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Pelo menos 20 capitais do Brasil exigem algum tipo de passaporte da vacina para entrar em eventos ou frequentar determinados tipos de estabelecimento. Para especialistas, a medida ajuda a reduzir o risco de transmissão da covid-19, principalmente em ambientes fechados, e ganhou importância extra diante da chegada da variante Ômicron, cujos estudos preliminares apontam maior risco de contágio. O governo Jair Bolsonaro, porém, tem sido forte opositor da medida.

Segundo levantamento realizado pelo Estadão, com apoio da FSB Comunicação, as capitais que instituíram o passaporte de vacina para a entrada em eventos de grande porte, como festas e jogos de futebol, são: Brasília, Florianópolis, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Manaus, Rio Branco, Palmas, Belém, Porto Velho, Goiânia, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Natal, Teresina, Maceió, Salvador e Aracaju.

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Outras cinco não exigem o comprovante e nem apresentação do teste negativo para o vírus. É o caso de Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Campo Grande e São Luís. Nelas, os empresários e produtores de eventos podem exigir a vacinação, mas não são obrigados pela legislação. Duas capitais - Macapá e Boa Vista - não responderam à reportagem até a noite desta sexta-feira,

Foi somente após a identificação da Ômicron, no fim de novembro, que diversas capitais - como Belém, Cuiabá, João Pessoa e Rio Branco - instituíram a obrigação do comprovante. Ao menos 19 capitais também cancelaram as festas públicas de réveillon após a nova cepa. Com isso, cresce a preocupação sobre liberar desfiles de carnaval no ano que vem.

A maior parte dos cancelamentos, porém, não atinge as festas privadas. Uma das justificativas é a existência dos protocolos para a entrada nesses espaços, como o comprovante de vacina ou o teste de covid-19. Nesta sexta, por exemplo, a cantora Daniela Mercury afirmou que não vai sair com o seu bloco no carnaval de rua, mas cogita manter os eventos privados. "Se for mantida a liberação das autoridades sanitárias, tentaremos, na medida do possível, realizar shows e eventos durante todo o verão, sempre com limitação de público e com a exigência das duas doses da vacina", afirmou.

Os detalhes para a exigência são decididos com diferentes critérios entre as capitais. Em Brasília, por exemplo, o passaporte é exigido em shows e competições esportivas. Já em Fortaleza, a norma em vigor desde o dia 15 de novembro exige a apresentação em restaurantes, bares e eventos com públicos maiores. Além do passaporte vacinal, algumas cidades, como BH, também cobram a apresentação do teste negativo para covid-19, realizado até 72 horas antes do evento, em locais com público superior a duas mil pessoas.

A prefeitura do Rio chegou a ampliar nesta quinta-feira, 2, os grupos de estabelecimentos ou serviços que deveriam exigir o comprovante de vacinação, mas o prefeito Eduardo Paes (PSD) recuou e excluiu a obrigatoriedade de táxis, carros de aplicativo e shoppings, inicialmente incluídos no decreto. "Não adianta criar medidas que a gente sabe que ninguém vai cumprir", afirmou.

Para Bolsonaro, a medida é "uma discriminação" e afronta "a liberdade dos que escolheram não se vacinar". Ele chegou a criticar esse tipo de medida quando discursou na Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro. Nas redes sociais, os apoiadores do presidente também atacam esse protocolo.

Segundo a bióloga Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela USP e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), o passaporte de vacina é uma medida eficaz para reduzir o contágio do coronavírus, já que pessoas vacinadas e que estejam infectadas transmitem o vírus por menos tempo. A medida também incentiva a imunização, afirma.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também defende a adoção do passaporte de vacinas nos protocolos sanitários, inclusive nos diversos ambientes de trabalho, como bares e restaurantes, escolas e universidades, comércio e serviços. Para os cientistas da instituição, a medida é necessária até que haja um cenário menos incerto da pandemia e a vacinação avance ainda mais.

Para os prefeitos e governadores que instituíram a exigência do comprovante de vacina, a medida permite que as cidades funcionem de maneira mais segura do ponto de vista sanitário. Já as capitais que não instituíram o passaporte vacinal alegam que a decisão é graças à situação atual da pandemia, considerada sob controle pelos gestores.

Em Porto Alegre, por exemplo, a prefeitura afirmou que 91% dos adultos estão com o ciclo vacinal completo. "A flexibilização é possível graças ao alto índice de vacinação da capital, que sempre se destacou no país", afirmou a gestão municipal, em nota.

