Notícias

| Ciência e Saúde

Nesta segunda (22) é celebrado o Dia Mundial da Tartaruga, com o intuito de refletir sobrae a necessidade de preservação destes seres. Isto porque, das 36 espécies existentes no Brasil, cinco estão em extinção.

Segundo a bióloga e coordenadora do curso de Ciências Biológicas da UNG, Letícia Sueiro, as tartarugas representam três grupos diferentes de répteis chamados de "Testudines" ou "Quelônios". Jabutis são tartarugas terrestres e os cágados são semi aquáticos. Já entre espécies aquáticas, temos as as tartarugas marinhas e as de água doce. As principais diferenças entre elas são, além do habitat, também o formato do casco e das patas.

##RECOMENDA##

“Nas tartarugas aquáticas, as patas estão adaptadas para natação - como remos. Já os cágados, possuem casco mais achatado e o formato das patas são diferentes, possuem dedos com membranas para otimizar os movimentos feitos na água. Por sua vez os jabutis, que são as tartarugas terrestres, possuem as patas mais robustas - com patas traseiras em formato cilíndrico e as dianteiras têm escamas grossas e são bem curvadas”, explica Sueiro, que também é idealizadora e gestora da @Bioprospera, assessoria e consultoria em Ciências. 

Extinção

Atualmente, de acordo com critérios do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de extinção (ICMBio/MMA) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), existem cinco espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção no Brasil: Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta);  tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata); tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea); tartaruga-verde (Chelonia mydas); e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea).

Um dos principais fatores que levam as tartarugas marinhas à extinção é o descarte incorreto de lixo: “O descarte incorreto de resíduos é um problema global e afeta toda a biodiversidade. Para as tartarugas, principalmente as aquáticas, os resíduos descartados chegam aos rios e oceanos e podem ser facilmente confundidos com alimento e serem ingeridos pelas tartarugas - fato que pode levá-las a óbito em pouco tempo. Além disso, elas podem ficar enroscadas ou impactadas pelos resíduos maiores”, diz a professora, doutora em Ciências Biológicas.

Ela ainda lembra sobre as formas de ajudar na proteção da espécie : “elegendo representantes comprometidos com políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável; apoiando projetos que zelam pela nossa biodiversidade; conhecendo e respeitando nossa biodiversidade com atitudes mais sustentáveis - como um consumo mais inteligente, que leva por exemplo, à uma menor geração de lixo”, finaliza Sueiro.

Por Maria Eduarda Veloso

O Banco da Amazônia (Basa) divulgou o resultado final da terceira edição do Edital de Seleção Pública de Pesquisa Científica e Tecnológica 2022. Foram escolhidos 24 projetos de onze instituições de pesquisa, que receberão um investimento de R$ 2,2 milhões. Neste ano, serão liberados mais de R$ 816 mil para o início dos projetos. O Edital vai contemplar 206 pesquisadores de forma direta e indireta de toda a Amazônia.

 O pesquisador Oriel Filgueira de Lemos, da Embrapa-PA, foi o primeiro colocado dentre os classificados com o projeto “Produção da Pimenta-do-reino em tutor vivo de gliricídia: alternativa sustentável para agricultura familiar”. O projeto tem a previsão de execução em 24 meses e envolve uma equipe de 16 pesquisadores. 

##RECOMENDA##

Para a gerente executiva de Planejamento (Gplan) do Basa, Márcia Mithie, o balanço é positivo. Todos os 24 projetos classificados passaram por um rigoroso processo de análise e avaliação, levando em consideração os critérios técnicos, coerência, contribuição regional, inovação e originalidade, além da relevância das propostas junto à instituição. “Com este edital, o Basa reforça o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da região”, observou Márcia.

 A coordenadora de sustentabilidade do Basa, Samara Farias, destacou que o Edital contempla 206 pesquisadores de formas direta e indireta. Os prazos vigentes dos contratos serão de 18 a 36 meses, de acordo com a formação e desenvolvimento do projeto em questão.

A terceira edição do Edital de Pesquisa Científica e Tecnológica 2022 do Basa teve o período de inscrições aberto no período de fevereiro a março de 2022. O objetivo do Edital é incentivar o desenvolvimento de pesquisas voltadas exclusivamente para o desenvolvimento dos Estados que compõem a Amazônia Legal, fomentando projetos sustentáveis e reforçando a agenda Ambiental, Social e de Governança (ASG) do Banco da Amazônia para implementação de políticas públicas para promover as boas práticas na sociedade.

Serviço

Resultado do Edital de Pesquisa Científica e Tecnológica 2022 do Basa. A relação completa com os projetos contemplados pode ser conferida no site do Banco da Amazônia.

Da assessoria do Basa.

 

 

 

O curso de Enfermagem da UNAMA - Universidade da Amazônia promove, nos dias 24 e 25 de maio, a XII Semana de Enfermagem, voltada para os alunos da instituição, estudantes de fora e profissionais. A abertura será na terça-feira (24), às 9 horas, no auditório David Mufarrej, no campus da Alcindo Cacela, em Belém.

A coordenadora adjunta do curso de Enfermagem da UNAMA, Hallessa Pimentel, explica que a programação vai ser bem ampla. A saúde de populações tradicionais, a saúde da mulher e práticas integrativas aplicadas por uma equipe multiprofissional estão entre os temas que serão discutidos nesses dois dias.

##RECOMENDA##

Serão realizadas mesas para debater temáticas sobre Urgência e Emergência, Oncologia e principalmente como os futuros enfermeiros podem entrar em projetos de pesquisa e extensão. À tarde, haverá oficinas organizadas e promovidas por ligas acadêmicas, sobre simulação realística para reanimação cardíaca.

“A gente está com uma programação bem ampla, diversificada, com mesas, com oficinas e com a apresentação de trabalhos. Os alunos puderam submeter resumos para o nosso evento e eles também vão poder apresentar nesses dois dias”, afirma a coordenadora.

Hallessa Pimentel diz que o objetivo da programação é integrar a comunidade cientifica da Enfermagem, profissionais de todas as instituições hospitalares, de ensino superior, de cursos técnicos e estudantes de cursos técnicos. A intenção é que todos possam vivenciar discussões abrangentes para a área, principalmente nesse momento de grandes conquistas para a categoria.

“É especialmente esse o objetivo de o nosso curso: estar promovendo esse grande evento para a nossa instituição”, conclui.

Por Isabella Cordeiro (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

A vacina da Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 é segura e eficaz para as crianças de entre seis meses e cinco anos quando administrada em três doses, anunciou o laboratório farmacêutico em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (23).

O anúncio acontece no momento em que a Agência de Medicamentos e Alimentos (FDA) dos Estados Unidos tem várias reuniões programadas para analisar a autorização da vacina contra a covid para a faixa etária de 6 meses a 5 anos, que ainda não pode tomar o imunizante na maioria dos países.

A Pfizer-BioNTech fez um ensaio clínico no qual administrou três doses de três microgramas e registrou que a vacina provoca uma forte resposta imune.

Os efeitos colaterais, segundo a empresa, foram similares entre os que receberam a vacina e o placebo. A eficácia da vacina foi de 80,3%, segundo uma estimativa preliminar.

"Estamos satisfeitos que nossa formulação para as crianças mais novas, que selecionamos cuidadosamente para ser um décimo da dose para adultos, foi bem tolerada e produziu uma forte resposta imunológica", afirmou o CEO da Pfizer, Albert Bourla, em um comunicado.

"Esperamos concluir em breve nossas apresentações aos reguladores em todo o mundo, com a esperança de disponibilizar esta vacina para crianças mais novas o mais rápido possível, submetida às autorizações regulatórias", acrescentou.

Os especialistas da FDA programaram três reuniões em junho para decidir se autorizam as vacinas contra a covid da Pfizer para menores de cinco anos e da Moderna para menores de seis anos - esta última administrada em duas doses de 25 microgramas.

A princípio, a agência pretendia avaliar a vacina da Pfizer administrada em duas doses em fevereiro, mas os dados mostraram que não provocava uma resposta imunológica suficientemente forte nas crianças de dois a quatro anos.

O FDA solicitou então os dados de uma terceira dose.

- Efeitos colaterais leves -

De acordo com os novos dados, 1.678 crianças receberam a terceira dose pelo menos dois meses depois da segunda, no momento em que a variante ômicron era predominante.

Uma análise de um subconjunto de participantes revelou que os níveis de anticorpos eram semelhantes aos observados em jovens de 16 a 25 anos que receberam duas doses. Não foram identificados novos eventos adversos e a maioria dos efeitos colaterais foi leve ou moderado.

"De acordo com o comunicado para a imprensa da Pfizer, as três doses de sua vacina contra a covid parecem ser muito seguras e altamente eficazes para prevenir não apenas casos graves da doença, a hospitalização e a morte por covid, mas também a covid sintomática em uma época na qual a ômicron era a variante dominante", declarou à AFP Celine Gounder, editora chefe de saúde pública da Kaiser Health News.

"Porém, sabemos que a proteção contra a infecção por SARS-CoV-2 e a doença sintomática mais leve diminuem com o tempo", acrescentou Gounder, especialista em doenças infecciosas e epidemiologista.

"A Pfizer informa os dados de acompanhamento apenas até sete dias depois da terceira dcose da vacina. É muio cedo para dizer como funcionariam as três doses após vários meses ou um ano".

"Gostaria que a vacina de duas doses tivesse funcionado para a Pfizer-BioNTech. Não funcionou. Mas a série de três doses parece ter dado a estas crianças tão pequenas a proteção que queremos que tenham", declarou à AFP Jeremy Faust, do Departamento de Medicina de Emergência do Hospital Brigham and Women's, em Boston.

Os casos graves de covid são raros entre crianças com menos de cinco anos. Estados Unidos registraram 477 mortes nesta faixa etária, 0,1% de todas as vítimas fatais.

Acordar entre três e quatro da manhã pode indicar estresse e má qualidade no sono. De acordo com o pesquisador Greg Murray, diretor do Centro de Saúde Mental da Swinburne University of Technology, na Austrália, esse é o pior horário para se acordar durante a madrugada, apesar de ser um hábito comum e ser também um momento do sono em que o ser humano está mais autoconsciente. O fenômeno é chamado de “lacuna da realidade”.

O especialista aponta, ainda, que acordar nesse horário é um fenômeno coletivo e está ligado às preocupações de cada indivíduo. Cerca de uma em cada três pessoas relata insônia às três da madrugada, e o hábito se tornou mais comum com a chegada da pandemia.

##RECOMENDA##

De acordo com especialistas em sono, essas ruminações iniciais estão relacionadas ao estresse – embora não diretamente. Estar estressado não nos faz acordar mais à noite, explicou Murray, mas nos torna mais conscientes de que isso está acontecendo.

“Como terapeuta cognitivo, às vezes eu brinco que a única coisa boa de acordar às 3 da manhã é que isso nos dá um exemplo vívido de catastrofização. Acordar e se preocupar às 3 da manhã é muito compreensível e muito humano”, escreveu ele em seu artigo de 2021 para The Conversation. “Mas, na minha opinião, não é um grande hábito para se adquirir'', acrescentou.

O estresse não é o único fator para a insônia entre as três e quatro da manhã. Horários erráticos; doomscrolling (ato de gastar uma quantidade excessiva de tempo de tela dedicado à absorção de notícias negativas); e mesmo a falta de ar fresco pode atrapalhar a higiene do sono o suficiente para nos acordar durante a noite.

“Na verdade, acordamos muitas vezes todas as noites, e o sono leve é ​​mais comum na segunda metade da noite. Quando o sono está indo bem para nós, simplesmente não temos consciência desses despertares. Mas adicione um pouco de estresse e há uma boa chance de que a vigília se torne um estado totalmente autoconsciente”, continuou Murray.

Exercitar uma rotina, para que o cérebro entenda o horário regular do sono, é fundamental. Exposição à luz durante o dia, atividades sociais e acordar todos os dias no mesmo horário são hábitos que auxiliam nesta definição, de acordo com especialistas.

No mês de conscientização da cefaleia, o neurologista Leandro Calia, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) e do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, alertou que as pessoas que costumam ter dores de cabeça, chamadas cefaleia na linguagem médica, devem procurar auxílio médico e não acreditar que a doença não tem tratamento. “Tem controle”, assegurou Calia, em entrevista à Agência Brasil.

O neurologista esclareceu que é denominada cefaleia crônica a cefaleia (dor) que ocorre mais do que 15 dias por mês, há mais de três meses. “Isso se chama cefaleia crônica diária”. Dos quatro tipos de cefaleia crônica diária, os mais frequentes são a enxaqueca crônica e a cefaleia crônica diária do tipo tensional. “Qualquer uma que durar mais de 15 dias por mês, por mais do que três meses”.

##RECOMENDA##

Segundo Leandro Calia, a grande diferença entre cefaleias crônicas e cefaleias episódicas é o maior comprometimento na qualidade de vida nas pessoas que têm cefaleias crônicas. Não se deve usar também o termo enxaqueca como sinônimo de cefaleia, alertou o neurologista. “Não é a mesma coisa”.

Disse que a cefaleia pode ser secundária, quando é sintoma de alguma doença, como um tumor, meningite, Covid-19, por exemplo. Mas pode ser primária, quando é uma doença por si só, isto é, não tem outra doença causando a dor. “Aí, são centenas de tipos de cefaleia”. Cefaleias primárias incluem a enxaqueca e cefaleia do tipo tensional, a cefaleia em salva (crises de episódios frequentes). Calia advertiu que a exemplo de outras doenças, como o diabetes, por exemplo, a enxaqueca primária tem tratamento. “Tem controle”, reiterou.

Limitação

De acordo com o especialista, a primeira causa de perda de um dia de trabalho, de estudo ou de qualidade de vida é a enxaqueca, abaixo dos 50 anos de idade. “Não é uma doencinha qualquer. É uma doença que limita muito a qualidade (de vida) das pessoas. Na enxaqueca crônica, a dor perdura durante mais de 15 dias no mês”. Insistiu que a pessoa que tem enxaqueca não deve lidar a doença como se ela fosse algo banal, simples, uma coisa qualquer ou uma desculpa para não ir ao trabalho. “As pessoas confundem uma dor de cabeça leve com a enxaqueca crônica, que é um inferno”. Informou que só 30% a 40% das pessoas que têm enxaqueca crônica têm carteira assinada, porque não conseguem manter um trabalho com uma dor que dura mais de 15 dias por mês.

A importância da conscientização sobre o assunto pode ser avaliada pelos dados a seguir, indicou Leandro Calia. Somente a enxaqueca acomete 16% das mulheres e entre 4% a 5% dos homens, o que significa que 20% da população mundial têm enxaqueca. Considerando a enxaqueca crônica, que dura mais de 15 dias de dor ao mês, por pelo menos três meses ou mais, o número atinge entre 1% a 2% da população mundial. Isso significa que a cada 100 pessoas, uma ou duas sofrem dessa doença.

Calia afirmou que há uma estigmatização, ou preconceito, em relação à enxaqueca, contra as mulheres, porque a enxaqueca ataca mais a população feminina. Lembrou, ainda, que a primeira causa de incapacitação nas pessoas que deixam de ir trabalhar ou estudar, no mundo, é dor lombar. “Só que dor lombar é uma condição que vem de diversas doenças. Centenas de doenças causam dor lombar em qualquer faixa etária”. A segunda causa é enxaqueca. Mas considerando pessoas abaixo de 50 anos, a enxaqueca passa a ser a primeira causa, com impactos econômicos. “Isso é um problema mundial”.

Tratamento

No Brasil, 2% da população têm enxaqueca crônica, enquanto 20% a 25% têm enxaqueca que não chega a durar 15 dias por mês de dor, há mais de três meses. “Se forem 10 a 12 dias, não é chamada crônica”, advertiu Calia. Para tratar a dor no dia em que ela se apresenta, os especialistas fazem um tratamento de resgate, com analgésico.

Ele explicou, contudo, que “tratar é não ter dor. Tratar a enxaqueca é controlar as crises de dor de cabeça para que elas não ocorram”. A isso se denomina tratamento preventivo. “É o único tratamento que mereceria esse nome”. Tem que tratar para a dor não ocorrer.

"Hoje existem medicamentos injetáveis, administrados em pontos nas regiões frontal, occipital (posterior da cabeça), temporal e posterior do pescoço, que relaxam a musculatura. Dessa forma, impede que os neurotransmissores levem os sinais de dor até o músculo, reduzindo a percepção pelo sistema central", completou a médica neurologista e neuropediatra, Thais Villa, diretora da Sociedade Brasileira de Cefaleia, e também titular da Academia Brasileira de Neurologia e membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society.

Leandro Calia explicou que se a pessoa pode fazer uso de medicamentos injetáveis uma vez por mês para que diminua a frequência de dor. Isso é controle, ou seja, diminuir a frequência de dias com dor, diminuir a duração de cada dor, a intensidade da dor, aumentar o efeito positivo dos remédios analgésicos quando a pessoa está com dor. “Mesmo quando a gente não consegue zerar a dor, tendo um controle como esse, os pacientes são eternamente gratos. Eles saem do inferno. Hoje existem vários tratamentos”. O grande alerta da conscientização é mostrar às pessoas que não devem cair no pressuposto de que não há tratamento para enxaqueca crônica. “Procura o médico e vai se tratar”, recomendou Calia.

Ansiedade, estresse, depressão, rotina inadequada de sono são algumas condições que podem disparar crises de enxaqueca, que perduram por até 72 horas. Outras causas importantes são insônia, jejum prolongado, pouca ingestão de água, sedentarismo e o consumo em excesso de cafeína e bebidas alcoólicas.

A varíola do macaco, da qual foram detectados vários casos na Europa e na América do Norte, é uma doença rara originária da África, que geralmente é curada espontaneamente.

- O que é essa doença? -

A varíola do macaco, ou "ortopoxvirosis simia", é uma doença rara cujo patógeno pode ser transmitido do animal para o homem e vice-versa.

Quando o vírus se propaga para o ser humano, é principalmente a partir de diversos animais selvagens, roedores ou primatas.

A transmissão de um ser humano para outro é pequena, explicou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Seus sintomas são semelhantes, em menor escala, aos observados em pacientes antigos de varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e dorsais durante os primeiros cinco dias.

Depois, aparecem erupções - no rosto, palmas das mãos e solas dos pés -, lesões, pústulas e finalmente crostas.

Esta doença foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo, em um menino de 9 anos que vivia em uma região onde a varíola havia sido erradicada desde 1968.

Desde 1970, foram registrados casos humanos de "ortopoxvirosis simia" em 10 países africanos. No início de 2003, também foram confirmados casos nos Estados Unidos, os primeiros fora do continente africano.

- Como é transmitida? -

A infecção nos casos iniciais se deve ao contato direto com sangue, fluidos corporais, lesões na pele ou membranas mucosas de animais infectados.

A transmissão secundária, de pessoa para pessoa, pode ser resultado do contato próximo com secreções infectadas das vias respiratórias, lesões na pele de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados com fluidos biológicos ou materiais das lesões de um paciente.

Na terça-feira, a OMS afirmou que queria esclarecer, com a ajuda do Reino Unido, os casos detectados desde o início de maio, especialmente na comunidade homossexual.

"Provavelmente é muito cedo para tirar conclusões sobre o modo de transmissão ou assumir que a atividade sexual é necessária para a transmissão", disse Michael Skinner, virologista do Imperial College London, Science Center (SMC).

- Qual a gravidade? -

A 'varíola do macaco' geralmente se cura por conta própria, com sintomas que duram de 14 a 21 dias.

Os casos graves ocorrem com mais frequência em crianças e estão relacionados à extensão da exposição ao vírus, ao estado de saúde do paciente e à gravidade das complicações.

Analisando as epidemias, a taxa de mortalidade apresentou grande variação, mas se manteve abaixo dos 10% em todos os casos documentados, principalmente em crianças pequenas.

"Estima-se que a cepa da África ocidental, que afeta casos britânicos, tenha uma taxa de mortalidade em torno de 1%. Há também uma cepa encontrada na região do Congo que pode ser fatal em 10% dos casos, mas os casos britânicos não têm essa cepa", disse Simon Clarke, professor de microbiologia celular da Universidade de Reading, no SMC.

- Há tratamento? -

Não existem tratamentos específicos ou vacinas contra a varíola do macaco, mas as crises podem ser contidas, explica a OMS.

No passado, a vacinação contra a varíola mostrou ser 85% eficaz na prevenção da "ortopoxvirosis simia". Mas a vacina não está mais disponível, depois que sua fabricação foi descontinuada após a erradicação mundial da doença.

"A boa notícia é que a vacina contra a varíola funciona contra a varíola do macaco; a má notícia é que a maioria dos menores de 45 anos não é vacinada", tuitou o epidemiologista Eric Feigl Ding.

[@#galeria#@]

A Associação Médica Brasileira (AMB) publicou um documento, na segunda-feira (9), que alerta a população sobre o uso de cigarros eletrônicos. A nota pública, assinada por mais 45 entidades médicas e embasado por mais de 20 estudos e pesquisas, critica a possível descriminalização do uso e venda de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs).

##RECOMENDA##

Desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em sua resolução 46/2009, proíbe a comercialização dos dispositivos eletrônicos conhecidos como Vapes, E-cigarros ou Pen Drives, no Brasil. Apesar da proibição, os dispositivos são vendidos e utilizados no país. Mais de 650 mil brasileiros utilizam os DEFs, sobretudo jovens.

“Os usuários são, na maioria das vezes, jovens que nunca haviam fumado. São atraídos pelos aromas agradáveis dos cigarros eletrônicos, pelos sabores variados. Cigarro eletrônico faz e mal e muito”, aponta a oncologista Paula Sampaio, do Centro de Tratamento Oncológico (CTO), de Belém.

A declaração assinada pelas sociedades médicas afirma que os cigarros eletrônicos, assim como os convencionais, trazem riscos à saúde, como o câncer de esôfago, pulmão, estômago e bexiga. Alguns causam ainda mais dependência, pois possuem uma quantidade maior de nicotina. Além desta, os DEFs possuem outras substâncias tóxicas capazes de provocar AVC e infarto.

“Essa consulta pública que a Anvisa está fazendo é reflexo do lobby poderoso da indústria do tabaco”, afirma Paula Sampaio.

A médica pneumologista Fátima Amine, coordenadora do Centro de Referências em Abordagem e Tratamento do Fumante (CRATF), do Governo do Pará, explica que o cigarro eletrônico tem uma toxicidade maior que o cigarro convencional, com substâncias químicas e cancerígenas, e a nicotina – responsável por causar a dependência do consumo.

Fátima Amine também aponta que o uso dos DEFs pode causar doenças respiratórias, gastrointestinais, orais, entre outras. “Está diretamente ligado à lesão pulmonar denominada Evali (descrita em 2019 nos Estados Unidos), causada por alguns solventes e aditivos, provocando um tipo de reação inflamatória no órgão, podendo causar fibrose pulmonar, pneumonia e chegar à insuficiência respiratória”, acrescenta.

Algumas pessoas acreditam que, em comparação com os cigarros eletrônicos, o cigarro convencional causa mais danos à saúde. Para a médica, isso acontece porque os dispositivos eletrônicos apresentam aromas agradáveis, sabores variados, inovação tecnológica e o estigma de liberdade, principalmente entre os jovens. “Também porque a indústria argumenta que tem risco reduzido e é destinado a adultos fumantes que não querem ou não conseguem parar de fumar”, diz.

Segundo a médica, é possível desmistificar esse conceito dando continuidade às políticas de controle do tabaco desenvolvidas pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em conjunto com outros setores do Poder Público. “E também com as campanhas educativas voltadas, principalmente, para crianças e adolescentes e implantação de novos Centros de Tratamento do Fumante pelos municípios”, destaca.

A Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa) realiza duas grandes campanhas de educação durante o ano, sendo a primeira em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, e a segunda alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, no dia 29 de agosto.

“Nessas datas, são realizadas diversas atividades educativas, com distribuição de materiais, rodas de conversa, para mostrar os malefícios do tabaco e também para divulgar os serviços disponíveis no SUS para quem deseja parar de fumar”, informa Fátima Amine.

Serviço

Para quem deseja buscar tratamento, o Centro de Referência em Abordagem e Tratamento do Fumante oferece atendimento gratuito com equipe multidisciplinar.

Endereço:

URE Presidente Vargas (Av. Presidente Vargas, Nº 513), em Belém.

Horário: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Telefone: (91) 3242-5645.

