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México e EUA concordaram nesta quinta-feira (2) em reativar parcialmente um programa do governo de Donald Trump por meio do qual os migrantes devem esperar em território mexicano pela resposta aos seus pedidos de asilo. "O México decidiu que, por razões humanitárias, e temporariamente, não devolverá a seus países de origem certos migrantes que têm uma audiência para comparecer perante um juiz de imigração nos EUA para solicitar asilo", disse ontem o Ministério de Relações Exteriores mexicano.

O programa "Permanecer no México" será restaurado após negociações com os EUA, onde a Justiça ordenou a reimplementação da política migratória de Trump, que devolvia os migrantes ao território mexicano, um revés para o presidente democrata Joe Biden, que encerrou essa prática quando assumiu o cargo, em janeiro.

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Nos EUA, o Departamento de Segurança Nacional informou que, assim que o México reativar seu programa de recebimento de refugiados, fará algumas alterações em seus protocolos de proteção de migrantes (MPP, na sigla em inglês) para agilizar o processo e responder às preocupações do governo mexicano.

Um dos principais compromissos dos EUA é que os processos de pedido de asilo sejam "concluídos em seis meses", a partir do momento em que o requerente é devolvido ao México, e também agilizar a comunicação e informação prestada aos migrantes. O Departamento de Justiça americano designará 22 juízes de imigração para se dedicarem exclusivamente aos pedidos de asilo.

Na fronteira entre os dois países, há migrantes que tiveram de esperar mais de um ano por suas audiências. Desde março de 2020, em razão da pandemia de covid-19, o processo foi adiado ainda mais.

Covid-19

Segundo a chancelaria mexicana, durante as negociações também foi discutida a necessidade de aplicar medidas contra a covid-19, como exames médicos e a disponibilidade de vacinas para os migrantes. Os EUA prometeram que todos os inscritos no MPP serão vacinados. Os adultos receberão imunizantes da Johnson & Johnson, que exige apenas uma dose, e as crianças receberão a vacina da Pfizer e a segunda dose quando chegarem aos EUA para suas primeiras audiências.

O México, que durante anos se recusou a receber migrantes enviados pelos EUA, aceitou as políticas de Trump após a chegada de Andrés Manuel López Obrador à presidência, em dezembro de 2018. Com a eleição de Biden, a entrada de migrantes no México deu um salto. A maioria é de centro-americanos que buscam o sonho de viver nos EUA.

Mais de 190 mil migrantes foram detectados pelas autoridades mexicanas, entre janeiro e setembro, três vezes mais do que em 2020. Cerca de 74,3 mil foram deportados.

O governo Biden argumenta que o MPP impôs custos humanitários injustificáveis e não ataca a raiz das causas da imigração ilegal e, assim que a ordem judicial for encerrada, esses protocolos de imigração voltarão a ser cancelados, de acordo com o Departamento de Segurança Nacional dos EUA.

Decisão judicial

Biden tinha anulado o programa criado por Trump, mas uma ação judicial dos Estado do Texas e do Missouri forçou o governo a restabelecê-lo, com o consentimento do Mexico. Organizações de defesa dos direitos humanos dizem que os imigrantes enviados ao norte do México podem ser vítimas de traficantes de pessoas ou sequestrados para pagamento de resgate. O retorno de refugiados para o México deve começar na segunda-feira em uma localidade fronteiriça e depois se expandir para outras sete cidades. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autointitulada defensora do conservadorismo, Sarah Winter, ganhou projeção nacional por posicionamentos políticos radicalizados, como o pedido de fechamento do Congresso Nacional e a saída de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de defender pautas antiborto e contra o movimento LGBT, antes grande defensora do Presidente Jair Bolsonaro.

Sarah hoje se diz decepcionada com o rumo do governo. Em entrevista ao Portal de Notícias, UOL, a conservadora conta que irá se mudar para o México, onde foi contratada para o Instituto de Investigación Social para o cargo de diretora de projetos, em que trabalhará como instrutura no curso “Aborto: Implicações Bioéticas e seus Conflitos nas Relações Internacionais”.

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Segundo Sarah, o presidente se elegeu com pautas conservadoras, mas hoje ela não vê o governo caminhar para a consolidação desses ideais, para a mesma o governo Bolsonaro foi uma ilusão.   

Não é a primeira vez que Sarah se decepciona com as ideologias políticas, anos atrás, a ativista era defensora do feminismo, movimento que hoje é repudiado de forma veemente pela mesma. Ainda em entrevista ao UOL, ela afirma que não abandonou o conservadorismo, apenas acredita que o pensamento político é reprimido no Brasil.   “É uma ilusão muito grande achar que os conservadores estão no poder. Se estivessem não ia ter tanta gente presa. Está pior. Quando Lula e Dilma eram presidentes, eu podia ir para a rua gritar o que eu queria contra o governo. Agora não posso”, afirma Sarah Winter em entrevista ao Uol. 

 De viagem marcada, a conservadora diz que não tem pretensão de voltar ao Brasil e diz que se as pessoas ao invés de  gastarem o tempo para defender Bolsonaro, estivessem engajadas para seu desenvolvimento pessoal, da sua família e filhos, seria possível alcançar um Brasil melhor.   

Nesta quarta-feira (24), Samantha Schmütz liberou no seu canal do YouTube o tão aguardado clipe da música Edifício Brasil. Produzido por Tropkillaz, o vídeo mostra referências de situações que abalaram e continuam preocupando muitas pessoas. Alfinentando o cenário da política, Samantha também reproduziu no projeto audiovisual o caso do menino Miguel.

As imagens mostram uma criança entrando no elevador como se fosse o filho de Mirtes Renata. Uma atriz aparece apertando um dos andares no painel, assim como fez Sari Corte Real no apartamento onde morava, no Centro do Recife, que acabou levando Miguel à morte.

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Diferente da tragédia, Samantha surge no clipe tirando o menino do local e o entregando nos braços da mãe. Na camiseta que o ator mirim usa está escrito a palavra 'anjo'. Passando uma mensagem de revolta e esperança por dias melhores, a canção interpretada por Samantha Schmütz foi escrita por Dow Raiz, e estará no seu primeiro EP. A previsão é que o disco digital seja lançando no ano que vem.

