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No momento em que muitos jogadores do circuito profissional se dizem cansados de ficar em ambientes controlados nos torneios, as chamadas "bolhas" entre os hotéis e locais de competição, o britânico Andy Murray pede para que os colegas respeitem as exigências estabelecidas pelos eventos e por autoridades de saúde locais. O tenista de 33 anos e ex-número 1 do mundo entende que essa é a forma mais segura de manter o calendário durante a pandemia do novo coronavírus.

O britânico cita até mesmo o recente aumento no número de mortes pela doença no Brasil para justificar o pedido para que os demais jogadores entendam a gravidade do momento.

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"Sei que não é muito divertido ficar na bolha. Em Miami, por exemplo, você olhava pela janela e a cidade inteira estava completamente aberta, mas os jogadores estavam obviamente na bolha", disse Murray, em entrevista ao jornal escocês Herald Scotland. "Mas se não tivesse a bolha, ainda mais na época do 'Spring Break' (festa tradicional nos Estados Unidos), com toneladas de pessoas vindas de todo o país e festejando, um monte de jogadores começaria a dar positivo para a Covid-19 e isso também seria muito difícil para o torneio".

"Mas, ao mesmo tempo, eu vejo que 60 mil pessoas morreram no Brasil no mês passado por causa do coronavírus. Então, se é isso que temos que fazer para continuar fazendo nosso trabalho e dar aos torneios alguma segurança, que seja. É uma época muito incerta todo mundo. No momento, (a bolha) é a melhor maneira de manter os torneios seguros, além de proteger os jogadores e os membros das equipes", complementou o atual 121.º colocado do ranking da ATP.

Murray também cobra empenho dos jogadores em participar de campanhas de vacinação. O sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, já afirmou que não concorda com a obrigatoriedade de ser vacinado. "Se você não quer ficar em uma bolha por tanto tempo, você precisa apoiar a vacinação porque você não pode simplesmente dizer: 'Não, queremos apenas viver normalmente e não queremos ficar na bolha, mas nós também não queremos ser vacinados'. Isso, para mim, seria idiotice".

O vôlei brasileiro está de luto. Jean Luc Rosat, conhecido como Suíço, faleceu nesta sexta-feira (2), no Rio de Janeiro, vítima do novo coronavírus (covid-19). Nascido em Montevidéu (Uruguai), ele chegou ao Brasil aos 3 anos de idade. Suíço representou o país nas Olimpíadas de Montreal (Canadá) em 1976 e de Moscou (Rússia, antiga União Soviética) em 1980.

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Suíço iniciou a carreira na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e se destacou pelo Botafogo, onde foi campeão brasileiro em 1976 e sul-americano no ano seguinte. No Glorioso, atuou ao lado de nomes como Bebeto de Freitas e Bernardinho, com quem também jogou pela seleção nacional. Vestindo a camisa do Brasil, além das participações olímpicas, esteve nos Mundiais de 1974, no México, e de 1978, na Itália. Em 1975, foi medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México.

"O esporte brasileiro perde um grande atleta e cidadão. É um dia muito triste, muito triste mesmo. Um amigo de mais de 50 anos que partiu. Estamos sem rumo. Estudei com ele no [Colégio] Franco-Brasileiro. Ele sempre foi uma pessoa muito bacana, um gentleman. A gente tinha uma afinidade muito grande, a família toda", lamenta à Agência Brasil o ex-jogador Fernandão, medalhista de Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos) em 1984 e que defendeu o Brasil nos Jogos de 1976 ao lado de Suíço. "O Suíço dominava todos os fundamentos do voleibol, com muita categoria. Não tinha uma impulsão muito privilegiada, mas era extremamente técnico, de mão pesada. Foi um excelente jogador de vôlei e também ser humano. Um pai maravilhoso, amigo, fraterno, educado, boa família, bem sucedido", completa Fernandão.

Outro a se manifestar pelo falecimento de Suíço foi Bernardinho. No Instagram, pela ferramenta stories (postagem disponível por 24 horas), o atual treinador do Sesc-RJ/Flamengo se referiu ao ex-jogador como "mentor em muitos momentos da minha vida, meu sócio, parte da nossa família". Filho de Bernardinho e medalhista de ouro olímpico pela seleção masculina, o levantador Bruninho também demonstrou carinho ao se despedir do "padrinho".

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Pela mesma rede social, o ex-jogador Bernard Rajzman, companheiro de Suíço na seleção brasileira, recordou a participação de ambos na Olimpíada de Montreal (Canadá).

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Maior torneio de tênis da América Latina, o Rio Open não vai mais acontecer em 2021. Inicialmente marcada para o mês de fevereiro, a competição poderia ocorrer em julho, mas as incertezas sobre a pandemia de Covid-19 fizeram os organizadores cancelarem a competição, que volta ao circuito em 2022.

Luiz Procópio Carvalho, diretor da competição, buscava encaixar o Rio Open na semana seguinte a Wimbledon, que termina no dia 11 de julho. Falava até em presença de torcedores nas arquibancadas. Porém, por causa do cenário nada animador de coronavírus no País, acabou sendo inevitável o cancelamento do torneio, já previamente marcado para o Jockey Club para fevereiro de 2022.

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Desde o começo da pandemia, a IMM, organizadora do Rio Open, tomou a decisão de suspender a realização de todos os seus eventos com presença de público, como foi o caso da edição presencial da São Paulo Fashion Week e do festival gastronômico Taste. A determinação foi a de que só voltariam a realizar eventos quando fosse possível estabelecer protocolos que assegurassem a segurança de todas as pessoas envolvidas. Como ainda não é possível efetivar essas medidas, não restou outra medida a não ser o cancelamento, também, do Rio Open.

"O cancelamento da edição 2021 do Rio Open é uma demonstração do respeito que temos pelo nosso público e pelo Rio de Janeiro. Mas podem estar certos de que estamos trabalhando para fazer da edição de 2022 uma grande celebração, um encontro inesquecível", diz Márcia Casz, diretora geral do Rio Open.

O torneio é o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil, sendo um dos 22 mais importantes do calendário mundial. "Lutamos até o final para conseguir realizar o evento ainda em 2021 mas, infelizmente, não foi possível. No momento em que anunciamos a não realização, já começamos a trabalhar para entregar uma edição ainda mais especial para matar essa saudades que 2021 vai deixar", acrescenta Luiz Carvalho.

Desde 2014, o público do Rio Open já viu nomes como Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere e Cristian Garin serem campeões. Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Marin Cilic, Gael Monfis, Fabio Fognini foram outras estrelas internacionais a jogarem a competição.

Uma das promessas do tênis, o britânico Jack Draper, de 19 anos, fazia sua estreia da Masters de Miami na manhã dessa quinta-feira (25) quando passou mal durante set point e acabou caindo no chão da quadra.

O jogo era contra o Mikhail Kukushki e durante o primeiro set, enquanto perdia por 6x5, ainda pouco antes de passar mal em definitivo e abandonar a partida, Jack Draper já tinha se sentido tonto e foi atendido pela equipe médica na lateral da quadra, optando por continuar na partida.

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Pouco depois, durante o game seguinte, o baque. A partida terminou com a vitória de Kukushin por abandono, após o fechamento do primeiro set por 7x5.

Efeitos da Covid-19?

Durante a transmissão, o acontecido foi creditado ao calor e a umidade do local, na hora por volta dos 30º C.

No entanto, após o jogo, em entrevista ao canal de transmissão, Jack Draper foi perguntado se ter tido Covid-19 pode ter ajudado no problema durante a partida.

"É obviamente um vírus extremamente agressivo e você pode pegá-lo de qualquer lugar, mas eu peguei e me afetou muito por sete dias. Tive sintomas graves e me recuperei muito rapidamente, mas definitivamente teve um efeito sobre mim. Eu fiz um grande treinamento desde então, então não é desculpa, mas teve um efeito em mim na época? Provavelmente. Com muitas dessas coisas, você não sabe o quanto isso realmente afeta você", disse.

O tenista é atualmente o número 310 do mundo e ficou famoso ao chegar a chegar à final do torneio individual masculino de Wimbledon em 2018.

A queda de Jack Draper pode ser vista a partir de 2m de vídeo:

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Após conquistar seu nono título do Aberto da Austrália neste domingo com a vitória na final sobre Daniil Medvedev, o sérvio Novak Djokovic revelou que fará algumas mudanças em seu planejamento nesta temporada. O número 1 do mundo afirmou que vai reduzir o número de torneios de que participará com o objetivo de focar na disputa dos Grand Slams.

"Não acho que estou envelhecendo, mas tenho que ser mais inteligente na hora de fazer meu calendário. Vou dedicar atenção especial aos torneios de Grand Slam, já que meu objetivo principal é ganhar o máximo que puder", explicou. "A outra razão é que eu não posso trazerminha família comigo por conta da pandemia", acrescentou Djokovic.

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Com a nona conquista em Melbourne, sendo três consecutivas, o número 1 do mundo avaliou que vive "uma história de amor" com o torneio australiano disputado em quadras rápidas e o primeiro Grand Slam da temporada. Ele passou por alguns percalços em sua trajetória vitoriosa.

"A nossa história de amor continua. Não foi nada fácil este ano, foi como uma montanha russa", resumiu. "Quero agradecer especialmente ao meu fisioterapeuta (o argentino Ulises Badio), por tudo aquilo que fez", comentou, referindo-se à recuperação da lesão abdominal sofrida na terceira rodada no duelo contra o americano Taylor Fritz.

"Quando era pequeno, sonhava em ser o número um e vencer em Wimbledon. Mas agora, olhando as coisas em perspectiva, posso dizer que Rod Laver Arena é meu lugar", completou o sérvio, que chegou a 18 títulos de Grand Slam e ficou a dois de igualar Roger Federer e Rafael Nadal, os maiores campeões.

Há 311 semanas na liderança do ranking da ATP, um recorde, Djokovic elogiou Medvedev e falou sobre a nova geração de tenistas que tenta desbancar o domínio estabelecido por ele, Nadal e Federer nos últimos anos.

"Gosto muito do Daniil. É muito boa pessoa e em campo é um dos adversários mais difíceis que enfrentei na minha vida. É uma questão de tempo até conquistar um torneio do Grand Slam, mas por favor espera mais uns anos", brincou. Temos que dar mérito ao que ele fez nos últimos meses, ao conseguir 20 vitórias consecutivas", destacou o campeão do Aberto da Austrália.

O sérvio também parabenizou a organização "pelo torneio bem-sucedido e o grande esforço para tornar o campeonato possível". Daniil Medvedev não hesitou em reconhecer o mérito do rival e o exaltou como pessoa.

"Mas vou tentar fazer melhor do que ele em quadra. Parabéns ao Novak e à sua equipe. Nove títulos do Aberto da Austrália é fantástico e provavelmente não será o último. A primeira vez que treinei com ele, eu era 500 do mundo e muito tímido e ele era número um e tinha ganhado Wimbledon. Pensei que não ia falar comigo, mas falou como um amigo e fiquei surpreendido, porque nunca mudou, quer eu fosse 600 ou número quatro do mundo. É uma grande pessoa", enalteceu o jovem vice-campeão, de 25 anos.

Os tenistas brasileiros se despediram da chave de duplas mistas do Aberto da Austrália nesta terça-feira, em Melbourne. Marcelo Melo jogou ao lado da russa Vera Zvonareva, enquanto Bruno Soares foi eliminado formando parceria com a compatriota Luisa Stefani. Dos três, somente Soares segue vivo no Grand Slam, nas duplas masculina.

Pouco habituado a jogar duplas mistas, Marcelo foi derrotado pela americana Desirae Krawczyk e pelo britânico Joe Salisbury por 2 sets a 0, com duplo 6/4, pela segunda rodada. O brasileiro já havia caído nas duplas masculinas, formando dupla com o romeno Horia Tecau.

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Na sequência, Soares e Luisa também caíram na segunda rodada, que equivale às oitavas de final. Eles foram derrotados pelos australianos Samantha Stosur e Matthew Ebden por 6/3 e 6/1. O brasileiro tem três títulos de mistas no currículo, enquanto Luisa competia nesta chave num Slam pela primeira vez.

Com estes resultados, Soares é o único brasileiro ainda vivo no Aberto da Austrália. Ele e o britânico Jamie Murray vão enfrentar a dupla formada pelo salvadorenho Marcelo Arevalo e pelo holandês Matwe Middelkoop, pelas quartas de final, na rodada desta quarta-feira.

Número 1 do mundo, Ashleigh Barty está garantida nas quartas de final do Aberto da Austrália. A tenista da casa precisou de 1 hora e 11 minutos para derrotar a americana Shelby Rogers, a 57.ª colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, nesta segunda-feira.

Barty busca ser a primeira australiana campeã do Grand Slam de Melbourne desde 1978 e engatou o oitavo triunfo consecutivo. Sua próxima oponente vai ser Karolina Muchova, da República Checa e número 27 do mundo, que derrotou a belga Elise Mertens (16.ª) por 7/6 (7/5) e 7/5.

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As quartas de final também terão um confronto americano. Número 61 do mundo, Jessica Pegula surpreendeu nesta segunda-feira ao vencer a ucraniana Elina Svitolina, a quinta colocada no ranking, por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 3/6 e 6/3. Sua oponente vai ser Jennifer Brady, número 24 do mundo, que venceu a croata Donna Vekic (33.ª) por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 7/5.

Os outros dois confrontos das quartas de final da chave feminina do Aberto da Austrália já estavam definidos e vão ser Hsieh Su-Wei (Taiwan) x Naomi Osaka (Japão) e Serena Williams (Estados Unidos) x Simona Halep (Romênia).

O espanhol Rafael Nadal passou pela segunda rodada do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, sem sustos nesta quinta-feira (11). Visivelmente menos incomodado com as dores nas costas, o atual número 2 do mundo teve menos problemas para sacar e derrotou com tranquilidade o americano Michael Mmoh, que veio do qualifying, por 3 sets a 0 - com parciais de 6/1, 6/4 e 6/2, após 1 hora e 47 minutos.

O próximo adversário de Nadal em Melbourne será o britânico Cameron Norrie, 69.º colocado do ranking da ATP, que venceu o russo Roman Safiullin, outro que saiu do qualificatório, por 3 sets a 1 - parciais de 3/6, 7/5, 6/3 e 7/6 (7/3). O tenista de 25 anos será um adversário inédito na carreira do espanhol de 34 e vencedor de 20 títulos de Grand Slam.

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Uma situação inusitada marcou a partida de Nadal. Sacando para fechar o segundo set, Nadal teve que lidar com um problema fora da quadra, já que uma torcedora de ânimos exaltados exibiu o dedo médio para o espanhol e precisou ser retirada da Rod Laver Arena. O número 2 do mundo encarou a situação com bom humor e não teve problemas para fechar a parcial.

Quem continua em uma ótima fase é o russo Daniil Medvedev. Com três títulos consecutivos no circuito profissional, o número 4 do mundo mostrou novamente muita força e derrotou o espanhol Roberto Carballes Baena por 3 sets a 0 - com parciais de 6/2, 7/5 e 6/1. Seu próximo rival será o sérvio Filip Krajinovic, cabeça 28, que bateu o também espanhol Pablo Andujar por 3 a 1 - parciais de 6/2, 5/7, 6/1 e 6/4.

"Meu negócio é ganhar partidas. Se me consideram favorito, é algo bom porque trabalhei minha vida toda para ser um dos melhores do mundo. Acho que sou parte dessa elite agora. Mas num Slam você precisa ganhar sete partidas, eu acabei de vencer só a primeira e terei adversários cada vez mais fortes. Terei de ganhar mais 15 sets para o título, é muita coisa", disse Medvedev.

OUTROS JOGOS - Em uma partida que poderia ter sido definida com mais rapidez e facilidade, o grego Stefanos Tsitsipas, cabeça de chave número 5 e quinto do ranking da ATP, teve que encarar uma maratona de 4 horas e 32 minutos para derrotar o australiano Thanasi Kokkinakis por 3 sets a 2 - com parciais de 6/7 (5/7), 6/4, 6/1, 6/7 (5/7) e 6/4.

Na terceira rodada, Tsitsipas medirá forças com o sueco Mikael Ymer, atual 95 do mundo, que eliminou o espanhol Carlos Alcaraz, que estreou em um Grand Slam aos 17 anos vencendo, com uma vitória de virada por 3 sets a 1 - com placar final de 2/6, 6/4, 6/4 e 7/6 (7/5).

Também venceram nesta quinta-feira os italianos Matteo Berrettini (cabeça 9) e Fabio Fognini (16), o russo Karen Khachanov (19), o australiano Alex de Minaur (21), o norueguês Casper Ruud (24), o americano Mackenzie McDonald, o espanhol Feliciano López, o sul-africano Lloyd Harris e o moldávio Radu Albot.

Um caso de covid-19 em um hotel onde estão hospedados tenistas, suas equipes e oficiais dos torneios cancelou a rodada dos torneios preparatórios para o Aberto da Austrália, que estão sendo disputados nesta semana, e aumentou a preocupação da organização do primeiro Grand Slam do ano, que agora corre até risco de ser adiado ou cancelado.

Um funcionário do Grand Hyatt Hotel, em Melbourne, testou positivo para o novo coronavírus nesta quarta-feira. Na sexta-feira, ele realizou seu último turno de trabalho no local onde estão hospedados cerca de 600 pessoas, entre tenistas, membros de suas equipes e funcionários da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), WTA (Associação Feminina de Tênis), ITF (Federação Internacional de Tênis) e da organização direta das competições australianas.

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Todas as pessoas voltarão a ficar em quarentena mais rígida nas próximas horas até saírem os resultados de novos testes em cada um. Só serão liberados para seguirem competindo aqueles que apresentarem exame negativo. Os eventuais casos positivos vão perder inclusive o Grand Slam, marcado para começar no dia 8.

Sede do Aberto da Austrália, a cidade de Melbourne recebe nesta semana seis torneios, três masculinos e três femininos, todos preparatórios para o primeiro Slam da temporada. Os tenistas e seus times estão competindo no formato de "bolha", com deslocamentos restritos, exames constantes e cuidados intensos com a higiene.

Todos os torneios tiveram suas rodadas desta quinta-feira (pelo horário local) canceladas. Na ATP Cup, competição entre países, Rafael Nadal tinha jogo agendado para defender a Espanha contra a Grécia. No masculino, Melbourne ainda recebe duas competições de nível ATP 250: Murray River Open, com presença dos brasileiros Marcelo Melo e Marcelo Demoliner, e Great Ocean Road Open, com participações de Bruno Soares e Thiago Monteiro.

Luisa Stefani já foi eliminada do torneio Gippsland Trophy. As outras duas competições femininas que estão sendo disputadas nesta semana em Melbourne são a Yarra Valley Classic e o Grampians Trophy.

"Vamos trabalhar com todos os envolvidos para facilitar a testagem o mais rápido possível", afirmou a federação australiana de tênis. "Não teremos partidas em Melbourne Park na quinta-feira. Uma atualização da programação para sexta-feira será anunciada ainda hoje (noite de quarta para quinta, no horário local)."

Pelos protocolos sanitários definidos pela própria federação, os tenistas que tiveram contato direto com um caso positivo de covid-19 devem permanecer em quarentena por 14 dias. Assim, se este critério rígido for aplicado para todos os atletas hospedados no hotel, eles não poderão disputar o Aberto da Austrália.

Geralmente disputado em janeiro, o primeiro Grand Slam do ano foi adiado para fevereiro por conta da pandemia. Um dos poucos países que vem controlando bem o espalhamento da doença, a Austrália aplica regras bem rígidas para viajantes que chegam ao país desde o ano passado. E a federação de tênis precisou se adaptar para atender essas regras e manter a competição no calendário deste ano.

O tenista brasileiro Thiago Monteiro está na Austrália disposto a conseguir bons resultados e subir no ranking da ATP. Nesta primeira semana de competições em Melbourne, depois do período de quarentena, ele tem se dado bem e nesta quarta-feira avançou às oitavas de final do Great Ocean Road Open, um dos dois ATP 250 que estão sendo disputados de forma simultânea na cidade como preparação para o Aberto da Austrália, ao bater de virada o australiano Matthew Ebden por 2 sets a 1 - com parciais de 6/7 (4/7), 6/4 e 6/3, após 2 horas e 34 minutos.

O número 1 do Brasil 83.º colocado do mundo deu sorte e nas oitavas de final não vai mais encarar o principal favorito ao título na competição. O espanhol Carlos Alcaraz, de 17 anos, conseguiu uma expressiva vitória sobre o belga David Goffin, cabeça 1 e número 14 do mundo, com um duplo 6/3 em 1 hora e 13 minutos.

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Em Melbourne, Monteiro estreou vencendo o australiano Thomas Fancutt, que entrou no lugar do lesionado canadense Vasek Pospisil, e buscou uma virada nesta quarta-feira contra o ex-Top 40 Matthew Ebden. Este será o primeiro encontro do brasileiro com Alcaraz, escolhido como a Revelação de 2020 pela ATP, no circuito profissional.

Em duplas, mais vitórias brasileiras. A retomada da parceria de Bruno Soares com o britânico Jamie Murray foi com resultado positivo sobre os espanhóis Pablo Andujar e Pedro Martinez por 2 sets a 0, com as parciais de 7/6 (7/4) e 6/3.

Cabeças de chave número 2, Soares e Murray entraram diretamente na segunda rodada e a vitória desta quarta-feira já os coloca nas quartas de final. Os próximos adversários podem ser os casaques Alexander Bublik e Andrey Golubev ou o sérvio Miomir Kecmanovic e o russo Karen Khachanov.

Soares e Murray formaram uma das duplas de maior sucesso do circuito profissional entre 2016 e 2019, sendo os campeões do Aberto da Austrália e do US Open em 2016 e terminando aquele ano como a melhor dupla do mundo. Dez dos 33 títulos de ATP de Bruno Soares foram conquistados ao lado do britânico.

Outro brasileiro a vencer nesta quarta-feira foi o gaúcho Marcelo Demoliner, que está disputando o Murray River Open. Ele e o mexicano Santiago Gonzalez são os cabeças de chave 8 e venceram os convidados locais James Duckworth e Marc Polmans por 6/4 e 6/2. Nas quartas, eles podem enfrentar os britânicos Cameron Norrie e Jonny O'Mara ou o americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury.

Pelo mesmo torneio, o mineiro Marcelo Melo atua ao lado do romeno Horia Tecau. Eles são os cabeças 8 da semana em Melbourne e estreiam apenas nesta quinta-feira contra os americanos Nicholas Monroe e Frances Tiafoe.

WAWRINKA - Na chave de simples do Murray River Open, o suíço Stan Wawrinka foi mais um dos que teve trabalho na estreia. Ele saiu atrás no duelo com o casaque Mikhail Kukushkin, se recuperou e venceu de virada com as parciais de 4/6, 6/3 e 6/1.

Depois do triunfo apertado em seu primeiro jogo na competição e também no ano, fazendo valer a condição de principal favorito, Wawrinka terá pela frente o atleta da casa Alex Bolt, que levou a melhor diante do americano Mackenzie McDonald em outro confronto de três sets, definido com o placar final de 6/4, 6/7 (7/9) e 7/5.

Duas das favoritas ao título do Yarra Valley Classic, um dos três WTA 500 que estão sendo disputados de forma simultânea em Melbourne como preparação ao Aberto da Austrália, a australiana Ashleigh Barty e a americana Serena Williams tiveram caminhos opostos nesta quarta-feira para conseguirem a classificação às quartas de final. A atual número 1 do mundo sofreu em seu partida, enquanto que ex-líder do ranking, hoje em 11º lugar, passou sem dificuldades.

O segundo jogo de Barty na competição começou com um "pneu" para cima da checa Marie Bouzkova, que depois empatou ao faturar a segunda parcial. Só que no terceiro e decisivo set, a anfitriã mostrou por que é a melhor do mundo na atualidade e sacramentou a vitória anotando parciais de 6/0, 4/6 e 6/3. Nas quartas de final, a australiana medirá forças com a americana Shelby Rogers, que tirou a croata Petra Martic, sétima pré-classificada, com triunfo por 2 sets a 0 - parciais de 7/6 (7/1) e 6/3.

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Sem trabalho, Serena superou a búlgara Tsvetana Pironkova por 6/1 e 6/4, em 1 hora e 14 minutos. Foi uma atuação bastante segura da americana, que não enfrentou break points, cedeu apenas nove games em seus games de saque e venceu 80% dos pontos jogados com seu primeiro serviço. Agora, a ex-número 1 vai enfrentar a compatriota Danielle Collins, que ganhou da checa Karolina Pliskova, sexta do mundo, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/5) e 7/6 (7/3).

Cabeça 2 do torneio, a americana Sofia Kenin, atual campeã do Aberto da Austrália, copiou Barty e também levou um susto em sua partida. Saiu perdendo da compatriota Jessica Pegula e teve que buscar a virada para fechar o jogo com placar final de 5/7, 7/5 e 6/2. Nas quartas de final vai enfrentar a espanhola Garbiñe Muguruza, que bateu a russa Anastasia Pavlyuchenkova por 6/1 e 6/2. O duelo será uma reedição da final do Grand Slam australiano no ano passado.

HALEP AVANÇA - Em outro torneio em Melbourne, o Gippsland Trophy, a romena Simona Halep conquistou mais uma boa vitória nesta quarta-feira. Ela precisou de 1 hora e 34 minutos para superar a alemã Laura Siegemund em sets diretos, com as parciais de 6/2 e 6/4, e se garantiu nas quartas de final. Ela poderia cruzar com a polonesa Iga Swiatek, mas a atual campeã de Roland Garros foi surpreendida e não fez valer a condição de cabeça de chave número 6, caindo diante da russa Ekaterina Alexandrova por 6/4 e 6/2.

O dia não foi fácil para a japonesa Naomi Osaka e para a ucraniana Elina Svitolina. Ambas saíram perdendo suas respectivas partidas de terceira rodada e tiveram que buscar a virada. Cabeça 3, Svitolina foi a que teve mais trabalho para superar a letã Jelena Ostapenko com placar final de 6/7 (4/7), 6/3 e 6/2.

Osaka também levou um susto na primeira parcial e saiu perdendo contra a britânica Katie Boulter. Assim como fez Svitolina, foi buscar a virada e acabou vencendo depois de 1 hora e 48 minutos de confronto, fechando a partida com parciais de 3/6, 6/3 e 6/1.

Nas quartas de final, Svitolina medirá forças com a belga Elise Mertens, que despachou a francesa Caroline Garcia em sets diretos, com placar final de 7/6 (7/1) e 6/3. Segunda pré-classificada, Osaka jogará agora contra a romena Irina-Camelia Begu, que passou de virada pela britânica Johanna Konta por 2 a 1 - parciais de 4/6, 7/6 (12/10) e 7/6 (7/4).

KERBER - A quarta-feira em Melbourne teve também o início da disputa do Grampians Trophy, torneio que reúne as tenistas que ficaram totalmente isoladas durante a quarentena na Austrália. Ex-número 1 do mundo e campeã do Aberto da Austrália de 2016, a alemã Angelique Kerber foi uma das afetadas que esteve em quadra. Cabeça de chave número 8, fez valer o favoritismo contra a checa Katerina Siniakova e venceu por 2 sets a 1 - com parciais de 6/3, 4/6 e 6/3.

Na segunda rodada, Kerber medirá forças com a tunisiana Ons Jabeur, que passou fácil pela russa Anna Blinkova, aplicando um duplo 6/1.

Outras duas favoritas que também superaram a estreia foram Anett Kontaveit e Jennifer Brady. A estoniana fez valer a condição de sexta pré-classificada para cima da americana Christina Mchale, marcando parciais de 6/1 e 6/3. Sétima mais bem cotada, a americana bateu a experiente russa Svetlana Kuznetsova com o placar final de 6/3 e 6/0.

Kontaveit terá pela frente a americana Bethanie Mattek-Sands, algoz da checa Barbora Strycova com parciais de 7/6 (7/3) e 6/2. Por sua vez, Brady enfrentará a ucraniana Marta Kostyuk, que superou a canadense Gabriela Dabrowski em sets diretos (6/0 e 6/3).

Depois de passar 14 dias de quarentena na Austrália, o brasileiro Thiago Monteiro teve uma boa estreia nesta terça-feira em um dos dois ATP 250 disputados de forma simultânea na cidade de Melbourne que servem de preparação para o Aberto da Austrália, que começa na semana que vem. Pelo Great Ocean Road Open, o tenista cearense derrotou o australiano Thomas Fancutt, convidado da organização e apenas o 562.º colocado do ranking, com um duplo 6/4.

Inicialmente, o número 1 do Brasil e 83.º do mundo deveria enfrentar o canadense Vasek Pospisil, que desistiu do torneio por conta de uma lesão na região lombar. Seu próximo adversário, pela segunda rodada, será o também australiano Matthew Ebden, ex-Top 40 e atualmente apenas o 320.º do ranking, que venceu o argentino Federico Delbonis por 6/3 e 7/6 (8/6). Ebden, aliás, também entrou no torneio de última hora, substituindo o bósnio Damir Dzumhur, que desistiu por bolhas na mão.

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Thiago Monteiro comemora a vitória de número 44 na carreira em torneios de nível ATP. Este ano ele já havia vencido um duelo nacional contra Thomaz Bellucci em Delray Beach, nos Estados Unidos, na primeira semana da temporada. Caso passe por Ebden, o brasileiro tem como possíveis adversários nas oitavas de final o belga David Goffin, cabeça 1, ou o espanhol Carlos Alcaraz.

FEMININO - Quem se deu mal nesta terça-feira foi Luisa Stefani. A brasileira e a americana Hayley Carter se despediram ainda nas oitavas de final do Gippsland Trophy, um dos três WTA 500 simultâneos que acontecem nesta semana no Melbourne Park. Elas foram superadas pela francesa Alizé Cornet e a romena Mihaela Buzarnescu por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/1.

Stefani e Carter seguem em Melbourne para a disputa do Aberto da Austrália. No ano passado, a dupla conseguiu passar por duas rodadas e caiu nas oitavas de final do primeiro Grand Slam da temporada.

Brasileira mais bem colocada no ranking de duplas na WTA, Luisa Stefani está atualmente no 30.º lugar, marca que é a melhor de sua carreira. Este ano, ela e Carter já disputaram uma final no WTA 500 de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro.

A temporada de 2021 começou nesta sexta-feira para os dois melhores tenistas da atualidade. Após passarem 14 dias confinados em um quarto de hotel por conta das medidas sanitárias do governo da Austrália, o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal entraram em quadra e venceram partidas de exibição na cidade de Adelaide, já se preparando para o Aberto da Austrália - primeiro Grand Slam do ano que começará no próximo dia 8.

Número 1 do mundo, Djokovic por pouco não jogou nesta sexta-feira. Depois de ser anunciada a desistência pelo próprio treinador, o sérvio surpreendeu a todos e decidiu disputar o segundo set da exibição. Nos 35 minutos em que esteve em quadra, superou o italiano Jannik Sinner por 6/3. A primeira parcial acabou sendo disputada pelo compatriota Filip Krajinovic, que entrou como substituto de última hora. O número 31 do mundo se aproveitou de várias falhas do rival e também ganhou por 6/3.

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"Este é o maior público que vejo em 12 meses", festejou Djokovic ainda em quadra, referindo-se aos 4 mil torcedores em Adelaide. "Não estava me sentindo tão bem nos últimos dois dias e não sabia exatamente se aguentaria dois sets", justificou sobre a dúvida de sua presença. Em certo momento, a TV focou na bolha que está na parte inferior da palma da mão direita.

Mais tarde, Nadal derrotou o austríaco Dominic Thiem por 2 sets a 0, com as parciais de 7/5 e 6/4, quebrando o serviço de seu adversário na reta final de cada uma das parciais. Depois do jogo, o número 2 do ranking da ATP colocou em perspectiva as dificuldades sentidas na quarentena e recordou a situação que se passa na Espanha e no planeta com a pandemia do novo coronavírus.

"Foi um ano difícil para o mundo, especialmente para nós na Espanha. Ainda estamos numa situação muito complicada. A Austrália é um ótimo exemplo de como controlar a pandemia. Não é ideal ficar 14 dias de quarentena no quarto (de hotel), mas foi o que tivemos de fazer e por isso só temos de agradecer", afirmou o espanhol.

Terceiro colocado do ranking, Thiem admitiu que é especial jogar com tanto público depois de um ano complicado. "Tem sido um ano muito difícil para todos, mas eu consegui ter grande sucesso. Hoje é dia de estar agradecido pela Austrália e pelo que têm feito por nós. Há um ano que não tínhamos tanto público e por isso agradecemos a todos. Ganhar o US Open tirou muita pressão de cima de mim, ganhar um Grand Slam era um dos meus sonhos e eu já tinha perdido três finais", disse.

O Aberto da Austrália é o primeiro Grand Slam da temporada, e muitos tenistas esperam ansiosamente pela competição em meio à pandemia do novo coronavírus. No entanto, o surto de Covid-19 ainda está longe de acabar e afetou recentemente o torneio, marcado para começar dia 8 de fevereiro, em Melbourne.

Ao todo, 72 jogadores, entre homens e mulheres, estão confinados em hotéis após passageiros testarem positivo para a Covid-19, neste fim de semana, em três dos 17 voos que transportavam os tenistas e seus treinadores rumo ao país sede da competição. Eles ficarão isolados em quartos por, pelo menos, 14 dias, sem terem a possibilidade de treinar.

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Seus rivais, pelo outro lado, podem treinar até cinco horas por dia, enquanto os tenistas em quarentena têm de se inovar. Alguns desabafam o desconforto nas redes sociais, outros tentam adaptar treinos mais contidos e usam até colchões como auxílio.

Número 12 do ranking da WTA, a suíça Belinda Bencic publicou um vídeo em suas redes sociais no qual aparece batendo bola contra a janela do seu quarto de hotel. Confinada, a tenista chega a brincar com o chão do local, que é de carpete. "Superfície errada, mas isso não importa para nós", escreveu, mostrando seu foco e ansiedade para o Grand Slam.

O mesmo foi feito por Pablo Cuevas, uruguaio e número 70 do mundo. Só que ao contrário da suíça, ele usa um colchão como aparato para devolver a bola de tênis.

No entanto, o bom humor não é compartilhado por todos. Em confinamento, muitos têm de recorrer a serviços de quarto que não agradam em boa parte das vezes. Atletas como Fabio Fognini, Pablo Carreño, Corentin Moutet e Marco Cecchinato foram alguns que foram às redes sociais reclamar da comida. Outros, como Benoit Paire e Damis Dzumhur, deixaram de lado a dieta e optaram por satisfazer a vontade de comer fast-food.

Philipp Oswald e Sorana Cirstea foram um pouco mais críticos. O austríaco chamou as duas semanas de isolamento social de "loucas" e disse ainda que as novas regras "nunca foram comunicadas". Já a romena declarou que, se soubesse do protocolo, jamais teria embarcado rumo a Austrália. "O que não posso fazer é competir depois de passar 14 dias no sofá", disse ela.

SEM REGALIAS - Isolados e sem terem onde treinar, os 72 tenistas não terão "vantagens" sobre seus adversários por terem de ficar em confinamento. Alguns pediram por restrições mais leves, a fim de retomarem a forma perto do ideal para suas partidas, mas não tiverem as solucitações atendidas.

Autoridades da Austrália confirmaram mais dois novos casos de covid-19 nesta segunda-feira, subindo para seis o número de pessoas infectadas que tiveram contato ou que dividiram espaço durante a viagem com tenistas que disputarão o Grand Slam.

Número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic não teve nenhum caso em seu voo. Porém, ainda assim, solicitou para que fosse instalado em uma casa com quadra paticular. Seu pedido foi negado. Daniel Andrews, primeiro ministro do Estado de Victoria, ressaltou que "não há tratamento favorável. O vírus não trata ninguém de maneira especial."

Um grupo de jogadores da elite do tênis deve ficar confinado em seus quartos de hotel pelos próximos 14 dias, sem a possibilidade de treinar, depois que três pessoas que estavam em dois voos fretados para Melbourne para a disputa do Aberto da Austrália testaram positivo para o coronavírus.

Um total de 47 jogadores que estavam em dois voos fretados de Los Angeles e Abu Dabi já estão agora em quarentena antes da disputa do primeiro Grand Slam da temporada, que tem início no dia 8 de fevereiro.

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A Tennis Austrália informou que os dois casos positivos na aeronave vindo de Los Angeles envolveram um membro da tripulação e um passageiro que não é um jogador. O terceiro teste positivo, no percurso de Abu Dabi para Melbourne, também não é de um atleta. Os diagnósticos foram confirmados já em solo australiano.

A notícia do confinamento obrigatório nos quartos foi publicada nas redes sociais pelo tenista mexicano Santiago González, número 155 do ranking da ATP. Ele compartilhou o texto que todos que estavam no voo QR7493 vindo dos Estados Unidos receberam via e-mail.

De acordo com a imprensa europeia, o protocolo para evitar a propagação da doença impacta a preparação de nomes como a bielorrussa Victoria Azarenka, bicampeã do torneio australiano, a americana Sloane Stephens e o japonês Kei Nishikori. Os jogadores afetados estariam inconformados com a impossibilidade de deixarem seus quartos.

O diretor do Aberto da Austrália, Craig Tiley, emitiu um comunicado reforçando que os 24 tenistas que estavam no voo que partiu de Los Angeles não poderão deixar seus quartos no hotel por 14 dias, até que sejam liberados pelos médicos. No total, a aeronave levou 79 passageiros.

"Estamos nos comunicando com todos que estavam no voo, e particularmente com o

grupo de jogadores cujas condições mudaram, para garantir que suas necessidades sejam atendidas e que sejam avaliados", afirmou Tiley.

Mais tarde, a Tennis Australia disse que 23 jogadores estavam entre as 64 pessoas no voo de Abu Dabi, o EY8004, e que eles já estão confinados. Nesta viagem, houve um caso positivo de coronavírus. Segundo a imprensa espanhola, a pessoa em questão seria o técnico da tenista canadense Bianca Andreescu.

O isolamento no hotel impede que os atletas treinem nas quadras e permite apenas que eles façam exercícios físicos nas próximas duas semanas. Há uma bicicleta ergométrica e outros equipamentos no quarto de cada um. Os outros jogadores terão permissão para treinar sob condições restritas e por, no máximo, cinco horas diárias.

Os 15 voos fretados e as chegadas antecipadas fazem parte da tentativa da organização do torneio de realizar a competição apesar da proibição geral da entrada de estrangeiros na Austrália.

O país da Oceania foi uma das nações que melhor conduziu a pandemia de coronavírus. Até este sábado, foram registrados cerca de 28 mil casos da doença, com menos de mil mortes. O estado de Victoria, que tem como capital Melbourne, foi responsável por 820 óbitos durante uma segunda onda há três meses que resultou em toque de recolher noturno e outras medidas mais rígidas na cidade.

Ainda não será no Aberto da Austrália que Roger Federer voltará ao circuito. Neste domingo, seu agente, o americano Tony Godsick, afirmou que o tenista suíço só pretende voltar a competir após o primeiro Grand Slam do ano, que em 2021 será disputado somente a partir de 8 de fevereiro.

"Roger decidiu não jogar o Aberto da Austrália de 2021. Ele fez um bom progresso em seu joelho e em sua forma física nos últimos meses. No entanto, após consultar o seu time, decidiu que a melhor decisão para ele no longo prazo seria retornar ao tênis competitivo somente depois do Aberto da Austrália", afirmou Godsick, em comunicado enviado à agência Associated Press.

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O agente disse também que Federer pode voltar ao circuito no fim de fevereiro. "Eu vou começar na próxima semana a discutir com a organização dos torneios que começam no fim de fevereiro. E aí vamos construir um calendário para o restante do ano", declarou Godsick, sem entrar em detalhes.

Federer não joga uma partida oficial justamente desde o Aberto da Austrália deste ano - jogou apenas este torneio ao longo de toda a temporada 2020. Após competir em Melbourne, ele se afastou para ser submetido a uma cirurgia no joelho direito. E, como a operação não saiu como o esperado, o atleta de 39 anos foi operado novamente já durante a pandemia, enquanto o circuito estava paralisado.

Nas últimas semanas, ele disse não garantir que retornaria a jogar na Austrália. Mas avaliou que o adiamento do torneio, marcado inicialmente para janeiro, poderia aumentar suas chances de comparecer ao primeiro grande evento da nova temporada. A expectativa, contudo, não vai se concretizar, segundo Godsick.

O suíço chegou a ser incluído na lista inicial de jogadores da chave principal, nos últimos dias. No entanto, ele terá que encerrar uma longa sequência de presença no Aberto da Austrália. Foram 21 edições consecutivas em que ele competiu, desde 2000. Neste período, levantou o troféu por seis vezes.

Oficialmente, Federer ainda não se manifestou sobre a ausência em Melbourne, em suas redes sociais, como geralmente faz.

O retorno de Roger Federer às quadras parece cada vez mais perto. O suíço foi incluído na lista dos tenistas que entram diretamente na chave principal do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, com início previsto para 8 de fevereiro.

Federer aparece na quinta posição da lista, atrás somente do sérvio Novak Djokovic, do espanhol Rafael Nadal, do austríaco Dominic Thiem e do russo Daniil Medvedev. O suíço não joga uma partida oficial justamente desde o Aberto da Austrália do ano passado - ele jogou apenas este torneio na temporada 2020.

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Após competir em Melbourne, ele se afastou para ser submetido a uma cirurgia no joelho direito. E, como a operação não saiu como o esperado, o atleta de 39 anos foi operado novamente já durante a pandemia, enquanto o circuito estava paralisado.

Nas últimas semanas, ele disse não garantir que retornaria a jogar na Austrália. Mas avaliou que o adiamento do torneio, marcado inicialmente para janeiro e adiado para fevereiro, poderia aumentar suas chances de comparecer ao primeiro grande evento da nova temporada.

A lista de inscritos diretamente na chave principal do Aberto da Austrália tem apenas um brasileiro: Thiago Monteiro, 84º do mundo. Thiago Wild e João Menezes vão disputar o qualifying, em janeiro, para tentar a vaga na chave principal. Já Felipe Meligeni aguarda vaga no quali.

Roger Federer ainda não sabe se poderá jogar o Aberto da Austrália em 2021. Depois de uma temporada em que disputou apenas um torneio, justamente o primeiro Grand Slam do ano, o tenista suíço diz que ainda não está 100% e colocou em dúvida a sua participação em Melbourne, no início do próximo ano.

"Eu esperava estar 100% em outubro. Mas isso ainda não aconteceu. Terei pouco tempo para o Aberto da Austrália", afirmou o número cinco do mundo, após receber o prêmio "Sports Awards" na Suíça - ele foi eleito o melhor atleta do seu país dos últimos 70 anos.

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Federer viveu uma temporada atípica em 2020, e não somente por causa da pandemia. Ele passou por duas cirurgias no joelho direito, em fevereiro e em junho. Por isso, disputou apenas o Aberto da Austrália neste ano. Foram apenas seis partidas disputadas, com cinco vitórias e a eliminação na semifinal, diante do sérvio Novak Djokovic.

"A segunda operação no joelho foi muito forte, mas nestes últimos seis meses tivemos uma evolução constante. Vamos ver como serão os dois próximos. Tenho feito muita fisioterapia e trabalho físico ultimamente. Agora vamos ver como ficará o meu tênis", comentou o atleta que completará 40 anos em agosto de 2021.

A seu favor, o suíço tem o adiamento quase certo do Aberto da Austrália. Marcado inicialmente para 18 de janeiro, o torneio deve começar apenas em 8 de fevereiro devido à pandemia e às restrições impostas pelo governo australiano nas últimas semanas.

"É uma corrida contra o tempo para o Aberto da Austrália. Estou curioso para ver se começará no dia 8 mesmo. Claro que vai ajudar se eu tiver um pouco mais de tempo", reconheceu Federer.

Desde que se aposentou das quadras, em 2008, Gustavo Kuerten vem se dedicando à formação de talentos no tênis brasileiro. O tricampeão de Roland Garros dá sua contribuição para o desenvolvimento de novos atletas por meio da Escola Guga, do Time Guga e do Instituto Guga Kuerten, atendendo a milhares de crianças e adolescentes. Mas o futuro do tênis brasileiro pode estar em sua própria casa, se depender do ex-número 1 do mundo.

Os dois filhos do ex-atleta catarinense, Luiz Felipe, de sete anos, e Maria Augusta, de oito, já estão se acostumando com as raquetes e as bolinhas. E o pai orgulhoso não nega que incentiva as práticas. Até leva a dupla para torneios de iniciantes.

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"Eles estão se encantando com o tênis, gostam bastante. O menino brinca um pouquinho e fui nos campeonatinhos para já iniciar esse lado de viajar, de estar com os amigos. Um pouquinho da competição. A menina é mais dedicada ao piano. Mas também curte bastante o tênis. É uma alegria poder ver isso", diz Guga, em entrevista coletiva para relembrar o título da Masters Cup, em Lisboa, em 2000 - o troféu garantiu ao brasileiro o topo do ranking.

Duas décadas após este feito, que envolveu vitórias sobre Pete Sampras e Andre Agassi, Guga vive novo papel no tênis. Ele tenta equilibrar seu trabalho de ex-atleta, com sua escola e o instituto, com as funções de pai.

"No começo, tinha aquela dúvida: como é que eu me relaciono com eles? Eu sou o Guga da Escola, do tênis, da carreira, ou o Guga pai? Meu Deus do céu!", comenta, entre risos. "Aos pouquinhos, fui aprendendo a lidar com esta dinâmica. E a convivência com os filhos é bem isso, um aprendizado diário e sempre tentando fazer o melhor possível."

Curiosamente, as crianças costumam jogar no Lagoa Iate Clube (LIC), local onde o próprio Guga treinou na infância, em Florianópolis. "Eu vim do LIC agora, deixei o meu pequeno lá. Eu, com aquela idade, e o Larri (Passos) íamos várias vezes ao LIC. Iniciei naquelas quadras do clube, arrastando a raquete para lá e para cá", recorda.

Guga diz que, por enquanto, o tênis é uma mistura de diversão com aprendizado para Luiz Felipe e Maria Augusta. "No fim de semana, fui com a minha filha num campeonatinho. A bola da outra menina pegou na linha e ela ficou ali torcendo para ir para fora... poxa, mas a bola foi boa. E foi difícil para ela aceitar na hora algo que não é o que a gente quer. E isso o esporte também traz para você", afirma o tricampeão de Roland Garros.

O catarinense evita pensar no futuro, mas admite que ficaria feliz se um deles tentasse seguir carreira no esporte. "Tomara que eles continuem gostando, competindo ou não. Estando perto das quadras, para mim é sempre um privilégio e uma satisfação enorme. Com os meus filhos, se eles quiserem, eu vou incentivar."

Troféu na mão, vitórias sobre as lendas Pete Sampras e Andre Agassi e o status de número 1 do mundo. São muitos os motivos para Gustavo Kuerten lembrar com carinho da Masters Cup de 2000, disputada em Lisboa. Nesta quinta-feira (3), o ex-tenista celebra os 20 anos de uma de suas maiores conquistas da carreira - tão grande que a data se tornou oficialmente o Dia Nacional do Tênis, em homenagem ao catarinense. Mas o feito também contou com momentos negativos, revelados só agora pelo ex-atleta.

De acordo com Guga, as semanas que precederam a disputa da Masters, antigo nome do ATP Finals, foram marcadas por dúvidas, medos e pela busca incessante pelo topo do ranking. "Fui campeão em Indianápolis, em agosto daquele ano. A partir dali, a cada semana eu podia virar o número 1 do mundo. E ali eu me atrapalhei, neste cenário de ver aquele negócio grandioso, fantástico... ali eu me dei conta do tamanho do negócio. E a vontade passou do ponto, virou uma obsessão, uma loucura", revela o ex-tenista, em entrevista coletiva.

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A "obsessão" trouxe prejuízos dentro de quadra. "Queria de qualquer jeito, precisava ser o número 1. Fiquei uns três meses ganhando uma ou duas partidas por semana, derrapando nos próprios pés, esquecendo todo o aprendizado e toda a sutileza que nos levou até lá. Decidi que queria ser número 1 do mundo e ponto final. Tinha que ser e isso virou um pandemônio. Eu não tinha capacidade de suportar."

Focando somente na busca pelo número 1, o especialista no saibro acabou tendo dificuldades nas quadras mais rápidas, principalmente o carpete. A recuperação do seu melhor nível técnico aconteceu somente no Masters 1000 de Paris, último torneio antes de competir em Lisboa.

"Só em Paris eu pude entender como o meu jogo funcionava para aquela situação, naquela superfície, de carpete. Teve um dia em que ficamos duas horas, entre 21h e 23h, eu e o Larri (Passos, seu técnico) fazendo um treinamento específico. Até que, de repente, percebi o que estava faltando. E ficamos repetindo isso por mais meia hora", relembra.

O esforço se justificava. A Masters Cup, assim como acontece hoje, reúne os oito melhores tenistas da temporada, incluindo lendas como os americanos Sampras e Agassi. "Eu aprendi a jogar contra o Sampras a 10, 12 dias do início da Masters. Tinha que aprender ali, de qualquer jeito. Eram os caras que íamos enfrentar. Não tinha mais ninguém para nos ajudar, não tinha vídeo de internet."

Guga entrou na competição como número 2 do mundo. Dependia apenas de si para virar o número 1. E, assim, não apenas assumiria a posição como também terminaria o ano no topo, feito raro no circuito. Mas a instabilidade mental pesava e o brasileiro levou uma virada de Agassi logo na estreia.

"Fomos para a Masters com a embalagem pronta, mas com a cabeça totalmente alterada. 'Eu sou bom, eu sou péssimo. Eu tô feliz, eu tô completamente frustrado', eu pensava. No jogo de estreia, eu tive as duas respostas. Fiz um primeiro set estupendo contra o Agassi, jogando em um nível tênis que eu nunca tinha feito. E a partir dali, fui me deparando com algumas encruzilhadas e me afundando sozinho."

Guga revelou que chegou a pensar em desistir do torneio. "Eu parecia um zumbi e isso contagiou toda a nossa equipe. Todo mundo foi murchando, até o Larri", recorda o ex-tenista, que contou com a ajuda de sua mãe para se recuperar. "Ela foi a peça extraordinária nesse momento. Ela ficou comigo no quarto até 5h ou 6h da manhã, quando eu consegui dormir. Eu estava com tantas coisas todas na cabeça, e ela lá me dando carinho, amor e afeto. É a melhor solução que tem na vida. Foi aquilo que me trouxe de volta."

"É a esperança que sempre me moveu. Foi mais do que o tênis, ou a possibilidade de título, ou de me transformar no número 1. Eu continuei no torneio pela a esperança de vencer mais um jogo. Foi assim que eu entrei em quadra contra o Norman. Uma hora antes da partida, eu não sabia se ia jogar."

VITÓRIAS SOBRE LENDAS - Após perder de Agassi e vencer o sueco Magnus Norman, Guga bateu o russo Yevgeny Kafelnikov. Na semifinal, ele derrotou, de virada, Sampras, que era a maior lenda de sua geração. Foi a primeira e única vitória do brasileiro sobre o americano, então recordista de títulos de Grand Slam.

O catarinense revelou que assistiu a diversos jogos entre Agassi e Sampras para aprender a vencê-los. "Cada jogo que via do Agassi contra o Sampras, eu olhava o que um fazia para jogar contra o outro. Lembro que eles fizeram um jogaço no US Open e que o Sampras venceu. Mas eu comecei a perceber uma jogada que ele fazia com o Agassi, que me chamou atenção. Era subir à rede na esquerda do Agassi com boas profundas, ao invés de uma bola mais rápida. E se vocês olharem no 5/4 do terceiro set (na final), 30 iguais, é a bola que eu uso direitinho para chegar ao match point."

Guga não escondeu a alegria ao recordar a decisão, em que bateu Agassi por 3 sets a 0, com triplo 6/4. "A final foi a partida mais perfeita da minha vida. Estava sereno do começo ao fim. Acertando pancada para tudo que é lado", afirmou.

Vinte anos depois, o ex-atleta avalia que aquela vitória ajudou a mudar o cenário do tênis no Brasil. "Foi um divisor de águas por completo. As pessoas começaram a jogar tênis em todas as classes sociais e regiões do Brasil. Em cima dessa empolgação, o dever de casa é que ficou faltando", ponderou.

Guga acredita que o País tem melhor estrutura agora para gerar novos talentos na modalidade. "Agora nós torcemos com toda a força e esperamos para que aconteça metade disso ou 20%, de tão impactante que foi aquele momento. Do tênis estar na casa das pessoas e fazer parte do Brasil inteiro. A estrutura está mais bem montada para ter um resultado desse."

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