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| Ciência e Saúde

Ao menos nove bebês com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aguardam por uma vaga de UTI no Hospital Barão de Lucena, na Zona Oeste do Recife. Além disso, há denúncia de que faltam materiais para intubação de pacientes com SRAG, respiradores e outros aparelhos, além de goteiras na ala vermelha da unidade de Saúde.

Médicos relataram à Folha de São Paulo que há duas semanas que os plantões estão sempre com bebês na lista de espera para a UTI. Alguns chegam a ficar até uma semana esperando por uma vaga e, com a demora para a transferência, o quadro das crianças vai se agravando, podendo evoluir para uma fadiga respiratória.

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Em resposta ao LeiaJá, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) afirmou que os plantões de emergência pediátrica foram reforçados em 75% para atender a demanda deste período. 

Além disso, garantiu que enquanto as crianças aguardam transferência para leito de UTI, os pacientes contam com a "devida assistência, com suporte ventilatório quando necessário e acompanhamento de equipe multiprofissional, inclusive com fisioterapeutas", disse.

A direção do hospital assegura que não há falta de kits para intubação nem insumos e medicamentos. Sobre a denúncia de goteira na área vermelha, o Barão de Lucena aponta que se trata de um gotejamento no sistema de refrigeração do setor. 

Por fim, a direção do HBL informa que, mensalmente, acolhe mais de 500 crianças em sua emergência e que muitos casos são de baixa complexidade, ou seja, deveriam receber a assistência nas unidades sob gestão municipal. Contudo, não nega atendimento, acolhendo e dando o devido encaminhamento para cada caso.

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-> Covid: PE tem recorde de casos desde o início da pandemia

Os Estados Unidos não têm planos de destruir um foguete chinês fora de controle em direção à Terra, disse o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, nesta quinta-feira (6).

"Temos a capacidade de fazer muitas coisas, mas não temos um plano para derrubá-lo agora", revelou Austin aos repórteres.

Especialistas do Pentágono esperam que o foguete Longa Marcha 5B, que saiu de órbita após se separar da estação espacial de Pequim, atinja a superfície em algum momento entre sábado e domingo.

Mas é difícil prever quando e onde cairá.

"Temos esperança de que ele caia em um lugar onde não prejudique ninguém. Torcemos para que seja no oceano ou em algum lugar assim", explicou Austin, que insinuou negligência por parte da China em deixar o corpo do foguete sair da órbita.

“Eu acho que isso mostra o fato de que, para aqueles de nós que operam no domínio espacial, existem requisitos (de segurança), ou deveria haver um requisito para operar com segurança e consideração,” criticou Austin.

Precisamos "ter certeza de levar esse tipo de coisa em consideração quando planejamos e conduzimos operações" no espaço, acrescentou.

A partir do próximo sábado (8), a Prefeitura de Ipojuca irá começar a vacinar contra a Covid-19 às pessoas com comorbidades, de 18 a 59 anos. A ação será no formato drive-thru, no complexo de saúde localizado na área central da cidade, das 8h às 12h.

Nos demais dias da semana, a imunização está sendo realizada na Escola Santo Cristo, no centro de Ipojuca, e na Escola Maria das Dores, em Nossa Senhora do Ó, funcionando das 8h às 12h.

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Para tomar a vacina é preciso que o cidadão agende a ida através do site, selecionando o grupo de comorbidade ao qual pertence. Ao final da marcação já será gerada a informação do dia e local de comparecimento. No dia da vacinação será necessário levar o original do documento comprobatório, que ficará retido no local de imunização. 

Apenas as pessoas com Síndrome de Down estão isentas da declaração ou laudo, tendo em vista que a informação poderá ser autorreferida.

Neste primeiro momento só será aceita a declaração, em modelo fornecido pela Secretaria de Saúde do Ipojuca ou de Pernambuco, que deve ser preenchida e assinada por médico. 

As pessoas deste grupo prioritário que ainda não possuírem a declaração comprobatória da comorbidade podem procurar os postos de saúde ou a policlínica de Ipojuca para avaliação.

A vacinação em idosos com 60 anos ou mais também será retomada a partir.  A aplicação das doses de AstraZeneca acontecerá na creche Professora Jusete Barbosa, em Ipojuca Centro e na Escola Eduardo Campos, em Nossa Senhora do Ó. Além disso, equipes volantes irão vacinar pessoas acamadas em áreas de difícil acesso dos engenhos da Zona Rural. 

CoronaVac suspensa

A vacinação de Coronavac continua suspensa no município pelo número insuficiente de vacinas repassadas  ao município. No último domingo (2), Ipojuca recebeu apenas 70 doses que foram aplicadas em idosos acamados.

*Com informações da assessoria

O presidente da Pfizer, Albert Bourla, disse nesta quinta-feira(6) que rejeita a proposta apoiada pelos Estados Unidos de suspender temporariamente as patentes das vacinas para covid-19, mas sugeriu acelerar a produção nas fábricas existentes.

Em entrevista à AFP, Bourla disse que sua empresa, que desenvolveu uma vacina junto com a alemã BioNTech, "não é nada" favorável ao apelo americano para suspender as patentes que protegem o medicamento contra a covid-19.

O governo dos Estados Unidos chocou o mundo ontem ao anunciar que apoiaria o levantamento de patentes de vacinas anticovid e recebeu imediatamente o apoio entusiasmado da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta mesma quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE está "pronta para discutir" formas de garantir que as vacinas cheguem rapidamente a todos os cantos do mundo.

“A UE está pronta para falar sobre qualquer proposta que responda à crise de forma eficaz e pragmática. É por isso que estamos prontos para falar sobre como o levantamento da propriedade intelectual pode ajudar a atingir esse objetivo”, disse o governante.

Até agora, a UE manteve-se firmemente contra os apelos à suspensão temporária de patentes de vacinas para acelerar as campanhas de imunização contra a covid-19.

A Moderna anunciou nesta quinta-feira(6) que sua vacina para covid-19 tem 96% de eficácia em adolescentes de 12 a 17 anos, de acordo com os primeiros resultados de testes clínicos nos Estados Unidos.

Dos 3.235 participantes do estudo, dois terços receberam a vacina e um terço um placebo.

O teste mostrou uma "taxa de eficácia de 96% entre os participantes ... que receberam pelo menos uma injeção", disse a Moderna em seu relatório de resultados corporativos.

"As análises incluíram 12 casos (de covid) a partir de 14 dias após a primeira dose", disse a imprensa.

Por causa desses resultados iniciais, os participantes foram observados por 35 dias após a segunda injeção.

A vacina "foi geralmente bem tolerada até aquele dia, sem problemas sérios de segurança", acrescentou.

Como em adultos, os efeitos colaterais mais comuns foram dor no local da injeção, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e calafrios.

A Moderna informou que estava discutindo com autoridades regulatórias uma possível emenda à autorização de sua vacina, que até agora é administrada a maiores de 18 anos nos países onde foi aprovada.

A aliança Pfizer / BioNTech, por sua vez, apresentou pedido de autorização de vacina própria para a população entre 12 e 15 anos nos Estados Unidos e na Europa. O Canadá foi o primeiro país a permitir isso para essa faixa etária.

A vacinação do adolescente representa a próxima etapa das campanhas de vacinação necessárias, segundo especialistas, para conter a pandemia.

A Moderna também iniciou os testes de sua vacina em crianças entre 6 meses e 11 anos em março.

O mesmo ocorre com a Pfizer / BioNTech, que anunciou na terça-feira que planeja pedir aos Estados Unidos uma autorização de emergência em setembro para inocular crianças entre 2 e 11 anos.

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Apesar do crescente número de casos da covid-19 no Brasil, a quantidade de pessoas que aparenta ignorar essa realidade também é alarmante. No Pará, até então, são confirmados 475.744 casos da doença e 13.204 é o número de óbitos. Entretanto, essas informações ainda não são o suficiente para impedir aglomerações em estabelecimentos e as festas clandestinas que têm sido denunciadas nas últimas semanas.

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Após a retomada das atividades em bares e nos demais estabelecimentos, mesmo que esses obedeçam às medidas de segurança, o risco de contaminação pelo novo coronavírus nesses locais ainda existe e preocupa.

Isso se explica pelo fato de que ambientes como bares e restaurantes mantêm os usuários por um período de tempo considerável dentro de suas instalações. Ao sentarem à mesa, as pessoas retiram as máscaras para consumo e permanecem assim até saírem do estabelecimento, como esclarece Andrei Siqueira, biomédico e doutor em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Andrei acrescenta que, em um cenário de pandemia de um vírus respiratório, locais fechados se tornam um grande fator de risco para a transmissão da doença. “No caso de boates temos ainda um agravante. Mesmo durante as medidas mais restritivas, pessoas organizaram eventos de forma clandestina para realizar reuniões e festas. O senso de responsabilidade nessa situação se torna mais afetado ainda com o consumo do álcool”, diz.

Segundo o biomédico, comparando-se esses estabelecimentos com outros ambientes como supermercados e instituições de ensino, é possível notar a existência de algumas diferenças. O uso constante da máscara, por exemplo, é capaz de reduzir significativamente as possibilidades de contágio se todas as medidas de segurança forem respeitadas.

“Nesses dois locais a distribuição de álcool e a aferição da temperatura também auxiliam para redução da transmissão. Por não representarem locais de lazer e entretenimento, ao fim das atividades, as pessoas deixam o local (supermercados e escolas) e por isso podemos inferir que de forma geral são locais mais seguros que bares, boates e restaurantes”, complementa.

Andrei destaca ainda que dentre os locais com o funcionamento liberado, além de ambientes como farmácias, clínicas, hospitais e laboratórios, o risco de transmissão do vírus aumenta nas academias, bancos e lotéricas devido ao fluxo de pessoas e ao tempo de permanência médio.

O biomédico diz que, apesar de o Brasil seguir com o calendário de vacinação, é grande a quantidade de óbitos da pandemia e alerta que vivemos um momento que ainda necessita de muita cautela. Além disso, ele afirma que tomar a vacina e respeitar as medidas de prevenção são as melhores opções.

Andrei ainda cita outras medidas que devem ser tomadas. “Buscar formas de lazer e relaxamento que não envolvam reuniões. Na necessidade de trabalhar e realizar as atividades essenciais fora de casa, respeitar sempre os cuidados com a sua saúde e a das pessoas em sua volta. Dessa forma conseguiremos alcançar o exemplo de outros países que já voltaram com suas atividades de forma mais segura”, complementa.

Juliana Colino, de 20 anos, estudante do curso de Psicologia na Universidade Federal do Pará (UFPA), conta que a sua rotina ficou bastante diferente por causa da pandemia e que durante boa parte do tempo sem ter aulas da faculdade.

A estudante relata que adaptar-se a todas essas mudanças é difícil e estressante, principalmente por não ter um momento de lazer para se distrair. “Faz muita falta poder sair com a família e amigos, ir ao cinema, ir passear no shopping, porém é preciso ter consciência de que uma saída poderia contaminar alguém”, diz.

A estudante acredita que as aglomerações devem ser evitadas ao máximo e tenta evitar saídas desnecessárias. “Saio apenas para o balé, que é como se fosse meu trabalho, porém sempre sigo todos os cuidados, como manter o distanciamento, utilizar álcool em gel, e ficar sempre de máscara”, acrescenta.

A estudante diz que costuma sempre alertar tanto as pessoas da família quanto os amigos em relação ao distanciamento social. Sobre as aglomerações, Juliana finaliza: “Acredito que deveria ter uma fiscalização maior do governo, já que tentar conscientizar as pessoas não acho que adiantaria”.

Iuri Fernandes, sócio-proprietário de um pub localizado em Belém, diz que o estabelecimento ficou fechado por sete meses em 2020. Na época, todo o staff foi demitido. Após conseguirem um empréstimo do Governo do Estado, contando também com aporte dos sócios e empréstimos pessoais, Iuri reabriu o pub em outubro do ano passado, enxugando custos e com modelo para se adequar a uma operação de restaurante e não mais de bar. 

“Nosso horário de abertura sempre foi às 18 horas, e quando saiu o decreto fechando bares e restaurantes às 18 horas, mudamos novamente, abrindo às 12 e fechando às 18 horas. Iniciamos o atendimento via delivery. Ou seja, estamos dançando conforme a música. Financeiramente falando, no final de 2020 conseguimos lucrar e pagar boa parte dos atrasados com fornecedores. Esse ano tivemos que tomar mais empréstimo e estamos no zero a zero”, acrescenta.

Para a segurança dos consumidores, Iuri afirma que usa o protocolo padrão no estabelecimento. “Limite de pessoas reduzido, distanciamento das mesas, máscara obrigatória para clientes e staff, álcool em gel nas mesas, desinfecção de 15 em 15 dias do ambiente por uma empresa especializada”, destaca.

Quanto ao ritmo de funcionamento do local e o número de pessoas que costumam frequentá-lo, ele esclarece que tem picos de até 50 pessoas durante o fim de semana (sexta e sábado, à noite). Já durante a semana, segundo Iuri, a quantidade varia dependendo de vários fatores, como dia do mês e chuvas.

