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Envolvida no processo de extradição do blogueiro Allan dos Santos dos Estados Unidos, Geórgia Renata Sanchez Diogo foi exonerada da chefia da Assessoria Especial Internacional do Ministério da Justiça nesta sexta-feira (3).

Ela indicou que vai assumir outro cargo na assessoria internacional e o conselheiro da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, Lauro de Castro Beltrão Filho, vai para seu lugar.

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"No passado, também já teve diplomatas nesse cargo. Faz parte, né?", comentou ao Globo.

Prática comum

Também envolvida na extradição do bolsonarista responsável por fake news para favorecer o presidente, a delegada Silvia Amélia já havia sido exonerada da chefia da Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Na última quarta (1º), a delegada da Interpol Dominique de Castro Oliveira foi demitida da organização internacional vinculada à Polícia Federal com apenas 16 meses de atuação. Ela processou a solicitação para incluir Allan na lista vermelha da Interpol.

Ao deixar o posto, ela apontou que deve ter feito "algum comentário que contrariou" a direção da PF. Qual foi, quando, para quem, em que contexto e ambiente, não sei. A chefia também disse que não sabe, cumpriu uma ordem que recebeu”, descreveu na despedida.

Moro denuncia interesses pessoais

A instituição sofre recorrentes trocas de superintendentes que assumem investigações contra pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Assim ocorreu com os delegados dos inquéritos do filho Renan e do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O controle sobre a PF motivou o pedido de demissão do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, que revelou que foi impedido de investigar os filhos do presidente e que Bolsonaro usa a instituição para defender interesses pessoais.

O ex-ministro da Justiça e atual presidenciável pelo Podemos, Sergio Moro, não poupou críticas aos seus principais adversários para 2022, em entrevista à Rádio Jornal nesta sexta-feira (3). Ex-braço direito do atual mandatário Jair Bolsonaro (PL), hoje diz que o governo é representado por esquemas de ‘rachadinha’. Por outro lado, o petista Luiz Inácio Lula da Silva representa escândalos históricos de corrupção, como o mensalão. Para Moro, o brasileiro não merece precisar escolher entre um e outro — somando ao discurso de pré-candidatos da “terceira via”. 

"O brasileiro não pode ser obrigado a escolher um governo que no passado foi marcado por dois escândalos de corrupção e o atual governo, da rachadinha", disse o advogado. Moro, que integrou a cúpula do governo ainda durante a campanha, foi admitido ministro de Bolsonaro quando as investigações sobre possíveis desvios de salários dos assessores do vereador Carlos Bolsonaro (Patriota), um dos dois filhos do presidente envolvidos com escândalos de rachadinha; o outro é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

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“Está no meu DNA o combate à corrupção. Nosso projeto não envolve construir governabilidade em cima de coisas como mensalão e petrolão. Esses esquemas de corrupção não nos levaram muito longe. Estamos com os mesmos problemas de há 30 anos”, continuou. O discurso, que já era utilizado antes, no seu período de governista, engrossou ao passar à oposição. Durante a cerimônia de filiação ao Podemos, já havia mencionado que é uma alternativa à corrupção, promessa de campanha bastante similar à de Bolsonaro em 2018. 

"Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha. Chega de orçamento secreto. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população", disse no evento, em novembro. 

Ainda na entrevista de hoje (3), Moro comentou sobre a recessão técnica, na qual o Brasil recém foi enquadrado, após nova queda do Produto Interno Bruto (PIB). O país registrou queda pelo segundo semestre consecutivo, esta sendo de 0,1% em relação ao segundo trimestre. Por definição, um país entra em recessão técnica quando há dois trimestres seguidos de queda. Ela é um sinal de alerta econômico. 

“Não precisamos sacrificar a ética por uma 'boa política'. O atual governo comete uma série de transgressões éticas, como rachadinha e redução no combate à corrupção. E o que o governo está entregando? Recessão! A inflação subindo... é só ir em um supermercado, em um posto de gasolina [para ver]”, continuou. 

Em outro momento, o ex-juiz comentou sobre esperar manter uma relação amistosa com a imprensa e que ele e sua campanha não irão reprimir a mídia. 

“Desde que entrei, deixei claro que não vamos agredir as pessoas, ofender as pessoas, por mais que a gente discorde. Isso também com a imprensa. Não ofenderemos jornalistas, nem defenderemos controle social da imprensa. Um país livre depende de liberdade de imprensa e jornalistas devem ser valorizados. Isso também vai valer para nossos adversários”, declarou. 

Um dia após a filiação de Jair Bolsonaro ao PL, nessa quinta-feira (2), um dos deputados mais influentes na sigla, Josimar Maranhãozinho, foi alvo de mais uma operação da Polícia Federal (PF) em menos de um ano. Ele foi flagrado em seu escritório com pilhas de dinheiro, apontadas como recursos desviados da Saúde na pandemia. As informações são do Crusoé

Suspeito de se beneficiar pela falta de transparência dos milhões de reais distribuídos pelas emendas do Orçamento Secreto, a PF instalou câmeras no escritório de Maranhãozinho, em São Luís, capital do Maranhão, e descobriu que o local funcionava como ‘cofre’ de dinheiro em espécie.