Na avaliação de Natalia, a medida deveria ser expandida a nível federal, com a exigência de vacinação para aqueles que desejam entrar no País. Ela teme que, sem isso, o Brasil se torne "um destino turístico para uma população antivacina". "O Brasil é um destino turístico interessante e, na hora que o mundo perceber que não está exigindo certificado de vacina, uma população que é contra a vacina pode ser atraída para cá", disse.

Natalia avaliou ainda que a medida, ao lado da obrigatoriedade do teste RT-PCR, é mais eficaz que o fechamento de fronteiras, como ocorreu com a identificação da variante Ômicron na África do Sul. O Brasil decretou o fechamento de fronteiras para seis países do sul da África no dia 26 de novembro, mas a medida não evitou a chegada da nova variante ao País. Além disso, a nova cepa já foi identificada em todos os continentes.

O concurso 2.434 da Mega-Sena deve pagar neste sábado (4) o prêmio de R$ 16 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será feito às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo.

No último concurso (2.433), sorteado na quarta-feira (1º), ninguém acertou as seis dezenas, e o prêmio ficou acumulado para hoje. A quina teve 31 apostas vencedoras e a quadra registrou 2.625 acertadores.

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Pelo Twitter, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes anunciou o cancelamento da celebração oficial do réveillon na cidade.

Em sua conta na rede social, Paes escreveu: "Respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comitês científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comitê da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então, não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio".

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Ele justifica que não é possível organizar a festa sem o mínimo de tempo para preparação. "Tomo a decisão com tristeza mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias. Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação", escreveu.

O prefeito finaliza dizendo que vai acatar a decisão do Estado - de não promover o evento público e de grande dimensão -, que não era até então a opinião do governo estadual, segundo ele. "Se é esse o comando do Estado (não era isso o que vinha me dizendo o governador Cláudio Castro), vamos acatar. Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem do ano de 22 para 23. Vai fazer falta mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas", escreve no Twitter o prefeito do Rio de Janeiro.

O Brasil tem 63,89% da população com duas doses ou com o imunizante de aplicação única nesta sexta-feira, 3. Em números, o porcentual corresponde a 136,2 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a covid. Houve 1,6 milhão de aplicações em um intervalo de 24 horas.

O número de pessoas parcialmente imunizadas, com ao menos uma dose da vacina, é de 159.531.218, ou 74,79% do total de habitantes do País.

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De acordo com o balanço do consórcio de veículos de imprensa, em 24 horas, as primeiras doses foram aplicadas em 187,5 mil pessoas. Por outro lado, 1,1 milhão com 2ª aplicação da vacina.

O registro de dose única ficou em 2.165 habitantes. Já as aplicações de reforço foram administradas em 367,6 mil pessoas, com total de 17,5 milhões de doses aplicadas.

 Na última quinta-feira (2), um jovem de 24 anos usou suas redes sociais para compartilhar o vídeo que registra o momento em que ele e seu namorado foram vítimas de homofobia, no Natal Shopping, na Zona Sul da capital do Rio Grande do Norte.

Nas imagens, um homem pede que os rapazes deixem de demonstrar afeto em público. "Leve a mal não, vamo parar? Vão sarrar em casa, rapaz! (sic)", diz o homem ao casal. Uma transeunte intervém: "o senhor tem alguma coisa a ver com isso?". Ele, então, rebate dizendo que o casal está "se esfregando há uma hora". 

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Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, um dos rapazes, que preferiu se identificar apenas como Felipe, informou que ainda se encontra “abalado” com a situação. "Gravei e perguntei o que ele queria. Me senti invadido e postei porque acredito que as pessoas precisam entender que LGBTQIAPfobia é real e pode acontecer do lado da gente", afirmou Felipe.

O rapaz disse ainda que não costuma sofrer esse tipo de abordagem. “Nos sentimos assaltados, roubaram nossa liberdade de expressar nosso afeto", completou.

Por meio de nota, o Natal Shopping declarou que repudia qualquer forma de preconceito em suas dependências. De acordo com o posicionamento, todas as pessoas “são bem-vindas no estabelecimento, independente da orientação sexual ou de gênero.

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Confira a nota do shopping na íntegra:

O Natal Shopping esclarece que repudia qualquer forma de preconceito em suas dependências e reforça que todas as pessoas são bem-vindas no estabelecimento, independente da orientação sexual ou de gênero. O shopping reitera ainda que LGBTfobia é crime e que irá entrar em contato com a vítima para dar todo o suporte necessário.

O Natal Shopping informa ainda que possui um Comitê de Diversidade & Inclusão instituído para que sejam desenvolvidas ações efetivas de mitigação de qualquer forma de preconceito, começando por treinamentos sobre inclusão, ministrados por especialistas no assunto, para que todos colaboradores e terceirizados sejam multiplicadores dos valores do grupo.

Um eclipse solar total acontece quando a lua cobre totalmente o Sol. (Pixabay) 

No próximo sábado (4), acontecerá o único eclipse solar total deste ano, mas o evento não poderá ser visto no Brasil. Ocorre que, como o fenômeno se dará de madrugada, o sol não estará visível no céu do país.

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O eclipse só poderá ser visto na Antártida e nas águas circundantes, com algumas fases parciais visíveis na Austrália, Nova Zelândia, Argentina e África do Sul. Em alguns locais onde o evento poderá ser apreciado, ele acontecerá antes, durante e depois do nascer do Sol ou do pôr do Sol.

Assim, para acompanhar o fenômeno, os observadores deverão procurar uma visão clara do horizonte. Um eclipse solar total acontece quando a lua cobre totalmente o Sol.

O Brasil registrou, entre ontem e hoje, 221 óbitos causados pela covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta sexta-feira, 3. Com os registros, o País acumula 615.400 vidas perdidas para a doença.

O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal apontou ainda 10.627 novos casos de covid-19 em 24 horas, com um total de 22.129.409 registros desde o início da pandemia.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira (3) a inclusão de eventos adversos graves na bula do medicamento Olumiant (baricitinibe), da empresa Eli Lily do Brasil. 

Segundo a Anvisa, a alteração na bula inclui a adição da advertência de precaução para ocorrência de eventos cardiovasculares adversos maiores e a atualização sobre a ocorrência de tromboembolismo venoso e malignidade, incluindo linfoma. 

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De acordo com a agência, os eventos adversos foram identificados com base em estudo clínico e em estudo de coorte retrospectivo que avaliou pacientes em tratamento para artrite reumatoide. 

“Os prescritores devem considerar esses dados ao avaliar os benefícios e os riscos do tratamento com baricitinibe para cada paciente”, destacou.

O Grupo de Conselho Científico para Emergências (Sage, na sigla em inglês), do Reino Unido, em reunião nesta sexta-feira (3) concluiu que a variante da Covid-19 Ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul, pode causar uma nova onda de infecções por coronavírus que pode ser ainda maior do que as ondas anteriores.

De acordo com os cientistas, embora os dados sobre a gravidade da doença associada à cepa ainda não estejam disponíveis, "uma grande onda de infecções será acompanhada por uma onda de casos graves" e pode sobrecarregar a capacidade dos hospitais locais. De acordo com o The Guardian, eles alertaram que, "mesmo que continue a haver uma boa proteção contra doenças graves para os indivíduos com a vacinação (incluindo reforços), qualquer redução significativa na proteção contra infecções ainda pode resultar em uma onda muito grande de infecções".

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Noruega

Enquanto isso, em meio à apreensão com a chegada do Natal e das festas de Réveillon, a Noruega registrou que pelo menos 50 pessoas foram infectadas com a Ômicron em recente festa de Natal de uma empresa, que aconteceu em um restaurante, segundo autoridades municipais, de acordo com a Sky News. O instituto norueguês de saúde pública disse que os afetados vivem na capital Oslo e municípios vizinhos, mas acrescentou que havia "alta cobertura de vacinação" no grupo.

A família de Vanessa Gonzaga Noronha viveu horas de angústia naquela manhã de janeiro de 2013 para ter notícias de seu irmão, Odomar Gonzaga Noronha. Ela, sua irmã e seu pai pegaram o ônibus até os hospitais de Santa Maria para ver se o encontravam, já que na noite anterior ele era uma das centenas de pessoas que estavam na boate Kiss quando houve o incêndio que marcou a história do País.

Por volta das 15h daquela tarde, depois de passar pelos hospitais sem encontrar o nome de Odomar nas longas listas de feridos, seguiram rumo ao último local para obter informações sobre as vítimas, o Centro Desportivo Municipal (CDM) da cidade. "Todo mundo que não tinha mais esperança de encontrar seus parentes, descia aquela rua. Eram muitas pessoas em silêncio descendo em direção ao CDM. Era uma descida silenciosa", relembra Vanessa.

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Odomar, então com 27 anos, foi uma das 242 pessoas que morreram na tragédia. Outras 636 ficaram feridas. Desde a última quarta-feira (1°), familiares e sobreviventes acompanham o momento aguardado desde então - o julgamento dos quatro réus que respondem pelo incêndio. "Queremos um pouco de paz, foram oito anos de luta e de perda", desabafa a irmã.

Para Vanessa, foram anos de impotência à espera de uma resposta. "Precisamos disso para acalentar nossos corações, para não deixar que isso torne a acontecer. Podemos ter esperado todo esse tempo, foi doloroso, mas chegamos até aqui", diz.

Para o psiquiatra Vitor Crestani Calegaro, coordenador do ambulatório de Psiquiatria do Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes, em Santa Maria, o julgamento tem um simbolismo muito importante. "Nesse momento as pessoas estão lidando com a expectativa. Quando tivermos o dado concreto, possibilita que a pessoa lide com o fato. Aí podemos entender isso, do ponto de vista individual e coletivo, e entender como serão as próximas páginas deste livro", resume.

Segundo o psiquiatra, que atende aos sobreviventes do incêndio há oito anos, o julgamento tem, também, um aspecto de encerramento de um ciclo. "Essa história da Kiss está sendo escrita no livro autobiográfico de cada pessoa envolvida. Vai ficar na memória individual tanto quanto na memória coletiva. É um acontecimento que vai ficar na história do País", pontua.

Uma cidade em luto

Vanessa havia acabado de ser aprovada para cursar Jornalismo na universidade, mas depois daquele 27 de janeiro preferiu tirar um tempo das notícias: durante nove meses, não assistia TV, não ouvia rádio e nem visitava o centro da cidade, onde ficava a boate. A cidade, em si, também se transformou, segundo Vanessa. "É bem difícil conversar com alguém em Santa Maria que não saiba de uma pessoa que tenha falecido lá", conta. "Tudo mudou. A forma como a gente vê os nossos modos de lazer, a universidade, nada ficou como era antes".

O cotidiano de Santa Maria, que era alegre e repleto de jovens universitários, deu espaço a um clima de luto coletivo. "Depois poucas pessoas saíam à noite, poucas iam se divertir, as pessoas tinham um aspecto triste. Não era só a gente, parecia que toda a população de Santa Maria tinha perdido um familiar", relembra a jornalista.

O fundador do Disque Denúncia, Zeca Borges, morreu nesta sexta-feira (3) aos 77 anos. O serviço criado por ele, em 1995, tornou-se uma referência na coleta de informações contra atividades criminosas e na busca por foragidos da Justiça, de forma anônima e oferecendo recompensas, em parceria com o governo fluminense.

“O Rio perde o gaúcho mais carioca e apaixonado por essa cidade. E nós, perdemos um grande líder e um amigo Zeca, seu legado jamais será esquecido. Continuaremos firmes na missão que nos foi dada”, publicou o programa Disque Denúncia, em seu perfil no Twitter.

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O programa acabou sendo levado também a outros estados e países. O governador do Rio, Cláudio Castro, divulgou uma nota em que exalta o trabalho de Zeca no combate à criminalidade no estado.

“O Rio de Janeiro perdeu um dos maiores defensores da paz e da justiça em nosso estado. Zeca Borges criou e coordenou o Disque Denúncia, uma das mais poderosas ferramentas à disposição da sociedade, que ajudou a prender mais de 20 mil criminosos. Uma iniciativa pioneira e inestimável para a segurança pública tão bem sucedida que foi levada a outros estados e países. Expresso minha gratidão pelo trabalho fundamental e pelo legado que Zeca nos deixou e minha profunda solidariedade à família e aos amigos”.

Nesta sexta-feira (3), foi deflagrada uma megaoperação da Polícia Federal, com o objetivo de combater a comercialização e difusão de material de abuso infantil na internet. A Operação Lobos 2 foi realizada em todos os estados da federação e no Distrito Federal, com exceção de Sergipe, Acre, Amapá, Bahia, Rondônia e Roraima. De acordo com a PF, um grupo de criminosos que utilizava a dark web para o compartilhamento desse tipo de conteúdo no Brasil e no exterior foi desarticulado. A dark web (“internet sombria”, do inglês) é um trecho da chamada deep web, inacessível a usuários comuns e que só pode ser alcançada através de softwares específicos. 

Ao todo, foram emitidos oito mandados de prisão preventiva e 104 de busca e apreensão, distribuídos em 55 cidades de 20 estados e no DF, nesta sexta-feira (3). Ao menos uma pessoa foi presa em flagrante, no Espírito Santo. A operação também tenta localizar e resgatar possíveis vítimas de abuso em situação de extrema violência. A segunda fase da Lobos identificou e localizou dezenas de suspeitos, todos brasileiros, envolvidos com a produção e divulgação de material de pedofilia.  

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Estiveram envolvidos na investigação o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), o Serviço Nacional de Inteligência Criminal (NCIS) do Reino Unido, e outras forças policiais de países desenvolvidos. 

Preso um dos pedófilos mais procurados do mundo

De acordo com a Polícia Federal, na primeira etapa da investigação — Operação Lobos 1, em 2019 —, a polícia prendeu um brasileiro, responsável por hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de violência sexual e pedofilia de toda a rede mundial de computadores. O delegado federal Renato Cintra chegou a considerar o pedófilo como o “número um” no seu tipo de conduta criminosa — disseminação de conteúdo em larga escala — em todo o mundo. O nome do preso não foi divulgado e, à época, a polícia optou por não divulgar a prisão, para preservar as investigações e viabilizar futuras prisões. 

Os sítios e fóruns da dark web eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de zero a cinco anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas.  

No geral, os criminosos atuavam mediante divisão de tarefas: arregimentadores, administradores, moderadores, provedores de suporte de hospedagem, produtores de material, disseminadores de imagens e outros; com a finalidade de produzir e realizar a difusão de imagens, fotos e comentários acerca de abuso sexual de crianças e adolescentes e, ainda, alimentar a demanda por esse tipo de material. 

Os sites eram utilizados por mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) usuários, em todo o mundo, para postar, adquirir e retransmitir materiais relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes. 

A Operação Lobos teve início em 2016, através de uma parceria entre a Polícia Federal e forças policiais de outros países, e está em sua segunda fase, tendo uma primeira deflagração em 2019 e a segunda, neste mês de dezembro. Os crimes investigados na ação são a venda, produção, disseminação e armazenamento de Pornografia Infantil (Arts. 240, 241, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente) e estupro de vulnerável (217-A do Código Penal Brasileiro). 

A Polícia Federal concluiu as investigações do crime ambiental que, em 2019, espalhou milhares de toneladas de óleo pelo litoral do País e indiciou a empresa grega Delta Tankers, dona do navio Bouboulina, apontado como o responsável. Foram indiciados ainda o comandante do navio, Konstantinos Panagiotakopoulos; e o chefe de máquinas à época, Pavlo Slyvka.

Segundo o inquérito, ambos embarcaram na Venezuela e desembarcaram só na Malásia, permanecendo no navio desde o carregamento do óleo até seu pretenso descarregamento no porto de destino.

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A PF aponta que, se considerados apenas os gastos do governo na limpeza das praias e do mar, foram mais de R$ 188 milhões. Mas o custo ao País é muito maior se levar em conta os danos ao turismo, ao meio ambiente e às comunidades que dependem da pesca. As manchas surgiram em agosto de 2019 em diversas praias do Nordeste. O óleo cru se espalhou por várias regiões nos meses seguintes.

De 30 de agosto de 2019 a 19 de março de 2020, data do último relatório do Ibama sobre o episódio, foram recolhidas pelos menos 5 mil toneladas de resíduos em 1.009 localidades de 11 Estados, por mais de 3 mil km, incluindo cerca de 55 áreas de proteção marinhas. "Parece-nos óbvio existirem fortes indícios de que o NM Bouboulin foi o navio envolvido com o vazamento", afirma o delegado federal Franco Perazzoni, no relatório.

O Estadão não obteve resposta da Delta Tankers sobre o assunto até as 19h de ontem.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com a vacinação caminhando diante de um cenário da variante Ômicron, o Brasil chegou à marca de 135,1 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a covid, representando 63,36% da população. Bahia, Santa Catarina, Alagoas e Mato Grosso não atualizaram dados da vacinação.

Em relação ao número de pessoas parcialmente imunizadas, com ao menos uma dose da vacina, são 159.343.702 pessoas. Isso significa 74,7% do total de habitantes do País. Os dados são do balanço do consórcio de veículos de imprensa, em parceria com 27 secretarias de Saúde.

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Nas últimas 24 horas, houve 1,2 milhão de aplicações. As primeiras doses foram aplicadas em 164,7 mil pessoas, enquanto 711,1 receberam a 2ª aplicação da vacina.

1.533 pessoas tomaram a dose única. As aplicações de reforço foram administradas em 380,8 mil habitantes, totalizando 17,1 milhões de doses aplicadas.

Por conta da nova cepa do coronavírus, cidades estão cancelando os eventos de fim de ano e carnaval, como em São Paulo, que não terá o tradicional réveillon na Avenida Paulista. Outra medida para frear o avanço da variante é a manutenção da obrigatoriedade de uso de máscara em espaços abertos. A decisão foi anunciada pelo governador João Doria nesta quinta.

A prefeitura do Rio publicou nesta quinta-feira (2) decreto determinando que onze grupos de estabelecimentos ou serviços passem ou continuem a exigir comprovante de vacinação das pessoas que queiram ingressar neles ou usá-los, mas depois o prefeito Eduardo Paes (PSD) decidiu que táxis, carros de aplicativo e shoppings, inicialmente incluídos no decreto, não precisarão fazer a exigência. "Não adianta criar medidas que a gente sabe que ninguém vai cumprir", afirmou. Na sexta-feira (3), a prefeitura deve publicar novo decreto excluindo esses grupos da exigência do passaporte vacinal.

Nove outros conjuntos de atividades terão de cobrar esse documento, sob pena de multa se forem flagrados não exigindo o passaporte vacinal: academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e de condicionamento físico, clubes sociais e vilas olímpicas; estádios e ginásios esportivos; cinemas, teatros, salas de concerto, salões de jogos, circos, recreação infantil e pistas de patinação; atividades de entretenimento, boates, casas de espetáculos, festas e eventos em geral que dependam de autorização transitória; locais de visitação turística, museus, galerias e exposições de arte, aquário, parques de diversões, parques temáticos, parques aquáticos, apresentações e drive-in; conferências, convenções e feiras comerciais; estabelecimentos de hospedagem e acomodação de qualquer espécie, as locações de imóveis por temporada e os serviços contratados por aplicativo; bares, lanchonetes, restaurantes e serviços de alimentação, para a acomodação de clientes sentados nas áreas internas ou protegidas por cobertura de qualquer natureza; e serviços de embelezamento, estética e congêneres.

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A vacinação a ser comprovada corresponde à primeira, segunda dose ou à dose única, de acordo com o cronograma instituído pela secretaria municipal de Saúde do Rio em relação à idade do indivíduo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, nos primeiros sete dias a prefeitura vai apenas orientar, mas depois começará a aplicar as multas, que podem variar de R$ 2,3 mil a R$ 5 mil.

"O ideal é que os estabelecimentos já se programem para começar a exigência a partir de hoje (quinta). Mas a gente já sabe que será necessário um período de adaptação. Então, as fiscalizações nessa etapa inicial serão de caráter instrutivo. Começaremos a aplicar multas a partir da próxima semana", explicou o secretário Daniel Soranz.

Para o prefeito, a exigência de passaporte vacinal deveria partir do governo federal e ser válida para todo o País. "O passaporte vacinal é uma garantia para que a cidade continue aberta. É a garantia de que o Rio vai voltar a funcionar, como voltou. Ele diminui o risco de transmissão e protege as pessoas do risco de morte", afirmou Paes.

"Como o governo federal não toma nenhuma medida de exigência de comprovação de vacina para entrar no Brasil, e isso é papel do governo federal, a gente ampliou a exigência do passaporte vacinal na cidade", disse Paes No Rio, toda a população de 12 anos ou mais precisa ter tomado a 2ª dose. Mas cerca de 600 mil pessoas ainda não retornaram aos postos para tomar a segunda aplicação do imunizante.

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresce, na tendência de longo prazo, em praticamente metade das unidades da Federação, segundo a nova edição do boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira, 2. A grande maioria dessas ocorrências está relacionada à Covid-19. Concentra-se na faixa etária dos dez aos 29 anos, na qual há menos imunizados.

O aumento foi registrado no Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. A tendência de aumento é especialmente mais forte no Pará, no Ceará e no Rio de Janeiro. Neste último, o quadro pode estar sendo agravado por uma epidemia de gripe.

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Os números são referentes à semana epidemiológica número 47 (de 21 a 27 de novembro). Tiveram como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 22 de novembro.

De acordo com o pesquisador Daniel Vilela, "na população com mais de 30 anos, o crescimento é relativamente pequeno, sendo mais expressivo e presente, desde novembro, em crianças, adolescentes e jovens adultos (20 a 29 anos)".

Covid-19 é o que mais causa SRAG entre adolescentes e jovens adultos

No caso das crianças (0 a 9 anos), os resultados laboratoriais associados a esses casos seguem apontando predomínio de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que acompanha a tendência de aumento de casos de SRAG nesta faixa etária. Os casos entre adolescentes (10 a 19 anos) e jovens adultos (20 a 29 anos) se mantêm majoritariamente associados à covid-19.

"Com o avanço da vacinação, o número de casos vinha caindo no Brasil todo", afirmou Vilela. "Nas últimas semanas, no entanto, houve uma desaceleração da queda e, agora, um ligeiro aumento; não um aumento como no início da pandemia, mas um aumento que inspira cuidados."

Para Vilela, os mais jovens são, justamente, os que voltaram a circular com maior liberdade e também os menos vacinados, porcentualmente. Isso explicaria a tendência de aumento nessa faixa etária.

No Rio de Janeiro a maior parte do aumento se deu entre as crianças e os jovens adultos. O Pará apresenta sinal de crescimento em todas as faixas etárias desde o início de novembro. A situação é similar no Ceará.

O crescimento dos casos de SRAG entre crianças e jovens adultos no Rio de Janeiro pode estar associado ao aumento de casos de síndrome gripal causados pelo vírus influenza A. Daniel Vilela ressalta, no entanto, que, para uma avaliação mais adequada dos resultados é necessário aguardar ainda algumas semanas para que os casos de gripe entrem no banco de dados do Sivep. Até o princípio de novembro, manteve-se a presença majoritária de casos associados ao Sars-CoV-2.

Indicadores de covid estão estabilizados, mas é preciso manter cuidados, diz Fiocruz

A nova edição do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, também divulgada nesta quinta-feira, aponta tendência de estabilização dos principais indicadores de transmissão da doença. Apesar do cenário favorável, os pesquisadores insistem em recomendar à população que mantenha os protocolos de distanciamento físico, higienização das mãos e uso de máscaras, sobretudo em locais fechados.

Para Vilela, a entrada da variante ômicron no País não deve ter um impacto grande, uma vez que boa parte da população está vacinada. "Quando a variante gama entrou no País, houve um crescimento intenso de casos no Brasil todo e o colapso do sistema de saúde", lembrou. "Quando a delta entrou, já num momento posterior, houve um aumento apenas em alguns estados. O que mudou entre a entrada de uma e de outra foi justamente o avanço da vacinação."

Agora, diz, a vacinação está ainda mais avançada e boa parte dos idosos já recebeu até a terceira dose de reforço. "Pode até ser que haja um crescimento", disse. "Mas nada comparável ao que vimos no início do ano."

O Brasil registrou, entre ontem e hoje, 215 óbitos causados pela covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta quinta-feira, 2. Com os registros, o País acumula 615.179 vidas perdidas para a doença.

O levantamento do Conass compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal e apontou ainda 12.910 novos casos de covid-19 em 24 horas, com um total de 22.118.782 registros desde o início da pandemia. Os dados de Rondônia foram revisados pela Secretaria Estadual do Estado e incorporados no sistema de informação.

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Foi por muito pouco que Kátia Giane Pacheco Siqueira pôde estar presente na quarta-feira, 1º, no Foro Central de Porto Alegre para ser a primeira testemunha no julgamento do caso Boate Kiss, que pegou fogo em Santa Maria (RS). Ela era funcionária do estabelecimento, trabalhava na cozinha naquela madrugada de 27 de janeiro de 2013 e está entre os 636 sobreviventes feridos no incêndio, mas poderia ser uma das 242 pessoas que nunca deixaram o local.

"A Kiss era um labirinto, eu mesmo trabalhava lá e quase não consegui sair", disse Kátia, durante o depoimento. Quando se iniciou o incêndio ela estava na cozinha, preparando lanches para os clientes, junto à colega Janaína, jovem que morreu na tragédia. Ao perceber que havia algo errado, Kátia teve dificuldade de deixar o espaço, que ficava relativamente próximo à saída.

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"Escutava gente gritando que era fogo e gente gritando que era briga. Não sabia o que estava acontecendo. Quando senti que era fogo mesmo, respirei fundo e tentei sair. Mas tinha gente empurrando porque a porta da cozinha era perto dos banheiros, e tinha gente imaginando que o banheiro era a saída", relatou ela. Relatos da época indicam que diversos corpos foram encontrados no banheiro após o incêndio.

Alguns fatores contribuíram para a confusão dos clientes. Segundo o depoimento, quando o incêndio começou, faltou luz na boate, o que teria dificultado a orientação, apesar de algumas luzes de emergências que foram acesas. Ainda conforme a testemunha, os extintores de incêndio eram retirados antes das festas. Um dos motivos seria que alguns clientes já teriam brincado e esvaziado extintores em ocasiões anteriores. Havia, também, na entrada e saída do estabelecimento, barras de contenção para organização interna e divisão de setores, que teriam atrapalhado a fuga das vítimas. Não haveria comunicação entre os seguranças da casa, o que teria causado demora para identificação do ocorrido e auxílio para a saída.

Em vários momentos do júri nesta quarta, foi usada uma maquete digital 3D da boate, que ajudou a elucidar algumas questões e detalhar os eventos para o juiz Orlando Faccini Neto, para os procuradores, os advogados de assistência da acusação, representada pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) e para as defesas dos réus Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da Kiss, Marcelo de Jesus dos Santos, músico, e Luciano Bonilha, produtor musical.

Ainda segundo a testemunha, shows pirotécnicos não eram novidade da boate. Eram, diz ela, frequentes - o que contraria o argumento das defesas de dois dos quatro réus de que os sócios não saberiam a intenção da banda Gurizada Fandangueira de realizar apresentação com sinalizadores. A depoente afirmou que outras bandas já haviam realizado apresentações parecidas, além de que a própria boate oferecia espumantes com pequenas velas com chamas, o que era moda na época.

Pouco depois da dificuldade de deixar o local, por causa das pessoas que pensavam que nos banheiros se localizava a saída, Kátia desmaiou, ainda dentro da boate. Ela não relatou quanto tempo ficou desacordada, mas retomou a consciência quando algumas pessoas perguntaram se ainda tinha gente dentro do local.

"Pedi ajuda. Duas pessoas tentaram me tirar lá de dentro, mas tinha gente em cima de mim. Tentaram me puxar e não conseguiram. Iam me deixar lá dentro. Então eu me agarrei nas pernas de alguém, de maneira que não conseguia se desvencilhar, foi quando fizeram força para me puxar e saímos de lá".

O depoimento de Kátia começou pouco depois das 14h e se estendeu por quase 5 horas. Ela perdeu cerca de 50 amigos, colegas e conhecidos naquela noite. Teve 40% do corpo queimado e, ao chegar ao hospital, desmaiou novamente e só acordou 21 dias depois, entubada, já em Porto Alegre.

"Tentaram me desentubar. Tive uma parada cardiorrespiratória e tiveram que me entubar de novo às pressas", contou ela. Nesse momento, Kátia começou a chorar, antes de conseguir prosseguir: "falaram que iam tentar me entubar de novo e, se caso eu não resistisse iam me deixar morrer, porque meu organismo tinha de reagir e ele não estava reagindo".

Foi com a ajuda e o estímulo da mãe que Kátia teve forças para lutar contra a morte: "Coloquei na cabeça que queria viver e o organismo começou a dar resposta". Ao todo, ela ficou 46 dias no hospital, e até hoje, quase 9 anos depois, necessita de acompanhamento dermatológico para tratar das queimaduras no corpo.

Nesta quinta-feira, 2, continuam os depoimentos de testemunhas.

Um suspeito de 47 anos foi preso acusado de matar um homem de 51 anos após uma discussão por causa de um cigarro. O crime aconteceu no mês de abril deste ano, na praça pública da cidade de Colombo, no Paraná. A prisão aconteceu na última terça-feira (30)

Segundo a polícia, no mês de abril deste ano, o suspeito teria pedido um cigarro e, após ter o pedido negado, começou uma briga com a vítima, que foi empurrada. O homem caiu e bateu com a cabeça no chão. Ele chegou a ser socorrido e ficou um mês hospitalizado. No entanto, a vítima não resistiu aos ferimentos.

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Segundo investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, pelo menos dois adolescentes e uma mulher adulta planejavam invadir escolas e espaços públicos, utilizando-se de armas de fogo, com intuito de atentar contra a vida de outras pessoas. 

Nesta quinta-feira (02), a operação Escola Segura foi deflagrada pelas polícias civis de Minas, Pará e do Espírito Santo. Com o esforço integrado das forças de segurança dos três estados, foi possível identificar e localizar a casa dos suspeitos, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

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Em Minas Gerais, a ordem judicial foi cumprida na cidade de Conceição da Aparecida, Sul de Minas, em ação coordenada pelo delegado Roberto Fontes.

A operação, coordenada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Seopi/MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), contou com o compartilhamento de informações e colaboração da Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) e do Serviço Secreto, ambos da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

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