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"É uma maravilha, um parque de diversões!", diz à AFP Paulo Lorenzo, um jovem turista brasileiro que chegou a Montevidéu para a ExpoCannabis 2021, feira da crescente indústria de cannabis no Uruguai, onde a legalização da planta permitiu o desenvolvimento de mais de 160 empresas.

De comida para cachorro, gim, cosméticos ou remédios a fertilizantes ou utensílios para fumar, mais de 150 estandes expõem seus produtos na oitava edição da feira de três dias que começou na sexta-feira.

A indústria da cannabis no Uruguai "cresce exponencialmente", assegura à AFP Mercedes Ponce de León, fundadora e organizadora do evento, que acrescenta que este ano "mais de 30% dos estandes são estrangeiros", com empresas do Brasil, África do Sul ou Canadá, entre outras.

Tanto as empresas quanto os turistas são atraídos pela estrutura regulatória amigável com um produto que ainda é ilegal em muitas partes do mundo.

"O respeito pela liberdade no Uruguai é maravilhoso", comenta Zvezda Lauric, representante da Juicy Fields no estande desta empresa alemã que trabalha com fazendas de cannabis medicinal.

"Espero que também possamos nos estabelecer aqui".

O mesmo vale para Joel Pavini, outro turista brasileiro que afirma ter vindo ao Uruguai "em busca da liberdade" que o país oferece. "Quero emigrar para cá para trabalhar com cannabis", diz ele na Expo.

O Uruguai se tornou em 2013 o primeiro país do mundo a legalizar a produção, distribuição e consumo de cannabis.

Desde então, o país concedeu 151 licenças de cultivo, das quais a grande maioria (mais de 80%) são para plantações de cânhamo, segundo números da agência de promoção de investimentos público-privada Uruguay XXI. O resto é para plantações de cannabis psicoativas ou medicinais.

Além disso, são 17 licenças para industrialização e sete para pesquisa, abrangendo 164 empresas dedicadas ao setor.

Quanto à maconha, você pode obtê-la de três maneiras: cultivar em casa para consumo pessoal, acessá-la em um clube ou comprá-la em uma farmácia.

Em todos os casos, é necessário um sistema de cadastro e por enquanto a compra não é permitida aos turistas, embora o governo de Luis Lacalle Pou tenha avisado que a ideia está sendo avaliada para 2023.

A venda em farmácias, habilitada desde 2017, é nominativa e limitada a 40 gramas mensais por usuário.

Existem atualmente cinco empresas autorizadas a produzir e distribuir maconha para 46.375 pessoas que estão registradas para comprar.

Existem também 12.902 produtores domésticos e 213 clubes com 6.452 associados, de acordo com os últimos dados do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca) atualizados para novembro.

O Uruguai realizou sua primeira exportação de cannabis em 2019 e em 2020 registrou vendas que ultrapassaram os 7,5 milhões de dólares, com cerca de 10 toneladas de flores vendidas, segundo dados do Uruguay XXI.

Embora muitos países tenham descriminalizado o uso e o porte de maconha, isentando os consumidores das sentenças de prisão, menos países oferecem uma estrutura legal para seu cultivo e consumo.

Até o momento, apenas Uruguai e Canadá têm regulamentações em nível nacional que cobrem o uso medicinal e recreativo.

Outros países latino-americanos que legalizaram o uso terapêutico da cannabis são Chile, Colômbia, Argentina, México, Peru e Equador.

Os pais do adolescente Ethan Crumbley foram presos no início do sábado, 4, horas após um promotor apresentar acusações de homicídio culposo contra eles, conforme o gabinete do xerife. O jovem é acusado de matar quatro estudantes ao promover um tiroteio em uma escola de ensino médio de Michigan, EUA.

James e Jennifer Crumbley foram capturados em Detroit, segundo o subdiretor do condado de Oakland, Michael McCabe. Um veículo ligado ao casal foi localizado por um empresário na cidade na última sexta-feira, 3. As autoridades estavam procurando o casal.

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O advogado dos Crumbley, Shannon Smith, informou que eles não estavam fugindo e haviam deixado a cidade no início da semana "para sua própria segurança". "Eles estão voltando à área para serem processados", disse Smith à Associated Press.

O ataque a tiros ocorreu em Oxford, pequeno povoado 65 km ao norte de Detroit. A polícia informou ter recebido mais de cem telefonemas ao serviço de emergência 911 pouco após o meio-dia, e que o atirador fez entre 15 e 20 disparos durante cinco minutos com uma pistola semiautomática, com mais de um carregador.

Os pais do adolescente foram acusados de facilitar que o menino tivesse fácil acesso à arma e não contribuíram posteriormente com as investigações. James comprou a pistola semiautomática usada pelo seu filho, uma Sig Sauer de nove milímetros, quatro dias antes da tragédia, no dia de Black Friday depois do feriado de Ação de Graças.

No dia do tiroteio, os Crumbleys foram chamados à escola devido a um bilhete preocupante de Ethan, em que havia o desenho de uma arma semiautomática. Os pais compareceram á escola, mas se recusaram a retirar Ethan das aulas aquele dia. A promotora destacou que os pais não olharam a mochila do menino para verificar se havia arma.

O mundo espera para saber se a variante ômicron é especialmente perigosa ou resistente às vacinas contra a covid-19. Mas isso não coloca em dúvida a importância da dose de reforço, segundo os especialistas.

- As vacinas serão tão eficazes com a variante ômicron? -

Esta é a grande questão, mas ainda é cedo para saber. Em entrevista ao Financial Times, o presidente da Moderna, Stéphane Bancel, foi bastante pessimista, estimando que poderia haver uma "redução significativa" em sua eficácia.

Segundo ele, os pesquisadores estão preocupados com o fato de 32 das 50 mutações encontradas na variante ômicron estarem na proteína spike, chave que permite que o vírus entre no corpo.

Já o fundador da BioNTech, que desenvolveu uma vacina contra covid-19 junto com a gigante americana Pfizer, destacou que a nova variante pode causar mais infecções entre as pessoas imunizadas, mas que provavelmente continuariam protegidas de formas graves da doença.

“Nossa mensagem é: não tenha medo, o plano continua o mesmo. Acelere a administração da terceira dose”, disse Ugur Sahin.

Para mais informações, será necessário aguardar o resultado dos exames laboratoriais, que sairão em duas ou três semanas.

Embora os imunizantes atuais sejam menos eficazes contra essa nova variante, eles ainda oferecerão alguma proteção.

Não será um "efeito liga / desliga", disse nesta semana Yazdan Yazdanpanah, chefe do serviço de doenças infecciosas do hospital Bichat em Paris.

- Na dúvida, deve ser tomada a dose de reforço? -

Sim, vários especialistas insistiram esta semana, em um momento em que a Europa enfrenta uma nova onda de infecções devido à variante delta.

Seria "um erro grave esperar", disse Alain Fischer, chefe da estratégia de vacinação na França, na sexta-feira.

Diante dessa onda, vários países estão acelerando suas campanhas de vacinação. O primeiro-ministro britânico Boris Johnson estabeleceu um prazo até o final de janeiro para administrar a dose de reforço a todos os adultos, reduzindo o período de seis para três meses a partir da segunda dose.

Nos Estados Unidos, a Pfizer apresentou um pedido de autorização para uma dose de reforço para adolescentes de 16 a 17 anos.

