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O Brasil superou a marca de 15 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus desde o primeiro caso, em fevereiro de 2020. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 73.380 novos diagnósticos positivos. Com isso, o total de casos acumulados chegou a 15.003.563. Ontem, o sistema de dados da pandemia estava em 14.930.183.

Ainda há no país 995.279 casos em acompanhamento. O termo é empregado para as pessoas infectadas e com casos ativos de contaminação pelo novo coronavírus.

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Já o total de vidas perdidas para a pandemia subiu para 416.949. Ontem e hoje, foram registradas mais 2.550 mortes. O sistema de dados do Ministério da Saúde registrava ontem 414.399 mortes pela doença.

Ainda há 3.693 óbitos em investigação. Isso ocorre porque há casos em que um paciente morre, mas a causa continua sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

Conforme a atualização desta quinta-feira, o Brasil tem 13.591.335 pessoas que se recuperaram da covid-19 desde o início da pandemia. Isso equivale a 90,6% do total de pessoas que foram infectadas com o vírus.

Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados nos fins de semana. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.

Estados

O estado que registra mais mortes pela covid-19 é São Paulo (99.406). Em seguida, vêm Rio de Janeiro (45.914), Minas Gerais (35.165), Rio Grande do Sul (25.668) e Paraná (23.493).

Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.533), Acre (1.568), Amapá (1.573), Tocantins (2.630) e Alagoas (4.329).

 

O Ministério Público do Rio informou que vai apurar os relatos de abuso policial na operação desta quinta-feira, 6, no Jacarezinho, zona norte da capital fluminense. Com 25 mortos, sendo um policial e 24 civis, a incursão é a de maior letalidade da História do Estado. Cabe ao MP a função de monitorar a atividade policial - no caso de hoje, a da Polícia Civil.

"O MP-RJ, desde o conhecimento das primeiras notícias referentes à realização da operação que vitimou 24 civis e 1 policial civil, vem adotando todas as medidas para a verificação dos fundamentos e circunstâncias que envolvem a operação e mortes decorrentes da intervenção policial, de modo a permitir a abertura de investigação independente para apuração dos fatos, com a adoção das medidas de responsabilização aplicáveis", disse o órgão.

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A nota também reforça a "extrema e reconhecida gravidade" do episódio para dizer que as apurações serão conduzidas com autonomia. Relatos de abusos na operação chegaram ao MP por meio do Plantão Permanente criado pela instituição, que funciona no número 21 2215-7003 - via telefone ou WhatsApp Business.

"Cabe ressaltar que, logo pela manhã, a atuação da Coordenação de Segurança Pública, do Grupo Temático Temporário e da Promotoria de Investigação Penal teve início a partir do conhecimento dos fatos pela divulgação na imprensa e redes sociais", afirmou o MP, dizendo ainda que a retomada da tranquilidade no Jacarezinho não ocorreu até o final desta tarde.

Outro ponto esclarecido na nota envolve a justificativa para a operação policial, hoje uma obrigação das polícias por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele proibiu as incursões - exceto em casos excepcionais - durante a pandemia. O MP não precisa autorizar previamente a empreitada policial, e sim ser avisada sobre ela com as devidas explicações. Segundo a Promotoria, isso ocorreu às 9h, quase três horas após o início da operação.

"A Polícia Civil apontou a extrema violência imposta pela organização criminosa como elemento ensejador da urgência e excepcionalidade para realização da operação, elencando a 'prática reiterada do tráfico de drogas, inclusive com a prática de homicídios, com constantes violação aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes e demais moradores que residem nessas comunidades' como justificativas para a sua necessidade", apontou o comunicado, que também citou a existência de um local de armazenamento de armas e drogas.

A operação de hoje tem mobilizado uma série de instituições e associações. Além do MP, a Defensoria, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as comissões de Direitos Humanos da Alerj e da Câmara Municipal já manifestaram preocupação com o resultado desastroso da incursão policial.

Chefes da Polícia Civil do Rio negam que tenha havido execuções durante a operação realizada na manhã desta quinta-feira, 6, na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, durante a qual morreram 25 pessoas - um policial civil e 24 supostos criminosos. "Se houve execução, foi do policial", afirmou o delegado Rodrigo Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, durante entrevista coletiva concedida no final da tarde.

Segundo a polícia, a operação foi realizada para localizar e prender 21 acusados de aliciar crianças e adolescentes para o tráfico de drogas, que nessa comunidade é chefiado pela facção criminosa Comando Vermelho. A investigação está sendo realizada há meses pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, que obteve as ordens judiciais de prisão na última sexta-feira, 30. Dos 21 procurados, três foram mortos e três presos. Os outros 21 mortos, segundo a polícia, são criminosos que reagiram à ação policial. Outras três pessoas, que não eram alvos da operação, foram presas no decorrer dela.

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Segundo a polícia, foram apreendidas 16 pistolas, 12 granadas, seis fuzis, uma submetralhadora e uma escopeta, além de drogas em quantidade ainda não contabilizada. "Não há o que se comemorar, pelo número de mortos", ressaltou Oliveira. Mas, segundo ele, o número de óbitos decorreu da ousadia dos criminosos, que em função da falta de ações mais frequentes da polícia teriam tido tempo para ampliar um sistema de proteção dentro da favela. "Tínhamos quatro blindados, que não puderam entrar na comunidade, no início da operação, porque havia barricadas em todos os acessos", contou o subsecretário.

Segundo ele, o policial que foi morto estava em um grupo de oito agentes que entrou em um beco onde havia uma estrutura de concreto com buraco para apoiar o cano de um fuzil. Um criminoso atirou dali, atingindo o policial na cabeça, logo no começo da operação, iniciada às 6h. Os confrontos se multiplicaram, levando ao mais alto número de vítimas registradas em operações policiais no Rio nos últimos anos. Segundo o subsecretário, até uma equipe de peritos foi atacada, ao colher elementos para a perícia. Nesse confronto com os peritos, dois suspeitos foram atingidos e morreram.

Para Oliveira, as ações de inteligência não evitariam as mortes ocorridas nesta quinta-feira: "A ideia de que quanto mais conhecimento, menos tiroteio (há) não funciona nas comunidades", afirmou.

O delegado também criticou o "ativismo" de quem "está contra o serviço da polícia". "Nós estamos do lado da sociedade, policial não entra (na favela) para executar ninguém". Segundo ele, os traficantes têm tanta ingerência sobre a rotina da favela que chegam a determinar até se um morador pode ou não namorar determinada pessoa.

Fabiano Kipper Mai, autor do crime que matou duas mulheres e três crianças em uma creche em Saudades, Santa Catarina, planejou o ataque há mais de dez meses, segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Pinhalzinho-SC, capitão Leonardo Ecco, que responde pelo posto avançado de atendimento no município.

Enquanto estava sendo atendido pela equipe, Fabiano questionou um dos bombeiros sobre quantas vítimas teria conseguido atingir e, no caminho ao hospital, já dentro da segunda ambulância, disse aos bombeiros que o ato foi planejado muito antes.

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"Ele disse para a nossa equipe que estava planejando o ataque há mais de dez meses", afirmou Leonardo Ecco.

Segundo o promotor de Justiça Douglas Dellazari, que acompanha o caso, ainda é preciso ouvir testemunhas e depoimentos para formalizar essas informações, mas sabe-se que a creche teria sido escolhida por estar, na opinião do agressor, mais vulnerável: "Ele iria atacar, não necessariamente aquela creche, mas considerou que naquele local havia uma situação de maior fragilidade para praticar o crime".

Segundo o capitão, Fabiano foi o último a ser atendido pelas equipes em função da gravidade das demais vítimas. "No momento em que nossas equipes chegaram, ele estava consciente, inclusive do ato que tinha cometido. Não foi possível avaliar as condições psicológicas ou mesmo se estava sob efeito de medicamentos", diz. "Apresentava um corte no pescoço que, naquele momento, foi avaliado não ter atingido nenhum grande vaso sanguíneo. Posteriormente, no hospital, verificou-se tratar de um ferimento mais grave".

O município de Saudades decidiu suspender por mais sete dias as aulas em toda a rede municipal e estadual da cidade. O Conselho Municipal de Educação deve começar a partir desta quinta-feira, 6, uma série de reuniões para decidir sobre como será o retorno às aulas na creche Pró Infância Aquarela. O grupo também discute se as aulas serão retomadas no mesmo local e se o prédio continuará a servir como creche ou se terá outra destinação.

Prisão preventiva

O juiz da comarca de Pinhalzinho, Caio Lemgruber Taborda, converteu a prisão em flagrante do suspeito Fabiano Kipper Mai em prisão preventiva. Na decisão, o juiz também autorizou a quebra de sigilo de dados, para que a polícia possa fazer a análise de computadores, videogame e pen drive apreendidos na residência do suspeito.

Na decisão, o juiz considerou que "a prisão é necessária para garantia da ordem pública em especial porque a autoria delitiva recai sobre o acusado, sendo ele, em tese, responsável pela morte violenta e cruel de 5 (cinco) pessoas, quais sejam, duas professoras […] e três crianças de tenra idade, […], as quais possuíam em torno de um ano a dois anos de idade".

Após uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro deixar ao menos 25 pessoas mortas na comunidade do Jacarezinho, vários políticos e pessoas famosas se posicionaram na rede social contra essa operação, considerada a mais letal da história do Rio. 

O advogado Joel Luiz Costa, morador da comunidade do Jacarezinho, afirmou que entrou em algumas casas do local, e em todas a polícia usou a mesma dinâmica: "Casas arrombadas, tiros e execução. Não teve tiro de troca, parece execução - um menino morreu sentado na cadeira e ninguém troca tiro sentado numa cadeira", disse. 

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A Anistia Internacional do Brasil afirmou que "a população negra e moradora de favelas e periferias tem seus direitos humanos violados sistematicamente. Direito à saúde, à educação, à vida. O que está acontecendo no Jacarezinho é uma chacina", compartilhou.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que a política de segurança pública é uma insanidade que precisa ser parada. "Quem ganha com essa guerra? O que essa lógica de confrontos permanentes nas favelas trouxe de positivo para o Rio de Janeiro? A violência só cresce e o crime organizado segue fortalecido, com seus braços econômicos e políticos operando a todo vapor", escreveu.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB) também se manifestou por meio de suas redes sociais e apontou que o Estado "falha em planejar ações, desrespeitando a decisão do STF que obriga a fazer operações com base em inteligência para, assim, garantir que vidas de civis  agentes de segurança sejam preservadas", pontua.

O Brasil registrou nesta quinta-feira, 6, 2.550 óbitos causados pela covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados hoje.

Com os registros, 416.949 vidas foram perdidas para a doença. O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal apontou ainda 73.380 novos casos de covid-19 em 24 horas, com um total de 15.003.563 registros desde o início da pandemia.

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Uma mulher de 29 anos foi presa na quarta-feira (5), suspeita de praticar furtos qualificados e de falsidade ideológica cometidas 92 vezes contra uma mesma empresa, em Goiânia. 

Segundo a Polícia Civil de Goiás, a suspeita se aproveitava da condição de analista financeira do grupo para emitir boletos em seu favor, utilizando uma empresa criada para facilitar os desvios - além disso, a mulher maquiava os comprovantes.

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Durante a investigação, os policiais civis constataram que a suspeita também era investigada por outra delegacia da capital, havendo fortes elementos de que ela também praticava os mesmos crimes contra um grupo de construtoras.

A polícia apreendeu um veículo, notebook, um aparelho celular adquiridos com dinheiro dos crimes, que geraram um prejuízo aproximado de R$ 150 mil. 

Nesta quinta-feira (6), um homem de 26 anos foi preso suspeito de ameaçar, durante três anos, uma jovem de 18 anos, exigindo vídeos e fotos nuas dela. Segundo a polícia, os dois tiveram um relacionamento por meio da internet. 

O suspeito é morador da cidade de Bauru, São Paulo, e a vítima vive em Guapó, Região Metropolitana de Goiânia. 

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De acordo com as investigações, após término do namoro virtual o suspeito passou a ameaçar a vítima, criando vários perfis “fakes” e exigindo mais fotos da jovem, além de ameaçar divulgar as fotos na cidade onde a vítima reside.

“O suspeito chegou a criar um site de notícias na cidade de Guapó para divulgação dos vídeos, além de divulgar através de sites pornográficos”, conta o delegado Arthur Fleury.

A Polícia de Goiás pontua que a vítima chegou a tentar suicídio por conta das ameaças e exposição. Só após três anos de ameaças que a mulher, com o apoio da atual sogra, procurou a delegacia de Guapó, que começou as investigações. 

Um notebook e o celular do suspeito foram apreendidos e serão periciados. No interrogatório o homem confessou o crime e disse estar arrependido. O suspeito está sendo investigado pelo crime de revenge porn e divulgação e transmissão de imagens e vídeos de conteúdo pornográfico. A polícia investiga se ele fez outras vítimas.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou por homicídio triplamente qualificado o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, morto no dia 8 de março. O MPRJ ainda pediu à Justiça a conversão da prisão temporária dos dois para prisão preventiva.

No início da semana, a 16ª DP, responsável pelas investigações, havia concluído o inquérito e indiciado Jairinho e Monique por homicídio duplamente qualificado e tortura - no caso da mãe, por omissão à tortura.

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Agora, o MPRJ enviou a denúncia com novos crimes e qualificadores. Além do homicídio, os dois também foram denunciados por fraude processual e coação no curso do processo. Monique também responderá por falsidade ideológica pelo fato de, em 13 de fevereiro - data de um episódio de tortura anterior ao dia da morte de Henry - ter prestado declaração falsa no Hospital Real D’Or, em Bangu, para onde levou o menino.

Em trecho da denúncia, a promotoria relata que "os intensos sofrimentos físicos e mentais a que era submetida a vítima como forma de castigo pessoal e medida de caráter preventivo consistiam em agressões físicas perpetradas pelo denunciado Jairo Souza Santos Junior".

A mãe de Henry irá responder pelo crime de homicídio por omissão. Segundo a promotoria, ela tinha o dever de proteção e vigilância."A denunciada Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida consciente e voluntariamente, enquanto mãe da vítima e garantidora legal de Henry Borel Medeiros, se omitiu de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para a consumação do crime de homicídio de seu filho, uma vez que, sendo conhecedora das agressões que o menor de idade sofria do padrasto e estando ainda presente no local e dia dos fatos, nada fez para evitá-las ou afastá-lo do nefasto convívio com o denunciado Jairo", diz o texto.

A defesa de Monique, composta pelos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, informou às 14h25 que ainda não havia sido intimada da denúncia nem conhecia seu teor, e que vai se manifestar assim que tomar conhecimento dela. Na terça-feira, após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, o trio emitiu nota afirmando que o inquérito "foi finalizado prematuramente com erros investigativos".

O advogado Braz Sant'Anna, que representa Jairinho, não se manifestou nesta quinta-feira, até a publicação desta reportagem. Na terça-feira ele informou que só se pronunciaria após a denúncia.

O cenário de completa paralisia causada pelo Ministério do Meio Ambiente sobre a área de gestão de multas ambientais do Ibama foi detalhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), que realiza uma auditoria no órgão.

Uma nota informativa enviada do TCU nesta quarta-feira, 5, aponta uma série de ações tomadas pelo ministro Ricardo Salles e a chefia do Ibama que, desde 2019, levaram à redução das autuações dadas pelos agentes e, principalmente, à paralisação de processos de conciliação ambiental, etapa em que se busca um acordo entre o órgão ambiental e o responsável pela infração.

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Os dados do Ibama apontam que, entre abril de 2019, quando foi publicado um decreto por Ricardo Salles para instituir as conciliações, e 5 de maio deste ano o Ibama lavrou mais de 14,9 mil autos de infração contra crimes ambientais. Em uma proporção de escala anual, o Ibama passou a produzir uma média de 9.420 autuações por ano, quando sua atuação, entre 2013 e 2018, oscilou de 21 mil até 60 mil multas anuais.

As conciliações sobre essas multas, porém, praticamente inexistem. Ocorreram apenas cinco audiências de conciliação no ano passado. Neste ano, o Ibama chegou a fazer 247 audiências até abril. Se incluído o total previsto até o fim de maio, o Ibama terá realizado somente 302 audiências desde abril de 2019.

Os números mostram que, mesmo com dificuldades e apenas duas pessoas para cuidar dos processos de conciliação no Ibama, houve algum avanço até abril, mas depois uma paralisação total, em decorrência da publicação de nova norma por Ricardo Salles.

"Essa situação reflete a vigência da Instrução Normava Conjunta nº 1/2021, publicada no dia 14/04/2021. A norma mencionada extinguiu a Equipe de Análise Preliminar (EAP) ligada aos núcleos de conciliação, que era encarregada de fazer a análise inicial das autuações e expedir um parecer a respeito da conformidade da sanção cabível, passível de ser submetida à audiência", pontua a nota do Ibama, assinada pelo analista ambiental do Ibama, Hugo Leonardo Mota Ferreira.

A nova norma em vigor, afirma ele, trouxe impactos negativos ao processo sancionador e à ampliação da quantidade de audiências a serem realizadas, sobrecarregando os conciliadores e propondo estruturas de análises simplificadas que só aumentarão os trabalhos nas fases seguintes, de instrução e julgamento.

Nesta quinta-feira, 6, Hugo Leonardo Mota Ferreira foi retirado da sala que ocupa na sede do Ibama, em Brasília, por ordem de Wagner Tadeu Matiota, polícia militar que, desde dezembro do ano passado, ocupa a Superintendência de Apuração de Infrações Ambientais do Ibama. Ferreira foi impedido de levar o seu computador, houve confusão e gritaria. O Ibama não se manifestou sobre o assunto.

Um sua nota informativa, o analista ambiental chama a atenção ainda para o atraso na implementação das agendas de conciliação e responsabiliza "a gestão inadequada por parte da Diretoria de Planejamento do Ibama (Diplan), no tocante à condução/manutenção da fábrica de software para desenvolvimento do sistema de conciliação, continuidade dos trabalhos já iniciados e finalização das funcionalidades necessárias para permitir a realização de agendas durante a pandemia em 2020".

Segundo a avaliação, foram mais de seis meses sem desenvolvimento de funcionalidades essenciais ao sistema, para depois contratar um serviço ainda mais caro de desenvolvimento. "É necessário que a Diretoria de planejamento esclareça essa situação, uma vez que levou considerável período para firmar novo contrato administrativo para prestação de serviços na área de Tecnologia da Informação e Comunicação, a um custo bem mais elevado que o da empresa anterior (talvez até ao da média do mercado)".

O analista alerta ainda que "essa situação, somada à inércia/omissão da parte do Ministério do Meio Ambiente em acolher as propostas para alterações pontuais" em atos normativos para condução das audiências de conciliação durante a pandemia, levou ao atraso na implementação de nova etapa do processo sancionador, "contribuindo também à ausência de audiências no ano de 2020, com exceção das cinco realizadas antes da eclosão da emergência em saúde pública".

A avaliação final é de que a chamada conciliação ambiental que tinha a promessa de tornar mais célere o processo e reduzir o passivo, "nasceu falha, em virtude da má gestão política para ser colocado em prática, uma vez que a Instituição como um todo não estava preparada para iniciar a nova rotina, tanto do ponto de vista estrutural, quanto dos demais regulamentos que necessitavam ser expedidos".

A nota técnica critica ainda o fato de haver apenas dois servidores para tratar do assunto. "Como não é possível que essa dupla continue realizando os agendamentos das audiências no mesmo ritmo, já que ganhou também atribuição para efetuar análise preliminar, haverá grande gargalo de processos na etapa inicial, pendentes de deliberação dos núcleos de conciliação. Percebe-se que a norma (publicada em abril deste ano) foi muito mal refletida nesse ponto, e em vez de tornar o processo mais célere, contribuiu para sua maior morosidade e ineficiência."

O TCU busca esclarecimentos sobre o desempenho do novo modelo do processo sancionador ambiental, pontuando a necessidade de serem apresentadas informações a respeito da quantidade de autos de infração lavrados nos últimos anos, das conciliações ambientais realizadas e das autuações julgadas.

Pelo menos 25 pessoas foram mortas na manhã desta quinta-feira (6) durante a Operação Exceptis, da Polícia Civil, na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro. Entre os mortos, um seria policial. A operação visava combater grupos armados de traficantes de drogas que estariam aliciando crianças para o crime.

De acordo com a Polícia Civil, a região do Jacarezinho é um dos quartéis-generais da facção Comando Vermelho na zona norte e abriga “uma quantidade relevante de armamentos” protegidos por barricadas e táticas de guerrilha adotadas pelo grupo criminoso.

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A corporação vai divulgar o balanço da Operação Exceptis em coletiva de imprensa na tarde de hoje.

Durante o tiroteio pela manhã, dois passageiros do metrô foram feridos dentro de um trem da Linha 2, na altura da estação Triagem, na zona norte. Segundo o MetrôRio, o acidente ocorreu “após o vidro de uma das composições aparentemente ser atingido por projétil vindo da área externa”. Um passageiro foi atingido de raspão no braço e o outro por estilhaços de vidro. Ambos foram socorridos para hospitais municipais.

 

Policiais civis da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) prenderam, nessa quarta-feira (5), um homem apontado como o principal fornecedor de armas e munições para a principal facção criminosa de tráfico de drogas do Rio de Janeiro.

Publicamente, o suspeito se passava por latifundiário e negociador de cavalos de raça para a prática de hipismo. Ele morava em um condomínio de luxo, na Barra da Tijuca e, segundo a polícia, levava uma vida de ostentação. Segundo o jornal O Dia, o local é o mesmo onde morava o vereador Dr. Jairinho, preso acusado de matar o enteado Henry Borel.

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No momento de sua prisão, ele conduzia um veículo avaliado em mais de R$ 150 mil. O Núcleo de Inteligência da Polícia apurou que este carro seria de propriedade da cunhada de "Marcinho VP", principal líder da organização criminosa e atualmente preso no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

De acordo com a polícia, o homem tem extensa ficha criminal e responde pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, estelionato, receptação, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito e roubo qualificado.

Investigações apontam que, por trás da imagem de um latifundiário bem sucedido, existia um traficante que articulava a compra de munições vindas dos Estados Unidos para as comunidades dominadas pela facção criminosa. Ele seria o principal fornecedor de armas desta organização, tendo ligação estreita com o próprio "Marcinho VP".

O Ministério da Saúde autorizou nesta quinta-feira (6) mais 284 leitos com suporte ventilatório pulmonar para tratamento de pacientes com quadro confirmado ou com suspeita de covid-19. Os recursos atenderão a implantação dessas estruturas no Distrito Federal e em dez estados.

Leitos de suporte ventilatório são utilizados para pacientes que precisam desse apoio, mas ainda não evoluíram para um quadro grave, que demande a transferência para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Os leitos foram autorizados para diferentes modalidades de unidades de saúde que realizam atendimento desses pacientes, de hospitais de grande e pequeno portes, pronto-socorros e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Foram contemplados, além do Distrito Federal, os estados do Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraíba. No total, serão destinados R$ 4 milhões para esse apoio.

Até o momento foram autorizados 2,7 mil leitos de suporte ventilatório pulmonar. A autorização é a nova modalidade de apoio financeiro dada pelo Ministério da Saúde, que substituiu a habilitação de leitos. O governo federal arca com parte das despesas. Agora, o pagamento não é mais antecipado, mas mensal.

 

Uma operação policial na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, deixou pelo menos 15 pessoas mortas na manhã desta quinta-feira, 6. A incursão da Polícia Civil ocorreu para apurar o suposto aliciamento de menores e o sequestro de trens da SuperVia pela maior facção do tráfico no Estado, o Comando Vermelho.

Os mortos são um policial baleado na cabeça e 14 suspeitos de integrar o tráfico, segundo a corporação. O agente André Frias, que integrava a Delegacia de Combate às Drogas, foi baleado na cabeça. Chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu.

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Batizada de Operação Exceptis, a empreitada começou logo cedo, pouco depois das 6h, quando moradores já relatavam a presença de helicópteros sobrevoando a região e de intensa troca de tiros. Além dos mortos, houve feridos - inclusive dentro da estação de metrô de Triagem, da linha 2.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a janela de uma das composições do modal, que naquele trecho circula na superfície, com uma marca de tiro. O Metrô Rio informou que uma pessoa foi ferida por estilhaços de vidro; a outra, de raspão no braço.

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Por causa do tiroteio, trens da SuperVia que passam pela região tiveram a circulação momentaneamente suspensa. O metrô também chegou a interromper o tráfego entre duas estações, mas o serviço já foi normalizado.

Segundo a Polícia Civil, traficantes estão aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção. Os criminosos, diz a corporação, exploram tráfico de drogas, roubo de cargas e de pessoas, além de homicídios e sequestros de trens da SuperVia, prática que ocorreu em dois momentos recentes, em dezembro de 2020 e no mês passado.

A ação é coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio de outras unidades do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

Eficiência

Segundo um estudo divulgado no mês passado pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF), as operações policiais no Rio de 2007 a 2020 têm apenas 1,7% de eficiência. O índice foi criado considerando, por exemplo, o que embasou a operação - se houve autorização judicial -, o número de apreensões e a quantidade de mortos. Boa operação seria aquela embasada pela Justiça, com muitas apreensões e poucas mortes.

A 34ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu que uma clínica veterinária de Taubaté-SP deverá indenizar donos de uma gata em R$ 5 mil. O animal de estimação fugiu das dependências do estabelecimento e não foi mais encontrado.

O relator do recurso que pedia um aumento no valor da indenização, desembargador Tercio Pires, destacou que houve conduta omissa da clínica, responsável pela guarda e vigilância do animal. "O que caracteriza dano extrapatrimonial, urge lembrar, é a consequência da ação - ou omissão - desencadeadora de aflição física ou espiritual, dor ou qualquer padecimento à vítima, em conjugação com o menoscabo a direito inerente à personalidade da pessoa, como a vida, integridade física, liberdade, honra, vida privada ou ainda a de relação", escreveu.

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O magistrado afirmou que o valor maior da indenização é "razoável, no contexto, à atenuação da lesão experimentada pelos autores". Assim, decidiu aumentar o valor indenizatório de R$ 3 mil para R$ 5 mil.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (6) a Operação Data Venditionis, para investigar a venda de dados sigilosos de clientes da Caixa. Um funcionário é suspeito de comercializar informações sobre empréstimos consignados para uma financeira de Porto Alegre.

A PF estima que 127 clientes no Rio Grande do Sul e nos estados do Amazonas, de Santa Catarina e do Paraná tiveram os dados violados. A investigação começou em janeiro deste ano, com base em denúncia feita à Ouvidoria da Polícia Federal.

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As diligências realizadas indicam que “contratos de empréstimo eram transferidos para a financeira a partir das informações fornecidas pelo servidor. Com a prática, há prejuízo à Caixa, com redução da carteira de crédito e a consequente perda de faturamento, e aos clientes que tiveram suas informações pessoais compartilhadas”.

Policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão, em Porto Alegre. Os crimes investigados são violação de sigilo funcional e corrupção ativa e passiva.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que o instituto irá entregar ao Ministério da Saúde, na próxima semana, mais três milhões de vacinas da Coronavac, sendo um lote de dois milhões de doses na segunda-feira (10) e um milhão de doses na quarta-feira (12).

Segundo Covas, até dia 14, também devem ser enviadas mais cinco milhões de doses do imunizante referentes ao IFA de três mil litros entregues pela Sinovac. Ainda, daqui 15 dias, devem ser autorizadas a liberação de mais duas milhões de doses. No entanto, após essa data, o diretor afirmou que não há mais matéria para a produção da vacina, e responsabilizou o governo Bolsonaro pela possível falta. "Então pode faltar? Pode faltar. E aí nós temos que debitar isso principalmente ao nosso governo federal que tem remado contra", declarou.

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Dimas Covas afirmou que, neste momento, há negociações com a China para embarque de matéria-prima correspondente de seis a oito mil litros do IFA, mas que há sinalização de redução desse volume para dois mil litros. A alteração também se deu na data inicial de liberação do insumo, de segunda-feira (10) para quinta-feira (13).

"Isso nos preocupa muito porque dependemos da chegada da matéria-prima o quanto antes para regularizarmos a entrega para o Ministério da Saúde. E todas essas idas e vindas do governo federal é claro que tem um impacto no ritmo de liberação", pontuou. Segundo ele, a entrega do imunizante está acontecendo, mas em uma quantidade menor do que poderia acontecer. "Tanto o Butantan quanto a Sinovac têm capacidade de processar maior número de vacinas, essa é a grande questão".

Na quarta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques diretos à China citando uma teoria da conspiração de que o vírus da covid tenha sido criado em laboratório ou causado por ingestão de um animal. Bolsonaro chegou a classificar a pandemia como "guerra química".

Dimas classificou que a fala de Bolsonaro contém "inúmeras inverdades" que vão contra o relatório produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que descarta a hipótese de o vírus ter sido fabricado em um laboratório chinês. "Todas as declarações nesse sentido têm repercussão", destaca Dimas Covas. "Nós já tivemos um grande problema no começo do ano e estamos enfrentando de novo o mesmo problema".

Na avaliação de Dimas Covas, apesar da troca do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo por Carlos França, o governo continua sem alinhamento sobre a pandemia da covid-19. "Embora a embaixada da China no Brasil venha dizer que não há esse tipo de problema, a nossa sensação de quem está na ponta é que existe dificuldade", disse.

O governador, João Doria (PSDB), também reagiu às manifestações feitas contra China dizendo que as "sucessivas" declarações contra o país geram um "profundo mal-estar na chancelaria e na diplomacia chinesa". Segundo o governador paulista, "é inacreditável que diante de uma circunstância onde precisamos salvar vidas, proteger vidas, e termos mais vacinas, tenhamos alguém criticando a China, que é o grande fornecedor de insumos para a vacina".

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, derrubou a liminar que suspendia os efeitos das medidas restritivas adotadas pela prefeitura do Rio de Janeiro. Com isso, os decretos municipais que impõem restrições ao uso de espaço público e ao funcionamento de estabelecimentos, para conter a propagação da Covid-19, continuam a valer.

O presidente do TJRJ considerou que a suspensão dos decretos municipais conduziriam a uma “verdadeira anarquia” e a ausência de um mínimo de controle da organização social pelo ente público.

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As medidas restritivas, em vigor até 10 de maio, determinam, entre outras coisas, a proibição de permanência e do comércio na areia das praias cariocas em fins de semana e feriados. Também está proibido o funcionamento de boates, danceterias e casas de espetáculos.

Comércio e serviços não essenciais, além de bares, lanchonetes e restaurantes, poderão funcionar com atendimento presencial ao público até as 22h.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (6) a Operação Grão Branco, para desarticular quadrilha responsável por tráfico internacional de drogas. Agentes cumprem 38 mandados de prisão e 72 ordens de busca e apreensão em nove Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Cáceres (MT), que decretou ainda a apreensão de dez aeronaves e o sequestro de todos os bens de 103 pessoas físicas e jurídicas investigadas. Segundo a Polícia Federal, o nome da operação, "Grão Branco", faz referência ao transporte de grãos - como soja e milho - do Estado de Mato Grosso para São Paulo que justificavam as viagens das carretas que transportavam a cocaína.

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A PF indicou que as investigações tiveram início em janeiro de 2019, quando a Polícia Federal e o Grupo Especial de Fronteira - Gefron de Mato Grosso, apreenderam 495 kg de cocaína no município de Nova Lacerda.

No curso da operação, foram realizados mais de dez flagrantes com apreensão de aproximadamente quatro toneladas de cocaína, aeronaves e veículos utilizados no transporte e a prisão de mais de 20 pessoas envolvidas com os crimes investigados.

A corporação indica que o líder da organização criminosa sob suspeita - já condenado por tráfico internacional de drogas - estava foragido e controlava toda a logística do transporte dos entorpecentes a partir de uma mansão em um condomínio de luxo em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Ele controlava desde a saída da droga daquele país por meio de aeronaves, até o recebimento dela em pistas clandestinas no Brasil, o carregamento em carretas e a entrega em grandes centros do País.

Em 2020, por meio da cooperação internacional com a polícia boliviana, o líder foi expulso e entregue as autoridades brasileiras, iniciando o cumprimento da pena do crime. Seus familiares e outros integrantes da organização criminosa continuaram a comandar a logística de transporte da droga, dizem os investigadores.

Em razão da complexidade da operação, além da atuação da Polícia Federal, foi necessário o apoio da Força Aérea Brasileira, do Grupo Especial de Fronteira em Mato Grosso, da Polícia Rodoviária Federal, das Polícias Civil e Militar de MT, e das Polícias Militar de Mato Grosso do Sul e de São Paulo.

Cerca de dois mil litros de óleo diesel vazaram do gerador de um hipermercado da rede Carrefour e caíram em um canal que drena para o mar em Santos, no litoral de São Paulo. O produto chegou a atingir a praia, mas foi rapidamente contido por barreiras, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do município. O estabelecimento, localizado em um shopping do bairro Aparecida, foi autuado e intimado a executar a limpeza de toda a área atingida. O vazamento ocorreu a terça-feira (4).

Conforme a prefeitura, o óleo atingiu uma extensão de 300 metros do canal 6 e pode ter se infiltrado pela rede de drenagem do trecho. Uma pequena quantidade do combustível chegou ao mar. O incidente aconteceu de madrugada, mas só foi percebido pela manhã. Equipes das secretarias do Meio Ambiente e Serviços Públicos de Santos, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram mobilizadas para conter o poluente.

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Conforme a chefe do Ibama em Santos, Ana Angélica Alabarce, a rápida mobilização evitou um dano ambiental maior. "De imediato, foram instaladas mantas e barreiras absorventes, fechada a comporta que liga o canal e o mar, e feita a vistoria. Não há problema nesse momento, pois toda as medidas de segurança foram tomadas", disse. A empresa será autuada nas esferas municipal e federal, após avaliação da extensão dos danos pelo Ibama e prefeitura. O hipermercado terá de apresentar um plano de ação e de prevenção de novos acidentes.

Conforme a prefeitura, o vazamento foi causado pelo desgaste em uma das mangueiras do gerador usado no estabelecimento. O óleo vazou do tanque de combustível que abastece o gerador. A equipe de manutenção do hipermercado só percebeu o problema horas depois. Nesta quarta-feira, 5, uma empresa contratada pelo grupo varejista fazia a retirada do óleo com um caminhão-vácuo. Não havia ainda previsão de encerramento do trabalho.

O grupo Carrefour informou em nota que o vazamento foi contido. "Sobre o vazamento de óleo diesel ocorrido nesta terça-feira, 4, em Santos, o Grupo Carrefour informa ter identificado um problema em uma mangueira do tanque de óleo que alimenta o gerador da sua unidade no Shopping Praiamar. Tal falha teria provocado o vazamento que atingiu o Canal 6. O vazamento já foi contido e a empresa trabalha junto às autoridades locais na remoção do combustível que se encontra no canal", diz a nota.

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