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Mesmo com a pressão popular e do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso se une para tentar impedir que os parlamentares que receberam as emendas sejam revelados.

Dinheiro do combate à pandemia

A ação autorizada pelo ministro do STF, Ricardo Lewandowski, identificou uma circulação atípica de pessoas no escritório, que passavam para deixar altas quantias após saques fracionados em uma agência do Banco do Brasil.

Há indícios de que os valores são federais e deveriam ser destinados para que Prefeituras do Maranhão adquirissem medicamentos, produtos hospitalares e destravassem obras paradas.

Entretanto, um esquema de lavagem de dinheiro foi montado e Maranhãozinho passou a ser investigado no STF por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitação.

Toma lá, dá cá

Para conseguir as emendas, Maranhãozinho é suspeito de participar do esquema de compra e venda de emendas parlamentares no Congresso. Ao menos R$ 15 milhões foram liberados para o deputado em abril. 

Ele precisavam pagar ao seu grupo de deputados para que os recursos fossem destinados às cerca de 60 prefeituras controladas por ele. A PF também encontrou planilhas de pagamento e extratos bancários dos municípios em seu escritório.

Empresas suspeitas

Após a verba chegar às Prefeituras, empresas que faziam parte do esquema eram contratadas sem licitação e devolviam o dinheiro lavado, em espécie. Elas seriam escolhidas pelo próprio Maranhãozinho. 

Algumas são de fachada e chegaram a ter o próprio deputado no quadro recente de sócios. Uma das empresas identificada está no nome de duas empregadas domésticas do deputado. 

Bancando eleições no Maranhão

As imagens foram feitas em outubro do ano passado, dias antes das eleições municipais. Assessores e pessoas ligadas aos seus candidatos aliados movimentavam o escritório para recolher envelopes com dinheiro para financiar campanhas, e assim, garantir o controle sobre bases políticas para alcançar seu projeto de assumir o Governo do Estado em 2022.

Enriquecimento dentro do PL

Representante do novo partido de Bolsonaro, Maranhãozinho é próximo do presidente da sigla Valdemar Costa Neto, que foi preso em 2012 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por participar da prática semelhante do mensalão.

Em 10 anos na política, Josimar registrou um salto de 3.000% em seu patrimônio declarado. Em 2008, o deputado informou que tinha R$ 463 mil. Em 2018, adquiriu até um avião e declarou R$ 14,5 milhões.

Até o ex-motorista virou político

O sucesso de Maranhãozinho fez com que conseguisse eleger a esposa Detinha como deputada estadual, a irmã Josinha para a Prefeitura de Zé Doca – um dos locais que mais recebia recurso federal – e até seu ex-motorista Auricélio, que chegou à Prefeitura do município de Maranhãozinho.



Maranhãozinho se defendeu nas redes sociais

Em seu perfil no Twitter, o deputado indicou que as pilhas de dinheiro têm origem lícita e disse estar tranquilo em relação às investigações.

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Na tradicional live da quinta-feira, transmitida através do seu canal oficial no YouTube, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a alegar que não irá se vacinar e criticou as cobranças constantes pela imunização. Na conversa com seu eleitorado, na última quinta-feira (2), alegou que lê na internet muitas publicações que pedem pela sua morte, então, sua vacinação não deveria fazer diferença para essas pessoas. "Deixa eu morrer, problema meu", disse o presidente.

“Eu acompanho as redes sociais, o pessoal mostra a mim, muita gente de esquerda, em especial, quer a minha morte. Se quer a minha morte, por que fica exigindo que eu tome vacina? Deixa eu morrer, problema meu. Agora, para todos os brasileiros, nós disponibilizamos vacina”, disse.

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Bolsonaro é um dos únicos líderes das principais potências mundiais que ainda não se vacinou contra a Covid-19. No G20, o líder brasileiro se vê isolado dos demais, que não apenas defendem a vacinação, como se imunizaram assim que suas faixas etárias se viram disponíveis.

Hoje com 66 anos, Bolsonaro poderia ter se vacinado desde 3 de abril no Distrito Federal. Adepto à tese da imunidade de rebanho, o chefe do Executivo afirma que as vacinas são experimentais e que já foi infectado pelo vírus e, por isso, estaria mais imune. O presidente foi diagnosticado com Covid-19 em julho do ano passado. "Compramos vacina para todos, mas é facultado tomar ou não tomar; e tem que ser assim", continuou.

A declaração veio durante o momento do ao vivo reservado a comentários sobre a vacina da Pfizer. O presidente se mostra receoso sobre o pedido da BioNTech à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinar crianças de cinco a 11 anos. Segundo Bolsonaro, a empresa não se responsabilizaria por efeitos colaterais e os pais precisariam estar atentos a possíveis reações. 

