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Nesta quarta-feira (12) Torger Christian Wolff, ou apenas Toto Wolff, completa 50 anos. Toto é um ex-piloto, empreendedor, agente desportivo e investidor. Atualmente, Toto é proprietário de 33,3% e diretor executivo da equipe Mercedes na Fórmula 1. Wolff é um dos principais responsáveis pelo recente sucesso da Mercedes e o único chefe de equipe a ganhar sete títulos consecutivos de pilotos e construtores. O LeiaJá preparou um especial para você conhecer mais sobre Toto:

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Michael Schumacher, ex-piloto de Fórmula 1 e heptacampeão mundial da categoria, completou na segunda-feira 53 anos de idade e foi homenageado por diversas personalidades do automobilismo nas redes sociais. Entre as felicitações ao alemão - que ainda se encontra em estado misterioso após um acidente de esqui em dezembro de 2013 - está a de seu filho Mick, que atualmente compete na F-1 pela Haas e agradeceu ao pai pelas experiências.

"Feliz aniversário, pai", postou Mick em uma de suas redes sociais. "Dias como esse foram importantes para o crescimento da minha paixão pelo automobilismo, e ainda me afetam até hoje. Sou grato por todas as experiências que você me deu e estou animado para fazer novas no futuro", disse o alemão, em texto acompanhado de uma foto nos braços do pai ainda quando era criança.

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Schumacher sofreu um acidente nos Alpes Franceses em 2013, enquanto esquiava durante as férias na estação de Méribel. O ex-piloto alemão bateu com a cabeça em uma pedra após perder o controle e chegou a ficar seis meses em coma. Transferido de volta para sua mansão, Michael vive sob os cuidados de sua esposa Corinna e os enfermeiros, em situação de absoluto sigilo.

Recentemente, um documentário produzido sobre o piloto pela Netflix deu alguns poucos detalhes sobre a situação atual de Michael Schumacher, que já foi comentada até por Piero Ferrari, vice-presidente da escuderia de Maranello.

Seu filho Mick estreou na Fórmula 1 em 2021 e não conseguiu somar pontos na primeira temporada, com um carro que não ofereceu competitividade à Haas. O piloto já prestou algumas homenagens ao pai em sua participação na categoria, como na pintura de seu capacete na Bélgica e ao pilotar a Jordan 191 utilizada por Michael em sua estreia na F-1, em 1991.

Mick continuará como titular da Haas em 2022, fazendo companhia ao russo Nikita Mazepin, e foi confirmado como piloto reserva da Ferrari em parte do ano. Apesar do desempenho considerado positivo em sua primeira temporada na Fórmula 1, liderou a lista de maiores gastos com consertos em seu carro, custando R$ 27 milhões à Haas em 2021.

A continuidade de Lewis Hamilton na Fórmula 1 está provocando incertezas até nos mais experientes do mundo do automobilismo. Em entrevista ao diário suíço "Blick", Bernie Ecclestone disse ter conversado com Anthony Hamilton, pai de Lewis, e afirmou acreditar que o piloto da Mercedes deve abandonar a categoria a partir da próxima temporada.

"Há alguns dias, falei com seu pai (Anthony Hamilton) e me dei conta de imediato que não queria falar do futuro de seu filho. Assim, falamos apenas de negócios. Eu acredito que se aposenta, que não vai correr no ano que vem. Sua decepção em Abu Dabi foi muito grande e eu o entendo", disse Ecclestone.

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O ex-chefão da F-1 afirma, porém, que trata-se de apenas uma intuição e não possui informação concreta sobre o futuro do heptacampeão. Mas, se dependesse dele, Ecclestone admitiu que Hamilton, hoje com 36 anos - vai fazer 37 em janeiro -, está no momento ideal para se aposentar: "Agora, empatado em sete títulos com Michael Schumacher, é o momento perfeito para que cumpra seu sonho e se converta em um empreendedor do mundo da moda".

Depois de ter perdido o título para Max Verstappen, Hamilton se isolou e se fechou no próprio silêncio. O britânico não faz mais publicações na rede social e não compareceu à premiação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no final do ano, algo obrigatório para os pilotos. No entanto, Hamilton ainda tem contrato com a Mercedes até o final de 2023, que garante ao piloto mais dois anos de disputa nas pistas.

Na conversa com o jornal suíço, o ex-chefão da F-1 aproveitou para criticar Michael Masi, diretor de provas da FIA. "O diretor da prova, Masi, deveria ter poupado alguns problemas e levantado a bandeira vermelha (que paralisa a prova) imediatamente após o acidente. E teríamos um resultado em super três voltas. As coisas estavam muito ruins", opinou.

No GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, Verstappen garantiu o primeiro título mundial na categoria ao conseguir ultrapassar Hamilton na última volta da corrida.

A relação entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton não é das melhores desde 2007, ano em que o britânico debutou na Fórmula 1 e dividiu o cockpit da McLaren com o piloto espanhol. Naquela ocasião, os dois disputaram o título, que acabou ficando nas mãos do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari. Ali, começaram as disputas mais ásperas entre os dois e trocas de farpas recorrentes.

Alonso e Hamilton ocupam os postos de mais experientes da categoria. O bicampeão mundial tem 40 anos, enquanto o britânico, dono de sete títulos, está com 36. Apesar de lutarem por posições distintas atualmente na Fórmula 1, a rivalidade entre os dois segue em alta. Fernando Alonso falou sobre sua relação com Lewis Hamilton e alfinetou falta de contato do piloto da Mercedes com outros integrantes da categoria.

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"Naquela época, ele (Lewis Hamilton) não estava tão mal. Era um novato. Eu acho que ele piorou com os anos, não sei... Mas agora o vejo um pouco mais perdido. Sempre há os bons e os maus. É o tempero do esporte. Ele tem pouca relação com todos. Nesses últimos anos, ele se isolou um pouco. Está no mundo da moda e está se vestindo de uma maneira estranha", comentou, entre risos, Fernando Alonso em entrevista à Finetwork.

Perguntado sobre com qual piloto teve melhor relação ao longo da carreira, Fernando Alonso disse que sempre se dava bem com os latinos e destacou o italiano Giancarlo Fisichella, que foi seu companheiro de equipe na Renault quando conquistou seus títulos mundiais. Provocado se não seria Hamilton seu favorito, o asturiano ironizou: "Não, esse (Hamilton) tem um lugar especial no coração. Está fora de qualquer categoria, não conta."

Em seu retorno à Fórmula 1, Fernando Alonso conseguiu superar o companheiro de Alpine, Esteban Ocon, e terminou a temporada na 10ª posição no mundial de pilotos. As expectativas para 2022 são ainda maiores dado que os carros sofrerão grandes mudanças e o cenário da próxima temporada poderá ficar embaralhado.

Contando com os retornos do Rio de Janeiro e de Brasília, a Stock Car confirmou nesta quinta-feira seu calendário para 2022. A próxima temporada da principal categoria do automobilismo brasileiro terá início com a corrida no Autódromo de Interlagos, em 13 de fevereiro. E será encerrada na capital federal, em 20 de novembro.

A prova marcada para o tradicional circuito paulistano será a chamada "Corrida de duplas", quando os pilotos do grid convidam colegas estrangeiros para participar da corrida. Interlagos receberá outra prova da categoria em 31 de julho.

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A cidade de Mogi Guaçu (SP) também vai sediar duas corridas cada, em momentos diferentes da temporada. Mogi Guaçu conta com o famoso circuito de Velocitta. Goiânia e Brasília receberão três provas, em épocas distintas do ano. A capital federal voltará a receber provas da Stock no Autódromo Internacional Nelson Piquet.

Um dos maiores atrativos da nova temporada é a volta do Rio de Janeiro à categoria. A terceira etapa será disputada em uma das pistas do Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão. A cidade não recebe o campeonato desde 2012. Isso aconteceu porque o Autódromo de Jacarepaguá, onde eram realizadas as provas, foi demolido para a construção do Parque Olímpico da Barra, principal local de disputas dos Jogos do Rio-2016.

Haverá ainda uma etapa no Rio Grande do Sul, em 4 de setembro, em local ainda não definido. No total, serão 12 etapas na 44ª edição da Stock Car.

Outra novidade importante da Stock Car é a Fórmula 4. A categoria de base será realizada pela Vicar, mesma empresa que promove a Stock. E as 18 corridas de 2022 vão acompanhar parte do calendário do campeonato principal, em seis etapas diferentes.

A estreia será no Velocitta, nos dias 14 e 15 de maio. Depois a nova competição vai passar por Brasília, Interlagos, Velocitta novamente, Goiânia e terá sua temporada encerrada em Brasília, no fim de novembro.

Confira o calendário 2022 da Stock Car:

01 - 13/02 - Interlagos (Corrida de duplas)

02 - 20/03 - Goiânia

03 - 10/04 - Rio de Janeiro

04 - 15/05 - Velocitta (Mogi Guaçu-SP)

05 e 06 - 03/07 - Brasília

07 - 31/07 - Interlagos

08 - 04/09 - Rio Grande do Sul

09 - 25/09 - Velocitta (Mogi Guaçu-SP)

10 e 11 - 23/10 - Goiânia

12 - 20/11 - Brasília

O chefe de equipe da Ferrari, Mattia Binoto, confirmou que o alemão Mick Schumacher, filho do heptacampeão Michael Schumacher, será um dos pilotos reserva da equipe italiana na temporada de 2022 da Fórmula 1.

Binotto comunicou a decisão em uma entrevista coletiva online realizada na última terça-feira (21).

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"Não podemos esquecer que Schumacher já é da Ferrari, porque ele faz parte da nossa academia e, como sempre repetimos, ela existe para identificar futuros pilotos da Ferrari. Se você faz parte dela e ter sucesso, com certeza ganhará oportunidades", explicou.

Schumacher, que continuará guiando a Haas em 2022, não conquistou nenhum ponto na temporada passada e finalizou o campeonato em 19º. Apesar disso, Binotto afirmou que o alemão se deu bem em seu primeiro ano na categoria e apresentou uma grande evolução.

O campeão da edição de 2020 da Fórmula 2, que completará 23 anos em 22 de março, será piloto reserva da Ferrari em 11 corridas no próximo ano. O alemão vai revezar o posto com o italiano Antonio Giovinazzi, que não guiará nenhum carro da F1 em 2022.

"Giovinazzi não conduzirá nenhum carro da F1, mas estará conosco por 12 corridas na função de piloto reserva da Ferrari, da Alfa Romeo e da Haas, principalmente quando estiver livre de seus compromissos na Fórmula E", disse Binotto.

A Ferrari faturou 323,5 pontos e fechou a temporada de 2021 do campeonato de construtores na terceira colocação, atrás somente da campeã Mercedes e da vice Red Bull. 

Da Ansa

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês) realizou nesta sexta-feira a eleição que definiu a nova gestão do principal órgão regulador do esporte a motor no mundo. Mohammed ben Sulayem, natural dos Emirados Árabes Unidos, foi eleito o novo presidente, assumindo o cargo no lugar do francês Jean Todt após 12 anos.