Por Isabella Cordeiro e Juliana Maia (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

Há 115 anos Albert Einstein trazia ao mundo a Teoria da Relatividade, apresentada na Academia de Ciências, em Berlim, que mudaria completamente os paradigmas da ciência no século que se seguiu. Contudo, há mais de um século uma pergunta se impõe: Mas para que a teoria serve? O Leia Já relembra quatro aplicações cortidianas que nem todo mundo conhece, mas que de alguma forma está relaciona à Teoria da Relatividade, confira:

GPS

##RECOMENDA##

Nos dias de hoje, qualquer smartphone possui um GPS integrado, porém, é a Teoria da Relatividade que pode explicar o funcionamento dos aparelhos. A localização de um GPS é calculada a partir do tempo de resposta entre satélites que orbitam a Terra e os nossos dispositivos, em uma espécie de triangulação. Se o GPS não levasse em conta a relatividade do tempo, devido à alta velocidade dos satélites e à distância do campo gravitacional, todos os GPS deixariam de estar calibrados, acumulando erros que impediriam que chegássemos ao nosso destino.

O magnetismo

Os especialistas explicam: qualquer coisa que tenha a ver com os campos magnéticos é explicada por um efeito relativista. Estes campos foram já descritos antes, mas depois percebeu-se que é a Relatividade que explica o magnetismo na realidade. Não é preciso ir longe, basta olhar para sua geladeira carregada de imãs.

Ouro à prova do tempo

José Luis Fernández Barbón esclareceu ainda que o ouro é praticamente “à prova do tempo”, do desgaste e da oxidação, por causa das propriedades dos seus átomos pesados, presentes também no mercúrio, cujos elétrons estão muito próximos do núcleo e se movem muito rápido. Por isso já sabe, a Teoria da Relatividade também explica o porquê do seu ouro permanecer intacto.

Energia nuclear

“Qualquer coisa que tenha a ver com a energia nuclear, bombas atômicas, reatores nucleares ou questões relacionadas com radioatividade, está ligada à famosa equação de Einstein (E=mc2) “, revela o cientista espanhol Barbón, que explica que todos esses processos envolvem mudanças maciças nos núcleos, que por sua vez resultam de grandes mudanças de energia.

Por Matheus de Maio 

Divulgada nesta quinta-feira (19), a nova edição do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz reforça a preocupação com a estagnação do crescimento da cobertura vacinal na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura de terceira dose.

A análise aponta que, na população acima de 25 anos, a cobertura no território nacional para o esquema vacinal completo é de 80%. No entanto, em relação às faixas etárias, os dados mostram que a terceira dose nos grupos mais jovens segue abaixo da média considerada satisfatória.

##RECOMENDA##

A análise aponta cobertura de 63,9% na faixa etária de 55 a 59 anos, 57,9% na de 50 a 54 anos, 52,8% de 45 a 49 anos. O percentual diminui gradualmente: a partir de 40 a 44 anos é de 49,8%, de 35 a 39 anos é de 44,7%, de 30 a 34 anos é de 40,3%, de 25 a 29 anos é de 35,5%, de 20 a 24 anos é de 30,4% e de 18 a 19 anos é de 25,2%.

Referente às Semanas Epidemiológicas (SE) 18 e 19, período de 24 de abril a 14 de maio, o Boletim sinaliza que, em relação à quarta dose, na faixa etária de 80 anos e mais é de 17,7%, de 75 a 79 anos é de 12,4%, 70 a 74 anos é de 12%, de 65 a 69 anos é de 6,4% e de 60 a 64 anos é de 3,4%.

O estudo indica que 14 unidades da Federação apresentam mais de 80% da população vacinada com a primeira dose e 18 apresentam mais de 70% com a segunda dose. Piauí e São Paulo têm se destacado por uma alta cobertura da vacinação desde a primeira dose.

Os pesquisadores  do Observatório, responsáveis pelo Boletim, destacam ainda que a cobertura em todos os estados brasileiros continua bastante heterogênea.

“É importante reconhecer que a ampliação da vacinação, priorizando especialmente regiões com baixa cobertura e doses de reforço em grupos populacionais mais vulneráveis, pode reduzir ainda mais os impactos da pandemia sobre a mortalidade e as internações”, afirmam.

Em relação à terceira dose, nas faixas etárias acima de 65 anos, a cobertura está acima de 80%. A quarta dose dos imunizantes foi aplicada em 17% da população com mais de 80 anos. Nas crianças entre 5 e 11 anos, 60% tomaram a primeira dose e 32% estão com esquema vacinal completo.

Casos e óbitos

O Boletim informa que, nas últimas três Semanas Epidemiológicas (SE), período de 24 de abril a 14 de maio, foram registrados cerca de 16 mil casos e 100 óbitos diários, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 0,7%, alcançando os menores valores estáveis desde o início da pandemia.

Elevação das taxas de positividade

“O cenário atual ainda é motivo de preocupação. A ocorrência de internações tem sido consistentemente maior entre idosos, quando comparados aos adultos. Além disso, o surgimento de novas variantes, que podem escapar da imunidade produzida pelas vacinas existentes, constitui uma preocupação permanente”, explicam.

O Boletim alerta que, diante da falta de incentivo do uso de máscaras como medida de proteção coletiva e a não obrigatoriedade do uso do passaporte vacinal, a discussão sobre a vacinação torna-se ainda mais importante, uma vez que esta estratégia se tem colocado atualmente como o único recurso de proteção contra a Covid-19 no país.

Por Lidiane Nóbrega e Regina Castro, da Agência Fiocruz de Notícias

Pesquisadores se surpreenderam com a descoberta de um dente molar pertencente à um indivíduo da misteriosa espécie dos denisovanos em uma caverna no Laos, que só haviam sido encontrados na Sibéria e na China. De acordo com pesquisa, isso significa que essa espécie viveu tanto em áreas tropicais do Sudeste da Ásia quanto nas regiões gélidas do Norte. As informações são do History Channel Brasil.

O dente foi descoberto após uma pesquisa arqueológica liderada pelo professor Fabrice Demeter, da Universidade de Copenhagen, que analisou o fóssil. Após estudo,  foi descoberto que ele pertencia a um exemplar da mesma população de hominídeos, cujos vestígios foram identificados pela primeira vez na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai da Sibéria (Rússia). Ainda foi identificado na pesquisa que o molar pode ser de uma menina que morreu entre 3 e 8 anos de idade.

##RECOMENDA##

De acordo com os cientistas, essa menina viveu entre 164 mil e 131 mil anos nos trópicos quentes do Norte do Laos. Além disso, também indica que sudeste Asiático abrigava uma grande diversidade de espécies humanas, já que ao menos cinco delas viveram na região em momentos diferentes.

