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A Prefeitura de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, cancelou a festa de réveillon e o Carnaval 2022. A preocupação com o avanço da variante da Covid-19, Ômicron, é a motivação para o cancelamento das festividades na cidade.

Para valorizar a cultura local, o governo municipal vai promover lives com alguns artistas nessas datas. 

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A gestão pede à população que siga respeitando as medidas de prevenção ao vírus, com uso de máscara e álcool 70%, além de completar o esquema vacinal, tomando a primeira, a segunda e a terceira dose (reforço) da vacina.

Nessa pandemia, cuidar da sua saúde também é cuidar da saúde do outro. Precisamos proteger o nosso povo. Paulista está bem adiantada na imunização, lançamos até o Expresso Vacina para ir aos lugares de difícil acesso, mas precisamos seguir com cuidado", disse o prefeito Yves Ribeiro.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira (3) a inclusão de eventos adversos graves na bula do medicamento Olumiant (baricitinibe), da empresa Eli Lily do Brasil. 

Segundo a Anvisa, a alteração na bula inclui a adição da advertência de precaução para ocorrência de eventos cardiovasculares adversos maiores e a atualização sobre a ocorrência de tromboembolismo venoso e malignidade, incluindo linfoma. 

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De acordo com a agência, os eventos adversos foram identificados com base em estudo clínico e em estudo de coorte retrospectivo que avaliou pacientes em tratamento para artrite reumatoide. 

“Os prescritores devem considerar esses dados ao avaliar os benefícios e os riscos do tratamento com baricitinibe para cada paciente”, destacou.

O governo mexicano confirmou nesta sexta-feira (3) o primeiro caso da nova variante ômicron do coronavírus em um cidadão sul-africano que chegou ao país em 21 de novembro.

"O primeiro caso positivo da variante ômicron no México é de uma pessoa de 51 anos da África do Sul. Ele tem a forma leve da doença e foi internado voluntariamente em um hospital privado na Cidade do México para evitar o contágio", disse o subsecretário de Saúde, Hugo López-Gatell, em mensagem no Twitter. Ele também disse que o paciente havia se vacinado com o esquema completo da Pfizer.

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O paciente "apresentou sintomas característicos de covid-19 leve" seis dias após sua chegada, informou o Ministério da Saúde em um comunicado.

Com isso, recebeu atendimento médico em instituição privada no dia 29 de novembro e, no dia seguinte, o Instituto de Diagnóstico e Referência Epidemiológica (InDRE) iniciou a análise de sua amostra, segundo autoridades.

Durante sua avaliação médica "ele se manteve estável com uma saturação de 95%", acrescentou a secretaria.

O México é, depois do Brasil, o segundo país da América Latina a detectar a nova variante.

Anteriormente, o presidente Andrés Manuel López Obrador havia se referido à possibilidade de um primeiro caso de ômicron no México e afirmou que "isso não significa que haja mais riscos", já que as vacinas "protegem contra todas as variantes".

Durante sua conferência de imprensa matinal, o presidente de esquerda reafirmou que o México manterá suas fronteiras abertas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira que não há registro por enquanto de nenhuma morte ligada à ômicron.

A nova variante, considerada preocupante pela OMS, foi detectada pela primeira vez na África austral, mas desde que as autoridades sul-africanas alertaram o mundo da sua descoberta, em 24 de novembro, foram registados casos da ômicron em cerca de 30 países de todos os continentes. Entre eles estão infecções associadas a viagens para o sul da África, mas também transmissão local.

A pandemia no México se estabilizou há um mês e a vida social está cada vez mais intensa. O México tem 3,9 milhões de infecções confirmadas e 294.715 mortes, segundo dados oficiais. É o quarto país mais afetado pela emergência sanitária em números absolutos, embora sua taxa de mortalidade por 100.000 habitantes seja a vigésima terceira do mundo.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou, nesta sexta-feira (3), mais sete mortes e 336 casos de Covid-19 em Pernambuco. O estado soma 20.263 mortes pela doença.

Entre os casos confirmados nesta sexta-feira, oito são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Os demais 328 são leves.

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Pernambuco totaliza 640.777 casos confirmados de Covid-19, sendo 55.038 graves e 585.739 leves. Os sete óbitos ocorreram entre 21 de dezembro de 2020 e a última quinta-feira (2).

Um homem de 50 anos de idade foi denunciado em Biella, na Itália, por ter aparecido em um posto de vacinação com um braço de silicone para conseguir o certificado sanitário sem tomar o imunizante.

Embora o silicone fosse muito parecido com a pele real do homem, a cor e a percepção ao toque deixaram a enfermeira Filippa Bua desconfiada na hora da aplicar da vacina. Após ter sido descoberto, o homem ainda pediu para que a profissional de saúde não o denunciasse, mas não obteve êxito.

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"O caso beira ao ridículo não fosse o fato de se tratar de um caso de enorme gravidade. É inaceitável, tendo em vista todo o sacrifício que a pandemia está fazendo a população passar", disse o governador do Piemonte, Alberto Cirio.

O político parabenizou a enfermeira que não caiu na armadilha do sujeito, além de ter agradecido os serviços prestados pelos profissionais de saúde ao longo da pandemia.

"Ele era uma pessoa como tantas outras, mas estava sorrindo, o que raramente acontece nos últimos tempos. Percebi imediatamente que algo não estava certo, eu fiquei muito chocada. Somos profissionais, mas uma coisa tão fantasiosa como essa nunca aconteceu comigo antes", comentou Bua.

Apesar de não ter tido seu nome revelado, o homem seria um trabalhador da área da saúde, mas foi suspenso do serviço por não ter sido vacinado. Após a denúncia, a polícia local investigará o caso.

Da Ansa

A variante Ômicron do coronavírus se propaga, o que provoca medo e uma avalanche de medidas em um mundo cansado por dois anos de uma pandemia que provocou mais de 5,2 milhões de mortes, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) não ter registrado até agora nenhuma morte provocada pela nova cepa.

"Não vi nenhuma informação sobre mortes vinculadas à ômicron", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, em Genebra, antes de advertir que "com certeza teremos mais casos, mais informações, e, tomara que não, possivelmente falecidos".

A OMS considera "elevada" a probabilidade de que a ômicron se propague por todo o planeta, mas ainda há muitas dúvidas sobre muitas incógnitas sobre os riscos e o nível de transmissão.

Desde que a África do Sul revelou o surgimento da variante na semana passada, mais de 20 países dos cinco continentes detectaram casos, em sua maioria importados, mas Estados Unidos e Austrália já anunciaram infecções locais.

O governo dos Estados Unidos confirmou na quinta-feira 10 contágios por ômicron: cinco no estado de Nova York, outros na Califórnia, Minnesota e Havaí.

A pessoa infectada em Minnesota havia viajado a Nova York e o paciente do Havaí não estava vacinado, mas não viajou, o que demonstra que a variante começou a ser transmitida localmente.

A Austrália informou nesta sexta-feira que três estudantes de uma escola de Sydney foram infectados com a variante ômicron, apesar da proibição de entrada de estrangeiros em seu território e das restrições para voos procedentes do sul da África.

Em Oslo (Noruega), mais da metade das entre 100 e 120 pessoas que compareceram a uma festa testaram positivo para o coronavírus - todas estavam vacinadas -, e pelo menos 17 são suspeitas de contágio com a variante ômicron, informou a prefeitura. O número pode aumentar com novos exames de sequenciamento.

- Novas medidas -

A agência de saúde europeia advertiu que a variante, aparentemente mais contagiosa e com várias mutações, será dominante "nos próximos meses" na União Europeia, enquanto a Organização Pan-Americana da Saúde alertou que em breve estará em circulação por todas as Américas.

A Alemanha reforçou as medidas para tentar conter a onda mais grave de coronavírus. "A situação é muito, muito complicada", disse o futuro chanceler, Olaf Scholz, após uma reunião com a atual chefe de Governo, Angela Merkel, e os líderes das 16 regiões do país.

O governo decidiu impedir o acesso dos alemães não vacinados (um terço da população) a estabelecimentos comerciais não essenciais, restaurantes ou locais culturais e de lazer, enquanto examina um projeto de vacinação obrigatória, medida que será aplicada na vizinha Áustria e começa a ser debatido em outros países.

O Brasil já registrou casos da variante e a festa de Ano Novo foi cancelada em São Paulo.

Também foram adiadas as negociações previstas para janeiro em Genebra da convenção da ONU sobre a biodiversidade (COP15) devido à "incerteza" provocada pela ômicron.

Em Washington, o presidente Joe Biden anunciou uma campanha de inverno para conter a covid-19, sem medidas drásticas, com limitações às viagens e reforço da vacinação, pois menos de 60% da população dos Estados Unidos foi imunizada.

A partir do início da próxima semana, além da vacinação, os viajantes que entram no país terão que apresentar teste com resultado negativo feito um dia antes da viagem, informou a Casa Branca.

- Propagação exponencial -

A África do Sul informou uma propagação "exponencial" do vírus e a nova variante já é dominante no país. As autoridades anunciaram um pico de contágios em crianças, mas ainda não sabem se está vinculado à variante ômicron.

Um estudo de cientistas sul-africanos indica que o risco de voltar a contrair covid-19 é três vezes maior com a variante ômicron que com as variantes beta e delta.

Isto se une aos temores de maior resistência da ômicron às vacinas existentes, enquanto os laboratórios tentam desenvolver versões específicas de seus fármacos.

O surgimento da variante afeta as perspectivas de recuperação econômica. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) pediu que as vacinas sejam produzidas e distribuídas o mais rápido possível em todo o mundo.

O FMI pediu às economias do G20 que ampliem a iniciativa de alívio da dívida, ao advertir que muitos países poderiam sofrer um "colapso econômico" e enfrentar pressões financeiras.

Na tradicional live da quinta-feira, transmitida através do seu canal oficial no YouTube, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a alegar que não irá se vacinar e criticou as cobranças constantes pela imunização. Na conversa com seu eleitorado, na última quinta-feira (2), alegou que lê na internet muitas publicações que pedem pela sua morte, então, sua vacinação não deveria fazer diferença para essas pessoas. "Deixa eu morrer, problema meu", disse o presidente.

“Eu acompanho as redes sociais, o pessoal mostra a mim, muita gente de esquerda, em especial, quer a minha morte. Se quer a minha morte, por que fica exigindo que eu tome vacina? Deixa eu morrer, problema meu. Agora, para todos os brasileiros, nós disponibilizamos vacina”, disse.

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Bolsonaro é um dos únicos líderes das principais potências mundiais que ainda não se vacinou contra a Covid-19. No G20, o líder brasileiro se vê isolado dos demais, que não apenas defendem a vacinação, como se imunizaram assim que suas faixas etárias se viram disponíveis.

Hoje com 66 anos, Bolsonaro poderia ter se vacinado desde 3 de abril no Distrito Federal. Adepto à tese da imunidade de rebanho, o chefe do Executivo afirma que as vacinas são experimentais e que já foi infectado pelo vírus e, por isso, estaria mais imune. O presidente foi diagnosticado com Covid-19 em julho do ano passado. "Compramos vacina para todos, mas é facultado tomar ou não tomar; e tem que ser assim", continuou.

A declaração veio durante o momento do ao vivo reservado a comentários sobre a vacina da Pfizer. O presidente se mostra receoso sobre o pedido da BioNTech à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinar crianças de cinco a 11 anos. Segundo Bolsonaro, a empresa não se responsabilizaria por efeitos colaterais e os pais precisariam estar atentos a possíveis reações. 

"Aqui, não vou entrar em detalhes se a Anvisa deve aprovar ou não, porque não tenho qualquer ação diante da Anvisa, ela é independente", alegou.

A luta para acabar com a pandemia mundial de Covid-19 tem duas armas: as vacinas, utilizadas em larga escala, e os tratamentos médicos, muito menos divulgados até o momento.

- Pílulas mágicas -

Este é o sonho dos pacientes, médicos, autoridades do setor de saúde e políticos: uma pílula que permita combater a Covid-19 após um teste positivo para a doença.

Os tratamentos mais avançados até agora são o molnupiravir do laboratório Merck Sharp and Dohme (MSD) - comercializado com o nome Lagevrio - e o Paxlovid da Pfizer. São fármacos antivirais, que diminuem a capacidade de reprodução do vírus e, assim, interrompem a doença.

O Lagevrio foi aprovado para uso emergencial na União Europeia e está em processo de autorização nos Estados Unidos.

Porém, os resultados completos do teste clínico da Merck/MSD, divulgados em 26 de novembro, mostram que a eficácia é muito inferior ao que havia sido anunciado previamente.

De acordo com os resultados completos, o medicamento reduz em 30% (e não à metade como se acreditava inicialmente) o percentual de hospitalizações e mortes entre os pacientes que tomaram a pílula pouco depois da infecção.

Também surgem perguntas sobre a segurança dos medicamentos, pois o uso poderia favorecer, em tese, o surgimento de variantes do vírus ou provocar efeitos cancerígenos. Os riscos, no entanto, são considerados baixos pelos cientistas americanos.

As autoridades de saúde europeias e americanas também estão examinando os dados do Paxlovid (baseado em parte no ritonavir, um medicamento criado para combater o HIV).

Os dois medicamentos parecem, no momento, eficazes no que diz respeito às variantes da covid-19 e os especialistas acreditam que poderiam combater perfeitamente a mais recente registrada, a mutação conhecida como ômicron.

- Anticorpos sintéticos -

Estes medicamentos, de grande complexidade, não poderão ser utilizados em larga escala, porque o preço é elevado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o Ronapreve para os pacientes da terceira idade ou com um sistema imunológico deficiente. O medicamento foi criado pela Regeneron e o laboratório Roche e cada dose, de acordo com estimativas das ONGs, custa quase 2.000 dólares.

Este medicamento combina dois anticorpos sintéticos, conhecidos como "monoclonais", o casirivimab e o imdevimab, e é administrado com apenas uma injeção intravenosa.

No caso destes medicamentos, o surgimento constante de variantes parece representar um problema, devido à maneira como foram criados.

A empresa farmacêutica Regeneron reconheceu em 30 de novembro que a eficácia de seus anticorpos sintéticos pode ser reduzida diante da variante ômicron.

A OMS recomenda outros anticorpos monoclonais para os pacientes mais graves, o tocilizumab (vendido com o nome Actemra ou RoActemra pelo laboratório Roche) e o sarilumab (vendido com o nome Kevzara pela Sanofi).

De acordo com a OMS, os dois medicamentos imunossupressores devem ser administrados em conjunto com corticoides.

- Corticoides -

Foi o primeiro tratamento oficialmente recomendado pela OMS, em setembro de 2020, apenas para os pacientes mais graves.

A OMS recomenda, a partir de todos os dados disponíveis, "a administração sistemática de corticoides" aos pacientes com covid "grave ou crítica".

Entre alguns pacientes o tratamento reduz a mortalidade e também a probabilidade de necessidade de um respirador artificial, segundo a OMS, pois reduz a inflamação.

- E os países pobres?

Vacinas e tratamentos têm no mínimo um ponto em comum: os países pobres são os últimos a recebê-los.

Uma estimativa da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) aponta que um tratamento de alguns dias a base de Lagevrio ou Paxlovid nos países desenvolvidos pode custar quase 700 dólares por paciente.

Tanto Pfizer como Merck assinaram acordos de licença voluntários para facilitar a distribuição do Lagevrio e do Paxlovid nos países em desenvolvimento, uma vez recebida a autorização formal.

Em 8 de dezembro de 2020, o início da vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido marcou o início de uma campanha mundial de dimensão histórica, uma corrida contra o tempo para conter a pandemia de coronavírus.

Um ano depois, metade da população mundial recebeu ao menos uma dose da vacina. Mas enquanto os países ricos já aplicam doses de reforço, as nações mais pobres registram taxas pequenas de imunização.

A enorme desigualdade é um dos principais problemas da campanha, afetada também por controvérsias sobre os efeitos colaterais, que são raros, e pelos protestos contra a vacinação obrigatória em alguns países.

A seguir, um balanço de um ano de vacinação no mundo, respaldado em uma base de dados da AFP.

- Mais da metade da população -

Os britânicos foram os primeiros a iniciar a campanha em larga escala, embora países como Rússia e China já tivessem começado a vacinar de forma limitada.

O Reino Unido usou principalmente a vacina AstraZeneca/Oxford, uma das 20 atualmente em aplicação, todas desenvolvidas em tempo recorde, pois o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China no fim de 2019.

Vários países começaram a vacinar seus cidadãos no mesmo mês, a maioria com a vacina de RNA mensageiro do laboratório Pfizer/BioNTech: Estados Unidos, Canadá e Emirados Árabes Unidos em 14 de dezembro, Arábia Saudita no dia 17, Israel no dia 19, a União Europeia no dia 27.

Um ano depois, mais da metade da população mundial (55%) recebeu ao menos uma dose, ou seja, mais de 4,3 bilhões de pessoas. E ao menos 44% (3,4 bilhões) estão com o esquema vacinal completo, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais dos países.

Um total de 8,1 bilhões de doses foram aplicadas no mundo. Além da AstraZeneca e Pfizer, as outras vacinas mais usadas são as desenvolvidas pelos laboratórios americanos Johnson & Johnson e Moderna, as chinesas Sinopharm e Sinovac e a russa Sputnik V.

- Países pobres para trás -

Embora pelo menos desde junho de 2021 quase todos os países do mundo estejam aplicando as vacinas, o ritmo é muito lento na maioria dos países pobres, quando não é interrompido por falta de doses.

O mecanismo Covax, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir acesso igualitário às vacinas, entregou a primeira remessa no fim de fevereiro em Gana.

Mas rivalizando com países dispostos a pagar valores elevados pelos fármacos, o mecanismo Covax entregou apenas 591 milhões de doses a 144 países ou territórios, muito abaixo da meta de 2 bilhões estabelecida para 2021.

Nos países de baixa renda (segundo a classificação do Banco Mundial), foram administradas apenas nove doses para cada 100 habitantes. A média mundial é de 104 para cada 100 habitantes e nos países de alta renda alcança 149 por 100.

A África é o continente menos protegido, com 18 doses para cada 100 habitantes. Burundi e República Democrática do Congo são os países menos vacinados, com 0,007% e 0,06% da população respectivamente.

Dois países ainda não começaram a vacinação: Eritreia e Coreia do Norte.

- Emirados Árabes na primeira posição -

Entre os 50 países mais vacinados, 39 estão no grupo de alta renda, com os Emirados Árabes Unidos na liderança, com mais de 89% da população imunizada.

Em seguida aparecem Portugal (87%), Singapura (86%), Catar (85%), Chile e Malta (84%), Cuba (81%), Coreia do Sul e Camboja (80%), Espanha e Seychelles (79%) e Malásia (78%).

Apesar do início com um ótimo ritmo de vacinação graças a doses entregues rapidamente, após 12 meses países como Reino Unido (68%), Israel (67%) ou Estados Unidos (60%) não estão entre os mais imunizados.

- Doses de reforço e vacinas para menores -

Os países com renda elevada também estão entre os que começaram a administrar doses de reforço. O grupo inclui quase todos os países da Europa, América do Norte e do Golfo.

A maioria deles também aplica doses nos adolescentes (12-17 anos) e alguns, como Estados Unidos, Canadá, Israel, Cuba, Emirados, Camboja ou Venezuela, a crianças a partir dos cinco ou seis anos.

Na União Europeia, a Áustria se antecipou em meados de novembro à agência de medicamentos do bloco, que aprovou apenas no fim do mês a aplicação da vacina da Pfizer em crianças a partir dos cinco anos.

O estado de Nova York confirmou a presença de cinco casos da variante Ômicron do coronavírus, anunciou nesta quinta-feira (2) a governadora Kathy Hochul, elevando a oito o número de contágios detectados da nova cepa nos Estados Unidos.

"O estado de Nova York confirmou cinco casos da variante Ômicron", disse Hochul por meio do Twitter em mensagem destinada a tranquilizar os moradores do quarto estado mais populoso do país.

"Permitam-me ser clara: isto não é motivo de alarme. Sabíamos que esta variante viria e temos as ferramentas para deter seu avanço", acrescentou a governadora.

"Tomem sua vacina, tomem seu reforço. Usem a máscara", recomendou.

Por enquanto, não está claro se os novos casos estão localizados dentro ou perto da cidade de Nova York - região metropolitana mais populosa do país - e tampouco se os casos foram detectados em pessoas que voltaram recentemente de viagens ao exterior.

Até agora são oito os casos confirmados nos Estados Unidos, onde pelo menos um, em Minnesota, é o de uma pessoa sem registros de viagens internacionais recentes, o que indica que a cepa Ômicron já circula no país.

Os números apresentados pela governadora Hochul chegam após o anúncio do presidente Joe Biden de reforçar as medidas governamentais contra a Covid-19 durante o inverno.

As novas medidas incluem a obrigatoriedade de um teste negativo nas últimas 24 horas para viajantes procedentes do exterior, assim como a prorrogação até meados de março do uso de máscaras no transporte público.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (2) uma campanha de inverno contra a covid-19, com novas exigências para os viajantes e um aumento nos esforços de vacinação.

Biden aportou uma liderança firme em relação à pandemia após os anos caóticos de Donald Trump, mas as mutações do coronavírus continuam desafiando-o e contribuem para a queda de sua popularidade.

Instando a nação - em particular seus adversários políticos - a se unirem à sua estratégia, Biden divulgou uma série de ações desenhadas para frear a propagação da covid-19 nos próximos meses, enquanto a variante mais recente, a ômicron, se espalha pelo mundo.

Até agora foram anunciados dois casos nos Estados Unidos, o segundo deles em um homem de Minnesota sem antecedentes de viagens internacionais recentes, o que indica que a cepa já está circulando no país.

"É um plano que acho que deveria nos unir", disse Biden, falando na sede dos Institutos Nacionais de Saúde, nos arredores de Washington.

"Sei que a covid-19 tem sido muito divisiva. Neste país, tornou-se um tema político (...), o que é uma triste constatação. Não deveria sê-lo, mas tem sido", acrescentou.

As medidas incluem a exigência de que todos os viajantes internacionais que entrem no país se submetam a um exame de covid um dia antes de embarcar.

Isto valerá para todos os viajantes, tanto americanos quanto estrangeiros, independentemente de sua situação vacinal.

Para os viajantes nacionais, Biden vai anunciar a ampliação da obrigação do uso de máscaras nos aviões, trens e outros meios de transporte público até meados de março.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse a jornalistas que os exames e as exigências de vacinação poderiam se estender eventualmente também aos voos nacionais.

"Nada está fora da mesa", afirmou.

A enxurrada de medidas pretende, em parte, assegurar aos americanos que Biden está fazendo tudo o possível para evitar que a pandemia faça descarrilar a impressionante recuperação econômica dos Estados Unidos e as festas de fim de ano.

Biden e seus assessores têm reforçado reiteradamente nos últimos dias que não voltarão a ocorrer fechamentos em massa.

Mas a Casa Branca também enfrenta o desafio de que muitos americanos não são receptivos aos apelos de Biden à ação coletiva.

Apesar das tentativas cada vez mais criativas para incentivar as pessoas a se vacinarem, cerca de 40% dos americanos ainda não estão completamente imunizados. Ao redor de 110 milhões de pessoas com direito a receber vacinas de reforço ainda não aproveitaram a oportunidade.

- Campanha nacional -

As autoridades disseram que será adotado um aumento da promoção das vacinas e seus reforços, com uma campanha nacional dirigida aos beneficiários da assistência sanitária pública chamada Medicare.

Por outro lado, o governo Biden tentará assegurar que as escolas não voltem a sofrer fechamentos maciços.

"Estamos ampliando nossos esforços para vacinar as crianças a partir dos cinco anos", disse. E aos pais preocupados com as variantes ômicron e delta, pediu: "Façam com que seus filhos se vacinem em um dos 3.500 centros do país".

Em outro reforço das políticas já existentes, a Casa Branca fomentará o uso de kits caseiros de testagem, ao anunciar que o seguro de saúde cobrirá 100% de seu custo. Para os que não têm plano, haverá maior disponibilidade de kits gratuitos.

Atualmente, os kits são vendidos por cerca de 25 dólares, enquanto que em outros países europeus estão disponíveis gratuitamente ou com baixo custo.

Enquanto isso, a Casa Branca destacou que as restrições impostas pelo governo aos viajantes de oito países da África austral devido ao crescente temor da variante ômicron não eram um "castigo" a estes países, mas uma medida de segurança.

"Estamos em contato diplomático direto com os líderes destes países sobre as medidas que adotamos", disse Psaki, em alusão à proibição imposta na semana passada às chegadas de passageiros procedentes de Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Moçambique, Malauí e África do Sul.

"Isto não pretende ser um castigo, são medidas recomendadas por nossos funcionários de saúde pública e por especialistas médicos", afirmou durante sua coletiva de imprensa de rotina. "Ninguém quer que isso seja permanente".

A Casa Branca assegurou nesta quinta-feira (2) que sua decisão de proibir a entrada nos Estados Unidos de viajantes de apenas oito países africanos, no momento em que a variante ômicron do coronavírus está se espalhando por todo o mundo, "não é um castigo".

"Estamos em contato diplomático com os líderes desses países sobre as medidas que tomamos", disse a porta-voz da Presidência dos EUA, Jen Psaki.

"Isso não é um castigo, são medidas recomendadas por nossos funcionários de saúde pública e por especialistas médicos", afirmou Psaki em sua coletiva de imprensa de rotina. "Ninguém quer que isso seja permanente", acrescentou.

Washington proibiu a chegada em território americano de pessoas procedentes de África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Eswatini (antiga Suazilândia), Moçambique e Malawi, devido à propagação da variante ômicron.

Essas restrições com foco na África estão gerando muitas críticas, já que a nova variante está sendo detectada no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos.

Na África, só há informações de casos da variante em quatro países: África do Sul, Gana, Nigéria e Botsuana.

Os Estados Unidos, no entanto, não foram o único país a tomar medidas tão drásticas e específicas.

Muitos países fecharam suas fronteiras, entre eles o Brasil, para viajantes procedentes da África do Sul, onde a nova variante foi detectada pela primeira vez.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, denunciou nesta quinta "toda as formas de apartheid sanitário", ao ressaltar que seu país está parcialmente isolado do resto do mundo.

As restrições de viagem impostas aos países da África Austral por diversas nações ocidentais equivalem à "afrofobia", denunciou, por sua vez, o presidente de Malawi, Lazarus Chakwera.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que, em geral, os fechamentos de fronteiras são desnecessários.

Ao ser questionada se, diante da propagação da variante, os Estados Unidos multiplicariam o número de países afetados pelas restrições ou, pelo contrário, suspenderiam as que estão em vigor, Jen Psaki respondeu: "Vamos avaliar as duas possibilidades".

Um caso da variante ômicron do coronavírus foi detectado no estado de Minnesota, no norte dos Estados Unidos, em uma pessoa que esteve em Nova York, mas que não viajou recentemente ao exterior, anunciaram nesta quinta-feira (2) as autoridades sanitárias locais.

Este anúncio indica que a ômicron começou a ser transmitida entre pessoas nos Estados Unidos.

Assim como no primeiro caso de ômicron detectado nos Estados Unidos, confirmado na quarta-feira na Califórnia (oeste), o paciente em Minnesota estava vacinado e apresentava sintomas leves, dos quais já se recuperou, segundo os funcionários.

O homem voltou para a região metropolitana de Minneapolis após participar de uma convenção de "animê" na cidade de Nova York, realizada entre 19 e 21 de novembro, antes de apresentar sintomas em 22 de novembro e fazer um exame diagnóstico dois dias depois.

"Esta notícia é preocupante, mas não é uma surpresa", disse o governador de Minnesota, Tim Walz, em um comunicado, elogiando os esforços de sequenciamento genético e testes do vírus em seu estado.

A transmissão comunitária nos Estados Unidos era esperada pelos epidemiologistas, apesar da decisão de Washington de proibir a entrada de viajantes de vários países da África austral, depois que a África do Sul reportou a identificação da nova cepa do vírus, em 24 de novembro.

Este segundo caso de ômicron nos Estados Unidos foi anunciada um dia depois de os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) anunciarem o primeiro caso confirmado no país após um exame em um viajante com esquema vacinal completo, que tinha voltado recentemente da África do Sul e estava se recuperando de sintomas leves.

As autoridades sanitárias dos Estados Unidos estão pedindo a todos os maiores de cinco anos a tomarem a vacina anticovid e as doses de reforço assim que forem indicadas para sua faixa etária.

Os cientistas esperam que os exames laboratoriais em curso revelem em breve até que ponto a ômicron escapa da proteção das vacinas, mas contam com que os imunizantes continuem sendo parcialmente eficazes, especialmente contra casos graves de covid-19.

Anthony Fauci, assessor científico do governo americano, afirmou na quarta-feira que a experiência com outras variantes de preocupação, como a delta, demonstrou que os reforços são uma boa ideia porque aumentam a quantidade de anticorpos no sistema imunológico das pessoas, alguns dos quais continuarão sendo eficazes para deter novas variantes.

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O eixo artístico-cultural foi o primeiro a ser ouvido pela Comissão Especial da Câmara do Recife, que deve cuidar das diretrizes para a realização — ou não — do Carnaval e do São João na capital pernambucana em 2022. Além de, prioritariamente, cuidar da questão sanitária, os parlamentares criaram um momento de escuta para dar satisfações à categoria cultural sobre o que poderão esperar do ano que vem. O período de festividades corresponde à renda de muitos músicos, instrumentistas, artesãos, dançarinos e autônomos no geral, durante o primeiro semestre do ano. A reunião pública ocorreu no Plenarinho da Casa de José Mariano, a partir das 10h15 desta quinta-feira (2).

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À ocasião, foi unânime entre os convocados o apoio à realização do carnaval e do São João. O setor pede que o Poder Público garanta uma resposta o mais rápido possível, uma vez que os preparativos para o carnaval já foram ou já deveriam ter sido iniciados, em alguns casos, e restam agora menos de três meses para o período tradicional de celebração nas ruas.

Os produtores e artistas, por outro lado, criticaram a disparidade no protocolo atual, que já permite eventos fechados com até 7.500 pessoas, mas cogita proibir completamente as festas de rua, que podem ser dinâmicas e atrair milhões, como no caso do Galo da Madrugada, ou pequenos grupos, como no caso de blocos de bairro. Para a categoria, afastar o carnaval de rua da população é excluir possibilidades de lazer e vivência da cultura popular da população mais pobre.

“É preciso que nós tenhamos condições sanitárias para isso [fazer o carnaval]. As festas privadas vão descaracterizar nosso carnaval. Pensem bem, pois sabe o que vai acontecer? Se fechar e fizer 'festinha' pra rico, o pobre vai invadir. Vai cair no colo de quem isso? Vai ser uma revolta popular muito grande. Estou muito triste com o que está acontecendo. Fomos tirados pra Cristo, o setor não aguenta mais”, compartilhou a cantora e instrumentista Bia Villa-Chan.

“Nós, que fazemos a cultura, somos mais humildes do que ricos. Quando a gente tem amor à cultura, a gente sai da nossa pra pegar patrocínio. Quando não consegue, fica preocupado, tira do bolso, numa situação ruim. Somos nós que representamos a história de Pernambuco, não é o governo, não. Somos nós que lutamos para levar o carnaval à periferia, que precisa de uma festa. Eu boto do meu dinheiro. Era para o governo estar com a gente. O imposto que a gente paga é interessante, a renda que a gente gera é de milhões. Com ou sem patrocínio, eu vou dar um jeito de botar o meu bloco na rua. Peço que vocês [vereadores] olhem por essa gente aqui”, complementou Saulo de Prazeres, suplente do Conselho de Cultura de Jaboatão dos Guararapes e fundador do bloco ‘As Virgens de Prazeres’. 

Apesar de não fazer parte dos contemplados pelas políticas debatidas na sessão, compareceu em solidariedade à categoria. 

Passaporte sanitário

Outro ponto debatido com prioridade pela comissão e convidados foi a vacinação e o passaporte sanitário. Para a maioria, a não exigência de vacinação para entrar no Brasil é um impasse na promoção das festas populares, e uma solução alternativa seria aplicar a medida a nível municipal ou estadual, preferencialmente. A tese foi defendida pelos vereadores Ivan Moraes (Psol) e Tadeu Calheiros (Podemos). 

“Quando chegar alguém de fora, só deve entrar com a vacina ou com o PCR. Tem que ter o carnaval. Se não tiver, eu digo a vocês, enquanto representante de uma classe, nós sinceramente vamos fechar as portas. Não temos mais condições de viver de auxílio, esse mini auxílio; inclusive nós, produtores, nem tivemos acesso ao auxílio, foi só para os artistas. O carnaval deve acontecer com toda a segurança, e como o secretário de saúde disse, que é preciso ter mais de 90% dos vacinados, e acredito que até fevereiro dá para ter”, continuou ‘Terezinha,’ representante dos forrozeiros e do Acorde. 

Para o cantor Gui Menezes, o Poder Público carece de entendimento das vertentes artísticas e falta reconhecimento da capacidade de planejamento do setor. Artistas e produtores poderiam, na opinião do vocalista, integrar o debate de forma mais colaborativa. O convocado também mencionou que o investimento em eventos públicos é alto, mas quase sempre a qualidade é baixa e isso impacta no lazer da população, além de poder ser o maior impasse sanitário na realização dos próximos eventos. 

Além disso, Menezes criticou a “política do assistencialismo”, inferindo que a gestão investe mais em políticas paliativas do que definitivas. “A gente não pode ficar à mercê do assistencialismo. Trabalho com 25 músicos, e cerca de 22 precisaram vender instrumentos [para conseguir dinheiro]. Precisamos parar com o assistencialismo e ir para o papel, para o que deve ser feito. Precisamos também de um plano de mídia, para orientar a população. Tudo que o prefeito fala hoje é baseado na fala de outras prefeituras; quero um plano de mídia, para ajudar a repensar o carnaval do Recife”, alegou. 

O Recife abriu, em julho deste ano, as inscrições para o auxílio municipal emergencial (AME) do São João, voltado para artistas, grupos musicais, quadrilhas e profissionais técnicos envolvidos em eventos do período junino que foram afetados pelo cancelamento dos festejos devido à pandemia da Covid-19. O benefício tem valor mínimo de R$ 1,5 mil e máximo de R$ 10 mil, com possibilidade de haver um adicional de 20% do valor quando declarada a existência de equipe técnica. 

O governo do estado também abriu inscrições no auxílio emergencial para artistas e grupos culturais afetados pelo cancelamento do São João. O benefício teve valores entre R$ 3 mil e R$ 15 mil. O auxílio é voltado para as atrações que foram contratadas pelo governo do estado nos ciclos juninos de 2018 e 2019. O público-alvo inclui quadrilhas juninas, cirandas, grupos de coco, xaxado, bacamarteiros, bois, trios de forró pé-de-serra, bandas de forró e artistas solo. 

São João 2022 

Um dos únicos representantes da categoria junina entre os falantes, o diretor da Federação das Quadrilhas, Bruno Soares, explicou aos convocados e vereadores que os mesmos trabalhadores que se empenham no São João, também participam de outros ciclos, como o carnavalesco e o natalino. Além disso, os ensaios das quadrilhas começam no mês de setembro e os grupos têm se organizado de forma independente, mesmo sem a garantia de que terão a oportunidade de trabalhar em 2022.

“Dentro do ciclo junino é interessante reconhecer o principal brinquedo popular do estado: as quadrilhas juninas; que fazem suas atividades e ensaios em espaços democráticos e que possuem impacto social. Elas precisam ser reconhecidas e foram fortemente impactadas pela pandemia. As quadrilhas começam a ensaiar em setembro, não em junho. É preciso pensar nessas pessoas. Essas pessoas são uma cadeia de artistas que vivem dessa cultura; são serralheiros, maquiadores, costureiras. As quadrilhas estão começando os seus ensaios e tentando lançar estratégias para lançar o processo artístico, e pra isso precisamos de uma comissão permanente. Essas pessoas também fazem danças e fanfarras, fazem o ciclo natalino; são grupos irmãos”, completou. 

Um bebê de cinco meses tem recebido doações de leite materno após a mãe morrer de Covid-19 nos Estados Unidos. Megan Richards, de 32 anos, faleceu em novembro e deixou seis crianças.

O viúvo de Megan, Michael Richards, em entrevista ao jornal ABC News, disse que o desejo da esposa era que o bebê se alimentasse de leite materno. "Mesmo quando ela ficou doente e eu tentava mantê-la na cama e fazê-la descansar, eu dizia que talvez fosse a hora de parar de amamentar e ela se recusou", disse.

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Desde a morte de Megan, a família tem recebido doações de leite, além de um freezer. A irmã de Megan, responsável por buscar os frascos, disse ter recebido cerca de 300 emails de mulheres interessadas em ajudar.

"Ela era uma mãe perfeita. Ela fazia tudo pelos filhos", afirmou o viúvo. Segundo ele, a esposa e todas as seis crianças tiveram Covid-19 em novembro. Megan não havia sido vacinada.

A Alemanha decide nesta quinta-feira (2) restrições adicionais contra a virulenta quarta onda de coronavírus, incluindo o fechamento de bares e outros locais públicos, antes de examinar uma proposta de vacinação obrigatória.

Após uma primeira sessão de negociações na terça-feira, a chanceler Angela Merkel, seu sucessor Olaf Scholz e os dirigentes das 16 regiões do país se reúnem novamente nesta quinta-feira para definir o arsenal de medidas.

Apesar de uma tímida melhora, a situação ainda é considerada alarmante no país, com dezenas de milhares de contágios diários e vários hospitais próximos do colapso.

O contexto é complicado pelo atual período de transição na Alemanha, entre a saída de Angela Merkel, que fará um discurso de despedida nesta quinta-feira, e a posse de Scholz, que deve ser eleito pelo Parlamento na próxima semana.

A reunião e as restrições estimuladas pela nova coalizão de governo devem mostrar, segundo o futuro chanceler Scholz, que "não há um vazio de poder, como alguns citam neste momento".

O ponto mais delicado da nova ofensiva contra a covid é a vacinação obrigatória, que pode ser decidida a partir de fevereiro ou março.

O social-democrata Scholz surpreendeu ao defender a medida radical, já aprovada na Áustria e que é objeto de debate na União Europeia.

Até o final do ano ele deve apresentar um projeto de lei ao Parlamento.

A opinião pública mudou consideravelmente sobre a questão. Há alguns meses, dois terços dos alemães eram contrários às vacinas obrigatórias, mas agora 64% são favoráveis, segundo uma pesquisa da RTL e ntv.

A medida tem o apoio dos dois sócios de coalizão dos social-democratas (os Verdes e os Liberais, habitualmente contrários à interferência nas liberdades), assim como dos conservadores de Angela Merkel.

Apenas o partido de extrema-direita AfD iniciou uma campanha contra a vacina obrigatória.

O primeiro caso confirmado da variante ômicron nos Estados Unidos foi detectado na Califórnia, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), uma agência federal vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos, nesta quarta-feira (1).

"O indivíduo era um viajante que voltou da África do Sul em 22 de novembro de 2021", disse a agência em comunicado.

"A pessoa, que foi totalmente vacinada e apresentou sintomas leves que estão melhorando, está em quarentena e, desde então, testou positivo. Todos os contatos próximos foram contatados e tiveram resultado negativo", segundo a nota.

Seu caso foi detectado pelos Departamentos de Saúde Pública da Califórnia e de São Francisco e confirmado pelo CDC.

A ômicron foi identificada pela primeira vez na África do Sul há uma semana e foi designada como uma variante de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os cientistas ainda não têm dados concretos, mas, com base no padrão de mutações da nova cepa, estimam que ela consiga contornar, pelo menos parcialmente, a ação protetora das vacinas atuais e seja mais transmissível do que a delta, a cepa global dominante atualmente.

Os Estados Unidos estão prevendo medidas mais rígidas e requisitos de quarentena para viajantes internacionais que chegam ao país, incluindo a realização de um teste diagnóstico para covid-19 um dia antes da partida, informou o CDC nesta quarta-feira.

A imposição de testes diagnósticos obrigatórios na chegada, e mesmo a quarentena obrigatória, também está sendo considerada, independentemente do resultado do teste, relatou o jornal Washington Post.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump testou positivo para Covid-19, e depois negativo, três dias antes do debate com o democrata Joe Biden em 29 de setembro de 2020, de acordo com um livro de seu ex-chefe de gabinete Mark Meadows, o qual o jornal The Guardian obteve uma cópia.

Mark Meadows argumenta em um livro que será publicado na próxima semana que "nada iria impedir Trump" de debater com seu adversário democrata na eleição presidencial de 2020, que conferiu a Biden uma vitória muito questionada por seu rival.

O último chefe de gabinete do ex-presidente garante que Trump apresentava, no momento do teste positivo, realizado em 26 de setembro de 2020, sinais de cansaço e sintomas de um "leve resfriado".

Mark Meadows disse que advertiu Trump sobre seu teste positivo enquanto ele estava a bordo do Força Aérea Um, a caminho de um comício de campanha, segundo o The Guardian.

Ele afirma que, após o primeiro teste, realizado com um "método antigo", foi feita uma segunda análise com um sistema considerado "muito mais preciso", o "Binax". Desta vez, o resultado foi negativo. Trump viu como "permissão total" para continuar com sua agenda. Uma semana após o evento, Trump estava no hospital.

Em 2 de outubro, ele anunciou em sua conta do Twitter que ele e sua esposa Melania testaram positivo para covid-19. Nesta quarta-feira, no entanto, o bilionário republicano argumentou que as afirmações de Meadows são falsas.

“A história segundo a qual tive covid antes, ou durante, o primeiro debate, são 'notícias falsas'. Na verdade, um teste mostrou que eu não tinha covid antes do debate”, destacou.

Pernambuco ultrapassou a marca de 640 mil casos confirmados de Covid-19. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou nesta quarta-feira (1º) mais 421 casos e 10 óbitos.

Entre os casos confirmados nesta quarta-feira, 15 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Os demais 406 são leves.

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Pernambuco totaliza agora 640.158 casos confirmados da doença, sendo 55.020 graves e 585.138 leves.

Os 10 óbitos ocorreram entre 25 de junho de 2021 e a última segunda-feira (29). Com isso, o estado totaliza 20.253 mortes pela Covid-19.

Após dois anos sem a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém por conta das consequências da pandemia por Covid-19, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) iniciou o preparo para retomada do espetáculo para 2022, no período de 9 a 16 de abril.

Em nota a STFN informou que está finalizando a contratação do elenco de artistas convidados e programou para o dia 17 de dezembro o início das gravações dos vídeos de publicidade.

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Realizada desde 1968 no maior teatro ao ar livre do mundo, localizado no município do Brejo da Madre (PE), a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém já foi assistida por cerca de 4 milhões de pessoas do Brasil e exterior e ficar sem espetáculos por dois anos prejudicou milhares de pessoas que precisavam do emprego nessa época do ano. Na produção do espetáculo são gerados 3 mil empregos diretos e 8 mil indiretos.

“A retomada dos espetáculos é motivo de muita alegria não só para nós, mas também para todos os pernambucanos que conhecem a história da Nova Jerusalém e sabem da importância que a Paixão de Cristo tem para a cultura e para a economia do nosso Estado”, declarou o presidente da sociedade teatral, Robinson Pacheco.

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