Iuri comenta que vê estabelecimentos buscando se reinventar e quem não se reinventou, fechou. Ele afirma que possui uma opinião muito pragmática a respeito disso. “Não posso julgar os outros, pois não sei onde aperta o sapato deles. Posso falar pelos meus bares, onde seguimos rigorosamente todas as normas estabelecidas. Acho que os consumidores têm um papel fundamental quanto às aglomerações, pois nenhum dono de estabelecimento obriga alguém a entrar na sua empresa. É um assunto delicado. Logo, não julgo quem não tem seguido as normas. Tenho minha opinião pessoal, como consumidor: eu não vou pra lugar lotado”, finaliza.

Por Isabella Cordeiro.

Na quinta-feira (6), a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, inicia a vacinação de mulheres grávidas, puérperas (com até 45 dias pós-parto), além de pessoas com comorbidades. 

No caso do grupo de comorbidades, poderão tomar a vacina, nesta primeira fase, as pessoas com Síndrome de Down, doença renal crônica que realizam diálise, transplantados (de órgão sólido ou medula óssea), pessoas que vivem com o HIV e obesidade mórbida, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40.

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Nesses casos, a imunização no município abrange pessoas dos 18 aos 59 anos. Além disso, o município continua com a vacinação de idosos a partir dos 60 anos. 

O Cabo de Santo Agostinho não realiza agendamento prévio para administrar as vacinas aos moradores do município. As pessoas têm que ficar atentas a algumas exigências. Todos incluídos nos novos grupos de vacinação precisam baixar no site da prefeitura o formulário de vacinação e preencher as informações pessoais e em que tipo de grupo está incluído. Além disso, é necessário  laudo médico assinado por um profissional de saúde atestando a situação de saúde.

No caso das grávidas, por exemplo, o cartão pré-natal é aceito como laudo médico, assim como a certidão de nascimento, certidão de alta da maternidade ou declaração de nascido vivo servem para as mulheres que deram à luz há pouco tempo.

Todas essas pessoas vão receber doses da vacina da Astrazeneca, cuja segunda administração acontece três meses depois. No último final de semana, o Cabo recebeu um carregamento de 4.730 novas doses para o grupo de comorbidades.

O governo da Alemanha e a Organização Mundial da Saúde (OMS) uniram forças e anunciaram nesta quarta-feira (5) a criação de um centro global para o combate a epidemias e pandemias, com sede em Berlim.

O "hub" de inteligência deve iniciar o seu funcionamento até o final deste ano e terá como objetivo reunir instituições governamentais, acadêmicos e o setor privado.

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"Com sede em Berlim, o centro da OMS será um centro global que trabalhará com parceiros de todo o mundo para impulsionar a inovação do tema da pandemia", explicou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa virtual.

A conferência também contou com a presença da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do ministro alemão de Saúde, Jens Spahn.

Durante a divulgação, Merkel elogiou o papel da OMS na liderança do combate contra a pandemia de Covid-19 e disse esperar que o centro de inteligência permita a criação de ferramentas para que os países se preparem para emergências futuras.

"A análise apurada e rigorosa de dados sanitários é de importância fundamental, para evitar danos maiores causados por futuras pandemias", disse ela.

Segundo a líder alemã, o local irá coletar "os dados para preparar as análises certas e para promover o conhecimento, que não poderia ser alcançado rapidamente por todos por conta própria".

Na apresentação do novo hub também foi destacado que o centro pretende ser uma plataforma que permite a todos os cientistas do mundo analisar dados e desenvolver modelos para melhor avaliar os riscos das emergências sanitárias. Os resultados dos estudos serão compartilhados com outros países.

O ministro da Saúde alemão referiu-se ainda sobre a necessidade de colaboração dos países-membros da OMS para garantir a eficácia do projeto.

"Este centro será tão bom quanto todos o permitirmos que ele seja. Todos devemos participar ativamente na sua configuração", enfatizou Spahn.

Para ele, é preciso "identificar o risco de epidemia e pandemia o mais rápido possível, onde quer que ocorra no mundo. Para isso devemos fortalecer o sistema de observação global com melhor coleta de dados e análise de risco".

O orçamento do projeto ainda não foi divulgado, mas o diretor-executivo do Programa de Emergências da OMS, Michael Ryan, confirmou que haverá um aumento de funcionários da OMS para integrarem o novo centro.

Da Ansa

As grandes redes de farmácia poderão se tornar pontos de vacinação gratuita contra a Covid-19 a nível nacional. A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (5), em coletiva de imprensa virtual sobre os 30 anos de atuação da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A entidade estima que conseguirá aplicar, por mês, 10 milhões de doses, caso o Governo Federal aumente a compra, produção e distribuição dos imunizantes.

Segundo o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, a Associação se reuniu com o Ministério da Saúde para discutir a possibilidade. O gestor garante que, se for autorizada, a imunização nas lojas farmacêuticas ocorrerá de maneira gratuita para a população. “É uma parceria com o sistema público no sentido de prestar um serviço. Isso não tem custo, as vacinas são aplicadas gratuitamente. Nós somos um defensor, inclusive nesta pandemia da Covid-19, de que o setor privado não deveria vender vacina. A gente quer fazer milhões de atendimentos. Já está pronto um projeto chamado ‘Vacina na farmácia’. É um aplicativo para celular e a ideia é que se possa usar 5.500 farmácias brasileiras para aplicar vacina. A gente pode aplicar 10 milhões de doses por mês, pelo menos”, disse o CEO da Abrafarma.

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“É uma maneira de ajudar o Brasil neste momento, sem gerar ônus para ninguém. A gente já está em conversas avançadas com o Ministério da Saúde, e assim que o Brasil tiver mais vacinas disponíveis - a gente estima que em junho ou julho -, vamos sim ajudar o SUS. A gente pode, facilmente, bater 2 milhões de doses por dia”, acrescentou Barreto.

Durante a coletiva de imprensa, funcionalidades do aplicativo mencionado foram apresentadas. A ideia é que os preenchimentos de dados na ferramenta para agendamentos da vacinação contra o novo coronavírus ocorram conforme as exigências do Plano Nacional de Imunização (PNI), respeitando, principalmente, a ordem dos públicos a serem imunizados, sem “furo de fila”, conforme definições dos governos estaduais e das prefeituras. “Uma vez que o governo autorize, a pessoa baixa o aplicativo, escolhe o agendamento e com base no CEP, o sistema já indica a farmácia mais próxima. Nossa ideia de fazer o agendamento é para que não tenha fila, a gente não quer tumulto”, revelou o CEO.

De acordo com a Abrafarma, 40 centros de distribuição das grandes redes, distribuídos em todas as regiões brasileiras, estão à disposição do Governo Federal para que as doses sejam levadas às farmácias, bem como a entidade garante que possui condições estruturais de armazenar as vacinas. A Associação ainda liberou suas equipes técnicas para ajudar no processo imunização.

Questionado se as farmácias podem comercializar o imunizante, Sergio Mena Barreto descartou, mais uma vez, a possibilidade. “Não existe previsão de venda de vacina. A gente acha que a fila é única, ela só precisa andar mais rápido”, afirmou.

Hoje, 8.364 lojas compõem a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias. São marcas como Pague Menos, São Paulo e Drogasil. Conforme dados da instituição, o faturamento do setor em 2020 passou de R$ 58 bilhões.

Em 3.760 farmácias, foram realizados, até 2 de maio, 6.003.867 testes rápidos de Covid-19. Segundo a Abrafarma, cerca de 20% foram positivos e 4.750.296 se mostraram como negativos para a doença.

O levantamento mais atual do Ministério da Saúde indica 64.384.978 doses foram distribuídas para os Estados. Até o momento, segundo a pasta, mais de 43 milhões de doses foram aplicadas.

A Prefeitura Municipal de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), segue com a vacinação do grupo de comorbidades. Na quarta-feira (5), foram imunizadas as pessoas com 59 anos de idade - nascidas em 1962 - e nesta quinta-feira (6), as de 58 anos - nascidas em 1963. Em todo o Pará, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), agora são 477.743 casos de covid-19 e 13.326 mortes.

Para o novo cronograma, a Sesma contará com 19 pontos de vacinação na capital e agências distritais, funcionando no horário das 9 às 17 horas. Em razão de especificidades técnicas da vacina da Pfizer, a Sesma não disponibilizará o sistema de drive-thru.

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Para se vacinar, as pessoas precisarão apresentar os seguintes documentos: RG, CPF, cartão SUS e comprovante de residência de Belém.  É necessário levar uma cópia do laudo, atestado ou receita médica que comprove a comorbidade, documentação essa que será retida no ponto de vacinação.

Confira abaixo as comorbidades  priorizadas nesta fase da vacinação, de acordo com o Ministério da Saúde:

 1. Arritmias cardíacas (com importância clínica e/ou cardiopatia associada - fibrilação e flutter atriais; e outras);

 2. Câncer;

 3. Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo);

4. Cardiopatias congênita no adulto (Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica; crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico);

5. Cirrose hepática;

 6. Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar (Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária);

 7. Diabetes mellitus;

 8. Doença cerebrovascular (Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular);

9. Doença renal crônica (Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica);

10. Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas (Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos);

11. Hemoglobinopatias graves (Doença falciforme e talassemia maior);

12. Hipertensão arterial estágio 3 (PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade);

13. Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade (PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade);

14. Hipertensão Arterial Resistente (HAR), isto é, quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos;

15. Imunossuprimidos (indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias);

16. Insuficiência cardíaca;

17. Miocardiopatias e pericardiopatias (miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática);

18. Obesidade mórbida (Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40);

 19. Pneumopatias crônicas graves (doença pulmonar obstrutiva crônica, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática);

 20. Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados (portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência);

 21. Síndromes coronarianas (síndromes coronarianas crônicas: angina pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós infarto agudo do miocárdio);

 22. Valvopatias (lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico, estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras).

Locais de vacinação:

1. Cassazum, com entrada pelo estacionamento lateral na Trav. Perebebuí;

2. Colégio do Carmo, na Travessa Dom Bosco, nº 72, bairro da Cidade Velha;

3. FIBRA, avenida Gentil Bittencourt, nº 1144, Nazaré;

 4. Ginásio Mangueirinho, Avenida Augusto Montenegro, nº 524, bairro do Mangueirão;

5. Icoaraci, na Igreja do Evangelho Quadrangular, que fica Travessa São Roque, 789;

6. Icoaraci, paróquias de São João e Nossa Senhora das Graças, na Praça Pio XII, nº 148;

7. Igreja do Evangelho Quadrangular, na Barão de Igarapé Miri, esquina com 25 de junho, no Guamá;

8. Mosqueiro, na Escola Estadual Carananduba, Rod. Eng. Augusto Meira Filho, 51;

9. Mosqueiro, Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Honorato Filgueiras, na Trav. Siqueira Mendes;

10. Mosqueiro, no Hospital Municipal de Mosqueiro, Rua 15 de Novembro, 545, na Vila;

11. Mosqueiro, na Unidade Básica de Saúde Baía do Sol, localizada na Av. Beira Mar;

12. Outeiro, na FUNBOSQUE, na Avenida Nossa Senhora da Conceição;

13. Primeira Igreja Batista, Av. Assis de Vasconcelos, 817, bairro da Campinak;

14. Universidade do Estado do Pará (UEPA), no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Tv. Perebebuí, 2623, Marco;

15. Escola de Enfermagem da UEPA, fica na Avenida José Bonifácio, nº 1289, Guamá;

16. UNAMA, na Avenida Alcindo Cacela, nº 287;

17. Unidade Médica Integrada (UMI), na Base Naval de Val de Cães (BNVC), Rua Comandante Didier, 2184;

18. UNIFAMAZ, na Avenida Visconde de Souza Franco, nº 72, bairro do Reduto;

19. Mirante do Rio, da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Guamá, Rua Augusto Corrêa, 01, Guamá.

Por Danielly Gomes/Ascom Sesma.

 

De acordo com os dados da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS), em janeiro de 2020, cerca de 15% da população sofria de insônia. Com a chegada da Covid-19, a rotina de distanciamento social e a constante preocupação com o vírus, casos e relatos de problemas na hora de dormir aumentaram. Sete meses após o início da pandemia, o número de brasileiros com falta de sono subiu para 34%, segundo um novo levantamento da ABMS.

Este é o caso da diarista Neide do Carmo, 55 anos, que sofre de insônia desde os 25 anos. Aos 42, o processo de menopausa fez com que o sono dela fosse ainda mais afetado. "Ficava quatro, cinco dias sem dormir. Quando dormia, era porque já estava no meu limite. Cerca de uma ou duas horas por noite era suficiente", lembra.

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Neide decidiu fazer tratamento e teve recomendação médica de tomar um comprimido por noite. Porém, a chegada da pandemia foi o agravante para que o quadro de insônia da diarista voltasse. "Só ficava em casa, 24 horas por dia com a televisão ligada, vendo os acontecimentos, como até hoje eu fico vendo, e não dormia", conta. Após outros diagnósticos, foi recomendado a ela consumir três comprimidos por noite.

A diarista Neide do Carmo toma remédio para dormir | Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a neuropsicóloga Janaine Simon, o processo de insônia está atrelado a causas psicológicas, que podem desenvolver um quadro maior em situações diferentes, como depressão, ansiedade e estresse. "Existem casos de pacientes com insônia em que é necessário o diagnóstico de um psiquiatra para avaliar o que está acarretando a falta de sono, e o mesmo prescreverá um medicamento de acordo com o diagnóstico", explica.

Já o coordenador de marketing Gabriel Carvalho, 29 anos, descobriu estar com quadro de insônia por causa de fatores ligados à apneia. "Eu costumava dormir muito tarde e acordava cedo. Percebi que meu problema era a qualidade de sono, não o fato de ficar rolando na cama até dormir", explica. Ele conta que a chegada da Covid-19 foi um "grande motivador" no processo de insônia. "Fui diagnosticado com apneia, mas eu consigo notar uma piora de 80% do meu quadro de insônia depois da pandemia. Principalmente depois que eu perdi meu pai neste processo da Covid", complementa.

Além da preocupação quanto às causas do vírus, a rotina de home office afetou o trabalho de Carvalho. "Faço aquilo que preciso, mas sei que renderia melhor se tivesse uma noite de sono melhor. Depois de me forçar a estar 100% produtivo no trabalho, eu fico esgotado. Como o hábito do sono é danificado, eu não durmo e canso cada vez mais. É um ciclo sem fim", afirma.

Insônia do coordenador de marketing Gabriel Carvalho se agravou na pandemia | Foto: Arquivo Pessoal

Para minimizar o problema, o coordenador de marketing conta que passou a se conhecer melhor. Ele usa um aplicativo, que permite acompanhar a rotina do sono e dá dicas para melhorar o momento de dormir. Segundo Carvalho, esse processo de "higiene de sono" também inclui fatores, como hábitos alimentares.

De acordo com a neuropsicóloga Janaine, uma parcela dos casos de insônia pode estar ligada a hábitos alimentares que prejudicam o organismo, como ingestão de bebidas à base de cafeína e refrigerantes, que podem acarretar no agravamento do mal desempenho no momento do sono. "Uma recomendação para quem sofre de insônia é praticar exercícios físicos e meditação. Também é preciso verificar se o quarto está propício para dormir e, assim, avaliar a qualidade do colchão e a claridade do ambiente", orienta.

A agência de medicamentos da União Europeia (EMA) iniciou nesta terça-feira (4) o procedimento de "revisão contínua" da vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Esse é o quarto imunizante sob análise da EMA neste momento, ao lado das fórmulas da americana Novavax, da alemã CureVac e da vacina russa Sputnik V. Além disso, a agência já autorizou o uso dos imunizantes da Biotech/Pfizer, Moderna, Oxford/AstraZeneca e Janssen.

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Normalmente, toda a documentação referente ao processo de aprovação de um medicamento é entregue à EMA de uma só vez. No entanto, no caso de uma "revisão contínua" ("rolling review", em inglês), a agência analisa os dados conforme eles vão sendo disponibilizados.

Após a EMA considerar que as informações já são suficientes, os fabricantes devem submeter um pedido formal de registro. A Coronavac é a vacina anti-Covid mais utilizada no Brasil devido a uma parceria da Sinovac com o Instituto Butantan, órgão ligado ao governo do estado de São Paulo.

A fórmula se baseia em uma versão inativada do coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, e tem eficácia de pouco mais de 50% contra casos sintomáticos da doença e de 100% contra contágios graves.

Os atrasos na entrega de vacinas, especialmente por parte da AstraZeneca, aumentaram a pressão para a UE buscar outros imunizantes no mercado, já que, até o momento, o bloco comprou apenas produtos de laboratórios de países ocidentais.

Além das quatro vacinas já em uso em seus Estados-membros, a União Europeia tem contratos com CureVac e Sanofi/GSK, cujos imunizantes ainda não estão disponíveis.

Da Ansa

A Índia superou nesta terça-feira (4) a marca de 20 milhões de casos de Covid-19 e o cenário no país é cada vez mais preocupante, com o sistema de saúde asfixiado, enquanto no Brasil, também muito afetado pela pandemia, alguns estados interromperam a aplicação da segunda dose da vacina Coronovac por falta do imunizante.

O gigante asiático registrou nas últimas 24 horas 357.229 novos casos e 3.449 mortes, o que eleva o balanço total a 20,3 milhões de contagiados e 222.408 vítimas fatais, segundo o ministério da Saúde.

Na Índia, que sofre com uma onda de contágios de uma nova variante do vírus, atribuída por especialistas aos grandes encontros religiosos e à inércia do governo do primeiro-ministro nacionalista Narendra Modi, os hospitais estão em colapso, com falta de oxigênio, remédios e leitos, apesar dos esforços da comunidade internacional para ajudar o país.

"Trabalhamos muito duro, mas não podemos salvar a todos", disse Swadha Prasad, de 17 anos, que trabalha como voluntário em Nova Délhi verificando a disponibilidade de leitos e remédios, além de atender ligações de pessoas desesperadas em busca de ajuda para os familiares.

E na Austrália, o medo disparou: milhares de cidadãos do país estão retidos na Índia, depois que Canberra proibiu a entrada em seu território de pessoas procedentes do gigante asiático, incluindo australiano.

"Sangue em suas mãos primeiro-ministro. Como ousa nos tratar assim?", tuitou o comentarista e ex-astro do críquete Michael Slater, que chamou a decisão do governo australiano de "vergonha".

"Se o nosso governo se importasse com a segurança dos australianos nos permitiria retornar para casa", completou.

Quase 9.000 australianos estão na Índia, incluindo algumas figuras do esporte, em particular jogadores de críquete que disputam a lucrativa liga indiana.

O governo australiano advertiu no sábado que os cidadãos do país que retornassem da Índia em voos com escala poderiam correr o risco de penas de cinco anos de prisão.

O primeiro-ministro Scott Morrison recuou na ideia de detenções, mas manteve a decisão de proibir a entrada e pessoas procedentes da Índia. "Vou proteger nossas fronteiras durante este período", disse.

Segunda dose indisponível no Brasil

No Brasil, segundo país mais afetado pela pandemia no mundo, o problema é a falta de vacinas.

Pelo menos sete capitais dos 27 estados do Brasil, incluindo grandes cidades como Belo Horizonte e Porto Alegre, interromperam a aplicação da segunda dose da vacina CoronaVac por falta do imunizante, o mais utilizado no país.

O Equador proibiu na segunda-feira a exportação de oxigênio médico, utilizado para tratar pacientes de Covid-19, e tabelou o preço.

O governo argentino informou que arrecadou mais de dois bilhões de dólares com o imposto excepcional de "solidariedade" aplicado às grandes fortunas para lutar contra a crise provocada pela pandemia.

A diretora da Receita da Argentina, Mercedes Marcó del Pont, afirmou que os "recursos gerados serão fundamentais para enfrentar as urgências sanitárias e econômicas impostas pela pandemia".

Flórida suspende restrições

Nos Estados Unidos, o governo pretende autorizar a partir da próxima semana o uso da vacina contra a Covid-19 da Pfizer-BioNTech para adolescentes a partir de 12 anos, informou a imprensa. Atualmente, o fármaco está autorizado para pessoas a partir de 16 anos no país.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, anunciou na segunda-feira o fim de todas as restrições relacionadas à pandemia, citando a eficácia das vacinas.

"É o que se deve fazer com base nas evidências", disse o governador republicano em entrevista coletiva, na qual destacou que quase nove milhões dos 23 milhões de habitantes do estado receberam ao menos uma dose da vacina.

Ele disse que aqueles que ainda precisam "vigiar" os habitantes "estão afirmando que não acreditam em vacinas, não acreditam em dados, não acreditam na ciência".

"A esta altura, as pessoas que não foram vacinadas certamente não foi por falta de disponibilidade", acrescentou.

Andrew Cuomo, governador de Nova York, um dos epicentros da epidemia no ano passado, anunciou a reabertura do metrô em 24 de maio.

A partir de 19 de maio também serão flexibilizadas as medidas em restaurantes, cinemas, lojas e museus, afirmou o governador.

Na Europa, os países também iniciaram uma redução gradual das restrições após uma leve queda das hospitalizações.

A Prefeitura de Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco, irá iniciar a vacinação de pessoas com comorbidades. Na última sexta-feira (30), a cidade recebeu 285 doses da vacina AstraZeneca. 

Dois subgrupos foram divididos para a imunização. O primeiro é formado por pessoas de 18 a 59 anos que nasceram com a imunidade baixa ou adquiriram essa condição após alguma doença; transplantadas; com Síndrome de Down; portadoras de HIV; com doenças crônicas renais; obesidade mórbida; gestantes e puérperas. 

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No outro grupo, a prioridade é para pessoas de 55 a 59 anos, com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

O cadastramento para poder agendar a vacinação já pode ser realizado pela internet - a imunização começa na terça-feira (04). As vacinas estão sendo aplicadas, de domingo a domingo, no Colégio 03 de Agosto, no Vitória Park Shopping e na sede do Samu. Outro polo de vacinação funciona, de quinta a sábado, no Pátio de Eventos Otoni Rodrigues. 

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e do Instituto Adolfo Lutz constataram que crianças e adolescentes infectadas com covid-19 podem apresentar sintomas clínicos diferentes dos tradicionais, ou seja, distintos dos sintomas habitualmente causados pela doença respiratória aguda, como febre, tosse e desconforto respiratório, causadas por lesões severas causadas pelo SARS-CoV-2 nos alvéolos pulmonares.

Segundo a pesquisa, crianças saudáveis, infectadas pela covid-19, podem apresentar lesões inflamatórias extrapulmonares, como miocardite no coração e colite – inflamação do cólon intestinal. A forma atípica de covid-19 é chamada Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

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Os resultados do estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram publicados em artigo na revista EClinicalMedicine, do grupo Lancet. Os pesquisadores realizaram a autópsia de cinco crianças que faleceram em decorrência da covid-19 em São Paulo, sendo um menino e quatro meninas, com idade entre 7 meses e 15 anos.

“É importante que os pediatras atentem para essas possíveis manifestações clínicas diferentes de covid-19 em crianças e adolescentes para que a infecção seja diagnosticada e a SIM-P tratada mais rapidamente”, disse à Agência Fapesp, a pesquisadora Marisa Dolhnikoff, professora da FM-USP e coordenadora do projeto.

A pesquisa

De acordo com a Agência Fapesp, os pesquisadores realizaram a autópsia das cinco crianças que faleceram em decorrência da covid-19: duas crianças tinham doenças graves antes da infecção pelo SARS-CoV-2 – uma tinha câncer e outra uma síndrome genética congênita – e as outras três eram saudáveis e desenvolveram a SIM-P. Uma delas apresentou inflamação cardíaca (miocardite), outra inflamação intestinal (colite) e a terceira encefalopatia aguda, que desencadeou convulsões.

Segundo a pesquisa, a SIM-P nas crianças pode ocorrer alguns dias ou semanas após a infecção pelo SARS-CoV-2 e, até agora, pensava-se que essa reação inflamatória exagerada acontecia independentemente de o vírus ainda estar presente no organismo, como resultado de uma reação imune.

As constatações feitas por meio do estudo, no entanto, trazem evidências de que as manifestações da SIM-P são desencadeadas também pela ação direta do novo coronavírus nas células dos órgãos infectados.

“Não estamos dizendo que o que está descrito até agora sobre a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica está errado, mas acrescentamos a constatação de que a própria lesão causada nos tecidos pelo vírus está relacionada e, muito provavelmente, é um componente importante para a indução dessa resposta inflamatória exagerada em crianças”, ressalta Dolhnikoff.

 

A Dinamarca anunciou, nesta segunda-feira (3), sua renúncia ao uso da vacina anticovid da Johnson & Johnson por seus possíveis efeitos colaterais graves, depois de já retirado em abril o injetável da AstraZeneca de sua campanha de imunização.

"Os benefícios de usar a vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson não compensam o risco de provocar um eventual efeito indesejável", disse a autoridade nacional de saúde dinamarquesa, em referência a um tipo de trombose muito pouco comum e apesar da aprovação do regulador europeu e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para seu uso.

Portanto, a Dinamarca "continuará o programa de vacinação em massa contra a covid-19 sem a vacina Johnson & Johnson", anunciou.

A Dinamarca, que com essa decisão está entre os primeiros países a renunciar a este imunizante no mundo, não havia autorizado a vacina, comercializada na Europa pela Janssen, subsidiária da J&J. Sua implementação ou não vinha sendo avaliada desde meados de abril.

Esta decisão vai desacelerar em quatro semanas a atual campanha de imunização no país nórdico, onde a epidemia é considerada "sob controle" e onde a maioria das pessoas em risco e profissionais da saúde já foram vacinados.

De acordo com a última contagem, 11,5% dos 5,8 milhões de dinamarqueses estão totalmente vacinados e 23,4% receberam a primeira injeção.

Atualmente, quatro vacinas estão autorizadas na UE: Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson - as duas últimas sob certas condições de idade na maioria dos países europeus.

"Também devemos ter em mente que, no futuro, vacinaremos principalmente pessoas mais jovens e saudáveis", disse a vice-diretora-geral da Autoridade de Saúde dinamarquesa, Helene Probst, citada no comunicado.

Em abril, o regulador americano suspendeu temporariamente o uso da vacina Johnson & Johnson após o registro de raros casos de trombose.

Na Europa, a EMA estimou que sua relação benefício/risco era favorável, apesar de um risco "muito raro" de coágulos sanguíneos.

A Dinamarca encomendou 8,2 milhões de doses da vacina e recebeu os primeiros lotes em meados de abril.

Três em cada quatro brasileiros perderam alguém para a covid-19, indicou um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 3, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre aqueles que conhecem alguém que morreu na pandemia, 53% disseram ter perdido um amigo, 25% um parente que mora em outra residência e 15% um colega de trabalho.

Os porcentuais, que fazem parte da pesquisa "Os brasileiros, a pandemia e o consumo", divulgado hoje pela CNI, são indícios do impacto da pandemia do novo coronavírus sobre as famílias brasileiras. Até a noite de domingo, mais de 407 mil pessoas já haviam morrido de covid-19 no País, conforme dados compilados pelo consórcio dos veículos de imprensa, formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

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O levantamento da CNI, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, mostra que 75% dos brasileiros conhecem alguém que já morreu de covid-19. Foram entrevistadas 2.010 pessoas com mais de 16 anos, nas 27 unidades da Federação, entre os dias 16 e 20 de abril. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa mostrou ainda que 56% da população brasileira possui atualmente um medo "muito grande" ou "grande" da covid-19. O porcentual sugere um aumento das preocupações, na esteira da segunda onda da pandemia neste ano de 2021. Em julho do ano passado, quando outro levantamento foi realizado, este porcentual era de 47%.

Entre 22% da população o medo atual da pandemia é classificado como "médio" e 9% dos consultados o qualifica como "pequeno" ou "muito pequeno". Em julho de 2020, 29% das pessoas diziam que o medo da pandemia era "médio" e 10% que era "pequeno" ou "muito pequeno".

Impactos

A relação dos brasileiros com a pandemia traz impactos diretos para a atividade econômica. Por meio de nota à imprensa, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu que "enquanto não houver uma vacinação em massa, a pandemia será motivo de grande preocupação para a população e continuará afetando o funcionamento das empresas, dificultando a esperada retomada da economia".

Conforme o consórcio de imprensa, 31.875.681 pessoas haviam recebido pelo menos a primeira dose de vacina contra a covid-19 até o último domingo (2). O número corresponde a apenas 15,05% da população brasileira. Na prática, de cada 20 brasileiros, somente 3 já receberam uma dose da vacina. O porcentual de quem já recebeu as duas doses é de apenas 7,49% da população.

Neste cenário, a pesquisa da CNI mostrou que 89% dos brasileiros consideram a pandemia no Brasil "muito grave" ou "grave". Outros 6% a classificam como "mais ou menos grave", enquanto apenas 10% dos brasileiros a tratam como "pouco grave" ou "nada grave". Em julho de 2020, 84% das pessoas consideravam a pandemia "muito grave" ou "grave".

O sangue é composto por diferentes estruturas. Existem as hemácias (glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio dos pulmões para as todas as células do corpo), os leucócitos (glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do corpo contra vírus e bactérias) e o plasma (líquido amarelado, composto em grande parte por água e que representa 55% do volume total do sangue. O outro componente é formada pelas plaquetas, fundamentais no processo de coagulação do sangue.

São as plaquetas as responsáveis por interromper os sangramentos de cortes e feridas, por exemplo. Quando um vaso sanguíneo sofre um rompimento, as plaquetas se concentram no local da lesão e a cobrem, como uma espécie de tampa. Ao mesmo tempo, atraem outras plaquetas para o local. As plaquetas liberam substâncias que formam um coágulo, estancando o sangramento.

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Existem casos de pessoas com baixa contagem de plaquetas no sangue. Isso pode provocar sangramentos espontâneos. Entre os casos em que é necessária a transfusão de plaquetas estão os portadores de doenças que afetam a medula óssea; as cirurgias cardíacas ou transplante de órgãos, onde a necessidade de transfusões é grande; e os tratamento como quimioterapia. Tratamentos quimioterápicos reduzem a produção de componentes sanguíneos da medula óssea.

Doação de plaquetas

A doação de plaquetas se chama aférese. Trata-se da separação dos componentes do sangue com uma máquina coletora. Ela separa os componentes do sangue por centrifugação, permitindo a coleta seletiva de um ou mais componentes. A máquina separa o plasma, a plaqueta, os leucócitos e as hemácias. Na aférese, apenas as plaquetas são coletadas, e o restante dos componentes é devolvido ao doador.

Na realização desse tipo de doação, um kit plástico é instalado na máquina coletora. O sangue do doador circula por ela, mas não entra em contato com a máquina. O sangue passa por três estágios. No primeiro, é aplicado um anticoagulante, depois passa para a centrifugação, onde são separados os componentes. Com isso, é feita a coleta seletiva apenas das plaquetas. No último estágio, os componentes restantes são misturados novamente e devolvidos ao doador.

A vantagem da aférese é o paciente carente de plaquetas receber a quantidade necessária com um número menor de transfusões. Dessa forma, é coletada uma quantidade maior do componente desejado do sangue, em pequeno volume. A coleta de plaquetas pode levar até 130 minutos, dependendo do calibre das veias do doador.

Quem pode doar

Para doar plaquetas, é necessário ter entre 18 e 55 anos, pesar mais de 60 quilos e não estar tomando medicamentos. É necessário ter tido seis horas de sono de boa qualidade na noite anterior à doação, não ter ingerido álcool nas 12 horas anteriores e nem fumado duas horas antes.

É importante estar bem alimentado para doar sangue, assim como beber bastante água desde o dia anterior. É importante, porém, não ter comido alimentos gordurosos (como açaí, abacate, queijo, iogurte, manteiga, massas, frituras e chocolate, por exemplo) até três horas antes da doação. Caso você queira doar sangue ou plaquetas, procure o hemocentro ou, na ausência dele, o centro de saúde de sua cidade.

Embora a higienização das mãos tenha ganhado a atenção das populações em todo o mundo com a pandemia de Covid-19, essa atitude básica de higiene já era há muito tempo incentivada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que instituiu 5 de maio como o Dia Mundial de Higienização das Mãos. A medida é considerada uma das mais eficazes para combater a doença.

A higienização das mãos ganhou força com a campanha divulgada pela mídia de que essa era uma das medidas para prevenir a Covid-19. Só que a prática já era uma medida eficaz para várias outras doenças, dentro ou fora do hospital”, disse, em entrevista à Agência Brasil, a enfermeira Daniele Moço, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN).

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Dentro do ambiente hospitalar, a comissão já fazia várias campanhas para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde, ensinando os profissionais a higienizar as mãos. “A gente fazia estudos e via que a adesão dos profissionais à higienização das mãos era baixa”, afirmou Daniele.

Importância mundial

Na época do vírus H1N1, a higienização ganhou força porque foi divulgado que ele era transmitido por contato e gotícula, “igualzinho à Covid-19”, comentou. A enfermeira do CHN de Niterói relatou que depois que as campanhas param, os cuidados diminuem, tanto por parte dos profissionais de saúde quanto da população.

Neste momento de pandemia, a higienização das mãos ganhou importância mundial. Por isso, a OMS vai dedicar a semana de 3 a 7 de maio à campanha para incentivar esse procedimento. “O que nós orientamos é que a pessoa entenda que não basta só passar o álcool na mão. Existe uma técnica para higienizar as mãos com álcool gel e água e sabão. Passar só o álcool na mão não é o suficiente. A pessoa tem que friccionar nos movimentos corretos indicados pela OMS”, disse Daniele Moço.

No ambiente hospitalar, há cinco oportunidades para a higienização das mãos recomendadas pela OMS: antes de tocar o paciente; antes de fazer qualquer técnica asséptica no paciente; após o risco de exposição a fluidos corporais ou excreções; após tocar o paciente; e após tocar superfícies próximas ao paciente. “Qualquer coisa no quarto do paciente tem risco de transmitir doença para ele ou para outros pacientes”, alertou Daniele. Essas práticas protegem o paciente, o profissional e a próximo pessoa que ele for atender.

Bactérias

Daniele reforçou que no hospital há várias bactérias multirresistentes. “Se você atender um paciente, sair dali sem higienizar as mãos e for atender outro, você leva aquela bactéria para ele. A gente chama de super bactérias, porque são muito resistentes a várias classes de antibióticos”. Caso o paciente seja infectado por uma delas, o antibiótico comum não funciona. Tem que ser antibióticos de classe mais agressiva, afirmou Daniele. Por meio das mãos, pode-se transmitir inúmeros tipos de enfermidades, como conjuntivite, escabiose (sarna), herpes simples, gripe e resfriado, ressaltou.

Ela advertiu ainda que tanto os profissionais de saúde têm que estar atentos a isso, quanto a população. “Principalmente agora, no momento pandêmico que estamos vivendo, a higienização das mãos é a oportunidade mais preventiva que a gente tem contra a Covid-19. Usar a máscara e fazer a higienização das mãos em todas as oportunidades que a gente tiver”.

Fora do ambiente hospitalar, a pessoa deve higienizar as mãos antes e depois de tocar qualquer coisa. Além disso, a enfermeira alerta que levar à boca algum alimento ou objeto contaminado também pode ser perigoso. “É importante não só higienizar as mãos, como tudo que elas tocam”, lembrou.

Segundo a enfermeira, o álcool gel facilitou a vida das pessoas que estão na rua e nos transportes públicos, como o metrô, por exemplo, porque é o método mais fácil para se prevenir da Covid-19. O procedimento correto de aplicação do álcool gel leva de 20 a 30 segundos, até o álcool secar. Já a técnica de higienização das mãos com água e sabão leva de 40 a 60 segundos. “Por isso, o álcool gel ganhou tanta força. É mais fácil para prevenir”.

No CHN, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar vai promover campanha de desinfecção durante a próxima semana, ensinando ao grupo de profissionais a importância da higienização das mãos com álcool gel e com água e sabonete.

As doses da vacina AstraZeneca que chegaram neste fim de semana ao Brasil serão distribuídas em até 48 horas. A afirmação é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista à TV Brasil.

Queiroga acompanhou na tarde de hoje a chegada de mais 2 milhões de doses da vacina, no aeroporto de Guarulhos, São Paulo. Na madrugada de hoje, há haviam chegado 1,7 milhão de doses. Somente neste domingo, foram cerca de 3,8 milhões de doses. Ontem (1º), chegaram mais de 200 mil doses. O total deste final de semana ficou em cerca de 4 milhões de doses.

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“No máximo, em 48 horas, elas serão distribuídas para todos os estados do Brasil”, disse o ministro, em Guarulhos.

Segundo Queiroga, essas doses são relevantes para o Programa Nacional de Imunização (PNI). “Vamos trabalhar muito fortemente para imunizar a população brasileira toda até o final de 2021 e assim voltarmos a nossa vida normal”, disse ele.

Minutos depois, em pronunciamento à imprensa, Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, que também acompanhou a chegada das doses em Guarulhos, disse que as vacinas trazem esperança para o mundo.

“O Brasil tem 4 milhões de doses agora de esperança. Vacinas são esperança para o mundo de que podemos retornar a um normal melhor”, disse.

Também em pronunciamento à imprensa, Queiroga ressaltou a importância das vacinas e do acordo feito com o consórcio Covax Facility para combater a pandemia.

“Teremos agora mais quatro milhões de doses de esperança. Sabemos que a vacina é um caminho para derrotarmos nosso único inimigo, o vírus”, destacou.

“Essas vacinas representam um esforço mundial para oferecer imunização à população de todo o mundo, que é vitimada por essa pandemia de covid-19. O Brasil aderiu a essa iniciativa [Covax Facility] em outubro de 2020 e alocou US$ 150 milhões para ter uma cobertura de 10% de sua população. Já devíamos ter recebido essas doses desde janeiro. Todavia, em função da dificuldade com vacinas em todo o mundo, só estamos recebendo agora. Mas isso é um grande avanço porque significa ampliação de nossas relações com a Organização Mundial de Saúde”, disse o ministro.

Esses três voos com as vacinas chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, onde fica a Coordenação de Armazenagem e Distribuição Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde (COADI) do Ministério da Saúde. De Guarulhos, essas doses serão distribuídas aos estados e municípios por meio do PNI.

Segundo o Ministério da Saúde, outras doses da vacina Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech devem chegar ao Brasil ainda neste semestre, por meio do mecanismo Covax/Facility. No total, o contrato do Ministério da Saúde com a aliança global prevê a entrega de 42,5 milhões de doses de vacina até o final deste ano.

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