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Se estivesse vivo, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, estaria completando 56 anos nesta terça-feira (10). Em sua homenagem, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), publicou um texto em sua conta do Instagram.

"Queria muito poder te dar um abraço hoje pra agradecer, pra dividir um pouco do que estou vivendo, diminuir um pouco dessa saudade que aperta o peito. Aonde quer que eu vá, sei que nunca estou sozinho, carrego você comigo. Feliz aniversário! Eu te amo muito", disse João. 

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O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), também lembrou da jornada de Eduardo em vida. "Com Eduardo, testemunhei que só se governa ouvindo a população, unindo lideranças políticas e enfrentando os problemas com coragem. Seu exemplo continua vivo entre nós, ajudando a guiar nossos passos em favor de um futuro melhor para Pernambuco", salientou.

Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, não deixou de homenagear o ex-governador, morto em 2014 em um acidente aéreo. "Hoje é dia de celebrar a vida de Eduardo Campos. Sabia como ninguém transformar esse dia numa verdadeira celebração. Cada ano vivido o fez mais sensível e mais perto daqueles que tomou como razão da sua luta", publicou. 

O ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio, disse que é muito grato ao ex-governador por ter tido "a oportunidade de conviver com o cara mais inspirado, sensível, corajoso e solidário que conheci. A saudade do futuro que ele tanto falava era de ter ele aqui", comentou.

Nesta quarta-feira (16), em uma postagem em seu Instagram, o prefeito do Recife João Campos (PSB) relembrou a trajetória do poeta, professor, dramaturgo, advogado, escritor,  amante e participante da política Ariano Suassuna.

“Se vivo estivesse, o mestre Ariano estaria completando hoje 94 anos. Bem humorado e autêntico, era um defensor da cultura popular, tendo sido o criador do Movimento Armorial. Sempre será uma referência para mim em vários sentidos, inclusive no amor que tinha pela sua terra e pela sua gente. Viva Ariano!” postou Campos.

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Ariano, que marcou as páginas da história pernambucana, nasceu na Paraíba, mas mudou-se para o Recife logo após a morte de seu pai, João Suassuna. Na capital pernambucana, terminou os estudos no Ginásio Pernambucano e ingressou na Faculdade de Direito. A partir das inquietações despertadas na Academia e no cotidiano de histórico sertanejo, Suassuna entregou às palavras suas ideologias mais íntimas. Dentre elas, está a ligação com o socialismo.

“Se eu não acreditasse e não mantivesse a fé no socialismo no mundo inteiro, seria uma pessoa desesperada. Penso que é pra onde o homem caminha e isso a gente devia saber desde Cristo e os primeiros apóstolos”, disse o poeta. Este envolvimento político levou Ariano a desempenhar as funções de secretário de Educação e Cultura do Recife, de 1975 a 1978, e secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (PSB), de 1994 a 1998.

Nomeado presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2011, Suassuna participou também da gestão do então governador de Pernambuco Eduardo Campos, sendo seu assessor especial até abril de 2014, quando a articulação das eleições presidenciais tiveram início. Neste mesmo mês, em entrevista para O Globo, chegou a classificar Eduardo Campos como “o político mais brilhante” que conheceu.

Suassuna morreu em 23 de julho de 2014, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Confira, abaixo, a homenagem do prefeito João Campos:

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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), usou o Instagram, nesta quinta-feira (4), para recordar o pai, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido em 2014 após um acidente aéreo. Na publicação, João falou da saudade que sente do pai e da "capacidade de unir" que ele tinha.

"Qualquer coisa que remete ao meu pai sempre vem carregada de saudade. Mas não é aquele sentimento que poderia ficar restrito a mim, à minha família ou ainda quem conviveu com ele de forma mais próxima. É uma saudade de algo maior: da esperança, da sua capacidade de unir quem pensa diferente", escreveu o gestor da capital pernambucana.

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"Em tempos tão desafiadores como o que estamos vivendo, o sentimento que uma foto como essa - da convenção para a sua reeleição, em 2010 - lembra aquela centelha que Eduardo Campos acendia em cada um de nós", emendou. Veja a publicação:

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A reta final da campanha no Recife tem deixado ainda mais evidente o apelo dos candidatos ao comando da capital pernambucana pelos seus padrinhos políticos. Dos nomes com maior evidência entre os postulantes, aparecem o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-governador Eduardo Campos. Mas qual tende a ser o peso real de cada nome desse no resultado das urnas no próximo domingo (15)?

Antes apenas cobiçado pelos prefeituráveis de direita e centro-direita, Jair Bolsonaro assumiu uma espécie de protagonismo na disputa no Recife depois que anunciou apoio oficial a delegada Patrícia Domingos (Podemos) no último fim de semana. Em quarto lugar nas intenções de votos, segundo o último levantamento do Ibope divulgado na segunda-feira (9), ela não perdeu tempo e logo viajou para Brasília na intenção de incorporar o mandatário nacional na sua campanha às vésperas do pleito. 

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Apesar da investida nitidamente intensa da candidata e da disponibilidade do presidente, a mesma pesquisa do Ibope também aponta que, no Recife, a popularidade dele não é tão boa assim. A gestão de Bolsonaro é considerada ruim ou péssima por 50% dos entrevistados e apenas 28% a avaliam como boa ou ótima - o que pode indicar que ele não é um bom atrativo de eleitores na capital pernambucana.

“O ponto em questão não é exatamente os votos que ela vai conquistar [com Bolsonaro no palanque], mas como ficará o saldo final após o apoio do presidente. Receio que ela vá perder mais do que ganhar, vai ser um saldo negativo e não foi um bom movimento, por uma série de razões”, ponderou o cientista político Arthur Leandro. 