Todt completou o seu terceiro e último termo como presidente da FIA neste ano, o máximo permitido pelo estatuto da entidade, e agora passará o comando do automobilismo a Sulayem, de 60 anos, após a eleição na Assembleia Geral, na qual derrotou Graham Stoker, que era o candidato da situação, sendo vice-presidente esportivo da gestão Todt, vencendo com 61,6% dos votos.

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Um post no Twitter da equipe do ex-piloto de rali afirmou que todos estão entusiasmados para construir uma FIA mais forte. "Estamos entusiasmados porque 62% de todos os clubes nos deram o seu voto. Estamos verdadeiramente honrados. O apoio de vocês nos ajudará a construir uma federação mais forte", disse a publicação.

O emiradense teve uma longa carreira como piloto de rali, vencendo por 14 vezes o Campeonato de Rally do Oriente Médio, sancionado pela FIA, antes de trocar os carros pelos cargos administrativos. Ele foi o primeiro árabe eleito ao Conselho Mundial do Esporte a Motor da FIA, servindo anteriormente como vice-presidente esportivo na Federação.

Em 2009, Sulayem também supervisionou a adição do GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, ao calendário da Fórmula 1, além de sua primeira edição.

Sua eleição marca um momento inédito na história da FIA, sendo o primeiro não-europeu a ocupar o cargo máximo e tendo o apoio de confederações nacionais importantes em sua campanha, como a do Reino Unido.

Sulayem sentia que havia uma necessidade de expandir o esporte, tornando-o mais acessível ao redor do mundo, incentivando campeonatos regionais que ajudem a trazer jovens talentos para as corridas. "Eu pretendo criar caminhos melhores e mais acessíveis para jovens pilotos", disse, em julho, ao site Motosport.com. "Essa é a mudança. Você não pode apenas repetir o que o presidente anterior fez, porque não vai funcionar. Os desafios são diferentes".

O heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, recebeu nesta quarta-feira o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, pelos seus serviços prestados ao automobilismo da Inglaterra, e o título resultante da lista de Honra de Ano Novo de 2021, no Castelo de Windsor, em Berkshire, na Inglaterra. O inglês já possui a honraria MBE - Membro da Ordem do Império Britânico -, recebida em 2009.

Na modalidade, Hamilton é o quarto piloto a receber a honraria, dada nesta quarta-feira pelo príncipe Charles em nome de sua mãe, a rainha Elizabeth. Ele fica atrás de nomes como Sir Jackie Stewart, Sir Stirling Moss e Sir Jack Brabham. Junto dele, outras duas personas também serão nomeadas: o ator David Suchet e o diretor musical Donald Runnicles.

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No Reino Unido, o título de cavaleiro ou dama da rainha é uma das mais altas honrarias que os cidadãos podem receber. Antigamente, ele era concedido pelo monarca apenas pelos feitos militares da população, mas desde então o título vem sendo atribuído a diversos setores da vida pública. Dessa forma, qualquer pessoa, instituição, grupo, ou órgão do governo pode indicar um indivíduo para receber a honraria. Assim, o título vem reconhecendo trabalhos em diversas áreas, como a da educação, filantropia, artes ou esportes.

No último domingo, o piloto da Mercedes perdeu a chance de conquistar o seu oitavo título mundial após uma conclusão de prova polêmica na última volta do GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Liderava até a última volta, quando foi ultrapassado pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull, que foi o campeão da temporada 2021.

Agora com o título de "Sir", Hamilton estará de volta ao grid de 2022 junto com seu novo companheiro de escuderia, o também inglês George Russell, ex-piloto da Williams. O heptacampeão mundial deverá comparecer à Cerimônia de Entrega de Prêmios da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), em Paris, nesta quinta-feira.

A última volta do GP de Abu-Dhabi, que consagrou Max Verstappen como o primeiro holandes campeão do mundo de Fórmula 1, ainda é motivo de muita polêmica. Agora, uma frase dita por Lewis Hamilton, logo após a relargada na última volta, veio a público. “Isso foi manipulado”, teria dito o piloto para a rádio da FIA.

Tudo começou quando, a cinco voltas do fim, Latifi da Williams bateu e o Safety Car foi acionado. A FIA trabalhou para tirar o carro da pista. Ela também determinou que os retardatários dessem a volta, mas apenas os que estavam entre Lewis e Max ainda que a regra determinasse todos do grid.

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Com pneus menos desgastado e com apenas uma volta para o fim, o holandes partiu para cima do britânico, passou rapidamente e venceu o mundial. A Mercedes ainda protestou, mas sem sucesso.

Cerca de 24 horas depois de passar por toda a tensão sob a qual foi disputado GP de Abu Dabi, que lhe deu o primeiro título de campeão mundial de Fórmula 1 com uma vitória ao ultrapassar Lewis Hamilton na última volta, o holandês Max Verstappen fez algumas reflexões nesta segunda-feira e em que pese toda a rivalidade travada durante o ano, o piloto da Red Bull mostrou muito respeito pelo inglês da Mercedes e admitiu que sentiu uma ponta de tristeza por ver o adversário perder a taça da forma que perdeu.

Em entrevista coletiva em Abu Dabi, Verstappen disse entender que o que aconteceu no último domingo são circunstâncias inerentes ao esporte a motor. O que fica, no fim das contas, é a felicidade de ter conquistado o título diante do piloto mais vitorioso da história - são sete títulos mundiais para Hamilton.