"Aqui, não vou entrar em detalhes se a Anvisa deve aprovar ou não, porque não tenho qualquer ação diante da Anvisa, ela é independente", alegou.

O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) afirmou que o governo de Jair Bolsonaro (PL) está “com o caixa aberto” para negociações com parlamentares e a prática do famoso toma lá dá cá, condenado pelo próprio presidente durante a campanha eleitoral de 2018 e no início da gestão. Pouco antes do nome de André Mendonça ser aprovado pelo Plenário do Senado para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), Kajuru declarou em entrevista ao UOL que alguns dos seus pares já confirmaram a troca de favores entre o governo e os parlamentares.

“Este é o governo do toma lá dá cá. Hoje já tem senadores do Brasil inteiro confessando o crime do toma lá dá cá, um recebeu R$ 350 milhões em Goiás só neste período de discussões e votações. Outro R$ 1 bilhão no Acre. Enfim, o caixa está aberto e está à disposição”, detalhou Jorge Kajuru, mas sem citar quais senadores teriam sido esses.

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O senador também chegou a relatar que o líder do governo na Casa Alta, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), contou sobre uma reunião na manhã dessa quarta-feira (1º) onde Jair Bolsonaro teria dado ordem para apoio irrestrito ao nome de André Mendonça.

“O líder Fernando Bezerra Coelho me contou e, não me pediu off, ele fez uma reunião junto com Eduardo Gomes, Flávio Bolsonaro e o presidente. A ordem foi apoiar totalmente o André Mendonça”, relatou.

Mendonça teve o nome aprovado pelos senadores na noite dessa quarta. O placar foi de 47 a 32. Até hoje, o maior número de votos contrários já recebido por um indicado ao STF após a redemocratização.

Apesar de preservar a laicidade do Estado durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nessa quarta-feira (1º)o pastor presbiteriano André Mendonça reuniu parlamentares da bancada da Bíblia em oração para comemorar sua futura nomeação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após defender o presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto advogado-geral da União (AGU), Mendonça foi promovido ao Ministério da Justiça no ano passado. Ele foi a escolha "terrivelmente evangélica" do chefe para assumir a cadeira vaga há cinco meses pela aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio. Antes, Bolsonaro já havia emplacado Kássio Nunes à Corte.

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Festa com a presença da primeira-dama

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Horas após ser aceito no STF pelo plenário do Senado, o futuro ministro lotou um gabinete com parlamentares religiosos e representantes do Executivo, como a ministra da Família e também pastora, Damares Alves.

Durante meses, os convidados se articularam em Brasília para que a indicação do presidente passasse na CCJ. Vale destacar, que os deputados e senadores que estiveram na comemoração serão julgados em última instância pelo pastor no STF caso sejam processados. 

A primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve presente na roda de orações e parabenizou a aprovação do aliado do Governo nas redes sociais.

"André Mendonça, nosso irmão em Cristo e, agora, Ministro do Superior Tribunal Federal. O nosso Deus é justo e fiel, cumpriu o que prometeu. Deus faz da forma dEle e ninguém pode impedir. Foi Deus quem te escolheu, meu irmão. Seja forte e corajoso", escreveu a esposa do presidente.

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Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, é oficialmente, a partir desta quarta-feira (1º), a Capital Nacional do Churrasco. O Projeto de Lei nº 2.436, de 2019, que confere esse título ao município, foi sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

Desde 2019, a cidade já era considerada como a Capital Gaúcha do Churrasco, oficializada por lei estadual sancionada pelo governo do Rio Grande do Sul, em janeiro daquele ano. O ato foi um reconhecimento ao modo pioneiro do lagoense de se expressar, através da culinária dos assados, evidenciada na Festa Nacional do Churrasco, realizada a cada dois anos, desde 1983.

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Em 2014, esse conhecimento do lagoense no preparo de assados resultou em uma ação conjunta no município, para a promoção de um curso de extensão universitária: “A arte e o segredo no preparo do tradicional churrasco de Lagoa Vermelha. O melhor churrasco do Brasil”.

A iniciativa envolveu o Instituto de Desenvolvimento do Alto Uruguai, campus Passo Fundo, o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Alexandre Pato (responsável pela realização da Festa Nacional do Churrasco e Comida Campeira) e a Associação Brasileira de Criadores de Devon.

Assim, por causa do forte vínculo com a pecuária e favorecida posição geográfica, pela tradição e peculiaridade do povo lagoense, e por se tratar de um elemento cultural e fundamental à economia da região, o churrasco simboliza parte da história do município.

Às 9h45 desta quarta-feira (1º), foi iniciada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a sabatina do ex-ministro André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal. Esta é a primeira etapa do processo, que deve encaminhar votação para admissão do jurista ao colegiado do Supremo. Em seguida, a indicação deve seguir para o plenário da Casa. O presidente Davi Alcolumbre (DEM-AM) introduziu a sessão. Foram concedidos a Mendonça 30 minutos para discursar e apresentar sua tese de compromisso. 

André Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 13 de julho. A mensagem com a indicação (MSF 36/2021) chegou à CCJ no dia 18 de agosto. Ao longo de quase quatro meses, sua sabatina foi aguardada e cobrada pelos senadores. Apresentado como um “terrivelmente evangélico” pelo presidente Bolsonaro, a indicação foi protagonista de polêmicas, sobretudo a respeito de um partidarismo na Corte, além de desrespeito ao Estado Laico. 

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A relatora — primeira mulher a relatar uma indicação ao STF — Eliziane Gama (Cidadania-MA) tentou apaziguar o discurso religioso e acredita que já é uma questão superada, tendo sido interesse maior somente de Bolsonaro, que quis “polemizar” a possível chegada do ex-ministro ao Supremo. 

“Eu acho que o terrivelmente evangélico foi superado à medida que ele [André Mendonça] apresentou seus requisitos do ponto de vista jurídico. [A aprovação] é uma decisão individual de cada parlamentar, o voto é secreto. Agora é importante aprofundar temas que ele se manifestou sobre durante sua vida, como a área ambiental e a liberdade de imprensa, a importância do estado laico, questões importantes e caras para o Brasil, e é isso que irei abordar durante a minha inquisição, durante a sabatina”, disse Gama, a caminho da CCJ. 

A parlamentar também diz acreditar que a indicação foi um retorno de Bolsonaro a cobranças feitas por sua ala política, diante das tensões entre o Executivo e o STF. “A priori, é difícil fazer uma avaliação do que se passa na cabeça do presidente. De forma externa, a sensação que eu tenho é de que ele tentou dar uma satisfação a algumas cobranças, mas fez o contrário; polemizou, não colocou um critério técnico, mas sim ideológico à frente do STF”, afirmou. 

No início do seu discurso hoje (1º), Mendonça disse que, apesar da sua religião, trabalhará, na Corte, sob a Constituição, e que defenderá o Estado Laico e a liberdade de crença de todos os cidadãos, inclusive dos que não possuem crença. Completou, dizendo: “defenderei a Justiça. Apesar da minha falibilidade humana, buscarei contribuir com o aperfeiçoamento do Estado democrático brasileiro e da Justiça como um todo. Tenho compromisso irrestrito com a imparcialidade. Defendo a imparcialidade qualificada, a capacidade de ouvir as partes interessadas colocando-se em suas respectivas posições”. 

Acompanhe:

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Em pronunciamento nessa terça-feira (30), o senador Omar Aziz (PSD-AM) informou que apresentará um projeto para permitir que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determine — em vez de apenas recomendar — medidas de proteção contra a Covid-19. Ele pediu que o Congresso Nacional se posicione diante das atitudes do presidente da República, Jair Bolsonaro, que declarou ser contra as medidas de isolamento e que não irá proibir que aeronaves de outros países aterrissem no país.

O senador ressaltou que Bolsonaro repete tais afirmações mesmo após o surgimento da ômicron, nova variante da Covid-19.

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Omar disse que, diante das dimensões continentais do Brasil, a sociedade não pode ficar à “mercê da boa vontade” daquele que ocupa a cadeira de chefe do Executivo. O senador afirmou que um presidente que defende a ciência certamente adotaria as medidas para proteger a população; mas, se o presidente não a defende, deixará as pessoas à própria sorte, sob o risco de contaminação.

"Por isso, devo apresentar, ainda nesta semana, um projeto de lei que dá autonomia à Agência Nacional de Vigilância Sanitária para que ela não apenas recomende [medidas]. Hoje, ela se limita a recomendar. [O projeto prevê que] a Anvisa terá o poder de, em vez de apenas recomendar [medidas], determinar que sejam tomadas as providências necessárias, para que não paguemos por isso, como já pagamos, com a vida de mais de 600 mil brasileiros", afirmou.

*Da Agência Senado

Na manhã desta terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL e aproveitou para trazer o senador Flávio Bolsonaro de volta ao Centrão. O evento que também marcou a saída do filho do Patriota reuniu líderes do bloco no Congresso, no auditório do complexo Brasil 21, em Brasília.

Flávio citou que a nova casa vai lhe disponibilizar mais "força, musculatura, seriedade e profissionalismo" caso confirme a candidatura para o próximo ano.

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Com 43 deputados federais, o PL é a terceira bancada mais robusta da Câmara e, por isso, Flávio revelou que gostaria de ter feito a mudança há mais tempo. 

Moro traidor

Ele agradeceu nominalmente a presença dos líderes do PP, PSL, Republicanos, Avante, PSC, Patriota e destacou o fato do bloco "não ter traído o presidente".

