Notícias

| Economia

Em 2020, as crianças foram, proporcionalmente, as maiores vítimas da escassez de recursos: mais de 17 milhões de crianças e adolescentes até 14 anos viveram abaixo da linha de pobreza no País, o equivalente a 38,6% da população nessa faixa etária. Nesse contingente, 3,9 milhões estavam em situação de miséria, ou 8,9% dos brasileiros dessa idade, segundo os dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 3.

Além dos mais jovens, a pobreza também atinge com mais força as pessoas de cor preta ou parda. Havia quase três vezes mais negros do que brancos entre as pessoas na extrema pobreza. Cerca de 8,8 milhões que estavam abaixo da linha de miséria são pretos ou pardos, quase 75% das pessoas nessa condição, ou seja, três a cada quatro dos que estavam nessa situação. Os brancos vivendo na miséria totalizavam cerca de 3,2 milhões.

##RECOMENDA##

Entre os brasileiros abaixo da linha de pobreza, aproximadamente 36,8 milhões eram negros, também perto de três quartos do total, enquanto que os brancos somavam quase 13,6 milhões vivendo com esse tipo de restrição financeira.

As desigualdades regionais também chamam a atenção. A Região Nordeste concentrava quase metade das pessoas em situação de miséria, cerca de 6 milhões, e pouco mais de 45% dos brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, cerca de 23,2 milhões. Considerando apenas a população local, quatro em cada dez nordestinos viviam na pobreza, e um em cada dez sobrevivia na miséria.

Na Região Norte, 8,5% da população vivia em situação de miséria, enquanto o total de habitantes abaixo da linha de pobreza era de 36,8%.

As quatro unidades da federação com maiores porcentuais da população local vivendo em situação de extrema pobreza foram Amazonas (12,5%), Maranhão (14,4%), Pernambuco (11,8%) e Alagoas (11,8%).

O Estado fora do eixo Norte-Nordeste com maior porcentual de miseráveis na população foi o Rio de Janeiro, onde 5,4% dos habitantes viviam na extrema pobreza e 20,7% abaixo da linha de pobreza.

Com menos renda no bolso da população, o consumo das famílias per capita encolheu 6,2% no ano de 2020 em relação a 2019, contribuindo para o recuo de 4,8% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita no período.

O pagamento do auxílio emergencial evitou, mesmo que apenas momentaneamente, um agravamento da miséria no País em 2020, em meio ao choque provocado pela pandemia de covid-19. Apesar da injeção bilionária de recursos extraordinários, praticamente um em cada quatro brasileiros ainda viveu abaixo da linha de pobreza no ano passado, quase 51 milhões de pessoas, segundo os dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 3.

Não fossem os programas de transferências de renda para enfrentar a pandemia, incluindo também programas estaduais e municipais complementares, os 10% mais pobres da população teriam sobrevivido com apenas R$ 13 por mês, o equivalente a R$ 0,43 por pessoa a cada dia.

##RECOMENDA##

Com os benefícios governamentais, esse grupo de 21 milhões de brasileiros mais pobres sobreviveu em 2020 com R$ 128 mensais por pessoa da família, ou R$ 4,27 por dia, o maior valor já registrado na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

Embora ainda insuficiente para uma vida livre de restrições básicas, o montante representa uma alta de 14,9% ante os R$ 111 mensais recebidos em 2019. Sem essas transferências de renda, o rendimento médio por pessoa dos 10% mais pobres teria tombado 75,9%, demonstrando a importância da continuidade da política.

Mesmo com o pagamento do auxílio emergencial, 12,046 milhões de brasileiros, o equivalente a 5,7% da população, viveram abaixo da linha de miséria no ano passado. Se excluído o recebimento de programas sociais, esse contingente de miseráveis teria subido a 27,313 milhões, ou 12,9% dos habitantes do País. Em 2019, a proporção de brasileiros na miséria era de 6,8%.

Sem os recursos obtidos através das transferências de renda, o total de brasileiros abaixo da linha de pobreza iria de 50,953 milhões (24,1% da população) para 67,729 milhões (32,1% da população). Em 2019, a proporção de brasileiros vivendo na pobreza era de 25,9%.

Pelos critérios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e recomendações do Banco Mundial, a pobreza extrema é caracterizada por uma renda familiar per capita disponível inferior a US$ 1,90 por dia, o equivalente a um rendimento médio mensal de R$ 155 por pessoa em 2020, na conversão pelo método de Paridade de Poder de Compra (PPC) - que não leva em conta a cotação da taxa de câmbio de mercado, mas o valor necessário para comprar a mesma quantidade de bens e serviços no mercado interno de cada país em comparação com o mercado nos Estados Unidos.

Já a população que vive abaixo da linha de pobreza é aquela com renda disponível de US$ 5,50 por dia, o equivalente a R$ 450 mensais por pessoa em 2020.

Levantamento aponta que 73,5% de famílias paulistanas estavam com dívida no mês de novembro, o percentual mais alto desde 2010. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da FecomercioSP.

Segundo o estudo, existem 2,93 milhões de famílias com dívidas na capital paulista, sendo 710 mil a mais desde o ciclo de 12 altas consecutivas com início em novembro do ano passado.

##RECOMENDA##

Em novembro, o percentual de famílias inadimplentes (aquelas que além de terem contraído a dívida, não conseguiram pagá-las na data de vencimento) foi de 20,4%, o maior patamar desde abril do ano passado (21,6%). São 815 mil famílias atualmente que estão com contas em atraso.

A taxa de inadimplentes permaneceu praticamente estável ao longo do ano de 2021, oscilando próximo dos 19%. Nos últimos três meses, houve alta de 18,8% em agosto para 20,4% em novembro.

Do percentual de endividados, o cartão de crédito se destaca como o principal tipo de dívida, com pouco mais de 70% de inadimplentes no início do ano, e chegando a 85% em novembro, o maior patamar da série histórica.

O segundo maior tipo de dívida é o carnê com 21,7% dos endividados. No primeiro semestre do ano, o índice oscilou próximo a 14%. Essa modalidade é utilizada pelos consumidores para compras a prazo, parceladas, de maior valor, diretamente nas lojas do varejo.

A pandemia de Covid-19, que começou em 2020, causou impacto negativo à economia brasileira e, especialmente, ao mercado de trabalho, piorando os resultados que já eram insuficientes para melhorar as condições de vida da população. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no capítulo sobre estrutura econômica e mercado de trabalho.

A avaliação da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e da dinâmica do consumo das famílias, ambos per capita, isto é, por indivíduo, revela que os resultados positivos observados até metade da década passada, com taxas de crescimento acumulado entre 2010 e 2014 de 12,9% e 16,6%, deram lugar, nos seis anos finais da série, a quedas de 10,8% e 10,6%, respectivamente. Em 2020, as retrações foram de 4,8% do PIB e de 6,2% do consumo das famílias per capita.

##RECOMENDA##

A pandemia provocou forte retração no mercado de trabalho. As taxas de desocupação e de subutilização, que já vinham elevadas após a crise de 2015-2016, aumentaram mais em 2020, alcançando, respectivamente, 13,8% e 28,3%. O nível de ocupação ficou, pela primeira vez, em 51%, o menor da série. Segundo o IBGE, entre os jovens com 14 e 29 anos, esse indicador caiu de 49,4% em 2019 para 42,8% em 2020. Em 2012, era 53,7%. Entre 2019 e 2020, a taxa de informalidade da população ocupada do país caiu de 41,1% para 38,8%. Entre os pretos e pardos, essa taxa em 2020 foi 44,7%, ante 31,8% da população ocupada branca. Além disso, pretos e pardos representavam 53,5% da população ocupada e 64,5% dos subocupados por insuficiência de horas.

Os trabalhadores ocupados com vínculo, que englobam empregados com carteira, militares e funcionários públicos estatutários, tiveram aumento relativo em 2020 de 49,6%, enquanto os empregados sem carteira caíram de 20,2%, em 2019, para 18,1%, no ano passado. Os trabalhadores por conta própria mantiveram-se estáveis, com taxa de 25,4%.

A crise da covid-19 afetou, particularmente, os empregos na atividade de serviços, com destaque para alojamento e alimentação, com queda de 21,9%; serviços domésticos (-19,6%); e outros (-13,7%).

Desigualdades

A pesquisa do IBGE confirma a manutenção das desigualdades históricas no mercado de trabalho nacional. Enquanto a população ocupada total (PO) tem predomínio da cor preta ou parda (46,3 milhões), superando em 17% a PO branca (39,5 milhões), há diferença evidente na distribuição, uma vez que nas atividades de menor remuneração e maior informalidade predominam trabalhadores da cor ou raça preta ou parda. Exemplos, em 2020, foram serviços domésticos (+91%), construção (+83%) e agropecuária (+58%). Em média, o rendimento médio real da população ocupada branca (R$ 3.056) era 73,3% maior que o da população preta ou parda (R$ 1.764) em 2020.

O rendimento dos homens (R$ 2.608) era 28,1% maior que o das mulheres (R$ 2.037). Com a pandemia, 18,6% dos trabalhadores foram afastados do trabalho, com predomínio de mulheres (23,5%) em relação aos homens (15%).

Em termos do rendimento médio por hora de trabalho, a desigualdade entre brancos e pretos ou pardos alcançou +69,5% no ano passado e se manteve entre as raças, independentemente do nível de instrução. Com ensino superior completo, a diferença entre os rendimentos por hora atingiu 44,2% a mais para brancos.

No ano passado, os homens predominavam na população ocupada, com 58,3%, contra 41,7% de mulheres. Entre a população subocupada por insuficiência de horas, as mulheres foram maioria em 2020 (52,4%), o mesmo ocorrendo entre as pessoas de cor ou raça preta ou parda (64,5%). Os trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto foram maioria (36,9%), seguidos das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (31,5%).

A análise sobre o trabalho remoto em função da pandemia mostra que o afastamento foi maior entre maio e agosto do ano passado, com ligeira queda até novembro. As mulheres foram maioria entre os trabalhadores em home office, o mesmo ocorrendo entre pessoas da cor ou raça branca e entre aquelas com ensino superior completo ou pós-graduação, que chegou a ser seis vezes maior do que os trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto. O IBGE identificou também que não houve grandes diferenças por grupos etários.

Benefícios sociais

De acordo com a pesquisa, o peso dos benefícios sociais nos rendimentos das famílias, por causa dos auxílios emergenciais concedidos pelo governo, evoluiu de 1,7%, em 2019, para 5,9%, em 2020, com impactos mais fortes nas regiões Norte (aumento de 4,1% para 11,6%) e Nordeste (de 4,4% para 12,8%), onde existem maiores níveis de desigualdade e pobreza. Incluindo os benefícios de programas sociais, o rendimento domiciliar per capita caiu 4,3% no país entre 2019 e 2020. Na simulação sem os benefícios sociais, o IBGE apurou queda de 8,4% no rendimento domiciliar por indivíduo.

Considerando a insuficiência de rendimentos das famílias para provisão de seu bem-estar, excluindo outros fatores que caracterizam a pobreza, como acesso à moradia adequada, ensino básico de qualidade, proteção social, entre outros fatores importantes, a sondagem apurou que, em 2020, a incidência de extrema pobreza podia variar de 3,5% a 10,5% da população e a de pobreza entre 6,5% e 29,1% da população, dependendo da linha adotada.

O número de brasileiros na extrema pobreza caiu de 6,8%, em 2019, para 5,7%, em 2020, mas aumentou em relação a 2014 (4,7%), mantendo-se estável em comparação ao início da série, em 2012 (6%). Já a pobreza caiu para 24,1%, no ano passado, depois de atingir 25,9%, em 2019, mas subiu em relação a 2012 (27,3%) e permaneceu estável na comparação com 2014 (23,8%). O IBGE destacou, contudo, que sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas em extrema pobreza teria aumentado de 9,7% para 12,9%, e a taxa de pessoas na pobreza subiria de 28,2% para 32,1%.

A proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita abaixo de US$ 1,90, linha recomendada pelo Banco Mundial para medir a pobreza nos países mais pobres, superou 11,3% em quatro unidades da Federação: Amazonas, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Em sete unidades, esse percentual ficou acima de 8,2% (Acre, Roraima, Amapá, Piauí, Ceará, Paraíba e Bahia). Para o Brasil, país considerado de renda média alta, a linha recomendada é de US$ 5,50/dia, lembrou o IBGE.

O rendimento médio domiciliar per capita em 2020 foi de R$ 1.349, queda de 4,3% ante 2019 (R$1.410). Se não houvesse programas sociais no ano passado, esse rendimento teria sido 6% menor (R$ 1.269). O décimo da população com a menor remuneração teria perdido 75% de seus rendimentos sem esses programas sociais, indicaram os pesquisadores do IBGE.

A pobreza foi maior entre as crianças, sendo de 38,6% para a faixa de 0 a 14 anos de idade, entre as pessoas com rendimento familiar per capita abaixo de US$ 5,50/dia, em 2020. Na análise combinada de sexo e cor ou raça, as mulheres pretas e pardas apresentaram as maiores incidências de pobreza (31,9%) e de extrema pobreza (7,5%), mostrou a Síntese de Indicadores Sociais.

Com a piora registrada na produção em outubro, a indústria brasileira passou a operar 4,1% aquém do patamar de fevereiro de 2020: apenas nove das 26 atividades investigadas se mantêm operando em nível superior ao pré-crise sanitária. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em outubro de 2021, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de máquinas e equipamentos (12,8%), minerais não metálicos (9,7%), produtos de madeira (6,2%) e metalurgia (5,7%).

##RECOMENDA##

No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar de pré-pandemia são manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-30,2%), veículos (-19,7%), vestuário (-19,1%), couro, artigos de viagem e calçados (-16,4%), móveis (-14,8%) e produtos alimentícios (-13,6%).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 18,2% acima do nível de fevereiro de 2020, e a fabricação de bens intermediários está 1,1% abaixo do pré-covid. Os bens duráveis estão 24,4% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 7,9% aquém do patamar de fevereiro de 2020.

A produção industrial caiu 0,6% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou na manhã desta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,7% a alta de 1,8%, com mediana positiva de 0,7%.

Em relação a outubro de 2020, a produção industrial caiu 7,8%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um recuo de 7,1% a 2,1%, com mediana negativa de 5,0%. A indústria acumula alta de 5,7% no ano de 2021. Em 12 meses, a produção acumula alta também de 5,7%.

##RECOMENDA##

A produção da indústria de bens de capital subiu 2,0% em outubro ante setembro, informou o IBGE. Na comparação com outubro de 2020, o indicador avançou 8,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) divulgada nesta sexta. No acumulado em 12 meses, houve elevação de 32,1% na produção de bens de capital.

Em relação aos bens de consumo, a produção registrou queda de 0,6% na passagem de setembro para outubro. Na comparação com outubro de 2020, houve redução de 14,0%. No acumulado em 12 meses, a produção de bens de consumo cresceu 2,0%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, a produção recuou 1,9% em outubro ante setembro. Em relação a outubro de 2020, houve queda de 27,8%. Em 12 meses, a produção subiu 7,2%.

Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve redução de 1,2% na produção em outubro ante setembro. Na comparação com outubro do ano anterior, a produção caiu 10,3%. A taxa em 12 meses ficou positiva em 0,7%.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção caiu 0,9% em outubro ante setembro. Em relação a outubro do ano passado, houve uma queda de 6,3%. No acumulado em 12 meses, os bens intermediários tiveram alta de 4,8%.

O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou queda de 0,7% em outubro.

Depois de testar o patamar dos 100 mil pontos neta quarta-feira, 1º, no fechamento, o Ibovespa sustentou alta robusta durante toda esta quinta-feira, 2. O tom do dia foi ditado, desde cedo, pelo andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios no Senado, que foi finalmente aprovada na casa no início da tarde. O bom humor levou o mercado a fechar na máxima do dia, aos 104.446,24 pontos, uma alta de 3,66%. Bem distante da abertura e mínima do dia, 100.874,58 pontos (+0,01%).

Após dias de perda significativa no índice, a percepção é de que hoje o mercado encontrou formas de brigar por uma alta. Por um lado, houve a resolução de um capítulo importante da principal incerteza política e fiscal doméstica: a aprovação, no Senado, da PEC que abre o espaço para o Auxílio Brasil e para o pagamento de precatórios. Por outro, os investidores avaliam que os demais fatores de influência no índice ou ajudaram - caso das bolsas americanas, que subiam robustas após a queda de ontem, e das commodities - ou não atrapalharam, caso do PIB. "O mercado estava querendo motivos para subir depois de apanhar tanto nas últimas semanas", diz o especialista de renda variável da Blue3, Victor Hugo Israel.

##RECOMENDA##

Após ter sido adiada e muito negociada nos últimos dias, tirando o fôlego do Ibovespa por diversos pregões, a PEC dos Precatórios foi aprovada por 64 a 13 no primeiro turno e 61 a 10 no segundo turno do plenário do Senado. A medida abre um espaço fiscal de R$ 106,1 bilhões em 2022 e permite a implantação do Auxílio Brasil no valor de R$ 400 a partir de dezembro deste ano.

"Hoje ficou bem conectado, foi bem direta a ligação entre a aprovação da PEC e o resultado positivo do Ibovespa. O Ibovespa descolou positivamente das bolsas americanas, algo que a gente não vê há algum tempo", afirma Gustavo Cruz, economista e estrategista da RB Investimentos, completando: "A PEC em si não é algo que agrada, mas o plano B preocupava muito, que era decretar calamidade e assinar um cheque em branco em um ano eleitoral. Tirar da frente o risco de plano B foi interpretado de forma muito boa".

A PEC ainda terá que passar por uma nova votação na Câmara, que deverá se posicionar sobre as alterações feitas no Senado. Para Armstrong Hashimoto, sócio e operador da mesa de renda variável da Venice Investimentos, no entanto, o principal desafio foi superado: "Ao nosso ver e de boa parte do mercado, o principal momento da PEC foi passado. A Câmara talvez faça algum ajuste, mas encaminha para ser votado".

O dado, divulgado hoje, do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, com queda de 0,1%, teve pouco impacto na bolsa. O mercado previa estabilidade, ou seja, boa parte do resultado já estava implícito nos preços. "Mesmo vindo abaixo da expectativa, o PIB mais fraco é algo que o mercado vem se acostumando nas últimas semanas. O Boletim Focus já vinha mostrando o PIB sendo revisado para baixo, não foi surpresa para ninguém", apontou Hashimoto.

O maior efeito prático da recessão técnica que se configurou com o resultado de hoje da atividade brasileira foi nos juros, à medida em que o mercado abrandou as apostas em uma postura mais agressiva do Banco Central na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o que tira pressão de alguns papéis. "Os ativos de risco são beneficiados pelo fechamento da curva de juros", pontua Israel, da Blue3.

Por exemplo, os papéis de setores como varejo, muito ligados ao crédito e sensíveis, portanto, aos juros, têm apanhado nos últimos meses. Apesar de o índice setorial do segmento ter tido alta hoje (2,17%), ainda segue aquém do ritmo do Ibovespa, com impacto da Black Friday mais fraca que o esperado e o peso da inflação. Destaque para as Lojas Americanas, que teve ambos os papéis (AMER3 e LAME4), configurando como as maiores quedas do Ibovespa, -3% e -2,55%, respectivamente. Após sofrer nos últimos dias e mais cedo, as ações da Magazine Luiza reduziram a queda e fecharam o dia com recuo de -1,74%.

Na outra ponta, as ações de maior peso no índice tinham desempenho positivo robusto. Apesar da volatilidade, a alta no petróleo impulsiona os papéis da Petrobras. As ações preferenciais da companhia fecharam com ganho de 6,98% e as ordinárias, 8,29%. As siderúrgicas também tinham desempenho forte hoje, a despeito da queda no minério de ferro em Qingdao, na China. A Vale terminou o dia em alta de 4,64%.

O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios em primeiro turno por 64 votos a 13. Ainda haverá a votação de um destaque apresentado pelo PT e um segundo turno de votação.

A mudança abre caminho para o governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, implantar o programa Auxílio Brasil com um benefício de R$ 400 a partir de dezembro.

##RECOMENDA##

Após a conclusão da tramitação, a Câmara terá que votar mais uma vez para se posicionar sobre as mudanças. Ainda nesta quinta-feira, 2, o Senado deve dar aval à medida provisória que institui o programa.

A proposta é estratégica para o Executivo por abrir margem para novos gastos em ano eleitoral. O texto foi alvo de críticas por adiar o pagamento de precatórios, que são dívidas reconhecidas pela Justiça, a partir do próximo ano e por mudar a regra de cálculo do teto de gastos, a principal âncora fiscal do País. Após alterações, no entanto, o governo conseguiu os votos favoráveis no Senado, até mesmo na oposição.

A PEC abre um espaço de R$ 106,1 bilhões para novas despesas no Orçamento de 2022. Senadores temem uma "farra eleitoral" no ano que vem, quando o presidente Jair Bolsonaro tentará a reeleição. Por isso, o Senado alterou a redação para "carimbar" a destinação dos recursos ao Auxílio Brasil e despesas com saúde, previdência e assistência social.

De acordo com especialistas, a vinculação não garante esse limite, pois as despesas podem ser manejadas no Orçamento, mas os senadores críticos à PEC acreditam que haverá um compromisso maior com programas essenciais.

A tramitação no Senado ocorreu em meio a resistências com a articulação do Palácio do Planalto e da equipe econômica. Foram seis versões do parecer apresentado pelo líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), desde a discussão do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

De última hora, o relator incluiu um dispositivo que, de acordo com técnicos do Congresso, dispensava o Executivo de cumprir todo o teto de gastos em 2022. Bezerra classificou a interpretação como "maluquice", mas retirou o dispositivo após o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) revelar o impasse e integrantes da equipe econômica reagirem.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou queda de 0,1% no terceiro trimestre de 2021 ante o segundo trimestre de 2021, informou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 0,3% a uma alta de 0,4%, com mediana de estabilidade (0,0%).

Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o PIB apresentou alta de 4,0% no terceiro trimestre de 2021, vindo dentro das estimativas, que variavam de uma elevação de 3,5% a 4,8%, com mediana positiva de 4,2%. Ainda segundo o instituto, o PIB do terceiro trimestre de 2021 totalizou R$ 2,2 trilhões.

##RECOMENDA##

O PIB da agropecuária caiu 8,0% no terceiro trimestre de 2021 ante o segundo trimestre. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o PIB da agropecuária mostrou queda de 9,0%.

Já o PIB de serviços subiu 1,1% no terceiro trimestre de 2021 ante o segundo trimestre, segundo o IBGE. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o PIB de serviços teve alta de 5,8%.

O Produto Interno Bruto da indústria ficou estável (0,0%) no terceiro trimestre de 2021 ante o segundo trimestre. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o PIB da indústria mostrou alta de 1,3%.

O consumo das famílias subiu 0,9% no terceiro trimestre de 2021 ante o segundo trimestre, informou o IBGE. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o consumo das famílias mostrou alta de 4,2%.

O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,8% no terceiro trimestre de 2021 ante o segundo trimestre. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o consumo do governo mostrou alta 3,5%.

Revisões

O IBGE revisou a variação do PIB do segundo trimestre de 2021 ante o primeiro trimestre de 2021, que passou de -0,1% para -0,4%. O órgão também revisou a taxa de variação do PIB do primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre de 2020, que agora aponta para uma alta de 1,3%, ante um avanço de 1,2% estimado anteriormente.

O desempenho do quarto trimestre de 2020 ante o terceiro trimestre do ano passado foi mantido numa queda de 3,1%, mas a variação do terceiro trimestre de 2020 ante o segundo trimestre do ano passado foi revisado para um salto de 7,8%, ante o avanço de 7,7% estimado anteriormente.

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas da Mega-Sena. O prêmio para o concurso 2.434, no próximo sábado (4), está estimado em R$ 16 milhões.

O sorteio foi realizado na noite dessa quarta-feira (1º) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

##RECOMENDA##

As dezenas sorteadas são as seguintes: 08 - 09 - 32 - 52 - 53 -57.

A quina teve 31 apostas vencedoras; cada uma pagará R$ 71.625,00. Já a quadra registrou 2.625 apostas ganhadoras; cada um dos apostadores receberá R$ 1.208,36.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

O percentual de famílias que declaram estar endividadas em Pernambuco cresceu 1,4 pontos percentuais, quando comparado o mês de novembro deste ano com o mesmo período do ano passado. Já o percentual de famílias com dívidas entre outubro e novembro permaneceu praticamente estável, saindo de 78,2% para 78,8%.

Esses dados foram levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O recorte local feito pela Fecomércio, por sua vez, mostra uma leve piora em novembro: segundo a pesquisa, o percentual de famílias com contas atrasadas subiu 1,1 pontos e ficou em 31,4% em novembro. 

##RECOMENDA##

“Com esse movimento, a série interrompeu uma trajetória de 4 meses em queda, após passar de 33,2% em junho para 30,3% em outubro. Na comparação com novembro do ano anterior, o indicador subiu 2,4 pontos”, explica o assessor econômico da Fecomércio-PE, Ademilson Saraiva.

Já o percentual de famílias que se dizem sem condições de pagar as contas atrasadas seguiu em trajetória de elevação e encerrou novembro deste ano em 16,8%. Na passagem de outubro para novembro, o indicador subiu 1,1 pontos e já se encontra 4,2 pontos percentuais acima do patamar observado em novembro do ano de 2020, quando era de 12,6%.

Dimensão do endividamento

Em novembro do ano passado, 13,5% das famílias se diziam muito endividadas e, agora em 2021, essa proporção chegou a 21,8%. O percentual das que se dizem mais ou menos endividadas caiu 3,1 pontos em relação ao mesmo mês de 2020, mas teve elevação de 3,5 pontos em relação ao mês de outubro deste ano.

“Verifica-se que, embora a proporção de famílias endividadas não tenha sofrido alteração substancial na comparação com novembro do ano passado, a composição do indicador aponta mudança relevante sobre a percepção desse endividamento”, comenta Saraiva.

O demonstrativo por tipo de dívidas aponta que o cartão de crédito elevou levemente sua participação entre os débitos declarados pelas famílias endividadas no mês de novembro, na comparação com o mês anterior.

O cheque especial, por sua vez, cresce entre os tipos de dívidas mencionadas pelas famílias como componentes do endividamento recente: estavam 7,9% em novembro de 2020, chegou a 11,6% em outubro deste ano e avançou para 14,1% em novembro.

“Nesse sentido, o pouco espaço para busca de crédito ou para refinanciamento das dívidas já existentes, devido à situação ainda frágil no mercado de trabalho, pode estar forçando o atraso de contas e levando as famílias a contrair dívidas em conta corrente para saldar outros débitos e potencializando o endividamento no curto prazo”, ressalta o assessor econômico da Fecomércio-PE.

Cabe destacar que o cheque especial tem a terceira maior taxa média de juros entre as modalidades de crédito livre às pessoas físicas, em torno de 129%, atrás apenas do parcelamento do cartão de crédito (169%) e do crédito no rotativo (aproximadamente 340%).

*Com informações da assessoria

A rede Arco-Mix inaugura nesta quinta-feira (2) a nova unidade do Arco-Vita, que agora se expande para o município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. A loja, localizada na rodovia PE-009, em Nossa Senhora do Ó, deverá gerar mais de 200 vagas de emprego imediato, de acordo com a empresa. Além destas, outras 80 oportunidades de emprego indireto. A terceira unidade do supermercado promete ser a maior e mais moderna da rede em termos de estrutura, e deve funcionar de segunda a domingo, a partir das 8h.

Inauguração em Ipojuca

##RECOMENDA##

“Será uma loja de muito bom gosto para atender Ipojuca e toda esta região do nosso belo litoral sul de Pernambuco, com a peculiaridade de ser um atacarejo. Ou seja, que vai vender produtos tanto em atacado quanto no varejo. Estamos dando o nosso melhor para atender os nossos clientes de Ipojuca e arredores de uma maneira muito especial. Que eles tenham acesso a uma ampla variedade de produtos por um preço justo e acessível. Vamos fazer o máximo para que os clientes encontrem os melhores preços de Ipojuca e arredores aqui nesta nossa nova unidade do Arco-Vita”, destaca o presidente Edivaldo Guilherme.

O braço de atacado foi criado há 12 anos e as outras unidades ficam no shopping Costa Dourada e na Ceasa. Já os supermercados varejistas da rede se encontram distribuídos por Abreu e Lima, Areias, Beberibe, Cabo, Camaragibe, Cavaleiro, Caxangá, Gaibu, Igarassu, Ipsep, Massangana, Várzea, Prazeres e Porto de Galinhas.

Serviço

Nova loja Arco-Vita Nossa Senhora do Ó

Funcionamento: de segunda a sábado das 08h às 22h e no domingo das 08h às 20h.

Endereço: Rodovia PE-09 - S/N - Lote A1 - Nossa Senhora do Ó - Ipojuca-PE - CEP 55.590-000

Estacionamento: 222 vagas para carros, 50 para motos e 52 para bicicletas

[@#video#@]

Caso a variante Ômicron da Covid-19 continue pressionando o petróleo, o preço do etanol também pode recuar, afirma o diretor da Bioagência, Tarcilo Rodrigues. "A queda do petróleo leva à perspectiva de reajuste de preços da gasolina, afetando a competitividade do etanol", disse ele.

O executivo acredita que o balanço de oferta e demanda do biocombustível está ajustada, mas que os preços podem se adaptar a fatores como petróleo e dólar. "O câmbio ainda tem uma certa resiliência, mas o petróleo caindo abre espaço para a Petrobras ajustar a gasolina dentro da sua política de preços", afirmou. "A política atual é de paridade com a cotação internacional. Como a paridade ficou um pouco defasada nos últimos meses, talvez haja demora maior para ajustar a gasolina, mas se a queda do petróleo persistir e a cotação do óleo mudar de patamar, a Petrobras reajusta a gasolina, e aí afeta o etanol."

##RECOMENDA##

O petróleo vem se desvalorizando nos últimos dias por uma série de fatores. Além da variante ômicron, há também dúvidas com relação aos estímulos monetários do Federal Reserve (Fed), além de liberação de reservas dos Estados Unidos e incerteza sobre as medidas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).

A Caixa, responsável pelo pagamento das parcelas do programa Auxílio Brasil, já disponibilizou o calendário de pagamentos para o mês de dezembro. De acordo com a instituição, famílias que já recebiam o Bolsa Família e estão com os dados atualizados no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico) não precisam fazer nenhum novo cadastro para receber os valores.

O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

##RECOMENDA##

O calendário de recebimento segue o padrão do antigo Bolsa Família, e usa o último dígito do NIS para definir a data do crédito. Confira abaixo a tabela atualizada:

A Caixa informa ainda que beneficiários que usam o aplicativo do Bolsa Família deverão atualizar o programa, que passará automaticamente para o Auxílio Brasil.

Agência Brasil preparou um guia com as principais orientações e dúvidas sobre o Auxílio Brasil.

Para quem ainda não possui cadastro no banco de perfis do governo federal para programas sociais, saiba como participar no guia do CadÚnico.

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (1º) um prêmio estimado em R$ 12 milhões.

As seis dezenas do concurso 2.433 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

##RECOMENDA##

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), designou o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) para relatar a medida provisória do Auxílio Brasil. Rocha é próximo ao Palácio do Planalto.

Em coletiva de imprensa no Senado, Pacheco afirmou que haverá urgência para votação dessa medida, que acaba com o programa Bolsa Família e cria o Auxílio Brasil, o novo programa social do governo Bolsonaro.

##RECOMENDA##

Enquanto isso, o Senado discute a PEC dos Precatórios, pautada no plenário, abrindo espaço fiscal para o programa social e outras despesas. O parecer garante que o programa permanente seja implantado sem uma fonte de financiamento, driblando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A dispensa da fonte de compensação foi proposta por uma emenda do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). "O relator buscou então construir uma solução para isso, aceitou essa previsão e agora cabe à política essa definição da fonte de custeio", disse Pacheco, defendendo uma redação de gastos em criação ou aumento de imposto.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 30, as regras para a inscrição automática de famílias de baixa renda na Tarifa Social, programa que garante descontos na conta de luz aos mais carentes. Hoje, 12,4 milhões são beneficiadas com a política social. Pelas estimativas da agência reguladora, esse número poderia quase dobrar a partir do próximo ano, pois há 11,3 milhões de famílias que têm potencial para participarem do programa com o novo formato de cadastro.

A nova lei facilita que novas famílias carentes passem a receber os benefícios. Segundo o relator do processo, diretor Sandoval Feitosa, houve um aumento de 45% no número de beneficiados no programa nos últimos três anos, mas é possível contemplar mais cidadãos. "Essa política pública tem tanta justiça social, tanta cidadania envolvida, que ela enfrenta de frente um problema que nós podemos caracterizar como a pobreza energética. Uma parcela significativa da população, hoje 23,7 milhões fazem jus ao benefício, mas apenas 52% recebem efetivamente", disse.

##RECOMENDA##

As inscrições automáticas serão feitas pelo cruzamento de dados do Ministério da Cidadania e das distribuidoras de energia, desde que a família atenda todos os critérios para participar do programa. A pasta é responsável por gerir os dados do Cadastro Único e do Benefício de Prestação Continuo de Assistência Social (BPC). Cerca de 23,7 milhões de famílias brasileiras estão cadastradas nessas bases de dados.

O relator do processo afirma que a alteração não criará um novo subsídio, nem altera as regras para as famílias já beneficiadas. "A lei nova não incluiu um único real de custo, elas apenas desburocratizou o acesso ao benefício, fazendo efetiva a política pública", disse. "O novo marco legal possibilitará a inclusão de famílias que já possuíam o direito à Tarifa Social a exercê-lo de fato. Além do impacto positivo para as finanças das famílias de baixa renda, a alteração legal traz consigo as seguintes externalidades positivas: combate à pobreza energética do Brasil, a redução da burocracia", diz em seu voto.

Com o aumento de beneficiários do programa, o valor a ser pago por todos possivelmente irá aumentar. Isso porque os custos para manter os subsídios aos mais carentes são bancados por todos os consumidores do País, incluindo grandes indústrias, por meio de encargos nas contas de luz. O custo para manter o programa este ano foi de R$ 3,6 bilhões. Os recursos são incluídos no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado por meio de encargos nas contas de luz de todos, incluindo grandes indústrias, para garantir subsídios para alguns consumidores e segmentos.

Regras

As famílias ainda poderão solicitar por conta própria a inscrição ao programa para as distribuidoras, como acontece atualmente, mas a empresa ficará obrigada a identificar quais atendem os critérios para receber o benefício. As empresas deverão consultar, mensalmente, a base do governo utilizando o CPF ou outros dados fornecidos. Uma vez que seja identificado que o consumidor tem direito, o desconto já deve ser aplicado na fatura seguinte.

Como será difícil que empresas identifiquem todas essas famílias em um momento, a agência propôs um prazo de transição, que foi alterado a pedido das empresas. Para as distribuidoras que têm até 120 mil unidades consumidoras, fica mantido o prazo até 30 de junho. Para as demais, que possuem mais de 10 mil famílias potenciais para entrar no programa, o prazo para realização da busca será até 31 de dezembro de 2022.

As empresas também poderão fazer a busca por contato telefônico e visitas a domicílios. Durante análise na Aneel, elas foram dispensadas de informar sobre a medida por meio das faturas de energia, mas deverão divulgar em suas páginas na internet, redes sociais e por mensagens eletrônicas. As distribuidoras solicitaram ainda a exclusão da devolução em dobro de valores já pagos em casos de não realizar a inscrição automática, mas o pedido foi negado.

A inscrição automática está prevista em projeto de lei aprovado pelo Congresso em agosto e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em setembro deste ano. O chefe do Executivo e os ministros Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e João Roma, da Cidadania, participam de evento para anunciar as novas regras do programa às 17h.

Tarifa Social

O programa Tarifa Social concede descontos escalonados na conta de luz de acordo com consumo de cada família: 65% para os primeiros 30 kWh consumidos, 40% de 31 kWh a 100 kWh; 10% de 101 kWh a 220 kWh; e zero a partir de 221 kWh. Indígenas e quilombolas têm 100% de desconto caso consumam até 50 kWh; 40% entre 51 kWh e 100 kWh; 10% de 101 kWh a 220 kWh; zero a partir de 221 kWh. Em média, cada família consome 126 kWh mensais e recebe um desconto de R$ 24,00.

O comércio varejista da Região Metropolitana de Belém aguarda por um grande movimento no último mês do ano, quando aumenta a procura por presentes para o Natal e o Ano-Novo. Com o controle da pandemia e o avanço da vacinação, se espera um cenário melhor do que o de 2020.

Para o técnico de pesquisa Everson Costa, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a movimentação econômica na reta final de 2021 tende a crescer. "Isso está pareado justamente no avanço do processo vacinal, que fez com que vários setores e trabalhadores pudessem voltar com mais segurança, o que fez com que a economia se reaquecesse", afirmou. Everson acredita que o controle da pandemia gera emprego em setores como turismo, lazer, bares e restaurantes. "A economia melhora e as atividades passam a ter uma perspectiva de faturamento melhor”, assinalou. 

##RECOMENDA##

Everson aponta um crescimento nos empregos temporários, que são muito requisitados nessa época. “No ano passado tiveram contratações temporárias mais tímidas, muito impactadas pela pandemia, a contratação foi muito pequena. Já este ano, a economia avançou por conta da vacinação", disse. Segundo Everson, com a retomada de atividades, os empregadores começaram a abrir mais contratos de trabalho, principalmente os temporários. "A estimativa do Dieese com as entidades que fazem o comércio e as atividades de pesquisa da Região Metropolitana de Belém dão conta de que deveremos ter cerca de quatro mil oportunidades sendo ofertadas na modalidade de trabalho e emprego temporário para este ano.” O país tem mais de 14 milhões de desempregados, 500 mil só no Pará.

Outro indicador que aponta para faturamento melhor, informa o Dieese, é a injeção de recursos do décimo terceiro. "No Brasil, serão cerca de R$ 233 bilhões a serem injetados na economia, e só no Pará, R$ 4,5 bilhões, tudo por conta do décimo terceiro", destacou Everson. Quase dois milhões de paraenses, calcula o Dieese, vão utilizar esses valores para pagar dívidas, e outra parte, efetivamente, para consumo. "Nós temos um cenário muito melhor do que foi 2020. Entretanto, quando analisamos os indicadores antes da pandemia, no caso, até 2019, isso mostra que não conseguimos voltar ao nível pré-pandemia”, observou Everson.

Por Vinícius Santos e Álvaro Davi.

O Ministério da Cidadania envia até esta terça-feira (30) mensagens de celular (SMS) orientando a devolução voluntária de recursos recebidos indevidamente do auxílio emergencial, além de denúncia de fraudes. Este é o terceiro lote a ser enviado este ano e 625 mil pessoas receberão.

Também estão na lista de devolução beneficiários do auxílio emergencial e que compõem o público que recebe o Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) via Cadastro Único (CadÚnico) e que precisam fazer a devolução.

##RECOMENDA##

Estão entre os alvos da ação, trabalhadores que declararam o Imposto de Renda Pessoa Física e foram notificados para fazer a restituição do auxílio emergencial, mas ainda não efetuaram o pagamento. Além disso, pessoas que receberam recursos, mas não se enquadram nos critérios de elegibilidade do programa.

Outro grupo inclui pessoas que recebem um segundo benefício assistencial do governo federal, como aposentadoria, seguro desemprego ou Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Quem tem vínculo empregatício na data do requerimento do auxílio emergencial também terá de ressarcir os cofres públicos.

Segundo o ministério, após os dois primeiros lotes de mensagens, foram devolvidos aos cofres públicos aproximadamente R$ 66,3 milhões no período de 18 de agosto a 18 de novembro.

Mais uma vez, Pernambuco lidera o ranking de desemprego do Brasil, tendo taxa de 19,3% de desocupação, de acordo com os novos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE. Apesar do recuo de 2,5% em comparação ao último trimestre monitorado pela mesma pesquisa, quando o desemprego marcou 21,8%, o estado segue em primeiro lugar da lista pelo segundo trimestre consecutivo. A média do Brasil é de 12,6%, 6,7 pontos percentuais a menos do que o registrado na localidade. Foram 806 mil pernambucanos em busca de emprego entre os meses de julho, agosto e setembro. 

A redução é de 11%, ou cem mil desempregados a menos em relação ao trimestre anterior. O estado ainda se recupera do impacto que a pandemia teve no mercado de trabalho ao longo de 2020 e de 2021. No terceiro trimestre do ano passado, a taxa de desocupação havia sido a mesma do terceiro trimestre deste ano: 19,3%. 

##RECOMENDA##

Enquanto isso, o número de pessoas ocupadas em Pernambuco subiu de três milhões e 259 mil pessoas no segundo trimestre deste ano para três milhões e 374 mil trabalhadores no terceiro trimestre, o que equivale a um aumento de 3,6%, ou 116 mil pessoas a mais. Com relação ao mesmo período de 2020, o avanço na população ocupada, seja formalmente ou informalmente, foi de 13,6%. 

Mais da metade da população ocupada de Pernambuco está na informalidade, Pernambuco também observou um pequeno avanço na taxa de informalidade, que foi de 52,2% da população ocupada no 3º trimestre de 2021, frente a 51,2% no trimestre anterior. O percentual equivale a 1 milhão e 760 mil pessoas, deixando o estado em oitavo lugar nacional no ranking dos informais. O Brasil, por sua vez, tem uma taxa de informalidade mais de dez pontos percentuais mais baixa: 40,6%. 

O número de empregados do setor privado cresceu 7,3% no acumulado de julho, agosto e setembro frente ao trimestre anterior, chegando a 1,5 milhão de pessoas, um saldo de 103 mil pessoas a mais. O maior impacto no mercado de trabalho ficou com os trabalhadores sem carteira assinada, que aumentaram 11,3% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021, chegando a 546 mil pessoas. A atividade econômica que mais absorveu esses trabalhadores foi o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, cujo contingente de trabalhadores aumentou 11,6%, passando de 648 mil para 724 mil pessoas. Além disso, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas em Pernambuco foi de R$ 1.715, o menor desde 2018. 

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar. 

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando