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A Secretaria da Saúde do Estado informou nesta terça-feira, 4, que o balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CEV) aponta 86 casos da variante Ômicron no Estado de São Paulo, todos com resultado de sequenciamento genético e investigação epidemiológica. Do total, 69 são na capital, que já confirmou transmissão comunitária. Dos outros, no interior, Araraquara e Franca têm, respectivamente, três casos e Pradópolis, dois.

Têm um caso confirmado as cidades de Santos, Porto Feliz, Guarulhos, Limeira, São José dos Campos, Osasco, Ribeirão Preto, Mirassol e Piracicaba.

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Conforme a secretaria, a Ômicron, assim como Alfa, Beta, Gama e Delta, são classificadas como "variantes de atenção" pelas autoridades sanitárias devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infecção, por exemplo.

Até 30 de dezembro, análises do Instituto Adolfo Lutz e do CVE identificaram três casos autóctones de Beta, 54 de Alfa, 2.917 de Gama e 15.276 de Delta no Estado.

Ainda segundo a pasta, a confirmação de uma variante ocorre por meio de sequenciamento genético, um instrumento de vigilância e de monitoramento do cenário epidemiológico, que não deve ser confundido com diagnóstico, que tem caráter individual.

"Portanto, não são necessários, do ponto de vista técnico e científico, sequenciamentos individualizados, uma vez confirmada a circulação local da variante", informou.

Além da intensa produção legislativa, o ano do Senado foi marcado pela defesa do diálogo e pelo enfrentamento dos problemas do país, segundo avaliou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Ao longo do ano de 2021, foram 38 medidas provisórias, 182 projetos de lei, 13 propostas de emendas à Constituição e 15 projetos de lei complementar aprovados na Casa. Esses números significam um crescimento de cerca de 45% em relação ao ano passado.

"Fica aqui um agradecimento especial a todos os senadores e senadoras, por entregar uma produção legislativa de alto nível, oferecendo soluções efetivas para os mais variados problemas que se fazem presentes em nosso país", registrou Pacheco, que também elogiou a dedicação dos servidores do Senado.

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A Casa legislativa também registrou um aumento de mais de 50% em relação a indicações de autoridade e projetos de decreto legislativo e de resolução: foram 101 aprovados em 2020 e 153 neste ano. Nas comissões, o número de projetos aprovados mais que dobrou: de 33 no ano passado para 69 em 2021.

"Apesar da frieza dos números, há neles um sinal importante. Sua magnitude representa uma retomada das atividades, uma certa superação de algumas das dificuldades impostas pelos últimos acontecimentos, que tanto impactaram a vida de todo o planeta", afirmou.

Avanços

Entre as matérias aprovadas, o presidente destacou avanços em questões sociais, econômicas, estruturais, na defesa das minorias e na saúde. Pacheco citou a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 10/2021, que concedeu facilidades nas regras de refinanciamento das dívidas de estados com a União. A proposta deu origem à Lei Complementar 181, de 2021, um socorro aos entes federativos durante a crise sanitária e econômica decorrentes da pandemia do novo coronavírus. A norma oferece, por exemplo, prazo adicional para a celebração de aditivos contratuais e mudanças nos critérios de indexação dos contratos de refinanciamento de dívidas.

Outra matéria que mereceu destaque por parte do presidente foi a proposta de emenda à Constituição (PEC) 186/2019, conhecida como PEC Emergencial. Já convertida em Emenda Constitucional, a norma permitiu ao governo federal pagar, em 2021, um novo auxílio emergencial aos mais vulneráveis, com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos. No mesmo sentido, o presidente lembrou a aprovação da MP 1.061/2021 que instituiu o Programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, elevando as linhas de extrema pobreza e de pobreza para que mais famílias participassem do programa.

Pacheco ainda destacou matérias como o projeto (PL 795/2021) que se tornou a Lei Paulo Gustavo, prorrogando o auxílio devido aos trabalhadores e empresas do setor cultural; e o PL 5.638/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, possibilitando “a sobrevivência de empresas que tiveram de fechar as portas durante a pandemia”.

Pandemia

Na visão de Pacheco, o ano de 2021 será marcado pela tristeza da pandemia do coronavírus, assim como foi o ano de 2020. Ele lamentou a morte de mais de 600 mil "irmãos brasileiros e brasileiras” pelo vírus e citou as mortes dos senadores Arolde de Oliveira, José Maranhão e Major Olimpio, também vítimas da Covid-19.

Pacheco destacou as medidas de distanciamento adotadas pelo Senado e lembrou a aprovação do projeto que trata das condições para garantir e acelerar a vacinação da população, autorizando o poder público a assumir riscos de responsabilidade civil nos contratos de aquisição de vacinas durante a pandemia (PL 534/2021).

Outra iniciativa autorizou o governo federal a aderir ao consórcio global para aquisição de novos imunizantes por meio do Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19, o Covax Facility (MP 1.003/2020). Além disso, Pacheco citou a medida provisória (MP 1.026/2021) que instituiu ações excepcionais para a vacinação e dispôs sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Compromisso

O presidente Pacheco também fez questão de ressaltar que a aprovação de leis em benefício do país somente é possível “com o mais absoluto e fiel compromisso com a ordem democrática”. Ele destacou a importância da busca constante de convergência entre os atores políticos, com foco no diálogo e no consenso. Segundo o presidente, a sociedade brasileira sempre poderá contar com o Senado, assim como foi durante todo este ano que está se encerrando.

"Colocamo-nos a todo momento à disposição da sociedade brasileira para endereçar as soluções necessárias ao enfrentamento das crises graves e reais pelas quais passamos. Sempre buscamos oferecer respostas de forma eficiente, dando cumprimento ao papel do Congresso Nacional", afirmou.

Pacheco ainda destacou a criação oficial da bancada feminina e a aprovação de vários projetos voltados para os direitos das mulheres, o combate ao racismo, a defesa do meio ambiente e a proteção aos mais pobres. Ele ainda reafirmou seu compromisso contra os retrocessos democráticos e manifestou esperança na retomada do crescimento econômico e social do país.