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"Poderia ter sido de qualquer forma. Lewis e eu tivemos uma temporada incrível, os dois empurrando um ao outro até o limite", comentou o novo campeão do mundo. "Quer dizer, parte de mim estava incrivelmente feliz e outra, decepcionada. Claro, fiquei sentido por Lewis. Ele fez tudo certo durante a corrida inteira, mas a Fórmula 1 pode ser muito imprevisível. Poderia ter sido ao contrário também, comigo a controlar a corrida e depois perder na última volta", explicou.

Passado todo o calor da disputa pelo título, sobraram palavras elogiosas a um rival que engrandeceu demais sua conquista máxima na carreira. "Lewis é um grande esportista", disse Verstappen, que também deixou claro que espera Hamilton "mordido" e com muita sede de títulos em 2022. "Faz parte (sobre o que aconteceu no fim do GP de Abu Dabi). É como disse antes, sabe: isso é automobilismo, e todos nó temos de lidar com isso, seja pelo aspecto positivo ou negativo. Mas ele vai voltar muito forte porque é um piloto incrível".

O holandês confirmou ainda que vai deixar de lado o número 33 para ostentar o 1 em seu carro para a defesa do título na temporada 2022. Será o regresso de um numeral histórico, mas que foi desprezado ao longo das últimas temporadas. O último piloto a estampá-lo em seu carro na Fórmula 1 foi o alemão Sebastian Vettel, em 2014.

"Sei que, depois de alguns dias (a curtir a conquista do título), preciso estar de volta a essa mentalidade para o ano que vem, quando tentarei defender esse título. Também estou ansioso para pilotar com o número #1", disse. "Então, eu vou (usar). Quantas vezes você pode fazer isso? Não sei, talvez seja a única vez que possa fazer isso na minha vida. É o melhor número que você pode ter, então vou usar no carro", destacou.

A disputa pelo título da temporada 2021 da Fórmula 1, conquistado nas pistas pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull, ainda tem chances de ser decidido fora delas. Na noite de domingo, após entrar com dois protestos referentes às voltas finais do GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, e ter ambos rejeitados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), a Mercedes confirmou a intenção de apelar oficialmente das decisões da entidade.

Agora, a escuderia alemã tem três dias para tornar oficial a apelação ao ICA, que é a corte suprema da FIA, contestando as decisões tomadas. Para a Mercedes, que se sagrou campeã do Mundial de Construtores, Verstappen ultrapassou o inglês Lewis Hamilton em safety car que, por sua vez, não teria tido o procedimento correto com retardatários.

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"Apresentamos nossa intenção de apelar do Documento 58 / a decisão dos comissários de indeferir o protesto da equipe", afirmou o porta-voz da Mercedes.

Em seu protesto, a escuderia alemã reclama da forma como foi feita a relargada após a entrada do safety car, acionado devido à batida do canadense Nicholas Latifi, da Williams, nas últimas voltas da corrida. Em um primeiro momento, o diretor de prova, Michael Masi, informou que os carros retardatários que estavam entre Verstappen e Hamilton não seriam autorizados a ultrapassar o carro de segurança. Após questionamento da Red Bull, a direção de prova decidiu mudar a decisão.

A Mercedes alegou que todos os retardatários deveriam ultrapassar o safety car e não apenas os cinco citados pela direção de prova (o inglês Lando Norris, o espanhol Fernando Alonso, o monegasco Charles Leclerc, o francês Esteban Ocon e o alemão Sebastian Vettel). Segundo a FIA, a intenção de mandar os cinco carros ultrapassarem o safety car foi "remover este carros que pudessem 'interferir' na disputa entre os líderes".

Além disso, o órgão sustenta que é consenso entre as equipes que sempre deve ser feito um esforço para as corridas terminarem com bandeira verde.

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) rejeitou neste domingo os protestos realizados pela escuderia Mercedes sobre as decisões da direção da prova de Abu Dabi e uma possível ultrapassagem de Max Verstappen sobre Lewis Hamilton, quando a prova ainda estava sob bandeira amarela, com a presença do safety car na pista.

Com a decisão, o título da temporada 2021 da Fórmula 1 continua com o holandês Max Verstappen. As duas reclamações foram protocoladas pela equipe alemã após o término da prova, que deu o troféu ao piloto da Red Bull.

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A primeira das reclamações da Mercedes a ser rejeitada foi sobre uma possível ultrapassagem de Max Verstappen sobre Lewis Hamilton quando a corrida ainda contava com bandeira amarela, com o safety car na pista. De fato, o carro do holandês se colocou à frente do vice-campeão, porém não foi considerado que houve vantagem, uma vez que na relargada todos obedeceram às suas posições. A Red Bull argumentou que há "um milhão" de precedentes sobre este caso e que os carros estavam somente acelerando, em um procedimento comum antes de uma relargada.

Logo em seguida, veio outra decisão da FIA, novamente rejeitando as declarações da Mercedes. O segundo questionamento fazia referência à decisão da prova de permitir que apenas alguns retardatários (os que estavam entre Hamilton e Verstappen) passassem o safety car e ficassem na mesma volta do líder. Nesta situação, o protesto não fazia referência ao campeão Max Verstappen, mas atingia diretamente os comissários da prova que tomaram a decisão.

A presença desses retardatários entre os dois líderes da prova atrasaria uma possível chegada do holandês a Hamilton, dando mais segurança para o britânico conduzir seu carro rumo à vitória em Abu Dabi e ao seu oitavo título mundial. Com a decisão do comando da prova, Verstappen pôde se colocar lada a lado com o heptacampeão e, com pneus mais novos, efetuar a ultrapassagem na última volta e confirmar seu primeiro título.

O argumento utilizado pela direção da prova para rejeitar o protesto foi que a presença daqueles cinco carros (Lando Norris, Fernando Alonso, Esteban Ocon, Charles Leclerc e Sebastian Vettel) interferiria diretamente na luta pela vitória e que, conforme decisão das próprias equipes, há um esforço comum para que as corridas terminem sob bandeira verde.

A Mercedes não aceitou a vitória de Max Verstappen no GP de Abu Dabi, neste domingo, em corrida que rendeu o título inédito da Fórmula 1 ao piloto da Red Bull, primeiro holandês campeão da categoria. Insatisfeita com a condução da prova, a equipe de Lewis Hamilton, único rival de Verstappen na briga pelo título, protocolou dois protestos contra o resultado final.

Quando restavam cinco voltas para o fim da prova decisiva o safety car precisou ser acionado, após um acidente envolvendo Nicholas Latifi. No momento, Hamilton liderava a prova. A pista foi liberada apenas na volta final, e Verstappen conseguiu a ultrapassagem, já que a interrupção diminuiu a vantagem do britânico e permitiu a aproximação. Os acontecimentos levaram a Mercedes a reclamar de questões relacionadas a procedimentos de relargada determinados pelos artigos 48.8 e 48.12 do Regulamento Esportivo da FIA.

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"Como, sem dúvida, foi relatado, apresentamos um protesto formal dentro do intervalo de tempo exigido de 30 minutos após o final da corrida. Não faremos nenhum comentário adicional sobre os detalhes até a condução da audiênciA", disse um porta-voz da Mercedes em comunicado à imprensa.

O artigo 48.12 indica que o safety car precisa sair da pista apenas após os retardatários ultrapassarem o primeiro colocado. A equipe alemã questiona o fato de apenas cinco pilotos terem recebido autorização do diretor da prova, Michael Masi, para fazer a ultrapassagem.

Lando Norris, Fernando Alonso, Esteban Ocon, Charles Leclerc e Sebastian Vettel, que estavam entre os líderes, foram os nomes autorizados, enquanto os outros não puderam passar. Em um primeiro momento, Masi evitou autorizar as ultrapassagens, mas mudou de decisão após questionamento da Red Bull. O argumento da Mercedes é que todos os retardatários deveriam ter recebido a autorização.

"Se o diretor de prova considerar seguro fazê-lo, e a mensagem ‘carros retardatários podem agora ultrapassar’ for enviada a todos os competidores através do sistema oficial de mensagem, qualquer carro que tiver sido ultrapassado em uma volta pelo líderes serão requisitados a ultrapassar os carros na volta de liderança e o Safety Car. Isso se aplicará apenas aos carros que foram ultrapassados no momento que cruzaram a linha ao fim da volta durante a qual eles cruzaram a primeira linha do Safety Car pela segunda vez após o Safety Car ter sido acionado", diz um trecho da regra.

Além da questão dos retardatários, a Mercedes alega que Verstappen posicionou o carro à frente de Hamilton na curva 12, pouco antes da relargada. Na interpretação da equipe alemã, isso teria caracterizado uma tentativa de ultrapassagem com o Safety Car na pista e, portanto, seria uma infração do artigo 48.8, que diz "nenhum piloto pode ultrapassar outro carro na pista, incluindo o Safety Car, até que ele passe a linha pela primeira vez após o Safety Car retornar aos boxes.

O chefe da Red Bull, Christian Horner, foi questionado sobre o assunto, mas preferiu não dizer muitas palavras. "Estamos decepcionados com o protesto, mas confiamos na FIA", limitou-se a dizer.

Felipe Massa relembrou, neste domingo (12), a perda do título mundial da Fórmula 1 para Lewis Hamilton na última corrida na temporada de 2008. Na oportunidade, o brasileiro, que estava na Ferrari, venceu o GP do Brasil, em Interlagos, mas viu o britânico ultrapassar o alemão Timo Glock na última volta e terminou a prova em quinto lugar, superando Massa em um ponto na classificação.

"Foi uma corrida emocionante. Verstappen campeão na última volta, na última curva, na última corrida do ano, exatamente o que aconteceu comigo... Ele merece, fez um campeonato maravilhoso, piloto que mais venceu este ano, independentemente do que aconteceu este ano, batida, não batida, fiquei feliz", disse Massa, que somou 11 vitórias na principal categoria do automobilismo.

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Massa festejou o fato de a F-1 ter mais um piloto campeão, o 34º da história. "É importante ter um novo piloto campeão mundial, em uma das temporadas mais emocionantes de todos os tempos", disse o brasileiro, referindo-se ao fato de Lewis Hamilton e Max Verstappen terem chegado a Abu Dabi com o mesmo número de pontos na classificação.

A frustração de Massa em 2008 ampliou o jejum de títulos do Brasil na Fórmula 1 que dura até hoje. O último campeão brasileiro na categoria foi Ayrton Senna em 1991.

A perda do oitavo título mundial da Fórmula 1 na última volta para Max Verstappen não abalou a elegância de Lewis Hamilton. O piloto da Mercedes cumprimentou o rival e elogiou seu trabalho, além de destacar a determinação de sua equipe durante toda a temporada.

"Em primeiro lugar, eu preciso dar os parabéns ao Max e a sua equipe, eles fizeram um excelente trabalho. Minha equipe, todos da fábrica e todos que estiveram aqui trabalharam tão duro este ano todo, foi uma temporada muito difícil, mas estou orgulhoso de todos eles, me sinto honrado de poder fazer parte desta jornada com eles", disse o britânico, que já deslumbrou um novo confronto em 2022.

