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Uma menina abriu fogo nesta quinta-feira em uma escola no estado de Idaho, noroeste dos EUA, ferindo três pessoas, antes de ser desarmada por um professor, informou a polícia.

A estudante anônima da Rigby Middle School, perto de Idaho Falls, estava na sexta série, o que significa que deve ter 11 ou 12 anos. Ela "retirou uma arma de sua mochila e disparou várias vezes dentro da escola e para fora", disse o xerife Steve Anderson, do condado de Jefferson.

Lesões sofridas por dois estudantes e um funcionário não são consideradas fatais, disse ele. "Durante o tiroteio, um professor desarmou a estudante e a deteve até que a polícia a levasse sob custódia", acrescentou Anderson em entrevista coletiva. O caso está sendo investigado pelo FBI e também por autoridades locais.

Os EUA sofreram uma série de tiroteios em massa nas últimas semanas, incluindo em uma instalação da FedEx em Indianápolis, um prédio de escritórios na Califórnia, um supermercado no Colorado e vários spas em Atlanta. No mês passado, o presidente Joe Biden classificou a violência armada nos Estados Unidos como uma "epidemia" e um "constrangimento internacional".

Mais de 43.000 mortes por armas de fogo foram registradas nos Estados Unidos no ano passado, incluindo suicídios, de acordo com o Gun Violence Archive.

A companhia norte-americana Novavax anunciou nesta quinta-feira, 6, a assinatura de um acordo para fornecer 350 milhões de doses da sua vacina contra a covid-19, a partir do terceiro trimestre de 2021. A empresa ainda informou sobre outra venda, para o Instituto Serum, da Índia.

A iniciativa Covax, que tem entre seus líderes a Organização Mundial de Saúde (OMS), foi estabelecida para garantir uma distribuição mais igualitária dos imunizantes pelo mundo.

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A Novavax informa em sua nota que o acordo foi assinado com a Gavi Alliance, também integrante da Iniciativa Covax. A Gavi é um braço da Fundação Bill e Melinda Gates.

A Novavax diz que o acordo com o Instituto Serum deve garantir a entrega de 1,1 bilhão de doses da vacina à entidade da Índia.

O país enfrenta quadro grave na pandemia, com recordes recentes de casos e mortes pelo vírus. Essas entregas também devem começar no terceiro trimestre, diz a nota.

Cerca de 170 focas de uma espécie ameaçada foram encontradas mortas nos últimos três dias nas margens do Mar Cáspio, na república russa do Daguestão, disseram pesquisadores à AFP nesa quinta-feira (6).

"São animais mortos que vimos, fotografamos e cujas coordenadas GPS registramos", disse Viktor Nikiforov, do centro de pesquisa "Mamíferos Marinhos" de Moscou.

As imagens compartilhadas com a AFP mostram vários cadáveres encalhados na praia.

Segundo o pesquisador, as focas foram encontradas em uma área 100 quilômetros ao sul de Makhatchkala, capital do Daguestão, e em outra cerca de 50 quilômetros ao norte daquela cidade.

Contatada pela AFP, a Agência Federal Russa para as Pescas no Norte do Cáucaso informou ter enviado inspetores para efetuar uma nova contagem.

O comitê de investigação russo também anunciou que havia iniciado verificações.

O Mar Cáspio, o maior mar fechado do mundo, faz fronteira com cinco países: Rússia, Irã, Cazaquistão, Turcomenistão e Azerbaijão.

No início do século 20 possuía mais de um milhão de focas (Pusa caspica), das quais hoje restam apenas 68 mil exemplares adultos, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que considera a espécie "em extinção".

Caçado intensamente até recentemente, esse mamífero atualmente sofre principalmente com a poluição industrial, o que o torna estéril.

Segundo as Nações Unidas, essa contaminação está ligada à indústria do petróleo, aos resíduos radioativos e industriais e até mesmo ao esgoto.

Cerca de 230 milhões de indianos caíram na pobreza devido à pandemia do coronavírus, sendo os jovens e as mulheres os mais afetados, enquanto a segunda onda de infecções ameaça piorar a situação, de acordo com um estudo.

O confinamento rigoroso implementado por meses na Índia deixou cerca de 100 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com o relatório da Universidade Azim Premji, com sede em Bangalore, e cerca de 15% não conseguiram encontrar um novo emprego.

As mulheres estão em pior situação, com uma taxa de desemprego que atingiu 47% depois que as restrições ao coronavírus foram suspensas, de acordo com o estudo divulgado na quarta-feira (5).

O relatório, que definiu as pessoas na pobreza como aquelas que vivem com menos de 375 rúpias (US$ 5) por dia, especificou que "embora a renda tenha caído em todos os âmbitos e de forma generalizada, a pandemia atingiu as famílias mais pobres com muito mais força".

A terceira maior economia da Ásia já estava sofrendo uma desaceleração prolongada antes mesmo da chegada da covid-19 e a crise econômica que a acompanhou.

Muitas famílias tiveram que enfrentar a perda de renda gastando menos com alimentos e endividando-se, e alarmantes 20% dos entrevistados revelaram que a ingestão de alimentos não havia melhorado nem mesmo seis meses após o início da pandemia.

O confinamento do ano passado desencadeou um enorme êxodo de milhões de trabalhadores migrantes voltando para suas aldeias de origem, com muitos planejando retornar após a reabertura da economia.

Mas uma em cada três pessoas com menos de 25 anos não conseguiu encontrar um novo emprego depois de ficar desempregada devido ao confinamento, de acordo com o relatório da universidade.

Enquanto uma segunda onda mortal do vírus sobrecarrega os hospitais e causa mais restrições à atividade econômica em muitas partes do país, milhões de indianos - cujas vidas já são precárias - provavelmente verão sua condição piorar.

"Constatamos que um o apoio governamental adicional é urgentemente necessário por dois motivos: para compensar as perdas sofridas durante o primeiro ano e para antecipar o impacto da segunda onda", resume o estudo.

O Sri Lanka fechou nesta quinta-feira (6) suas fronteiras com a Índia, seguindo os passos de outros vizinhos do gigante do Sudeste Asiático, que luta contra uma onda brutal do coronavírus.

Bangladesh e Nepal também fecharam suas fronteiras com a Índia, que registrou um grande número de infecções e mortes relacionadas à covid-19 nas últimas três semanas.

A Índia contabiliza mais de 230.000 mortes e 21 milhões de casos desde o início da pandemia.

Sri Lanka, Bangladesh e Nepal combatem seus próprios problemas sanitários, enquanto a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho destaca "um desastre humanitário que se aprofunda" no sul da Ásia.

O governo do Sri Lanka proibiu a entrada em seu território de passageiros em voos procedentes da Índia. O país registrou nesta quinta um recorde de mortes diárias, com 14 e 1.939 infecções em 24 horas.

A Marinha do Sri Lanka, que intensificou suas patrulhas para evitar que os pesqueiros indianos se aproximem de suas águas, informou que interceptou hoje 11 embarcações que cruzavam o estreito entre os dois países vizinhos.

Bangladesh suspendeu os voos internacionais a partir de 14 de abril e fechou sua fronteira com a Índia em 26 de abril.

Colombo notificou 11.755 mortes ligadas à covid-19 e 767.338 casos da doença, embora os especialistas acreditem que os números reais seja muito mais elevados, como em todos os países do sul da Ásia.

Bangladesh recebeu 10 milhões de doses de vacinas da Índia, mas o fornecimento foi interrompido e o governo agora está em negociações com a China.

O Nepal, por sua vez, suspendeu os voos internacionais por uma semana, até 14 de maio. Apenas dois voos semanais para a Índia são permitidos para repatriar cidadãos bloqueados. A maioria dos postos de fronteira também estão fechados e apenas os nepaleses que retornam ao seu país podem cruzar os que seguem abertos.

A maioria dos hospitais do Nepal estão lotados de pacientes com covid-19, de acordo com a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.

"As cidades do sul perto da fronteira com a Índia não conseguem lidar com o número crescente de pessoas que precisam de tratamento médico", informaram. "O Nepal atualmente tem 57 vezes mais casos do que há um mês", observaram.

Nepal, Bangladesh e Paquistão registram atualmente taxas exorbitantes de mortes por covid. O Paquistão fechou suas fronteiras com a Índia antes do início da nova onda devido a tensões políticas.

"Devemos agir agora e rapidamente para manter alguma esperança de conter esta catástrofe humanitária", disse o diretor regional da organização para a região da Ásia-Pacífico, Alexander Matheou.

"Esse vírus não respeita fronteiras e suas variantes se espalham pela Ásia", alertou.

Até mesmo as Maldivas, um destino turístico de luxo, aumentaram as restrições para os viajantes indianos e exigem testes negativos para permitir sua entrada.

A Índia é o maior mercado de turismo para o Sri Lanka e também para as Maldivas, que agora são fortemente afetadas economicamente pela nova onda do coronavírus.

As Maldivas contabilizam 32.665 infecções e 74 mortes.

A Rússia anunciou nesta quinta-feira (6) a homologação de uma versão "light" de sua vacina contra a Covid-19, a Sputnik V, que é administrada em uma única dose contra duas em sua versão original.

A homologação foi anunciada ao mesmo tempo pelos criadores da vacina e pela vice-primeira-ministra russa responsável pela Saúde, Tatiana Golikova, durante encontro com o presidente Vladimir Putin, transmitido pela televisão.

De acordo com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que financia o desenvolvimento da vacina, a Sputnik Light tem 79,4% de eficácia, ante 91,6% da versão em duas doses.

"A vacina Sputnik Light é baseada em uma plataforma de vetor adenoviral humano bem estudada que se mostrou segura e eficaz", garantiu o RDIF em um comunicado, acrescentando que o custo desta versão da injeção será "inferior a 10 dólares".

De acordo com Alexandre Guintsbourg, diretor do centro de pesquisas moscovita Gamaleya - responsável pela vacina russa - a Sputnik Light vai permitir "uma imunização mais rápida de grupos populacionais maiores, além de apoiar altos níveis de imunidade em quem já foi contaminado".

O diretor do RDIF, Kirill Dmitriev, também citado no comunicado, acredita que esta versão "reduz significativamente a probabilidade de casos graves que levam à hospitalização".

Segundo ele, a Sputnik V de duas doses "continuará sendo a principal fonte de vacinação na Rússia, enquanto a Sputnik Light será exportada".

A Rússia se orgulha de ter sido o primeiro país a licenciar uma vacina contra o coronavírus - em agosto de 2020 -, um anúncio então considerado prematuro no exterior, uma vez que foi feito antes mesmo do início dos ensaios clínicos em massa (fase III) e da publicação dos resultados científicos.

Em fevereiro, a prestigiosa revista médica The Lancet observou que a Sputnik V era 91,6% eficaz, dissipando as dúvidas sobre sua confiabilidade.

Sem ser capaz de produzir o suficiente e desejar dedicar sua produção prioritariamente para sua população, a Rússia entregou até agora apenas quantidades reduzidas fora de seu território.

No final de abril, a Anvisa recusou-se a aprovar a vacina russa, justificando que ela carregava uma versão ativa de um vírus comum causador de resfriados em razão de uma anomalia de fabricação.

Os criadores da Sputnik V denunciaram uma recusa de natureza "política" e ameaçaram a agência brasileira com uma ação judicial por difamação.

De acordo com o centro Gamaleya, mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo receberam uma primeira dose da Sputnik V.

Uma cerveja, um bolo, flores e até dinheiro. Nos Estados Unidos, as iniciativas se multiplicam para convencer os indecisos a se vacinarem contra a Covid-19.

Quase 56% dos adultos do país, ou mais de 145 milhões de pessoas, receberam pelo menos uma dose.

Mas o número diário de doses administradas está diminuindo e as autoridades querem convencer os indiferentes ou céticos a se vacinarem.

O presidente Joe Biden iniciou uma "nova fase" de imunização na terça-feira (4) com a meta de pelo menos uma injeção em 70% dos adultos e 160 milhões de americanos totalmente imunizados até o feriado nacional de 4 de julho.

Para atingir esse objetivo, anunciou parcerias com supermercados para garantir promoções aos compradores que se vacinarem.

Os descontos variam de US$ 5 por compra a 10% do valor da compra, disse Andy Slavitt, assessor da Casa Branca na luta contra a Covid-19.

Algumas ligas esportivas importantes também oferecem ingressos grátis ou descontos nas lojas, informou.

Os fãs de beisebol que se vacinarem no estádio dos Yankees ou no do Mets no dia da partida receberão entrada gratuita, anunciou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

E para chegar a um posto de vacinação, as plataformas Uber e Lyft VTC prometem viagens gratuitas ou a preços reduzidos.

As lojas de suplementos nutricionais Vitamin Shoppe oferecem descontos aos clientes que apresentarem seu cartão de vacinação.

E para quem adora doces, a rede Krispy Kreme promete um donut grátis por dia até o final do ano para quem se vacinar.

Para convencer os indecisos, a marca oferece todas as segundas-feiras até o final de maio um café com bolo grátis "para começar bem a semana", além de escolher a vacina desejada.

Os estados também querem convencer com a bebida alcoólica favorita dos americanos.

O governador de Nova Jersey, Phil Murphy, prometeu uma cerveja grátis até o final do mês para qualquer pessoa com mais de 21 anos, a idade mínima para beber, que receber a primeira dose da vacina.

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, anunciou uma cerveja grátis em troca da vacina de dose única da Johnson & Johnson. Mas a promoção é limitada a algumas horas na quinta-feira e em um único posto de vacinação.

- Prioridade aos jovens -

Antecipando o Dia das Mães, que é comemorado no domingo nos Estados Unidos, as autoridades municipais de Washington vão oferecer 300 buquês de flores para quem for vacinado na véspera. Eles também poderão fazer uma tatuagem de curta duração "Vacinado para a mamãe" até o final do mês.

Em um país onde os trabalhadores estão longe de ter férias remuneradas garantidas, mais de 1.000 empresas garantem a seus funcionários períodos de descanso remunerado para serem vacinados, disse Slavitt.

No final de abril, a administração Biden anunciou créditos fiscais para pequenas e médias empresas que oferecerem licenças remuneradas para seus funcionários receberem sua injeção e se recuperarem de possíveis efeitos colaterais.

Mas a melhor motivação é o dinheiro.

O governador de Maryland, Larry Hogan, anunciou na segunda-feira que os funcionários estaduais receberiam US$ 100 se fossem vacinados, uma oferta válida pelos próximos 18 meses.

"Esse tipo de incentivo é outra forma de enfatizar a importância da vacinação", disse Hogan, incentivando as empresas a fazer o mesmo para convencer seus funcionários.

Em West Virginia, onde a vacinação está aberta a partir dos 16 anos, o governador Jim Justice está oferecendo US$ 100 em títulos de capitalização para jovens de 16 a 35 anos, a faixa etária mais relutante em se vacinar. "É imperativo que nossos jovens sejam vacinados", declarou na semana passada.

De acordo com uma pesquisa de março da Kaiser Family Foundation, 25% dos jovens com entre 18 e 29 anos preferem "esperar" antes de serem vacinados, em comparação com 17% da população total. Apenas 13% dos entrevistados indicaram que se recusam a receber a vacina.

O inesperado apoio dos Estados Unidos à suspensão da proteção das patentes das vacinas anticovid pela Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de aumentar sua produção, foi saudado por seus defensores como um "momento histórico".

No entanto, ainda faltam muitos meses de negociações antes de se chegar a um consenso. Além disso, a indústria farmacêutica, claramente contrária a este projeto, continuará lutando para limitar seu alcance.

Estes são alguns dos pontos-chave desta questão crucial:

- Proposta

A proposta, apresentada em 2 de outubro pela África do Sul e Índia, recebeu o apoio de uma centena de países e ONGs atuantes na defesa dos direitos humanos e na luta contra a pobreza.

O texto inicial propõe acordar uma derrogação temporária a certas obrigações decorrentes do Acordo sobre os Direitos de Propriedade Intelectual que Afetam o Comércio (ADPIC) para que qualquer país possa produzir vacinas sem se preocupar com patentes, bem como medicamentos e outros insumos médicos.

A revogação duraria até "a implementação global de uma vacinação amplamente estendida e que a maioria da população mundial esteja imunizada".

O Conselho Geral da OMC, órgão de tomada de decisões, debateu a questão na quarta-feira, antes do anúncio de Washington.

Índia e África do Sul prometeram apresentar rapidamente um texto emendado que inclui "compromissos", de acordo com a OMC.

Três reuniões dedicadas a este tema serão realizadas antes do final de maio e, em seguida, nos dias 8 e 9 de junho.

- A favor

Os países partidários da iniciativa, apoiados por ONGs como Médicos sem Fronteiras e HRW, e também pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consideram que graças à multiplicação dos locais de fabricação, o acesso seria facilitado a produtos médicos e a preços acessíveis para os países mais desfavorecidos.

Marrocos, Egito, Indonésia e Paquistão indicaram que têm "capacidade de produção" caso as patentes sejam suspensas.

"O governo (Biden) acredita fortemente nas proteções à propriedade intelectual, mas para acabar com esta pandemia apoia a suspensão das proteções para as vacinas contra a covid-19", declarou a representante comercial dos EUA, Katherine Tai, em um comunicado.

- Contra

Para Thomas Cueni, presidente da Federação Internacional da Indústria Farmacêutica (Ifpma), "abolir patentes ou impor uma suspensão não vai produzir uma única dose (de vacina) a mais".

Mas o bloco de países opostos ao projeto está rachando após a mudança de Washington.

Esses opositores citam o esforço financeiro dos laboratórios - milhões, em parte com recursos públicos - e o freio a investimentos futuros que ocorreriam se lucros não forem obtidos.

Os grupos farmacêuticos destacam que já assinaram 275 acordos de associação, incluindo transferência de tecnologia, para aumentar a produção o mais rápido possível e produzir 10 bilhões de doses em 2021.

Muitos representantes da indústria enfatizam que o problema não é tanto a propriedade intelectual, mas as barreiras alfandegárias ou a escassez de certos ingredientes, que podem paralisar a produção.

Também estimam que mais de uma centena de ingredientes que entram na fabricação de uma vacina atualmente são difíceis de encontrar, seja porque sua exportação está bloqueada ou porque sua demanda é muito alta.

- Exemplo da aids

No final da década de 1990, os antirretrovirais revolucionaram os tratamentos contra o vírus da aids. As terapias triplas começavam a salvar milhares de vidas, mas seu preço era inacessível para a grande maioria das pessoas seropositivas.

Demorou até o início dos anos 2000 para que vários acordos fossem assinados para facilitar a fabricação e distribuição de medicamentos antirretrovirais genéricos de baixo preço para os países pobres.

Em 2003, um acordo temporário, confirmado no final de 2005, conseguiu introduzir uma isenção aos direitos de propriedade intelectual que permite aos países pobres afetados por doenças infecciosas graves - malária, tuberculose, aids - importar medicamentos genéricos caso não forem capazes de produzir por conta própria.

A vacina Pfizer-BioNTech é mais de 95% eficaz contra a Covid-19, mas esse nível de efetividade cai consideravelmente quando apenas uma dose é aplicada, segundo um amplo estudo realizado em Israel, o maior até o momento com dados da vida real.

O estudo foi publicado na revista médica The Lancet. De acordo com seus autores - cientistas da Pfizer e do governo israelense -, ele confirma "os benefícios para a saúde pública de um programa nacional de vacinação".

Eles ressaltam que em Israel, campeão mundial no assunto, a vacinação "tem sido o principal fator para a queda nas infecções por Covid-19".

Mas é recomendável cautela ao generalizar essas conclusões para outros países, porque a velocidade dos programas de imunização e a evolução da pandemia variam de um lugar para outro, alertam.

Este estudo é a versão publicada e revisada por outros pesquisadores independentes dos primeiros resultados revelados em março pela Pfizer e pelo Ministério da Saúde de Israel.

Ele é baseado em dados coletados entre 24 de janeiro e 3 de abril, quando 72% dos maiores de 16 anos (quase 5 milhões de pessoas) e 90% dos maiores de 65 anos em Israel já haviam recebido ambas as doses da vacina Pfizer-BioNTech.

A análise aborda sobretudo a eficácia da vacina contra a variante britânica (denominada B.1.1.7), que era predominante no país.

Mostra que a vacina é "altamente eficaz" em maiores de 16 anos, sete dias após a segunda dose: protege 95,3% contra a infecção, 97,2% contra hospitalização e 96,7% contra morte. Os níveis de proteção são similares para idosos acima dos 85 anos.

Porém, caem drasticamente quando as pessoas recebem apenas uma das duas doses: 57,7% contra a infecção, 75,7% contra hospitalização e 77% contra morte, em maiores de 16 anos.

O estudo "mostra a importância de uma vacinação completa em adultos", com duas doses, apontam os autores. Além disso, segundo eles, uma única dose também poderia proteger por menos tempo, principalmente com o surgimento de variantes mais resistentes à vacina.

Durante o período de análise, houve 232.268 casos de covid-19 confirmados em Israel (com 4.481 infecções graves e 1.113 mortes), e quase 95% das amostras analisadas eram da variante britânica, de modo que a eficácia da vacina contra a variante sul-africana não foi estudada.

Em fevereiro, um estudo realizado em Israel e publicado na revista NEJM chegou a conclusões semelhantes.

A Índia registrou o recorde de quase 4.000 mortes por Covid-19 e 412.000 novos contágios em 24 horas, de acordo com dados oficiais publicados nesta quinta-feira (6).

Os números do ministério da Saúde contabilizam 3.980 óbitos e 412.262 casos em apenas um dia, o que eleva a 230.168 o número de vítimas fatais e a 21,1 milhões as infecções registradas na Índia desde o início da pandemia.

Alguns especialistas consideram que os números oficiais estão muito abaixo da realidade.

O novo recorde rompeu uma série de vários dias de leve queda dos casos.

Após o recorde anterior de 402.000 contaminações diárias na sexta-feira passada, nos dias seguintes o país registrou uma leve diminuição até 357.000 casos, antes de voltar a subir a partir de terça-feira.

O violento aumento dos números de casos desde o fim de março provocou o colapso dos hospitais, que enfrentam falta de leitos, remédios e oxigênio.

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi se nega a decretar um confinamento generalizado, mas várias regiões, incluindo a capital Nova Délhi, Bihar e Maharashtra, optaram por confinar a população.

Os especialistas temem que o pior cenário ainda vai acontecer e que o pico epidêmico será alcançado dentro de algumas semanas.

"Um terceiro episódio é inevitável dados os elevados níveis de contaminação atuais", advertiu K. Vijay Raghavan, principal conselheiro científico do governo indiano.

"Mas não está claro exatamente quando acontecerá este terceiro episódio. Temos que nos preparar para novas ondas", afirmou em uma entrevista coletiva.

O governo enfrenta cada vez mais críticas diante da situação dramática que o setor de saúde enfrenta, com pacientes com dificuldade respiratória que morrem nas portas hospitais sobrecarregados, com escassez de oxigênio e abastecimentos médicos essenciais.

Nos últimos 10 dias, a Índia recebeu ajuda médica de emergência, que inclui gerados de oxigênio e respiradores, principalmente dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia.

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciaram nesta quarta-feira (5) a criação de um centro global de previsão e detecção de epidemias em Berlim.

"A pandemia de covid-19 destacou as deficiências dos sistemas globais de inteligência sobre pandemias e epidemias", declarou o diretor da OMS em entrevista coletiva.

"Os vírus se locomovem rapidamente, mas os dados podem se locomover ainda mais rápido. Com as informações certas, os países e comunidades podem se manter à frente dos riscos", acrescentou.

No caso da Covid-19, os primeiros casos foram notificados em 31 de dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, quando a epidemia já havia ganhado terreno.

Especialistas internacionais nomeados pela OMS para estudar a origem do vírus concordam que a epidemia pode ter começado entre o final de setembro e o início de dezembro.

"Foi o sistema EIOS (plataforma da OMS para monitoramento epidemiológico) que coletou os primeiros relatos de um novo vírus em Wuhan, no centro da China, na madrugada de 31 de dezembro de 2019", explicou Tedros.

"Nosso objetivo é que o Hub da OMS conduza este trabalho para o próximo nível, gerando melhores dados e melhores análises", disse ele.

Dotado pela Alemanha de um financiamento de 30 milhões de euros por ano neste momento, fará parte da OMS, que estima que serão necessários mais fundos.

A plataforma com sede em Berlim, que provavelmente será inaugurada em setembro, trabalhará com parceiros em todo o mundo para "prever, prevenir, detectar, preparar e responder aos riscos de pandemia e epidemia em todo o mundo", explicou a OMS.

"A pandemia da covid-19 nos ensinou que só podemos lutar juntos contra pandemias e epidemias", declarou Angela Merkel.

"O novo centro da OMS será uma plataforma global para prevenção de pandemias, reunindo várias instituições governamentais, acadêmicas e privadas. Estou muito feliz que a OMS tenha escolhido Berlim e convido parceiros em todo o mundo a contribuir" para o projeto, acrescentou.

Presente na coletiva de imprensa, o diretor de emergências de saúde da OMS, Michael Ryan, considerou que o atual serviço de inteligência epidêmica da OMS (EIOS) é "fantástico": "É um sistema dirigido por inteligência artificial que permite a detecção precoce de informações que já estão no domínio público".

"Mas nosso problema e nosso desafio é que funciona apenas quando há uma epidemia", disse ele. E, portanto, "há sinais que podem se produzir antes das epidemias", incluindo dados sobre mobilidade, clima e animais, que podem detectar melhor a ameaça.

Um experimento conduzido por pesquisadores italianos demonstrou que é tecnologicamente possível produzir água na Lua a partir de materiais similares à areia que reveste o solo do satélite natural.

O estudo foi realizado por uma equipe do Politécnico de Milão e pela empresa OHB Italia, que presta serviços para a Agência Espacial Europeia (ESA).

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O ponto de partida do experimento foi um material similar à areia do solo lunar, chamada regolito, e do qual os cientistas conseguiram extrair oxigênio graças a um processo químico-físico.

"A leve camada de areia poeirenta que recobre a Lua contém minerais encontrados na Terra", diz um comunicado do Politécnico de Milão.

O experimento, segundo a universidade, representa um "passo-chave" para as próximas missões humanas na Lua, já que a produção local de água é essencial para manter astronautas no satélite por períodos prolongados.

No fim do ano passado, a Nasa já havia anunciado a descoberta de moléculas de água em grãos minerais na superfície lunar.

Da Ansa

O Comitê de Supervisão do Facebook decidiu nesta quarta-feira (5) confirmar o banimento do perfil do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump da plataforma.

O Facebook Oversight Board é um grupo independente que analisa as questões mais complexas da empresa. Embora a proibição do ex-chefe de Estado tenha sido mantida, o comitê não deixou de criticar a rede social.

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Na visão do comitê, o Facebook errou ao impor uma "penalidade indeterminada e sem padrão". Além disso, o grupo deu um prazo de seis meses para a empresa revisar o caso para "determinar e justificar" uma resposta.

O ex-presidente norte-americano foi banido de todas as principais redes sociais por conta de seu apoio à invasão do Capitólio em 6 de janeiro, que resultou na morte de cinco pessoas.

Com o objetivo de driblar essas sanções, Trump lançou oficialmente sua própria plataforma para manter contato com o público. A rede social, que foi batizada de "From the desk of Donald J. Trump", inserida dentro do seu site oficial, possui um estilo semelhante ao Twitter.

A rede social do empresário foi mencionada como um "farol da liberdade" e um lugar para "se falar livremente e em segurança".

Da Ansa

 Um surto de contaminações pelo novo coronavírus atingiu o acampamento base do Monte Everest, no Nepal, segundo informações de montanhistas e das autoridades do campo.

De acordo com a emissora britânica "BBC", os líderes do local receberam relatos que ao menos 17 alpinistas contraíram a doença. Os montanhistas contaminados deixaram o acampamento para serem tratados em hospitais em Katmandu.

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A equipe de um hospital privado da capital nepalesa confirmou que os pacientes testaram positivo para a Covid-19 depois de chegar do acampamento.

O governo do Nepal informou não ter nenhum conhecimento sobre os casos do novo coronavírus no acampamento do Monte Everest. Atualmente, os montanhistas precisam ficar em isolamento antes de seguirem para o campo, mas as recentes contaminações preocuparam a comunidade.

O primeiro caso da doença teria sido registrado em meados de abril em um norueguês, logo depois da polêmica decisão do Nepal em abrir a montanha mais alta do mundo para alpinistas.

De acordo com dados da universidade norte-americana Johns Hopkins, o Nepal registrou até agora pouco mais de 351 mil casos de coronavírus e 3.417 mortes. O número de contaminações aumentou drasticamente nas últimas semanas e o país tem a maior taxa de infecção entre as nações que fazem fronteira com a Índia.

Da Anda

Pressionado a ampliar a ajuda contra Covid a outros países, o governo de Joe Biden prometeu fornecer ao Brasil medicamentos para intubação no valor de US$ 20 milhões (cerca de R$ 105 milhões). A parceria está em discussão entre os dois governos, que também negociam a possibilidade de os americanos enviarem doses da vacina da AstraZeneca.

A ajuda com medicamentos foi informado pela porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. "Esse apoio está sendo oferecido para compensar os surtos de abastecimento global e permitir que o Brasil receba medicamentos suficientes para atender às suas necessidades imediatas. O esforço está em andamento, ainda não foi finalizado, mas estamos trabalhando em parceria com o governo do Brasil", disse Psaki.

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A Casa Branca tem sido questionada sobre a discrepância na oferta de ajuda a países que sofrem com a covid-19. Analistas e imprensa estrangeira destacaram na última semana o tratamento diferente dado a Brasil e Índia, por exemplo, com maior atenção por parte da Casa Branca à situação dos indianos.

Os EUA ofereceram à Índia sistemas de geração de oxigênio, além de equipamentos hospitalares como respiradores mecânicos e insumos para produção de vacina, em um acerto feito em telefonema de Biden ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Segundo a Casa Branca, foram entregues suprimentos no valor de US$ 100 milhões para a Índia enfrentar a crise sanitária - cinco vezes mais do que a ajuda reservada ao Brasil. Biden e Bolsonaro nunca conversaram por telefone, apenas trocaram cartas desde a eleição do democrata.

Na terça-feira, 4, o presidente dos EUA afirmou que o país está ajudando o Brasil e tem ajudado a Índia "significativamente". "Com relação à vacina da AstraZeneca que temos, enviamos ao Canadá e ao México e estamos falando com outros países", disse o presidente. "Não estou pronto para anunciar para quem enviaremos, mas teremos enviado 10% do que temos até 4 de julho para outras nações, incluindo algumas das que você mencionou", disse Biden, ao responder pergunta de jornalista que fez menção ao Brasil.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou na terça-feira que a "necessidade, e não a política", será levada em consideração na divisão das vacinas e os países que "mais estão em perigo" devem receber mais doses.

Com três vacinas contra covid-19 atualmente disponíveis nos EUA (Moderna, Pfizer e Johnson & Johnson), o governo americano considera que não precisará das doses da AstraZeneca. Diversos países requisitaram o excedente, entre eles o Brasil, que está em negociação com os EUA desde março. O governo brasileiro chegou a sugerir a permuta de imunizantes com os americanos - na qual o País receberia doses agora e devolveria no futuro.

Mais de 147,5 milhões de americanos (o equivalente a 56% dos adultos) já receberam ao menos uma dose de vacina contra covid-19 nos EUA, sendo que 105 milhões estão com o processo de imunização concluído.

Biden quer aumentar esse número para 70% dos adultos até 4 de julho. Para isso, a Casa Branca anunciou ontem uma mudança na estratégia de vacinação, que tem desacelerado. A ideia agora é transferir a imunização feita em estádios e escolas para locais menores e mais próximos da população.

A pressão para que a Casa Branca ajude nos esforços globais para combater a pandemia tem crescido. Os americanos se comprometeram com US$ 4 bilhões de financiamento ao consórcio internacional Covax Facility, mas o excedente de doses existente nos EUA passou a ser também cobiçado.

Desde os últimos meses da presidência de Donald Trump, os EUA vêm comprando vacinas e já têm doses suficientes para imunizar três vezes o número de habitantes. Hoje, o país só perde para Israel e Reino Unido na proporção de residentes vacinados.

Por isso, Biden anunciou há uma semana que compartilharia o estoque do imunizante produzido pela AstraZeneca, apesar de não prever quando isso acontecerá, pois a vacina precisa ser aprovada pelo órgão que regula medicamentos, antes de ser compartilhada. O total de 60 milhões de doses é também uma previsão. Os EUA têm 10 milhões de doses prontas e 50 milhões com produção contratada.

Hoje, as atenções estarão voltadas aos americanos, quando o conselho da Organização Mundial do Comércio discutirá novamente propostas de quebra de patentes das vacinas. As farmacêuticas se opõem à ideia e, até agora, Biden manteve a posição adotada por Trump. Nas últimas semanas, integrantes do alto escalão do governo indicam que o país pode aceitar discutir a remoção de algumas barreiras para facilitar a produção de vacinas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A insegurança alimentar aguda aumentou em 2020 devido a conflitos, crises econômicas exacerbadas pela pandemia de covid-19 e fenômenos climáticos, alertou nesta quarta-feira (5) a Rede Mundial Contra as Crises Alimentares, que prevê um ano 2021 "difícil".

No ano passado, 155 milhões de pessoas em 55 países estavam em situação de "crise" (fase 3 da escala internacional de segurança alimentar) ou "pior".

Isso representa 20 milhões de pessoas a mais do que em 2019, segundo o relatório publicado pela Rede, que reúne a a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a União Europeia e o Programa Alimentar Mundial (PMA).

Mais de 28 milhões de pessoas em 38 países - sendo República Democrática do Congo, Iêmen e Afeganistão os mais afetados - estavam em uma situação de "emergência alimentar" (fase 4).

E cerca de 133 mil pessoas estavam em uma situação de "catástrofe/fome" em 2020 (fase 5, a mais alta), em Burkina Faso, Sudão do Sul e Iêmen.

"Medidas urgentes foram tomadas para prevenir a mortalidade generalizada e um colapso total dos meios de subsistência", enfatiza o relatório.

"Esses números mostram a gravidade da situação e a importância de uma ação rápida e coordenada", declarou à AFP Dominique Burgeon, diretor da divisão de emergência e resiliência da FAO. "A resposta não deve ser apenas humanitária, mas também trabalhar nas raízes da insegurança alimentar".

"Para 100 milhões de pessoas enfrentando uma crise alimentar aguda em 2020, a principal causa estava relacionada a conflitos e à insegurança", ante 77 milhões em 2019, apontou Burgeon.

Esses conflitos levaram a seis das 10 maiores crises alimentares de 2020 na República Democrática do Congo, Iêmen, Afeganistão, Síria, Nigéria e Sudão do Sul.

Para 40 milhões de pessoas, as crises econômicas foram as principais responsáveis pela insegurança alimentar (eram 24 milhões em 2019).

"A pandemia exacerbou as vulnerabilidades" dos sistemas agrícolas "em todos os níveis", disse Burgeon. O impacto socioeconômico da covid-19 exacerbou as crises no Haiti, Sudão e Zimbábue.

Por fim, para 15 milhões de pessoas, os "choques climáticos" foram a principal causa de sua insegurança alimentar, menos do que em 2019 (34 milhões). Em particular, as tempestades tropicais, furacões e inundações agravaram os problemas alimentares na América Central e no Haiti.

Para 2021, os sinais não são bons. "Será um ano difícil", segundo Burgeon, devido aos conflitos que persistem e à fragilidade das economias devido à covid-19.

"Os conflitos continuarão a ser a principal causa das crises alimentares, enquanto a covid-19 e as medidas de restrições sanitárias que ela implica continuarão a exacerbar a insegurança alimentar aguda em economias frágeis", prevê o relatório.

Os advogados de Derek Chauvin, o ex-policial de Minneapolis, nos Estados Unidos, condenado pela morte do afro-americano George Floyd, pediram um novo julgamento.

Na solicitação, a defesa do ex-agente afirmou que Chauvin teve negado o direito a um julgamento justo e que o veredito não era compatível com a lei.

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O tribunal também foi acusado de ter abusado do seu poder discricionário, já que negou o pedido para alterar o local do julgamento do ex-oficial. O último ocorreu em Minneapolis, cidade onde Floyd foi assassinado. Um júri popular condenou Chauvin em abril pela morte de Floyd, asfixiado durante uma abordagem policial em Minneapolis, em maio de 2020. Os 12 jurados consideraram o ex-agente culpado em todas as três acusações: homicídio em segundo grau, homicídio culposo em segundo grau e homicídio em terceiro grau. A soma máxima dos três crimes é de 75 anos.

A sentença do ex-policial está prevista para ser proferida no próximo dia 16 de junho, no Tribunal Distrital do Condado de Hennepin. Já em 23 de agosto terá início o julgamento dos outros três ex-agentes que estavam com Chauvin.

O policial filmado ajoelhado sob o pescoço de Floyd, que ficou imobilizado com o rosto para baixo e algemado por mais de nove minutos, o que culminou em seu sufocamento. O caso aconteceu em 25 de maio do ano passado.

A morte de Floyd foi o estopim para milhares de pessoas irem às ruas dos Estados Unidos e do mundo para protestar contra a injustiça racial e a brutalidade policial. 

Da Ansa

O presidente Emmanuel Macron recorda nesta quarta-feira (5) o bicentenário da morte de Napoleão Bonaparte, um aniversário que reacende as polêmicas em torno desta figura complexa e inescapável da história francesa.

Em 5 de maio de 1821, o imperador morreu aos 51 anos, longe de sua família e de seu país, em Santa Helena, uma ilha perdida no Atlântico Sul para onde os britânicos o mandaram para o exílio após sua última derrota em Waterloo.

Duzentos anos depois, o presidente Macron depositará uma coroa de flores em seu túmulo, sob a majestosa cúpula do Les Invalides, em Paris.

Antes disso, o chefe de Estado fará um discurso para "olhar de frente" para este "ser complexo" que foi Napoleão, sem estar "nem na hagiografia, nem na negação, nem no arrependimento", segundo a Presidência.

O exercício é delicado. Esta "grande figura da História sempre foi contestada", segundo o Institut de France, instituição criada em 1795 que reúne as elites científicas, literárias e artísticas do país.

Napoleão continua a inflamar os debates entre seus defensores, que celebram o estrategista militar e iniciador do "Estado moderno", e seus críticos, que o acusam de ter causado centenas de milhares de mortes durante suas campanhas militares e de ter restaurado a escravidão.

Diante de um legado tão polêmico, os presidentes franceses evitaram se posicionar sobre Napoleão desde que Georges Pompidou comemorou o bicentenário de seu nascimento em 1969 em Ajaccio, sua Córsega natal.

"Não há nome mais glorioso do que o de Napoleão. Partindo do nada, desprovido de tudo, ele conseguiu tudo", resumiu Pompidou.

Ao ousar comemorar este aniversário, Emmanuel Macron "encara de frente" a História da França, afirma o Palácio do Eliseu.

- Polêmica sobre a escravidão -

"Comemorar significa recordar juntos, mas não honrar", diz o historiador Frédéric Régent. "Graças a esta comemoração, a maioria dos franceses ficará sabendo que Napoleão restabeleceu a escravidão" em 1802, oito anos após sua abolição, acrescentou o especialista em história colonial à rádio Franceinfo.

Em seu discurso, Emmanuel Macron "dirá que a escravidão era uma abominação, mesmo no contexto da época", segundo o Eliseu.

Esta condenação é esperada especialmente em Guadalupe, Martinica e Reunião, territórios ultramarinos franceses onde muitos habitantes são descendentes de escravos.

"Nenhuma vítima pode celebrar seu algoz, a menos que tenha enlouquecido", afirmaram o Comitê Internacional dos Povos Negros, o FKNG, e o Movimento Internacional de Reparação (MIR), que em comunicado denunciam as homenagens a um "racista liberticida".

Entre os outros pontos negativos do legado de Napoleão, o chefe de Estado poderia apontar para o enorme custo humano de suas campanhas militares, como a da Rússia, e do golpe de "18 de Brumário", que marcou o fim da Revolução Francesa em 9 de novembro de 1799.

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado deverá saudar Napoleão como organizador do Estado moderno com a criação do Código Civil, das escolas secundárias e de numerosas instituições francesas ainda em funcionamento, como o Tribunal de Contas, o Conselho de Estado e as prefeituras.

Do ponto de vista político, algumas críticas procedem de representantes da esquerda, que lamentarem a ausência de uma celebração este ano do 150º aniversário da Comuna de Paris, enquanto alguns da direita gostariam que fosse dada maior importância ao bicentenário da morte de Napoleão.

A líder da extrema direita, Marine Le Pen, saudou a "grandeza" do imperador e lamentou que Emmanuel Macron "comemore apressadamente" quem "tanto fez pelo país" e "deu tanto ao mundo".

Como prova do fascínio que o Imperador continua a despertar, o bicentenário de sua morte marca também a publicação de uma infinidade de novos livros sobre Napoleão, a quem já foram dedicados milhares de ensaios e romances.

Anunciada como um dos marcos da temporada cultural, a "Exposição Napoleão", que percorre as principais etapas da sua vida, estará aberta ao público em Paris a partir de 19 de maio.

Subiu nessa terça-feira (4) para 24 o número de mortos em um dos mais mortíferos acidentes de metrô da história, em meio a dúvidas sobre a integridade da via elevada que desabou na noite de segunda-feira (3) sobre uma movimentada avenida no sudeste da Cidade do México. Mais de 70 pessoas ficaram feridas e 27 permaneciam internadas, sete em estado grave. Apenas cinco dos mortos - entre eles crianças - tinham sido identificados. Uma pessoa presa no próprio carro sob os destroços foi retirada com vida, mas gravemente ferida.

Câmeras de segurança registraram o momento exato em que a estrutura cedeu, levando o trem a cair de uma altura de pouco mais de cinco metros nas proximidades da estação Olivos, perto das 22h30 locais, provocando nuvens de pó.

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Os vagões do trem ficaram pendurados em forma de "V" e os destroços da estrutura caíram sobre veículos que passavam pelo local, em um acidente anunciado, já que o trecho da Linha 12 do metrô apresentava falhas recorrentes e sua construção foi marcada por denúncias de irregularidades.

A prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, disse a jornalistas que aparentemente houve uma "falha estrutural" e uma viga mestra cedeu. Ela acrescentou que uma empresa norueguesa estava sendo contratada para realizar a investigação. O serviço de resgate foi suspenso temporariamente porque a estrutura estava muito frágil, mas foi retomado depois que um guindaste foi usado para estabilizar os vagões pendurados na estrutura.

A linha 12 do Metrô, que passa sobre a via elevada que desabou, foi construída em 2012, quando o atual ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, era prefeito da Cidade do México. Alegações de projeto e construção deficientes na Linha 12 surgiram logo depois que Ebrard deixou o cargo de prefeito. A linha teve de ser parcialmente fechada em 2013 para que os trilhos pudessem ser reparados. Ebrard e Sheinbaum são vistos como os sucessores mais prováveis do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, cujo mandato termina em 2024.

Surgiu preocupação com a integridade das vias elevadas e as colunas de apoio no trecho onde ocorreu o acidente após depois que um poderoso terremoto atingiu o México em setembro de 2017. Na época, o jornal El Universal publicou que uma coluna entre as estações de Olivos e Nopalera havia sofrido danos estruturais. O jornal mexicano disse que engenheiros conduziriam uma pesquisa de ultrassom do aço de reforço em 300 colunas ao longo da porção elevada da Linha 12, mas não ficou claro qual trabalho foi feito para resolver as questões de segurança.

O chefe de estação da Linha 12, Jesús Urban, revelou que seis meses atrás tinha alertado sobre danos estruturais justamente no ponto onde ocorreu o acidente, mas não lhe deram atenção. Ele destacou que alertas foram feitos sobre outros trechos da Linha 12, assim como nas linhas B, 5 e 9.

Funcionários do metrô ameaçam paralisar os trabalhos na próxima semana, alertando para os riscos com que circulam os trens das 12 linhas da Cidade do México, que transporta cerca de 4 milhões de pessoas por dia e é o segundo maior das Américas, depois do de Nova York. A diretora-geral do Metrô, Florencia Serranía Soto, disse a El Universal que a empresa francesa TCO foi contratada em 2016 para conservação das instalações e infraestrutura e não identificou riscos. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Índia anunciou nesta quarta-feira (5) um pacote de 6,7 bilhões de dólares para enfrentar a devastadora crise de saúde no país, enquanto o governo dos Estados Unidos contempla a possibilidade de vacinar os adolescentes contra a Covid-19, que se tornaria o primeiro país do mundo a imunizar esta faixa etária.

A ajuda bilionária na Índia permitirá financiar os fabricantes de vacinas, os hospitais e as empresas do setor de saúde, que lutam contra a devastadora segunda onda de Covid-19 que afeta o gigante asiático, que superou 20 milhões de casos e registra mais de 222.000 mortes desde o início da pandemia.

Segundo país de maior população do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, a Índia sofre um surto de uma nova variante e não para de bater recordes: nas últimas 24 horas registrou 3.780 óbitos e 382.000 contágios adicionais.

"O objetivo imediato é preservar a vida humana e restaurar os meios de subsistência por todos os meios possíveis", afirmou o presidente do Banco da Reserva da Índia (RBI), Shaktikanta Das, ao explicar que os empréstimos com juros baixos estarão disponíveis até 31 de março de 2022.

A situação na Índia é tão grave que condutores de 'tuk-tuk' transformaram este triciclo motorizado para passageiros em ambulâncias, como Mohammad Javed Khan, que equipou o seu meio de transporte com um tubo de oxigênio.

"Um paciente em estado grave não pode ser transportado para o hospital se não tiver oxigênio", declarou à AFP.

- Biden acelera vacinação -

No restante do mundo, as campanhas de vacinação avançam de forma desigual.

Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden anunciou que deseja alcançar a marca de 70% dos adultos com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 até 4 de julho e almeja incluir os adolescentes na campanha de imunização.

O laboratório americano Pfizer e seu sócio alemão BioNTech afirmaram em março que seu fármaco de duas doses demonstrou que é seguro e altamente eficaz em um teste com 2.260 jovens de 12 a 15 anos. A autorização para o uso de emergência nesta faixa etária é aguardada nos próximos dias nos Estados Unidos.

A intenção de Biden de vacinar os adolescentes é uma medida controversa para muitos especialistas, que alegam ser um grave erro utilizar o limitado estoque de doses do mundo em uma população de baixo risco, enquanto a pandemia não dá trégua em países como Índia e Brasil.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou na terça-feira o início da análise contínua da vacina do laboratório chinês Sinovac (CoronaVac), o que abre o caminho para a futura autorização na UE.

Em Londres, os países do G7 devem abordar nesta quarta-feira uma forma de garantir uma distribuição mais justa das vacinas contra a covid-19.

Enquanto o avanço das campanhas de imunização na Europa e Estados Unidos permite uma flexibilização progressiva das restrições, os países pobres não conseguem doses suficientes.

O sistema de distribuição para os países pobres Covax, que utiliza sobretudo as vacinas da AstraZeneca, é aplicado de maneira lenta. Apenas 49 milhões de doses foram entregues em 121 países e territórios, muito longe da meta de alcançar dois bilhões de vacinas fornecidas em 2021.

No Brasil, segundo país mais afetado pela pandemia com mais de 411.000 mortes, algumas capitais interromperam a aplicação da segunda dose da CoronaVac, a mais usada no país, por falta do fármaco.

Em todo o mundo, a pandemia já provocou mais de 3,2 milhões de mortes e mais de 153 milhões de casos.

- Menos restrições na Alemanha -

A Europa observa um leve progresso que permite reduzir as medidas anticovid e de confinamento em vários países.

A Alemanha suspenderá algumas restrições para as pessoas que já estão totalmente vacinadas, como a obrigação de um teste negativo para entrar em lojas ou o limite de capacidade em reuniões privadas, anunciou a ministra da Justiça.

O Parlamento se pronunciará na quinta-feira e sexta-feira sobre o texto, que pode entrar em vigor no fim de semana. Até o momento, apenas 8% da população alemã recebeu as duas doses do imunizante.

Os embaixadores dos 27 Estados membros da União Europeia (UE) devem examinar uma proposta da Comissão Europeia para permitir a entrada no bloco de viajantes vacinados.

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