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O campeão olímpico Douglas Souza anunciou em suas redes sociais que acertou com um novo clube, mas não divulgou o nome. No fim de março, ele revelou ter enfrentado depressão e havia anunciado sua aposentadoria da seleção brasileira para cuidar da sua saúde mental, mas despistou sobre conversas com outras equipes.

"Quando eu rescindi com o clube na Itália, em dezembro, não era o plano voltar para o Brasil para jogar já essa temporada, era para jogar na próxima mesmo, porque eu precisava realmente cuidar de mim. Eu estou negociando com os clubes em São Paulo, pois minha preferência é jogar aqui, perto dos amigos e da minha família", disse ao Estadão, em março.

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Ele chegou a conversar com equipes de São Paulo, como Campinas, São José e Guarulhos. Em outra postagem no Twitter, na quarta-feira, ele sugere que voltará a atuar no vôlei brasileiro: "E vamos de Superliga".

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A temporada no Brasil foi encerrada no início do mês. No masculino, o Sada Cruzeiro superou o Minas no terceiro e último jogo da final em uma partida emocionante e conquistou a Superliga masculina pela sétima vez. Já no feminino, o Minas levou a melhor: bateu o Praia Clube e conquistou o tricampeonato nacional.

Douglas Souza se tornou um sucesso após sua participação na Olimpíada de Tóquio, no ano passado, apesar de a seleção brasileira ter ficado fora do pódio pela primeira vez desde 2004, ao perder a disputa do terceiro lugar para a rival Argentina. Em pouco tempo, virou um queridinho das redes sociais e passou a ganhar milhões de seguidores (hoje tem 2,5 milhões no Instagram).

Ele também conta com um canal de games no YouTube e assinou contrato com a Globo neste ano para participar do quadro "Dança dos Famosos" do programa "Domingão com Huck". Em dezembro, ele deixou o Tonno Callipo Volley, da Itália, e foi acusado de abandonar o clube sem autorização ou justificativa.

A imagem do Cruzeiro resplandece. No terceiro e último jogo da final da Superliga masculina, o Sada Cruzeiro foi melhor nos momentos de definição de cada um dos sets e superou o Fiat/Gerdau Minas por 3 sets a 0, neste domingo em Uberlândia. Superior em todos os fundamentos, a equipe contou com uma grande partida dos ponteiros Rodriguinho e López para conquistar mais um título da competição nacional.

O Cruzeiro também conseguiu um feito inédito. Com a conquista da Superliga, a equipe ficou com o quinto título da temporada. Além do título nacional, o time foi campeão do Mundial, do Campeonato Mineiro, da Supercopa e do Sul-Americano.

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Após muito equilíbrio, emoção e viradas nos dois primeiros encontros da final, o Cruzeiro entrou melhor em quadra neste terceiro jogo e impôs seu domínio ao time do Minas. O Cruzeiro volta a conquistar o título após a temporada 2017/2018 e aumenta o jejum do rival no torneio.

O JOGO

Com o ginásio em Uberlândia completamente lotado, o Cruzeiro começou melhor. Com mais volume de jogo, a equipe celeste não teve dificuldade para abrir 6 a 2 em um bloqueio de López em Vissotto. Na sequência, mantendo um bom aproveitamento em todos os fundamentos do jogo, o Cruzeiro colocou a diferença em 12 a 5.

Após este momento de superioridade do adversário, o Minas chegou para o jogo. Apostando na utilização do elenco, a equipe foi cortando a diferença e deixou a desvantagem em 17 a 13. Apesar deste bom momento da equipe de Belo Horizonte, o Cruzeiro retomou a sua virada de bola e fechou em 25 a 20.

Na segunda parcial, o duelo voltou a ter equilíbrio. Com o Minas mais consistente na virada de bola, os dois times passaram a trocar bolas nos ataques. Desta forma, nenhum dos dois lados conseguiu abrir mais de dois pontos de vantagem em momento algum e o jogo parou com o Minas em vantagem, com 15 a 14.

Na reta final, o Cruzeiro cresceu. Aproveitando de alguns erros do time adversário, a equipe celeste abriu 22 a 20 em um bloqueio de Rodriguinho em Honorato e o duelo parou. No momento de definição do set, o Minas melhorou, fez o limite de 25 pontos ser ultrapassado e passou a liderar o marcador. Sem deixar o adversário fechar a parcial, o Cruzeiro voltou a liderar e a troca de pontos se manteve.

Depois de 51 minutos de parcial, Rodriguinho definiu. Com o líbero Lukinha defendendo um ataque de Leandro Vissotto, o ponteiro teve o contra-ataque, fechou em incríveis 36 a 34 e o Cruzeiro abriu 2 sets a 0.

Depois de vencer a parcial interminável, o Cruzeiro começou com tudo e abriu 4 a 1 no placar. Empurrado pela torcida presente no ginásio, a equipe celeste seguiu dominando o set. Aproveitando todos os erros do Minas, a diferença subiu para 11 a 5 e o pedido de tempo foi feito. No retorno para a quadra, a diferença seguiu grande e o foi questão de tempo para que o Cruzeiro confirmasse a vitória por 25 a 20 no set, fizesse 3 a 0 na partida e fosse campeão mais uma vez.

Pela primeira vez na história das Superligas masculina e feminina de vôlei, os dois títulos da temporada serão disputados, simultaneamente, por equipes mineiras. Nesta sexta-feira (22), às 21h (horário de Brasília), Dentil Praia Clube e Minas Tênis Clube fazem o primeiro jogo da final das mulheres no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O Minas também marca presença na decisão dos homens, contra o Sada Cruzeiro, que começa neste sábado (23), às 21h30, no ginásio Divino Braga, em Betim (MG).

As finais serão disputadas em melhor de três jogos. Quem vencer dois, leva a taça. A segunda partida da decisão feminina está marcada para sexta-feira (29), às 21h. Se necessário, o terceiro duelo será na terça-feira da outra semana (3), às 21h30. Todos os confrontos serão em Brasília. Entre os homens, o segundo encontro entre Minas e Cruzeiro será no domingo que vem (1) e o terceiro, se preciso, será sete dias depois, ambos às 10h, em locais a serem definidos.

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É apenas a quarta vez na história que as duas finais serão disputadas por clubes de um mesmo estado. Nas ocasiões anteriores (a última em 1997), as decisões reuniram times paulistas.

A final 100% mineira não é novidade no feminino, já que Minas (que, entre as mulheres, atua como Itambé Minas) e Praia chegam à decisão pela terceira vez consecutiva (as minastenistas levaram a melhor nas edições anteriores: 2019 e 2021). Apesar disso, o time de Uberlândia (MG) domina o confronto na temporada, conquistando os títulos dos Campeonatos Mineiro e Sul-Americano e da Supercopa em cima das rivais, e vencendo os dois jogos da primeira fase da Superliga, ambos no tie-break (quinto set).

O duelo opõe as equipes de melhor campanha na competição. Em busca do segundo título da Superliga (o primeiro foi em 2018), o Praia somou 58 pontos na primeira fase, três a mais que o Minas, que pode chegar à quinta taça nacional, igualando-se ao Osasco como o segundo maior campeão (o Rio de Janeiro, que atualmente joga como Sesc-RJ Flamengo), lidera a estatística, com 12 conquistas.

No mata-mata, a equipe do Triângulo Mineiro superou o Pinheiros nas quartas de final com duas vitórias, ambas por três sets a zero, mas sofreu para eliminar o Flamengo, perdendo a partida de ida da semifinal por três a zero e buscando a virada nos dois jogos seguintes. Já as minastenistas liquidaram os confrontos contra Fluminense (quartas) e Sesi Bauru (semifinal) de forma invicta, triunfando nos dois primeiros duelos.

“Esse ano fizemos final de todas as competições que participamos. Apesar de não termos conquistado um título, foi importante estar no topo. A rivalidade entre o Minas e o Praia já tem alguns anos. É muito legal a história que estamos construindo. Temos feito as finais dos últimos campeonatos e isso é muito bacana. Vai ser um jogo muito difícil. Os dois times chegam para a decisão em um bom momento depois de disputarem semifinais duras”, destacou a central Carol Gattaz, capitã do time minastenista, ao site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

As finais da Superliga marcarão a despedida das quadras de Walewska. A central de 42 anos, campeã olímpica nos Jogos de Pequim (China), em 2008, é a capitã do Praia e quer encerrar a carreira com o terceiro título dela na competição. Além de liderar o time de Uberlândia na conquista de 2018, ela também venceu a edição de 2000, pelo Rexona, quando a equipe tinha sede em Curitiba.

“Tenho vivido um turbilhão de emoções, revivendo toda a minha história e focada para que, na Superliga, ela termine com a conquista de mais um título. Tenho consciência de que me dediquei todos os dias e de que tudo valeu a pena. Fui abençoada por ter conhecido pessoas que ficarão guardadas para sempre no meu coração”, disse Walewska, também ao site da CBV.

No masculino, a final mineira é inédita, apesar de o confronto reunir os dois maiores campeões do vôlei nacional entre os homens. O Minas, que não levanta a taça desde 2007, busca o décimo título brasileiro, sendo o quinto na Superliga, iniciada em 1994. O Cruzeiro, com seis troféus, ganhou pela última vez em 2018, quando emplacou uma sequência de cinco conquistas seguidas.

É a primeira vez, também, que a decisão masculina reúne clubes de um mesmo estado que não seja São Paulo. Em nove ocasiões, a final dos homens foi 100% paulista, sendo a última delas em 2019, quando o EMS Taubaté Funvic (que atualmente está em Natal) levou a melhor sobre o Sesi São Paulo.

Assim como no feminino, a decisão masculina envolve os dois clubes que mais pontuaram na fase inicial da competição. O Minas (que joga como Fiat Gerdau Minas entre os homens) fez 61 pontos, contra 59 do Cruzeiro. No mata-mata, ambos precisaram apenas dos dois primeiros duelos dos confrontos para se classificarem à final. Os minastenistas passaram por Funvic Natal e Guarulhos, enquanto os cruzeirenses despacharam Farma Conde São José e Sesi São Paulo.

Eliminado nas quartas de final da edição passada, o Sada Cruzeiro se reformulou para recuperar o posto de melhor time do país. Técnico celeste por 12 temporadas, o argentino Marcelo Mendez deu lugar ao recém-aposentado Filipe Ferraz. Dirigida pelo ex-ponteiro, a Raposa conquistou os títulos do Mineiro (em cima do Minas) e da Supercopa, além do tetracampeonato mundial. O Minas, por sua vez, voltou a levantar um troféu em fevereiro, após um hiato de 15 anos, ao vencer a Copa Brasil, em Blumenau (SC). Os minastenistas são os atuais vice-campeões nacionais, superados pelo Taubaté na final de 2021.

O jogador de vôlei Douglas Souza utilizou suas redes sociais na madrugada desta sexta-feira para anunciar a aposentadoria da seleção brasileira. Em um vídeo feito em casa, o atleta explicou que a decisão partiu da necessidade de cuidar de sua saúde mental e ficar mais próximo da família e amigos. "Cheguei a ter de tratar de uma depressão. Ninguém sabia disso até agora", revelou o jogador, uma dos destaques do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado.

Cotado para integrar o primeiro elenco do quadro Dança dos Famosos sob o comando do apresentador Luciano Huck, Souza pontuou que estava há dez anos na equipe principal - contando com a época como atleta de base em 2011. "Para mim, sempre foi uma honra, um prestígio, um orgulho muito grande estar na seleção. Eu sentia que precisava quebrar barreiras e consegui fazer isso muito bem", agradeceu.

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"Só que chegou um ponto, em 2016, em que minha mente e meu corpo começaram a dar alguns sinais de que precisava dar uma diminuída no ritmo. Para quem não sabe, quem vive a seleção, é seleção e clube. A gente não tem férias e é muito difícil a gente ter um tempo para nossa família, nossos amigos, que são coisas muito importantes para mim. Depois vi que foi piorando, até que cheguei a tratar uma depressão. Ninguém sabia disso até agora, quando estou falando com vocês", admitiu.

O atleta reforçou ainda a necessidade de cuidar da saúde mental, como fizeram Simone Biles e Naomi Osaka, atletas olímpicas da ginástica e do tênis. "É extremamente importante. Tem de tratar. E infelizmente estando na seleção era muito difícil ter esse tempo", ponderou.

Douglas contou ainda que a decisão foi tomada há mais de três anos, mas ressaltou que seguirá jogando por clubes paulistas. "Em 2018, bati o martelo com meu empresário. Falamos juntos que era ideal eu terminar o ciclo olímpico, ou seja, ia até Tóquio e depois disso ia me aposentar, porque precisava cuidar de mim. Pela minha saúde mental, decidi encerrar o meu ciclo na seleção no ano passado já para cuidar de mim, cuidar da minha saúde, ficar perto dos meus amigos, da família. Estou muito feliz com essa decisão, e vou seguir jogando no clube. Estamos negociando com os clubes de São Paulo".

Na oportunidade, o jogador desmentiu rumores de que estaria tendo dificuldades para fechar contrato com equipes locais. "Eu optei por jogar em São Paulo mesmo sabendo que os clubes de São Paulo não tinham tanto investimento, não têm tanto dinheiro para oferecer", indicou. "Estou muito feliz com a decisão, pois terei tempo de trabalhar com os meus projetos. Estou me tratando. Super bem".

Sucesso nas redes sociais após participação na Olimpíada de Tóquio - quando a seleção brasileira perder a disputa do bronze para a Argentina e ficou fora do pódio -, Douglas acumula somente no Instagram mais de 2,6 milhões de seguidores. Além disso, tem um canal de jogos ativos no YouTube. No Twitter, local em que é seguido por 251,8 mil perfis, o atleta compartilhou que assinou contrato com a Globo - reforçando os rumores da participação no quadro de dança do Domingão com Huck.

O técnico Bernardinho encerrou nesta terça-feira uma breve passagem pelo comando da seleção francesa de vôlei. O treinador brasileiro comandava o time europeu desde agosto do ano passado, mas alegou problemas pessoais para retornar ao Brasil. Ele pretende ficar mais perto da família.

"É uma das decisões mais difíceis e dolorosas de toda a minha carreira. Estou muito triste porque amo este time francês, o grupo, os jogadores, a equipe que construímos. Sou muito grato pela confiança que a federação depositou em mim ao longo do ano", disse Bernardinho, antes de agradecer o apoio da Federação Francesa de Vôlei.

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O brasileiro de 62 anos assumiu o comando da seleção no ano passado com o objetivo de buscar o bicampeonato olímpico nos Jogos de Paris-2024, na casa dos seus comandados.

"Tive uma recepção incrível de todo o vôlei francês e tenho muita dor e frustração por não chegar ao fim do projeto que começamos a colocar em prática. Mas eu tenho que fazer essa escolha, não há outras escolhas possíveis para minha família, que continua sendo uma prioridade."

O presidente da federação francesa, Eric Tanguy, lamentou a decisão. "Tivemos o melhor treinador para cumprir nossos objetivos até os Jogos de Paris-2024 e só posso lamentar essa situação. Mas obviamente compreendo as razões que levaram o Bernardinho a tomar esta difícil decisão e agradeço-lhe por se ter mantido disponível para preparar sua substituição."

Bernardinho foi contratado oficialmente em abril do ano passado, mas só assumiu a equipe depois da Olimpíada de Tóquio, na qual o time francês foi comandado por Laurent Tillie. Sua primeira missão no comando da equipe foi a disputa do Campeonato Europeu, em setembro. Mas o treinador não teve sucesso. Os franceses foram eliminados nas oitavas de final.

Fora da seleção francesa, o bicampeão olímpico e tricampeão mundial pelo Brasil vai seguir no comando do Sesc-Flamengo, que disputa os playoffs da Superliga Feminina de vôlei. O treinador também manterá seus projetos pessoais, como as palestras que costuma fazer pelo País.

A decisão da Rússia em invadir a Ucrânia vem refletindo diretamente nas competições esportivas. Nesta terça-feira, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou que a Rússia não sediará mais o Campeonato Mundial masculino de Vôlei, que acontecerá entre os meses de agosto e setembro. O local, agora, está indefinido.

"Depois da invasão militar da Rússia à Ucrânia, a FIVB permanece seriamente preocupada com a situação e com o povo ucraniano. O Conselho de Administração concluiu que seria impossível se preparar e organizar o Campeonato Mundial masculino na Rússia por conta da guerra. Assim decidiu retirar da Rússia a organização da competição marcada para acontecer em agosto e setembro de 2022. A Federação de Vôlei Russa e o Comitê Organizador foram informados. A FIVB vai procurar uma alternativa para receber a competição para que times, atletas, árbitros e fãs tenham segurança e orgulho de participar em paz deste festival esportivo", disse a FIVB em comunicado.

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A Federação já havia informado anteriormente que a Liga das Nações não seria disputada na Rússia, mas tinha deixado em aberto a possibilidade do país receber o Mundial. No entanto, a entidade considerou os últimos ataques para decretar sanções mais duras.

As sanções à Rússia não param por aí. A FIVB ainda excluiu seleções, árbitros, times, tudo que tenha relação com Rússia e Belarus, das competições internacionais e continentais. As modalidades de areia e de neve também foram afetadas.

Os jogadores também foram afetados mesmo que joguem em outros países. Eles não poderão entrar em quadra por decisão da FIVB, que foi acompanhada pela Confederação Europeia de Vôlei. Ou seja, não haverá atletas russos em qualquer equipe da Europa.

Outras modalidades olímpicas já haviam tomado tais decisões. A Rússia, inclusive, foi excluída das Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo de futebol masculino. Judô, taekwondo, esgrima e ginástica artística também foram afetados.

O presidente da Federação Francesa de Vôlei, Eric Tanguy, afirmou que o país não vai jogar o Campeonato Mundial se a competição for mantida na Rússia. A troca do país-sede ainda não foi confirmada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

O Campeonato Mundial de Vôlei está previsto para o dia 26 de agosto. A França é a atual campeã olímpica e hoje é dirigida pelo treinador brasileiro Bernardinho.

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Em nota, Tanguy disse que o conflito armado impede que a seleção participe do evento.

"A segurança de nossos caros cidadãos é nossa prioridade e faremos tudo ao nosso alcance para garanti-la durante as competições nacionais ou internacionais. No contexto e na situação atual, a França não participará do Campeonato Mundial, caso sua organização se mantenha na Rússia", apontou em nota. 

No sábado (26), a FIVB suspendeu duas rodadas da Liga das Nações na Rússia, esperadas para junho e julho. 

Outras sanções no Esporte

A invasão ao território ucraniano imposta por Vladimir Putin, também fez o país perder a etapa da Fórmula 1 em Sochi, marcada para setembro. 

A FIFA também foi retirou a Rússia da Copa do Mundo deste ano, e dificilmente, vai manter as partidas da repescagem europeia em seu território. Polônia, Suécia e República Checa se recusam a jogar no país.

Nas quartas de final do torneio de vôlei nos Jogos de Tóquio, o Brasil tinha perdido o primeiro set para o Comitê Olímpico Russo e estava atrás no placar na parcial seguinte. Foi então que o técnico José Roberto Guimarães colocou a ponteira/oposta Rosamaria Montibeller na quadra. A jogadora incendiou o jogo e liderou o time na virada espetacular sobre as eternas rivais. "Até hoje me marcam nas redes sociais quando falam desse jogo", revela a atleta ao Estadão.

Aos 27 anos, ele está atuando pelo Igor Volley Novara, da Itália, e vive uma fase distinta da que teve anos atrás, quando sofreu com depressão e pensou em largar tudo. Vice-campeã olímpica, ela é uma das "veteranas" da seleção feminina para os Jogos de Paris-2024, na França, e ajudará o treinador no processo de renovação da equipe para brigar mais uma vez pelo pódio.

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Como tem sido sua vida na Itália?

Tirando a questão da pandemia, profissionalmente estou muito feliz de estar aqui no Novara, um clube que tem grandes objetivos, embora esteja jogando menos do que gostaria. Tenho aproveitado as oportunidades e tenho crescido nos treinamentos. Gosto da estrutura do clube e a gente tem feito um bom campeonato. Sofremos com casos de covid no grupo, mas estamos indo bem.

Você tem relação próxima com a cultura italiana, por causa de Nova Trento, sua cidade no Brasil. As coisas são parecidas com o que você lembra de sua infância e de seus avós?

Eu cresci numa cultura italiana, mas é a quinta geração já misturada com brasileiros. É muito similar o jeito de as pessoas falarem, a alimentação também. Nunca me senti estrangeira de verdade, também por conseguir falar a língua. Parece que mudei de uma cidade para outra, não de país. Inclusive são as mesmas cores da minha cidade, então foi tudo fácil.

Como está sendo a adaptação ao time, ainda mais tendo um técnico que te treinou no Brasil como o Stefano Lavarini?

Isso ajuda bastante. Estamos falando de escolas de voleibol, e como o Stefano passou pelo Brasil, ele entende a minha visão de jogo e a gente consegue se comunicar bem.

Você já colocou em xeque a sua capacidade. Quando foi que isso mudou?

Todos os atletas passam por momentos difíceis, então precisa ser forte e entender que é uma fase apenas. Consegui passar quando entendi que estava fazendo o melhor com aquilo que eu tinha e se não estava vindo (resultado) era por um motivo maior. As coisas iriam acontecer porque estava traçando meu destino, me esforçando. Sempre dei 100%, mas fui tentando entender porque as coisas não aconteciam comigo. Fiz mudanças na minha vida e carreira. Comecei a acreditar mais no meu potencial quando entendi onde era o meu lugar, onde eu me sentia feliz e me encaixava.

Você teve depressão em 2017 e ficou dois anos tentando sair disso. Como foi esse processo?

Começou no fim de 2017 e passei o ano de 2018, quase inteiro, tratando e lutando contra a doença. É difícil explicar de onde vem, como vem... O ano de 2017 tinha sido maravilhoso. Mas aí o Stefano, no Minas, percebeu que algo estava errado e sentou comigo para conversar. Ele falou que poderia me ajudar. Isso tirou um peso das minhas costas. Eu também não sabia o que estava acontecendo. Fui procurar ajuda, sabia que aquele comportamento não era meu. Fui atrás e tive ajuda profissional. Foram meses de luta e graças a Deus deu tudo certo. A terapia é muito importante. Foi nesse momento que decidi fazer mudanças na minha vida.

Você sempre foi considerada uma jogadora bonita e muitas vezes seu talento ficava em segundo plano. Como você lidava com isso?

Isso nunca influenciou no meu trabalho. É engraçado isso porque muitas vezes veem isso como um problema. Nunca achei justo que as pessoas medissem meu trabalho pela beleza e não pelo que eu fazia dentro de quadra. Mas me acharem bonita, me seguirem, isso nunca incomodou. As pessoas limitam muito. Não sou só jogadora de vôlei, sou uma pessoa também. E vejo como um elogio que muita gente me ache assim.

Aí na Itália também existe isso de ficar falando da beleza das jogadoras?

São culturas diferentes. Falam sobre isso também aqui, mas acho que as pessoas confundem um pouco menos as coisas. No Brasil as pessoas ligam muito mais para o que faz fora de quadra do que aqui na Itália.

Você sempre manifestou interesse em pintura e artesanato. Você consegue ter esse hobby aí na Europa?

Tem até um quadro ali que estou fazendo, daquele cheio de números, que faço para relaxar minha cabeça. Mas tenho zero talento artístico. Na minha família, muitas tias são artistas e pintoras, então cresci nesse meio. Quando morei em Belo Horizonte, tive uma professora particular, fiz cursos, mas atualmente faço para relaxar minha cabeça no tempo livre, é muito bom.

Como é sua vida aí na Itália?

Tenho muitos amigos, é uma rede de apoio muito bacana, e sempre consigo aproveitar os momentos livres para fazer algo. Saio para jantar, encontro as pessoas para escutar música brasileira, mas ainda tem restrições na cidade por causa da covid-19. Aqui é muito simples ir de um lugar para outro e tem sido bom poder enriquecer culturalmente.

Você tem falado que 2021 foi um divisor de águas na sua carreira. Qual foi a importância da Olimpíada?

Toda atleta profissional sabe que a vida é organizada para esses ciclos, é um momento muito importante, e todo mundo quer estar na Olimpíada, pois lá estão as melhores do mundo. Eu vislumbrei isso desde o início da carreira, e quando foi chegando perto, só fui entender o que significava quando pisei na Vila Olímpica. Assim como admirava muitas atletas que estavam ali passando, eu também era admirada. Com certeza foi um divisor de águas, momento importante na carreira do atleta. Fiquei feliz com o que criamos para a medalha de prata. Me arrepio até hoje com isso.

Aquela sua atuação contra a Rússia foi emblemática, pois você entrou e mudou o jogo, ajudando o Brasil a vencer e a se classificar.

As pessoas ficam me marcando em vídeo nas redes sociais nesse jogo. Estar ali já significava muito, pois veio na minha cabeça os momentos que duvidei que poderia estar ali. A Olimpíada me fez lembrar de todos os sacrifícios.

Agora você é um dos pilares na renovação da seleção feminina para os Jogos de Paris. Quais são suas expectativas?

Não existe cadeira cativa, ninguém está garantida lá dentro, pois seleção é momento. Espero ter oportunidade de estar lá e brigar por uma vaga. Esse ano vai ser de renovação, é algo natural, então espero poder passar a experiência que tive com as grandes atletas. Sei que tenho de ralar muito para estar no meio das novinhas, pois tem uma geração forte aparecendo.

Pensa em voltar para o voleibol brasileiro?

No meu projeto não voltaria para o Brasil agora, mas depende do mercado e não sei o que vou fazer na próxima temporada. Gostaria de continuar na Europa.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confirmou na tarde desta terça-feira (4) o adiamento de mais duas partidas previstas para sexta-feira (7) pela rodada inaugural do returno da Superliga Feminina: Sesc RJ Flamengo contra Sesi Bauru, e o compromisso do Valinhos, que receberia o Minas.

As mudanças ocorrem após o registro de casos do novo coronavírus (Covid-19). Através de nota oficial, o Sesc RJ Flamengo confirmou que seis atletas (Monique, Gabiru, Milena, Milka, Valquíria e Yonkaira Peña) e quatro integrantes da comissão técnica testaram positivo para Covid-19.

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Também através de comunicado o Country Club Valinhos informou que atletas do elenco profissional também foram infectadas. O clube, porém, não revelou os nomes e a quantidade das pessoas que estão com o vírus. A CBV ainda não definiu as novas datas para a realização das partidas.

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Na última segunda-feira (3) a CBV já havia adiado o jogo entre Fluminense e Osasco.

O voleibol russo acordou de luto no primeiro dia de 2022, chorando a perda de um de seus grandes nomes da história. Lenda do país europeu e dono de três medalhas olímpicas, o levantador Vadim Khamuttskikh morreu aos 52 anos, vítima de uma parada cardíaca.

"Vadim teve uma parada cardíaca justo antes da chegada do Ano Novo. Já não está entre nós. Era uma pessoa extraordinária, de quem todos gostavam", informou Ria Nóvoski, ex-treinador do Belogorie Guennnadi Shipulin, clube no qual Vadim fez história como jogador e foi o técnico nos últimos seis anos.

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Jogador de uma grande geração russa, ao lado de Dineykin, Tetiukin, Iakovlev, Kazarov, Poltavski e Kuleshov, Vadim disputou quatro edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, entre os anos de 1996 e 2008. Em três delas subiu ao pódio, conquistando uma medalha de prata em Sydney 2000 e duas de bronze em Atenas 2004 e Pequim 2008.

Nas últimas seis temporadas,o habilidoso levantador foi o treinador do Belogorie. O velório do jogador vai durar os próximos quatro dias na Rússia, na cidade de Belgorod, que fica 700 quilômetros ao sul de Moscou.

O levantador defendeu as cores da Rússia em 237 oportunidades, conquistando a Copa do Mundo de 1999. Ele foi sete vezes campeão na Rússia e o primeiro jogador a atuar com o apelido nas costas. Atuava com "Barba" na camisa. Já com a seleção, estampava Vadim.

A vitória sobre a dupla Carol Horta/Ana Patrícia por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/15) garantiu o terceiro lugar do troféu realizado em Cuiabá e rendeu e também o título do Circuito Brasileiro de vôlei de praia para Bárbara Seixas/Carol Solberg na temporada.

A conquista aconteceu neste sábado. Bárbara Seixas, vice-campeã olímpica no Jogos do Rio-2016, venceu o torneio pela quarta vez enquanto a sua parceira levou o seu segundo Brasileiro.

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A dupla campeã chegou às quatro finais das quatro primeiras etapas, sendo que acumulou três vices. Em Cuiabá, mesmo sem chegar à decisão, a pontuação do bronze permitiu a conquista do título do Circuito.

Desabafo

Nas redes sociais, Carol Solberg desabafou sobre as críticas que recebeu por posicionamentos políticos e falou que as manifestações dos atletas foram censuradas, já que não houveram entrevistas no torneio.

“Muito obrigada a todo mundo que torceu, vibrou e sofreu junto com a gente ao longo dessa temporada! Obrigada a toda nossa equipe e patrocinadores. Hoje não teve entrevista. Tiraram isso da gente para evitar manifestações. Mas aqui meu microfone tá aberto. FORA BOLSONARO! O Brasil é nosso! E isso vai passar”, postou a jogadora.

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Campeões da etapa

Na final de Cuiabá, Rebecca/Talita derrotou Thamela/Elize por 2 sets a 1 (15/21, 21/11 e 15/13) e levou o segundo título das cinco etapas da competição.

Já no masculino, a dupla Evandro/Álvaro Filho conquistou o título do Circuito. A vitória de 2 sets a 0 (21/12 e 21/12) sobre Yuri/Yuri garantiu o lugar mais alto no pódio.

Da redação, com Agência Estado

A jogadora de vôlei Núbia Rebello, da equipe feminina de Cravinhos, morreu na madrugada do último domingo, em um acidente de carro quando o veículo que dirigia colidiu com um cavalo, na Rodovia Anhanguera, próximo ao Distrito Industrial de Cravinhos.

A atleta, que tinha 23 anos, chegou a ser socorrida no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu aos ferimentos.

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O Cravinhos publicou em sua conta no Instagram uma mensagem em luto pela morte de Núbia. "Você lutou tanto para entender o que vôlei representa, buscou entender todos os sentidos que o esporte representa, cada regra, cada objetivo, cada sorriso. Seu amor par anos fazer feliz será para sempre guardado em nosso coração", diz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes de Cravinhos lamentou a morte da jogadora. "Ficam aqui os nossos sentimentos a todos os familiares e amigos de Núbia, bem como a todas as atletas e Comissão Técnica que conviveram com ela por todos esses anos".

Uma outra pessoa estava no veículo e foi levada ao hospital, com ferimentos mais leves.

A última etapa da temporada do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, realizada em Itapema neste domingo, terminou cheio de representantes do Brasil no pódio. Na disputa feminina, Ágatha e Duda, líderes do ranking, jogaram juntas pela última vez e foram campeãs ao vencerem as compatriotas Taiana e Hege por 2 a 0. Já a final masculina foi encerrada com título de George e André, que fizeram 2 a 0 nos também brasileiros Vitor Felipe e Renato.

A medalha de Agatha e Duda encerrou uma parceria vitoriosa iniciada em 2017. O fim foi anunciado em outubro, quando Duda optou pela separação para iniciar uma nova equipe com Ana Patrícia, até então dupla de Rebecca. "Começamos com uma medalha de ouro e encerramos com uma medalha de ouro. O último torneio do nosso time. É um dia muito especial. Muito feliz", comentou Ágatha, lembrando a vitória em João Pessoa, pelo Circuito Brasileiro, no primeiro jogo que fizeram juntas, em 2017.

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Nonas colocadas da Olimpíada de Tóquio, encerrada sem medalhas para o vôlei de praia brasileiro, Ágatha e Duda somaram números expressivos. Apesar da frustração no Japão, foram campeãs do Circuito Brasileiro ainda nesta temporada, assim como do próprio Circuito Mundial, que já haviam vencido em 2018. Elas também têm duas pratas e dois ouros em edições do World Tour Finals.

Na final disputada neste domingo, a dupla usou a experiência para fechar o primeiro set com vitória por 25 a 23, após salvar um set point de Taiana e Hege. O segundo set foi menos disputado, tanto que Ágatha e Duda venceram com oito pontos de vantagem, por 21 a 13.

O pódio feminino poderia ter sido 100% brasileiro, uma vez que Tainá e Victoria, superadas por

Taiana e Hege nas semifinais, disputaram o bronze. No fim das contas, elas perderam por 2 sets a 1 para as norte-americanas Cannon e Hughes e ficaram sem a medalha.

A final masculina, que também envolveu duas duplas brasileiras, teve um primeiro set muito disputado, com vitória por 29 a 27 para André e George. No segundo, Felipe e Renato foram dominados e acabaram derrotados por 21 a 17. Essa foi a terceira vez que André conquistou um título jogando em Itapema. A medalha de bronze ficou com os austríacos Huber e Dressler.

 Na manhã deste sábado (30), um grupo de sócios do Minas Tênis Clube realizou um protesto contra a demissão do jogador Maurício Souza, demitido do time de vôlei da instituição após publicar posicionamentos homofóbicos em suas redes sociais. O ato ocorreu em frente à sede do Minas, localizada no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

Carregando uma faixa com os dizeres “não à ditadura ideológica”, participantes da manifestação acusaram o clube de adotar uma postura “ditatorial” ao desligar o atleta. Dentre outras publicações consideradas desrespeitosas pela comunidade LGBTQIA+, Maurício criticou a orientação sexual do novo Super-Homem.

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Diante da repercussão do caso, patrocinadores do clube como Fiat e Gerdau pediram a demissão do atleta. O técnico Renan Dal Zotto, da Seleção Brasileira, que Maurício também defendia, se posicionou sobre o caso, declarando que “não tem espaço para profissionais homofóbicos na Seleção".

Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, avisou que no momento não existe clima para ter na equipe o central Maurício Souza, dispensado do Minas Tênis Clube por causa de comentários homofóbicos em suas redes sociais. Os dois estiveram juntos representando o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio, neste ano.

"Eu tenho carinho muito grande pelo Maurício, pela convivência a gente acaba gostando da pessoa. Por isso estou triste e decepcionado. Não cabe uma convocação, não só dele como de qualquer outro profissional que tenha essa atitude. Não tem como incluir dentro de uma equipe que preza esse sentimento coletivo", disse.

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O treinador confessa que quase não acompanha as redes sociais e por causa da polêmica foi atrás do que aconteceu. E ele viu que envolvia também o atacante Douglas, que é homossexual. "Fiquei bastante triste, porque conheço bem os dois, tenho relação de cinco anos com eles de trabalho, então fiquei muito chateado com tudo isso", comentou.

Renan reforça que dentro da seleção nunca percebeu qualquer ato inconveniente por parte de jogadores ou membros da comissão técnica. "Não era nem para ser falado sobre isso. Quando falamos em sentimento de grupo e em seleção brasileira, precisamos pensar no todo e não cabe qualquer tipo de preconceito. Uma convocação de qualquer atleta com esse tipo de sentimento não vai ser saudável para toda a equipe", avisou.

Maurício Souza está com 33 anos e estava na seleção na campanha vitoriosa nos Jogos do Rio-2016, quando se sagrou campeão olímpico. Em Tóquio, perdeu a disputa de bronze e ficou na quarta posição. Renan não fecha totalmente as portas da seleção para o jogador, mas garante que para ter chance ele precisará mudar a postura.

"O Maurício sempre foi importante na seleção, tem uma história bonita, mas ele não pertence à seleção, assim como os outros. Eles são jogadores dos clubes e são convocados no momento de disputa da seleção. As portas não estão fechadas para ele, mas para atos como esse que teve. Hoje não teria como ser convocado, ele vai ter de olhar para dentro e repensar", explicou.

O técnico da seleção quer aproveitar a situação para fazer o jogador refletir sobre tudo que está acontecendo e prometeu ter uma conversa com o atleta nesta quinta-feira. "Eu recebi uma ligação dele, mas como estava no voo não consegui atender. E, quando conversarmos, vou orientá-lo. Longe de mim querer mudar as pessoas, mas talvez ele tenha de repensar o modo como se posiciona, pois não cabe mais esse tipo de postura."

Renan reforça que o atleta sempre teve conduta muito legal na seleção e quer tentar entender porque ele se excedeu. "Não quero entrar no mérito das convicções dele, que ele deixa claro. Mas ele não pode fazer mal a si próprio. Se eu tivesse de fazer uma convocação hoje, talvez ele não estivesse, pois seria uma pessoa dentro da equipe que teria dificuldade de relacionamento. Mas quem não erra? Ele precisa de uma conversa olho no olho", conclui.

Depois de toda repercussão negativa e de pressão por parte dos patrocinadores da equipe, o pedido de desculpas tímido feito pelo jogador Maurício Souza, que realizou comentários homofóbicos em uma postagem nas redes sociais, não surtiu efeito. O Minas Tênis Clube anunciou, nesta quarta-feira (27), que o contrato com ele foi rescindido.

Por meio do Twitter, o Minas, que já havia afastado o jogador provisoriamente, confirmou a demissão.

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Multado e obrigado a fazer um pedido de desculpas, Maurício usou uma rede social diferente da que fez a postagem polêmica e acabou pedindo desculpa na sua conta com poucos seguidores. A postagem homofóbica não foi apagada apesar do pedido de desculpas.

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Afastado do Minas Tênis Clube em razão da pressão de patrocinadores do time provocada por uma série de declarações homofóbicas em suas redes sociais, Maurício Souza usou o Instagram, onde fizera as postagens preconceituosas, para se desculpar nesta quarta-feira. Anteriormente, ele havia apenas feito uma retratação tímida no Twitter, plataforma que pouco utiliza e na qual tinha menos de 100 seguidores no momento da publicação. Foi pressionado e gravou um vídeo de pouco mais de 3 minutos para pedir perdão e dizer que respeita todos. No entanto, o atleta novamente lamentou por, na sua visão, não poder expressar o que acredita ser a sua opinião e não mostrou estar arrependido.

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"Eu vim aqui para pedir desculpas a todos que sentiram ofendidos com a minha opinião, por eu defender aquilo que eu acredito. Não foi minha intenção. Tenho direito a defender aquilo que acredito. Respeito todos, sempre respeitei. Joguei dentro de quadra com vários homossexuais", afirmou o central do time masculino de vôlei do Minas aos seus mais de 300 mil seguidores no Instagram.

Curiosamente, ele ganhou, até o momento, mais de 70 mil fãs na rede social desde que foi confirmado o seu afastamento por tempo indeterminado do clube mineiro. A publicação de cunho homofóbico sobre o Superman bissexual que resultou em discussão com Douglas, de quem é companheiro na seleção brasileira, e provocou o afastamento do central, não foi deletada da sua conta no Instagram.

O central reclamou que "não pode mais dar a opinião" e "colocar os valores de família acima de tudo". "Senão a gente é taxado de homofóbico, preconceituoso. Eu não concordo com isso", contestou. "Estou passando por dificuldades no time, talvez eu venha a sair por conta de uma opinião", prosseguiu. No vídeo, ele não mostra estar arrependido de sua fala.

"Infelizmente chegamos a esse ponto. Os patrocinadores repudiaram. Não sei o que fiz, se foi algum crime. Se fosse algum crime a polícia já teria vindo aqui em casa me prender. Apenas defendi o que acredito e coloquei a minha opinião", ressaltou o atleta.

Boa parte do elenco masculino do Minas, incluindo o capitão William e o líbero Maique, que é gay, reprovaram a atitude de Maurício. Sheilla, Thaisa e Carol Gattaz, principais nomes do time feminino, além da ex-líbero Fabi, também foram às redes sociais para repudiar as declarações homofóbicas do jogador de 33 anos que é alinhado às ideias do presidente Jair Bolsonaro.

Mauricio Souza foi afastado temporariamente na terça pelo Minas Tênis Clube após pressão de patrocinadores por causa de comentários homofóbicos feitos em suas redes sociais. A Fiat e Gerdau divulgaram notas oficiais deixando claro que não compactuam com qualquer tipo de preconceito. O jogador também recebeu uma multa.

A equipe também disse que "não aceita e não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma" e prometeu intensificar "campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais".

ENTENDA O CASO - Recentemente, Maurício Souza usou de suas redes sociais para criticar uma nova versão de quadrinhos do Super-Homem, na qual o herói é bissexual. Nas redes sociais, o jogador ironizou a escolha da empresa que desenha o personagem, a DC Comics.

"Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias. 'Ah, é só um desenho, não é nada demais'. Vai nessa que vai ver onde vamos parar", escreveu.

Colega de Mauricio na seleção brasileira - incluindo a disputa nos Jogos de Tóquio -, Douglas Santos, que é homossexual, rebateu a declaração apoiando a decisão da editora e alfinetando o atleta.

"Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade para sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim", escreveu. "Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte."

Nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro demonstrou apoio a Mauricio através de seu perfil no Telegram e defendeu o direito à liberdade de expressão. "A opinião em questão do jogador é em defesa da família e para proteção das nossas crianças, nada tem a ver com homofobia", diz a mensagem.

Não foi a primeira vez que Mauricio se manifestou dessa maneira. Recentemente, ele gravou um vídeo explicando que é conservador, de direita e que preza a família, explicando sua visão de mundo. "Lutar pelo que se acredita é para poucos! Pelos meus valores, crenças e propósitos eu irei até o fim! Custe o que custar", disse, citando valores da Bíblia.

As declarações homofóbicas do jogador Maurício Souza seguem reverberando no mundo do vôlei. Nesta quarta-feira, o atleta americano TJ DeFalco, que representou a seleção dos Estados Unidos na Olimpíada de Tóquio-2020, se manifestou sobre o caso nas redes sociais, afirmando que as falas do central brasileiro são uma "vergonha".

"Eu pensei que nós estávamos acima disso, mas eu acho que não... que vergonha", escreveu DeFalco nos stories de sua conta no Instagram.

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Mauricio Souza foi afastado temporariamente nesta terça-feira pelo Minas Tênis Clube após pressão de patrocinadores por causa de comentários homofóbicos feitos em suas redes sociais. A Fiat e Gerdau divulgaram notas oficiais deixando claro que não compactuam com qualquer tipo de preconceito. O jogador receberá uma multa e foi obrigado a se retratar. O pedido de desculpas veio de forma acanhada, no perfil oficial do atleta no Twitter, que tem pouco mais de 500 seguidores, ao contrário do seu Instagram que tem mais de 275 mil.

"Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do Clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem desrespeitei ou ofendi, esta não foi minha intenção", disse.

De acordo com o Minas Tênis Clube, nenhum atleta se pronunciou sobre a punição ao jogador. A equipe também disse que "não aceita e não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma" e prometeu intensificar "campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais".

ENTENDA O CASO - Recentemente, Maurício Souza usou de suas redes sociais para criticar uma nova versão de quadrinhos do Super-Homem, na qual o herói é bissexual. Nas redes sociais, o jogador ironizou a escolha da empresa que desenha o personagem, a DC Comics.

"Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias. 'Ah, é só um desenho, não é nada demais'. Vai nessa que vai ver onde vamos parar", escreveu.

Colega de Mauricio Souza na seleção brasileira - incluindo a disputa nos Jogos de Tóquio-2020 -, Douglas Santos, que é homossexual, rebateu a declaração apoiando a decisão da editora e alfinetando o atleta. "Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade para sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim", escreveu. "Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte".

Não foi a primeira vez que Mauricio Souza se manifestou dessa maneira. Recentemente, ele gravou um vídeo explicando que é conservador, de direita e que preza a família, explicando sua visão de mundo. "Lutar pelo que se acredita é para poucos! Pelos meus valores, crenças e propósitos eu irei até o fim! Custe o que custar", disse, citando valores da Bíblia.

Um dos principais jogadores da seleção brasileira de vôlei e homossexual assumido, o ponteiro Douglas Souza foi ao twitter para comentar a “punição” dada ao jogador Maurício de Souza, após este fazer comentários homofóbicos nas redes sociais. Para Douglas, a “retratação” do colega de profissão não é suficiente e “não vai dar em nada”.

Após viralizar os posts homofóbicos de Maurício em suas redes, a direção do Minas Tenis Clubes, pressionada pelos patrocinadores, decidiu afastar o jogador do time e exigir uma retratação.

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“O famoso não vai dar em nada né. Toda vez a mesma coisa, cansado disso de sempre ter falas criminosas e no máximo que rola é uma 'multa' e uma retratação nas redes sociais. Até quando? Feliz pelas empresas se juntando contra e triste por atletas tentar (sic) passar o pano nisso. Vergonhoso”, disparou Douglas.

Vale ressaltar que o pedido de desculpas de Maurício de Souza veio através de uma postagem no Twitter, onde ele acumula pouco mais de 500 seguidores. No Instagram, onde o jogador tem mais de 275 mil fãs, não há nada que faça referência a um possível arrependimento. Pelo contrário, as postagens de cunho homofóbico seguem por lá.

“Todos os dias, todas as horas, um dos nossos morrem. E o que temos? Uma retratação”, finalizou Douglas Souza.

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Com falas preconceituosas recentes, o central da equipe do Minas Tênis Clube e da seleção, Maurício de Souza, foi afastado do clube e precisou se retratar. O “sinto muito” veio nessa terça-feira (26), mas aparentemente não de forma sincera. A questão é que o atleta mesmo com um perfil no Instagram com cerca de 275 mil seguidores, fez sua retratação em uma conta no Twitter com pouco mais de 500 seguidores.

Assumidamente bolsonarista, Maurício nem se quer se deu ao trabalho de deletar a postagem estopim de todo alvoroço, em que reclama sobre um novo quadrinho da DC Comics, onde o filho do Superman, que está sucedendo seu pai, assume ser bissexual e beija um rapaz. “É só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, publicou ele, tanto no Insta como no Twitter.

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Em sua retratação aos pouco mais de 500 seguidores de sua conta no Twitter, Maurício afirma que refletiu muito e após conversa com familiares e amigos, decidiu pedir desculpas pela sua opinião.

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Mas, sem apagar as publicações em que emite sua “opinião”, não é difícil de encontrar comentários de pessoas que seguem ofendidas e sem perdoar o atleta.

“Você deveria se preocupar mais em acertar teus saques e o jogar o bom voleibol que sempre jogou, parando de se preocupar com a sexualidade alheia. Vá ser feliz, apaga isso”, escreveu uma internauta.

Quanto mais preconceito, mais seguidores

Maurício, que no início perdeu seguidores, vem aumentando seus números nas últimas horas, conquistando ao menos nas últimas 24 horas, 20 mil. No Twitter, com uma conta criada em 2013, mas pouco utilizada, há apenas 10 publicações e o número de seguidores não evoluiu.

Não foi a primeira vez que Maurício de Souza deixou claro seu posicionamento preconceituoso em suas redes sociais. Compartilhando notícia de que a Globo usaria pronomes neutros em sua novela das 19h, o central escreveu: “O céu é o limite se deixarmos. Está chegando a hora dos silenciosos gritarem”.

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