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"Nós demos tudo, especialmente nesta última parte da temporada e acho que isso é o mais importante para mim. Tenho me sentindo bem no carro, especialmente nestes últimos dois meses. Então, veremos o que vai acontecer no ano que vem", completou o piloto, que vai completar 37 anos no próximo dia 7.

Único a usar máscara no pódio, Hamilton aproveitou para deixar uma mensagem. "Ainda vivemos numa pandemia e só desejo que toda a gente esteja segura e tenha um bom natal com as suas famílias. Veremos como será o próximo ano."

A hegemonia de Lewis Hamilton na Fórmula 1 chegou ao fim em uma corrida inacreditável neste domingo (12). Max Verstappen largou em primeiro no GP de Abu Dabi e foi ultrapassado pelo rival na reta inicial do Circuito de Yas Marina, mas voltou para a ponta na última volta, graças a um acidente de Nicholas Latifi, que obrigou o Safety Car a entrar na pista e diminuiu a vantagem de Hamilton. Diante do desfecho absurdo, o holandês venceu o primeiro título da carreira e impediu o octacampeonato do britânico, campeão quatro vezes seguidas nos quatro anos anteriores. Carlos Sainz ficou em terceiro.

"É inacreditável. A corrida toda tentei brigar por isso, e o que aconteceu foi inacreditável, é insano. Não sei o que falar. Agradeço a toda a minha equipe, os amo demais. Finalmente uma boa sorte para o meu lado", disse Verstappen logo após o fim da corrida.

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O último a vencer antes do tetra de Hamilton foi Nico Rosberg, em 2016, na época correndo pela Mercedes, que neste final de semana teve que se contentar apenas com o título de construtores, o seu oitavo seguido, com Hamilton em segundo lugar da classificação geral e Valtteri Bottas em terceiro. A Red Bull, radiante com a conquista de Verstappen, mantém o jejum de títulos de equipe iniciado após 2013, quando Sebastian Vettel foi campeão. A vitória do holandês, contudo, voltou a levar um piloto do time austríaco para o topo do pódio.

O resultado também não deixou que Hamilton se isolasse como o maior detentor de títulos da história da categoria. Caso tivesse vencido a corrida, o que esteve muito perto de acontecer, ele teria deixado para três a lenda Michael Schumacher, com quem está empatado com sete campeonatos vencidos. Não foi dessa vez que o alemão foi superado.

O título inédito encerra uma das temporadas mais disputadas da história da Fórmula 1. Tanto Verstappen quanto Hamilton chegaram à última corrida com 369.5 pontos, mas o holandês, pole position na grande decisão, estava na frente por vantagem no número de vitórias, critério que só faria diferença na final caso os dois saíssem da pista. Ele terminou a temporada com 395,5 pontos, oito a mais que Hamilton

A última vez que dois pilotos estavam empatados antes do GP derradeiro foi em 1974, temporada na qual Emerson Fittipaldi tinha os mesmos 52 pontos que Clay Regazzoni. Na ocasião, o brasileiro conquistou o bicampeonato.

O histórico de confrontos agressivos protagonizados por Verstappen contra Hamilton nesta temporada gerou preocupação ao longo da semana. A cena do carro do holandês em cima da Mercedes do britânico, após acidente no GP de Monza, é um dos episódios que vêm à mente quando se tenta explicar a intensidade da rivalidade, que subiu mais níveis depois da polêmica "espalhada" de Verstappen em São Paulo e da corrida caótica na Arábia Saudita.

A largada em Abu Dabi trouxe um pouco do clima de todos esses incidentes para dentro do Circuito de Yas Marina. Segundo do grid, Hamilton fez uma largada incrível e ultrapassou o pole Verstappen na reta. Aperreado, o piloto da Red Bull tentou dar o troco imediatamente e chegou a tocar o rival, que saiu da pista, mas conseguiu voltar à frente.

Os comissários interpretaram que o inglês saiu do traçado porque Verstappen o empurrou para fora, ponto de vista que indignou o holandês, que caiu para a quinta colocação 14 voltas depois, após parar nos boxes. A quarta colocação foi tomada com facilidade após ultrapassagem sobre Lando Norris. Já Hamilton, quando parou, voltou em segundo, atrás apenas de Sérgio Perez, preparado para se defender e ajudar o parceiro da Red Bull.

Verstappen voltou para a disputa direta com Hamilton no momento em que conseguiu ultrapassar o então terceiro colocado Carlos Sainz, na volta 18. Posicionado entre os dois pilotos da Red Bull, o britânico começou a travar uma batalha tensa contra Perez, que se segurou com muito afinco e ajudou Verstappen a diminuir a diferença para o rival.

O mexicano chegou a ser ultrapassado, mas voltou para a ponta em uma disputa emocionante. Após atrapalhar a vida de Hamilton o máximo que pode, de forma limpa, ele não resistiu e acabou ultrapassado pela estrela da Mercedes. Assim que isso aconteceu, Perez foi para os boxes e Verstappen assumiu a segunda colocação, dependendo apenas de si para alcançar o primeiro lugar.

Enquanto o clima esquentava lá na frente, uma despedida melancólica se desenhava mais para trás. Na volta 27, Kimi Raikonen, que anunciou a aposentadoria nesta temporada, teve problemas nos freios e sofreu uma batida leve, porém suficiente para tirá-lo da prova. Assim, o finlandês de 42 anos, campeão de 2007, se despediu da Fórmula 1.

O tipo de ajuda que Perez deu a Verstappen não foi dada a Hamilton pelo parceiro Valtteri Bottas, que brigava em posições mais baixas desde a largada. De qualquer forma, com a primeira colocação, restava a Hamilton se proteger, enquanto Verstappen diminuía o tempo o quanto podia.

Na 52º volta, a diferença entre os dois era de 11s615. Então, Nicholas Latifi bateu no setor três e obrigou a entrada do Safety Car na pista. O holandês foi para os boxes colocar pneus macios na volta seguinte, na intenção de ir para o tudo ou nada, já que a vantagem de Hamilton seria menor assim que o Safety saísse da pista.

Existiu o receio de que não houvesse tempo, mas o carro de segurança saiu da pista na volta final. A tensão se estabeleceu por todo o Circuito de Yas Marina, enquanto Verstappen partia para o ataque e Hamilton se defendia, até o holandês tomar a ponta, para o desespero do rival, que abriu a asa móvel mas não conseguiu mais alcançar. O acaso do acidente de Latifi deu um final absurdo a uma temporada incrível e Verstappen fez história.

Veja o resultado da corrida do título de Max Verstappen:

1º - Max Verstappen (Red Bull) - 1h30min17s345

2º - Lewis Hamilton (Mercedes) - a 2s256

3º - Carlos Sainz (Ferrari) - a 5s173

4º - Yuki Tsunoda (Allpha Tauri) - a 5s622

5º - Pierre Gasly (Alpha Tauri) - a 6s531

6º - Valtteri Bottas (Mercedes) - a 7s463

7º - Lando Norris (McLaren) - a 59s200

8º - Fernando Alonso (Alpine) - a 61s708

9º - Esteban Ocon (Alpine) - a 64s026

10º - Charles Leclerc (Ferrari) - a 66s057

11º - Sebastian Vettel (Aston Martin) - 67s527

12º - Daniel Ricciardo (McLaren) - 1 volta

13º - Lance Stroll (Aston Martin) - 1 volta

14º - MIck Schumacher (Haas) - 1 volta

Nicholas Latifi (Williams)

Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo)

George Russel (Williams)

Kimi Raikkonen (Alfa Romeo)

O último treino livre desta temporada da Fórmula 1 terminou com uma vitória dominante de Lewis Hamilton neste sábado, em Abu Dabi, onde será disputado o GP de encerramento. O britânico da Mercedes garantiu a melhor volta com o tempo de 1m23s274 e uma vantagem de 0s214 sobre Max Verstappen, seu grande rival na briga pelo título. Valtteri Bottas, parceiro de Hamilton, ficou em terceiro.

O tempo a ser batido foi estabelecido por Verstappen no início do treino, quando ele marcou 1m24s997. Não demorou, contudo, para que a história da disputa começasse a mudar, já que Hamilton, com pneus macios desde o início, conseguiu desafiar o tempo alcançado pelo holandês, que usava pneus médios. Assim, logo o heptacampeão assumiu a ponta e dominou a prova.

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Bottas chegou a liderar com apenas 0s030 de diferença para o parceiro, mas a melhor volta veio para colocar Hamilton em primeiro mais uma vez, com 1m21s274. A partir daí, a Red Bull tentou fazer alguns ajustes para melhorar o desempenho de Verstappen, como a substituição da asa traseira.

A modificação na estrutura somada à adoção de pneus macios melhoraram o desempenho do holandês, mas não o suficiente para que ele conseguisse superar o rival da Mercedes. Com isso, teve que se contentar com o segundo lugar e algumas incertezas antes do derradeiro treino classificatório, marcado para as 10 horas deste sábado. O top 10 da apresentação livre teve ainda Sergio Perez, Lando Norris, Yuki Tsunoda, Pierre Gasly, Carlos Sainz, Daniel Ricciardo e Charles Leclerc.

Verstappen e Hamilton e estão empatados com 369.5 pontos na classificação da Fórmula 1, mas o piloto da Red Bull está na frente pois leva vantagem no número de vitórias, com nove contra oito do britânico.

Por isso, a expectativa é por uma corrida muito disputada a partir das 10 horas de domingo, no Yas Marina Circuit. Existe, inclusive, certo receio de que os dois pilotos se toquem na pista, já que o clima está pesado entre eles, após episódios polêmicos na Itália, em Interlagos e na Arábia Saudita.

A Fórmula 1 iniciou nesta sexta-feira (10) os trabalhos de pista para o GP de Abu Dabi, a 22.ª e última etapa da temporada 2021, nos Emirados Árabes Unidos, que coroará Lewis Hamilton ou Max Verstappen como o campeão. Na primeira sessão de treinos livres, a Red Bull começou mostrando a sua força, colocando o holandês na ponta, enquanto que a Mercedes veio na sequência, mas com o finlandês Valtteri Bottas à frente do inglês heptacampeão mundial, que ficou em terceiro lugar.

Verstappen foi o mais rápido na primeira atividade de pista no circuito de Yas Marina ao marcar 1min25s009, sendo predominantemente mais rápido no segundo setor. Hamilton, por sua vez, fez sua melhor volta com tempo apenas 0s033 mais lento (1min25s042) na comparação com o holandês, mas teve a volta deletada por ter excedido os limites de pista. Ficou em terceiro com 1min25s355.

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Desta forma, Bottas, que se despede da Mercedes neste fim de semana - correrá pela Alfa Romeo em 2022 -, foi o segundo colocado ao cravar 1min25s205. Foi um treino livre bastante equilibrado em termos de tempo, com os cinco primeiros colocados separados por apenas 0s369.

Companheiro de Verstappen na Red Bull, o mexicano Sergio Pérez foi apenas 0s008 mais lento que Hamilton e finalizou a sessão em quarto com 1min25s363, enquanto que o japonês Yuki Tsunoda foi a surpresa ao ficar a apenas 0s015 do mexicano, com 1min25s378, e fechar o Top 5.

O espanhol Fernando Alonso garantiu o sexto lugar com a Alpine, sendo seguido pela AlphaTauri do francês Pierre Gasly. O monegasco Charles Leclerc e o espanhol Carlos Sainz Jr., ambos com a Ferrari, finalizaram a sessão em oitavo e nono, respectivamente, enquanto que o alemão Sebastian Vettel fechou a relação dos 10 mais rápidos, a menos de um segundo do líder da sessão. A novidade do treino foi a presença do britânico de ascendência sul-coreana Jack Aitken, que correr com a Williams no lugar do compatriota George Russell.

Pela primeira vez desde 1974, dois pilotos chegam empatados à etapa final do ano. São 369,5 pontos para cada, com Verstappen à frente de Hamilton pelo critério de desempate, tendo mais vitórias no ano (9 a 8). Por isso, a matemática do título é simples: será campeão quem cruzar a linha de chegada na frente no domingo. E se o empate persistir, o título vai para a Red Bull.

Os carros voltarão à pista ainda nesta sexta-feira, a partir das 10 horas (de Brasília), para a segunda sessão de treinos livres. No sábado, o terceiro e último treino livre será às 7 horas e o de classificação às 10 horas, mesmo horário da corrida no domingo.

A Haas, equipe americana que faz parte do grid da Fórmula 1, divulgou, nesta quinta-feira (9), que o brasileiro Pietro Fittipaldi seguirá como piloto de testes e reserva na temporada 2022. O anúncio foi feito às vésperas da etapa derradeira do atual Mundial, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Ligado à Haas desde 2018, o piloto de 25 anos vai continuar a ser, portanto, o suplente imediato do russo Nikita Mazepin e do alemão Mick Schumacher no ano que vem.

Além dos seus compromissos habituais com a Fórmula 1, Pietro também diversificou as suas atividades como piloto em 2021. Na Fórmula Indy, por exemplo, disputou três provas com a Dale Coyne, inclusive as 500 Milhas de Indianápolis, onde recebeu o prêmio de Novato do Ano. O neto de Emerson Fittipaldi também fez uma etapa da European Le Mans Series, em Barcelona, e ainda disputou a rodada dupla de Curitiba da Stock Car, pela Full Time, em substituição a Tony Kanaan.

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Pietro fez as suas únicas duas corridas na Fórmula 1, nos GPs de Sakhir, no Bahrein, e de Abu Dabi do ano passado, como piloto da Haas. O brasileiro levou o carro de número 51 à pista como substituto do francês Romain Grosjean, que à época se recuperava do gravíssimo acidente sofrido no GP do Bahrein.

Na visão de Guenther Steiner, chefe da Haas, a permanência de Pietro como reserva da equipe foi natural. "Manter Pietro como nosso piloto oficial de testes e reserva foi uma decisão muito simples para nós. Pietro conhece muito bem o funcionamento interno da nossa equipe porque está conosco há muito tempo. Ele nos provou, no ano passado, que estava pronto para acelerar e guiar quando necessário, e sua presença na equipe neste ano também trouxe continuidade. Estamos muito satisfeitos em continuar nosso relacionamento e estamos ansiosos para tê-lo a bordo conosco em 2022", disse o italiano.

Pietro se mostrou grato por seguir vinculado a uma equipe da Fórmula 1 e ampliar o tempo da sua relação com a Haas. "Estou naturalmente muito feliz e empolgado com a chance de seguir minha união com a Haas. Já estou com a equipe há algumas temporadas, e eles me parecem muito com uma família. Aprendi muito e espero seguir contribuindo diante do lançamento da nova geração de carros da Fórmula 1 em 2022. Vai ser empolgante ver o que vem pela frente com o novo pacote e estou muito interessado, como o restante da equipe, para ver o que o VF-22 vai fazer na pista", afirmou.

Empatado em 369,5 pontos com o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, no Mundial de Pilotos, o holandês Max Verstappen, da Red Bull, terá neste domingo a disputa final pelo título da temporada 2021 de Fórmula 1 no GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Nesta quarta-feira (8), ele antecipou que será "uma corrida emocionante" e espera "terminar o ano da melhor maneira possível".

"Tivemos muitas vitórias e bons momentos este ano, temos sido muito competitivos em geral, em comparação com as temporadas anteriores. Como equipe, podemos estar satisfeitos e orgulhosos do que alcançamos", explicou o holandês em um comunicado oficial divulgado pela Red Bull

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Verstappen, líder do Mundial de Pilotos por ter uma vitória a mais que Hamilton (9 a 8), garante que a equipe austríaca "vai dar tudo para ganhar este campeonato" e acrescentou: "Vai ser uma corrida emocionante e queremos terminar a temporada na melhor maneira possível", disse.

"Estou animado para voltar a Abu Dabi. Perdemos um pouco de ritmo nas últimas corridas, mas espero que não seja o caso neste fim de semana", frisou o holandês, que busca o seu primeiro título na carreira.

Verstappen destacou que o circuito de Yas Marina sofreu alterações desde o ano passado. "A pista está mais rápida. Será interessante ver como isso afetará o acerto do carro. É muito importante fazer uma boa qualificação em Abu Dabi e esperamos fazê-lo", completou.

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