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Jornalistas e estudantes parabenizaram o LeiaJá pelo aniversário de 10 anos, marcado pela realização de uma série de lives no Meeting de Jornalismo, organizado com apoio das redações regionais (acima, veja vídeo com depoimentos de profissionais e jovens acadêmicos)O portal de notícias está entre as plataformas nacionais de maior relevância na mídia digital, pela divulgação de conteúdos multimídias pautados em jornalismo sério, ético e responsável.

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O LeiaJá Pará também está de parabéns. Em 2021, completa seis anos de atividades na produção de notícias e na formação de estudantes de Jornalismo. A regional LeiaJá Pará funciona como projeto de extensão dos cursos da área de Comunicação Social da UNAMA - Universidade da Amazônia, instituição do Grupo Ser Educacional. 

Da Redação do LeiaJá Pará.

No próximo dia 15 de agosto, o portal de notícias LeiaJá comemora 10 anos de existência. A década de atuação será reconhecida em sessão solene na Casa de José Mariano no dia 12 de agosto, das 14h30 às 17h30, no Recife. O requerimento para a solenidade foi protocolado pelo vereador Tadeu Calheiros (Podemos) e foi aprovado por unanimidade pelos 39 parlamentares.

O documento menciona que o portal representa o “fortalecimento e a ratificação de um novo formato de consumo de informação”, se referindo à crescente do jornalismo na internet nos últimos anos.

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Criado em 2011, o LeiaJá acompanhou o crescimento e auge de diferentes redes sociais, como o Instagram, criado meses antes, ou mesmo do Facebook, que só havia chegado ao Brasil em 2007 e chegou à marca de um bilhão de usuários apenas em 2012. Todas essas plataformas, integradas à produção do site, ajudaram-no a alcançar mais de um bilhão de acessos em sua página oficial na web.

“O veículo foi o primeiro do Estado a ser totalmente idealizado para atuar exclusivamente na 'grande rede' e movimentou toda a estrutura de comunicação em Pernambuco – ocasionando a evolução de diversas outras emissoras/sites nesta plataforma”, diz ainda o requerimento.

Segundo Tadeu Calheiros, que propôs a homenagem, o trabalho do LeiaJá “rompeu barreiras” e, por ser “genuinamente pernambucano”, é motivo de respeito e admiração.

“A informação de qualidade é uma ferramenta extremamente valiosa para toda sociedade e um pilar fundamental para a democracia em qualquer lugar do planeta. Nesse contexto, o LeiaJá presta um brilhante serviço à toda população. São 10 anos de um portal genuinamente pernambucano, que rompeu barreiras e chegou a muitos outros lugares do Brasil e do mundo, inovando no jornalismo. Por tudo isso, é motivo de nosso respeito e admiração”, diz o parlamentar.

Para o professor e editor-chefe do LeiaJá Eduardo Cavalcanti, o momento solene será motivo de alegria e sentimento de reconhecimento pelos últimos dez anos de trabalho, nos quais o veículo produziu mais de um milhão de matérias e reportagens especiais. 

“É um importante reconhecimento do poder público ao papel social que o portal desempenha, há dez anos, levando informação de qualidade a toda a sociedade. Recebemos com alegria a homenagem e temos certeza que é mais um estímulo para que possamos continuar a fazer jornalismo sério e atuante”, declara o jornalista.

E completa: “Um diferencial nosso sempre foi o fato de já nascermos digitais e de termos investido, desde o início, na produção de conteúdo multimídia e na editoria de Carreiras, que recebia pouca atenção dos veículos na época e hoje é responsável por um dos maiores volumes de buscas”.

A trajetória do LeiaJá

Lançado no dia 15 de agosto de 2011, o LeiaJá foi o primeiro em Pernambuco a ser idealizado para funcionar, integralmente, em plataformas digitais.

Integrado ao Grupo Ser Educacional após quatro anos, em 2015, o LeiaJá também é responsável pela criação da TV LeiaJá, uma das primeiras Web TVs de Pernambuco, trazendo programas semanais, transmissões ao vivo exclusivas para a internet de festividades importantes, como o Carnaval de Olinda e Recife; o São João em diversas cidades do Estado; debates políticos e esportivos; disputa do Miss Recife; entre tantos outros eventos.

Em uma década, o site publicou mais de um milhão de matérias jornalísticas e artigos de opinião do seu leque de colunistas. As produções escritas e multimídia geraram uma audiência de mais de um bilhão de pageviews (número de vezes que o site foi visualizado).

O LeiaJá chegou à final de 25 prêmios de jornalismo, locais e nacionais, e acumula 14 premiações, conquistadas no MPT, Urbana, Sebrae, Correios, Fecomércio, Conif, NHR e Abrafarma.

Atualmente, o LeiaJá é parceiro e compartilha conteúdo junto ao portal iG, um dos maiores do País, e com agências de notícias nacionais e internacionais. O portal também conta com cerca de 50 colaboradores, com equipes em Recife e correspondentes em São Paulo e no Pará, que mantêm o veículo atualizado de domingo a domingo.

Lázaro Barbosa, de 32 anos, criou um perfil falso no Facebook para acompanhar as notícias a respeito de suas próprias buscas. O serial killer acessava a conta de um celular que roubou de uma família feita de refém por ele em uma chácara, no dia 15 deste mês.

O aparelho vinha sendo monitorado pela polícia desde o registro da ocorrência. O celular ficou com Lázaro até o dia 18 de junho.

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No perfil, com nome de Patrik Souza, o serial killer estampou uma fotografia de um helicóptero envolvido em suas buscas, o que chamou atenção dos agentes que monitoravam o aparelho. Lázaro chegou a compartilhar uma fotografia em que a imagem dos policiais em terra é acompanhada pelos dizeres: “As buscas não param. Breve estará nas mãos da polícia. Não volta em viatura, volta com o IML”.

O perfil só possuia uma amiga. Trata-se de uma adolescente que mora no mesmo bairro de parentes de Lázaro, na cidade de Águas Lindas (GO). A jovem não é alvo de investigação policial.

Sites de governos e de diversos veículos de imprensa internacionais apresentaram instabilidade na manhã desta terça-feira (8).

Entre as páginas afetadas pelo mau funcionamento estão aquelas da Casa Branca e dos governos da Itália e do Reino Unido, além dos jornais The New York Times, Le Monde e The Guardian e das emissoras BBC e CNN.

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Sites de serviços digitais, como Amazon, PayPal, Reddit, Twitch e Spotify também mostraram instabilidade. Essas páginas apresentaram mensagens de "serviço indisponível" ou de "falha de conexão".

A suspeita é de que o problema tenha sido causado por falhas no provedor de serviços em nuvem Fastly, dos Estados Unidos.

Da Ansa

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Com mais de um ano de pandemia da covid-19, especialistas alertam para um cenário preocupante: notícias em excesso causam impactos negativos no estado psicológico das pessoas, provocando pânico e medo. Mais alarmante ainda é a divulgação diária e crescente do número de mortes

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Além das perdas e da nova rotina, o isolamento incomoda adultos e crianças. “Meu filho é um recém-nascido e é impactado diretamente pela pandemia. Não pôde conhecer os familiares, não pôde receber visitas em casa nem na maternidade. Meu filho não pode nem passear no carrinho na rua ou ir à praça passear no carrinho. Ele é obrigado a ficar dentro de casa, para a própria segurança, assim como todos nós”, relata a publicitária Lídia de Menezes. 

Os telejornais abordam diariamente a covid-19. O número de mortes faz parte das pautas, deixando as pessoas mais cautelosas e ao mesmo tempo mais preocupadas.

Ana Cristina Costa França, psicóloga e professora do curso de Psicologia na UNAMA - Universidade da Amazônia, acredita que esse “novo normal” ainda vai durar bastante tempo e que a crise generalizada que se configurou com a pandemia tem causado impactos nas mais diferentes esferas.

“Em crise, há uma tendência a comportamentos/pensamentos extremos, do tipo 'tudo ou nada'; encontramos desde os 'negacionistas' até os 'paranoicos'. Ambos são prejudiciais, o ideal seria encontrar o 'meio termo', nem minimizar a situação, nem se tornar monotemático em torno do assunto”, observa a psicóloga.

Ana Cristina aponta que os negacionistas e os paranoicos demonstram uma visão egoísta da situação, "esquecendo que somos seres coletivos, sociais e que o bem comum deveria ser a principal preocupação". Ela também afirma que não existe “grupo de risco”, mas “comportamento de risco”.

“Buscar excesso de informações é prejudicial para a saúde emocional, mas ainda pior é quando não se leva em conta a fonte dessas informações: compartilhar 'notícias' através das redes sociais sem verificar a veracidade e espalhar fake news. Assim, saber a origem e veracidade é tão importante quanto evitar viver imerso e obcecado pelo tema”, explica.

Segundo a psicóloga, a quantidade de notícias a respeito de determinado assunto torna-se prejudicial para a saúde das pessoas quando esses pensamentos tomam conta da maior parte do dia delas: “Quando o dia gira em torno do tema, quando você não consegue desenvolver outras atividades, apenas as que estão relacionadas com a obsessão – o pensamento monotemático que invade sua mente a qualquer instante”.

Ana Cristina afirma que é possível controlar esse comportamento antes que a situação se agrave. A psicóloga diz que a medida de todas as coisas é o equilíbrio. “É claro que essa medida é muito subjetiva, e cada um deve procurar e encontrar esse limite. A medida é que não altere sua rotina e não se torne um pensamento 'obsessor'. E claro, cuidado com a fonte dessas informações”, orienta.

Para que não haja uma sobrecarga causada pelo excesso de informações, Ana Cristina diz que é importante desenvolver hábitos que evitem esse excesso. “Fazer os que os jovens tanto falam: 'inspira, respira e não pira'. Ter uma rotina (hora para acordar, dormir, se alimentar, se exercitar), fazer atividades prazerosas e diminuir o acesso às redes sociais; quando buscar informações, o faça em fontes confiáveis. Nosso cérebro só consegue fazer uma coisa de cada vez: substitua hábitos ruins por hábitos saudáveis. Os resultados serão duradouros e manterão sua saúde emocional”, complementa.

A psicóloga afirma que não há dúvidas de que estamos vivendo um novo paradigma de realidade e que coronavírus, covid-19, pandemia, entre outros, são algumas palavras que fazem parte do nosso cotidiano há mais de um ano e que vão continuar por muito tempo.

“As ondas e variações do vírus - e uma onda que considero ainda mais grave, a da saúde mental – fazem e farão parte da nossa rotina por muito tempo. Se mudamos a forma como encaramos o problema, mudamos o problema. Vamos aproveitar que estamos vivos e respirando, exercitar nossa paciência, nossa autoestima e nosso autoconhecimento. Vai passar, afinal tudo na vida passa”, finaliza Ana Cristina.

A perspectiva do jornalista

O olhar do jornalista sobre sua importância no contexto pandêmico é de que o jornalismo se fortalece como principal veículo para garantir o acesso à informação para a população. A jornalista Sheila Faro, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor), membro da Academia Paraense de Jornalistas e proprietária da empresa de consultoria Faro Assessoria e Consultoria, destaca que a informação é fundamental para o combate ao vírus. "Então, conhecer as formas mais seguras de proteção e disseminar isso por meio do jornalismo é o que mostra a importância suprema do jornalismo”, comenta.

Sheila também cita a relevância do jornalismo em relação às fake news. Além de informar, alertar e trazer dados reais sobre a pandemia, assinala, deve-se também combater essa desordem de informação. A jornalista também alega que a desinformação tem sido responsável pelo aumento do número de mortes por covid-19, já que as pessoas acabam recebendo informação errada sobre tratamentos, curas.

Para Sheila, o jornalista deve se posicionar, ao noticiar sobre o novo coronavírus, de forma ética, responsável e comprometida com a população, de modo que ela tenha acesso aos dados reais sobre a covid-19. A jornalista também fala sobre empatia. “Nós, antes de sermos jornalistas, somos, em primeiro lugar, pessoas. Então uma das formas de não permitimos esse excesso é a gente se colocar no lugar do outro. O próprio período da pandemia tem nos feito ser mais empáticos”, complementa.

Sheila também pondera a respeito de como divulgar a informação. “Informar-se antes de maneira saudável é como ler uma bula antes de tomar o remédio. Precisamos saber que fonte é aquela, que sensação aquilo vai gerar, filtrar as informações, saber se a fonte é segura ou não. Infelizmente também existem jornalistas que não têm tanto compromisso com a informação, só fazem disseminar notícias falsas, esse desserviço para com a população.”

A jornalista ainda acrescenta: “Acho que esse é o momento da gente exercitar em todas as áreas da nossa vida, um pouquinho mais de 'O que é o amor?', de como podemos mudar esse momento, de como podemos mudar a nossa profissão, de como podemos mudar a nossa vida, em favor do amor, em favor de outrem”, finaliza Sheila.

Por Alessandra Nascimento e Isabella Cordeiro.

 

Inspirada pelos acordos internacionais para o uso de conteúdo jornalístico entre empresas de mídia e gigantes da tecnologia, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) pede ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma ampliação da investigação contra o Google no Brasil, visando à remuneração de veículos nacionais pela companhia. A ANJ instaurou um inquérito administrativo contra o Google em julho de 2019 sobre o assunto, que ainda não foi transformado em investigação formal.

A pressão é uma reverberação de debates que estão acontecendo no mundo todo. Em fevereiro, a Austrália foi o primeiro país a aprovar uma legislação que força as gigantes de tecnologia a negociarem com veículos de mídia o licenciamento de notícias em suas plataformas.

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"Estamos abastecendo a ação com informações das regulações que estão sendo implementadas em países como Austrália e França, quanto à remuneração da atividade jornalística como um todo", afirma Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ). "A Austrália abriu um novo horizonte no entendimento de que as plataformas digitais geram desinformação, fake news, discurso de ódio e incitação à violência. Quem tem a capacidade de fazer a limpeza das plataformas é o jornalismo profissional".

Na visão de Márcio Bueno, da Caminati Bueno Advogados, que representa a ANJ no Cade, o inquérito administrativo, com o impulso das novas regulações internacionais, está maduro o suficiente para uma investigação formal.

"Infelizmente, o que está acontecendo fora do Brasil não está acontecendo aqui. O Google tem feito acordos individuais com veículos no Brasil, mas enxergamos essas parcerias com preocupação e ceticismo porque em uma negociação com uma empresa do tamanho do Google, há margem para termos e condições abusivas", afirma Bueno.

Para ele, o momento é oportuno para que as negociações avancem. "Sentimos que há uma inércia na ação, enquanto outros países estão andando com esses pedidos de uma forma mais avançada", diz.

Procurado pela reportagem, o Google diz que tem "cooperado com o Cade para esclarecer dúvidas desde 2019". A empresa afirma que "apoia o futuro do jornalismo gerando tráfego, desenvolvendo ferramentas que ajudam a criar novos modelos de negócios e treinamentos, bem como por meio de fundos e parcerias sólidas com toda a indústria".

Segundo Rech, apesar de a ação no Cade ser focada no Google, a ANJ está começando a discutir também uma legislação específica que faça essa remuneração nos moldes do que acontece na Austrália, incluindo também outras gigantes de tecnologia, como o Facebook. Enquanto na Austrália a lei foi movida pelo órgão antitruste do país, o caminho para implementar uma legislação semelhante no Brasil seria o Congresso.

Pressão mundial

A Austrália tornou-se pioneira quando aprovou em 25 de fevereiro uma legislação que força as empresas de tecnologia a negociar com veículos de mídia o licenciamento de notícias nas plataformas. Durante a elaboração do projeto, Google e Facebook, os mais afetados pela nova lei, ameaçaram sair do país por supostos prejuízos ao modelo de negócios. Apesar de criticarem publicamente a legislação, as "Big Techs" fecharam acordos.

O Google anunciou que fechou parceria com veículos australianos, como o grupo News Corp., do bilionário Rupert Murdoch, que seriam pagos por meio da ferramenta Destaques, que foi lançada na Austrália em 4 de fevereiro. A ferramenta também está disponível no Brasil desde outubro de 2020.

Já o Facebook, antes de fechar acordo com o governo local e anunciar o lançamento da plataforma News no país, bloqueou o compartilhamento de notícias para usuários australianos do dia 17 a 23 de fevereiro.

Inspirada no movimento australiano, a União Europeia e o Reino Unido declararam nas últimas semanas que podem exigir que as gigantes também paguem pelo uso de conteúdos noticiosos. Os parlamentares europeus querem implementar sistemas para compensar o desequilíbrio das Big Techs nas plataformas digitais.

Já a França conseguiu em janeiro um acordo similar, após intervenção da autoridade de competição do país a pedido da Alliance de la Presse d'Information Generale, organização que representa os jornais franceses. Assim como na Austrália, o Google fez parcerias individuais com veículos locais e pagou pelo conteúdo por meio do produto Destaques.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A disputa do Facebook com reguladores e publishers pelo pagamentos de notícias que circulam em sua plataforma está apenas começando, e o acordo com o governo da Austrália para a restaurar as publicações na rede social não encerra os confrontos em outros locais. O acerto oferece um caminho para evitar pagamentos obrigatórios aos editores por conteúdo de notícias, desde que a empresa trabalhe para chegar a acordos por conta própria.

Os editores de notícias contam com o público que o Facebook e o Google, controlado pela Alphabet, oferecem. Horas após a decisão do Facebook de encerrar o compartilhamento de notícias na Austrália, o tráfego de leitores nos veículos vindos de fora do país diminuiu em cerca de 20%, mostraram dados da empresa de análise Chartbeat.

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Tanto o Facebook quanto o Google dizem que suas plataformas ajudam o jornalismo. Uma editora de notícias dos EUA aponta que a disputa com o Facebook na Austrália sugere que a empresa de mídia social renovou o interesse em pagar pelo conteúdo depois de relutar anteriormente em fazê-lo. "Estamos em um ponto de inflexão", afirma Maribel Perez Wadsworth, editora do USA Today, o título principal da Gannett, a maior rede de jornais dos Estados Unidos. "Finalmente, há uma apreciação muito maior do valor do jornalismo confiável."

No início deste mês, autoridades australianas conversaram com seus homólogos de Canadá, Alemanha, França e Finlândia sobre a aplicação de regras semelhantes em plataformas de tecnologia, afirmou Steven Guilbeault, ministro canadense encarregado de política cultural, acrescentando que a coalizão de países pode se expandir.

Fonte: Dow Jones Newswires.

O Facebook anunciou nesta terça-feira (23) que suspenderá nos próximos dias o bloqueio na Austrália das páginas de notícias, depois que o governo aceitou fazer emendas à lei que pretende obrigar os gigantes tecnológicos a pagar aos meios de comunicação por seus conteúdos.

O ministro australiano das Finanças, Josh Frydenberg, e o diretor geral do Facebook Austrália, Will Easton, afirmaram que chegaram a um acordo sobre um dos pontos cruciais da lei.

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"Como resultado das mudanças, agora podemos trabalhar para estimular nosso investimento em jornalismo de interesse público e restabelecer nos próximos dias as notícias no Facebook para os australianos", declarou Easton.

Na semana passada, o Facebook bloqueou a publicação de links de notícias e as páginas dos meios de comunicação em todo o país.

Várias páginas do Facebook de serviços de emergência também foram afetadas de forma involuntária. A medida de represália provocou indignação na Austrália e em muitos países.

O anúncio significa que Facebook e Google não serão penalizados desde que alcancem acordos com os grupos de imprensa em troca do uso de seus conteúdos.

Com a disputa que mantém com a Austrália, o Facebook envia um alerta aos países que querem regulamentar o setor digital, principalmente os europeus, mostrando que está disposto a fazer de tudo para defender seus interesses, segundo especialistas ouvidos pela AFP.

A rede social decidiu esta semana bloquear o conteúdo de notícias para seus usuários na Austrália, em protesto contra um projeto de lei que obrigaria os gigantes do setor digital a pagar os meios de comunicação locais.

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Assim, os australianos não podem mais compartilhar links de sites de informações e as páginas dos veículos australianos não podem mais ser acessadas pelo Facebook.

Trata-se de uma questão local ou um assunto além da Austrália? Segundo o ex-deputado Jean-Marie Cavada, diretor do IDFrights, instituto que defende os direitos fundamentais no meio digital, essa questão deve empurrar as democracias a se mobilizarem para regular a atuação das gigantes da rede.

"Ao cortar o acesso dos meios de comunicação aos seus serviços, vemos a verdadeira face do Facebook", uma rede disposta a "contornar ou esquecer" todas as leis que considera contrárias aos seus interesses financeiros. "Uma forma de imperialismo verde, verde como a cor do dólar", denunciou.

"Com isso, também mostram que se não ceder às ameaças e chantagens, estão dispostos a atacar a sua soberania", acrescentou Cavada, lembrando que, com a medida, o Facebook bloqueou o acesso a informações essenciais relacionadas à saúde, clima ou alertas meteorológicos, por exemplo.

Por sua vez, Joëlle Toledano, economista e autora de um livro sobre o assunto, não se surpreendeu com o cabo de guerra.

"Temos tendência a acreditar que estas plataformas são infraestruturas públicas, mas não é o caso. Estamos diante de atores que construíram um modelo econômico completo e global, e o Facebook não vai desistir tão depressa" face a uma legislação que questiona tudo o que construiu, alertou.

- Apoiar a Austrália -

"Trata-se de uma empresa que quase detém o monopólio do acesso à informação e, na verdade, trata-se de marcar o seu território", afirma Olivier Ertzschield, professor e investigador de Ciências da Informação da Universidade de Nantes.

Ao vetar o acesso aos seus serviços, "o Facebook exerce soberania de uso" na esfera digital, "onde capta a atenção de 2,7 bilhões de utilizadores no mundo" com todos os seus serviços, como Instagram ou WhatsApp, afirmou.

Além disso, o grupo aproveita o fato de que prescindir de seus serviços e fazer outro uso de sua plataforma não é fácil para seus usuários, pois isso acarreta "um custo cognitivo significativo"

Para os europeus, "este é um sinal", disse Toledano. As autoridades públicas devem compreender que estas plataformas "só podem ser reguladas a nível europeu", visto que é um mercado demasiado importante para correr o risco de o perder".

Bruxelas está preparando duas novas diretivas, chamadas DSA e DSM, mas o bloco da UE deve realizar "reformas mais abrangentes, em vez de abordar as questões separadamente (dados, desinformação, competição, tributação) e distribuí-las entre vários reguladores", segundo Toledano.

Cavada falou na mesma linha, exortando a UE a ir "muito mais longe" do que as diretrizes que estão sendo elaboradas. "Não podemos deixar a Austrália lutar pela democracia sozinha", disse.

Além disso, essa batalha pode ter repercussões nos Estados Unidos, onde o debate sobre a regulamentação das plataformas digitais também é muito animado, disse o ex-deputado. Os deputados americanos querem reformar a seção 230 do "Communications Decency Act", um texto que isenta as plataformas de qualquer responsabilidade editorial.

A este respeito, Toledano sublinhou que alguns políticos defendem a manutenção desta regra, que é enormemente protetora para o GAFA, em troca de os meios de comunicação serem remunerados de alguma forma.

O Facebook informou nesta quarta-feira (17) que vai restringir o compartilhamento de notícias na Austrália, recusando-se a ceder ao projeto de lei que visa forçar a rede social a dividir sua receita com a imprensa.

"A lei proposta interpreta mal a relação entre nossa plataforma e a mídia que a usa para compartilhar conteúdo de notícias", disse o gerente do Facebook para a Austrália e Nova Zelândia, William Easton.

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A Austrália está prestes a adotar uma legislação que obrigaria as empresas digitais a pagar pela publicação de notícias, algo que criaria um precedente global.

"Isso nos deixou diante de uma escolha difícil: tentar cumprir uma lei que ignora a realidade dessa relação ou parar de permitir conteúdo de notícias em nossos serviços na Austrália. Com um peso no coração, estamos escolhendo a segunda opção", afirmou Easton.

A medida do Facebook foi na direção contrária ao Google, que nos últimos dias negociou acordos com grupos de mídia, incluindo a News Corp. de Rupert Murdoch, em resposta à pressão da regulamentação.

O Google concordou em fazer "pagamentos significativos" à News Corp por seu conteúdo, anunciaram as duas empresas em comunicado nesta quarta.

No início da semana, autoridades australianas disseram que os dois gigantes da tecnologia dos Estados Unidos estavam chegando a acordos com grandes veículos de comunicação da Austrália para resolver um impasse que está sendo observado de perto em todo o mundo.

As empresas ameaçaram retirar parcialmente seus serviços do país se a proposta se tornasse lei, desencadeando uma guerra de palavras com Canberra.

Em um comunicado, o Facebook disse que, com a nova política, os australianos "não podem ver ou compartilhar notícias australianas ou internacionais no Facebook".

Isso também significa que usuários em outras partes do mundo não podem ver ou compartilhar conteúdos jornalísticos australianos no Facebook.

- "Troca de valores" -

Segundo Easton, o Facebook alegou às autoridades australianas que "a troca de valores entre o Facebook e os publicadores favorece mais os publicadores" e gera centenas de milhões de dólares de receita para as organizações de mídia.

"Há muito trabalhamos para criar regras que encorajassem a inovação e a colaboração entre plataformas digitais e organizações de notícias", afirmou Easton.

"Infelizmente, essa legislação não faz isso. Em vez disso, busca penalizar o Facebook por conteúdos que não pediu."

Segundo a entidade de controle competente da Austrália, para cada 100 dólares gastos em publicidade online, o Google fica com 53, o Facebook leva 28 e o resto é compartilhado entre outros, privando a imprensa da renda necessária para sustentar o jornalismo.

Essa situação se reflete em outras partes do mundo, onde as plataformas de tecnologia estão enfrentando uma pressão cada vez maior para dividir as receitas com a mídia.

A chefe de associações de notícias do Facebook, Campbell Brown, disse no Twitter que a empresa relutou em bloquear os conteúdos de notícias para os australianos.

“Nosso objetivo era encontrar uma solução que fortalecesse a colaboração com as editoras, mas a legislação não reconhece a relação fundamental entre nós e as organizações de notícias”, escreveu ela.

Na quarta-feira, o Google assumiu a postura oposta, anunciando seu acordo com a News Corp. Um comunicado conjunto classificou o negócio como uma "parceria histórica de vários anos", que permitirá a exibição das publicações do gigante da mídia no Google Notícias.

O acordo abrange o conteúdo dos americanos Wall Street Journal, Barron's, MarketWatch e New York Post, os britânicos The Times, The Sunday Times e The Sun, e diversos veículos australianos, incluindo o The Australian.

Mais recente grande organização de mídia privada a chegar a um acordo, a News Corp é decisiva para que o governo conservador da Austrália possa enfrentar os gigantes da tecnologia.

O Google concordou em fazer "pagamentos significativos" à News Corp, de Rupert Murdoch, pela publicação de seu conteúdo, anunciaram as empresas nesta quarta-feira (17), em meio à crescente pressão sofrida pelas gigantes de tecnologia para que paguem por notícias, após uma iniciativa liderada pela Austrália.

Um comunicado conjunto classificou o acordo como uma "parceria histórica" que permitirá ao Google publicar notícias da companhia de mídia no âmbito de seu programa Google News Showcase.

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O acordo de três anos também inclui o desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, o compartilhamento de receitas de publicidade e "investimentos significativos em videojornalismo inovador" no YouTube, que pertence ao Google.

A Austrália está a caminho de aprovar uma lei que força as empresas digitais a pagar pelas notícias que publicam. Essa lei criaria um precedente global e, de acordo com o Facebook e o Google, prejudicaria a forma como as pessoas trabalham na internet.

Entre os veículos de imprensa que serão integrados ao Google News Showcase estão os americanos Wall Street Journal, Barron's, MarketWatch e New York Post, os britânicos The Times, The Sunday Times e The Sun, e diversas organizações de mídia australianas.

O presidente-executivo da News Corp, Robert Thomson, afirmou que o acordo "terá um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, pois estabelece que o jornalismo 'premium' deve ser recompensado".

"Por anos", disse ele, "fomos acusados de lutar contra os moinhos de vento da tecnologia, mas o que foi uma campanha solitária, uma cruzada quixotesca, se tornou um movimento, e tanto o jornalismo quanto a sociedade serão fortalecidos."

No início desta semana, funcionários em Sydney disseram que o Google e o Facebook estavam fechando acordos com a grande mídia australiana para pagar por seus conteúdos.

Segundo o chefe do Tesouro australiano, Josh Frydenberg, as negociações com os CEOs do Facebook e do Google, respectivamente Mark Zuckerberg e Sundar Pichai, fizeram um "grande progresso" na resolução de uma disputa que atrai atenção global.

Ambas as empresas ameaçaram interromper o fornecimento de seus serviços na Austrália caso a lei seja aprovada, atitude que desencadeou uma guerra verbal com Canberra.

O Facebook lançará nesta terça-feira (26) no Reino Unido a seção Facebook News, que irá divulgar artigos de veículos da imprensa, pelos quais pagará.

O Reino Unido se torna o segundo país a se beneficiar desse serviço, lançado no fim de 2019 nos Estados Unidos a fim de promover o jornalismo e limpar a reputação do Facebook de espalhar desinformação. "O Facebook News constitui um investimento plurianual que permitirá ao verdadeiro jornalismo estar ao alcance de novos públicos, enquanto são oferecidas aos editores mais oportunidades publicitárias e assinaturas", comemorou Jesper Doub, director de parcerias jornalísticas do Facebook na Europa.

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Os editores passarão a ser remunerados pelo conteúdo que ainda não estiver na plataforma. Entre os veículos britânicos que aceitaram a oferta estão os jornais "The Guardian" e "Financial Times", a revista "The Economist", os tabloides "The Mirror" e "Daily Mail" e os canais de TV Sky News e Channel 4.

O Facebook News, que pode ser personalizado pelo usuário, pretende "aproximar" deste último "histórias que têm impacto em sua vida e na comunidade que o cerca", assinalou Doub. O lançamento acontece em meio a uma crise na imprensa, que enfrenta a queda da receita publicitária - desviada, em grande parte, para os gigantes digitais - e das vendas físicas devido ao aumento do conteúdo on-line, frequentemente gratuito. A pandemia agravou a situação.

Há negociações em andamento para lançar o Facebook News na França e na Alemanha, como divulgou no mês passado o gigante das redes sociais.

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista o jornalista Beto Feitosa, do site Ziriguidum. O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá.

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Acesse a entrevista no Youtube aqui.

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) divulgou informações sobre a divulgação de um suposto concurso público. De acordo com o Hemope, as notícias que circulam em redes sociais, jornais e blogs sobre a autorização de realização do certame para a Fundação Hemope é falsa.

 “Não houve nenhuma publicação nossa no último dia 16 de dezembro a respeito do assunto citado, já na publicação no Diário Oficial da União (DOU), de 02 outubro de 2019, trata da homologação do resultado de processo licitatório, com o objetivo de contratar empresa para organizar concurso, e não a publicação da autorização da realização do mesmo”, diz nota. A Fundação Hemope ainda ressalta que não existe previsão de concurso.

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“Pedimos que vocês, antes de divulgarem informações sobre qualquer assunto relacionado ao Hemope, nos procurem nas redes sociais para saber se lançamos alguma nota oficial ou publicação sobre o assunto. Não caiam em informação falsa”, finalizou.

A companhia aérea British Airways está investigando alegações de que uma de suas aeromoças está trabalhando como garota de programa e oferece “entretenimento adulto” durante os voos. Em fotos associadas às denúncias, a comissária até mesmo vende suas roupas íntimas aos passageiros.

Não identificada, a mulher anuncia seus serviços por meio de fotos ousadas nas redes sociais, muitas delas focadas em seus pés e pernas com meias e brinca que ela frequentemente não usa calcinha durante os voos, segundo o jornal The Sun.

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Em vez disso, essas roupas íntimas são vendidas por U$ 33 (cerca de R$ 176) - metade do valor que custa uma "taxa de segurança" para mais tarde encontrá-la em um hotel, ela teria dito a um repórter investigativo do jornal do Reino Unido.

Além de oferecer sexo entre as viagens, ela oferece guloseimas não especificadas aos passageiros se o dinheiro estiver certo, disse o jornal. “Se você quiser entretenimento adulto a bordo, tudo o que você precisa fazer é me dar uma quantia em dinheiro e terá uma experiência totalmente diferente à sua escolha”, a aeromoça teria escrito em um blog.

Seguidores de suas redes sociais - muitos dos quais parecem ter sido deletados no domingo após as revelações - pareceram sem dúvidas saber sobre o que ela estava fazendo. “Espero que você ganhe um bom dinheiro e fique bem, garota”, um seguidor respondeu a uma foto.

Contatada pelo jornal, a assessoria da British Airways respondeu através de um porta-voz e disse que a empresa “espera o mais alto padrão de comportamento de todos os nossos colegas em todos os momentos e estamos investigando as alegações”.

“Ela está claramente se prostituindo e impulsionando seus negócios usando fotos tiradas a bordo de aviões BA”, disse uma fonte ao The Sun; “É um abandono chocante do dever e não a imagem que a BA quer de sua tripulação de cabine”, disseram as fontes.

A British Airways disse ao jornal do Reino Unido que lançou uma investigação e estava tentando identificar a aeromoça misteriosa.

Foto: Reprodução/Facebook

Diversos portais de notícias brasileiros tiveram seus perfis no Facebook hackeados, na madrugada desta quinta-feira (27). Os cibercriminosos fizeram postagens com conteúdos pornográficos nas páginas de vículos como G1, UOL, O Globo, Globo Esporte, Gazeta do Povo, entre outros. 

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O ataque demorou a ser identificado pelos veículos de comunicação porque o conteúdo ficava visível para os seguidores dos perfis, mas não aparecia para os administradores das páginas. Porém, leitores dos portais de notícias alertaram para a vinculação do conteúdo impróprio. 

Em nota, o Facebook disse ter identificado os ataques "Estamos cientes de que algumas pessoas estão vendo conteúdos impróprios no Facebook que violam nossas políticas. Estamos trabalhando para remover esses conteúdos o quanto antes", disse. Apesar do susto, pela manhã, o problema já havia sido solucionado pela plataforma. 

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O Facebook anunciou nesta terça-feira (25) que está acelerando os planos para internacionalizar sua aba de notícias, conhecida como Facebook News, na qual a rede social remunera os editores pelas histórias publicadas.

A aba, que começou a funcionar no fim do ano passado nos Estados Unidos, se estenderá nos próximos seis meses a outros países, entre os quais poderiam estar Brasil, Grã-Bretanha, França, Alemanha e Índia.

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"Em cada país, pagaremos aos editores de notícias para nos assegurarmos de que seu conteúdo esteja disponível no novo produto", disse a vice-presidente de alianças do Facebook Global News, Campbell Brown, em uma postagem em um blog.

"Continuaremos criando novos produtos e realizando investimentos globais para ajudar a indústria de notícias a construir modelos comerciais duradouros", emendou.

O Facebook News teve um "bom começo" nos Estados Unidos e gerou um importante tráfego on-line para os editores de notícias, segundo Brown. "Baseando-nos neste progresso, estamos acelerando nossos planos para nos expandir internacionalmente", acrescentou.

As agências de notícias e produtores de conteúdos informativos buscam novas formas de ganhar dinheiro na medida em que a receita com publicidade e a atenção das pessoas se deslocaram para o ciberespaço, onde muitas vezes as histórias estão disponíveis de forma gratuita, uma dinâmica criticada pelos editores. "A inovação é fundamental para construir um ecossistema de notícias sustentável", disse Brown.

O grupo de tecnologia Google iniciou uma ofensiva contra o plano da Austrália de fazer os gigantes digitais pagar pelas notícias que publicam, alertando os usuários que seus dados pessoais podem "estar em risco".

A Austrália anunciou em julho que empresas como Google e Facebook terão que pagar aos meios de comunicação pelo uso de seu conteúdo, após 18 meses de negociações que terminaram sem acordo.

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A medida histórica contempla multas milionárias para quem não cumprir a regra e exige transparência a respeito dos algoritmos, que estas empresas mantêm em sigilo e que utilizam para classificar o conteúdo.

O Google iniciou uma ofensiva para evitar que as medidas entrem em vigor.

Nesta segunda-feira, a empresa afirmou em um anúncio em sua página inicial que "a forma como os australianos usam o Google está em risco" e suas buscas serão "afetadas" pelas mudanças.

O texto adverte ainda que o grupo será obrigado a entregar informações sobre as buscas dos usuários às empresas jornalísticas e fornecer informações que "as ajudarão a aumentar artificialmente sua classificação" acima de outros mecanismos de busca.

Google alega que já paga milhões de dólares aos meios de comunicação australianos e facilita bilhões de visitas por ano aos sites.

"Porém, ao invés de promover este tipo de associação, a lei dará tratamento especial às grandes empresas jornalísticas e as incentivará a fazer demandas enormes e insanas que poderiam colocar nossos serviços gratuitos em risco", completa o texto.

A legislação se concentrará inicialmente no Facebook e Google, dois gigantes do setor, mas eventualmente será aplicada a qualquer plataforma digital.

A proposta australiana desperta interesse em todo o mundo, já que muitos países querem que estas empresas paguem pelas notícias que enriquecem seus serviços e que obtêm de maneira gratuita.

A imprensa de todo o planeta sofreu os efeitos da economia digital, onde as grandes empresas digitais captam a maior parte da publicidade.

A pandemia de coronavírus agravou a crise econômica e provocou o fechamento de dezenas de jornais australianos.

Ao contrário das tentativas em outros países para obrigar o pagamento das plataformas digitais pelo uso de notícias, a iniciativa australiana se baseia na lei sobre a concorrência, ao invés da regulamentação dos direitos autorais.

A lei tem o forte apoio da imprensa local, que espera a entrada em vigor ainda este ano.

A maioria das famílias de pessoas presas no estado de São Paulo está sem notícias durante a pandemia do novo coronavírus, mostra pesquisa divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Núcleo de Estudos da Burocracia da Fundação Getulio Vargas. A partir das respostas de 1.283 parentes de detentos, o estudo revelou que 69,6% estão sem informações ou contato nesse período em que as visitas foram restringidas como medida para reduzir a disseminação da doença.

Entre as famílias que conseguiram manter algum contato com os parentes encarcerados, a maior parte dessa comunicação foi feita por cartas ou advogados particulares. “Ainda assim, os relatos dos familiares demonstram que as cartas têm demorado para chegar e, muitas vezes, não chegam”, diz o estudo.

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Menos da metade (48%) das famílias conta com um advogado particular. Para 41,4% dos que contratam esses serviços, o custo se justifica porque é o único meio de receber e enviar notícias ao preso. Contam apenas com a Defensoria Pública, 39,8%, e 11,6% dizem não ter nenhum defensor envolvido no caso. A grande maioria (74,5%) das famílias acredita que ter um defensor não ajuda a trazer proteção ao encarcerado neste momento.

Perfil

Quase todas (99%) das pessoas que responderam à pesquisa são mulheres. Dessas, 44,9% são pardas, 12,7% pretas e 39,9% brancas. São pessoas que também sofreram os impactos da pandemia. Entre essas famílias, 33,1% dizem que perderam muita renda com a pandemia e 26,5% ficaram sem nenhum rendimento. A renda média mensal desses núcleos familiares é de R$ 1.097, com rendimento médio de R$ 371 por pessoa.

Recomendações

A partir do cenário observado, o estudo faz algumas recomendações, como a necessidade de reavaliar as prisões provisórias que deveriam ser mantidas apenas em condições excepcionais, conforme resolução do Conselho Nacional de Justiça.

Os pesquisadores mostram ainda a importância da transparência nos dados sobre casos de covid-19 e mortes dentro das prisões. Além disso, é destacada a necessidade de meios de contato entre as famílias e os parentes encarcerados, como tablets ou telefones públicos.

Secretaria

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que as visitas nas unidades prisionais estão suspensas desde o dia 20 de março “para evitar a propagação do contágio de covid-19”. A pasta disse que “como medida alternativa à manutenção dos laços sociais” é permitido o envio e recebimento de correspondências. Entretanto, o material deve passar um período de “quarentena” antes de ser distribuído.

A secretaria destaca ainda que já implantou em 176 unidades prisionais um sistema de correspondência eletrônica, para facilitar o contato entre os internos e as famílias.

Nos casos de morte, a secretaria afirma que “família é imediatamente avisada pela assistência social da unidade onde o preso se encontrava” e as causas do falecimento da pessoa presa são especificadas pelos órgãos de saúde, “com irrestrito acesso de informações aos familiares”.

O Facebook dará prioridade aos artigos respaldados, com base em informações de primeira mão e escritos por jornalistas identificados, anunciou nesta terça-feira (30) o gigante das redes sociais, que tenta combater a desinformação e o conteúdo enganoso.

"Hoje estamos atualizando a maneira como as notícias se hierarquizam no 'Feed de Notícias' para favorecer que apareçam reportagens autênticas e artigos publicados de forma transparente", disse o Facebook em comunicado.

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Quando diferentes postagens sobre as mesmas notícias forem publicadas, o algoritmo identificará a que "cita a fonte da informação com maior frequência" e a colocará no topo.

A plataforma ataca desta forma a propagação de notícias e vídeos que não buscam informar, mas sim enganar ou prender os usuários, para fins políticos ou financeiros.

Geralmente apresentados de forma sensacionalista para gerar "visualizações", "clics" e material a ser compartilhado, esses conteúdos podem ter sido criados por 'fazendas de contéudo' e basear-se em relatórios da mídia que investiu recursos para encontrar a informação.

No entanto, o Facebook esclareceu que a escolha do usuário continuará tendo prioridade, pois "a maior parte da informação vem de fontes que as pessoas seguem ou que seus amigos seguem, e isso não mudará".

A rede social não espera que essa medida tenha um forte impacto nos jornais.

"A informação de primeira mão e as postagens bem fundamentadas podem ter um aumento em sua distribuição (...), mas é importante lembrar que o 'News Feed' usa uma ampla variedade de sinais para priorizar o conteúdo".

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