[@#galeria#@]

A associação Maria Bonita, projeto voluntário de colaboração e compartilhamento de afeto para mulheres em tratamento oncológico, reúne, há três anos, em Belém, uma rede de voluntários de diversas áreas. A ideia é fazer encontros, oficinas de maquiagem e turbantes, receber doação de lenços e serviços que possam ser úteis para as mulheres com câncer de mama.

##RECOMENDA##

“Nesses anos, conseguimos construir coletivamente ações reais de inclusão, prestação de serviço, cuidados com saúde mental, melhoria da qualidade de vida e atividades de esporte, arte, cultura e lazer para mulheres, acima de 25 anos, sobreviventes do câncer ou em tratamento oncológico”, diz Fabize Muinhos, coordenadora geral do Projeto Maria Bonita.

O projeto desenvolve, entre outras atividades, a canoagem para essas mulheres, atividade já conhecida pelo pioneirismo na Região Norte e reconhecida nacional (Remadoras Rosas do Brasil) e internacionalmente (Internacional Breast Câncer Paddlers Commission - IBCPC).

O Projeto Maria Bonita se divide em 2 ações: o Maria Bonita nas Águas (ação com canoagem) e o Maria Bonita em Movimento (atividades diversas). Todos os recursos doados são aplicados nas ações do projeto e divulgado nas redes sociais (@projetomariabonitabelem). O objetivo desse movimento voluntário e colaborativo é o compartilhamento de afeto.

“Acreditamos muito na força desse projeto e no alcance das ações que promovemos. Agradeço a todos que são sensíveis a esta causa que é de tantas mulheres, não apenas daquelas que desconhecemos e figuram nas estatísticas, mas de mulheres que estão ao nosso lado, amores, amigas, família. Atendemos 50 mulheres permanentemente e as ações alcançam em média entre 200 e 280 mulheres e suas redes afetivas”, ressalta Fabize.

As ações oferecidas pela associação Maria Bonita seguem precisando de apoio e doações para que o projeto continue em andamento e ajudando muitas mulheres que precisam desse incentivo para continuar tendo perspectiva de vida. 

Saiba como contribuir e participe dessa rede solidária.

Dados para a Doação:

O PIX é 

395 056 692 91 - Fabize Muinhos.

Banco do Brasil - AG 3074 Conta 127041-9.

Por Amanda Martins (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

A Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP) promove, durante todo este mês, a campanha Maio Vermelho para alerta e prevenção do câncer de bexiga. A iniciativa, feita nas redes sociais, visa orientar e conscientizar a população para que, caso os sintomas apareçam, a pessoa procure atendimento médico o quanto antes.

O mês foi escolhido por ser o mesmo período em que ocorre a mobilização contra o tabaco, já que o tabagismo está relacionado diretamente ao aparecimento da doença.

##RECOMENDA##

De acordo com o urologista e membro da SBU-SP Fabrizio Messetti, a doença é agressiva e acomete tanto mulheres quanto homens, mas com incidência quatro vezes maior entre os homens.

O principal sintoma é o sangramento visível na urina. "Geralmente, é um sangramento que não dói, que não tem nenhum fator de causa e é um sangue vivo. Não que esse sangue seja exclusivamente o câncer de bexiga, mas pode se tratar de um", explicou.

Para obter o diagnóstico, a pessoa faz um exame de imagem, preferencialmente a tomografia abdominal com contraste, por meio do qual é possível identificar a maior parte dos tumores de bexiga. "Para evoluir um pouco no diagnóstico, fazemos a cistoscopia, que é uma câmera inserida no canal da uretra para olhar dentro da bexiga e identificar a lesão. Também fazemos biópsia", explicou o médico.

Tumor

Para ele, a chance de cura depende do estágio em que se descobre o tumor. Se ele for não invasivo, que não tenha atingido o músculo do órgão, as chances são bem mais altas, porque se tratado corretamente esse tipo de tumor não tende a evoluir. "O único problema é que esses tumores podem voltar, então temos que fazer o acompanhamento com exame de imagem e tomografia e cistoscopia", afirmou.

No caso dos tumores invasivos, a opção é fazer uma cirurgia radical, com a retirada de todo o órgão. "Nessa situação, a cura é por volta de 70% dos pacientes", disse Messetti. Em alguns casos, consegue-se, com um aparelho endoscópico, ressecar o tumor e, posteriormente, o indicado é fazer o tratamento com quimioterapia e radioterapia.

Ele destacou que o principal fator de risco para o aparecimento do câncer de bexiga é o tabagismo, sendo que 70% dos tumores ocorrem em pessoas que fumam. O paciente que fuma tem de três a cinco vezes mais chances de desenvolver a doença.

"Lógico que isso depende também da quantidade de cigarros que ele consome. Então, quando falamos de câncer de bexiga é importante também aderirmos às campanhas contra o tabagismo, estimulando a população a parar de fumar", declarou.

Cigarro

Massetti explicou que o cigarro tem vários componentes que induzem ao câncer. Depois que o indivíduo fuma e os carcinógenos caem na corrente sanguínea, eles passam pelo rim e são depositados na bexiga. "A parte interna da bexiga fica em contato íntimo com esses agentes cancerígenos por mais tempo, porque ficam armazenados até a pessoa urinar", acentuou.

Sabe-se, ainda, que esse o câncer de bexiga atinge principalmente pessoas na terceira idade, com aumento da incidência depois dos 50 anos, mas os mais acometidos são aqueles entre 65 e 70 anos, porque esses, provavelmente, ficaram por muito tempo em contato com esses cancerígenos que um dia evoluem para o câncer.

"Naqueles que não fumam pode haver uma parte genética que pode influenciar ou pode haver um problema de contaminação profissional em pessoas que trabalham em fábricas de componentes químicos, como tintas e petróleo. A recomendação é a de manter hábitos saudáveis e ter alimentação adequada", finalizou.

Em virtude do Dia Internacional da Conscientização das Mucopolissacaridoses, a Casa Hunter, dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras e seus familiares, promove a MPS Week, uma semana de atividades focadas na disseminação de informações sobre a doença, com o apoio das farmacêuticas JCR, Sanofi, Ultragenyx, Sigylon, Regenxbio e BioMarin e lança Guia de Manejo, com informações da jornada do paciente com MPS tipo II. 

Para ampliar o alcance das mensagens e levar informação sobre MPS para mais e mais pessoas, a Casa Hunter em parceria com a Otima, empresa de mobiliário urbano, promove a campanha de conscientização nos pontos de ônibus na cidade de São Paulo. 

##RECOMENDA##

Para o presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas), Antoine Daher, o Guia de Manejo é uma forma de contribuir para a melhoria da jornada do paciente e dos cuidadores. “Muitas são as questões que cercam a doença, como os cuidados, as dúvidas e até mesmo os sentimentos, tanto do paciente quanto da família. Queremos, com o Guia de Manejo, aumentar o conhecimento sobre a patologia e acolher toda a rede de apoio”, comentou Daher. 

De acordo com o estudo “Updated birth prevalence and relative frequency of mucopolysaccharidoses across Brazilian regions”, no Brasil estima-se que 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara. Entre elas, estão as Mucopolissacaridoses (MPS), que são doenças genéticas, degenerativas, progressivas, multissistêmicas, das quais fazem parte os erros inatos do metabolismo.

Na MPS, a produção de enzimas responsáveis pela degradação de alguns compostos é afetada e ocorre o acúmulo progressivo destes no organismo do paciente. E também a MPS tipo II, conhecida como Síndrome de Hunter, é a mais prevalente e impacta uma a cada 20 mil nascidos vivos.  

As mucopolissacaridoses podem ser classificadas em 11 tipos diferentes, de acordo com a deficiência da enzima no organismo. Os sinais da MPS tipo II costumam surgir na infância, com quadros clínicos variáveis de pessoa para pessoa, o que dificulta e retarda o diagnóstico. A doença acomete as vias aéreas, ouvido, pele, face, abdômen, fígado e baço. Ela prevalece no sexo masculino e a falta do tratamento adequado pode levar à morte do paciente até os 14 anos de idade. Entre as consequências, podem estar: limitações articulares, perda auditiva, problemas respiratórios e cardíacos, entre outras. No Brasil, o exame está contemplado na nova Lei 14.154, que entrará em vigor a partir do próximo dia 26 de maio.  

O tratamento torna possível o controle da doença, o aumento da expectativa e a qualidade de vida do paciente. Segundo o médico geneticinista Roberto Giugliani, que conduz vários estudos sobre a doença, mesmo sem cura, o diagnóstico precoce, através do teste do pezinho e novos tratamentos abrem perspectivas para o ganho de qualidade de vida dos pacientes com MPS, 

Por Camily Maciel 

Portaria publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16) inclui a Covid-19 na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública.

A notificação compulsória é uma medida obrigatória tanto para médicos como para outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência ao paciente.

##RECOMENDA##

A comunicação pode ser feita à autoridade de saúde competente por qualquer pessoa, em casos de suspeita ou confirmação de doença ou agravo (dano) em paciente. No caso de profissionais da saúde, ela é obrigatória.

“Esta portaria dispõe sobre a inclusão do Sars-CoV-2 no item da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada a coronavírus e, também, sobre a inclusão da Covid-19, da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à Covid-19 e da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Adultos (SIM-A) associada à covid-19 na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional”, detalha a Portaria nº 1.102.

Para tanto, a portaria publicada atualiza o anexo com as 52 doenças ou agravos a serem notificados, bem como o prazo, que, dependendo, pode ser imediato (até 24 horas) ou semanal. Informa também a qual autoridade o caso deve ser informado - Ministério da Saúde ou secretarias estadual ou municipal de saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promoverá uma campanha nacional para alertar sobre a importância do controle das infecções hospitalares. A campanha Cirurgias seguras: prevenção de infecções de sítio cirúrgico acontece por ocasião do Dia Nacional de Prevenção das Infecções Hospitalares, celebrado todos os anos no dia 15 de maio.

Com a redução de casos de Covid-19 e, consequentemente, das internações no país, as cirurgias eletivas voltaram a ser realizadas, com uma demanda represada desses procedimentos. Nesse cenário, a Anvisa considera ainda mais importante conscientizar os gestores e os profissionais da saúde, bem como a população, sobre a necessidade de implementar ações de prevenção e controle das infecções cirúrgicas.

##RECOMENDA##

Durante os próximos dias, os serviços de saúde são estimulados pela Anvisa a desenvolver campanhas de comunicação social e ações educativas. O objetivo é aumentar a consciência da população sobre o problema representado pelas infecções hospitalares e a necessidade de seu controle.

Na próxima segunda-feira (16), a agência promoverá um seminário virtual sobre o tema, às 10h, com o Dr. Luiz Carlos Von Bahten, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, e com a Dra. Viviane Maria de Carvalho Hessel Dias, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar. Os interessados deverão acessar, no dia e hora marcados, o link.

No Brasil, desde 1999, a Anvisa é o órgão responsável pelas ações nacionais de prevenção e controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras), exercendo a atribuição de coordenar e apoiar tecnicamente as Coordenações Distrital, Estaduais e Municipais de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde.

Em 2021, a agência lançou um Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde para o período de 2021 a 2025. A finalidade é reduzir em todo o país a incidência de infecções hospitalares, implementando práticas de prevenção e controle de infecções baseadas em evidências.

De acordo com a Anvisa, pesquisas mostram que quando os serviços de saúde e suas equipes conhecem a magnitude do problema das infecções e passam a aderir aos programas para prevenção e controle dessas infecções, pode ocorrer uma redução de mais de 70% de algumas infecções como, por exemplo, as infecções da corrente sanguínea.

Prevenção

Dentre as medidas importantes para garantir uma cirurgia segura, estão:

- Higiene adequada das mãos pelos profissionais de saúde, seguindo a técnica correta, seja na antissepsia ou preparo pré-operatório das mãos com água, seja na antissepsia cirúrgica das mãos com produto à base de álcool;

- Utilização de antissépticos que contenham álcool, associados a clorexedina ou iodo, no preparo da pele do paciente antes da cirurgia;

- Orientação a pacientes e familiares sobre as principais medidas de prevenção de infecção do sítio cirúrgico, como a higiene das mãos e cuidados com curativos e drenos;

- Manutenção da normotermia (temperatura considerada normal do corpo humano) em todo o perioperatório, ou seja, em todo o tempo relacionado ao ato cirúrgico.