"Não devemos errar o inimigo, que agora é a variante delta", insistiu Arnaud Fontanet, membro do conselho científico francês.

No momento, nada indica que a ômicron superará a variante delta. Se isso acontecer, demorará várias semanas ou meses.

No entanto, alguns profissionais de saúde têm dúvidas se a dose de reforço é necessária para toda a população.

"A prioridade é vacinar os idosos e aqueles em risco e, em seguida, dar-lhes o reforço. Mas uma dose adicional para os jovens ... não parece uma prioridade por agora", disse Yvon Le Flohic, um clínico geral que acompanha de perto a evolução da epidemia desde o início.

- Quando chegarão as novas vacinas? -

Os laboratórios Pfizer, Johnson & Johnson (J&J) e Moderna afirmam que começaram a trabalhar em uma nova versão de sua vacina contra a covid, com foco na ômicron, caso os soros atuais não sejam eficazes o suficiente.

A Pfizer já criou duas novas versões de sua vacina contra as variantes delta e beta, que acabaram não sendo utilizadas.

“Os laboratórios se esconderam por trás do fato de que suas vacinas continuaram a proteger contra formas graves da covid, mas isso contribuiu para que o vírus circulasse”, lamentou Bruno Canard, diretor de pesquisas do CNRS, especialista em coronavírus.

Embora a Pfizer prometa um novo imunizador em menos de 100 dias, sua implementação será muito mais lenta e não ocorrerá "antes da primavera", segundo o cientista.

"Até então, as vacinas atuais devem proteger contra as formas graves da variante delta."

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta sexta, 3, que todos os países do mundo devem se preparar para um aumento de casos de covid causados pela variante Ômicron, detectada pela primeira vez na África do Sul. A nova cepa já foi identificada em mais de 30 países e pelo quatro deles - Espanha, EUA, Reino Unido e Austrália - já enfrentam transmissões comunitárias.

A Espanha identificou seu primeiro caso de transmissão comunitária em um paciente de 62 anos de Madri, vacinado e sem histórico de viagem recente ou contato com viajantes. Os EUA encontraram um paciente contaminado com a Ômicron em Minnesota.

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Ontem, governos de Escócia, sob jurisdição britânica, e Austrália também informaram que já há transmissão comunitária em seus territórios. "Suspeito que, nos próximos meses, a Ômicron será o novo vírus no mundo", disse Paul Kelly, consultor médico do governo australiano.

As restrições às viagens se aceleraram na quinta-feira, com Hong Kong, Holanda, Noruega e Rússia, entre outros países, anunciando novas medidas para evitar que a variante cruze suas fronteiras. Os casos de covid quase triplicaram nos últimos três dias na África do Sul, segundo dados do Ministério da Saúde local, divulgados na quinta-feira, 2, quando foram registrados 11.535 novos casos, ante 8.561, na quarta-feira, 1º, e 4.373, na terça-feira, 30.

A taxa de positividade para a doença também cresceu. Na quinta-feira, 22,4% das pessoas testadas tiveram resultado positivo. Na quarta-feira, a taxa estava em 16,5%, muito maior que o 1% registrado no início de novembro, segundo o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD, na sigla em inglês), da África do Sul.

Disseminação

Ainda não é possível saber se a variante Ômicron é a responsável pelo rápido aumento das infecções, pois não há dados concretos. Mas, informações do NICD mostraram que a nova variante está presente em 74% das amostras de genomas sequenciados em novembro. Até o final de outubro, a variante Delta era a dominante em todas as províncias sul-africanas.

Durante a disseminação da Delta, a África do Sul chegou a ter um pico de mais de 26 mil casos diários em julho. O temor dos cientistas é de que a Õmicron provoque uma nova onda recorde, já que os dados de internação também dão sinais de aumento nos últimos dias.

Autoridades da Província de Gauteng disseram que estão se preparando para o pior. "Não estamos entrando em pânico, mas estamos profundamente preocupados", afirmou o governador de Gauteng, David Makhura.

Baixa cobertura

A maior preocupação das autoridades é com a baixa cobertura vacinal do país, que está atualmente em 36%, de acordo com o Departamento de Saúde. O temor é de que mais variantes surjam em um cenário de baixa vacinação e alta transmissão do vírus.

A hesitação frente á vacina é a maior responsável pela baixa adesão da população. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, informou no começo desta semana que seu governo está discutindo a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória.

O OMS já alertou que pode demorar semanas para que se consiga informações concretas sobre a transmissibilidade da nova cepa e se ela seria capaz de vencer a barreira da imunidade adquirida por vacinas. A grande preocupação é com o alto número de mutações da variante, muito superior ao das cepas anteriores.

Apesar de os cientistas da África do Sul terem sido os primeiros a identificar a variante Ômicron, ela pode não ter necessariamente se originado no país. Ainda assim, diversos governos, em especial da Europa, anunciaram restrições para voos e viajantes de países do sul da África, provocando críticas da OMS e protestos de governos da região. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governo americano está se preparando para impor sanções ou outras medidas contra a Rússia se o país decidir invadir a Ucrânia, disse nesta sexta-feira, 3, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em meio à suspeita de que o Kremlin se prepara para um conflito na fronteira.

Psaki afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, está tomando medidas que lhe permitirão invadir o país vizinho. "É por isso que queremos estar preparados em uma área sobre a qual expressamos sérias preocupações", declarou. Segundo a porta-voz, os EUA se preparam para telefonar para Putin nos próximos dias para discutir a questão.

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O presidente americano, Joe Biden, prometeu ontem dificultar a realização de uma ação militar na Ucrânia, dizendo que seu governo está montando um conjunto abrangente de iniciativas para conter uma possível agressão russa.

"O que estou fazendo é reunir o que acredito ser o conjunto mais abrangente e significativo de iniciativas para tornar muito, muito difícil para Putin ir em frente e fazer o que as pessoas temem que ele possa fazer", disse Biden.

Tropas

Os alertas americanos vêm em meio à crescente preocupação com o aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia e a retórica cada vez mais belicosa do Kremlin. Segundo uma matéria publicada ontem na CNN, com base nos depoimentos de duas fontes familiarizadas com os últimos relatórios de inteligência americanos, as forças russas já têm capacidade para uma invasão rápida e imediata.

De acordo com as fontes, a Rússia teria construído linhas de abastecimento e unidades médicas e de combustível. Os equipamentos que estão na região poderiam abastecer forças da linha de frente por sete a dez dias e outras unidades de apoio por até um mês.

À CNN, o deputado democrata Mike Quigley, de Illinois, que faz parte do Comitê de Inteligência da Câmara, disse acreditar que a Rússia está posicionada para invadir "quando quiser".

Escalada

Desde novembro, o governo ucraniano e seus aliados ocidentais alertam para um reforço das tropas russas na fronteira com a Ucrânia e a possibilidade de uma invasão durante o inverno (no Hemisfério Norte). A Rússia - que anexou a Península da Crimeia da Ucrânia em 2014 - nega que esteja preparando um ataque e culpa Washington pelo aumento das tensões na região. O Kremlin também acusa o governo de Kiev de "provocações" em seu conflito de anos com separatistas pró-Rússia em duas regiões do leste do país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O papa Francisco destacou, neste sábado (4), no primeiro dia de sua visita a Atenas, a responsabilidade da Europa na crise migratória e lamentou que ela seja "dilacerada por egoísmos nacionalistas".

O pontífice argentino de 84 anos, que chegou pouco depois das 11h00 (6h00 de Brasília) ao aeroporto de Atenas, criticou o fato de "a Europa persistir em procrastinar" diante da chegada de migrantes "em vez de ser um motor de solidariedade".

Ele falou diante da presidente da República Helênica, Katerina Sakellaropoulou, e do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, bem como para uma audiência de personalidades católicas e civis que o aplaudiram calorosamente no Palácio Presidencial de Atenas.

Se Francisco visitou a ilha grega de Lesbos em 2016, para onde retornará no domingo, é a primeira visita de um papa a Atenas em vinte anos, desde a de João Paulo II em maio de 2001.

Antes, passou dois dias em Chipre, onde criticou "o muro do ódio" erguido contra os migrantes, dos quais cinquenta serão transferidos para Roma, incluindo 10 em situação irregular, de acordo com Nicósia.

Em Atenas, o pontífice lembrou que a Grécia "recebeu em algumas de suas ilhas um número de irmãos e irmãs migrantes superior ao dos próprios habitantes". No entanto, "a comunidade europeia, dilacerada por egoísmos nacionalistas, por vezes parece bloqueada e descoordenada, em vez de ser um motor de solidariedade", declarou às autoridades políticas.

Poucos minutos antes, a presidente Sakellaropoulou havia mencionado a "humanidade dos gregos e o fardo desproporcional que suportaram" na gestão desta crise.

"Nosso país está tentando ao máximo prevenir o tráfico ilegal de pessoas", ressaltou.

A presidente também agradeceu ao papa seu "caloroso apoio" durante a conversão da Basílica de Santa Sofia de Istambul em mesquita, a fim de "mantê-la como um símbolo universal do culto religioso e um monumento emblemático do patrimônio mundial".

Em Atenas, o papa vem "para matar a sede nas fontes da fraternidade" e para fortalecer os seus laços com os seus "irmãos de fé", os cristãos ortodoxos, separados da Igreja Católica desde o cisma de 1054 entre Roma e Constantinopla.

Francisco se encontrará hoje com o arcebispo da Igreja Ortodoxa da Grécia Hieronym II e sua comitiva.

Em um vídeo publicado pouco antes de sua partida de Roma, o papa se apresentou como um "peregrino" indo ao encontro de "todos, não apenas católicos", uma minoria de 1,2% em um país com uma grande maioria religiosa ortodoxa, não separada do Estado.

- "Fontes da humanidade" -

Esta viagem - a sua 35ª ao exterior desde a sua eleição em 2013 - também será marcada no domingo por uma nova visita a Lesbos, símbolo da crise migratória, onde disse que iria "às fontes da humanidade" para advogar pela recepção e "integração" dos refugiados.

Sexta-feira em Chipre, Francisco pediu que o mundo "abra os olhos" para a "escravidão" e "tortura" a que os migrantes são submetidos.

Quarenta ONGs de defesa de migrantes instaram o papa a intervir para pôr fim às alegadas repulsões de exilados nas fronteiras greco-turcas.

O "pai espiritual" é aguardado com ansiedade em Lesbos, onde cerca de 30 novos requerentes de asilo desembarcaram na quarta-feira.

"Estamos esperando por ele de braços abertos", declarou Berthe, um camaronês que espera que o papa "reze por nós por causa das inseguranças que vivemos".

Durante sua "breve" visita ao campo de Mavrovouni, ele encontrará duas famílias de refugiados "escolhidas ao acaso", segundo Dimitris Vafeas, vice-diretor do campo.

Cerca de 900 policiais serão destacados durante sua viagem à ilha grega e ao redor do acampamento erguido às pressas após o incêndio de setembro de 2020 que destruiu a estrutura de Moria, visitada pelo papa há cinco anos.

Drones, veículos blindados e estradas cortadas: a capital também está sob segurança máxima até a partida do soberano pontífice no final da manhã de segunda-feira, em antecipação a possíveis manifestações hostis.

Mesmo que o clima seja melhor do que em 2001, durante a primeira visita de um papa à Grécia, há, dentro do sínodo grego, "alguns fanáticos anticatólicos famosos", comentou à AFP Pierre Salembier, superior da comunidade jesuíta na Grécia.

Todas as reuniões foram proibidas no centro de Atenas, sobrevoado por um helicóptero. São esperados até 2.000 policiais em caso de protestos de fundamentalistas ortodoxos.

Há vinte anos, João Paulo II pediu "perdão" pelos pecados dos católicos contra os ortodoxos, em referência ao saque de Constantinopla em 1204.

Um esquadrão antibombas foi acionado na última quarta-feira (1º) após um homem procurar o Hospital Real de Gloucestershire, na Inglaterra, com um projétil de artilharia introduzido no reto. 

O paciente disse que estava limpando a sua coleção de itens militares e colocou o objeto, que tem 17 cm de comprimento e seis cm de largura, no chão. Ele alega que escorregou e caiu no projétil.

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Segundo o site The Sun, uma equipe do Regimento de Descarte de Artilharia Explosiva esteve no local. Especialistas constataram que se tratava de um projétil da Segunda Guerra Mundial, que geralmente era disparado por canhões antitanques. 

"Como acontece com qualquer incidente envolvendo munições, os protocolos de segurança relevantes foram seguidos para garantir que não houvesse risco para pacientes, funcionários ou visitantes", disse um porta-voz do hospital ao The Sun.

Um dos integrantes do esquadrão detalhou que era um pedaço de chumbo pontudo e grosso e que não havia risco de vida. O paciente teve recuperação rápida e teve como maior risco a possibilidade de ter o seu intestino perfurado.

No centro de vacinação de Hammersmith, no oeste da capital britânica, a nova variante ômicron do coronavírus e suas incertezas motivam os londrinos a receberem uma injeção de reforço antes do Natal.

Na fila em frente a este prédio de tijolos vermelhos, Serafina Cuomo, uma professora universitária na casa dos cinquenta anos, vai receber sua terceira dose na sexta-feira.

"É mais seguro", diz ela com sotaque italiano, expressando a esperança de que a nova variante, da qual apenas algumas dezenas de casos foram relatados no Reino Unido, não a impeça de passar as férias de Natal com sua família.

Ela diz "não estar particularmente preocupada" em ser infectada, mas sim nas consequências que a nova cepa pode ter nas "atividades normais, viagens".

Poucos metros depois, Lotfi Ladjemi, 42 anos, que trabalha com finanças, afirma ter marcado hora para se vacinar "na primeira oportunidade".

“É muito importante que todos se vacinem” e consigam o reforço “especialmente” com o aparecimento do ômicron, insiste, embora reconheça que os dados sobre esta mutação, cujas consequências ainda são pouco conhecidas, “parecem um pouco contraditórios".

“Ninguém parece entender se a vacina é eficaz contra ela ou não”, lamenta.

- Recarregar a bateria -

O vereador trabalhista Ben Coleman, do distrito londrino de Hammersmith & Fulham, que representa os locais, diz que a frequência disparou desde que a variante apareceu: "um aumento de 58% nas doses de reforço na semana passada".

Diante da nova cepa, em um país duramente atingido com mais de 145.000 mortes, o governo de Boris Johnson acelerou a campanha de vacinação e estabeleceu a meta de oferecer uma dose de reforço a todos com mais de 18 anos até o final de janeiro.

Na localidade, “nós temos as vacinas, o problema é encontrar quem dê as injeções”, explica Coleman.

Também há muito trabalho pedagógico a fazer, diz ele. “Muita gente não entende que depois de duas doses da vacina é como uma bateria, enfraquece e é preciso recarregar”, explica.

Na sala de espera, em meio às luzes de néon brancas e ao cheiro de desinfetante, todos se deslocam de uma cadeira para outra em um movimento estranho ao se aproximarem do local da vacinação.

- As "marcas" do vírus -

Depois de tomar a vacina, é preciso ter um pouco mais de paciência antes de sair do local, tempo que leva para controlar o possível aparecimento de efeitos indesejáveis.

“Temos nossa vacina de reforço, nós dois!”, comemora Tasos Tsielepis, de 76 anos, acompanhado de sua esposa, Celine, preocupada com a variante.

"É assustador, certo? Esperamos que todos recebam a terceira dose", diz ela.

Seu marido lembra: "Tive a covid" no início da pandemia e "passei uma semana no hospital". "Eu não desejaria isso a ninguém ... foi horrível", diz o idoso.

O vírus deixa “sua marca [...] A doença passa, mas deixa você cansado, você se sente diferente por muito tempo”, explica.

Em sua opinião, "ninguém está confiante agora porque ninguém sabe o que virá depois da variante ômicron", então "esperamos e rezemos para que tudo corra bem".

Ao sair do posto de vacinação, Roberto Ricci, que trabalha com informática, sai com o sentimento de dever cumprido.

“Com a variante ômicron, é fundamental proteger os outros e se manter saudável”, afirma, referindo-se a um “dever cívico”.

Embora “ainda saibamos pouco” sobre essa variante, “depois de um tempo, o efeito da vacina enfraquece, por isso depois de alguns meses é bom fazer um reforço”, acrescenta.

“Tem também a família, é importante para todos”, completa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (3) que não há dúvida de que a variante Ômicron vai se propagar pelo planeta. Até o momento, conforme a OMS, ainda não houve nenhuma notificação de morte pela cepa. A entidade pediu que os governos examinem os casos detectados dentro de suas fronteiras e avaliem os riscos para tomar medidas de contenção.

"Podemos estar seguros que essa variante se expandirá. A Delta também começou em um lugar e, agora, é predominante", afirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em entrevista coletiva nesta sexta-feira. "Uma vez que é detectada uma variante e se começa a vigilância, ela é encontrada mais e mais. Isso funciona assim. Quando se descobre, é porque já há uma série de casos em mais algum lugar."

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A Delta foi detectada na Índia no segundo semestre do ano passado. Hoje, representa mais de 90% dos casos de covid-19 no mundo.

A OMS, porém, fez um apelo para que o mundo não entre em pânico com a nova variante. A entidade destacou que é preciso levar em conta que a Delta foi a causadora de um aumento considerável de casos e internações em vários países, particularmente na Europa, nas últimas duas semanas.

"Os confinamentos, o fechamento de certas atividades econômicas, de mercados de Natal em partes da Europa, isso aconteceu antes da Ômicron", disse Lindmeier. "A razão foi o aumento de casos da Delta. Não percamos essa perspectiva."

Sobre as restrições de viagens impostas em alguns países, o porta-voz indicou que isso só se justifica se for medida para ganhar tempo, quando o sistema de saúde está em dificuldade. "Ao invés de fechar fronteiras e impor restrições, é preferível preparar o país e o sistema sanitário para que os casos cheguem", destacou.

Lindmeier indicou que é mais sensato reforçar a testagem de viajantes nos aeroportos. A adoção de barreiras entre países é uma estratégia que não encontra endosso na liderança da OMS.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que a Ômicron é "muito transmissível", durante entrevista realizada em conferência, nesta sexta, 3. "Até que ponto devemos ficar preocupados?", questionou. "Precisamos estar preparados e cautelosos, não entrar em pânico, porque estamos em uma situação diferente de um ano atrás." Swaminathan, porém, afirmou que é "cedo" para tirar conclusões sobre o comportamento da cepa. "Precisamos esperar, espero que seja mais ameno", disse. Ela destacou que o mundo está "mais preparado" para a variante por conta do avanço da vacinação.

A cientista ainda afirmou que, para se tornar dominante, a Ômicron terá de ser mais transmissível do que a variante detectada na Índia. "A Delta é responsável por 99% das infecções em todo o mundo. Essa variante teria que ser mais transmissível para competir e se tornar dominante mundialmente. É possível (que isso aconteça), mas não é possível prever", declarou. (Com agências internacionais).

Um homem de 50 anos de idade foi denunciado em Biella, na Itália, por ter aparecido em um posto de vacinação com um braço de silicone para conseguir o certificado sanitário sem tomar o imunizante.

Embora o silicone fosse muito parecido com a pele real do homem, a cor e a percepção ao toque deixaram a enfermeira Filippa Bua desconfiada na hora da aplicar da vacina. Após ter sido descoberto, o homem ainda pediu para que a profissional de saúde não o denunciasse, mas não obteve êxito.

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"O caso beira ao ridículo não fosse o fato de se tratar de um caso de enorme gravidade. É inaceitável, tendo em vista todo o sacrifício que a pandemia está fazendo a população passar", disse o governador do Piemonte, Alberto Cirio.

O político parabenizou a enfermeira que não caiu na armadilha do sujeito, além de ter agradecido os serviços prestados pelos profissionais de saúde ao longo da pandemia.

"Ele era uma pessoa como tantas outras, mas estava sorrindo, o que raramente acontece nos últimos tempos. Percebi imediatamente que algo não estava certo, eu fiquei muito chocada. Somos profissionais, mas uma coisa tão fantasiosa como essa nunca aconteceu comigo antes", comentou Bua.

Apesar de não ter tido seu nome revelado, o homem seria um trabalhador da área da saúde, mas foi suspenso do serviço por não ter sido vacinado. Após a denúncia, a polícia local investigará o caso.

Da Ansa

O chefe supremo dos talibãs pediu nesta sexta-feira (3) em um decreto que o governo "tome medidas sérias para respeitar os direitos das mulheres" no Afeganistão, entre outros contra casamentos forçados, mas sem mencionar o direito de trabalhar ou estudar.

"Ninguém pode obrigar uma mulher a se casar", declarou o mulá Hibatullah Akhundzada ao ordenar aos tribunais, governadores e vários ministérios que lutem contra os casamentos forçados, muito comuns no Afeganistão.

Os talibãs tentam convencer a comunidade internacional para que restabeleça a ajuda financeira ao país, imerso em uma grave crise humanitária mais de quatro meses depois que tomaram o poder.

Sobre o direito das mulheres afegãs, especialmente o acesso à educação e ao trabalho, é uma das condições para que os doadores estrangeiros voltem a oferecer ajuda.

Até agora, os islâmicos só permitiram que algumas funcionárias voltem ao trabalho: as que trabalham em educação e saúde. Também suspenderam as aulas para as adolescentes na maioria das escolas de ensino médio do país, apesar de alegarem que é uma medida temporária.

No decreto, Akhundzada fala mais sobre os casamentos e as viúvas. Pede que não se casem novamente à força e que tenham o direito a uma parte da herança de seu marido.

Os talibãs foram acusados por seus inimigos de casarem as mulheres à força com seus combatentes, acusações que não puderam ser verificadas.

Os casamentos forçados de meninas menores de idade, em troca de dinheiro, levam meses aumentando devido à pobreza.

O mulá Akhundzada também pediu ao ministério de Assuntos Religiosos que anime os "eruditos" a pregar contra a opressão das mulheres.

Desde o retorno dos talibãs ao poder, a economia afegã, que depende em grande parte dos subsídios internacionais, se afundou.

Washington congelou os ativos do banco central afegão e tanto o Banco Mundial quanto o Fundo Monetário Internacional suspenderam as ajudas.

A ONU alertou que 23 milhões de afegãos, de uma população de quase 40 milhões, estarão à beira da fome no inverno.

A variante Ômicron do coronavírus se propaga, o que provoca medo e uma avalanche de medidas em um mundo cansado por dois anos de uma pandemia que provocou mais de 5,2 milhões de mortes, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) não ter registrado até agora nenhuma morte provocada pela nova cepa.

"Não vi nenhuma informação sobre mortes vinculadas à ômicron", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, em Genebra, antes de advertir que "com certeza teremos mais casos, mais informações, e, tomara que não, possivelmente falecidos".

A OMS considera "elevada" a probabilidade de que a ômicron se propague por todo o planeta, mas ainda há muitas dúvidas sobre muitas incógnitas sobre os riscos e o nível de transmissão.

Desde que a África do Sul revelou o surgimento da variante na semana passada, mais de 20 países dos cinco continentes detectaram casos, em sua maioria importados, mas Estados Unidos e Austrália já anunciaram infecções locais.

O governo dos Estados Unidos confirmou na quinta-feira 10 contágios por ômicron: cinco no estado de Nova York, outros na Califórnia, Minnesota e Havaí.

A pessoa infectada em Minnesota havia viajado a Nova York e o paciente do Havaí não estava vacinado, mas não viajou, o que demonstra que a variante começou a ser transmitida localmente.

A Austrália informou nesta sexta-feira que três estudantes de uma escola de Sydney foram infectados com a variante ômicron, apesar da proibição de entrada de estrangeiros em seu território e das restrições para voos procedentes do sul da África.

Em Oslo (Noruega), mais da metade das entre 100 e 120 pessoas que compareceram a uma festa testaram positivo para o coronavírus - todas estavam vacinadas -, e pelo menos 17 são suspeitas de contágio com a variante ômicron, informou a prefeitura. O número pode aumentar com novos exames de sequenciamento.

- Novas medidas -

A agência de saúde europeia advertiu que a variante, aparentemente mais contagiosa e com várias mutações, será dominante "nos próximos meses" na União Europeia, enquanto a Organização Pan-Americana da Saúde alertou que em breve estará em circulação por todas as Américas.

A Alemanha reforçou as medidas para tentar conter a onda mais grave de coronavírus. "A situação é muito, muito complicada", disse o futuro chanceler, Olaf Scholz, após uma reunião com a atual chefe de Governo, Angela Merkel, e os líderes das 16 regiões do país.

O governo decidiu impedir o acesso dos alemães não vacinados (um terço da população) a estabelecimentos comerciais não essenciais, restaurantes ou locais culturais e de lazer, enquanto examina um projeto de vacinação obrigatória, medida que será aplicada na vizinha Áustria e começa a ser debatido em outros países.

O Brasil já registrou casos da variante e a festa de Ano Novo foi cancelada em São Paulo.

Também foram adiadas as negociações previstas para janeiro em Genebra da convenção da ONU sobre a biodiversidade (COP15) devido à "incerteza" provocada pela ômicron.

Em Washington, o presidente Joe Biden anunciou uma campanha de inverno para conter a covid-19, sem medidas drásticas, com limitações às viagens e reforço da vacinação, pois menos de 60% da população dos Estados Unidos foi imunizada.

A partir do início da próxima semana, além da vacinação, os viajantes que entram no país terão que apresentar teste com resultado negativo feito um dia antes da viagem, informou a Casa Branca.

- Propagação exponencial -

A África do Sul informou uma propagação "exponencial" do vírus e a nova variante já é dominante no país. As autoridades anunciaram um pico de contágios em crianças, mas ainda não sabem se está vinculado à variante ômicron.

Um estudo de cientistas sul-africanos indica que o risco de voltar a contrair covid-19 é três vezes maior com a variante ômicron que com as variantes beta e delta.

Isto se une aos temores de maior resistência da ômicron às vacinas existentes, enquanto os laboratórios tentam desenvolver versões específicas de seus fármacos.

O surgimento da variante afeta as perspectivas de recuperação econômica. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) pediu que as vacinas sejam produzidas e distribuídas o mais rápido possível em todo o mundo.

O FMI pediu às economias do G20 que ampliem a iniciativa de alívio da dívida, ao advertir que muitos países poderiam sofrer um "colapso econômico" e enfrentar pressões financeiras.

As doses de reforço das vacinas anticovid oferecem um nível de proteção diferente de acordo com as marcas, mas a imunidade em geral volta a melhorar, afirma um estudo publicado na revista The Lancet.

O estudo foi realizado em junho no Reino Unido com um grupo de 3.000 pessoas e comparou diversas configurações, segundo a vacina aplicada inicialmente e a escolhida como reforço.

Os pacientes haviam recebido o esquema vacinal completo, com AstraZeneca ou Pfizer/BioNtech.

No caso da Pfizer, as pessoas receberam uma dose de reforço no mínimo dois meses depois da segunda injeção. No caso da AstraZeneca receberam a terceira dose no mínimo três meses depois.

A dose poderia ser da mesma marca ou uma combinação com CureVac, Moderna, Novavax, Valneva ou Janssen.

Alguns pacientes receberam placebo.

Em praticamente todas as configurações de reforço (exceto as que continham placebo), os participantes geraram geraram novas doses de anticorpos, embora a combinação Pfizer/Valneva não tenha apresentado nenhuma mudança considerável.

"Todas as vacinas que reforçaram a imunidade apresentaram resultados com pessoas jovens e mais velhas, mas há grandes diferenças de resposta de acordo com a vacina", afirmaram os autores do estudo.

A análise também mostrou várias limitações.

A dose de reforço foi administrada com um período de tempo curto na comparação com a segunda dose. Em alguns casos, inclusive, o tempo entre a segunda e a terceira doses foi menor que o período entre a primeira e a segunda injeção.

Além disso, o estudo não mediu a eficácia real das vacinas a respeito da doença, apenas as reações do sistema imunológico.

Os autores da pesquisa pretendem seguir controlando o nível de reação das pessoas que participaram no estudo entre seis e oito meses depois de suas primeiras doses.

O estudo também examinou os efeitos colaterais, considerados "aceitáveis" em todas as configurações.

Marco legal, tendências, opinião pública: quando se trata do direito ao aborto, os Estados Unidos representam claramente uma exceção no cenário internacional.

- Com Pequim e Pyongyang -

Na falta de uma lei federal, coube à Suprema Corte dos Estados Unidos garantir, em 1973, o direito ao aborto, que, no entanto, se limita a um feto "viável", ou seja, até o momento em que tenha a capacidade de sobreviver fora do útero, entre 22 e 24 semanas de gestação.

Em uma audiência na quarta-feira, que pode marcar uma mudança histórica, a mais alta corte do país pareceu querer recuar.

O líder da Suprema Corte, o conservador John Roberts, declarou-se especialmente "inquieto" ao considerar que "os Estados Unidos compartilham com a China e a Coreia do Norte o limite da viabilidade", enquanto no resto do mundo as restrições são maiores.

Usando o mesmo argumento, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, um cristão ultraconservador, havia pedido à Suprema Corte que removesse os Estados Unidos das ditas "margens radicais" para adaptar sua legislação a um modelo mais ocidental.

Os Estados Unidos, de fato, estão entre os países com os prazos mais longos permitidos ao aborto.

Segundo estudo do Centro de Direitos Reprodutivos, cerca de 67 países no mundo, principalmente ocidentais, autorizam a interrupção voluntária da gravidez sem justificativa.

Além disso, os Estados Unidos fazem parte de uma dezena de países com o limite mais estendido, junto com China, Reino Unido (24 semanas), Canadá (até o parto) e várias regiões da Austrália.

No entanto, esses limites são enganosos, porque em muitos países também existem exceções "econômicas, sociais ou médicas" para abortar até o momento do parto, segundo Julie Rinkelman, advogada que defende o "status quo" na Suprema Corte.

- Em outros estados -

Acima de tudo, a advogada acrescenta em sua resposta ao juiz Roberts, esses países "não têm o tipo de barreiras que temos aqui".

Os estados conservadores do centro e do sul do país efetivamente multiplicaram as leis restritivas nos últimos anos, forçando o fechamento de inúmeras clínicas de aborto, a tal ponto que apenas uma em cada seis permanece aberta.

Desde 1º de setembro, o estado do Texas proíbe o aborto a partir das seis semanas de gestação, o que ainda não gerou uma decisão da Suprema Corte. Em contrapartida, o aborto é muito acessível em estados progressistas vizinhos, como Califórnia ou Nova York.

Poucos países apresentam diferenças tão marcantes entre estados ou regiões.

"Somos uma aberração em termos da evolução dos direitos ao aborto", estima Nancy Northup, presidente do Centro para os Direitos Reprodutivos. "A tendência desde os últimos 25 anos é flexibilizar as medidas, com avanços recentes no México, Argentina e Benin".

Em comparação com outras democracias ocidentais, os Estados Unidos também se destacam por seu acirrado debate sobre o aborto. 75% dos suecos, 65% dos britânicos, 64% dos franceses, 61% dos italianos e espanhóis... acham que o aborto deve ser autorizado sempre que uma mulher quiser, enquanto apenas 42% dos americanos compartilham desta opinião, de acordo com uma pesquisa Ipsos de 2021.

E nesses países, que tiveram fortes mobilizações na época da legalização do aborto, o debate enfraqueceu posteriormente.

Nos Estados Unidos, entretanto, após a decisão de 1973, o clima piorou especialmente quando o Partido Republicano usou a luta antiaborto para mobilizar eleitores da direita mais conservadora e religiosa.

O ex-presidente Donald Trump personifica o extremo dessa estratégia: em 1999, o bilionário se declarou a favor dos direitos das mulheres de "escolher", mas sua vitória nas eleições presidenciais de 2016 se deve em parte à promessa de nomear juízes contra o aborto à Suprema Corte.

Ao longo de seu mandato, Trump conseguiu incluir três magistrados conservadores no mais alto órgão judicial do país e essa estratégia parece estar prestes a dar frutos.

México e EUA concordaram nesta quinta-feira (2) em reativar parcialmente um programa do governo de Donald Trump por meio do qual os migrantes devem esperar em território mexicano pela resposta aos seus pedidos de asilo. "O México decidiu que, por razões humanitárias, e temporariamente, não devolverá a seus países de origem certos migrantes que têm uma audiência para comparecer perante um juiz de imigração nos EUA para solicitar asilo", disse ontem o Ministério de Relações Exteriores mexicano.

O programa "Permanecer no México" será restaurado após negociações com os EUA, onde a Justiça ordenou a reimplementação da política migratória de Trump, que devolvia os migrantes ao território mexicano, um revés para o presidente democrata Joe Biden, que encerrou essa prática quando assumiu o cargo, em janeiro.

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Nos EUA, o Departamento de Segurança Nacional informou que, assim que o México reativar seu programa de recebimento de refugiados, fará algumas alterações em seus protocolos de proteção de migrantes (MPP, na sigla em inglês) para agilizar o processo e responder às preocupações do governo mexicano.

Um dos principais compromissos dos EUA é que os processos de pedido de asilo sejam "concluídos em seis meses", a partir do momento em que o requerente é devolvido ao México, e também agilizar a comunicação e informação prestada aos migrantes. O Departamento de Justiça americano designará 22 juízes de imigração para se dedicarem exclusivamente aos pedidos de asilo.

Na fronteira entre os dois países, há migrantes que tiveram de esperar mais de um ano por suas audiências. Desde março de 2020, em razão da pandemia de covid-19, o processo foi adiado ainda mais.

Covid-19

Segundo a chancelaria mexicana, durante as negociações também foi discutida a necessidade de aplicar medidas contra a covid-19, como exames médicos e a disponibilidade de vacinas para os migrantes. Os EUA prometeram que todos os inscritos no MPP serão vacinados. Os adultos receberão imunizantes da Johnson & Johnson, que exige apenas uma dose, e as crianças receberão a vacina da Pfizer e a segunda dose quando chegarem aos EUA para suas primeiras audiências.

O México, que durante anos se recusou a receber migrantes enviados pelos EUA, aceitou as políticas de Trump após a chegada de Andrés Manuel López Obrador à presidência, em dezembro de 2018. Com a eleição de Biden, a entrada de migrantes no México deu um salto. A maioria é de centro-americanos que buscam o sonho de viver nos EUA.

Mais de 190 mil migrantes foram detectados pelas autoridades mexicanas, entre janeiro e setembro, três vezes mais do que em 2020. Cerca de 74,3 mil foram deportados.

O governo Biden argumenta que o MPP impôs custos humanitários injustificáveis e não ataca a raiz das causas da imigração ilegal e, assim que a ordem judicial for encerrada, esses protocolos de imigração voltarão a ser cancelados, de acordo com o Departamento de Segurança Nacional dos EUA.

Decisão judicial

Biden tinha anulado o programa criado por Trump, mas uma ação judicial dos Estado do Texas e do Missouri forçou o governo a restabelecê-lo, com o consentimento do Mexico. Organizações de defesa dos direitos humanos dizem que os imigrantes enviados ao norte do México podem ser vítimas de traficantes de pessoas ou sequestrados para pagamento de resgate. O retorno de refugiados para o México deve começar na segunda-feira em uma localidade fronteiriça e depois se expandir para outras sete cidades. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A luta para acabar com a pandemia mundial de Covid-19 tem duas armas: as vacinas, utilizadas em larga escala, e os tratamentos médicos, muito menos divulgados até o momento.

- Pílulas mágicas -

Este é o sonho dos pacientes, médicos, autoridades do setor de saúde e políticos: uma pílula que permita combater a Covid-19 após um teste positivo para a doença.

Os tratamentos mais avançados até agora são o molnupiravir do laboratório Merck Sharp and Dohme (MSD) - comercializado com o nome Lagevrio - e o Paxlovid da Pfizer. São fármacos antivirais, que diminuem a capacidade de reprodução do vírus e, assim, interrompem a doença.

O Lagevrio foi aprovado para uso emergencial na União Europeia e está em processo de autorização nos Estados Unidos.

Porém, os resultados completos do teste clínico da Merck/MSD, divulgados em 26 de novembro, mostram que a eficácia é muito inferior ao que havia sido anunciado previamente.

De acordo com os resultados completos, o medicamento reduz em 30% (e não à metade como se acreditava inicialmente) o percentual de hospitalizações e mortes entre os pacientes que tomaram a pílula pouco depois da infecção.

Também surgem perguntas sobre a segurança dos medicamentos, pois o uso poderia favorecer, em tese, o surgimento de variantes do vírus ou provocar efeitos cancerígenos. Os riscos, no entanto, são considerados baixos pelos cientistas americanos.

As autoridades de saúde europeias e americanas também estão examinando os dados do Paxlovid (baseado em parte no ritonavir, um medicamento criado para combater o HIV).

Os dois medicamentos parecem, no momento, eficazes no que diz respeito às variantes da covid-19 e os especialistas acreditam que poderiam combater perfeitamente a mais recente registrada, a mutação conhecida como ômicron.

- Anticorpos sintéticos -

Estes medicamentos, de grande complexidade, não poderão ser utilizados em larga escala, porque o preço é elevado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o Ronapreve para os pacientes da terceira idade ou com um sistema imunológico deficiente. O medicamento foi criado pela Regeneron e o laboratório Roche e cada dose, de acordo com estimativas das ONGs, custa quase 2.000 dólares.

Este medicamento combina dois anticorpos sintéticos, conhecidos como "monoclonais", o casirivimab e o imdevimab, e é administrado com apenas uma injeção intravenosa.

No caso destes medicamentos, o surgimento constante de variantes parece representar um problema, devido à maneira como foram criados.

A empresa farmacêutica Regeneron reconheceu em 30 de novembro que a eficácia de seus anticorpos sintéticos pode ser reduzida diante da variante ômicron.

A OMS recomenda outros anticorpos monoclonais para os pacientes mais graves, o tocilizumab (vendido com o nome Actemra ou RoActemra pelo laboratório Roche) e o sarilumab (vendido com o nome Kevzara pela Sanofi).

De acordo com a OMS, os dois medicamentos imunossupressores devem ser administrados em conjunto com corticoides.

- Corticoides -

Foi o primeiro tratamento oficialmente recomendado pela OMS, em setembro de 2020, apenas para os pacientes mais graves.

A OMS recomenda, a partir de todos os dados disponíveis, "a administração sistemática de corticoides" aos pacientes com covid "grave ou crítica".

Entre alguns pacientes o tratamento reduz a mortalidade e também a probabilidade de necessidade de um respirador artificial, segundo a OMS, pois reduz a inflamação.

- E os países pobres?

Vacinas e tratamentos têm no mínimo um ponto em comum: os países pobres são os últimos a recebê-los.

Uma estimativa da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) aponta que um tratamento de alguns dias a base de Lagevrio ou Paxlovid nos países desenvolvidos pode custar quase 700 dólares por paciente.

Tanto Pfizer como Merck assinaram acordos de licença voluntários para facilitar a distribuição do Lagevrio e do Paxlovid nos países em desenvolvimento, uma vez recebida a autorização formal.

Em 8 de dezembro de 2020, o início da vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido marcou o início de uma campanha mundial de dimensão histórica, uma corrida contra o tempo para conter a pandemia de coronavírus.

Um ano depois, metade da população mundial recebeu ao menos uma dose da vacina. Mas enquanto os países ricos já aplicam doses de reforço, as nações mais pobres registram taxas pequenas de imunização.

A enorme desigualdade é um dos principais problemas da campanha, afetada também por controvérsias sobre os efeitos colaterais, que são raros, e pelos protestos contra a vacinação obrigatória em alguns países.

A seguir, um balanço de um ano de vacinação no mundo, respaldado em uma base de dados da AFP.

- Mais da metade da população -

Os britânicos foram os primeiros a iniciar a campanha em larga escala, embora países como Rússia e China já tivessem começado a vacinar de forma limitada.

O Reino Unido usou principalmente a vacina AstraZeneca/Oxford, uma das 20 atualmente em aplicação, todas desenvolvidas em tempo recorde, pois o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China no fim de 2019.

Vários países começaram a vacinar seus cidadãos no mesmo mês, a maioria com a vacina de RNA mensageiro do laboratório Pfizer/BioNTech: Estados Unidos, Canadá e Emirados Árabes Unidos em 14 de dezembro, Arábia Saudita no dia 17, Israel no dia 19, a União Europeia no dia 27.

Um ano depois, mais da metade da população mundial (55%) recebeu ao menos uma dose, ou seja, mais de 4,3 bilhões de pessoas. E ao menos 44% (3,4 bilhões) estão com o esquema vacinal completo, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais dos países.

Um total de 8,1 bilhões de doses foram aplicadas no mundo. Além da AstraZeneca e Pfizer, as outras vacinas mais usadas são as desenvolvidas pelos laboratórios americanos Johnson & Johnson e Moderna, as chinesas Sinopharm e Sinovac e a russa Sputnik V.

- Países pobres para trás -

Embora pelo menos desde junho de 2021 quase todos os países do mundo estejam aplicando as vacinas, o ritmo é muito lento na maioria dos países pobres, quando não é interrompido por falta de doses.

O mecanismo Covax, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir acesso igualitário às vacinas, entregou a primeira remessa no fim de fevereiro em Gana.

Mas rivalizando com países dispostos a pagar valores elevados pelos fármacos, o mecanismo Covax entregou apenas 591 milhões de doses a 144 países ou territórios, muito abaixo da meta de 2 bilhões estabelecida para 2021.

Nos países de baixa renda (segundo a classificação do Banco Mundial), foram administradas apenas nove doses para cada 100 habitantes. A média mundial é de 104 para cada 100 habitantes e nos países de alta renda alcança 149 por 100.

A África é o continente menos protegido, com 18 doses para cada 100 habitantes. Burundi e República Democrática do Congo são os países menos vacinados, com 0,007% e 0,06% da população respectivamente.

Dois países ainda não começaram a vacinação: Eritreia e Coreia do Norte.

- Emirados Árabes na primeira posição -

Entre os 50 países mais vacinados, 39 estão no grupo de alta renda, com os Emirados Árabes Unidos na liderança, com mais de 89% da população imunizada.

Em seguida aparecem Portugal (87%), Singapura (86%), Catar (85%), Chile e Malta (84%), Cuba (81%), Coreia do Sul e Camboja (80%), Espanha e Seychelles (79%) e Malásia (78%).

Apesar do início com um ótimo ritmo de vacinação graças a doses entregues rapidamente, após 12 meses países como Reino Unido (68%), Israel (67%) ou Estados Unidos (60%) não estão entre os mais imunizados.

- Doses de reforço e vacinas para menores -

Os países com renda elevada também estão entre os que começaram a administrar doses de reforço. O grupo inclui quase todos os países da Europa, América do Norte e do Golfo.

A maioria deles também aplica doses nos adolescentes (12-17 anos) e alguns, como Estados Unidos, Canadá, Israel, Cuba, Emirados, Camboja ou Venezuela, a crianças a partir dos cinco ou seis anos.

Na União Europeia, a Áustria se antecipou em meados de novembro à agência de medicamentos do bloco, que aprovou apenas no fim do mês a aplicação da vacina da Pfizer em crianças a partir dos cinco anos.