"A Política pode até perdoar traição, mas não perdoa o traidor", mencionou Flávio antes começar uma série de ataques contra o ex-ministro Sergio Moro. Mesmo sem citar expressamente o ex-juiz, o senador sugeriu que ele dificultou a venda de armas e seria favorável ao aborto.

Em seu livro sobre o período no Governo Bolsonaro, Moro relata que o presidente o impediu de investigar Flávio nas denúncias de rachadinhas. A restrição teria mostrado que a gestão não era comprometida com o combate à corrupção, não à toa, Jair costumava trocar os chefes da Polícia Federal (PF) para defender interesses próprios. A condição teria sido determinante para deixar o Ministério.

Em seu discurso de filiação, o senador rebateu as acusações e disse que, na verdade, Moro que havia interferido na PF.

O padre Marcelo Fernandes de Aquino, reitor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), rejeitou, na última segunda-feira (29), a honraria Cavaleiro da Ordem de Rio Branco, concedida pelo Itamaraty. Apesar de lisonjeado, o educador compartilhou, em carta ao Ministério das Relações Exteriores, que "respeitosamente" recusa a condecoração por se opor à gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) diante da educação do país e de outras áreas. 

A indicação à medalha foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (26), e o documento de recusa foi enviado a Brasília ontem. A instituição tradicional fica localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Na publicação do DOU, Aquino é destacado como sacerdote católico e membro da congregação Companhia de Jesus. 

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“Fiquei agradavelmente surpreendido pela admissão de meu nome no quadro suplementar dos cidadãos a serem agraciados com a honrosa insígnia do grau de Cavaleiro da Ordem de Rio Branco”, escreveu Aquino, afirmando reconhecer a “legitimidade e importância dessa prestigiosa honraria da República”. 

Mas concluiu comunicando a rejeição, “em virtude da atual incapacidade do Governo Federal de dar rumo correto para as políticas públicas para as áreas de Educação, Saúde, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia”. 

A Ordem de Rio Branco é uma insígnia que o Presidente da República atribui a pessoas físicas, jurídicas, corporações militares ou instituições civis, nacionais ou estrangeiras, pelos serviços ou méritos excepcionais. A honraria é uma homenagem ao Patrono da Diplomacia Brasileira, o Barão do Rio Branco, e consta de cinco graus: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro, além de uma Medalha anexa à Ordem. 

Previsto para ser lançado no próximo mês, o livro de Sergio Moro sobre o período como ministro da Justiça revela que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) traiu o combate à corrupção. Com detalhes sobre seu pedido demissão, ele explica que um dos motivos foi a restrição para investigar o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) nas denúncias das rachadinhas.

"Agora, com os fatos, é fácil concluir que errei", avaliou o ex-juiz da Lava Jato após um ano e meio ao lado do presidente.

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Durante seu período no Executivo, ele diz que percebeu que o discurso anticorrupção não passou de uma proposta para conquistar votos. "No governo, descobri que a promessa de combate à corrupção era falsa. Como o compromisso com a economia liberal é irreal".

Entre as pautas de maior foco do Governo, ele percebeu que muitos esforços eram direcionados para ‘despetizar’ o Executivo. “Nada pior do que conduzir um governo motivado por ideologia ou revanchismos", percebeu.

Sem liberdade para investigar Flávio Bolsonaro

Moro lembra que Bolsonaro havia recomendado que ele não tentasse reverter a suspensão dos processos abertos com os dados Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização prévia. A determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, interrompeu a investigação contra o filho do presidente durante quatro meses.

“Na conversa com Bolsonaro a respeito do tema, fui, porém, orientado a me manter distante da questão. 'Se não vai ajudar, então não atrapalhe', ele me disse. Por uma questão pessoal, o presidente pedia a mim que ignorasse aquela séria ameaça ao sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro”, escreveu.

"Não entrei no governo para proteger quem quer que fosse", afirmou Moro, que comentou sobre os ataques decorrentes da demissão. "Fui acusado de traição, mas não entrei no governo para servir a interesses pessoais", pontuou.

Indicação ao STF seria falsa

Ele nega a alegação do presidente de que abandonou o cargo por não ter sido indicado ao STF. "Bolsonaro não manteve a palavra nem sob o combate à corrupção, quanto mais a uma indicação ao STF", sugeriu.

Embora mantenha uma postura contra o STF, além de ter o filho favorecido na decisão de Toffoli, Bolsonaro também teria se aproximado do ministro Gilmar Mendes durante a pandemia.

"O STF, ao contrário do que diz Bolsonaro, nunca impediu o Governo Federal de combater a pandemia ou seus efeitos. O STF só proibiu o presidente de atrapalhar as ações dos Estados e municípios", criticou o ex-juiz.

Começo da crise

Ele já havia pensado em sair da gestão no primeiro ano de mandato, quando Bolsonaro não acatou os pedidos de Moro para vetar medidas do pacote anticrimes, como o juiz de garantias.