“O presidente é mal avaliado na capital pernambucana e a redução no auxílio emergencial, além do horizonte do encerramento do benefício, causou descontentamento no eleitor que havia se aproximado dele. Perder mobiliza mais do que ganhar e esse descontentamento pode ser passado para a delegada Patrícia. Além disso, agora ela aparece vinculada a um presidente que é apontado por tentar interferir na Polícia Federal, a ideia de que vai acabar com a corrupção se juntando a Bolsonaro fica comprometida”, emendou o especialista, que ainda listou o fato do eleitor bolsonarista mais raiz não simpatizar com Patrícia.

“Com essa aproximação ela conseguiu desagradar todo mundo. Não foi bom, se ele fizesse esse movimento e ela não enfatizasse, apenas pontuasse que ele vem para somar, mas a sua  candidatura é contra a corrupção talvez o impacto não fosse tão grande. Na última pesquisa ela sofreu uma variação negativa, apostou as fichas em Bolsonaro e essa me parece uma manobra equivocada”, reforçou. 

O eleitor Lula e o palanque de Marília 

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

No outro campo da disputa, o da esquerda, a candidata Marília Arraes (PT) saiu da sutil marca petista do início da campanha - tão questionada por correligionários - para uma constante inserção e junção junto ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atrelado ao fato dela ser neta do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes. Com o mote “é Lula, é Arraes, é Marília Arraes”, ela se viu sair dos 14% de intenções de votos no início de outubro, segundo dados do Ibope, para 21% no último dia 9 - a uma semana da eleição.

“Ela testou isso primeiro, sutil e cautelosa com medo de herdar o desgaste do partido. [E depois de tornar mais perceptível a imagem de Lula] ela agregou sim e é a única candidata que vem se movimentando de forma ascendente [na pesquisa]. Ela precisa agora deixar mais clara sua diferenciação dos outros candidatos, para capitanear para si o sentimento de mudança não da questão ideológica, mas de quem não quer mais o PSB no comando da gestão municipal”, avaliou a cientista política Priscila Lapa.  

Contudo, apesar do crescimento registrado por Marília, na ótica de Arthur Leandro, por se tratar de um padrinho como Lula a ascensão poderia ter sido maior caso o ex-presidente não tivesse sofrido tanto desgaste nos últimos quatro anos. “Se imaginarmos Lula há quatro anos, por exemplo, o resultado do apoio seria ainda mais forte. Lula hoje não tem a influência política que tinha há quatro anos, ele não governa e de fato o poder político significa você ter a caneta na mão. O PT sofreu uma retração política nacional”, observou o estudioso. A petista está em segundo lugar nas pesquisas e, se as projeções forem confirmadas nas urnas, protagonizará um segundo turno contra João Campos (PSB).

João, a semelhança e o peso do pai

Do mesmo campo político da adversária e prima, o candidato do PSB tem reforçado nesta semana as inserções na TV em que aparece sendo assemelhado ao pai e ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014. No guia eleitoral dessa terça (10), por exemplo, uma mescla de imagens sinônimas dele e de Eduardo chamaram a atenção ao lado de um fundo musical que, entre outros pontos, salienta que sua escola política veio “de casa”. 

O mesmo é pontuado em uma das inserções que vem sendo compartilhada nas redes sociais e na televisão, com recortes de momentos vividos pelo ex-governador, morto durante a campanha presidencial há seis anos, e agora não coincidentemente pelo filho. A postura da campanha destoa um pouco da inicial, quando João, mesmo já sendo atrelado ao pai e ao bisavô Miguel Arraes, mostrava-se mais independente, apesar de ter bebido na fonte tradicional da política familiar.   

Para a cientista política Priscila Lapa, com a estratégia de construir uma identidade própria e mostrar sua capacidade de gestão nos primeiros momentos de guia e de campanha, agora ele tenta consolidar algum diferencial entre ele e Marília Arraes. “Isso ficou muito claro e agora, como ele se consolida na dianteira, e Marília é sua adversária direta na disputa de votos nesse segmento, e ela usa com mais força a imagem de Miguel Arraes,. ele parte para mostrar um alinhamento mais claro [com o pai] para consolidar sua dianteira junto a esse eleitorado que vem identificando na candidatura de Marília Arraes uma tradição de esquerda”, salientou a estudiosa. 

Com Eduardo Campos em evidência na campanha de João, fica ainda mais clara a ausência do prefeito do Recife, Geraldo Julio, e do governador Paulo Câmara, seus correligionários. 

“João Campos não se apresenta como candidato do governo, mas como o candidato de Eduardo Campos e de Arraes. O governo municipal e o estadual também tem um problema de popularidade. E há um desgaste do PSB”, apontou Arthur Leandro, citando que um dos desafios da campanha de João foi passar para o eleitor que, apesar de Geraldo e Paulo, ele representa uma mudança que pode trazer para a o Recife os “ventos de prosperidade que o Estado viveu com o governo de Eduardo”. “A  campanha dele  tem surtido os efeitos pretendidos e isso deve afastar a oposição mais à direita de uma disputa no segundo turno”, completou. 

O impacto de um padrinho de peso

Na avaliação dos cientistas, a disputa municipal reúne diversos fatores locais como capacidade de gestão e solução de problemas, mas o tipo de patrono que sobe no palanque também é de grande peso. “Faz a diferença. Por exemplo, quando você tem uma conjunção de fatores de presidente e governador apoiando, a tendência é que esse candidato seja imbatível”, projetou Arthur Leandro.

“Essa questão do apadrinhamento é importante e isso já ficou claro em outros momentos na disputa municipal, quando Lula gozava de muita popularidade e o próprio Eduardo Campos administrava o Estado, agregava. Mas uma eleição municipal é composta por diversos fatores. Existe um elemento de capacidade de gestão e solução de problemas que termina sendo a grande lógica da escolha do candidato”, concluiu Priscila Lapa. 

Agora resta aguardar o registro dos votos dos recifenses, para obter a resposta concreta de quem é o afilhado político que leva a preferência na disputa.

*Foto de Patrícia e Bolsonaro - Divulgação/ Foto Eduardo e João - Reprodução do Youtube

O presidente do PSB nacional, Carlos Siqueira, participou, na tarde desta sexta-feira (24), de um debate on line com os membros do partido, onde declarou que o deputado federal João Campos (PSB) não será prefeito do Recife por ser filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. “Ele será prefeito por ser um jovem dedicado, uma pessoa séria e correta. Eu tenho conversado muito com ele ultimamente e verifico a maturidade dele”, declarou Carlos.

Pesquisas recentes colocam a prima de João Campos, Marília Arraes (PT), como a preferida dos recifenses para ocupar o comando da capital pernambucana. Mesmo assim, o presidente do PSB está confiante na vitória no Recife e de outros candidatos.

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“É importante que essa vitória se estenda ao Agreste, Sertão, Zona da Mata e todas as regiões do nosso Pernambuco e que ela se dê de uma forma mais qualificada”, pontua Siqueira.

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recursos apresentados pelas defesas de dois empresários condenados a indenizar as famílias que viviam em imóveis atingidos pelo acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos durante a campanha presidencial de 2014. A queda da aeronave, no dia 13 de agosto, atingiu edifícios residenciais do bairro do Boqueirão, em Santos (SP).

Os condenados, João Carlos Lyra e Apolo Santana Vieira, eram da empresa responsável pelo jatinho que conduzia Campos. De acordo com o STJ, os dois empresários não apresentaram argumentos suficientes para negar a propriedade ou exploração da aeronave, o que poderia impedir a responsabilização da empresa pelos prejuízos causados pelo acidente.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou os empresários, em segunda instância, ao pagamento de R$ 113 mil em indenizações por danos materiais a quatro proprietários de um dos imóveis atingidos, além de outra indenização, de R$ 10 mil, a cada um, a título de reparação por danos morais. Esse último valor foi reduzido para R$ 5 mil pelo STJ.

Na decisão, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que os empresários eram, ao menos, exploradores do jatinho - o que já justificaria, segundo ela, sua responsabilidade segundo o Código Brasileiro da Aeronáutica.

Explorador é o termo usado para a empresa ou pessoa física que detém licença de concessão de serviço aéreo. De acordo com a lei, mesmo sem ser o proprietário do jatinho, o explorador também tem responsabilidade sobre qualquer dano ocasionado por acidentes.

A ministra destacou que a eventual revisão da decisão da Justiça paulista exigiria reexame de provas, vedada pelo STJ.

Acompanharam a relatora, de forma unânime, os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos empresários. O espaço está aberto para as manifestações de defesa. 

A morte do ex-ministro do governo Bolsonaro, Gustavo Bebianno, acabou levando - de forma inusitada - o nome do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aos assuntos mais comentados do Twitter neste sábado (14). Centenas de internautas citaram o nome do ex-candidato à presidência, morto em 2014, como um dos casos que chocaram os brasileiros.

Além dele, Ulisses Guimarães, Teori Zavaski e outros nomes ligados ao cenário político brasileiro também foram lembrados por suas mortes. 

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O ex-governador do Estado faleceu em um acidente de avião que vitimou outras seis pessoas. Na época de sua morte, muitas teorias de conspiração dominaram a internet, inclusive, de que a queda da aeronave não teria sido acidental. Investigação foi arquivada e detectou que a falha teria sido humana. Já o ex-ministro do atual governo faleceu neste sábado, após sofrer um infarto fulminante.

Os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e João Campos (PSB-PE) resolveram abrir de vez o romance que estão vivendo já há alguns meses. Tanto é que, após João passar o Natal junto com Tabata em São Paulo, a pedetista resolveu curtir a virada do ano em Pernambuco, junto com o filho do ex-governador Eduardo Campos e sua família. 

No Instagram, João publicou uma foto em que Tabata aparece ao seu lado. Além dela, dividem a imagem a mãe dele, Renata Campos, e os irmãos, José, Miguel, Pedro e Eduarda.

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Na legenda, o deputado diz estar "pronto para 2020", que é um ano eleitoral. João é cotado para disputar o comando da Prefeitura do Recife, como o indicado do atual prefeito, Geraldo Julio (PSB), à sucessão.

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O dia 10 de agosto de 2014 foi marcado por uma comemoração dupla para o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O socialista celebrava, simultaneamente, o Dia dos Pais e o seu aniversário de 49 anos. Em uma rotina atipicamente acelerada, pois ele naquele momento fazia campanha para sua eleição à Presidência da República, Campos conseguiu um tempo para estar com a família naquele domingo.

O que ninguém podia prever é que três dias depois, na quarta-feira, dia 13 de agosto, o destino embaralharia todas as peças de um quebra-cabeça que tinha sua montagem de modo contínuo e organizado. No fatídico dia de sua morte, Campos entrou em um avião modelo Cessna 560XL com outros quatro assessores, além dos dois pilotos. O embarque foi no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e o destino final era o Guarujá, em São Paulo.

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Porém, por volta das 10h, quando o avião se preparava para o pouso, problemas técnicos aconteceram e levaram à queda do meio de transporte. As sete pessoas que estavam a bordo morreram no acidente que comoveu o Brasil e influenciou nas eleições federais e estaduais que aconteciam naquele momento. Em um dos seus melhores momentos políticos, saindo do maior poder executivo pernambucano com ótimas avaliações, Eduardo Campos deixou o cenário de forma drástica no mesmo dia da morte do seu avô, Miguel Arraes, que faleceu no dia 13 de agosto de 2005.

A tragédia aconteceu menos de dois meses antes das eleições que aconteceram em outubro. Marina Silva (Rede), então candidata à vice-presidência na chapa de Campos, assumiu o posto de candidata oficial e trouxe Beto Albuquerque (PSB) para ocupar o lugar como seu vice. Entretanto, o nome de Eduardo Campos, que era um forte candidato e possivelmente daria dor de cabeça à reeleição da então presidente Dilma Rousseff (PT), não conseguiu transferir todas suas intenções de votos para Marina e a ambientalista viu sua popularidade cair com força na corrida presidencial, mesmo com toda comoção causada devido ao acidente.

“Muito se acreditou que Marina alavancaria na disputa pelo Planalto após a morte de Eduardo, mas as pesquisas não foram mostrando essa realidade. Isso aconteceu porque, na verdade, o candidato popular e que falava com o povo era Eduardo. Marina continuou tentando a presidência em 2018, mas o desempenho foi ainda menos favorável do que em 2014. O segundo turno daquelas eleições, entre Dilma e Aécio (Neves, pelo PSDB), foi potencializado após a morte do pernambucano. Muitos votos deles foram transferidos para a petista e, ainda assim, ela ganhou por pouca diferença. Essas perspectivas nos levam a crer que, se estivesse vivo, Eduardo faria acontecer um segundo turno diferente”, analisa a cientista política Sofia Trajano.

Eduardo Campos, que deixou cinco filhos - entre eles o atual deputado federal João Campos (PSB) - e a viúva Renata Campos, fez uma participação na noite anterior ao seu acidente no Jornal Nacional, da TV Globo. O noticiário fazia uma rodada de entrevistas com os candidatos à Presidência e a vez do pernambucano foi exatamente um dia antes de sua morte.

Esse fato isoladamente pode não significar muita coisa, mas o fato dele ter dado uma entrevista nacional ao telejornal de maior audiência no país horas antes de morrer causou uma repercussão considerável. Incrédula, a população não acreditava que aquele homem, que há pouco tempo estava ao vivo sendo entrevistado na televisão, estava, agora, morto após seu avião cair.

“É válido ressaltar que não foi só na eleição para presidente que Eduardo participava em 2014. Recém-saído do cargo de governador de Pernambuco para disputar o Planalto, Campos também trabalhava duramente, mesmo que de forma mais passiva, na campanha do seu sucessor, o atual governador Paulo Câmara (PSB). Naquela altura Campos tinha um árduo trabalho: transferir sua popularidade para um candidato que nunca havia ocupado cargo político e era pouco conhecido no estado”, detalha Trajano.

Diferentemente das eleições para Presidente, onde a morte de Eduardo mudou todo um cenário que vinha se desenhando. No âmbito estadual o acidente não trouxe grandes mudanças, só reforçou o nome do candidato socialista. Por ser o escolhido para suceder o neto de Arraes, Paulo Câmara já liderava as pesquisas de intenção de voto. A dúvida seria se ele já ganharia no primeiro turno ou se iria disputar o segundo com Armando Monteiro (PTB).

Após o falecimento de Eduardo, a vitória de Paulo Câmara praticamente se deu como certa. Ele crescia vertiginosamente nas pesquisas e o resultado não saiu do esperado: venceu no primeiro turno com 68% dos votos. A partir daí, assumiu o comando do executivo estadual com Raul Henry (MDB) como seu vice e, mesmo não sendo a ‘versão 2.0’ de Eduardo Campos, se reelegeu em 2018. Desta vez, com Luciana Santos (PCdoB) ocupando a posição de vice-governadora.

“Eduardo morreu de forma muito precoce. Ele tinha uma ambição do bem e se não ganhasse as eleições de 2014, certamente seria um dos principais nomes para 2018, principalmente porque provavelmente ele teria o apoio direto do ex-presidente Lula (PT). Mas não foi só a política que perdeu com sua partida, foi também toda uma legião de pernambucanos que acreditavam piamente em seu trabalho. Ele se despediu do governo de Pernambuco com um elevado índice de aprovação e satisfação. Ele era um bom articulador e sabia fazer bem o jogo da política”, comenta a cientista política Sofia Trajano.

Enterrado ao lado do seu avô no cemitério de Santo Amaro, no Recife, o corpo de Eduardo Campos arrastou milhares de pernambucanos até os últimos minutos de sua despedida. Entre choros de incertezas futuras e de gratidão pelo o que foi feito, o ex-governador de Pernambuco se despediu muito antes do esperado, mas deixou um legado vivo na memória de todos que o admiravam e seguiam seus passos. 

A relação entre pais e filhos vai muito além dos primeiros cuidados e ensinamentos, do acompanhamento nas escolas e dos conselhos para seguir uma vida com menos dificuldades. Muitos pais se sentem orgulhosos quando os filhos decidem seguir sua mesma carreira profissional e na política não é diferente.

No Brasil há exemplos de figuras conhecidas na política que abriram caminhos para que seus filhos pudessem também ter uma oportunidade em um mandato, seja ele no executivo, seja no legislativo. O exemplo mais forte que pode-se lembrar atualmente é do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que tem três filhos atuando politicamente.

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Do mais velho para o mais novo: Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro ocupam, respectivamente, cargos de senador, deputado federal e vereador. Os três já tinham representação política antes de Jair Bolsonaro se tornar presidente, mas foi após a posse do pai que os filhos ascenderam mais nos holofotes nacionais. 

Apesar de vez ou outra terem seus nomes envolvidos em polêmicas negativas - e elas não são poucas -, o trio de irmãos segue bem posicionado cada um no seu nível. Mas as crises já chegaram para os três: Flávio Bolsonaro ganhou repercussão com o seu polêmico assessor Fabrício Queiroz, Eduardo Bolsonaro é motivo de muitas críticas após a sua indicação para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos e Carlos Bolsonaro parece não cansar de se envolver em atritos com a oposição nas redes sociais.

Jair Bolsonaro, entretanto, desempenha um papel de pai coruja e defensor da sua prole. O presidente costuma “passar a mão na cabeça” dos deslizes dos filhos e enaltece o trabalho dos três sempre que tem oportunidade.

Também no âmbito nacional, é preciso lembrar do atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que é fruto de uma popularidade oriunda do seu pai, João Agripino da Costa Doria Neto. O pai do governador de São Paulo morreu no ano 2000 e foi deputado federal. 

João Agripino também ficou nacionalmente conhecido por ser o criador do Dia dos Namorados no Brasil, celebrado em 12 de junho. O objetivo dele era aquecer o comércio paulista nesta época do ano, que tinha poucas celebrações. A comemoração caiu na graça do povo e diferentemente da maioria dos outros lugares, onde o dia dos namorados é lembrado em 14 de fevereiro, no Brasil a data chega em junho.

O senador Renan Calheiros (PMDB) não ficou atrás e tratou de buscar um lugar ao sol para o seu herdeiro, Renan Filho (MDB) - que atualmente é governador do estado de Alagoas. Calheiros já foi presidente do Senado e seu percurso na política nacional é carregado de atuações polêmicas. Seu filho, entretanto, parece ser mais contido e apesar de ter seguido a carreira do pai, faz um mandato mais ‘discreto’ frente ao governo e Alagoas.

No estado de Pernambuco o ex-governador Eduardo Campos (PSB), falecido em agosto de 2014 - dias depois do Dia dos Pais, teve a companhia do seu filho mais velho, João Campos, em diversos momentos de campanha e atos públicos. Em suas duas eleições para governador o filho esteve presente, mas ainda sem pretensões políticas.

Eduardo morreu enquanto fazia campanha para as eleições presidenciais de 2014 e, naquele momento, João Campos já lhe acompanhava de forma mais ativa e, inclusive, fazia discursos de forma mais ativa. Porém, ainda não concorria a nenhum cargo. Quatro anos após a morte do pai, João Campos disputou sua primeira eleição e venceu. Atualmente o filho de Eduardo Campos ocupa uma cadeira na Câmara Federal.

O também pernambucano Silvio Costa, atualmente fora da política, teve uma atuação significativa na política local e nacional e logo tratou de colocar seu filho, Silvio Costa Filho, no mesmo caminho. O pai foi vereador do Recife, deputado estadual e líder do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados.

Hoje em dia quem representa a família no meio político é Silvio Costa Filho, que atualmente é deputado federal pelo PRB. Mas ele também já foi vereador e deputado estadual. Em sua eleição para a Câmara Municipal do Recife ele foi eleito o vereador mais jovem da capital pernambucana.

O deputado federal João Campos (PSB) afirmou, nesta quarta-feira (10), que o texto da reforma da Previdência em análise na Câmara dos Deputados é uma “covardia” com a população mais carente. Além disso, para o parlamentar pernambucano a proposta “já nasceu de forma errada”. 

“Não estamos falando que punir apenas o aposentado, vamos criar uma catastrofe economica, o dinheiro vai circular de maneira reduzida nos municípios. O governo erra ao vincular essa reforma ao emprego. Não vai gerar emprego, muito pelo contrário. Fazem isso para tentar ter apoio popular, usando os mais de 15 milhões de desempregados do país. Isso é covardia”, observou João, em discurso na Câmara. 

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Filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido em 2014, João também mencionou o pai e o avô durante a fala para endossar o fechamento de questão do PSB contra a reforma. 

“Como é que Miguel Arraes e Eduardo Campos votariam se estivessem aqui? Ao lado do povo. Nosso partido nunca negou a necessidade de se fazer uma reforma no sistema previdenciário, mas essa reforma esta errada. O governo equivocou, colocou demais aonde não precisava. Nós não vamos cometer o equívoco de colocar nossa digital nessa reforma”, afirmou.

O Hospital do Idoso, que será construído em Areias e cuja ordem de serviço será assinada pela prefeito do Recife na próxima segunda-feira (17), homenageará o ex-governador Eduardo Campos. É o que pretende o Projeto de Lei de autoria do vereador Chico Kiko (PP), que indica que o equipamento deverá se chamar Governador Eduardo Campos.

A matéria  recebeu parecer favorável das Comissões de Legislação e Justiça e de Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Casa e foi  foi aprovada com unanimidade pelos vereadores da Câmara do Recife nesta quarta-feira (12).

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Também é do vereador Chico Kiko o requerimento que foi aprovado no início deste ano que solicita à Prefeitura do Recife o início da obra do hospital. Na reunião plenária desta quarta, antes do seu projeto entrar em votação, o vereador subiu à tribuna e reforçou a importância da unidade de saúde para região.

"Como todos sabem, fui criado em Areias. Acompanho de perto a necessidade de todos da localidade. Desde que fui eleito, tenho cobrado da atual gestão municipal o início da obra. São mais de 200 mil idosos precisando de atendimento. Recebi a boa notícia que a ordem de serviço será assinada pelo prefeito nesta segunda-feira. Estamos todos muito felizes com mais essa conquista! O primeiro passo foi dado", declarou o parlamentar.

A ser construído no bairro de Areias, o Hospital do Idoso terá  foco no tratamento e controle de doenças como a hipertensão, diabetes, Acidente Vascular Cerebral (AVC), dentre outras. A estrutura será de 15 enfermarias, com 60 leitos cada; 10 leitos Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo um de isolamento; além de seis salas de recuperação pós-cirúrgica; 10 consultórios; 18 salas de exames; recepção e área administrativa. O valor da obra foi orçado em cerca de R$ 27 milhões, sendo o Gabinete de Projetos Especiais responsável pelo acompanhamento da mesma.

Na próxima segunda-feira (17), às 15h30, será realizada a cerimônia de posse do novo presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). O advogado e escritor Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, assumirá a gestão da instituição. A ocasião deverá contar com a presença do ministro da Educação Abraham Weintraub.

O ministro vem sendo alvo de críticas, oriundas principalmente de professores, estudantes, entidades que trabalham em defesa da universidade pública de qualidade, entre outros grupos. Eles não concordam com a política do MEC de bloquear recursos financeiros de instituições de ensino públicas.