Confira ao clipe:

A luta por igualdade racial no Brasil é um debate histórico. Presente em diversos âmbitos da sociedade, na política, parlamentares tentam viabilizar espaços dentro dos Três Poderes, nos quais possam ser debatidas pautas de interesse social — uma vez que o combate ao racismo deve ser um objetivo de toda a sociedade e não somente de pessoas negras ou não-brancas, diretamente afetadas por esse sistema. Apesar dos debates pela luta contra o racismo terem ganhado mais espaço ao longo dos anos, e de personalidades negras terem ocupado posições de destaque, a representatividade negra ainda é menor do que 20% no Congresso Nacional, e o número engloba ativistas raciais e não ativistas.

Neste Dia da Consciência Negra, o LeiaJá faz uma menção honrosa a algumas das presenças negras na política brasileira e que seguem na ativa por um debate mais justo no país da miscigenação e da “democracia racial”. Confira: 

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Paulo Paim

Senador da ala gaúcha do Partido dos Trabalhadores, foi eleito um dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo. O parlamentar foi agraciado com o Prêmio Most Influential People of African Descent (Mipad), realizado desde 2017 em Nova York com o apoio da ONU. O Mipad sempre ocorre após a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. O objetivo é homenagear artistas e cidadãos que se posicionam contra o racismo e lutam a favor do direito dos negros.  

Paim nasceu em Caxias do Sul (RS). Está no terceiro mandato de senador da República, tendo sido, também, quatro vezes deputado federal. Seu projeto mais recente foi aprovado em plenário do Senado há dois dias, na quinta-feira (18), e deve seguir para análise da Câmara dos Deputados. O PL 4.373/2020, relatado por Romário (PL-RJ), tipifica a injúria racial como crime de racismo no Brasil. 

Erika Hilton 

A paulista nascida em Franco da Rocha fez história ao ser eleita a primeira vereadora trans e negra em São Paulo, nas eleições municipais de novembro de 2020; e a mulher mais votada no Brasil naquelas eleições, com 50.508 votos. Em 24 de março, foi nomeada presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores de São Paulo, a maior cidade do Brasil. Sua militância começou ainda na adolescência. Em 2015, enfrentou na justiça uma empresa de transporte público que se recusava a aceitar seu nome social. A ação foi vitoriosa para a vereadora, que acumulou mais de 100.000 assinaturas a uma petição online pela sua causa e, assim, atraiu a atenção do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que a convidou a se juntar às suas listas de candidatos. Pouco depois, Erika criou um curso pré-vestibular na Universidade Federal de São Carlos para pessoas trans.

Benedita da Silva

Silva foi nascida e criada na favela da Praia do Pinto, no Rio de Janeiro. Com uma vida repleta de dificuldades, insistiu na carreira acadêmica e formou-se aos 40 anos de idade em Estudos Sociais e Serviço Social. Em 1982 tornou-se a primeira negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. Foi eleita Deputada Federal por duas vezes. Em seu primeiro mandato, durante a reforma da Constituição do Brasil, ela garantiu às mulheres presidiárias o direito de permanecerem com os seus filhos durante a amamentação. 

Foi autora de 84 projetos de leis de grande importância para a população. Sua atuação ajudou a escrever a história recente do país. Foi também a primeira negra a chegar ao Senado Federal, o mais alto escalão do Poder Legislativo brasileiro. Disputou o Governo do Estado do Rio de Janeiro onde foi vice-governadora e desenvolveu todos os projetos sociais da gestão. Em 2010 foi eleita mais uma vez para Câmara Federal. 

Marina Silva

Na política desde a década de 80, a ativista ambiental Marina Silva, atualmente, faz parte da Rede Sustentabilidade, partido fundado por ela. É um rosto conhecido e respeitado da política, já tendo sido ministra e senadora, e também candidata à presidência da República. A última vez que disputou as presidenciais foi em 2018, mas a candidatura não foi muito longe. 

Aos 60 anos, Silva foi eleita para seu primeiro cargo público em 1988, quando se elegeu vereadora de Rio Branco pelo PT. De lá para cá, ela ocupou cargos de deputada estadual e senadora pelo Estado do Acre nos anos 90 e 2000, além de ter sido ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, sob o governo Lula. Após deixar o PT em 2009, Marina filiou-se ao Partido Verde (PV), passando depois pelo PSB — quando resolveu disputar a Presidência no lugar de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 2014. Após isso, fundou o Rede. Atualmente, a política já não é mais tão esperançosa sobre ocupar o assento presidencial, mas ainda tem consigo o sonho que tinha quando disputou o cargo pela primeira vez: ver uma mulher negra e de origem pobre ser presidenta do Brasil, fato ainda inédito na democracia brasileira. 

Robeyoncé 

A presença da co-deputada Robeyoncé Lima na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) é um marco histórico para o país. A psolista é a primeira mulher trans a fazer parte da casa legislativa e uma das únicas no Brasil inteiro a ocupar um cargo do tipo. Advogada, Robeyoncé o coletivo “Juntas”, que optou por uma candidatura compartilhada, tendo representantes de diferentes minorias sociais. Ela também foi a primeira advogada trans, negra e nordestina a conseguir o nome social na carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Subrepresentação ainda domina casas legislativas 

De todos os parlamentares no Congresso, apenas 17,8% são negros. Isso quer dizer que, entre os 594 deputados federais e senadores, 106 declararam ser da cor preta ou parda. O cenário não muda se as duas Casas forem analisadas separadamente. Na Câmara, dos 513 deputados em exercício, 89 são pretos. Em contrapartida, 344 são brancos. Os dados são da própria Câmara Federal. No Senado, a diferença é ainda mais evidente. A proporção de brancos é quase quatro vezes maior do que a de pretos — 64 para 17. Observados apenas os parlamentares que se elegeram no ano passado e se autodeclararam pretos, o número é ainda menor. Apenas três senadores negros foram eleitos em 2018. 

O cenário das duas Casas fica longe de representar a diversidade brasileira. Segundo dados do IBGE, mais da metade da população é de pretos e pardos — 9,3% e 46,5%, respectivamente. Já os brancos representam 43,1%. 