"O Brasil e o seu povo, com certeza, são muito maiores que todas essas dificuldades. Seguiremos trilhando nossos caminhos como grande nação. Portanto, os convoco a essa cruzada de defesa da política, de defesa dos interesses brasileiros, do Brasil. É muito importante que nos mantenhamos unidos nesse propósito", concluiu.

*Da Agência Senado

Em 2021, a Câmara dos Deputados aprovou várias propostas sobre o combate à pandemia de Covid-19 e enfrentou temas polêmicos, como o limite ao pagamento de precatórios (PECs 23/21 e 46/21), medidas mais rígidas de contenção de despesas com pessoal (PEC 186/19), restrições aos supersalários (PL 6726/16) e desestatização da Eletrobras (MP 1031/21) e dos Correios (PL 591/21).

No total, foram aprovados em Plenário 123 projetos de lei, 38 medidas provisórias, 16 projetos de lei complementar, 9 propostas de emenda à Constituição, 11 projetos de resolução e 47 projetos de decreto legislativo. Já a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, outros 114 projetos neste ano.

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Pandemia

Entre os projetos de combate direto à pandemia de Covid-19, destacam-se a autorização para laboratórios veterinários fabricarem a vacina (PL 1343/21), regras para a quebra de patente de medicamentos (PL 12/21) e ações para evitar o contágio em tribos indígenas (MP 1027/21). Todas já viraram lei.

Além dessas medidas diretas relacionadas à pandemia, os parlamentares aprovaram ainda projetos para resolver problemas socioeconômicos causados pela doença e pelas medidas necessárias ao combate de sua proliferação.

Foram aprovadas, por exemplo, propostas para ajudar o setor de eventos (PL 5638/20), sobre remarcação de passagens aéreas (MP 1024/20), proibição de despejo em 2021 (PL 827/20), e suspensão da prova de vida de aposentados perante o INSS até 31 de dezembro de 2021 (PL 385/21). Todas já foram convertidas em lei.

Economia

Com a economia fragilizada por causa da pandemia, foram aprovados projetos como o que torna permanente o programa de apoio às micro e pequenas empresas por meio de financiamentos (PL 4139/20), uma das etapas da reforma tributária que altera regras do Imposto de Renda (PL 2337/21), a simplificação na abertura de empresas (MP 1040/21), o parcelamento de dívidas de micro e pequenas empresas (PLP 46/21), e o projeto que regulamenta as startups (PLP 146/19).

Social

Na área social, destacam-se a criação do programa de distribuição de renda Auxílio Brasil para substituir o Bolsa Família (MP 1061/21), a inclusão de medicamentos orais contra o câncer a serem obrigatoriamente fornecidos por planos de saúde (MP 1067/21), e a criação de um auxílio-gás para famílias de baixa renda (PL 1374/21).

Violência contra a mulher

Outro tema bastante tratado pela Câmara foi o da violência contra a mulher, resultando na aprovação de diversos projetos: campanha de socorro de vítimas por meio do sinal vermelho na palma da mão (PL 741/21); aumento da pena de feminicídio de reclusão de 12 a 30 anos para 15 a 30 anos (PL 1568/19); aumento da pena dos crimes de calúnia, difamação e injúria cometidos nesse contexto (PL 301/21); e obrigação de o juiz zelar pela integridade da vítima em audiências de instrução e julgamento sobre crimes contra a dignidade sexual (PL 5096/20).

*Da Agência Câmara de Notícias

O número de mortos na passagem de um dos tufões mais violentos pelas Filipinas nos últimos anos subiu para 388.

A Defesa Civil de Manila informou que o balanço da passagem do tufão Rai, que afetou o centro e o sul do arquipélago em 16 e 17 de dezembro, aumentou para 388 mortos, com 60 desaparecidos e centenas de feridos.

O balanço anterior citava 375 mortos.

Mais de 300.000 pessoas continuam em abrigos e outras 200.000 estão nas casas de parentes ou amigos.

Alguns sobreviventes compararam o Rai ao supertufão Haiyan, que deixou 7.300 mortos ou desaparecidos no centro das Filipinas em 2013.

O arquipélago filipino é atingido por 20 ciclones em média a cada ano.

Nas áreas devastadas pelo Rai foram registradas pelo menos 140 pessoas doentes por suposta ingestão de água contaminada.

Oitenta pessoas foram atendidas com gastroenterite aguda na província de Dinagat (sul) e 54 foram levadas a um hospital por diarreia na ilha turística de Siargao, informou a subsecretária de Saúde, Maria Rosario Vergeire.

A cidade central de Cebu também registrou 16 casos de diarreia.

Vergeire informou que o tufão destruiu mais de 4.000 doses de vacinas contra a covid e que 141 hospitais e clínicas sofreram danos.

Começa nesta quinta-feira (23) o recesso parlamentar. As votações, no entanto, foram encerradas nessa quarta (21) com a conclusão da votação do Orçamento da União para o ano que vem. O Parlamento retoma os trabalhos em 2 de fevereiro de 2022. Durante o recesso, o Congresso Nacional funcionará sob o comando de uma comissão representativa de parlamentares. 

Em 2021, o Congresso aprovou mais de 150 leis e cinco emendas constitucionais. Entre as principais está a PEC dos Precatórios, que abriu espaço fiscal de R$ 43,8 bilhões para a União gastar em 2022. A medida determina que a aplicação dos recursos economizados com o limite de pagamento de precatórios deverá ser utilizado exclusivamente em seguridade social e no programa Auxílio Brasil. 

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Diversas leis foram aprovadas para amenizar o impacto da pandemia de Covid-19 no país. Entre elas está o Novo Auxílio Emergencial, proposta que criou mecanismos de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários. Também permitiu ao governo federal pagar um auxílio emergencial este ano, com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos, para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19 na população mais vulnerável. 

Congressistas aprovaram uma nova reforma eleitoral. Entre os principais pontos está a contagem em dobro dos votos dados a candidatos negros, índios e mulheres para efeito da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral nas eleições de 2022 a 2030. A medida também abre uma possibilidade para deputados e vereadores não perderem o mandato se deixarem os partidos, desde que haja anuência das legendas para essa saída. Além disso, fica prevista a mudança na data das posses de presidente da República e governadores. No caso do primeiro, a posse será no dia 5 de janeiro, e no dos governadores, no dia seguinte, 6 de janeiro. Essa mudança valerá a partir da eleição de 2026. 

Deputados e senadores analisaram ainda as mudanças na Lei de Improbidade Administrativa. O novo texto da lei passou a exigir a comprovação de intenção (dolo) para a condenação de agentes públicos. 

Propostas em debate para 2022

Entre as previsões de análise dos congressistas em 2022 está a reforma administrativa (PEC 32). Aprovada em comissão especial, a matéria aguarda análise pelo plenário da Câmara dos Deputados. A proposta prevê a redução em até 25% de salários e jornada de servidores públicos e a previsão de a União, os estados e municípios firmarem contrato com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos. O texto retoma ainda a previsão de contratação temporária de servidores pelo período de até dez anos. 

Outra discussão é sobre a reforma do Imposto de Renda (IR). A matéria já foi aprovada na Câmara e aguarda análise dos senadores. Pelo texto, haverá um corte de 7% na alíquota do IR para empresas, que cai de 15% para 8%. A proposta prevê também a tributação do mercado financeiro, que passará a ter uma taxa de 20% sobre lucros e dividendos. 

O aumento para R$ 130 mil da receita bruta anual permitida para o enquadramento como microempreendedor individual (MEI) também foi analisado pelos parlamentares. Aprovada pelos senadores, a matéria deverá ser votada pelos deputados para entrar em vigor. Atualmente, o limite de faturamento do MEI é de R$ 81 mil. 

A proposta amplia de um para dois o número de empregados que podem ser contratados pelo microempreendedor. Os funcionários podem receber, no máximo, um salário mínimo ou o piso salarial da respectiva categoria profissional. Para os casos de afastamento legal de um ou de ambos empregados do MEI, será permitida a contratação de empregados em número equivalente aos que foram afastados, inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, na forma estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou nesta segunda-feira, 13, que autoridades de organismo internacionais acompanham os acontecimentos do Brasil, citando os protestos de 7 de Setembro passado, e reconhecem "a independência e a altivez" do Judiciário diante da situação. As declarações foram feitas em palestra de encerramento do seminário "STF em ação", promovido no Rio pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja).

Na palestra, Fux tratou de metas de sua gestão à frente do STF, relatando um balanço de realizações que fez durante viagem aos Estados Unidos, na semana passada. Na viagem, o ministro assinou um acordo de cooperação entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) na Organização dos Estados Americanos (OEA).

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Referindo-se aos contatos que manteve com representantes dessas instituições, Fux disse que "o exterior sabe absolutamente de tudo", até mesmo do que "aconteceu no dia de hoje no Brasil".

"É impressionante como nos questionam sobre determinados fatos relevantes do Brasil, que ocorreram no Dia da Independência e depois do Dia da Independência. Senti orgulho do meu País quando eles realmente reconheceram a independência e a altivez do Poder Judiciário diante das situações que se passaram", afirmou Fux, sem dar detalhes sobre os acontecimentos em si.

De sua parte, o presidente do STF contou que procurou passar aos seus interlocutores durante a viagem aos Estados Unidos a percepção de que as instituições estão funcionando.

"Procurei revelar a existência de um Estado de legalidade e de um Estado de direito no Brasil. Aqui, somos juízes da Constituição. Zelamos pela Constituição Federal. Tudo o que estiver fora da Constituição Federal, necessitará efetivamente de uma nova constituinte. Enquanto a Constituição Federal estiver como está, e está muito bem, seremos a primeira frente de defesa do Estado constitucional brasileiro", disse Fux.

O ministrou deixou o Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio, sem falar com a imprensa. No discurso, de cerca de 17 minutos, não fez referências ao presidente Jair Bolsonaro. Ao relatar a viagem aos Estados Unidos, se aproveitou da crítica, frequentemente dirigida por Bolsonaro a opositores, de que vão ao exterior falar mal do País.

"Sou absolutamente irresignado com as pessoas que, com dinheiro brasileiro, vão para o exterior para falar mal do nosso País. Isso é inconcebível", afirmou Fux.

A Oi apresentou prejuízo líquido consolidado de 4,811 bilhões no terceiro trimestre de 2021, uma piora de 86,5% ante perdas de R$ 2,580 bilhões registrado em igual intervalo de 2020. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,398 bilhão entre julho e setembro, montante 5,86% menor que o apurado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda de rotina foi de R$ 1,460 bilhão, em linha com o registrado um ano antes.

A receita líquida consolidada da empresa foi de R$ 4,520 bilhões, pouco abaixo (-3,9%) do valor apurado um ano antes, de R$ 4,706 bilhões.

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A receita líquida das operações brasileiras totalizou R$ 4,464 bilhões, queda de 4,0% em relação ao terceiro trimestre de 2020. A receita líquida das operações internacionais (África e Timor Leste) totalizou R$ 57 milhões, queda de 1,9% em relação ao apurado um ano antes. A receita líquida das operações continuadas no Brasil totalizou R$ 2,223 bilhões no trimestre, queda de 2,7% na comparação com um ano antes.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 4,830 bilhões, ante resultado financeiro negativo de R$ 2,325 bilhões apurado em igual intervalo de 2020.

Depois de mais um prejuízo bilionário no terceiro trimestre, de R$ 2,5 bilhões, a Gol tentou demonstrar otimismo para o quarto trimestre, quando a demanda sazonalmente mais forte coincidirá com o ápice da vacinação contra a Covid-19 no País. A companhia projeta de 600 a 700 voos diários para dezembro, ante média de 460 em novembro. Ainda assim, a aérea deve continuar a enfrentar desafios para reduzir o endividamento em um cenário de juros e custos mais altos.

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, reforçou que a companhia está retomando gradualmente os voos internacionais, com destaque para países como Uruguai, Argentina e México. Os Estados Unidos devem voltar ao portfólio da companhia no segundo trimestre de 2022.

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A decisão se deve, em parte, ao represamento de pedidos de vistos no Brasil e principalmente pela taxa de câmbio. "Pode ficar caro para os brasileiros viajarem para os Estados Unidos", disse o executivo, em teleconferência de resultados. Enquanto isso, a aérea supre a demanda externa por meio da parceria com a American Airlines.

O analista da Mirae Asset Corretora, Pedro Galdi, aponta que a companhia tenta mostrar um viés positivo, com um maior número de voos e de uso de aeronaves. "Mas pesa a expectativa de que, apesar do crescimento dos voos domésticos, o segmento internacional vai demorar um bom tempo para voltar ao normal."

DÍVIDAS

Além disso, analistas alertam para o endividamento elevado da Gol. Ao fim de setembro, a alavancagem da companhia, medida pela relação entre a dívida líquida ajustada e a geração de caixa, alcançou 9,7 vezes, piora significativa em relação ao indicador de 4,3 vezes em igual período de 2020.

De janeiro a setembro, as despesas da Gol somente com juros de empréstimos e financiamentos cresceram cerca de 20% sobre igual período de 2020, para R$ 1,37 bilhão. "O endividamento da companhia continua alto", pontua Galdi.

Diante de um horizonte de custos de combustível e dólar ainda elevados, a Gol segue com desafios. Em relatório, o Citi avalia que a companhia enfrentará cenário adverso de preços de combustível e condições econômicas negativas.

O diretor vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark, minimizou os riscos macroeconômicos. "No Brasil, o cenário de risco fiscal é melhor do que nos EUA, por exemplo. Os fundamentos no País estão indo bem", disse a analistas. "É claro que o câmbio afeta o combustível e os custos com aeronaves", admitiu.

A companhia também está em um movimento de renovação da frota: um de seus objetivos é ampliar o uso dos aviões da linha MAX, da Boeing, considerados mais econômicos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Pfizer informou que teve lucro líquido de US$ 8,15 bilhões no terceiro trimestre, um avanço ante o lucro de US$ 1,469 bilhão de igual período de 2020. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 1,34, de US$ 0,59 anteriormente e acima da previsão de US$ 1,08 dos analistas ouvidos pelo FactSet.

A receita da empresa avançou a US$ 24,094 bilhões, alta de 134% na comparação anual.

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A Pfizer teve um grande aumento na sua receita com o segmento de vacinas, a US$ 14,583 bilhões, de US$ 1,717 bilhão no terceiro trimestre do ano passado.

A empresa é uma das produtoras globais de imunizantes contra a covid-19.

A companhia ainda revisou para cima sua previsão para receita em todo o ano atual. Agora, ela projeta entre US$ 81 e US$ 82 bilhões, quando anteriormente esperava entre US$ 78 e US$ 80 bilhões.

A expectativa para o lucro por ação ajustado também subiu, de entre US$ 3,95 e US$ 4,05 anteriormente a entre US$ 4,13 e US$ 4,18 agora.

A paralisação dos caminhoneiros autônomos e celetistas, prevista para iniciar nesta segunda-feira, está ocorrendo de forma pontual. Até o momento, grupos que apoiam o movimento promovem manifestações às margens das rodovias e em postos de combustíveis. Bloqueios em estradas e restrições de circulação de veículos de cargas que eram prometidos pela categoria a fim de repetir a greve histórica de maio de 2018 não se concretizaram. A interrupção das atividades está concentrada na categoria dos autônomos, sem adesão dos celetistas e empresas transportadoras, conforme representantes ouvidos pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

As lideranças que estão à frente do movimento avaliam que a participação dos transportadores autônomos é "alta". "A categoria está entendendo e cruzando os braços. Vemos um volume muito baixo de caminhões rodando. Ninguém está aguentando mais a situação atual, por isso que estamos parando", disse o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

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Segundo ele, há adesão ao movimento em vários Estados. Ele não soube mensurar o número de regiões e Estados em que há pontos de manifestação. Chorão, que foi uma das principais lideranças da greve de 2018, afirmou que o movimento seguirá por tempo indeterminado. "A ideia é que o governo tome alguma medida atendendo à categoria", apontou.

Na mesma linha, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou que o transportador autônomo não está na rodovia. "Quem está rodando nas estradas são as empresas, em número menor. 95% dos autônomos pararam. Estamos firmes e continuamos parados", afirmou Litti, que estava em ato no entrocamento das rodovias BR 285 com RS 242 em Ijuí (RS).

A Polícia Rodoviária Federal informou que o fluxo de veículos está normal em todas as rodovias federais. Segundo a PRF, na última sexta-feira foi iniciada pela instituição uma operação extra de monitoramento nas estradas em virtude do feriado prolongado de Finados, para qual reforçou policiamento e rondas ostensivas nas estradas. "Estamos de prontidão, com o monitoramento 24h das rodovias federais a fim de atuarmos com agilidade e eficiência caso haja mudança no quadro atual", disse a PRF, em nota encaminhada à reportagem.

O Ministério da Infraestrutura informou que às 9 horas desta segunda-feira não havia registro de nenhuma ocorrência de bloqueio parcial ou total em rodovias federais ou pontos logísticos estratégicos. Trata-se do boletim mais recente da pasta. Mais cedo, a pasta afirmou que identificava três pontos de concentração: às margens da BR-116/RJ (Dutra), na altura da Rodoviária de Barra Mansa (RJ); às margens da BR-101/RJ, na região de Rio Bonito (RJ); e às margens da BR-116/CE, na altura do município de Itaitinga (CE). Sem bloqueio e sem abordagem a caminhoneiros que seguem viagem.

A ausência de interdições em rodovias é atribuída pelas lideranças ao fato de o governo e as autoridades terem se antecipado aos atos e obtido liminares judiciais proibindo bloqueios nas estradas. Na noite da última sexta-feira, a Advocacia Geral da União conseguiu liminares judiciais para proibir interdições de trechos ou a totalidade de rodovias de pelo menos 4 Estados (Goiás, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul).

A Autoridade Portuária de Santos (SPA), responsável pelo Porto de Santos, e a CCR Nova Dutra, concessionária responsável pela rodovia que liga os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, também obtiveram decisões semelhantes. As decisões preveem multas de R$ 2 mil a R$ 100 milhões por dia para quem desrespeitar os chamados "interditos proibitórios".

Segundo Chorão, a Abrava está recorrendo judicialmente das decisões judiciais de interdito proibitório. "Não fomos notificados oficialmente sobre essas liminares. Estão falando que são 29 liminares. Sabíamos que o governo agiria desta maneira e orientamos a categoria a permanecer em casa e estacionados sem trabalhar até termos nova decisão", afirmou Chorão.

A Abrava e a CNTTL estão à frente do movimento com o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). É a primeira vez que estas entidades estão juntas desde 2018. A insatisfação crescente com as promessas não cumpridas pelo presidente Jair Bolsonaro se tornou unanimidade na categoria - base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro - e motivou a unificação da pauta após uma série de cisões.

As principais reivindicações dos caminhoneiros são o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, mudança na política de preço da Petrobras para combustíveis e o retorno da aposentadoria especial a partir de 25 anos de contribuição, entre outros mais de 10 itens.

A Johnson & Johnson (J&J) apurou lucro líquido de US$ 3,67 bilhões no terceiro trimestre de 2021, uma alta de 3,2% em relação a igual período de 2020, segundo informou a empresa em balanço corporativo divulgado nesta terça-feira (19). O resultado equivale a um ganho por ação ajustado de US$ 2,60, superando a previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 2,35.

De acordo com o documento, as vendas totais da empresa subiram de US$ 21,082 bilhões entre julho e setembro do ano passado a US$ 23,338 bilhões no mesmo intervalo do exercício atual. Neste caso, o saldo ficou ligeiramente abaixo do consenso do mercado, de US$ 23,642 bilhões.

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Os ganhos da companhia foram impulsionados pela divisão farmacêutica, embalada pelas vendas da vacina contra o coronavírus, embora o produto seja comercializado sem objetivo do lucro. Nessa área, as vendas totais se elevaram 13,8% na base comparativa em questão. Por volta das 7h41 (de Brasília), a ação da J&J avançava 1,70% no pré-mercado da Bolsa de Nova York.

A pandemia do coronavírus provocou ao menos 4.891.684 mortes no mundo desde que o escritório da OMS na China notificou o surgimento da doença em dezembro de 2019, segundo um balanço estabelecido pela AFP neste domingo (17) às 07h00 (horário de Brasília) com base em fontes oficiais.

Desde o começo da epidemia, mais de 240.314.450 pessoas contraíram a doença.

A grande maioria dos pacientes se recupera, mas uma parte ainda mal avaliada conserva os sintomas durante semanas ou inclusive meses.

Os números se baseiam nos relatórios comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país e excluem as correções realizadas posteriormente pelos diferentes órgãos de estatística, que concluem que a quantidade de mortes é muito maior.

A OMS estima inclusive que se for levar em conta a sobremortalidade vinculada à covid-19, direta e indireta, o balanço da pandemia poderia ser duas a três vezes maior que o registrado oficialmente.

Uma parte significativa dos casos menos graves ou assintomáticos continua sem ser detectada, apesar da intensificação dos testes em vários países.

No sábado, foram registrados no mundo 5.512 novas mortes e 352.368 casos.

Os países que registraram mais mortes segundo os últimos balanços oficiais são Rússia com 997, Estados Unidos (486) e Brasil (483).

A quantidade total de mortos nos Estados Unidos é de 724.153, com 44.916.462 contágios.

Depois dos Estados Unidos, os países com mais vítimas mortais são Brasil com 603.152 mortes e 21.638.726 casos; Índia, com 452.124 mortes (34.067.719 casos); México, com 284.321 mortes (3.755.053 casos) e Rússia, com 223.312 mortes (7.992.687 casos).

Entre os países mais afetados, o Peru registra a maior taxa de mortalidade, com 606 mortes a cada 100.000 habitantes, seguido da Bósnia (339), Macedônia do Norte (332), Montenegro (322), Bulgária (319) e Hungria (314).

Neste domingo às 07h00 de Brasília e desde o começo da epidemia, América Latina e Caribe somam 1.508.394 mortes (45.513.200 casos), Europa 1.352.088 (70.785.226), Ásia 856.380 (55.079.537), Estados Unidos e Canadá 752.626 (46.593.818), África 215.307 (8.430.722), Oriente Médio 204.419 (13.690.555) e Oceania 2.470 (221.392).

Este balanço foi realizado usando dados das autoridades nacionais coletados pelos escritórios da AFP e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Devido a correções das autoridades ou à publicação tardia dos dados, o aumento dos números publicados em 24 horas pode não corresponder exatamente com os números do dia anterior.

A Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife divulgou que neste sábado (16), durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, atendeu 10.533 crianças e adolescentes menores de 15 anos. O município montou um esquema especial e disponibilizou 160 salas de vacina que ficaram abertas durante todo o dia. Entre as vacinas aplicadas no público desta faixa etária, estão BCG, Hepatite B, Tríplice Viral, meningocócica ACWY, HPV e Febre Amarela, por exemplo.

“Precisamos que os pais tragam seus filhos para atualizar a caderneta de vacinação. As nossas coberturas estão abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde porque esse público não está comparecendo e isso deixa esse público vulnerável a uma série de doenças que podem ser prevenidas com vacina. A imunização é um ato de amor, para proteger aqueles que amamos”, destacou a coordenadora do Programa de Imunizações do Recife, Elizabeth Azoubel.

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Durante o período da campanha, estão disponíveis 18 vacinas. Para as crianças com menos de 7 anos, estão sendo disponibilizadas vacinas de BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica 10, meningocócica C, febre amarela, tríplice viral, varicela, hepatite A e DTP. Quem tem entre 7 e 14 anos pode tomar vacina de hepatite B, tríplice viral, febre amarela, varicela, difteria e tétano adulto, meningocócica ACWY, HPV, e dTpa, por exemplo.

Para quem não conseguiu tomar a vacina neste sábado, a Campanha de Multivacinação, que teve início no dia 1º de outubro, segue até o dia 29 deste mês, em todas as unidades de saúde do Recife onde há salas de vacina. Além disso, as vacinas do calendário de rotina estão disponíveis durante todo o ano nas unidades de saúde da Prefeitura do Recife. Estes locais ficam abertos de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

A orientação da Sesau é que os pais ou responsáveis levem o cartão de vacina para que o profissional de saúde possa avaliar se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas, para completar o esquema vacinal. Os profissionais do Programa de Imunização do Recife avaliam a necessidade de cada um, de acordo com a idade e as doses já tomadas.

*Com informações da assessoria de imprensa

Demitido em março do Ministério da Saúde após ter sua atuação na pandemia contestada, com direito a suspeitas de corrupção investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o general Eduardo Pazuello completou quatro meses em cargos de confiança ligados à Presidência da República com uma agenda esvaziada e função obscura.

O militar registrou ter se ocupado de "despachos internos" em 59 dias úteis desde que foi nomeado, em junho. Em outras 13 datas, a expressão utilizada foi "sem compromissos oficiais", e por nove dias não prestou qualquer informação em sua agenda. Ou seja, em 81 dos 91 dias úteis que esteve no cargo, 89% do total, não é possível saber o que Pazuello fez no trabalho.

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Um servidor que despacha diariamente no Palácio do Planalto, onde o general ocupa uma sala no 4.º andar, disse sob condição de anonimato não saber exatamente a função do ex-ministro, além de raramente o encontrar pelos corredores.

O jornal O Estado de S. Paulo pediu ao governo, via Lei de Acesso à Informação, o registro de entrada de Pazuello na sede do Executivo, mas teve a solicitação negada sob o argumento de que este tipo de dado é sigiloso.

A nomeação do general foi ordenada pelo presidente Jair Bolsonaro, numa tentativa de dar "blindagem política" ao ex-ministro, que além de alvo da CPI, responde a inquérito na Justiça Federal por suposta omissão durante o colapso da saúde em Manaus, no início deste ano.

Pazuello está abrigado na Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE), com salário de R$ 10.166,94 e carga horária de 40 horas semanais. Além disso, recebe R$ 32.375,16 por suas funções como general de divisão do Exército.

Como o teto atual de remuneração a servidores é de R$ 39.293,32, o contracheque do ex-ministro sofre um desconto mensal de R$ 3,248,78. Ainda tem à sua disposição um carro com motorista para se deslocar por Brasília, além de um quarto no hotel de trânsito das Forças Armadas, onde mora.

Por quatro meses, o militar ocupou o cargo de secretário na SAE, mas foi "promovido" na sexta-feira passada a assessor especial, diretamente subordinado ao comandante da pasta, almirante Flávio Rocha.

Segundo o órgão, a mudança foi apenas uma reformulação no organograma interno e não alterou "em nada" a função dele. Questionada qual seria essa função, a secretaria não informou.

Dois parlamentares da base do governo no Senado disseram à reportagem que Pazuello, já lotado no Planalto, participou de reuniões para definir a estratégia de defesa do governo na CPI da Covid. Os encontros também não foram registrados na agenda do general.

Em consulta à Imprensa Nacional, a reportagem não encontrou qualquer referência à atuação de Pazuello na SAE. O nome de general poderia constar do Diário Oficial da União, por exemplo, caso ele tivesse sido designado a algum grupo de trabalho da secretaria, o que não ocorreu.

Viagens

Além dos "despachos internos" ou dias sem qualquer compromisso, a agenda de Pazuello registra que ele viajou seis vezes a trabalho, com passagens aéreas pagas com dinheiro público e direito a diárias. Duas delas foram para Manaus, onde vive parte de sua família. O motivo das visitas, uma em julho e outra em agosto, não foi informado.

Em três ocasiões os deslocamentos foram para acompanhar Bolsonaro em alguma solenidade, como no dia 27 de agosto, quando foi a Goiânia (GO) para assistir a passagem de Comando das Operações Especiais. Por esta viagem, ele recebeu R$ 364 de diária, segundo registra o Portal da Transparência do governo. Também viajou a Roraima e ao Rio de Janeiro para ficar ao lado do presidente.

A reportagem questiona há quase um mês a assessoria de imprensa da SAE e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) sobre o papel de Pazuello no governo. A única resposta, porém, foi a que confirmou a reestruturação no organograma da pasta.

No artigo 37, a Constituição determina que a administração pública deve obedecer o princípio da publicidade de seus atos. Além disso, de acordo com orientações do Ministério da Fazenda, servidores registrados em cargos de confiança - como Pazuello - devem fazer o registro diário de seus compromissos públicos, realizados de forma presencial ou não. "Quando houver questões de sigilo, deve-se apontar que informação é sigilosa e dar publicidade à parte não sigilosa", orienta a pasta.

Procurado também diretamente no telefone que usava quando era ministro, Pazuello não respondeu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao menos 85 pessoas morreram, incluindo 13 soldados americanos, no atentado reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) no aeroporto de Cabul, um ataque que aumentou a angústia a poucos dias do fim das operações de retirada de milhares de estrangeiros e afegãos que desejam fugir do novo regime talibã.

O atentado, que também deixou mais de 160 feridos, provocou o sentimento de caos e desolação entre milhares de afegãos reunidos nas imediações do aeroporto, única porta de saída do país, com a esperança de embarcar em um dos voos com destino aos países ocidentais.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o pânico: dezenas de vítimas, mortas ou feridas, deitadas nas águas sujas de um canal de drenagem e cercadas por socorridas à beira do colapso. Homens, mulheres e crianças correram em todas as direções, apavorados, para tentar fugir do local das explosões.

"Há muitas mulheres e crianças entre as vítimas. A maioria das pessoas se encontra em estado de choque, traumatizada", afirmou à AFP nesta sexta-feira uma fonte do governo deposto em meados de agosto pelos talibãs.

Pelo menos 72 civis morreram e mais de 150 ficaram feridos nos ataques, de acordo com informações compiladas nos hospitais locais.

Além disso, 13 militares americanos faleceram e 18 ficaram feridos, o balanço mais grave para o exército dos Estados Unidos no Afeganistão desde 2011.

No pior momento desde o início de seu mandato, o presidente Joe Biden prometeu "perseguir" os autores do ataque e fazer com que "paguem" as consequências.

"Estados Unidos não se deixarão intimidar", disse o presidente.

Com lágrimas nos olhos, Biden prestou homenagem emocionada aos soldados mortos, que chamou de "heróis comprometidos em uma missão perigosa e altruísta para salvar as vidas de outros".

- Condenação e medo de novos ataques -

O governo dos Estados Unidos, que espera que os atentados do EI "continuem", explicou que os ataques de quinta-feira foram executados por dois homens-bomba do grupo extremista e que também aconteceu um tiroteio.

O atentado, que provocou uma condenação mundial unânime, também confirmou os temores expressados por vários países ocidentais, que haviam recomendado a seus cidadãos que se afastassem do aeroporto.

O Talibã, por meio do porta-voz Zabihullah Mujahid, condenou de maneira veemente o ataque, mas afirmou que "aconteceu em uma área onde as forças americanas são responsáveis pela segurança".

O aeroporto é o último lugar do país com a presença de tropas estrangeiras, coordenadas pelos Estados Unidos, desde que os talibãs entraram em Cabul em 15 de agosto e retomaram o poder.

Sob o nome de EI-K (Estado Islâmico Khorasan), o grupo extremista reivindicou alguns dos ataques mais violentos executados no Afeganistão nos últimos anos, que deixaram dezenas de mortos, especialmente entre os muçulmanos xiitas.

Embora os dois grupos sejam sunitas radicais, EI e o Talibã são inimigos e expressam um ódio visceral mútuo.

Quando Estados Unidos e os talibãs assinaram em 2020 um acordo para estabelecer as diretrizes da retirada das tropas estrangeiras, o EI os acusou de abandonar a causa jihadista.

- "Pânico total" -

"Quando as pessoas ouviram a explosão, o pânico foi total. Os talibãs começaram a atirar para o alto, para dispersar as pessoas", declarou à AFP uma testemunha dos ataques, que se identificou apenas como Milad.

"Havia muitos mortos e feridos", completou o homem, que no meio da confusão perdeu os documentos que pretendia usar para embarcar em um avião com a mulher e os três filhos.

"Não quero nunca mais ir (ao aeroporto). Morte à América, a sua retirada e seus vistos", disse.

Nesta sexta-feira, uma calma estranha era observada em Cabul, sobretudo nas imediações do aeroporto, onde os talibãs reforçaram os controles e a multidão parecia ter desaparecido em alguns pontos.

O governo dos Estados Unidos prevê o fim de sua presença no Afeganistão e, portanto, das operações de retirada para 31 de agosto.

Mais de 100.000 pessoas foram retiradas do país desde meados de agosto.

Com a aproximação da data-limite, vários países já determinaram o fim de seus voos de repatriação. A Espanha anunciou nesta sexta-feira o fim das operações, assim como já haviam feito Alemanha, Holanda, Canadá e Austrália.

O governo do Reino Unido afirmou que as operações devem continuar por "algumas horas".

A França sugeriu que pode continuar retirando pessoas do Afeganistão depois de sexta-feira, mas destacou que deve adotar a prudência sobre o tema.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou durante a semana que os talibãs se comprometeram a permitir que americanos e afegãos sob sua proteção deixassem o país depois 31 de agosto.

Mas os anúncios sobre o fim dos voos para vários países provocam o temor de que muitos afegãos que trabalharam para governos e empresas estrangeiras, ou para o governo deposto, não consigam sair do país.

Os talibãs prometeram que não adotarão represálias contra seus críticos e garantem que seu governo não será igual ao do período 1996-2001, quando o grupo impôs uma interpretação extremamente rigorosa e radical da lei islâmica que penalizava especialmente as mulheres e as minorias.

A antecipação de saque-aniversário do FGTS movimentou R$ 9,1 bilhões na Caixa Econômica Federal em um ano, desde que a linha foi lançada. Conforme o banco estatal, 1,9 milhão de clientes tomaram empréstimos lastreados nos saques a que teriam direito.

A modalidade foi lançada em 27 de julho do ano passado e a Caixa contabilizou esse montante até 31 de julho deste ano.

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Nesse intervalo, realizou 4,6 milhões de operações de antecipação do saque-aniversário. Pelas regras, cada trabalhador pode solicitar a antecipação de até três anos.

Com a avaliação de risco da operação recaindo sobre o FGTS, a taxa de juros da modalidade está entre as mais baixas cobradas pela Caixa em empréstimos concedidos a pessoas físicas, de 1,09% ao mês.

Das operações realizadas nesses 12 meses, 45% foram solicitadas por clientes sem renda e mais de 38% por clientes com rendimentos de até R$ 2 mil, segundo o banco.

A pandemia de coronavírus provocou ao menos 4.423.173 mortes no mundo desde que o escritório da OMS na China notificou a doença em dezembro de 2019, segundo um balanço estabelecido pela AFP neste domingo às 07h00 (horário de Brasília) com base em fontes oficiais.

Desde o início da epidemia, mais de 211.307.660 pessoas contraíram a doença. A grande maioria dos infectados se recupera, mas uma parte ainda mal avaliada conserva os sintomas por semanas ou inclusive meses.

Os números se baseiam nos relatórios comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e excluem as correções realizadas posteriormente pelos diferentes organismos de estatística, que concluem que a quantidade de mortes é muito maior.

A OMS estima inclusive que, se considerar a sobremortalidade vinculada à Covid-19, direta e indireta, o saldo da pandemia poderia ser duas a três vezes maior do que o registrado oficialmente.

Uma parte considerável dos casos menos graves ou assintomáticos continua sem ser detectada, apesar da intensificação da testagem em vários países.

No sábado, foram registrados no mundo 8.835 novas mortes e 563.387 casos. Os países que registraram mais mortes, segundo os últimos balanços oficiais, são Indonésia com 1.030, México (847) e Rússia (762).

A quantidade de mortos nos Estados Unidos chega a 628.303, com 37.673.305 casos.

Depois dos Estados Unidos, os países com mais vítimas mortais são: Brasil, com 574.209 mortes e 20.556.487 casos; Índia, com 434.367 mortes (32.424.234 casos); México, com 252.927 mortes (3.217.415 casos) e Peru, com 197.818 mortes (2.141.235 casos).

Entre os países mais afetados, o Peru registra a maior taxa de mortalidade, com 600 mortes a cada 100.000 habitantes, seguido da Hungria (311), Bósnia (296), República Tcheca (284), Macedônia do Norte (271) e Brasil (270).

Neste domingo à 07h00 e desde o começo da epidemia, América Latina e Caribe somavam 1.420.897 mortes (42.624.954 contágios), Europa 1.232.372 (61.679.665), Ásia 750.557 (48.552.188), Estados Unidos e Canadá 655.093 (39.139.890), África 188.674 (7.507.205), Oriente Médio 173.951 (11.696.869), e Oceania 1.629 (106.894).

Este balanço foi realizado usando dados das autoridades nacionais coletados pelos escritórios da AFP e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Devido a correções das autoridades ou à publicação tardia dos dados, o aumento dos números publicados em 24 horas pode não corresponder exatamente com os números do dia anterior.

A Lojas Americanas registrou lucro líquido consolidado de R$ 254,7 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 7,1 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da varejista entre abril e junho ficou em R$ 1,070 bilhão, alta anual de 45%. A margem Ebitda Ajustada foi de 15,5%, com leve recuo de 0,1 ponto porcentual ante o ano passado.

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A receita líquida de vendas e serviços da Lojas Americanas chegou a R$ 6,917 bilhões no segundo trimestre, avanço de 46,1%. A venda bruta de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) foi de R$ 12,632 bilhões, avanço de 32,6%.

O resultado financeiro líquido da Lojas Americanas no trimestre foi de R$ 121,8 milhões, revertendo o indicador negativo de R$ 296,5 milhões do mesmo período de 2020.

A companhia encerrou o trimestre com posição de caixa líquido consolidado de R$ 3,455 bilhões, ante dívida de R$ 3,747 bilhões no fim de junho de 2020.

O Bradesco vai iniciar o retorno dos funcionários ao seu quartel-general, na Cidade de Deus, em Osasco, a partir da segunda quinzena de setembro ou outubro. Segundo o presidente do banco, Octavio de Lazari, a volta será gradual, área a área, e aguardará que cada pessoa tenha completado o ciclo de imunização contra a Covid-19.

Lazari, não sabe, contudo, se a vacina será exigida para o regresso ao trabalho presencial. "Nosso trabalho vai ser muito mais de conscientização das pessoas sobre a importância da vacinação", disse o executivo nesta quarta-feira, 4, em conferência telefônica com jornalistas para comentar os resultados do banco no segundo trimestre.

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Na sua rede, o Bradesco já adota o rodízio. Os funcionários passam metade da carga horária de trabalho nas agências onde estão lotados e a outra metade trabalhando de casa, em home office.

Até o fim deste ano, o banco vai fechar entre 200 e 250 agências, além das 227 encerradas no primeiro semestre. Essas agências, conforme Lazari, não estão simplesmente deixando de existir, mas sendo transformadas em unidades de negócios, que são estruturas mais enxutas que as tradicionais. "São unidades que geram menos gastos, não têm vigilante", resumiu.

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 6,32 bilhões no segundo trimestre, alta de 63,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado havia sido positivo em R$ 3,9 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre, no entanto, o lucro teve queda de 3%.

Com a melhora das condições econômicas do País, o banco conseguiu retomar seu patamar de operação da primeira metade de 2019, um ano antes da pandemia. Segundo Lazari, o avanço da vacinação abriu espaço à recuperação. "Conseguirmos entregar resultado consolidado expressivo, apesar do seguro", disse.

O abalo sentido em seguros, sob impacto das pesadas indenizações por vidas perdidas para a pandemia, fez essa área responder por aproximadamente 10% do resultado consolidado do Bradesco, metade da fatia a que costumeiramente responde.

Os seguros também devem retomar sua participação nos resultado do grupo, assim como a economia deve deslanchar, à medida em que a vacinação seja acelerada, no segundo semestre, apontando para um crescimento do PIB de 5,2%, nas estimativas do Bradesco.

Segundo Lazari, já foi possível sentir a melhora no emprego formal, que favoreceu a expansão do crédito, bem como a manutenção da inadimplência sob controle.

Aumento dos juros

O presidente do banco afirmou que o aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, será repassado ao crédito. "Não tem como não fazê-lo. Esse repasse é certo na taxa de juros da atividade bancária", afirmou Lazari.

O executivo disse esperar que o Banco Central (BC) eleve novamente os juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina nesta quarta. Não citou, contudo, um patamar de elevação. A equipe econômica do Bradesco elevou recentemente sua expectativa para a Selic, de 6,5% para 7,0% ao ano.

A manutenção da Selic em um patamar baixo foi importante para que as pessoas pudessem honrar suas dívidas durante a pandemia, devido às medidas de restrição, na visão do presidente do Bradesco. No entanto, agora, a pressão inflacionária obriga ir na direção oposta e subir os juros. "É o que temos para hoje. Devemos ter mais pressão inflacionária por alimentos", disse, ao ser questionado sobre o ambiente macroeconômico do País, com inflação elevada.

Para Lazari, porém, o BC tem instrumentos para agir. "O Banco Central tem os instrumentos necessários para conter o aumento da inflação, para debelar essa inflação. Mas a pressão inflacionária vai levar ao aumento dos juros. Não tem muito o que fazer", avaliou.

O Bradesco acredita que sua taxa de inadimplência suba nos próximos trimestres e volte ao patamar pré-pandemia. "A inadimplência está muito comportada, mas é natural que volte aos níveis de 2019. É a nossa menor inadimplência histórica", disse.

A expectativa é que, depois de voltar ao patamar de 2019, a inadimplência do banco se estabilize, o que deve ocorrer no próximo ano. O executivo lembrou que o indicador que mede os calotes está "melhor do que o imaginado em março de 2020", quando a pandemia estourou no País.

A inadimplência do Bradesco, considerando atrasos acima de 90 dias, fechou o segundo trimestre em 2,5%, estável frente ao primeiro. Os calotes de curto prazo, que compreendem créditos vencidos e não pagos entre 15 e 90 dias, tiveram redução de 0,6 ponto porcentual no trimestre, para 2,6% ao fim de junho.

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