O estado de Nova York confirmou a presença de cinco casos da variante Ômicron do coronavírus, anunciou nesta quinta-feira (2) a governadora Kathy Hochul, elevando a oito o número de contágios detectados da nova cepa nos Estados Unidos.

"O estado de Nova York confirmou cinco casos da variante Ômicron", disse Hochul por meio do Twitter em mensagem destinada a tranquilizar os moradores do quarto estado mais populoso do país.

"Permitam-me ser clara: isto não é motivo de alarme. Sabíamos que esta variante viria e temos as ferramentas para deter seu avanço", acrescentou a governadora.

"Tomem sua vacina, tomem seu reforço. Usem a máscara", recomendou.

Por enquanto, não está claro se os novos casos estão localizados dentro ou perto da cidade de Nova York - região metropolitana mais populosa do país - e tampouco se os casos foram detectados em pessoas que voltaram recentemente de viagens ao exterior.

Até agora são oito os casos confirmados nos Estados Unidos, onde pelo menos um, em Minnesota, é o de uma pessoa sem registros de viagens internacionais recentes, o que indica que a cepa Ômicron já circula no país.

Os números apresentados pela governadora Hochul chegam após o anúncio do presidente Joe Biden de reforçar as medidas governamentais contra a Covid-19 durante o inverno.

As novas medidas incluem a obrigatoriedade de um teste negativo nas últimas 24 horas para viajantes procedentes do exterior, assim como a prorrogação até meados de março do uso de máscaras no transporte público.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (2) uma campanha de inverno contra a covid-19, com novas exigências para os viajantes e um aumento nos esforços de vacinação.

Biden aportou uma liderança firme em relação à pandemia após os anos caóticos de Donald Trump, mas as mutações do coronavírus continuam desafiando-o e contribuem para a queda de sua popularidade.

Instando a nação - em particular seus adversários políticos - a se unirem à sua estratégia, Biden divulgou uma série de ações desenhadas para frear a propagação da covid-19 nos próximos meses, enquanto a variante mais recente, a ômicron, se espalha pelo mundo.

Até agora foram anunciados dois casos nos Estados Unidos, o segundo deles em um homem de Minnesota sem antecedentes de viagens internacionais recentes, o que indica que a cepa já está circulando no país.

"É um plano que acho que deveria nos unir", disse Biden, falando na sede dos Institutos Nacionais de Saúde, nos arredores de Washington.

"Sei que a covid-19 tem sido muito divisiva. Neste país, tornou-se um tema político (...), o que é uma triste constatação. Não deveria sê-lo, mas tem sido", acrescentou.

As medidas incluem a exigência de que todos os viajantes internacionais que entrem no país se submetam a um exame de covid um dia antes de embarcar.

Isto valerá para todos os viajantes, tanto americanos quanto estrangeiros, independentemente de sua situação vacinal.

Para os viajantes nacionais, Biden vai anunciar a ampliação da obrigação do uso de máscaras nos aviões, trens e outros meios de transporte público até meados de março.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse a jornalistas que os exames e as exigências de vacinação poderiam se estender eventualmente também aos voos nacionais.

"Nada está fora da mesa", afirmou.

A enxurrada de medidas pretende, em parte, assegurar aos americanos que Biden está fazendo tudo o possível para evitar que a pandemia faça descarrilar a impressionante recuperação econômica dos Estados Unidos e as festas de fim de ano.

Biden e seus assessores têm reforçado reiteradamente nos últimos dias que não voltarão a ocorrer fechamentos em massa.

Mas a Casa Branca também enfrenta o desafio de que muitos americanos não são receptivos aos apelos de Biden à ação coletiva.

Apesar das tentativas cada vez mais criativas para incentivar as pessoas a se vacinarem, cerca de 40% dos americanos ainda não estão completamente imunizados. Ao redor de 110 milhões de pessoas com direito a receber vacinas de reforço ainda não aproveitaram a oportunidade.

- Campanha nacional -

As autoridades disseram que será adotado um aumento da promoção das vacinas e seus reforços, com uma campanha nacional dirigida aos beneficiários da assistência sanitária pública chamada Medicare.

Por outro lado, o governo Biden tentará assegurar que as escolas não voltem a sofrer fechamentos maciços.

"Estamos ampliando nossos esforços para vacinar as crianças a partir dos cinco anos", disse. E aos pais preocupados com as variantes ômicron e delta, pediu: "Façam com que seus filhos se vacinem em um dos 3.500 centros do país".

Em outro reforço das políticas já existentes, a Casa Branca fomentará o uso de kits caseiros de testagem, ao anunciar que o seguro de saúde cobrirá 100% de seu custo. Para os que não têm plano, haverá maior disponibilidade de kits gratuitos.

Atualmente, os kits são vendidos por cerca de 25 dólares, enquanto que em outros países europeus estão disponíveis gratuitamente ou com baixo custo.

Enquanto isso, a Casa Branca destacou que as restrições impostas pelo governo aos viajantes de oito países da África austral devido ao crescente temor da variante ômicron não eram um "castigo" a estes países, mas uma medida de segurança.

"Estamos em contato diplomático direto com os líderes destes países sobre as medidas que adotamos", disse Psaki, em alusão à proibição imposta na semana passada às chegadas de passageiros procedentes de Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Moçambique, Malauí e África do Sul.

"Isto não pretende ser um castigo, são medidas recomendadas por nossos funcionários de saúde pública e por especialistas médicos", afirmou durante sua coletiva de imprensa de rotina. "Ninguém quer que isso seja permanente".

A Casa Branca assegurou nesta quinta-feira (2) que sua decisão de proibir a entrada nos Estados Unidos de viajantes de apenas oito países africanos, no momento em que a variante ômicron do coronavírus está se espalhando por todo o mundo, "não é um castigo".

"Estamos em contato diplomático com os líderes desses países sobre as medidas que tomamos", disse a porta-voz da Presidência dos EUA, Jen Psaki.

"Isso não é um castigo, são medidas recomendadas por nossos funcionários de saúde pública e por especialistas médicos", afirmou Psaki em sua coletiva de imprensa de rotina. "Ninguém quer que isso seja permanente", acrescentou.

Washington proibiu a chegada em território americano de pessoas procedentes de África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Eswatini (antiga Suazilândia), Moçambique e Malawi, devido à propagação da variante ômicron.

Essas restrições com foco na África estão gerando muitas críticas, já que a nova variante está sendo detectada no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos.

Na África, só há informações de casos da variante em quatro países: África do Sul, Gana, Nigéria e Botsuana.

Os Estados Unidos, no entanto, não foram o único país a tomar medidas tão drásticas e específicas.

Muitos países fecharam suas fronteiras, entre eles o Brasil, para viajantes procedentes da África do Sul, onde a nova variante foi detectada pela primeira vez.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, denunciou nesta quinta "toda as formas de apartheid sanitário", ao ressaltar que seu país está parcialmente isolado do resto do mundo.

As restrições de viagem impostas aos países da África Austral por diversas nações ocidentais equivalem à "afrofobia", denunciou, por sua vez, o presidente de Malawi, Lazarus Chakwera.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que, em geral, os fechamentos de fronteiras são desnecessários.

Ao ser questionada se, diante da propagação da variante, os Estados Unidos multiplicariam o número de países afetados pelas restrições ou, pelo contrário, suspenderiam as que estão em vigor, Jen Psaki respondeu: "Vamos avaliar as duas possibilidades".

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