Candidaturas negras cresceram em 2020

Em 2020, pela primeira vez, os candidatos negros passaram a ser o maior grupo de postulantes a cargos eletivos no país desde que o TSE passou a coletar informações de raça, em 2014. Ao todo, 276 mil candidatos pretos ou pardos se registraram para concorrer no pleito, o equivalente a 49,9%.

Nas últimas eleições, em outubro de 2020, os negros aumentaram sua participação no comando das prefeituras e no número de cadeiras nas câmaras de vereadores, segundo dados do TSE. Dos mais de 5,4 mil prefeitos eleitos, aproximadamente 1,7 mil candidatos se declararam pretos ou pardos, o que corresponde a 32% do total. O número é superior a 2016, quando 29% dos candidatos eleitos eram negros segundo a classificação do IBGE.

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria-Geral do governo do presidente Jair Bolsonaro, reforçou apoio a Sergio Moro para as eleições de 2022. Na coluna que assina no site My News, Carlos Alberto não poupou críticas ao citar Bolsonaro. Ele declarou que o chefe do Executivo traiu os eleitores.

"No entanto, despreparado e irresponsável, traiu as expectativas, traiu os eleitores e traiu o que disse na campanha. É o símbolo da traição pessoal e institucional. Traiu o Brasil da mesma forma que, no dia 8 de setembro, traiu aqueles que acreditaram na fanfarronice alardeada no dia 7. Mais um descarado embuste político", escreveu ele.

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Ainda na plataforma, o general disparou: "Patriotas são todos os cidadãos de bem nesse país. Populista não é de direita nem de esquerda. É simplesmente populista. Assim como Lula destruiu a esquerda, Bolsonaro está destruindo a direita". Essa não é a primeira vez que Carlos Alberto dos Santos alfineta abertamente Jair Bolsonaro.

No início deste mês, ele disse que o ex-juiz e também ex-ministro Sergio Moro é um forte destaque para o pleito eleitoral do ano que vem. "Eu acho Moro uma grande opção pro Brasil, porque as duas candidaturas que estão aí na frente [de Bolsonaro e Lula], com polarização de extremistas, já tiveram a sua oportunidade e se perderam na demagogia e no populismo. O Brasil não vai ganhar nada com uma campanha de extremos", afirmou Santos Cruz, à revista Veja.

Uma ideia do Movimento Amor na Bandeira sugere modificar a frase do símbolo nacional como princípio de mudança na política e sociedade. Segundo a proposta, “Amor, ordem e progresso” seria a nova frase estampada na parte branca da bandeira brasileira e buscando apoio, foi marcada uma reunião no Zoom aberta ao público para esta sexta-feira (19) onde a proposta será discutida.

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O projeto de lei publicado no portal Mudamos já conta com mais de 3,7 mil assinaturas apoiando a causa, que tem como meta inicial 10 mil apoios. Na página, espera-se no final alcançar 1,7 milhão de apoiadores.

A proposta explica a razão para a sugestão da mudança: “Sabemos que a bandeira é o maior símbolo de uma nação. Na nossa bandeira, o símbolo ‘Ordem e Progresso’ foi inspirado no lema ‘O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim’, mas o amor não está inscrito em nossa bandeira”.

Com as assinaturas concluídas, o projeto será encaminhado para a análise do Congresso Nacional. Antes, pensado inicialmente por um grupo pequeno de amigos, o Movimento cresceu e conquistou o apoio de pessoas influentes como o rapper Emicida, o humorista pernambucano Murilo Gun e o designer Hans Donner, por exemplo.

Em sua participação no PodPah, no dia 15 de julho deste ano, Emicida falou sobre em entrevista, citando o atual momento político do país e relacionando as políticas públicas contra Covid-19. “A gente chegou no lugar onde a gente chegou por um trinfo do ódio, separatismo. Qual o antídoto do ódio? O amor irmão”, iniciou.

“A palavra amor precisa entrar na bandeira do Brasil não porque somos um povo ‘paz e amor’, precisa entrar porque todas as vezes no futuro nas quais a gente olhar e se perguntar porque amor entrou na bandeira do Brasil, a gente precisa lembrar que a ausência do amor, como política pública, custou a vida de 530 mil pessoas que era seu amigo, sua namorada, seu primo, vizinho, família”, desabafou.

A ideia do Movimento não é exatamente nova, já que em 2003, um projeto de lei do ex-deputado federal Chico Alencar (PSOL), hoje vereador no Rio de Janeiro, propôs a adoção do lema, sem sucesso, sendo arquivado e desarquivado por três vezes em 2007, 2011 e 2015.

Confira trecho da fala de Emicida sobre o assunto:

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Nesta quarta (17), o ex-presidente Lula recebeu o Prêmio Coragem Política, organizado pela revista Politique Internationale, em Paris, capital da França. Mais cedo, o petista já havia sido recebido pelo presidente do país, Emmanuel Macron, no Palácio do Elysée.

Em suas redes sociais, Lula agradeceu pela homenagem. “Mais do que um reconhecimento pessoal, essa é uma homenagem à coragem do povo brasileiro, que ao longo dos séculos enfrentou com grande determinação a opressão e as injustiças”, escreveu.

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Especializada em política externa, a revista francesa considerou que Lula foi vítima de perseguição política e judicial ao ser condenado para a prisão, após o desenrolar da Operação Lava-Jato. Para o veículo de comunicação, o ex-presidente “volta a encarnar a esperança aos olhos de uma grande maioria dos seus compatriotas, decepcionados com a gestão de Bolsonaro”, diz a publicação oficial.

O empresário goiano Marcello Brito, de 57 anos, tem vocalizado as críticas mais contundentes do setor agroindustrial brasileiro ao atual governo federal. Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) há três anos, Brito seguiu na sexta-feira, 5, para Glasgow para participar da Cúpula do Clima. Levou para a COP-26 uma avaliação bastante negativa da política ambiental do País e seus reflexos no setor exportador. Em entrevista ao Estadão, lamentou o que chamou de "cegueira" nas relações internacionais, especialmente durante o período de Ernesto Araújo como chanceler. "Não podemos fazer molecagem com um cliente como a China", destacou.

Sem se esquivar do tema eleições, o presidente da Abag calculou que o atual apoio ao presidente Jair Bolsonaro no setor não passa de 30% e disse ver "muito espaço" para uma terceira via na disputa de 2022. "Esse campo vai afunilar. A terceira via não precisa ter pressa."

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A entidade, que tem entre seus associados gigantes do setor e empresas multinacionais, foi signatária de um manifesto que citava a "politização nociva" e o "risco de retrocesso" no País às vésperas do 7 de Setembro.

Como fazer com que o agronegócio seja um sistema sustentável? Qual porcentual o setor vai alcançar no PIB deste ano?

Em relação ao porcentual do PIB, devemos ficar ao redor dos 30%. Mas eu não sei se fico completamente feliz com isso. Eu ficaria feliz se a gente representasse 30% de um PIB em crescimento, tendo o PIB da indústria forte, e dos serviços também. Mas estamos vendo o contrário, com a indústria definhando. Isso cria no médio e longo prazo uma barreira também para o agro. Nós vamos crescer até um limite que o crescimento da indústria e dos serviços permitam. A gente não consegue crescer continuamente sozinho com outros setores definhando na economia. Vamos esperar um tempo ainda para saber se devemos celebrar. Sobre se o agro por inteiro será sustentável: o agro é sustentável. O que a gente chama de agro é uma mistura. O produtor de hortifruti que está no cinturão verde de São Paulo é agro. O produtor da caatinga no Nordeste é agro. O grande produtor de soja é agro. O pequeno produtor de leite é agro. Temos diversos cortes desiguais. Se você pegar o censo agropecuário de 2017, que é o último que temos, infelizmente, você vai ver que 71% do valor bruto da produção do setor está na mão de 2% das propriedades. São 6 milhões de propriedades rurais no Brasil aproximadamente. Temos então um agro concentrado.

A Abag foi signatária de um manifesto divulgado às vésperas do 7 de Setembro que falava em risco de retrocesso. Naquela ocasião, a mobilização do presidente Jair Bolsonaro esgarçou ainda mais a relação com os demais poderes. Nossa democracia continua sendo testada?

Não somos ainda uma democracia estabilizada. Ela tem sido forçada através dos tempos. Somos ainda uma democracia em consolidação. O manifesto saiu porque nós estamos preocupados. As associações que assinaram o manifesto são políticas, mas não partidárias. Essas associações viram com muita preocupação o movimento que se desenhava no dia 7 de setembro. E foi tão grave que o próprio presidente da República foi a público e se desculpou. Voltou atrás. Isso mostra que o nosso manifesto estava correto, e não aqueles que nos criticaram.

 

O agronegócio foi identificado em 2018 como um setor apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Até que ponto esse apoio sofreu abalos?

Mas qual agro está identificado (com Bolsonaro)? O agro está identificado (com Bolsonaro) por uma descrição generalista da imprensa. O agro está mesmo com o presidente? Quais setores? Temos setores nos quais o presidente da associação tem um vínculo partidário, e então ele se coloca à disposição deste partidarismo. Não vou citar nomes, mas essas estão intimamente ligadas ao presidente e ao seu espectro político. Mas mesmo dentro delas há associados que estão fora. Uma parcela do agronegócio, assim como da indústria, apoia o presidente. As pesquisas mostram que ele tem entre 25% e 30% de aprovação. Se você percorrer o nosso setor, vai ver que ele também tem entre 25% e 30% de aprovação.

O setor do agronegócio então reproduz o que as pesquisas apontam...

Na sua essência sim, com algumas variações regionais. Em Estados com maior peso do agronegócio, talvez a classificação seja diferente de outros onde a classificação seja maior na indústria.

Há um racha?

Eu não diria que há um racha porque nunca houve um comprometimento do setor inteiro com uma única linha. Fui um grande crítico do governo do PT, mas sempre sentei com todos os ministros para conversar. No governo Bolsonaro, a gente faz a mesma coisa com a ministra Tereza Cristina. Não pode haver racha onde nunca houve uma unidade formal.

Que setores foram mais prejudicados em temas como a relação com a China, por exemplo?

 

O setor mais chateado com a política do atual governo é o exportador. A gente vê uma cegueira, uma miopia no que se refere às relações internacionais. Isso choca bastante. Não podemos fazer molecagem com um cliente como a China. O que foi feito com a China foi molecagem. O poder está na mão do consumidor, de quem paga. Se você vira para um cliente e diz: ‘você não tem opção’, ele vai imediatamente procurar outro (fornecedor). Mesmo que ele demore um tempo para encontrá-lo, a partir daquele momento ele não te trata bem mais. Ele sabe que não pode confiar em você. Ficar sem a China hoje é inimaginável. O Brasil passou a ter relações internacionais depois da entrada do chanceler (Carlos) França. Lamentavelmente, nos tempos do Ernesto Araújo tivemos uma inversão do termo conhecido como relações internacionais. Ele foi a destruição das relações brasileiras com seus principais clientes. Só deve dar pitaco em relações internacionais quem entende. Quem é amador fica em casa.

Como o sr. viu a ausência do presidente da República na Cúpula do Clima? O Brasil assumiu novos compromissos ambientais. Eles são suficientes para reverter a imagem ruim do País?

A ausência do presidente Jair Bolsonaro na COP foi salutar para o Brasil. Temos um presidente da República que não une. Pelo contrário, ele separa. Então a presença dele não é bem-vinda. A equipe que está lá é de alta competência. Se a gente almeja ser alguém, temos que participar desses fóruns mundiais. Quando a turma voltar para o Brasil precisa provar que esses compromissos foram para valer. Nos últimos três anos nada foi para valer.

Há espaço para a terceira via na eleição do ano que vem?

Evidente que há espaço. Segundo as pesquisas, 45% da população brasileira não decidiu seu voto. Os dois líderes têm rejeições altíssimas. Espero que a gente tenha inteligência de trabalhar nesse campo. Precisamos de um projeto de País.

O agronegócio está empenhado na busca de um nome da terceira via?

Existem setores do agro que sim. Empresários estão envolvidos nesse processo, e eu sou um deles.

Entre até 11 nomes que surgiram na terceira via, qual, na sua avaliação, é mais palatável?

Todos os nomes que surgiram na terceira via para mim fazem parte de um grande balão de ensaio que começa a se afunilar no final de novembro. E vai se afunilar até março. Desses 11, serão 2 ou 3 candidatos no máximo. Vários destes se lançaram para tentar uma vaga de vice ou criar espaço para disputar o governo de algum Estado. Não precisa ter pressa. Por que essa pressa toda para lançar um candidato da terceira via? Para começar a apanhar agora dos gabinetes do ódio dos dois lados?

Qual foi o papel do agro na decisão do governador João Doria sobre o ICMS dos alimentos em São Paulo?

 

Foi uma questão de sensibilidade. O Brasil vive um caos social. Voltamos a um patamar da fome que há décadas não víamos. Desonerar impostos é muito salutar, desde que o estado tenha condição fiscal de fazer. Geralmente, quando se reduz imposto, a produção aumenta e a sonegação diminui.

Como o setor se posicionou em relação ao marco temporal?

Tem dois lados. Tem gente grande como o CEO da Suzano (Walter Schalka) que escreveu um artigo dizendo que é um absurdo aprovar o marco temporal na forma como a parte mais radical do agro quer. Essa é uma das decisões mais difíceis que o STF vai ter que tomar. Isso diz respeito ao nosso futuro. Dizimar as populações indígenas só nos faz um país pior.

E sobre o projeto de lei da regulação fundiária por autodeclaração?

Sou a favor da regulação fundiária. É uma questão econômica. Sem a devida propriedade da terra você não consegue os financiamentos adequados. Durante as décadas de 70, 80 e 90, o governo incentivou muita gente a ir para a Amazônia.

Como avalia a participação do Brasil na COP?

Tem três faces da COP. A primeira é a negociação do artigo 6 e assinatura dos acordos internacionais. A segunda área da COP são os contatos feitos pelos governos subnacionais naqueles espaços vazios deixados pelo governo federal. Tem muito dinheiro no mundo para financiar desenvolvimento sustentável, agricultura de baixo carbono. Nós não estamos conseguindo porque o governo federal fechou essa porta. Você imagina que tem U$ 1,5 bi parados desde 2019 num país com a draga econômica que estamos, isso é uma falta de respeito administativo pelo País. Os governos estaduais estão se encontrando com esses fundos de investimento e fazendo o acesso para quando o bom senso baixar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Prefeitura de Toritama, cidade do Agreste de Pernambuco, emitiu uma nota negando que o prefeito Adilson Tavares (MDB) teria sido alvo das agressões durante um evento da gestão. Imagens que circulam nas redes sociais apontam que o prefeito seria a vítima das agressões que aconteceram na última quarta-feira (3). As imagens que circulam na internet, mostram agressões físicas entre um grupo de participantes, como chutes, tapas e empurrões.

A nota publicada nas redes sociais do prefeito e da prefeitura apontam que as informações sobre as possíveis agressões são falsas. Ao se defender no texto, o prefeito informa que não estava presente no evento e o fato aconteceu entre comerciantes da feira e advogados.

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Veja o momento de briga:

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Confira a íntegra da nota da Prefeitura:

Nota de Esclarecimento



É falsa a informação que durante um protesto ocorrido na quarta-feira 03/11 no estacionamento do Shopping Parque das Feiras, o Prefeito de Toritama, Edilson Tavares teria sido agredido por integrantes do movimento. A verdade, é que em nenhum momento, o prefeito Edilson Tavares esteve presente neste protesto e as agressões físicas que ocorreram, envolveram os comerciantes e o advogado do Parque das Feiras, assim como mostram as imagens de vídeos que circulam na internet. Informamos também que o homem de camisa branca que sofreu as agressões é o advogado do Shopping Parque das Feiras.



Toritama, 05 de novembro de 2021.



Ascom Prefeitura de Toritama

 

Nesta quarta-feira (3), comemora-se no Brasil o Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher, que foi instituído em 1932, quando o  presidente da época era  Getúlio Vargas (1882-1954). Mas na prática as brasileiras só passaram a votar no ano seguinte, quando acontecerem as eleições. 

A socióloga, antropóloga e doutoranda em comunicação pela ECA/USP, Ana Claudia Fernandes Gomes, lembra que o voto é um instrumento de um sistema democrático. “É de uma democracia representativa quando elegemos os candidatos para nos representar; e de uma democracia participativa, quando nos envolvemos em em movimentos sociais, nos candidatamos, ou quando acompanhamos as transformações do movimento político”, explica.

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Segundo Ana Claudia, a conquista do voto feminino é o início de um sistema que reconhece a mulher como cidadã e lhe permite direitos que transcendem o voto, tais como o direito ao mercado de trabalho, educação e à saúde. “De maneira bastante específica para a mulher que foi fadada ao esquecimento durante muito tempo”, destaca.

Diante disso, a antropóloga ressalta que o voto é simbólico, mas não é o único ponto central da discussão, isso porque, por serem mulheres, muitas ainda são desconsideradas no debate político. “Diversas mulheres ainda sofrem assédio no Congresso Nacional, que vão desde serem interrompidas na fala, até violências específicas, como xingamentos e agressões físicas”, exemplifica Ana Claudia.

Outro ponto abordado pela antropóloga é que não existe um reconhecimento do direito da mulher em ocupar um espaço que tradicionalmente é ocupado pelos homens. Por conta desses fatores, Ana Claudia pontua que o combate à desigualdade entre os gêneros é uma batalha a ser vencida. “Isso permeia todos os aspectos da vida social”, afirma.

Ana Claudia salienta que é preciso aumentar o número de participação das mulheres nos partidos e de projetos que apresentem condições para que possam falar sobre as suas necessidades. “Um exemplo bem evidente atualmente é a questão da pobreza menstrual. Porém, mais importante do que isso, é perceber o quão demorou para essa discussão ser pautada e o quanto ela vem sendo adiada” evidencia.

Além do direito ao voto, Ana Claudia afirma que as mulheres possuem os direitos de participação política, embora elas precisem passar por muitos obstáculos para garantir esses direitos. “Eles existem e a política é um campo a ser conquistado e ocupado. Ele precisa ser representativo em relação à luta pela diminuição da desigualdade entre o gênero e pela equidade social”, afirma.

Bertha Luz

A conquista do voto feminino teve participação decisiva da zoóloga Bertha Lutz (1894 – 1976), que fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, iniciativa vinculada ao movimento sufragista internacional, principal tendência do feminismo no início do século 20. Em 1932, Bertha foi uma das duas mulheres nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição – a outra foi a advogada Natércia da Cunha Silveira (1905 – 1993). Em 1936, Bertha (que era suplente) assumiu o mandato na Câmara dos Deputados.

 

As declarações homofóbicas de Maurício Souza seguem causando problemas para o atleta, já demitido do Minas e barrado de convocações futuras para a seleção brasileira de voleibol, desta vez 20 parlamentares LGBTQIA+ de 13 estados e sete partidos políticos diferentes entraram com ação no Ministério Público de Minas Gerais contra o jogador.

Nas redes sociais, alguns parlamentares comentaram a ação e anunciaram que também solicitaram ao Facebook, Instagram e Twitter a remoção dos conteúdos LGBTfóbicos publicados por Maurício, solicitando ainda uma audiência com as empresas para discutir suas políticas de combate a violência e os discursos de ódio.

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“Na tarde de 28/10, 20 parlamentares do país, representantes das causas LGBTQIA+, protocolaram no MP uma representação contra o jogador de vôlei Maurício Souza. Desligado do Minas, após pressão de patrocinadores, também está fora da Seleção. Além da representação no MP, o grupo de parlamentares também notificou oficialmente o Instagram, solicitando a remoção dos conteúdos LGBTfóbicos e uma Audiência com a empresa para discutir suas políticas de combate à violência LGBTfóbica e o discurso de ódio”, publicou o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ).

Participaram da ação, além de David Miranda, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES); Os deputados Leci Brandão (PC do B-SP), Vivi Reis (PSOL-PA), Fábio Félix (PSOL-DF), Robeyonce Lima (PSOL-PE), Prof. Israel (PV-DF), Ari Areia (PSOL-CE); vereadoras Erika Hilton (PSOL-SP), Monica Benício (PSOL-RJ), Linda Brasil (PSOL-SE), Duda Salabert (PDT-MG), Bella Gonçalves (PSOL-MG), Thabatta Pimenta (Pros-RN), Carla Ayres (PT-SC), Brisa Bracchi (PT-RN), Daiana Santos (PC do B-RS), Tati Ribeiro (PSOL-RN), Maria Marighela (PT-BA) e Benny Briolly (PSOL-RJ).

Após falas preconceituosas, Maurício foi afastado do Minas e obrigado a se retratar, algo que fez em uma rede social com menos de mil seguidores, enquanto seu Instagram tinha mais de 300 mil. Na quarta-feira (27), ele foi desligado oficialmente do time e então voltou as redes sociais e debochou das ações contra ele, mostrando que segue crescendo o número de seguidores. Após sua primeira postagem, Maurício tinha pouco mais de 200 mil seguidores e na manhã desta sexta-feira (29) já alcançou 1 milhão no Instagram.

 

Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, participou do Mais Você na manhã desta quinta-feira (28) para falar sobre o atual momento da economia brasileira com o fim do auxílio emergencial e defendeu políticas de proteção para auxiliar os necessitados por conta da pandemia.  “Tem toda uma parcela do nosso país que está necessitada e não vemos nenhuma política para tomar conta dessas pessoas”, afirmou em trecho.

O economista que está fazendo seu PHD no EUA, defendeu que ainda existem muitos que mesmo com o alívio nas restrições por conta da pandemia, não podem trabalhar ou não conseguem por conta da alta taxa de desemprego, necessitando ainda de políticas de proteção e do auxílio.

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Gil explicou que ouve de muitos que a pandemia acabou e rebateu perguntando sobre as taxas de desemprego. “Acabou a pandemia, mas e o desemprego? Está altíssimo, como as pessoas vão ficar? A pandemia está acabando, mas e as pessoas elas conseguem trabalhar?”, iniciou. “A gente precisa terminar de vacinar as pessoas, a gente precisa pensar que muitos estão em casa ainda, a pessoa doente não consegue sair para trabalhar. Quem não tem emprego de carteira assinada, que consegue ter seus benefícios garantidos, se por acaso ficar doente, vai ter que se colocar em risco então?”, questionou.

O ex-BBB finalizou refletindo sobre o auxílio. “A gente tem que pensar que tem toda uma parcela do nosso país que está necessitada, está precisando e não vemos nenhuma política de proteção para tomar conta dessas pessoas”, concluiu.

 No próximo sábado (30), às 18h, a Cia Bueiro Aberto lançará a 11ª edição do Zine Gueto Metragem, que contará com a exibição do curta-metragem “Confluências”, do cineasta Avelino Regicida. A transmissão poderá ser acompanhada no YouTube oficial da companhia: https://www.youtube.com/channel/UC7L448UpthdA4x08GJ7tgdw

“Confluências” apresentará reflexões do escritor Antônio Bispo dos Santos, da comunidade quilombola Saco de São João do Piauí sobre confluência.

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Após a exibição do curta-metragem, ocorrerá um debate com cineasta Regicida, que também é roteirista, fotógrafo documentarista, educador audiovisual, construtor do movimento ‘Anarco Punk’, lutador antirracista, fundador do coletivo Do Morro Produções e organizador do Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo.

O debate será mediado pela atriz guarulhense Pamela Regina, do Cineclube Incinerante e poderá ser acompanhado no YouTube oficial da Cia Bueiro Aberto.

Além disso, também serão publicados textos no blog do Zine Gueto Metragem, com a temática de filmes que exploram a relação entre o Cinema e a Política. Serão destacados os trabalhos do cineasta Serguei Eisenstein (1898-1948), além dos documentários “Jano Ribeiro: De Lutas e Sonhos", dirigido por Renato Queiroz; e “Os Invisibilizados” da diretora Jéssica Daiane.

Nesta edição, participam os colunistas Daniel Neves, Janaina Reis e Renato Queiroz. A arte gráfica ficou a cargo de Diego Andrade, já a diagramação e colagens ficaram sob a tutela de Rafael Vieira. O projeto é realizado com patrocínio do Programa de Ação Cultural (Proac) editais do governo do Estado de São Paulo. As publicações poderão ser acompanhadas por aqui: https://zineguetometragem.blogspot.com/?m=1

O prefeito do Recife João Campos (PSB) revelou neste domingo (24), através de sua conta no Twitter, que teve um encontro com o ex-presidente Lula em São Paulo. Na pauta, a estratégia para derrotar Bolsonaro e a composição de uma frente ampla para ter um projeto com “ideias bem estruturadas para o Brasil”.

“O importante, na fase atual, é pensar caminhos para a educação, construir alternativas para o desenvolvimento regional, maneiras de combater a desigualdade, sobretudo como ampliar a geração de oportunidades para o nosso povo. Alianças eleitorais devem ser discutidas só em 2022”, tuitou o filho do falecido governador Eduardo Campos.

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O governador Paulo Câmara (PSB) anunciou um pacote de investimentos na Mata Sul de Pernambuco. Os anúncios foram realizados nas cidades de Sirinhaém, Rio Formoso e São José da Coroa Grande; o montante ultrapassa R$ 50 milhões.

De acordo com a gestão estadual, o recurso será destinado a obras como a restruturação da PE-064 em Sirinhaém que liga a cidade de Ribeirão, orçada em mais de R$ 14 milhões. Em Rio Formoso foram destinados recursos para restauração da PE-073, no trecho de 15 quilômetros até a cidade de Gameleira.

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Já em São José da Coroa Grande o governador destinou cerca de R$ 6 milhões para a infraestrutura rodoviária, autorizando a contratação das obras de restauração do acesso ao município, com 3,4 quilômetros, entre a ponte sobre o Rio Meireles e a divisa com Alagoas. Ainda liberou recursos de cofinanciamento de Benefício Eventual para os barraqueiros e outros comerciantes do litoral, com três parcelas de R$ 180 nas cidades de Sirinhaém e Rio Formoso, além de outras obras nas cidades.

A Prefeita Camila Machado (PP) falou sobre a importância dos recursos nesse momento de retomada da economia. “É muito importante esses aportes financeiros, e essas obras, pois precisamos aquecer a economia municipal, e investir nas malhas viárias, é uma ponte para o desenvolvimento do turismo, inclusive o rural do nosso município. Por muito tempo fomos esquecidos, mas agora estamos tendo todo o apoio do Governo do Estado e vemos pelo montante de quase 24 milhões destinados para nossas obras”, afirmou a prefeita por meio de nota da Assessoria de Imprensa.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou nesta quarta-feira (20) que o programa transitório derivado do Bolsa Família, de R$ 400, tem como função proteger as famílias do fenômeno também transitório dos aumentos dos preços da energia elétrica e da comida. Para ele, a Economia apresentou suas soluções e cabe agora à ala política do governo chegar a um consenso com o Congresso.

Guedes fez esta e outras afirmações ao participar da 48ª edição do evento 'Melhores e Maiores' da Revista Exame.

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Para ele, o governo teve de fazer o encaixe dentro do arcabouço fiscal que existe. "O presidente Jair Bolsonaro pediu uma camada adicional de proteção com ninguém recebendo menos de R$ 400. A forma de fazer auxílio é a política que decide. A Economia já sugeriu precatórios e IR. Cabe ao relator Hugo Motta viabilizar e atender o pedido de R$ 400", disse Guedes.

Uma possibilidade, de acordo com o ministro, é trocar a periodicidade do auxílio para sincronizar o indexador de salário com o do teto. "O formato do auxílio está a cargo da política, que está decidindo até onde estica. Outra possibilidade é pedir um crédito extraordinário de trinta e poucos bilhões de reais", disse.

Fórmula simples

O ministro da Economia afirmou estar certo de que o governo e sua equipe estejam dando passos certos no sentido de levarem a economia a crescer acima das precisões. Inclusive, disse o ministro, o que o prendeu nesta quarta-feira, em Brasília, impedindo-o de participar presencialmente de evento da Revista Exame, para o qual fez o discurso de abertura, foi uma fórmula econômica que sua pasta enviou ao Congresso para resolver o impasse do Auxílio Brasil.

"A posição da Economia foi enviada e aprovada na Câmara e nós enviamos também para o Senado. Nossa fórmula era uma fórmula simples. A PEC dos precatórios abre o espaço fiscal para nós reforçarmos os programas sociais e o IR gerava a fonte de recursos para o Bolsa Família de R$ 300 robusto, com um aumento de mais de 50%, dentro do teto, obedecendo a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse.

No entanto, disse o ministro, como não avançou no Senado com o debate do IR, "é natural que o governo fique impaciente porque ele precisa cuidar dessas camadas mais vulneráveis. Vai se extinguir agora no fim deste mês o auxílio emergencial e nós não podíamos deixar desprotegidas as famílias mais vulneráveis", avaliou.

Guedes disse ainda que não achou inteligente, do pondo de vista dos meios de negócios, lutar contra o IR. Segundo ele, teve muito lobby em Brasília contra a reforma do imposto de renda.

"Eu não achei inteligente porque quando você faz uma reforma e é uma reforma moderada cobrando só 15%, você não terá outra reforma por pelo menos 10 anos", disse o ministro emendando que se não é feita uma reforma moderada, o governo seguinte terá de ser mais duro e falar em tabela progressiva e imposto sobre grande fortunas. "Poderá falar em algo mais contundente", disse.

O fato, de acordo com Guedes, é que, como o Senado não conseguiu aprovar a reforma do IR e como prazo do auxílio emergencial quase expirando, teve de criar um programa transitório.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, na manhã desta quarta-feira (20), o Auxílio Brasil, proposto pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O programa visa substituir o Bolsa Família, disponibilizando um valor de R$ 400 como benefício. “O povo precisa”, declarou Lula.

No Twitter, Lula salientou que o PT vem defendendo desde 2020 o auxílio emergencial no valor de R$ 600, pois é o que a população necessitava e continua precisando e fez uma reflexão sobre muitos associarem o Auxílio Brasil como se fosse um auxílio eleitoral, mas não considera dessa forma.

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“Tô vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. Tem gente dizendo que é auxílio eleitoral, que não podemos aceitar. Não penso assim. O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele”, publicou.

O governo planeja anunciar a medida em breve e chegou a marcar um evento para apresentar todos os detalhes, porém acabou cancelando após a repercussão e as ameaças de saídas na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Desde o domingo (10), o pastor Silas Malafaia ameaça publicar vídeos para acusar dois ministros nomeados por Jair Bolsonaro (sem partido) de operar contra a intenção do presidente de tornar o ex-Advogado-Geral da União (AGU), André Mendonça, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Religioso da vertente protestante, Mendonça seria o nome 'terrivelmente evangélico' de Bolsonaro ao STF.

Anunciada pelo dono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo como uma denúncia "inacreditável" e "gravíssima", Malafaia promete revelar o conteúdo ainda hoje e adiantou em seu perfil no Twitter que "a questão que vou apresentar sobre ministros de Bolsonaro que perderam a condição moral de serem ministros, não tem nada a ver com corrupção, mas sim, com a questão política que envolve a indicação para o STF".

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Em um vídeo publicado na manhã desta segunda-feira (11), o pastor dá mais detalhes sobre a denúncia e afirma que os dois ministros estariam jantando com "gente inescrupulosa que quer atingir o presidente". Um dos envolvidos seria o presidente do PP e recém-nomeado ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Mendonça foi indicado ao STF em julho, mas enfrenta resistência do Senado para iniciar a sabatina no Congresso. Entre os corredores, a informação é de que o ex-AGU visita gabinetes e conversa com senadores de diversos partidos para tentar viabilizar seu ingresso à Corte.

Diante da falta de acordo com os parlamentares, o pastor promove uma evidente campanha virtual para pressionar que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), inicie o processo de Mendonça ao STF.

Números do Congresso confirmam o que um olhar já revela: embora sejam maioria entre a população, as mulheres têm cerca de 15% de representação política nas duas Casas legislativas, ocupando 12 das 81 cadeiras do Senado e 77 das 513 na Câmara. Para sete em cada dez brasileiros, no entanto, isso não deveria ser assim. O Brasil é o país que mais defende a participação feminina na política, segundo levantamento global feito pelo Instituto Ipsos.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram a mesma pergunta em 28 países: O mundo seria um lugar melhor, mais pacífico e bem-sucedido se mais mulheres estivessem no poder? A média global dos que responderam que sim é de 54%. Depois do Brasil, primeiro lugar no ranking com taxa de 70%, Peru e Colômbia empatam na segunda colocação. Ambos os países, porém, têm maior participação feminina na política que o Brasil. No Peru as mulheres são 40% do Parlamento, e na Colômbia, 19,7%.

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Homens e mulheres responderam de forma parecida ao levantamento. Em todos os países, as entrevistadas apresentaram maiores taxas de concordância à questão que os homens. A diferença foi de 12 pontos porcentuais na média global, e 10 no Brasil.

Na pesquisa, online, foram ouvidos 19 mil entrevistados entre 16 e 74 anos, em todos os continentes. Os dados foram colhidos entre 23 de julho e 6 de agosto deste ano. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos porcentuais, para mais e para menos.

Embora o ímpeto seja culpar o eleitor, a disparidade começa antes do dia da eleição. Dados da plataforma 72 horas, que analisa a distribuição de recursos financeiros para campanhas, mostram que candidaturas de mulheres receberam 30% dos valores repassados pelos partidos em 2020. O valor foi apenas o suficiente para cumprir a lei que naquela eleição definia o repasse mínimo de 30% do fundo especial de financiamento de campanha para mulheres.

Segundo a especialista em financiamento de campanhas Fefa Costa, co-idealizadora da plataforma 72 horas, no ano passado observou-se um número muito baixo de representatividade feminina em todos os partidos. Muitas legendas nem chegaram a respeitar a cota, como é o caso do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que destinou 17% dos recursos a candidaturas femininas. "O ideal seria que houvesse paridade. Precisamos falar de 50 a 50", afirmou. "30% já é muito pouco perto da nossa real condição, e, mesmo assim, boa parte dos partidos não cumpre."

Bônus

Proposta aprovada pelo Congresso em setembro deve contribuir para transformar esse cenário. A norma, promulgada no último dia 28, prevê um "bônus" financeiro para os partidos que mais conseguirem votos em candidatos negros e mulheres, o que já provocou uma "corrida" dos partidos para aumentar o número de candidaturas desses grupos.

"Claro que todo avanço para a igualdade de gênero e racial é visto com bons olhos, mas é preciso entender o que acontece na prática", avaliou Fefa. O mérito da proposta, segundo ela, é incentivar os partidos a impulsionarem candidaturas destes segmentos, conferindo mais visibilidade a lideranças que querem fazer parte do processo político, mas que carecem de apoio das legendas para ganhar relevância. "O ponto mais importante é se haverá transparência para que a sociedade e os próprios candidatos tenham meios para fiscalizar os recursos, saber se (a regra) é aplicada da maneira correta".

A pesquisa do Instituto Ipsos chancela o interesse da população nesse tema, disse Helio Gastaldi, porta-voz da empresa no País. Ele afirmou que o "ambiente beligerante" da política brasileira não passa despercebido pela população, que valoriza a lógica parlamentar de busca pelo consenso. "O levantamento permite inferir que a maioria das pessoas não concorda com a hostilidade reservada às mulheres nos espaços de poder", diz.

"Vemos mulheres sendo tratadas de maneira agressiva. Pessoas que, em vez de debater a pauta que se apresenta, tentam desqualificar o interlocutor, no caso a mulher, e enfraquecer seus argumentos", acrescentou Gastaldi. Exemplo disso aconteceu durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no mês passado, quando a senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi chamada de "totalmente descontrolada" pelo depoente Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).

Quando acontecem longe das câmeras, casos como o da senadora Simone podem ser denunciados aos canais do Ministério Público Eleitoral de cada Estado. No âmbito da Câmara, as queixas também podem ser apresentadas à Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados. O órgão não recebe apenas denúncias de violência política, mas de não cumprimento das leis perante casos de violência doméstica e familiar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Paulo Maluf está foi internado desde a última segunda-feira (4) no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Aos 90 anos, o quadro do ex-deputado federal é de uma broncopneumonia e não há previsão de alta.

Em prisão domiciliar desde março de 2018, acusado de lavagem de dinheiro, Maluf precisa noticiar toda internação ou procedimento médico que se faça preciso sua saída de casa. Segundo a Veja, para abrandar a pena, a defesa do ex-prefeito alega que o político possui demência e sinais de Alzheimer. 

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Como político, Maluf foi prefeito da cidade de São Paulo por duas vezes, além de governador do estado de São Paulo, presidente da Caixa Econômica Federal e deputado federal (PP) – ele teve o mandato cassado em agosto de 2018.

 

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