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Em seu convite divulgado à imprensa, a Fundaj ressalta que Abraham participará da posse de Antônio Campos. A cerimônia será realizada no Cinema da Fundação, localizado em Casa Forte, Zona Norte do Recife.

Morreu, nesta sexta-feira (29), o presidente da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), Ettore Labanca (PSB), aos 74 anos. O pessebista estava internado no Hospital Português, mas não resistiu e veio a óbito. De acordo com a família, o velório ocorrerá no Velório Municipal e o sepultamento, no Cemitério Municipal às 11h deste sábado (30), ambos em São Lourenço da Mata.

Labanca assumiu a Arpe em 2015 por indicação do governador Paulo Câmara (PSB) e para isso precisou renunciar ao seu quarto mandato de prefeito de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. 

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Ettore Labanca começou a carreira política como chefe de gabinete do Secretária de Justiça de Pernambuco em 1972. Em 1988, ele foi eleito pela primeira vez prefeito de São Lourenço da Mata, cargo que ocupou até 1992, quando elegeu seu sucessor Antônio Cândido. Em 1996, Labanca voltou a administrar a cidade e depois venceu as eleições municipais de 2008 e 2012. 

Além disso, Ettore Labanca também foi deputado estadual de 2002 a 2006. E em 2008 ocupou o cargo de secretário-executivo de Relações Institucionais da gestão do então governador Eduardo Campos, de quem era considerado conselheiro político. Inclusive, a última agenda política de Campos em Pernambuco antes do acidente aéreo que o vitimou foi em São Lourenço da Mata, ao lado do ex-prefeito

Dono de um perfil político enérgico, Ettore era conhecido pelas suas avaliações polêmicas sobre a oposição a Eduardo Campos e sua atuação articuladora

Já na última quarta-feira (27), a notícia da morte dele corria pelos corredores do Congresso Nacional e, inclusive, foi anunciada pelo deputado federal Augusto Coutinho (SD) em sessão plenária, mas negada pelos familiares. 

Após o arquivamento do inquérito policial que apurava as causas do acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos em 2014, na cidade de Santos, em São Paulo, o advogado e irmão de Eduardo, Antônio Campos, afirma que a investigação é “inconclusa e deixa dúvida no ar”. O caso foi arquivado pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (27).

Em nota, Antônio Campos afirma que foi surpreendido pelo arquivamento do inquérito após quatro anos de apuração e classificou a investigação como inconclusiva. “Após mais de quatros anos de inquérito policial e acompanhamento do MPF, somos surpreendidos e ficamos perplexos com o pedido de arquivamento ante alegada impossibilidade de determinar a causa exata do acidente que vitimou Eduardo Campos e outros companheiros de trabalho e de voo. Uma investigação inconclusa, deixa mais ainda dúvida no ar”, ressaltou.

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O irmão do ex-governador destacou que não se pode descartar a possibilidade de homicídio e sabotagem no acidente. “Não podemos descartar a possibilidade de um acidente aéreo programado para acontecer, até porque o inquérito da Polícia Federal não é conclusivo e uma das hipóteses é de falha mecânica, que pode ser programada para ocorrer, o que caracterizaria sabotagem e homicídio”, enfatizou.

Antônio Campos pretende solicitar uma audiência com o ministro da Justiça, Sergio Moro e com a procuradora Geral da República, Raquel Dodge, para cobrar mais explicações sobre o caso e pedir a retomada das investigações. “Uma parte dos autores da ação de produção de provas, já citada, dentre elas eu, estaremos solicitando, diante da possibilidade do caso ficar sem ser esclarecido, uma audiência ao Ministro da Justiça, Sérgio Moro, como também a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, para expor e detalhar o caso, provas e pareceres já existentes e pedir que a mesma avoque o caso, requerendo o aprofundamento e a continuidade das investigações, sem arquivamento”, afirmou.

Confira a íntegra da nota divulgada por Antônio Campos nas redes sociais:

NOTA, UMA INVESTIGAÇÃO INCONCLUSA, DEIXA A DÚVIDA NO AR.

Com referência a cota do Ministério Público Federal, pelo arquivamento, da investigação sobre a morte de Eduardo Campos e outros companheiros, vítimas de “acidente aéreo”, sem determinar a causa exata do acidente, temos a expor o seguinte:

1. Após mais de quatros anos de inquérito policial e acompanhamento do MPF, somos surpreendidos e ficamos perplexos com o pedido de arquivamento ante alegada impossibilidade de determinar a causa exata do acidente que vitimou Eduardo Campos e outros companheiros de trabalho e de voo. Uma investigação inconclusa, deixa mais ainda dúvida no ar. 

2. Tecnicamente tal cota do MPF poderá ser acatada pelo Juiz Federal do caso ou o mesmo poderá solicitar esclarecimentos ou um complemento de investigação recorrendo ao Procurador Geral. Estaremos peticionando ao Juízo do caso nesse sentido. Tal acidente não pode ficar com causa inconclusa. Os familiares e o povo brasileiro merecem saber a verdade. A investigação merece continuar. 

3. Uma prova nova e relevante poderá reabrir o caso a qualquer momento, conforme faculta a lei. 

4. Estive presente na apresentação feita pelo Delegado Federal Rubens Maleiner, que presidiu a investigação, em Recife, na qual, na sua apresentação, restou claro a divergência quanto as conclusões do Cenipa, como também, no relatório fica evidente tais divergências, e que excluía algumas causas e permanecia a hipótese de outras. 

5. Na ocasião, indagado por mim sobre a causa da demora de 4 anos para “concluir” o inquérito, a resposta do Delegado, que esteve à frente de inquéritos de importantes acidentes aéreos, é que o acidente que vitimou Eduardo Campos e outros companheiros foi o mais complexo que ele investigou em sua vida profissional, dito em sua resposta.

6. Na leitura atenta do relatório, parte final, registra-se:

“Diante de tudo o que se expôs, evidencia-se em conclusão a impossibilidade de se determinar o que, com efeito, motivou as atitudes extremas e subida e descida da aeronave no seu minuto final de voo e, bem assim, o sinistro. 

Isso porque o trabalho pericial dedicado a tal esclarecimento, não obstante os diversos e complexos esforços apuratórios realizados, resultou na consideração de quatro hipóteses como, por um lado, não descartáveis, e, por outro, não comprovadas, nem possíveis de serem quantificadas probalisticamente.

Essas hipóteses (colisão com elemento externo, desorientação espacial, falha de profundor e falha de compensador de profundor), aliás, não são necessariamente excludentes e podem ter ocorrido até de forma combinada, embora tal possibilidade de ocorrência dote-se, em tese, de probabilidades ainda muito menores.”

7. É de se registrar que o inquérito desmonta a tese do Cenipa de falha humana e não podemos descartar a possibilidade de um acidente aéreo programado para acontecer, até porque o inquérito da Polícia Federal não é conclusivo e uma das hipóteses é de falha mecânica, que pode ser programada para ocorrer, o que caracterizaria sabotagem e homicídio.

8. Estamos promovendo uma ação de produção de provas, que tramita perante a 4ª Vara Federal de Santos, sob o nº 5001663-02.2017.4.03.6104, em que o foco é a causa do acidente, entre outras, aprofundando a questão, utilizando uma ação cível. 

9. Uma parte dos autores da ação de produção de provas, já citada, dentre elas eu, estaremos solicitando, diante da possibilidade do caso ficar sem ser esclarecido, uma audiência ao Ministro da Justiça, Sérgio Moro, como também a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, para expor e detalhar o caso, provas e pareceres já existentes e pedir que a mesma avoque o caso, requerendo o aprofundamento e a continuidade das investigações, sem arquivamento.

Recife/ Olinda, 27 de fevereiro de 2019.

Antônio Campos

Advogado

OAB/PE 12.310

O Ministério Público Federal arquivou o inquérito policial instaurado para apurar o acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e mais outras seis pessoas. O caso aconteceu na cidade de Santos (SP), em agosto de 2014.

Apesar da Polícia Federal ter feito diversas diligências, não foi possível determinar a causa exata da queda do avião, nem definir os responsáveis por eventuais crimes cometidos na ocasião. Na época, Eduardo Campos era candidato à Presidência da República e viajava para cumprir agenda de campanha. Marina Silva era sua vice-candidata e assumiu a chapa após a morte do pernambucano.

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A impossibilidade de elucidar o caso se deu pela inoperância ou ausência de equipamentos na cabine de comando. O gravador de vozes da cabine não estava funcionando - e ele poderia registrar diálogos que ajudassem a esclarecer alguma falha mecânica ou humana no momento do acidente.

Esse tipo de gravador é obrigatório em aeronaves do modelo da que Campos viajava, porém, o dispositivo havia realizado sua última gravação em janeiro de 2013, mais de um ano antes da queda. Essa falha também interferiu negativamente no andamento das investigações.

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, responsável pelo caso, afirmou que “em razão da inexistência de meios técnicos, é provável que nunca saibamos o que ocorreu com a aeronave em seus últimos instantes e que acabou por determinar sua queda”.

De acordo com as investigações, quatro hipóteses podem ser consideradas entre as prováveis causas da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco: colisão com elemento externo, desorientação espacial, falha de profundor e falha de compensador de profundor. Inclusive, pode ter acontecido mais de uma possibilidade de uma única vez.

Agora, com o inquérito arquivado, o procurador explicou que, para que houvesse a responsabilização pena, era preciso a exata definição dos responsáveis, “não bastando indícios genéricos de autoria e materialidade”.

Líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado Marco Aurélio (PRTB) já mostrou que tem um discurso afiado diante do governo Paulo Câmara (PSB). Depois de chamar o pessebista de “geringonça”, o parlamentar foi à tribuna da Casa questionar os índices e os parâmetros de comparação dos números da violência do Estado.

Segundo Marco Aurélio, Paulo não fez o dever de casa deixado pelo seu antecessor e padrinho político, Eduardo Campos. No discurso, o integrante do PRTB criticou a decisão do governador de comparar os números de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) praticados em Pernambuco em 2018 com os registrados em 2017.

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O parlamentar ressaltou que, apesar de o recorte feito pelo gestor mostrar uma redução de 23,3% nas ocorrências, o ano de 2018 teve índices de violência superiores aos identificados no final do governo de Eduardo Campos (2014), antecessor de Câmara.

“O governador compara 2018 com 2017, ano em que o Estado assinalou o maior número de homicídios de toda a década. Por que ele não faz o comparativo usando como referência o início de sua gestão?”, indagou. “Porque ele não conseguiu fazer o dever de Casa e manter os índices alcançados na época de Eduardo Campos”, emendou o deputado, elogiando o trabalho desenvolvido pelo ex-governador, falecido em 2014.

Apoiado pelos colegas de bancada, Marco Aurélio garantiu que a oposição estará atenta ao tema da segurança pública, considerado ‘calo’ do governo. Os deputados Antônio Coelho (DEM), João Paulo Costa (Avante), William Brígido (PRB) e Priscila Krause (DEM), membros da bancada, fizeram apartes corroborando o discurso do líder.

“Uma oposição competente engrandece o Parlamento”, afirmou Coelho. “Os últimos quatro anos de Paulo Câmara registraram 33% mais assassinatos do que o segundo governo de Eduardo Campos. Por isso, a segurança pública será prioridade na pauta da bancada”, acrescentou Costa. “O Governo há de entender que a Oposição existe para fortalecer o Estado”, enfatizou Brígido. “Temos o compromisso de representar uma grande parcela da população que não escolheu Paulo Câmara”, disse Krause.

Investigações da Lava Jato afirmaram que a aeronave em que ocorreu o acidente aéreo que matou o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e mais seis pessoas em agosto de 2014 foi comprada, ao menos em grande parte, com dinheiro de propina. O jatinho estava sendo usado por Eduardo em sua campanha presidencial e foi comprada pelo valor de R$ 1 milhão 710 mil.

A afirmativa do Ministério Público Federal (MPF) surge junto com uma ação civil pública movida pela Lava Jato e a Petrobras, que acusam o PSB e o MDB de improbidade administrativa. A ação pede o pagamento de mais de R$ 3 bilhões ao erário público.

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A Lava Jato aponta que o responsável pela compra da aeronave foi o João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho que "desempenhou o papel de operador das propinas recebidas por Eduardo Campos", sendo ele também acusado de ter recebido subornos para o ex-governador por diversas vezes, segundo aponta os procuradores.

De acordo com as investigações, a compra da aeronave, o jato Cessna Citation, 560 XLS, prefixo PR-AFA, foi realizada mediante pagamento dividido de várias pessoas físicas e jurídicas, uma "típica lavagem de capitais". Até duas empresas "fantasmas" , em nome de "laranjas" estão no meio: a RM Construções Ltda. e a Geovane Pescados Eireli.

“As investigações revelaram que a aeronave em que ocorreu o acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos e mais seis pessoas, no dia 13 de agosto de 2014, foi comprada, pelo menos em grande medida, com dinheiro de propina. O jato Cessna Citation, 560 XLS, prefixo PR-AFA, era utilizado por Eduardo Campos em sua campanha presidencial e foi comprado por João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho pelo valor de R$ 1.710.297,03”, aponta a Lava Jato.

Em entrevista ao Estadão, o procurador da República Deltan Dallagnol salientou que "trata-se de propinas canalizadas para a campanha de um presidenciável que, se não tivesse falecido, poderia ter sido presidente do Brasil ou ocupado outra alta função pública na esfera federal." Dallagnol aponta a necessidade de "reformas no sistema político brasileiro".  

Defesa

O PSB emitiu uma nota afirmando que recebeu com supresa a ação pública ajuizada pelos procuradores da Lava Jato. No texto, eles também observam que "as campanhas do PSB sempre foram financiadas de acordo com as normas legais".

O partido também defendeu Eduardo Campos. "Quanto à citação, na mesma ação, do ex-governador e ex-presidente do partido Eduardo Campos, embora este não esteja mais entre nós para se defender, temos confiança plena de que nada haverá de ser comprovado que macule o nome e a honra de um homem público com tantos e tão relevantes serviços prestados a Pernambuco e ao Brasil", diz a nota, assinada pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira.

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou que desde o fim das eleições ainda não conseguiu conversar com o também derrotado na disputa e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT). Nos últimos momentos da corrida presidencial no segundo turno, onde procurou por apoio, principalmente de Ciro, Haddad não recebeu o esperado. 

Para ele, a explicação pode ser porque naquele momento o PDT tinha candidatos a governador disputando eleição e fazendo campanha para Jair Bolsonaro (PSL), que liderava as intenções de voto. 

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"O PDT é um partido de esquerda, 'pero no mucho'", alfinetou Haddad, em entrevista à Folha de São Paulo, fazendo alusão aos correligionários de Ciro que se alinharam à Bolsonaro, que trouxe para o pleito um discurso de extrema direita, contrário ao que - tradicionalmente - prega os partidos de esquerda, a fim de garimpar votos.

Fernando Haddad disse também que quando confirmado a inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância no caso do triplex, Ciro Gomes foi sondado por ele e por todos os governadores do PT. "Eu sou amigo, gosto muito do Ciro, mas ele errou no diagnóstico e pode voltar a errar se entender que isolar o PT é a solução para o seu projeto pessoal", apontou, fazendo referência a estratégia que vem surgindo entre os partidos de oposição de deixar o PT fora do bloco que deve ser composto por PCdoB, PSB, PDT e Rede Sustentabilidade.

PT pretendia quebrar hegemonia no Palácio do Planalto

Fernando Haddad ainda falou da quebra da hegemonia do PT na Presidência da República. O ex-ministro da educação confirmou à Folha que isso só não aconteceu com o apoio do próprio partido porque o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto em uma tragédia de avião, não aceitou ser vice na chapa de Dilma Rousseff (PT) em 2014.

Naquele ano, Eduardo preferiu se descolar do PT, partido ao qual por muito tempo foi aliado, para concorrer à Presidência pelo PSB. "O próprio Lula considerava Eduardo Campos como candidato natural para receber apoio do PT em 2018, se tivesse aceitado ser vice da Dilma", acentuou Fernando Haddad.  

Deputado federal mais votado em Pernambuco, com 400,3 mil votos, João Campos (PSB) está sendo cotado para assumir uma secretaria no segundo mandato do governador Paulo Câmara (PSB), reeleito no primeiro turno das eleições. A intenção, segundo informações de bastidores, é que no cargo estadual o filho do ex-governador Eduardo Campos possa pavimentar seu nome para disputar a Prefeitura do Recife em 2020.

Com o desempenho na primeira eleição, João começou a ser cotado como prefeiturável. Assim como a deputada estadual mais bem votada, Gleide Ângelo (PSB), é aventada para a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes. Ela também vem sendo cotada para integrar o governo. Apesar disso, há no PSB quem defenda que os dois assumam seus mandatos.

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João Campos já foi chefe de gabinete de Paulo Câmara. Ventila-se que ele possa ser titular da pasta das Cidades ou Turismo. O governador, contudo, já adiantou que deve fechar as articulações com os partidos aliados e concluir a montagem do novo primeiro escalão apenas em dezembro.

Outro ponto que Paulo deve ponderar para a montagem da equipe é a participação dos partidos na gestão, o PP deve perder espaços e o PT ganhar cargos.

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