“Com aquela recusa do presidente em realizar os vetos solicitados, minhas ilusões quanto ao real compromisso dele com o combate ao crime e à corrupção de desfizeram por completo”, reconheceu.

Já em janeiro de 2020, o chefe também teria ameaçado retirar a pasta da Segurança Pública do ministério da Justiça, o que fez Moro dar um ultimado: "se a pasta fosse dividida, não continuaria no governo de jeito algum".

Troca no comando da Polícia Federal

Arrependido de ter aceitado o convite feito por Paulo Guedes dias antes do segundo turno, Moro conta que chegou a ceder à pressão de Bolsonaro para trocar o comando da Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro, onde o filho era investigado. "A polícia Federal não é polícia política", definiu.

O ex-ministro chegou a pedir que o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, indicasse outro nome para gerir a superintendência. O caso acabou com Valeixo pedindo demissão.

“Conversei reservadamente com Maurício Valeixo para verificar se haveria alguma forma de atender ao novo pedido de Jair Bolsonaro. Eu não devia ter feito isso, mas resistir a cada nova investida do presidente me causava desgaste e fazia com que eu perdesse tempo que poderia estar mais bem direcionado. Valeixo voltou a discordar daquele pedido e reforçou que era melhor mesmo sair do comando da PF”.

Pré-candidato a 2022

Fora do Governo Federal, Moro se mudou para os Estados Unidos, onde prestou serviços para a iniciativa privada. De volta ao Brasil, ele aceitou o convite de filiação do Podemos para concorrer à Presidência em 2022 e começa a viajar pelo país em eventos de lançamento do livro. No próximo domingo (5), o pré-candidato deve desembarcar no Recife.

Uma mulher foi presa pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), após atacar verbalmente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante sua visita à cidade de Resende, no Rio de Janeiro, nesse sábado (27). O mandatário estava na região para a formatura dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Os xingamentos ocorreram às margens da Rodovia Presidente Dutra, antes de o presidente chegar à solenidade e enquanto acenava para apoiadores.

A detida estava dentro de um carro particular. Supostamente, a passagem da comitiva do presidente havia causado congestionamento na área. Após os xingamentos, o veículo foi abordado pela PRF e a mulher foi detida por injúria contra o presidente da República e levada para a delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda. A Polícia Federal informou, em nota, que foi lavrado um termo circunstanciado pelo crime de injúria. A mulher foi liberada após assumir o compromisso de comparecer em juízo, como determina a lei.

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O presidente Jair Bolsonaro chegou a Resende no fim da tarde dessa sexta-feira (26) para participar da formatura de cadetes da Aman, que ocorreu às 8h30 do sábado (27). Na cerimônia deste, 391 cadetes receberam a espada de oficial do Exército Brasileiro. A solenidade marcou a conclusão de quatro anos de estudos na Academia.

Ele estava acompanhando do vice-presidente, Hamilton Mourão, e dos ministros Walter Braga Netto, da Defesa, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência. Os deputados federais Helio Lopes (PSL-RJ) e Major Vitor Hugo (PSL-GO), assim como o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, também estavam presentes na cerimônia.

Pesquisa do instituto Ipespe divulgada nesta sexta-feira (26) segue apresentando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022. O novo levantamento também mostra o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) na terceira posição, ultrapassando Ciro Gomes (PDT).

Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 22 e 24 de novembro, Lula cresceu um ponto percentual e agora tem 42% da preferência da população. Em seguida está o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), com 25%, uma queda de três pontos percentuais. Sergio Moro tem 11% e Ciro Gomes 9%.

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No segundo turno, Lula venceria em todos os cenários presentes no levantamento. A vitória mais folgada seria contra João Doria (PSDB), 51% a 22%, enquanto a mais apertada se daria com Sergio Moro, 51% a 34%. Em um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria por 52% a 32%.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, nesta sexta-feira (26), para afirmar que o chefe do Executivo Nacional, Jair Bolsonaro (sem partido), é o "maior aliado" da Covid-19 no Brasil. O ex-presidente criticou o fato do Brasil não exigir vacinação contra a Covid-19 para estrangeiros.

"Bolsonaro segue sendo o maior aliado do coronavírus. No começo da pandemia impediu o governo do Ceará de fechar fronteiras para se proteger da chegada da doença. Agora não quer exigir vacinação e testes de turistas estrangeiros, como o mundo inteiro tem feito", escreveu Lula.

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O posicionamento do petista diz respeito a negativa do governo brasileiro de exigir vacinação para os estrangeiros. A recomendação para que a vacinação fosse obrigatória foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o aumento de casos em países da Europa; contudo, Jair Bolsonaro e parte do seu primeiro escalão é contra o chamado passaporte da vacina. Uma nova variante do coronavírus vinda da África do Sul já foi identificada no Brasil.

A Polícia Federal reabriu o inquérito que apura a facada dada por Adélio Bispo no presidente Jair Bolsonaro (sem partido), então candidato à presidência, em 2018, durante a campanha eleitoral em Minas Gerais. Em nova decisão, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a análise de dados bancários e do material reunido em busca e apreensão realizada contra Zanone Manuel de Oliveira Júnior, advogado de Adélio. Será investigado, novamente, se há envolvimento de terceiros no crime. 

O TRF, anteriormente, havia proibido a quebra de sigilo e o acesso aos dados de Zanone, mas voltou atrás no início deste mês. O material está com o delegado Rodrigo Morais Fernandes, que vai analisar também as informações fiscais de Zanone. Imagens do circuito interno de TV do escritório de advocacia também serão parte do inquérito. 

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À época, a 3ª Vara de Juiz de Fora-MG autorizou a quebra do sigilo bancário de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defendia Adélio. Autorizou também a apreensão do telefone, de livros-caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários do advogado. 

Em função da atualização no caso, a hashtag “Quem matou Bolsonaro?” ficou nos trends do Twitter, onde estão muitas das bases virtuais bolsonaristas, na manhã desta sexta-feira (26). Os apoiadores e filhos de Bolsonaro acreditam na tese de que a facada foi encomendada, configurando tentativa de assassinato qualificada e com cunho político. O primeiro inquérito sobre o caso foi concluído em setembro de 2018 e considerou que Adélio agiu sozinho no momento e que a motivação teria sido “indubitavelmente política”. 

Em maio de 2020, a Polícia Federal concluiu seu segundo inquérito sobre a facada. Segundo o órgão, Adélio agiu sozinho, por iniciativa própria, sem mandantes e ajuda de terceiros. A PF não comprovou a participação de partidos políticos, facções criminosas, grupos terroristas ou mesmo paramilitares em qualquer das fases do crime. 

O advogado Frederick Wassef, que representa Bolsonaro, afirmou no começo de novembro ter provas de que a facada foi financiada pela esquerda e que Adélio Bispo “não é louco”. 

“Encomendaram a morte do presidente da República. Adélio é um assassino profissional cooptado para assassinar o presidente Jair Bolsonaro. Adélio Bispo agiu sozinho, não é louco e existem fortes indícios de que a esquerda brasileira encomendou a morte do presidente Jair Bolsonaro”, disse o advogado. 

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (25), que se dependesse dele o Carnaval seria novamente cancelado em 2022. Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o Bolsonaro expôs seu posicionamento ao ser questionado sobre a nova onda de Covid-19 na Europa e se era favorável aos festejos de momo no Brasil. 

“Por mim não teria carnaval. Só que tem um detalhe: quem decide não sou eu. Segundo o Supremo Tribunal Federal, quem decide são os governadores e os prefeitos. Não quero aprofundar nessa que poderia ser uma nova polêmica”, declarou o presidente, voltando a mencionar a decisão do STF que deu autonomia aos Estados e municípios sobre as restrições diante da pandemia.

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Ao emendar, Jair Bolsonaro culpou os gestores estaduais e municipais pelas mortes no país. Ele deixou a entender que a realização do Carnaval em 2020 teve como consequência o alastramento da Covid-19 no país.

“Em fevereiro do ano passado, ainda estava engatinhando a questão da pandemia, pouco se sabia, praticamente não havia óbitos no Brasil, eu declarei emergência, e os governadores e prefeitos ignoraram, fizeram o carnaval. As consequências vieram. Chegamos a 600 mil óbitos. E alguns tentaram imputar a mim essa responsabilidade. Não tenho culpa disso. Não estou esquivando, nem apontando outras pessoas. É uma realidade, é uma verdade. Todo o trabalho de combate à pandemia coube aos prefeitos e aos governadores. O que coube a mim? Mandar recursos”, frisou Bolsonaro, que promove constantemente aglomeração de apoiadores em viagens pelo país.

Já quanto ao quadro atual na Europa, o presidente disse que “se tiver outro lockdown no Brasil, em estados e municípios, vai quebrar de vez a economia”.

O ex-juiz da Lava Jato e agora pré-candidato à Presidência da República, Sergio Moro (Podemos), voltou a alfinetar os oponentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido) em nova entrevista nesta quinta-feira (25). Suposta opção da “terceira via”, o ex-bolsonarista, ao se referir à disputa entre os dois principais nomes, afirmou que “não tem medo de cara feia” e que possui relação amistosa com outros cotados à disputa. 

"Em relação aos extremos, aos políticos que habitam esses extremos, primeiro: a gente não tem medo de cara feia", disse o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, que completou: "Precisamos ter premissas básicas que os extremos não podem oferecer, e uma delas é que quem rouba dinheiro público tem que ir para a cadeia". 

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Em busca de viabilizar sua candidatura, Sérgio Moro tem focado em se reunir com nomes da política que agreguem forças à possível campanha no ano que vem. Na entrevista, o pré-candidato do Podemos disse manter diálogo, no entanto, com possíveis outros candidatos, como os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio Grande do Sul (PSDB), Eduardo Leite; o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE); e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS). Nessa quarta-feira (24), Moro almoçou também com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo)

Moro também opinou sobre os possíveis apoios que sua campanha poderá receber. O partido Novo, que lançou o cientista político Felipe d’Avila como pré-candidato à presidência da República, é uma das siglas que podem se retirar da corrida ao Planalto para apoiar o ex-juiz. 

"Existem apoiadores desses extremos muitas vezes iludidos, porque foram enganados por mentiras, e, por outro lado, acabam se apegando a certas ilusões. […] O que nós vamos fazer é um projeto com base na verdade, com base nos fatos", finalizou Moro. 

 

A solenidade do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, realizada nesta quarta-feira (24), em Brasília, contou com a presença de autoridades, entre elas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Na ocasião, Ribeiro ressaltou a importância das instituições e enalteceu o Governo Federal ao alegar que "não há mais corrupção".

Após a fala do responsável pela pasta, Bolsonaro, além de destacar o programa, falou sobre o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, realizado no último domingo (21), e das acusações de interferências dele, como também, do ministro da Educação, na construção da avaliação.

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"Acusaram a mim e ao ministro, né? De ter interferido na prova do ENEM. Se eu pudesse interferir, pode ter certeza, que a prova estaria marcada para sempre com questões objetivas de fato, não com questões como ainda vimos nessa prova", criticou o presidente da república.

E continuou: “Até na imprensa saiu, né? Que eu queria botar a matéria da ditadura militar. Não vou discutir se foi ou não foi ditadura militar. Mas, eu queria botar aqui uma questão lá se pudesse. É (...) quem foi o primeiro general que assumiu em 1974 foi Castelo Branco. Em que data? Eu queria botar lá. Duvido que a imprensa acertaria, né? [...] O que que eu quero com isso? Não é discutir o período militar? É começar a história do zero”, afirmou.

Censura ideológica e crise no Inep

As semanas que antecederam o primeiro dia de aplicação do Enem foram marcadas por pedidos de demissões de 37 servidores do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo exame. Os profissionais alegaram assédio moral, praticado pelo presidente do instituto, Danilo Dupas, e interferência, por parte do Governo Federal, na construção da avaliação.

De acordo com os servidores, temas "mais sensíveis ao governo" não deveriam compor a prova. No mesmo período, Jair Bolsonaro alegou à imprensa que, agora, o Enem estava "a cara do governo".

Na manhã desta quarta-feira (24), o Congresso Nacional recebeu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a solenidade de entrega da Medalha do Mérito Legislativo 2021, entregue em sessão do plenário. O chefe do Executivo recebeu, das mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), uma medalha de mérito, como retribuição pelo que seria entendido como bom desempenho, dentre outras virtudes, enquanto líder político. À ocasião, membros da oposição e governistas disputaram o espaço com gritos de “genocida” e “mito”.  

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A medalha tem o objetivo de reconhecer o trabalho de autoridades, personalidades, instituições ou entidades que tenham prestado serviços importantes ao Legislativo ou ao país. Bolsonaro, que se aproxima dos 31 anos de carreira política - sendo 28 como deputado federal e três enquanto presidente -, agora foi agraciado com a mais alta comenda da Câmara dos Deputados. 

Em um rápido discurso antes de ser homenageado, o presidente agradeceu a indicação de Vitor Hugo e o trabalho de Lira à frente da Câmara. 

“Arthur Lira, muito obrigado pela deferência e pela forma como você se relaciona conosco”, declarou o presidente. “Muito me honra. Estou muito feliz neste momento”, completou Bolsonaro sobre a condecoração. 

Ao início da sessão, Lira discursou em nome dos beneficiados pelo evento e ressaltou o trabalho da Câmara durante a pandemia do novo coronavírus. 

"[Passamos] por momentos mais desafiadores, circunstâncias fizeram enfrentar uma tempestade perfeita, com pandemia, mortes, impactos pela economia, inflação e desemprego. Em meio à fúria, o parlamento permaneceu firme como farol iluminando o caminho seguro a ser seguido", disse Lira. 

"Mas não trabalhamos sozinho. Para que o legislativo pudesse dar as respostas mais certas nas horas mais incertas, a contribuição, a inspiração e o apoio dos agraciados deste ano foram fundamentais", completou. 

Outro ponto levantado pela oposição, além da discordância sobre o mérito de Jair Bolsonaro ao receber o prêmio, é que o conservador diz não ter se vacinado ainda contra a Covid-19, mas entrou livremente na Casa. Pelas regras do Congresso, o presidente não poderia entrar sem as duas doses ou, pelo menos, sem apresentar um resultado negativo do exame PCR. Até o momento, a Câmara não confirmou o recebimento do exame. 

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