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A partir desta sexta-feira (3), acontece o Festival Ilumina Zona Oeste. O evento será realizado de forma presencial, em diversas regiões da Zona Oeste do Rio de Janeiro, com produtores independentes que buscam trazer uma programação cultural. Vale lembrar que esta é a 5ª edição do evento, idealizado pelo Instituto Phi, realizado pelo Instituto Rio, justamente com a parceria da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Confira a programação completa no site: http://https://www.iluminazonaoeste.org.br/

Dentre os principais destaques que estarão presentes em todos os dias do evento que acontece até 12 de dezembro, estão instrumentistas como o saxofonista Ronaldo Martins, que vai tocar na Estação do BRT do Mato Alto. Além dele, neste fim de semana também acontece a exposição de grafite e diversas performances teatrais.

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Já para aqueles que preferem conteúdos voltados para o meio remoto, também poderão aproveitar as lives literárias. De acordo com a fundadora do Instituto Phi, Luiza Serpa, a cada edição que passa, o evento vai ganhando mais parceiros, e assim, visibilidade. “A Zona Oeste é um celeiro de fazedores da cultura, precisamos gerar oportunidades para fomentar a cultura nesta região”.

 

 

Nessa quarta-feira (24), o prefeito de Carpina, Manuel Botafogo (sem partido), anunciou que o Carnaval no município da Mata Norte de Pernambuco está novamente suspenso. A pandemia impede a comemoração com segurança, mas o gestor disse que está confiante para realizar o São João deste ano.

Em suas redes sociais, Botafogo informou que a cidade será decorada, mas a festividade não está permitida. "Eu tô até me antecipando, avisando a vocês que em 2022 não tem Carnaval em Carpina. Não tem bloco de qualidade nenhuma, como também não vai ter a Festa de Reis", comunicou.

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Ele também deixou um aviso aos produtores culturais de Carpina para evitar prejuízos. "Eu tô prevenindo porque vocês que trabalham com a Cultura podem preparar o material. Não prepare porque não vai ter Carnaval. Pra vocês não fazer a despesa e depois dizer que tá perdida", disse.

São João 2021

 O gestor espera melhores condições sanitárias para organizar um São João "bonito e grande". "Carnaval passa, e se a vida for embora, quem traz ela de volta? Ninguém", concluiu.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (24) o projeto de lei complementar que libera R$ 3,8 bilhões para amenizar os impactos econômicos e sociais da pandemia de covid-19 no setor cultural. O texto segue para Câmara. 

Segundo o relator, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), o setor cultural foi o primeiro a parar em decorrência da atual pandemia e, possivelmente, será o último a voltar a operar.  “Daí a necessidade de continuar a ajuda, iniciada em 2020 pela Lei Aldir Blanc, aos artistas, aos criadores de conteúdo e às empresas que, juntos, compõem uma cadeia econômica equivalente a 2,67% do Produto Interno Bruto e que são responsáveis por cerca de 5,8% do total de ocupados no país, cerca de 6 milhões de pessoas”, afirmou o parlamentar. 

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Lei Paulo Gustavo

Gomes ressaltou que a proposta foi batizada como Lei Paulo Gustavo em homenagem ao artista, vítima de Covid-19. “[Ele] foi um exemplo de talento, alegria, solidariedade ao próximo e aos mais necessitados”, afirmou o relator.  O texto determina que o montante de R$ 3,8 bilhões virá do atual superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC). A União terá de enviar esse dinheiro a estados, Distrito Federal e municípios para que seja aplicado “em ações emergenciais que visem combater e mitigar os efeitos da pandemia de covid-19 sobre o setor cultural”. Os recursos terão de ser liberados por meio de medida provisória a ser editada pela Presidência da República. 

Do total do orçamento, R$ 2,797 bilhões serão destinados exclusivamente a ações voltadas ao setor audiovisual, no apoio a produções audiovisuais, salas de cinema, cineclubes, mostras, festivais e ações de capacitação.   

O restante, referente a R$ 1,065 bilhão, será destinado a ações emergenciais atendidas pelo FNC em outras áreas da cultura. São editais, chamadas públicas e outras formas de seleção pública para apoio a projetos e iniciativas culturais, inclusive a manutenção de espaços culturais. Metade irá para estados e DF e a outra metade para municípios e DF. 

Contrapartidas

O projeto determina que os beneficiários dos recursos deverão cumprir contrapartidas, que podem ser a realização de exibições gratuitas; atividades destinadas a redes pública de ensino, ou privada que tenha estudantes do ProUni, além de integrantes de grupos e coletivos culturais e de associações comunitárias. Também está prevista a prestação de contas sobre utilização as verbas.  Essas contrapartidas, tanto para o setor audiovisual quanto para os beneficiados por meio de editais do FNC, terão que ocorrer em prazo determinado por governos e municípios, de acordo com a situação epidemiológica e as medidas de controle da covid-19.  Vedação Com a aprovação da matéria, estados, o Distrito Federal e municípios ficam proibidos de efetuar repasses dos recursos para beneficiários de ações emergenciais previstas no auxílio de 2020, a Lei Aldir Blanc. A intenção, segundo o texto, é evitar duplicidade de ajuda financeira nos mesmos meses de competência. 

*Com informações da Agência Senado

A espera acabou e o encontro do público cinéfilo com o Cinema do Porto já tem data marcada. No próximo dia 19 de dezembro, às 16h, a terceira sala de exibição da marca Cinema da Fundação estreia com uma programação especial. Localizada no 16º andar do Edifício Vasco Rodrigues, no Bairro do Recife, esta sala conta com 138 lugares e consolida a parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e o Porto Digital.

"Há um ano, a Fundaj teve a honra de embarcar no Porto Digital. Nós sabemos da vocação empreendida pela modernização desta ilha e pretendemos contribuir ainda mais com a vida social e cultura do Bairro do Recife", declarou o presidente da Fundaj, Antônio Campos. "A nossa instituição está comprometida há mais de 70 anos com a pesquisa, a cultura e o conhecimento. Agora, também, com a tecnologia", concluiu.

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Para Pierre Lucena, presidente do Porto, o principal objetivo do equipamento é atender ao povo. "Tínhamos dois grandes objetivos: atender às 48 mil pessoas que trabalham no Bairro do Recife, mas, também, aquelas que vem aos fins de semana. O Recife Antigo é o bairro no coração de todo recifense. Estamos felizes de entregar isso para a população", declarou, ao recordar que a parceria começou a ser discutida antes da pandemia.

Com 511 m² de espaço e telão de 7x3 metros, o novo equipamento é inteiramente digital. Ao todo, foram investidos, pelo Porto Digital, R$ 1,3 milhão nas obras de reforma do local e mais R$ 500 mil nos equipamentos. O investimento em acessibilidade, claro, não ficou de fora. Além de elevador e rampas, há espaços reservados exclusivamente para cadeirantes na ampla sala de exibição.

*Da assessoria

Com o mote Documentário e Educação, a Jornada de Estudos Documentais (JED) realiza a sua terceira edição, entre os dias 22 e 26 de novembro, com programação totalmente gratuita e on-line. A JED deste ano conta com mesas acadêmicas, conferências e exibição de filmes da Mostra Competitiva, Mostra Cinema - Educação, além da exibição do longa metragem convidado Muribeca, de Camilo Soares e Alcione Ferreira, aclamado pela presença em renomados festivais nacionais e internacionais.

Inicialmente, a jornada despontou como simpósio acadêmico e de extensão universitária, mas desde a sua segunda edição vem expandido a programação, tornando-se um evento de âmbito nacional. A JED hoje abrange tanto o público em geral e pesquisadores interessados no estudo mais profundo do domínio audiovisual em suas múltiplas práticas.  O mote deste ano, Documentário e Educação, é motivado pelo centenário de nascimento de Paulo Freire.

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A Jornada de Estudos Documentais é promovida pelo Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Bacharelado em Cinema e Audiovisual, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM), e produzido pela Jaraguá Produções.

Mostra Competitiva

A Mostra Competitiva contará com exibição de 57 curtas e médias documentais, divididos em oito sessões temáticas. A primeira sessão é a Janelas da Pandemia, que são filmes ambientados no momento pandêmico; Os caminhos que trouxeram até aqui traz obras que abordam ancestralidade e espiritualidade; Costura de Afetos com filmes que retratam trajetórias pelo olhar afetivo; a Bem-Te-Vi conta com obras de temáticas LGBTQIA+;  A Ficção do trabalho apresenta filmes sobre as atividades humanas do trabalho; Ruínas do presente contém obras sobre memórias e o tempo, De qualquer maneira, vou ficar na história reúne filmes com histórias de personagens encantadores do cotidiano; e O que insiste apresenta documentários sobre a ditadura militar.

Mostra Cinema Educação

A JED deste ano terá a Mostra Cinema-Educação, reunindo 26 filmes produzidos em diversos contextos educativos. São obras que foram produzidas em disciplinas ou cursos voltados para o cinema, que abordam temas que debatem a relação entre cinema e educação ou que fazem reflexões sobre processos educativos.

Entre as obras estão os filmes do programa Andanças, iniciativa que promove a democratização do cinema através da exibição de filmes, debates sobre gênero e diversidade dentro das escolas públicas. Serão exibidos os filmes Por um vôo e Mudanças, produzidos por alunas da Rede Pública que fizeram parte da formação oferecida pelo Andanças sobre produção de narrativas audiovisuais.

Outro destaque na temática educação é o projeto Coque Vídeo, que promove arte periférica por meio de formação e experimentação audiovisual voltado para crianças e adolescentes da Comunidade do Coque, em Recife. Serão uma série de oito filmes produzidos pelos estudantes do curso de formação do projeto. Uma delas é o Brega Protesto, filme criado em parceria com o Grupo AdoleScer e outros movimentos sociais, vencedor do FestCine - 2019, na categoria videoclipe.

Os filmes da mostra estarão disponíveis para serem assistidos gratuitamente no site do evento. Além da exibição das obras, durante todos os dias da JED ainda terão debates com os realizadores dos filmes, em dois horários diferentes, às 18h e às 19h.

Na sexta-feira (26), às 19h, a programação documental encerrará com o longa convidado Muribeca, de Camilo Soares e Alcione Ferreira, que marcou presença em diversos festivais do Brasil e do Mundo. O filme retrata como os moradores do Conjunto Residencial Muribeca, no bairro de Jaboatão dos Guararapes, sentem o apagamento da comunidade e suas histórias, laços afetivos e memórias vividas naquela região.

Mesas e Debates

A jornada também conta, nos cinco dias de evento, com 15 mesas que irão debater temas diversos que abordam a relação do cinema documentário com pedagogia; processos criativos; propaganda e retórica; fricções, paisagens e temporalidades; questões indígenas;  lutas sociais e coletivos; práticas cinematográficas experimentais; entre outros. A programação dos debates está disponível no site e todas as mesas serão transmitidas online por meio da plataforma Zoom.

Conferências

A programação também terá duas conferências com convidados especiais. Na terça-feira (23), às 19h, será com Amaranta César. Renomada professora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ela acumula inúmeras participações como curadora, membro de júri, palestrante e conferencista.

Já na sexta-feira (26), às 10h, será com Cezar Migliorin, professor de Cinema e membro do Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenador do projeto nacional de cinema, educação e direitos humanos: Inventar com a Diferença. As duas conferências serão transmitidas por meio de Zoom e pelo Youtube do evento.

O evento é incentivado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), via Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco. A inscrição para assistir às mesas é única, sendo válida para todas as atividades acadêmicas e podem ser realizadas gratuitamente pelo formulário do festival até dia 22 de novembro.

A organização da III Jornada de Estudos do Documentário também confere certificado de participação. Para mais informações sobre a programação de filmes, debates ou conferências, basta acessar o site ou Instagram do evento.

*Da assessoria

O Circuito Aurora Instrumental volta ao palco do Teatro Arraial Ariano Suassuna, na Rua da Aurora, Centro do Recife, para uma nova temporada de concertos presenciais. Consolidado como um espaço de expressão da diversidade, tradição e renovação da música instrumental pernambucana, o festival retorna com uma edição de espetáculos inéditos para o público: o Aurora Convida.

Grupos e artistas se apresentarão com instrumentistas convidados, encontros que possibilitarão criar novas sonoridades, dinâmicas e desafios, agregando diferentes linguagens. O evento, que foi contemplado pela seleção pública do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), vai promover oito concertos entre os dias 19 de novembro de 11 de dezembro, com programação às sextas-feiras e sábados, sempre a partir das 19h30.

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"O Aurora permanece com a proposta de valorizar os artistas de vanguarda da música instrumental assim como os jovens talentos de alta qualidade técnica, e que estão ativos em seus respectivos processos criativos", explica o produtor executivo do Aurora Instrumental, Félix Aureliano, que ao lado de Gilú Amaral também é responsável pela idealização e curadoria do circuito.

O Henrique Albino Quarteto abre a temporada de shows no dia 19. Liderado pelo talentoso compositor e multi-instrumentista Henrique Albino, o grupo vai tocar composições do disco recém-lançado Música Tronxa, trabalho que traz um novo conceito para analisar as músicas que unem a intuição e a matemática para gerar novas sensações e estéticas.

É esperado do quarteto um show sofisticado de música instrumental, que terá como convidado o guitarrista e violonista Breno Lira. Professor do Conservatório Pernambucano de Música e do Centro de Educação Musical de Olinda, Breno é integrante da Orquestra do Maestro Duda, Treminhão e do Ave Sangria, e mestre em Música/Performance em Jazz pela Universidade de Aveiro (Portugal).

Há um bom tempo na estrada, a Joinha's Band vai mostrar seu repertório autoral, que mistura punk, hardcore, groove e free jazz. O trio de músicos excelentes, conhecido na cena instrumental underground de Recife, vai tocar ao lado do trompetista Márcio Oliveira, que apresenta no instrumento uma linguagem expressiva, regional e inovadora, e já lançou um disco solo e acompanhou artistas como Otto, Di Melo e Maestro Forró. Amigos e parceiros, eles vão mostrar uma interação sinérgica e intensa no palco do Aurora.

Para quem sente saudades da música da Saracotia não pode perder a apresentação do grupo no Aurora. "Conhecida por ser uma banda de identidade própria, embora tenha influências do choro, forró e do jazz, Saracotia promete um show carregado de memórias afetivas e também com muita energia e uma sonoridade diferente, já que terá como convidado o incrível Cláudio Rabeca. Eles nunca tocaram juntos. Cláudio é um músico experiente, ele explora toda versatilidade da rabeca brasileira e mostra que pode tocar qualquer coisa com o instrumento", explica o diretor artístico do Aurora, Gilú Amaral.

Laís de Assis, que vem desenvolvendo uma linguagem singular e vibrante em relação a viola de dez cordas brasileira, apresentará ao público do Aurora um passeio sonoro pelo seu repertório autoral e por releituras das obras de grandes compositoras e compositores nordestinos. A artista terá como convidado especial o trombonista Nilsinho Amarante, referência nacional na linguagem do trombone para a música popular brasileira, com destaque para o frevo pernambucano.

Já a Mabombe promete um show dançante e cheio de groove para esta edição do Aurora Convida. O grupo, que já está há 12 anos na estrada e dois discos gravados, tem como característica a experimentação sonora livre. A Mabombe vai dividir o palco com o multi-instrumentista Júnior do Jarro – pela primeira vez - abrindo ainda mais as possiblidades sonoras para o concerto.

Experimental

O Aurora também abraça a música instrumental do interior do estado. De Garanhuns, o circuito trouxe o percussionista Nino Alves. Inventivo, intuitivo e criador de instrumentos musicais, Nino apresentará temas do seu show ExperimentaSons e também composições do repertório do seu convidado, o saxofonista, arranjador e compositor Parrô Melo, que é fundador da Orquestra Bomba do Hemetério. Muitas expectativas em torno desse show que vai unir a criatividade percussiva de Nino com a experiência musical de Parrô.

Uma das apostas dos curadores é a Makamo Quinteto, formada por musicistas, compositoras, alunas e professoras do Conservatório Pernambucano de Música. O grupo lançou um EP neste ano e vai mostrar um repertório autoral, que passeia pelo frevo, forró, baião, choro, maracatu e ciranda, incluindo arranjos inéditos de novas composições.

O grupo vai tocar com a percussionista Aishá Lourenço, veterana e dona de uma vivência musical amplificada, que agregará elementos eletro percussivos ao show. Será um encontro inédito, que deve elevar a potência sonora da Makamo.

Encerramento

O concerto derradeiro desta temporada do Aurora será apresentado por Gilú Amaral e Rimas.INC (Clécio Rimas). Pode-se sintetizar a parceria entre o percussionista e o DJ e produtor como a música tecnológica e orgânica em perfeita harmonia, que mescla os instrumentos percussivos com as batidas eletrônicas da MPC – duas vertentes que estão em alta no mundo todo.

A dupla vai mostrar um show essencialmente dançante, mas também experimental, misturando essas duas vertentes que serão reforçadas pelo convidado DeCo N., artista sonoro e compositor de música eletrônica. DeCo N é professor do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica de Música Eletrônica da Universidade Anhembi Morumbi.

Serviço

Circuito Aurora Convida

19 de novembro a 11 de dezembro (sextas e sábados) | 19h30

Teatro Arraial Ariano Suassuna - Rua da Aurora, Boa Vista

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Vendas disponíveis na bilheteria do teatro (abre uma hora antes do espetáculo) e no site Sympla

*Da assessoria

Nesta quinta-feira (11), o cantor e compositor Gilberto Gil foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. O baiano recebeu 21 votos para ocupar a cadeira de número 20, que tem como patrono o médico e jornalista Joaquim Manuel de Macedo. Ele acompanhou a cerimônia de forma virtual, em sua casa, no Rio de Janeiro. Com isso, Gil vai substituir o jornalista Murilo Melo Filho, morto em maio de 2020.

Participaram da votação 34 acadêmicos, com interação presencial e também on-line. Quem disputou a vaga conquistada pelo músico foram o poeta Salgado Maranhão e o escritor Ricardo Daunt. Até o final do ano, serão escolhidos mais três pessoas para a Academia. Na semana passada, Fernanda Montenegro foi eleita para assumir a cadeira de número 17. Gil deve assumir o posto na ABL em março de 2022.

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Dono de um talento arrebatador, Gilberto Gil encanta os brasileiros com sua arte há mais de 50 anos. No currículo, o cantor coleciona nove Grammys, sem contar nos encontros musicais que teve em diversos momentos da carreira. Entre 2003 e 2008, durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, Gil exerceu o cargo de ministro da Cultura. 

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A UNAMA - Universidade da Amazônia sediou, nos dias 3 e 4 de novembro, o V Encontro de Patrimônio Cultural e Sociedade. O tema do evento foi “Patrimônio cultural memórias e materialidades”. A programação contou com grupos de trabalho, exposições, mesas-redondas e feirinha.

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O coordenador do evento, professor Diego Santos, destacou a importância da parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) para a valorização do patrimônio histórico e artístico. Segundo a professora Deyseane Ferraz, a união existe desde a primeira edição do evento.

Cristina Senna, pesquisadora do Museu Emílio Goeldi, mediou o debate sobre "Patrimônio vivo: saberes e fazeres tradicionais". “Patrimônio, para mim, é uma ficção, ele parte de uma ideia construída a partir das pessoas e estabelece uma relação de olhar o mundo, e ao mesmo tempo nos relata o passado, já que foi construído através dos anos, sendo também importante para o nosso futuro. Antes de tudo, é o que nos move para a vida”, assinalou a pesquisadora.

Enilson Souza, geógrafo, advogado e doutor em Ciências Ambientais, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador do Programa de Pós-graduação em Geografia e Meio Ambiente, participou da mesa sobre fazeres tradicionais e falou sobre a importância das discussões para os alunos. “Tentamos mostrar nossa trajetória de dificuldade, que é mais dificil chegar na universidade por ser negro, mais dificil ainda ser professor e mais ainda doutor, em uma universidade que é predominantemente branca. Essa luta é nossa. Chegar na universidade e dizer: 'Eu sou professora da universidade, eu sou doutor e eu sou preto, eu estou aqui e o meu trabalho tem a mesma qualidade de qualquer um'", afirmou.

O aluno Gabriel Barros, do curso de Direito da UNAMA, acentuou a relevância do evento para a sua formação profissional. Os debates, disse, permitem que as pessoas formem uma visão diferente sobre as parcelas menos representadas na sociedade.

A atriz Maria Barros participou de uma performance artística, na qual representou a Matinta Encantada, personagem que se refere à lenda paraense da “Matinta Pereira”. No hall de entrada da UNAMA, houve feira de economia criativa e exposição de artes.

Por Alessandra Nascimento e Dinei Souza.

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Nos dias 3 e 4 de novembro a UNAMA - Universidade da Amazônia e a Secretaria de Estado de Culura (Secult), por meio do Departamento e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) e do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), realizam a 5ª edição do Encontro do Patrimônio Cultural e Sociedade. Serão ofertadas 200 vagas. O credenciamento será feito no hall entrada do auditório David Mufarrej, no campus Alcindo Cacela, de 9 até 17 horas.

A programação começa no dia 3 com a palestra de abertura, às 20h30, do professor Antonio Maurício Dias da Costa (História- UFPA), sobre "O Brega como Patrimônio Cultural do Estado do Pará: da tradição e modernidade do povo paraense". Haverá, também, grupos de trabalho nas salas de aula.

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Outros temas do evento são: "Patrimônio Cultural: História da África e Culturas Brasileiras", com o professor Diego Pereira Santos (UNAMA); "Patrimônio Histórico: Memórias e Maternidades", com os professores Renato Gimenes (DPHAC/ SECULT) e Jackson Silva (Laboratório de Confitos Urbanos da UFPA); e "Patrimônio Imaterial, Memória e Identidades", com as profssoras Deyseane Ferraz (UNAMA/SECULT) e Cristina Senna (MPEG).

No último dia de evento (4) haverá mesas-redondas, no horário de 20h até ás 21h30, simultaneamente em auditórios diferentes, sobre: "Patrimônio Cultural e Identidades", com os professores Diego Santos (UNAMA) e Socorro Amoras, além de um representante da comunidade indígena; "Patrimônio Vivo: Saberes e Fazeres Tradicionais", com os professores Cristina Senna, José Benedito Figueiredo Filho (Secretaria Municipal de Educação de Viseu) e Emilson da Silva Sousa (Geografia- UFPA), contando também com a participação de Jairo Rodrigues da Silva (presidente da Federação das Comunidades Quilombolas).

Nos dois dias do evento ambém haverá programação cultural com Feirinha de Economia Criativa, nos dias 3 e 4 de novembro, no hall de entrada da UNAMA, no horário de 9h até as 20 horas, e MOAV- Exposições de Arte na Galeria Graça Landeira, nos dias 05/11/2021 e 06/11/2021, realizado pelos organizadores. 

Inscrições:

quintoencontrodepatrimonio@gmail.com

Ou pelo site da unama:

https://extensao.unama.br/HomeParticipante.aspx

Por Alessandra Nascimento.

 

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Trabalhadores e mestres da cultura de Bragança são retratados em oito telas pintadas pela artista visual Renata Sousa na exposição “Faces bragantinas”. O projeto, idealizado pela artista em parceria com a Correnteza Produções, tem como objetivo homenagear nomes que representem saberes e costumes típicos da cidade de Bragança, cidade natal de Renata, além de registrar a relevância dessas figuras na localidade onde vivem.

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“Através do projeto ‘Faces bragantinas’ pode-se levar essas pessoas a ver quão lindo e importante cada um é para a valorização da cultura da cidade. A forte cultura da diversidade dos trabalhadores na cidade de Bragança, no Estado do Pará, foi a minha fonte de inspiração para este trabalho”, destaca Renata.

Foram escolhidos oito trabalhadores da cidade para servirem como modelos para a produção das telas. Dentre as profissões e manifestações culturais retratadas pela artista estão a de maruja, pai de santo, padre, artesã, carpinteiro, fazedor de farinha, poeta/escritor e um mestre de carimbó. A escolha por tais profissões se deve por serem alguns dos ofícios mais tradicionais da cidade e, por conta disso, são referências na cultura bragantina.

Para a confecção das obras, cada modelo foi fotografado no local onde desempenha seu trabalho e, a partir destes registros, foram retratadas nas telas de Renata, valorizando assim seus saberes e atividades.

As oito telas que compõem o projeto serão expostas ao público no município de Bragança e na Vila de Caratateua, presencialmente, dentro dos protocolos de higiene e segurança, em razão da pandemia causada pelo vírus da covid-19. O projeto “Faces bragantinas” também conta com oficinas de iniciação à pintura, que acontecerão nos dias 27  de outubro, na cidade de Bragança, e 1º de novembro, na Vila de Caratateua, e têm como público-alvo as crianças da região, que irão expor o resultado da oficina ao final do processo.

Natural de Bragança, Renata Sousa  demonstrou aptidão para as artes plásticas, como o desenho e a pintura, desde criança. Hoje em dia, faz de seu talento uma vertente profissional. Além disso, também é formada em Tecnologia em Gestão Ambiental e graduanda em Engenharia Florestal. “Faces Bragantinas” é a primeira exposição da artista plástica, contemplada pelo Edital de Multilinguagens - Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural - Pará, no ano de 2021.

Serviço

OFICINA DE INICIAÇÃO À PINTURA EM BRAGANÇA - Quarta-Feira, 27 de outubro, das 14h às 17h, Na Escola Jorge Ramos. 

EXPOSIÇÃO EM BRAGANÇA  - Sábado, dia 30 de outubro, às 18h, na Praça Antônio Pereira (Praça do Coreto), com a atração musical Mestre Lázaro\Mani de Urutá. 

OFICINA DE INICIAÇÃO À PINTURA EM CARATATEUA - Segunda-feira, dia 1 de novembro, das 15h às 18h, na Escola Padre  ngelo Maria Abene.

EXPOSIÇÃO EM CARATATEUA  - Segunda-feira, dia 01 de novembro, das 19h às 22h, na Orla de Caratateua, com a atração audiovisual Conjunto de Vídeo-performances Margens Do Caeté.

FICHA TÉCNICA:

Pintora e Oficineira: Renata Sousa

Produção Executiva e Produção: Paulo César Jr.

Assistentes de Produção: Romeu Figueiró Jr. e André Romão.

Assessor de imprensa e Social Mídia: Lucas Del Corrêa

Fotógrafa: Thaís Martins

Designer Gráfico: Wan Aleixo

Atração Musical: Mani de Urutá e Mestre Lázaro.

Realização: Correnteza Produções.

Por Lucas Del Corrêa.

 

Como forma de valorizar a cultura amazônica, o III Cortejo Visagento será realizado em Belém no dia 31 de outubro, data do Halloween, ou Dia das Bruxas, mas que, regionalmente, é comemorado como o Dia da Matinta. A programação terá oficinas de produção de adereços e fantasias, contação de histórias e apresentações.

A terceira edição do cortejo vai mobilizar a população por diversas ruas do bairro do Guamá. A concentração será no cemitério Santa Izabel, com saída para as ruas José Bonifácio, Pedreirinha, João de Deus, até a avenida Bernardo Sayão.

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Em edições anteriores, como na última, que reuniu mais de duas mil pessoas, destacaram-se a criatividade das fantasias e maquiagens artísticas, referenciando assombrações e personagens populares nas lendas já conhecidas por todos, como a Mulher do Táxi, a Cobra-grande, o Saci Pererê, o Curupira e muitos outros.

O projeto foi criado pelo Espaço Cultural Nossa Biblioteca e recebe a colaboração dos professores das escolas Barão de Igarapé-Miri e Frei Daniel, que viram a necessidade de reforçar a leitura como uma forma de desenvolver um sentimento de pertencimento e orgulho da cultura paraense. Essa busca pela valorização local também levou voluntários da Biblioteca a ministrar aulas dentro do Cemitério Santa Izabel. “Nós possibilitamos que crianças e jovens aprendam sobre a história do bairro sob uma ótica diferente, ressignificando construções públicas e criando uma visão mais positiva sobre esse espaço”, conta Raimundo de Oliveira, um dos idealizadores do projeto.

Durante o percurso, haverá paradas para contação de histórias e apresentações. O Cortejo Visagento integra um projeto maior, que é o "Guamá Tricentenário". O trajeto segue a estratégia de rememorar a origem do bairro e está envolvido em um conjunto de ações que terão uma temporalidade e um ponto de culminância no tricentésimo aniversário do bairro.

A cada ano o cortejo vai seguir para uma região diferente do Guamá, levando um pouco da história daquele espaço específico. “Queremos trazer visibilidade para os fazedores de cultura do bairro, trazendo valorização ao que temos no Guamá pelos próprios moradores e modificando a visão de que o bairro é um lugar perigoso, mostrando que é um centro de cultura”, explica Tereza Oliveira, uma das organizadoras do Cortejo Visagento.

Serviço

III Cortejo Visagento.

Local: Cemitério Santa Izabel, bairro do Guamá.

Horário: 19h.

Informações: Ariela Motizuki -  (91) 993772930

Da assessoria do evento.

Mestres do mamulengo fecham o mês retomando atividades presenciais, com uso de máscara e distanciamento obrigatórios, em quatro dias de apresentações na Zona da Mata pernambucana. De 28 a 30 de outubro, o projeto Cada Mamulengo Tem Sua Cantoria levanta a brincadeira em Glória do Goitá homenageando os mestres mamulengueiros Zé de Vina, Zé Lopes e Vitorino.

As apresentações serão gratuitas, voltadas para pessoas de todas as idades, com transmissão ao vivo pelo Instagram do Armorial Interações Culturais. A mestra Cida Lopes e o mestre Gilberto Lopes (também conhecido como Bel) serão os grandes responsáveis por conduzir as brincadeiras do Mamulengo Teatro Riso e Mamulengo Riso do Povo respectivamente.

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Sendo filhos do mestre Zé Lopes, e discípulo direto do mestre Zé de Vina no caso de Bel, a dupla é prova viva de que o mamulengo se atualiza a cada geração sem perder sua essência. “É pelo empenho de mestres como os homenageados da programação, com uma vida inteira dedicada a transmitir os saberes do mamulengo, que esta arte secular vem sendo salvaguardada, seguindo adiante mesmo em um cenário tão atribulado e agravado pela pandemia”, diz o artista, produtor cultural e pesquisador, Alex Apolonio, idealizador do projeto.

O evento Cada Mamulengo Tem Sua Cantoria tem investigado o vasto repertório de personagens, loas e cantorias dos mestres mamulengueiros Zé Lopes, Zé de Vina e Vitorino. A pesquisa cultural, que é incentivada pelo Governo do Estado de Pernambuco, contemplado pelo Funcultura 2019 e com realização da produtora Armorial Interações Culturais, já vem destacando a produção dos mamulengueiros desde 2018 e colocou uma lupa na experiência desses artistas durante a pandemia.

Programação

28/10, às 20h: Mamulengo Riso do Povo - Rua Canavieira, bairro Nova Glória

29/10, às 17h: Mamulengo Riso do Povo - Sítio Mufumbo

30/10 às 7h: Mamulengo Riso do Povo - Feira Livre

30/10 às 20h: Mamulengo Teatro Riso - Sítio Palmeira

*Da assessoria

Nos dias 22 e 23 de outubro, o Teatro Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, vai abrir suas cortinas para o riso. O espaço cultural vai receber, neste final de semana, a peça Politicamente Incorreto, estrelada pelo ator Diógenes Rodrigues. Os espectadores irão acompanhar uma produção recheada de humor, crítica e reflexão, em meio ao atual cenário político e social do Brasil.

Em entrevista ao LeiaJá, Diógenes contou como foi que se deu o processo de criação do projeto. "Eu tinha essa ideia de fazer um monólogo desde que comecei a fazer minhas produções, acho que em 2003-2004, e só agora arregacei as mangas e juntei forças para fazer", disse. Para ele, está sendo prazeroso voltar aos trabalhos com sua arte.

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"Minha vida sem palco não tem sentido, é algo que me não consigo ficar sem ter... A emoção, a realização, a atmosfera... Preciso ter isso sempre, me completa", explicou o pernambucano. Dirigido por Filho Silva e Tiago Salvador, o espetáculo tem seu texto assinado por Ednilson Leite, Fil Braz, Paulo Gustavo, Suzy Brasil, Walter Vitti e pelo próprio Diógenes Rodrigues.

Com lei de incentivo da Lei Aldir Blanc e apoio da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, o projeto será mostrado ao público gratuitamente. Devido às limitações do local, é ideal que as pessoas cheguem cedo para garantir seus lugares. Os idealizadores optaram em começar a peça por volta das 19h59, como forma de fugir dos horários normais.

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Nos dias 26, 27 e 28 de outubro, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC), da UNAMA - Universidade da Amazônia, realiza o VIII Confluências, de forma on-line. A programação terá debates sobre o tema “Cultura e resistência em tempo de necropolítica”, com a presença de vários professores e pesquisadores do Brasil. As inscrições para ouvintes são gratuitas e podem ser feitas até a próxima sexta-feira (22/10) no link https://bit.ly/InscricaoVIIIConfluencias2021⠀

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O conceito de necropolítica faz referência à capacidade de determinar quem merece ou não viver, e também tem relação com a inferioridade da vida diante o poder da morte. Essa discussão pode ser estabelecida com base em diversos momentos da história do Brasil e do mundo, marcados por inúmeros casos de morte e violência, e caracterizados por aspectos que não estão ligados à democracia.

Na terça-feira (26), a Cerimônia de Abertura do Congresso terá início às 18 horas. Às 19 horas será realizada a Conferência de Abertura: “A comunicação pública entre vidas e mortes da democracia brasileira”, com a Profa. Dra. Maria Helena Weber, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mediada pelo Prof. Dr. Edgar Chagas Júnior, da UNAMA.

Na quarta-feira (27), a partir das 14 horas, também serão realizados os Simpósios de Trabalho, com os temas "Literatura, semiótica e psicologia: olhares sobre cultura e resistência"; "Saberes e fazeres intelectuais em espaços escolares e não escolares: resistência e necropolítica em foco"; e "Capital social e infodemia: as redes de ódio e desinformação na pandemia".

No mesmo dia, às 19 horas, será realizada a mesa-redonda PROCAD-Amazônia: “Necropolítica e colonialidades: reverberações no Jornalismo”, com o Prof. Dr. Carlos Alberto de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mediada pela Profa. Dra. Maíra Evangelista de Sousa, da UNAMA.

Na quinta-feira (28), último dia do Congresso, às 14 horas, haverá simpósios com os temas "Mídia e pandemia: desafios em tempo de Covid-19"; "Culturas populares e etnotextualidades em movimento: lúdica, ético-estética e resistência"; e "Um pouco de ar, senão sufoco: estratégias da arte contra a asfixia da necropolítica cotidiana".

Ainda último dia da programação, ocorrerá a Conferência de Encerramento: “Qual Brasil? 'Capitalista' e 'Cristão'?”, às 19 horas, com a presença do Prof. Dr. Romero Ximenes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e mediação do Prof. Dr. Andrey Lima, da UNAMA.

Por Isabella Cordeiro.

 

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista a escritora e empresária Iris Borges. O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas, e publicação no portal LeiaJá. Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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Na manhã desta terça-feira (5), representantes e integrantes de nações de maracatu de baque virado promoveram um ato em frente à Prefeitura do Recife, localizada na região central da capital, na tentativa de levar algumas demandas da categoria diretamente ao prefeito João Campos (PSB). Entre elas, um aumento no valor da subvenção paga aos grupos para custeio do Carnaval. Quinze nações de baque virado compareceram ao ato, chamado pela Associação de Maracatus de Baque Virado de Pernambuco (Amanpe).

Durante o ato, a mestra Joana Cavalcante, primeira e única mulher a reger uma nação, o Encanto do Pina, falou sobre as dificuldades que as nações vem enfrentando durante esses quase dois anos de pandemia. "As nações estão sucateadas, tem gente que nem pra fazer um ato tinha dinheiro pra vir. Eles acham que a gente só sobrevive do Carnaval? Ao longo do ano, as atividades que a gente faz dentro das nossas comunidades a gente faz como? A gente tá lutando pra sobreviver".

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De acordo com a mestra, a categoria vem tentando, em vão, pedir o auxílio da gestão municipal para a manutenção da manifestação secular, reconhecida como Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil, pelo IPHAN, e diante disso, ainda não foi possível vislumbrar qualquer atividade para um possível Carnaval em 2022. "Como se pensa no Carnaval sem (ter) nada? Sem nenhuma ajuda de custo, sem apoio. A gente não tá conseguindo nem sobreviver dentro das nossas comunidades. As nações movimentam a sobrevivência de muitas famílias, muitos trabalhadores, e tá todo mundo desamparado".

A falta de valorização dos integrantes e grupos que mantém viva a tradição do maracatu de baque virado dentro do estado de Pernambuco, e no Recife, também foi colocada em pauta durante o ato. O mestre da nação Estrela Brilhante do Recife, Fábinho, disse ser "revoltante" o descaso e citou um exemplo. "A prefeitura criou o Recife Virado e botou um grupo percussivo para representar o maracatu quando aqui temos nações centenárias (para isso), é um absurdo. As nações têm 100 anos de valorização da cultura e eles botam um grupo de percussão na hora de mostrar nossa cultura", disse em relação à solenidade realizada no último mês de setembro.

Na data de hoje (30), é celebrado o Dia Internacional da Tradução, que visa destacar a importância da profissão de tradutor. A comemoração também homenageia o sacerdote São Jerônimo, responsável por traduzir a Bíblia sagrada para o Latim.

Para o tradutor Fernando Sato Mucioli, a tradução possui importância expressiva na sociedade, uma vez que possibilita a disseminação da cultura. “Isso inclui não só livros acadêmicos, que se associariam mais tradicionalmente com esse conceito, mas também quadrinhos, filmes, séries, música e outras mídias”, comenta.

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Mucioli realiza traduções do japonês para português e do inglês para o português. A princípio, ele era uma das poucas pessoas do seu ciclo de amigos que havia estudado japonês. Por conta disso, ele começou a traduzir pequenas coisas para poder compartilhar com outras pessoas. “Depois, comecei a ajudar alguns amigos em fansubs, passei para tradução e redação de notícias de games sobre o mercado japonês, até que cheguei nos mangás e animes”, detalha.

Entre todas as suas traduções, Mucioli destaca os trabalhos realizados com os mangás da franquia “Pokémon”, o anime “Pop Team Epic” e as séries de “Ultraman” da plataforma de streaming Crunchyroll.

Para os que desejam atuar na profissão de tradutor, Mucioli afirma que é necessário dominar antes de todas a língua portuguesa. “Sem esse domínio, por mais que você seja proficiente em outras línguas, o produto final da tradução sempre vai pecar um pouco em qualidade”, relata.

Globalização e diferentes culturas

De maneira inusitada, o tradutor técnico Nelson Calciolari ingressou na profissão no período em que trabalhava em uma montadora multinacional. Por ter um bom domínio da língua inglesa, ele foi solicitado para traduzir alguns procedimentos técnicos e administrativos. A partir desse momento, seu cargo começou aos poucos a ser mudado e, atualmente, ele realiza traduções dos idiomas Inglês e Espanhol.

Devido ao fenômeno de globalização, Calciolari salienta que informações de operações e manutenções de equipamentos, presentes no intercâmbio de produtos, precisam ser claras e precisas, o que torna a tradução imprescindível. “Além de facilitar a comunicação, fazer uma ponte de informação e diminuir as barreiras que bloqueiam o entendimento”, define.

Segundo Calciolari, para atuar na profissão, o primeiro passo é gostar de estudar e, buscar compreender outros idiomas, costumes e culturas, uma vez que existem elementos como regionalismos e gírias que podem fazer toda a diferença em uma tradução. “Não é simplesmente trocar palavras, é acima de tudo saber também interpretar texto, entender o que ele quer dizer para poder fazer uma tradução de acordo com o que é necessário transmitir”, aponta.

Aos que desejam trabalhar de maneira autônoma, Calciolari frisa a importância de realizar um orçamento detalhado, acompanhado com uma conversa prévia com o cliente. Além disso, ele explica que é importante demonstrar profissionalismo e honestidade. “Nunca dizer que você sabe fazer uma tradução sobre um assunto que você não domina”, orienta.

O ambiente teatral tem o potencial não só de abarcar histórias que aludem à memória de um povo, como também formar conexões cênicas que fomentam o próprio senso de identidade. Ao reconhecer a importância dessa expressão cultural para a história da cidade, a Sala de Leitura Nilo Pereira, no campus Ulysses Pernambucano, Derby, exibe a partir do próximo domingo (19) a exposição Palavras em cena: teatros do Recife.

Na montagem, os visitantes podem conferir um pouco sobre a trajetória do teatro recifense por meio de livros, folhetos, revistas que compõem o acervo da Biblioteca Blanche Knopf e também pelas fotografias do acervo do Cedoc. De modo simbólico, a data escolhida para o início da exposição celebra o Dia Nacional do Teatro, comemoração destinada a prestigiar uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade, em especial os artistas brasileiros que a compõem.

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De acordo com Nadja Tenório Pernambucano, coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf, o público irá prestigiar uma pequena amostra referente a história da arte cênica em Recife. "A importância dessa exposição reside na oportunidade de poder divulgar ao público externo parte do nosso acervo acerca do teatro na cidade e chamar a atenção de todos que possuem curiosidade em relação ao tema, sejam pesquisadores, estudantes de teatro ou visitantes que admiram o assunto", comenta Nadja.

"Seja ao destacar os teatros de Recife como o Santa Isabel, o Teatro Apolo, o Teatro do Parque, Barreto Júnior, Valdemar de Oliveira e tantos outros espaços que nos ajudam, também, a compreender mais sobre essa manifestação cultural por aqui, como também de quem fez parte da história do teatro local", completa.

A exposição Palavras em cena: teatros do Recife segue aberta à visitação até 19 de outubro, das segundas às sextas-feiras, a partir das 10h até às 16h, seguindo todos os protocolos sanitários necessários. Mais informações acerca do tema também podem ser acessadas por meio da área Pesquisa Escolar no site da Fundaj.

*Da assessoria

O Janeiro de Grandes Espetáculos - Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco anuncia os 16 espetáculos selecionados para sua 28ª edição, que acontece de 12 a 30 de janeiro de 2022, de forma presencial. Os espetáculos foram avaliados por uma Comissão de Seleção formada por reconhecidos representantes das artes do Estado.

Foram levados em consideração critérios como qualidade artística e técnica e potência de diálogo com a atualidade. Devido à pandemia e à consequente redução na produção recente de shows e espetáculos, montagens não inéditas no festival puderem se inscrever nesta edição.

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Dos 16 selecionados, apenas os três da categoria Dança já estiveram na programação presencial do JGE. Os outros 13 espetáculos disputarão o Prêmio Copergás de Teatro, Dança, Circo e Música de Pernambuco. O Janeiro de Grandes Espetáculos é uma realização da Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco).

Confira a lista:

Teatro

Loré (Noz Produz, Recife)

Salto (Bote de Teatro, Recife)

Medusa Musa Mulher (Fabiana Pirro, Recife)

Borogodá! Ao Som de Reginaldo Rossi (Nível 241, Recife)

Música

João Fênix em Gotas de Sangue (Recife)

Charles Theone em Forró Colorido (Recife)

Babi Jaques e Lasserre em SóiS (Recife)

Circo

Picadeiro Pernambuco (Trupe Carcará, Cabo de Santo Agostinho)

Enquanto Godot Não Vem... (Cia 2. em Cena, Recife)

Mary En Virtual Mood (Cia Animée, Recife)

Dança

DNA do Passo (Grupo Destramelar, Recife)

O Homem do Sambaqui (Cia Trapiá de Dança, Recife)

Tijolos de Esquecimento (Acupe Grupo de Dança, Recife)

Regionalização

Histórias para Voar (Centro de Criação Galpão das Artes, Limoeiro) – Teatro para Infância e Juventude

Gabi da Pele Preta (Caruaru) – Música

As Severinas em Xamego de Fulô (São José do Egito) – Música

*Da assessoria

No dia 10 de setembro, a partir das 18h (horário de Brasília), acontece o evento “Um Presente Para Você”, no Shopping Alpha Square Mall em Barueri (SP), que conta com uma programação diversificada sobre a cultura afro-indígena. Além de apresentações musicais, o evento conta com sorteios, sarau indígena e ballet afro.

Embora o evento seja gratuito para todos os públicos, existe a possibilidade de ter acesso a uma experiência mais completa, com direito a coquetel. Nesse caso, a entrada será  1kg de alimento não perecível mais R$ 39,90, sendo que 20% do valor será revertido para o Instituto Odoyá e Aldeia Aguapeú e 100% dos alimentos serão direcionados a eles.

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A livraria Ponto Literário é a responsável pela realização do evento. De acordo com Clécia Aragão, fundadora da livraria, a programação pretende despertar em todos os participantes diversos momentos e experiências a fim de conectar as pessoas às suas origens. “O tema afro-indígena é uma celebração à vida, além de homenagear os povos indígenas da mesma região onde atualmente está localizado o Alpha Square Mall, é uma honra”.

Em virtude da pandemia de Covid-19, o evento terá público reduzido e vai seguir todos os protocolos de saúde contra o vírus. Além de limitador de fila, haverá dispenser e totem de álcool em gel, aferição de temperatura na entrada do evento, e dispenser de máscara descartável.

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