arrecadação dos impostos é mal utilizada pelo prefeito e destaca evidências de corrupção. "Dinheiro para saúde e educação não tem, mas para árvore de natal (de quase R$ 1 milhão de reais), refazer calçadas em área nobre, pagar instrumentos musicais sem utilidade e com evidências de corrupção, isso tem! O povo de Pernambuco está de olho, 2022 está chegando!", concluiu.

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