A empresa espacial Blue Origin anunciou, nesta sexta-feira (13), o próximo voo de seu foguete para o dia 20 de maio, com seis passageiros a bordo, entre eles o primeiro turista espacial brasileiro, o engenheiro Victor Correa Hespanha.

A decolagem está prevista para as 08h30 (10h30 em Brasília) da região oeste do Texas, Estados Unidos. Este será o quinto voo espacial tripulado da companhia do magnata Jeff Bezos.

O mineiro Victor Hespanha, engenheiro de produção de 28 anos, será o primeiro 'criptonauta' da história.

Quando embarcar no foguete New Shepard, da companhia de Besos, ele realizará um sonho de criança com a ajuda da Crypto Space Agency (CSA), uma aliança que tem como objetivo aliar a tecnologia da indústria espacial ao poder financeiro dos mercados de criptomoedas para impulsionar a inovação.

Hespanha garantiu sua vaga ao adquirir um NFT (tolkien não fungível) pela primeira vez, no que a CSA descreveu, em nota, como "um momento histórico que começa a revelar o impacto na vida real" que a web.3 e em particular os NFTs podem ter, "ao tornar a viagem espacial acessível para pessoas comuns".

"Eu comprei [o NFT] pensando na valorização potencial", disse Hespanha, citado no comunicado. "Eu nunca imaginei que o meu seria sorteado".

Hespanha será o segundo brasileiro a viajar ao espaço, depois do então astronauta Marcos Pontes, em 2006. Além do engenheiro de Minas Gerais, o voo levará a primeira mulher nascida no México, Katya Echazarreta.

Nascida em Guadalajara há 26 anos, Echazarreta se tornará a americana mais jovem a viajar ao espaço, graças ao programa de astronautas civis patrocinado pela Space for Humanity (Espaço para a Humanidade).

Sua vida encarna o sonho americano de milhares de famílias imigrantes com começo difícil. Ela chegou ao país aos sete anos e o processo de imigração a manteve distante de sua família durante cinco anos.

A Blue Origin transportará seus clientes pela Linha Karman, que marca o início do espaço segundo a convenção internacional, a uma altitude de 100 km. O voo dura apenas cerca de dez minutos no total, e o preço pago pelos turistas espaciais não foi divulgado.

Os passageiros podem se desprender de seus assentos, flutuar durante alguns instantes em gravidade zero, e admirar a curvatura da Terra através de grandes janelas.

O próprio Bezos participou do primeiro voo tripulado do New Shepard, em julho de 2021. Desde então, viajaram com a companhia o ator que interpreta o capitão Kirk da série Star Trek, William Shatner, e Laura Shepard Churchley, filha do primeiro americano a viajar ao espaço.

Uma parte do planeta poderá assistir a um eclipse lunar total de domingo para segunda-feira, um fenômeno raro durante o qual o brilho do satélite diminui e progressivamente ganha uma cor acobreada.

A ocultação da Lua pela sombra da Terra poderá ser observada na América do Sul e Central e na parte oriental da América do Norte.

Também será percebida de regiões da Europa e África.

O eclipse lunar total geralmente ocorre duas vezes por ano, quando o Sol, a Terra e a Lua estão perfeitamente alinhados e a Lua está cheia. À medida que mergulha na sombra da Terra, a Lua perde sua brancura.

Mas ainda é visível porque os raios do sol, desviados pela Terra, continuam a alcançá-la através da "refração atmosférica", explica à AFP Florent Deleflie, do Observatório Paris-PSL.

“Durante um eclipse, apenas a Terra pode iluminar a Lua através desse reenvio dos raios vermelhos”, acrescenta o astrônomo. O fenômeno pode ser visto a olho nu e com céu claro é extremamente fotogênico.

O eclipse durará cerca de cinco horas e em sua fase total – quando o astro será totalmente coberto pela sombra da Terra –, pouco mais de uma hora.

O próximo eclipse lunar total ocorrerá em novembro, em pleno Oceano Pacífico.

Florent Deleflie lembra que os eclipses lunares permitiram demonstrar "desde a Antiguidade" que a Terra é redonda.

"Sobre o disco lunar, o limite entre a região da sombra e a parte iluminada pelo Sol é ligeiramente curva: é a projeção da curvatura da Terra", explica.

O Ministério da Saúde decidiu manter o uso da vacina Janssen, fabricada pela farmacêutica Johnson e Johnson, na Campanha de Vacinação contra a Covid-19. A decisão está em Nota Informativa nº21/2022, divulgada na quarta-feira (11), pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 (Secovid).

No Brasil, a vacina estava autorizada para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 31 de março de 2021 e, em abril deste ano, a agência concedeu registro para uso definitivo do imunizante. Segundo a pasta, a decisão leva em conta a recomendação da Anvisa para manter o uso da vacina.

##RECOMENDA##

Levantamento do ministério mostra que 92% do público acima de 12 anos já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e 87% já tomou a segunda dose ou dose única. Conforme último balanço, 487 milhões de doses do imunizante foram distribuídas para todos estados e Distrito Federal.

Com informações do Ministério da Saúde.

A partir desta quinta-feira (12) os laboratórios farmacêuticos deverão inserir um QR Code nas embalagens dos medicamentos para acesso à versão digital da bula, com informações sobre a sua composição, utilidade, dosagens e as suas contraindicações. A mudança, publicada hoje no Diário Oficial da União, vai permitir, por exemplo, a transformação, por meio do aplicativo adequado, do texto em áudio, o que trará acessibilidade às pessoas com deficiência e analfabetos. O QR Code também poderá direcionar o público para links e outros documentos explicativos sobre o produto.

Segundo a Lei Nº 14.338/22, as bulas digitais deverão ser hospedadas em links autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o laboratório poderá inserir outras informações, além do conteúdo completo e atualizado, idêntico ao da bula impressa.

##RECOMENDA##

A bula digital não exclui a obrigação da versão impressa, que vem junto ao medicamento, na embalagem. Outra novidade da norma é que o detentor de registro de medicamento deverá possuir sistema que permita a elaboração de mapa de distribuição do produto, com identificação dos quantitativos comercializados e distribuídos para cada lote, bem como dos destinatários das remessas, atraindo para estes a responsabilidade.

“A sanção presidencial representa uma importante medida para a atualização e o aprimoramento da identificação digital de medicamentos, bem como para promover adequações necessárias à acessibilidade”, destacou a Secretaria-Geral de Governo em nota.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando