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O ex-governador do Ceará e pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, estaria trabalhando nos bastidores para convencer a ex-senadora Marina Silva (Rede) a ser vice na sua chapa. A informação foi divulgada pelo jornalista Gustavo Uribe, da CNN. A possibilidade fez com que o nome dos dois ficasse entre os assuntos mais comentados do Twitter nesta sexta-feira (7).

Marina e Ciro foram adversários nas eleições em 2018, mas segundo o jornalista, o pedetista vem articulando para tentar fechar o alinhamento com Marina. A líder da Rede Sustentabilidade, contudo, está firme na ideia de não disputar o Executivo Nacional. Em 2018 ela recebeu apenas 1% dos votos válidos.

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Durante passagem pelo Recife em dezembro, o senador Randolfe Rodrigues contou ao LeiaJá que que a prioridade para este ano é viabilizar a Rede na Câmara e, por isso, a ex-senadora Heloísa Helena e Marina Silva devem entrar na disputa como deputadas.

"Seria lamentável que o país com a maior floresta tropical do planeta não tivesse um partido ambientalista. Nosso sentido é fazer uma ampla bancada verde. É por isso que Heloísa deve ser candidata como deputada federal e acho que Marina tem que contribuir com isso também", sinalizou Randolfe na ocasião.

No Recife para a filiação de Túlio Gadêlha à Rede Sustentatilidade, nesse fim de semana, Heloísa Helena e o senador Randolfe Rodrigues comentaram sobre suas candidaturas nas eleições 2022. A ex-senadora deve concorrer à Câmara Federal com Marina Silva e o parlamentar ao Governo do Amapá.

Ventilado como possível representante da Rede à Presidência após se destacar na CPI da Covid, em entrevista ao LeiaJá, Randolfe salientou que deve abrir mão da candidatura majoritária para apoiar uma candidatura unificada de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

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"Mais importante que qualquer candidatura presidencial é juntarmos as formas democráticas para derrotamos o Bolsonaro, que representa o fascismo em nosso país", disse.

O senador traçou que a prioridade para 2022 é viabilizar a Rede na Câmara, por isso, a ex-senadora Heloísa Helena e Marina Silva devem entrar na disputa como deputadas.

"Seria lamentável que o país com a maior floresta tropical do planeta não tivesse um partido ambientalista. Nosso sentido é fazer uma ampla bancada verde. É por isso que Heloísa deve ser candidata como deputada federal e acho que Marina tem que contribuir com isso também", sinalizou Randolfe.

Marina participou do evento de forma remota, mas Heloísa confirmou a estretégia com nomes mais populares para ampliar o quadro da Rede no Congresso. "Todos nós temos que disponibilizar os nomes para juntar votos para a Rede. Então, eu defendo que Marina seja candidata, que eu seja candidata", assegurou.

Ela ainda indicou que o senador Randolfe deve se lançar ao Governo do Amapá. "Só devemos ter duas candidaturas ao Governo, que é Randolfe no Amapá e Audifax Barcelos no Espírito Santo".

A Rede só possui uma deputada federal, Joênia Wapichana (RR), e agora com Túlio, almeja eleger mais nove deputados no próximo ano.

"Qualquer analista político que nos olhar dirá que é uma tarefa impossível e eu sempre respondo que nossa vida sempre foi desafiar o impossível. Então todos nós vamos ser candidatos", avaliou Heloísa.

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Os “caciques” da Rede Sustentabilidade desembarcam em Pernambuco, neste sábado (18), para um ato de filiação de lideranças pernambucanas no partido. O senador Randolfe Rodrigues (AP) e ex-senadora Heloísa Helena participam do evento que terá a filiação do deputado federal Túlio Gadelha (PDT).

Estima-se que 30 candidatos irão preencher suas fichas para disputar as eleições de 2022 pelo partido que tem, como Porta-Vozes Nacionais, a ex-senadora Heloísa Helena e o Engenheiro Ambiental Wesley Diógenes. O ato acontecerá na Confederação das Associações Comerciais de Pernambuco, às 15h30.

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“Nós estamos em um partido que, por menor que seja no Congresso, estamos conseguindo atrair novos quadros pela nossa coerência, princípios e valores. Vai ser algo muito importante para o crescimento da Rede como um todo. Ter nossos grandes quadros no ato de sábado (18) mostra a importância que a executiva nacional vai dar para Pernambuco em 2022”, afirma Diógenes.

Para o deputado Túlio Gadelha, essa é uma sinalização importante para o seu futuro partidário.

“Nosso grupo político se movimenta com autonomia a partir da leitura que fazem do cenário político. A Rede é um partido fundamental para o Brasil, pelo programa, pela coerência, pelos quadros. Mas para continuar existindo, precisa ultrapassar a cláusula de barreiras em 2022. Em Pernambuco mais de mil pessoas estão se filiando. Essa é uma sinalização que iremos considerar em 2022”, diz.

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Com informações da assessoria

Depois de disputar à Presidência nas três últimas eleições (2010, 2014 e 2018), a ex-ministra Marina Silva (Rede) irá disputar uma vaga ao Legislativo como Senadora ou deputada nas eleições de 2022.

Dirigentes da Rede Sustentabilidade, partido criado por Marina, disseram ao Metrópoles que a decisão foi tomada por vontade da própria ex-ministra, que depois de receber apenas 1% dos votos em 2018, não deseja disputar a quarta o Palácio do Planalto pela quarta vez seguida.

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No entanto, a Rede quer que Marina Silva seja uma espécie de "puxadora de votos", para ajudar o partido a vencer a cláusula de barreira. Atualmente, a sigla só conta com a deputada federal Joenia Wapichana e os senadores Randolfe Rodrigues e Fabiano Contarato.

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou como "duplo escândalo" a divulgação de dados sobre o desmatamento na Amazônia após a realização da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP-26. Os números, revelados na quinta-feira, 18, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registraram o maior índice de desmatamento do País dos últimos 15 anos na região.

"Na divulgação dos dados acumulados do desmatamento, pelo INPE, temos um duplo escândalo: 13.235 km2 de floresta destruída e também o fato de que tal dado foi escondido pelo ministro Joaquim Leite, enquanto acontecia a COP 26. Este é o maior desmatamento em 15 anos", criticou Marina em publicação nesta sexta-feira (19) no Twitter.

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O governo Bolsonaro tem sido acusado de segurar a divulgação dos dados para que ela não coincidisse com a data da COP-26, encerrada no último sábado (13). Chamou a atenção o fato de o documento do Inpe com os dados oficiais ter a data de 27 de outubro, mas ser divulgado só em 18 de novembro, ou seja, a informação só foi conhecida 22 dias após o documento ser elaborado e depois da conferência.

Segundo nota do sindicato dos servidores da área de Ciência e Tecnologia, o governo e a direção do Inpe teriam conhecimento dos dados desde meados de outubro, mas só agora houve aval para divulgação. Questionado sobre a diferença das datas, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, afirmou que só teve contato com os dados ontem.

A ex-ministra Marina Silva (Rede) classificou o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda como cruel.

Para justificar o veto, Bolsonaro alegou que não houve indicação da fonte de financiamento do projeto. "Na estrutura do Estado há muitos programas de apoio às mulheres que poderiam acolher essa ação", salienta Marina.

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Distribuição dos absorventes

O projeto de Lei foi aprovado em amplo acordo no Congresso Nacional e tinha como proposta a distribuição dos absorventes para estudantes de escolas públicas e mulheres em situação de rua. 

Apesar da expectativa pela aprovação integral, Bolsonaro sancionou partes do PL e criou o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. Contudo, vetou logo o 1º artigo referente ao repasse dos absorventes e o 3º que listava quatro categorias de beneficiárias, que seriam mulheres em vulnerabilidade social, estudantes da rede pública, reclusas em unidades socioeducativas e em presídios.

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-> Bolsonaro veta projeto de distribuição de absorventes

Depois de receber 1% dos votos em 2018 na sua terceira tentativa de chegar à Presidência da República, a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva (Rede), de 63 anos, diz não ter planos de se lançar em uma nova disputa em 2022. Vivendo em isolamento social em Brasília, ela afirmou em entrevista por telefone ao Estadão que só saiu de casa uma vez desde o dia 1.º de março do ano passado, para ir ao médico.

Sua militância virtual, porém, segue intensa. Ela faz palestras - Marina pretende se aposentar como professora e abriu mão da aposentadoria como senadora - e lidera os debates do partido que criou, a Rede Sustentabilidade. Atualmente, a legenda elabora estratégias para sobreviver à cláusula de barreira no ano que vem.

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No precoce tabuleiro eleitoral que se formou, Marina sinaliza apoio a Ciro Gomes (PDT) como o mais forte para quebrar a polarização entre o PT e o presidente Jair Bolsonaro, embora diga que, antes de nomes, o mais importante é discutir projetos.

A sra. tem disposição para disputar uma nova eleição presidencial?

Não gosto de trabalhar com essas conjecturas. Depois de ter 1% dos votos numa eleição, e diante de tanta gente que teve um melhor desempenho, é difícil alguém fazer essa proposta. Principalmente prevalecendo esse critério de que se discute primeiro as métricas eleitorais, em termos de voto, e não métricas qualitativas, em termos de programa. A única coisa que posso dizer é que tenho me dedicado o tempo todo a construir o que é melhor para o Brasil. Tenho essa disposição para o diálogo. Não sou do tipo que acha que um bom projeto de país só funciona comigo.

 

Como tem sido a rotina da sra. na pandemia?

Estou em isolamento social desde o dia 1º de março do ano passado. Já tenho 63 anos. É de conhecimento público que sou uma pessoa hiperalérgica e asmática. Só tenho me comunicado com a minha filha que mora aqui do lado. Eles estão em isolamento também. Só saí do condomínio uma vez para ir ao médico.

 

Como avalia o cenário da pandemia no Brasil, que bate recorde de mortes, e a estratégia dos governadores?

Não há dúvida de que o Brasil está sendo avaliado como o país com o pior desempenho na condução das medidas de saúde em relação à pandemia. Isso se deve ao fato de o governo ter desistido de cuidar da população brasileira e pela politização, que transforma tudo em cálculo eleitoral. Se o cálculo eleitoral dissesse que fazer lockdown daria algum tipo de dividendo, era isso que teria sido feito. O governo federal, por sua vez, criou todas as dificuldades possíveis para se adquirir a vacina. A politização eleitoreira de um tema que tem a ver com a vida das pessoas é um atraso civilizatório. O negacionismo tem várias formas. Tem o ideológico e primitivo, que é colocado em palavras pelo presidente Bolsonaro, que lavou as mãos, e outro é o negacionismo disfarçado, que maquia o que a ciência está dizendo com uma ética de conveniência. Se não fosse o trabalho que a mídia tem feito, a sociedade brasileira estaria totalmente à deriva.

 

O PT já colocou o "bloco na rua" para 2022 com Fernando Haddad. No PSDB, João Doria já se movimenta como candidato e Bolsonaro trabalha abertamente pela reeleição. A Rede terá candidato ao Palácio do Planalto?

Há um erro no que está sendo feito. O Brasil vive um cenário de isolamento no âmbito nacional e agravamento da pandemia, mas se cria aqui o falso dilema de que o mais importante é discutir os nomes. O mais importante é discutir qual é o projeto. Eu participo de um campo do qual fazem parte PDT, PV, PSB, Rede e o Cidadania, que tem sido convidado. Há concordância que neste momento temos que adensar um projeto que leve os setores do campo da esquerda democrática, da centro-esquerda e progressistas a ter um projeto que recupere o Brasil para um percurso civilizatório coerente com o que é uma democracia ocidental. O Brasil não pode ficar trancado do lado de fora achando que pode queimar floresta.

 

Dentro desse coletivo partidário é possível chegar ao consenso em torno de um nome? Nestas legendas tem a sra. e o Ciro Gomes...

O Ciro já tem o nome dele colocado desde o início, o que é legítimo. O que estamos fazendo é um apelo ao campo da esquerda democrática não dogmática, da centro-esquerda, dos setores progressistas e de centro-direita que pensam em primeiro lugar no Brasil. É nesse lugar que estamos nos articulando, e com uma pessoa que tem uma experiência política, administrativa e de política nacional que já colocou seu nome, que é o Ciro Gomes. Ele está fazendo esse diálogo maior, que não é em torno do nome, mas do projeto. O pior dos mundos é criar a velha polarização que existia, entre PT e PSDB, e deixar o tempo todo o brasileiro em terceiro. Agora seria a velha polarização, mas entre Bolsonaro e Lula ou PT. Agora é o momento de a sociedade assumir o primeiro lugar. Tenho a tranquilidade de quem já perdeu três campanhas, já procurei dar uma contribuição.

 

Acredita então que Ciro pode liderar uma terceira via em 2022?

O Ciro Gomes tem legitimidade, competência e capacidade para se colocar, mas eu acho que ele próprio não está trabalhando com essa ideia de terceira via. Ele e todos nós buscamos a recuperação sustentável da economia brasileira, a dignidade humana, a defesa da democracia, da liberdade de expressão e das instituições. Queremos uma primeira via. E que nessa primeira via o Brasil seja capaz de colocar em primeiro lugar a saúde do seu povo.

Como avalia o nome do Luciano Huck para 2022? Ele tem conversado com a esquerda.

 

Numa democracia é legítimo que surjam nomes. Caberá ao debate democrático mostrar os compromissos, ideias, alinhamentos políticos e evitar que haja uma pulverização de tal forma que permita a continuidade daqueles que estão fazendo mal ao Brasil. É importante que surjam novas lideranças no cenário político. É importante que tenha surgido o nome do Luciano e que um jovem de sucesso como apresentador tenha a intenção de contribuir com o processo político do Brasil. Eu advogo a renovação da política não só no discurso, mas também dos quadros. Mas acho que ele tem alguns problemas claros a serem enfrentados. A fragilidade da articulação em torno da qual a mídia está falando que ele está, com o DEM e o PSDB. A gente ouve que há essa articulação (dele) em torno do DEM e do PSDB. O DEM na eleição da (presidência) da Câmara foi para o Bolsonaro. O PSDB tem o Doria. Tem aí um desafio muito grande. Ele (Huck) precisa refletir muito.

Descarta uma aliança com o PT em uma eventual frente contra Bolsonaro?

Quando o PT já se coloca a priori como tendo Lula ou Haddad como candidato, ele não está entendendo o que está acontecendo. Esse é o momento de olhar de baixo para cima para enxergar o que está acima de nós, e não se candidatar à permanência da velha polarização. O PT tem uma força gravitacional enorme e é um ator importante no processo político, mas a sua importância estratégica será medida pela capacidade de verificar que nem sempre aqueles que têm força gravitacional para polarizar mais conseguem ter a maior credibilidade para derrotar aquele que precisa ser derrotado neste momento. Mais uma vez o PT aponta para uma política de exclusividade, de não considerar a gravidade do momento e ficar discutindo pessoas. Os partidos e lideranças precisam ter um pouco mais de humildade.

A Rede recorreu ao STF contra a decisão que impede a fusão de legendas fundadas há menos de cinco anos. Ano que vem será a prova de fogo dos partidos pequenos para superar a cláusula de barreira. A ideia é fundir a Rede com outra legenda?

A Rede não está considerando a fusão. Esse debate foi feito em 2019 e algumas pessoas da Rede achavam que era melhor uma fusão com o Cidadania. Tenho um respeito enorme pelo Roberto Freire, mas a nossa escolha é que a Rede é necessária. Tomamos essa decisão mesmo não tendo (recursos do) Fundo Partidário.

Se a Rede não considera a ideia de fusão, por que recorreu ao STF?

A democracia existe para que as pessoas possam ter o direito de escolha. O fato de eu não querer fazer uma coisa não significa que vou criar um mecanismo para todos pensarem igual a mim. Eu posso não querer a fusão neste contexto, mas é possível que em outro contexto isso possa vir a ser desejado.

A sra. defende a proposta de federação partidária para superar a cláusula de barreira?

Esse debate vem sendo feito e a Rede participa dele, junto com PCdoB e PV. Isso possibilitaria aos partidos que têm programa, ideal e não são fictícios de poderem existir com suas identidades e programas. Esse debate está sendo feito, sim, entre partidos. Toda discussão na reforma eleitoral foi punir e acabar com os partidos de aluguel.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Senado vota na próxima semana o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 510/2020 para sustar os efeitos da portaria editada pelo presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Nascimento de Camargo, que estabelece diretrizes para a seleção das personalidades notáveis negras, nacionais ou estrangeiras e retira nomes da lista.  A portaria retirou da lista de personalidades notáveis nomes como os de senador Paulo Paim, Marina Silva, Milton Nascimento e Gilberto Gil.

A proposta é do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Outro projeto com mesmo teor (PDL 511/2020) foi apresentado por Humberto Costa (PT-PE). Os dois serão relatados pelo senador Fabiano Contarato.

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"Houve uma supressão por critério absolutamente ideológico, irracional, de personalidades negras, inclusive o nosso colega senador Paulo Paim, do rol de  personalidades reconhecidas nacionalmente pela fundação", declarou Alessandro Vieira, ao pedir nesta quinta-feira que o PDL fosse incluído na pauta de votações do Senado.

Revisionismo 

Para o senador, o projeto dá uma resposta política à medida do presidente da Fundação Palmares.

"É deixar claro, transparente para a sociedade, que não aceitamos revisionismo ideológico. É preciso respeitar a história das pessoas, resgatar a história verdadeira desse Brasil, e especialmente de um povo que tanto foi perseguido, e ainda é, pelo racismo. Não dá para você virar as costas para essa prática, que é de cunho ideológico, que é negativa, que prejudica a nossa nação", afirmou Alessandro Vieira.

A Portaria 189/2020, editada por Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares,​ determinou que a lista conterá apenas homenagens póstumas a personalidades negras que tenham tido relevante contribuição histórica no âmbito de sua área de conhecimento ou atuação, que tenham defendido os mesmos princípios pelo qual zela o Estado brasileiro, além de outros critérios que podem ser avaliados, motivadamente, no momento da indicação.

*Da Agência Senado

A morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, tem repercutido em todo o país nesta sexta-feira (20), data em que se vivencia do Dia da Consciência Negra. No meio político, diversos nomes ressaltaram o contraste da data com o episódio de espancamento que matou Alberto na porta do supermercado Carrefour de Passo D'Areia, na Zona Norte de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O pedido de luta contra o racismo e de punição para os culpados foi latente.

No Twitter, a ex-senadora Marina Silva (Rede) escreveu que as cenas transformaram esta sexta-feira em mais um dia de luto contra a discriminação racial. "Ontem os seguranças espancaram e mataram, João Alberto, no estacionamento do supermercado Carrefour em Porto Alegre. As cenas bárbaras e desumanas contra mais uma vida negra fazem de hoje mais um dia de luto e de luta contra o racismo estrutural, o ódio e a barbárie", disse.

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Na mesma rede social, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertou pela urgência na quebra do ciclo racista que o Brasil vive. "Amanhecemos transtornados com as cenas brutais de agressão contra João Alberto Freitas, um homem negro, espancado até a morte no Carrefour. O racismo é a origem de todos os abismos desse país. É urgente interrompermos esse ciclo", observou.

Candidata ao comando da prefeitura de Porto Alegre pelo PCdoB, Manuela D'Ávila tem compartilhado manifestações em frente ao supermercado e ao comentar o assunto, escreveu: "O racismo que estrutura as relações de nossa sociedade precisa ser enfrentado de frente. As mulheres e homens brancos precisam assumir a sua responsabilidade na luta antirracista. Quantos Betos? Qual pessoa branca você viu ser vítima dessa violência??"

O deputado federal Kim Kataguiri (SP) também falou sobre o assunto e cobrou punição. "Cenas horríveis que aconteceram ontem no Carrefour, um homem espancado até a morte por seguranças. Meus sinceros sentimos a família dele. Cobramos celeridade das autoridades para resolver o caso", disse.

Veja outros posicionamentos:

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A morte de Alberto aconteceu nessa quinta-feira (19). Ainda na noite de ontem, um segurança terceirizado e um policial militar foram presos em flagrante por homicídio qualificado - quando há intenção de matar. A vítima realizava compras com a esposa e teria se desentendido com uma fiscal de caixa. Ele supostamente ameaçou agredi-la, quando a segurança foi acionada e os suspeitos, de 24 e 30 anos, o levaram para fora do supermercado e começaram a espancar, seguindo a agressão até a morte.

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora pelo Acre, Marina Silva (Rede), usou suas redes sociais para comentar o resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos, que deu vitória ao democrata Joseph Robinette Biden Jr.. Na visão de Marina, "a vitória de Joe Biden e de Kamala Harris, nos EUA, sem dúvida, é um sopro de esperança para aqueles que acreditam que a crise civilizatória pode ser superada".

Marina destacou ainda que o resultado aumenta a responsabilidade de todos os que defendem a democracia e seus valores como essenciais para a construção de caminhos para um mundo menos desigual, que valorize a diversidade e que se comprometa com o combate à emergência climática.

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O resultado do pleito, segundo Marina, seria um "não" sem precedentes "aos ímpetos autoritários" do republicano Donald Trump e de todos que se aliaram a ele. "Que essa experiência seja um convite aos brasileiros para refletirem profundamente sobre os rumos que desejam dar ao seu destino e ao de seus filhos e netos", acrescentou.

Nessa terça-feira (13), Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, decidiu excluir Marina Silva da lista de personalidades negras, alegando que ela "não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil". A atitude de Camargo acabou gerando críticas na internet, direta ou indiretamente. Sem citar o caso, Luciano Huck abriu o arquivo de fotos para homenagear Marina.

O apresentador da Globo foi até o seu perfil do Twitter elogiar a trajetória da ex-ministra do Meio Ambiente. Publicando um registro com Marina, ele legendou: Mundialmente respeitada, Marina Silva é exemplo de dignidade. Mulher, ambientalista, negra, evangélica, política e minha amiga. Faz parte de um Brasil que dialoga, pensa sem preconceito e busca melhorar a vida das pessoas. Ideologias à parte, respeito é bom e a gente gosta".

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No microblog, Huck dividiu opiniões dos seguidores. "Faz uma lista aí do que ela fez pelo Brasil", comentou um dos internautas. "Adoro Marina. Votei duas vezes nela. Orgulho de sua história", escreveu outra pessoa.

Veja:

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Sérgio Camargo, que é presidente da Fundação Palmares, afirmou, na tarde desta terça-feira (13), que o nome da ex-ministra Marina Silva foi excluído da lista de personalidades negras da instituição. Na internet, Camargo tentou justificar a decisão.

Como explicação, Sérgio publicou em seu twitter que "Marina não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil". Ele completou: "Disputar eleições não é mérito. O ambientalismo dela vem sendo questionado e não é o foco das ações da instituição".

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Além disso, Sérgio afirma que a ex-ministra se declara negra por conveniência política e que "posar de vítima e de oprimido rende dividendos eleitorais e financeiros".

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O discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (22), durante a abertura da abertura 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vem sendo alvo de críticas nas redes sociais por parte de políticos da oposição.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) usou o Twitter para afirmar que Bolsonaro é um "cretino". O adjetivo foi dado ao presidente porque durante sua fala ele sugeriu que os focos de incêndio eram causados pelos índios. 

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"Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas", falou o presidente durante a Assembleia da ONU.

Já a ex-senadora e ambientalista Marina Silva (Rede) observou que Bolsonaro "tentou vender uma imagem no exterior para se eximir de qualquer responsabilidade por sua trágica atuação no enfrentamento da pandemia" da Covid-19. 

Veja outras avaliações:

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A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-presidenciável Marina Silva (Rede) afirma que não adiantará nada o vice-presidente Hamilton Mourão apresentar belos powerpoints para convencer investidores do compromisso do Brasil com a preservação da Amazônia se Jair Bolsonaro mantiver sua agenda de "insanidades" na área ambiental.

Como exemplos de absurdos cometidos pelo presidente, ela citou a insistência do presidente em culpar indígenas e pequenos agricultores por queimadas na Amazônia e em minimizar a gravidade do desmatamento. "Bolsonaro é o Jim Jones da destruição ambiental", disse Marina ao Estadão, comparando o presidente ao líder de uma seita que levou ao suicídio e assassinato em massa de centenas de seus membros na Guiana, no final dos anos 1970.

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Leia a seguir a entrevista concedida por ela na sexta-feira (17) ao jornal.

Os mapeamentos da Amazônia apontam para um aumento em 2020 do desmatamento e das queimadas, sendo que no ano passado ambos já estavam em alta. Qual é a sua avaliação sobre a situação na região hoje?

A situação é gravíssima, porque o que aconteceu no ano passado está se repetindo, e de uma forma bem pior. Diferentemente de outras partes do mundo, em que a floresta entra em combustão pelas próprias condições climáticas, no Brasil a floresta entra em combustão pela perda de umidade graças às derrubadas criminosas. Neste ano essa realidade é pior que em 2019. Uma coisa é o que é mostrado pelo vice-presidente em powerpoints para investidores, e outra é o que ocorre na Amazônia. Este governo não tem estatura política nem competência técnica para resolver o que está acontecendo na ponta, no território.

O presidente, na semana passada, voltou a negar os dados e a minimizar o desmatamento.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles estão cumprindo o que anunciaram desde a campanha: o desmonte de um processo de gestão ambiental que funcionou bem e foi sendo aprimorado ao longo de sucessivos governos, com acúmulos importantes. Esse governo não tem compromisso com a gestão ambiental e nem capacidade técnica. É por isso que não há discurso, não há powerpoint do vice-presidente que resista a insanidades como essas que Bolsonaro repete.

Ele inclusive comparou a Europa a uma seita ambiental.

O movimento mundial pelo fim dos desmatamentos e das queimadas criminosas e pelo respeito aos povos indígenas não vai cessar. Essa é uma agenda que veio para ficar. Mas não podemos nos iludir: este governo não vai fazer o dever de casa. Se quisesse fazer, teria de montar um novo plano de preservação e controle do desmatamento, remontar o ICMBio, montar um plano de inteligência com a Polícia Federal e articular uma coordenação política com os governadores.

Vê alguma chance de isso ser feito, no âmbito do novo Conselho Nacional da Amazônia?

Não é simples. Na nossa época, a montagem do plano de preservação e controle envolveu três ministérios trabalhando juntos, inibimos 35 mil propriedades ilegais, tomamos ações efetivas para criminalizar toda a cadeia produtiva que começa na extração ilegal de madeira, única forma de frear a expansão predatória sobre a floresta, fizemos a interdição de qualquer acesso a crédito por parte de quem desmatasse, aplicamos mais de 4 bilhões de reais em multas, foram presas mais de 700 pessoas em operações conjuntas da Polícia Federal e do Ibama. Adotamos uma ação firme contra a grilagem, ao não criar nenhuma expectativa de que áreas griladas fossem regularizadas mais à frente.

Agora a maior preocupação do governo em relação à Amazônia é promover a regularização fundiária na região, se preciso driblando o Congresso.

No meu entendimento, a única saída para essa situação dramática é o setor do agronegócio assumir uma agenda própria e enfrentar o problema. Deixar a gestão ambiental na mão do governo Bolsonaro, única e exclusivamente, é algo muito temerário. É preciso que parta do setor uma pressão para que o Congresso retire da pauta imediatamente todos os projetos antiindígenas e antiambientais, a começar pelo PL da Grilagem, mas também o projeto que permite a expansão da cana de açúcar na Amazônia e no Pantanal e outros. O agronegócio brasileiro precisa entrar em um processo de certificação, ter um cronograma de trabalho, uma agenda transparente, que possa ser acompanhada pela comunidade científica, pela sociedade civil e pelo poder público.

O agronegócio brasileiro reconhece a agenda ambiental como sua, ou ainda predominam setores que veem o meio ambiente como entrave?

Grande parte do agronegócio brasileiro é moderna, e não pode ficar refém desses setores atrasados. Essa ala retrógrada não pode ser vista como o setor. É preciso haver um processo de afastamento dessa visão, que passa por uma agenda e precisa incluir também os pequenos agricultores e a agricultura familiar. Não há interesse nenhum para o agronegócio de ter sua imagem ligada a uma exploração da floresta que, na verdade, é feita por uma indústria do crime ambiental. Isso começa com grupos invadindo e grilando terras na expectativa de regularização futura, associada a uma venda da madeira que dá liquidez imediata e a uma expectativa de venda futura da terra por um preço alto. Isso é uma cacimba de areia: quanto mais se incentiva esse processo, mais se pressiona a floresta. A agricultura de baixo carbono tem de ser o centro do Plano Safra, é preciso que se tenha um suporte técnico e financeiro para a bioeconomia. Não se pode mais compactuar com um processo em que um grupo criminoso se apropria privadamente do Orçamento natural de um povo e, depois, Congresso e governo promovem um processo de lavagem e regularização desse crime. Isso não tem diferença, em termos de apropriação de patrimônio público, com o que aconteceu no petrolão.

Mas o presidente insiste que são os pequenos que queimam a floresta e que o solo da Amazônia é tão fértil que a floresta se reconstitui sozinha quando a terra deixa de ser explorada.

Isso é mais uma insanidade, uma coisa incompreensível. Bolsonaro é o Jim Jones da destruição ambiental. A Amazônia não tem um solo fértil a princípio. Por ser uma floresta densa, a fauna e a vegetação, graças à umidade, criam uma camada de nutrientes para esse solo. Mas é uma camada fina. Aquilo tudo vai embora com as chuvas torrenciais da Amazônia e também com as queimadas. O que vai nascer ali de novo, depois de anos, é uma floresta secundária, de riqueza muito inferior à floresta primária. As capoeiras levam décadas para se regenerar. E vai ter uma conformação muito inferior em relação à própria madeira, às espécies. Um cumaru-ferro leva 800 anos para crescer. É um ato de covardia política e covardia verbal colocar na conta dos indígenas, dos ribeirinhos e das comunidades tradicionais a responsabilidade por esses incêndios.

Diante de tudo isso, quais os riscos para o Brasil em termos de exportações, acordos internacionais e investimentos?

Não é que o Brasil esteja à margem do que se discute hoje no mundo em relação à bioeconomia. O Brasil está trancado do lado de fora. Há vários estudos e documentos mostrando o potencial de se gerar milhões de empregos preservando a natureza e fazendo uma gestão eficiente dos recursos naturais. O governo não está a par, não está nem lendo esses estudos. Os custos já estão aí. A Holanda não ratificou o acordo Mercosul-União Europeia. Existe uma pressão enorme para que o Parlamento Europeu também não ratifique. O fundo soberano norueguês dispensou a Vale, dispensou a Petrobras. O Fundo Amazônia está parado. Esse dinheiro era responsável por fortalecer a pesquisa e a governança ambiental. Por tudo isso eu repito que o setor do agronegócio responsável tem de se dissociar da agenda do Bolsonaro e do Salles. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos, quando o Trump quis reativar a indústria do carvão e os próprios empresários deixaram claro que não comprariam essa energia.

A seu ver o Congresso está sendo omisso em brecar os retrocessos dessa agenda?

Para ser justa, o projeto da grilagem não está avançando graças ao Congresso. O Congresso também aprovou o projeto da deputada Joenia Wapichana para garantir o fornecimento de insumos para comunidades indígenas. Aí o presidente vetou o projeto de uma forma tão absurda que praticamente só sobraram a ementa e a assinatura da autora. Se o Congresso quiser ter maior protagonismo e se dissociar da imagem do Brasil, de pária global na agenda ambiental, precisa derrubar esse veto e retirar da pauta os demais projetos antiambientais.

A Rede Sustentabilidade, partido criado por Marina Silva, pediu ao seus apoiadores, neste sábado (6), que não participem dos protestos contra o governo de Jair Bolsonaro programados para este domingo (7).

A motivação para o pedido é a crise sanitária do causada pela Covid-19 e a necessidade do isolamento social: "A Rede Sustentabilidade mantendo sua coerência de defender a vida e a democracia, orienta seus filiados, simpatizantes e a população em geral a não participarem, no momento, das manifestações de rua", afirmou Marina Silva em nota. 

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“Nosso cuidado continua sendo a preservação da vida e o combate a pandemia que continua a rondar e ameaçar a vida de nossa população. Estamos na luta contra esse governo da morte, pelo Impeachment do Presidente e pela derrocada do neofascismo que ele representa”, completa. Apesar da desmobilização, a REDE garante que seguirá agindo no parlamento e no judiciário "em defesa da democracia e da vida".

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O "e daí?" que o presidente Jair Bolsonaro deu como resposta, no início do mês, a uma pergunta sobre as mais de 5 mil mortes causadas pelo novo coronavírus até então, teve um significado especialmente amargo para a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva (Rede). Nesse domingo, foram confirmadas 11.123 vítimas fatais da doença. Na adolescência, no Acre, ela viu familiares e vizinhos perderem as vidas nas epidemias de sarampo e malária.

Ela descreve "um sentimento triplo de tristeza, vergonha a indignação por ter um presidente que, em um momento como esse, é capaz de, em atitude de desrespeito e de falta de humanidade, dizer que não tem a ver com isso porque não faz milagre", afirmou.

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Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, Marina Silva afirma ver crime de responsabilidade nas atitudes do presidente.

Segundo ela, é preciso "sabedoria" para conduzir um eventual processo de afastamento do presidente sem fragilizar a saúde pública nem o socorro a quem mais precisa.

Que lições a pandemia tem deixado para a atividade política?

A primeira coisa que é óbvia é a proteção da vida das pessoas. É o que temos de mais precioso, acima de projeto de poder, econômico, de protagonismos individuais. Tudo o que possa comprometer essa frágil estrutura de proteger as pessoas, de prevenir, atender, curar, amenizar sofrimentos… Nada disso deve fazer parte da política. Infelizmente, a gente não está vendo isso desse jeito. E o pior exemplo vem do próprio governo. Demite o ministro no meio da crise, dá comando dizendo que a economia é mais importante do que a vida, estimula o contágio, com ele próprio (Bolsonaro) saindo às ruas, e criando crises com governadores e prefeitos. O pior exemplo vem daquele que deveria estar agregando.

Como recebeu o "e daí?" do presidente ao ser questionado sobre o recorde de mortes?

Um sentimento triplo de tristeza, vergonha e indignação por ter um presidente que, em um momento como esse, é capaz de, em atitude de desrespeito e de falta de humanidade, dizer que não tem a ver com isso porque não faz milagre, ao som de risadas de seus apoiadores, achando aquilo uma grande "lacração".

Como avalia a saída de Sérgio Moro do governo?

Primeiro, acho que nem deveria ter entrado. Quando foi cogitado o nome dele para Ministério da Justiça do governo Bolsonaro, olhando para trajetória política, para campanha do Bolsonaro, já achei coisa muita estranha. Mas a decisão foi dele. A saída foi só a confirmação do que eu achava, que nunca deveria ter entrado.

Com base nas declarações de Moro, a senhora acha que estamos diante de um caso que exige a saída do presidente?

Temos duas possibilidades diante dos crimes de responsabilidade: seja o impeachment, pelo Congresso, seja o afastamento, pelo Supremo Tribunal Federal. Existe crime de responsabilidade que não pode ficar impune. Isso é claro. Temos que ter sabedoria de como conduzir o processo sem arriscar vidas das pessoas, sem prejudicar o atendimento de saúde, sem fragilizar o socorro para aqueles que já estão passando fome e necessidade.

A sra. vê ambiente para que um pedido de impeachment prospere?

O que está sendo feito é uma ação em várias frentes. Tem ação do STF, do Ministério Público, do Congresso. Para lhe botar noções de limites: qual dessas frentes pode prosperar para interditar as ações que ele vem tomando na contramão da defesa da vida, da defesa do patrimônio público e da democracia? Não sabemos. Mas temos que reconhecer que tem várias frentes, inclusive com CPI em andamento. Somos o único País do mundo que tem o governo que em vez de agregar está esfacelando toda e qualquer forma de ação conjunta. E faz isso de propósito, porque aposta no caos, porque sonha com o estado de sítio, sonha com situação de descontrole social para justificar seus arroubos autoritários.

Mas correr para apresentar um pedido de impeachment neste momento não é exatamente incentivar uma disputa por poder?

Não. Como eu disse, são várias frentes. O Ministério Público está disputando poder? Não. Está querendo proteger a Constituição, dizer que existem limites institucionais para esse tipo de atitude. Tem que atuar num tripé: defesa da vida, dos direitos à dignidade das pessoas e da democracia. Os mecanismos da AGU foram acionados. Os do Parlamento também. E não só pela Rede, inclusive por partidos que não são tradicionais do campo da oposição, como o PSDB, a ex-líder do PSL (Joice Hasselmann).

A senhora está entre as pessoas que avaliam que o Brasil vai sair melhor da crise sanitária ou no grupo dos que acham que estaremos piores?

A pandemia mostra uma coisa importante, que é a radicalidade do fosso da desigualdade no mundo e no Brasil. Se queremos fazer uma transição para uma economia sustentável, justa, com geração de renda para as pessoas, é um investimento que precisamos fazer a partir de agora.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A ex-ministra do Meio Ambiente e dirigente da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, disse durante transmissão das centrais sindicais, nesta sexta-feira (1º), que não se pode permitir que delírios autoritários do governo levem à retomada da ditadura militar no País. Em sua fala, ela não citou nominalmente o presidente Jair Bolsonaro.

"Não se pode permitir que qualquer governo, com seus delírios autoritários, retome no País um processo de ditadura", afirmou ela. Marina disse ainda que a pandemia da Covid-19 agrava problemas sociais, especialmente o do desemprego, que, segundo ela, já eram graves antes da chegada do novo coronavírus ao Brasil.

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"Aqueles que estão sofrendo precisam ter acesso à renda básica", disse ela, acrescentando que não importa se essa renda é através do auxílio emergencial de R$ 600 ao mês disponibilizado pelo governo federal ou por outros meios. "Precisamos defender a vida, os nossos direitos e a democracia."

A transmissão, organizada pelas centrais por conta do Dia do Trabalho, deve contar ainda com participações dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Nesta quarta-feira (25), Marina Silva usou o seu perfil do Twitter para comentar o pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro em relação ao contágio do novo coronavírus no país. Em sua rede social, a ex-ministra da pasta nos anos de governo Lula declarou em um vídeo que Bolsonaro dever assumir com responsabilidade o seu cargo.

"O presidente não é super-herói. Ele é presidente da República e tem que aprender a se comportar como tal. E se não tem autoridade técnica para falar de saúde, deveria fazer aquilo o que qualquer líder, com alguma autoridade ética, estaria fazendo: tratando de diminuir o sofrimento do povo brasileiro. [...] Ele, Jair Bolsonaro, precisa ser colocado no seu devido lugar, em isolamento político, pra parar de infectar o Brasil", cravou.

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Após a divulgação do vídeo, Marina dividiu opiniões entre os seus seguidores e os apoiadores de Jair Bolsonaro. "A senhora não tem moral nenhum para falar do presidente, pois sempre foi conivente com a roubalheira do Lula. Quem tem que se isolar é a senhora", criticou um dos internautas. 

Confira o vídeo:

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A ex-senadora Marina Silva (Rede) aproveitou a participação em um dos painéis da 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), que acontece em Madri, para pedir desculpas à ativista sueca Greta Thunberg “em nome do Brasil”. Greta foi chamada de “pirralha” pelo presidente Jair Bolsonaro por duas vezes nessa terça-feira (10). 

Marina, que estava em uma palestra sobre o papel dos jovens no combate às mudanças climáticas, disse que Bolsonaro agiu com agressividade e desrespeito.

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“E eu queria iniciar fazendo um pedido de desculpas à Greta em nome de meu país, o Brasil. Pela forma como o presidente Bolsonaro desrespeitosamente e agressivamente se dirigiu a ela, chamando-a de pirralha, porque ela se solidarizou com os índios que foram assassinados no Brasil”, declarou a ex-candidata à Presidência em 2018 pela Rede Sustentabilidade.

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Jair Bolsonaro chamou Greta de “pirralha” depois que foi instado a comentar sobre a postura da ativista diante da morte de indígenas no Maranhão. “Como é, índio? Qual o nome daquela menina lá? Aquela Tábata, não. Como é? Greta. A Greta já falou que os índios morreram porque estão defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Uma pirralha”, disparou. 

Logo depois, Greta atualizou a descrição do seu perfil no Twitter e escreveu “pirralha” como sua definição. Ainda na terça, o presidente voltou a insultar a jovem.  

A ex-senadora Marina Silva acredita que a possibilidade de candidaturas independentes pode renovar a política brasileira. Ela gravou um vídeo para a audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a possibilidade de candidaturas avulsas na tarde desta segunda-feira, 9, e comparou alguns partidos a "autarquias" e "grandes estatais".

Os partidos não se preocupam em recrutar quadros dos núcleos vivos da sociedade, disse a ex-senadora. "Eles fazem uma espécie de repetição de suas ações porque se tornaram autarquias. Eles têm fundo partidário, não precisam sequer se preocupar em convencer pessoas a ajudá-los em sua existência."

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Em seguida, falou que as cifras milionárias do fundo partidário permitem equiparar algumas siglas a "grandes empresas estatais". "Alguns partidos contam com lançamentos enormes, e as brigas que muitas vezes deveriam ser em torno de projetos e ideias, geralmente se tornam em disputas pelo comando na destinação dos fundos partidários."

O Supremo Tribunal Federal realiza nesta segunda uma audiência pública convocada pelo ministro Luis Roberto Barroso para tratar da viabilidade de candidaturas avulsas, ou seja, sem filiação a partidos.

O tema será debatido por causa de um recurso apresentado ao Supremo contra decisão da Justiça Eleitoral do Rio. A Corte entendeu que a filiação partidária é condição de elegibilidade e suspendeu registros de candidatura a prefeito e vice de duas pessoas.

'Poder pelo poder'

Marina criticou o que chamou de "ideologia do poder pelo poder e do dinheiro pelo dinheiro" nos partidos. "A gente sabe que muitos se enveredaram por esse caminho a qualquer custo e a qualquer preço. A Lava Jato que o diga."

"As pessoas não querem mais ver suas ações instrumentalizadas por grupos e partidos", disse, ressaltando que "é difícil para quem tem história de luta pelos direitos humanos, pela educação, e não quer participar da lógica tóxica e destrutiva dos partidos, sair como candidato".

Os partidos possuem o monopólio sobre a entrada na política institucional. Se eles não mais forem o único mecanismo para se candidatar, teriam que rever os processos de poder dentro de si mesmos, disse Marina. "Muitos políticos defendem mobilidade social, mas quando se trata de mobilidade dentro dos partidos, a conversa é outra."

COP-25

Marina Silva não compareceu presencialmente à audiência pública porque participa da COP-25, Conferência do Clima da ONU, em Madri. Essa era uma conferência que deveria ter sido realizada no Brasil, lembrou o ministro Barroso. "Mas infelizmente declinamos. É um debate que precisa estar no radar porque é uma questão de Justiça intergeracional."

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