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A Fórmula 4 Brasil, que terá início em maio, surge em meio à carência de competições de base no automobilismo nacional. O evento tem seis fins de semana previstos até novembro, com três provas em cada. Entre os 16 pilotos, que estão divididos em quatro equipes, Aurélia Nobels é a única garota. Não que seja um cenário estranho à jovem de apenas 15 anos, acostumada a ser minoria nos torneios que disputa.

"Há poucas meninas no esporte e é bem difícil, porque a gente sofre com os meninos, por ser um esporte bem machista. Mas meus pais sempre apoiaram muito, meus amigos também. Quando falei [que seria piloto], eles [amigos] ficaram até chocados, porque ver uma menina nesse esporte é difícil, mas estão sempre me apoiando, perguntando e ficam felizes com os resultados", contou Aurélia, à Agência Brasil.

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O sobrenome da piloto, aliás, não deixa dúvidas da origem estrangeira. Aurélia nasceu em Boston (Estados Unidos) e tem pais belgas. A família vive no Brasil desde que a jovem tinha três anos, mas o carinho pelo país vem de antes, também motivada pelo automobilismo.

"Quando era pequeno, tinha uma bandeira brasileira no quarto, porque gostava do Ayrton Senna. Ele era meu ídolo. Sempre sonhei conhecer o Brasil, tive oportunidade profissional [para isso] e depois de mudar para cá. Toda a família mudou, gostou muito e aqui ficamos", recordou o pai de Aurélia, Kevin Nobels.

Dos quatro filhos de Kevin, dois seguiram o caminho do esporte a motor - o irmão mais novo de Aurélia, Ethan, também pilota. Ambos iniciaram no kart com Tuka Rocha, piloto com destaque na Stock Car, que faleceu em 2018 em um acidente aéreo. A jovem tinha dez anos quando conheceu a modalidade e participa de torneios desde 2017. Além de pistas brasileiras, ela já competiu na Europa e foi a única representante feminina na categoria OK Junior (12 a 14 anos) no Campeonato Mundial de Kart de 2020, em Portimão (Portugal).

"Eu achei bem diferente [competir na Europa], em relação ao kart e às pistas. Sobre machismo, eles veem menos diferenças entre meninos e meninas. Além disso, há mais meninas [pilotando] na Europa", descreveu Aurélia, que tem a paulistana Bia Figueiredo, ex-piloto de Stock Car e Fórmula Indy, entre as referências na modalidade - ao lado do monegasco Charles Leclerc e do britânico Lewis Hamilton, ambos da Fórmula 1. 

"Eu a conheci [Bia] no começo da minha carreira. É uma pessoa incrível, muito gente boa. Ela até me mandou mensagem quando entrei na TMG [equipe de Aurélia na Fórmula 4], já trabalhou com Thiago [Meneghel, chefe da escuderia]", contou.

A temporada brasileira da Fórmula 4 será a primeira de Aurélia dirigindo um monoposto. Para se adaptar, a jovem fez testes na Europa - o carro da F4 de lá é o mesmo que será utilizado por aqui - e conheceu as pistas que terá pela frente em 2022, a bordo de um Fórmula 3.

"[O monoposto] É bem diferente do kart, que é a base de tudo. O carro é mais pesado e mais rápido e o freio é mais duro. Tem de trabalhar bastante o físico para aguentar o carro e fazer bastante simulador para conhecer as pistas, saber onde é a primeira curva, onde frear", disse a piloto.

Aurélia sonha com a Fórmula 1, que não tem uma piloto mulher desde a italiana Giovanna Amati, que participou dos treinos oficiais de classificação em três etapas da temporada 1992. Já a última a disputar uma prova foi a compatriota Leila Lombardi, que esteve em 12 corridas, entre 1974 e 1976. De lá para cá, as britânicas Susie Wolff - atualmente a chefe-executiva da equipe Venturi, na Fórmula E (monopostos elétricos) - e Katherine Legge são as que mais chegaram perto de competir na principal categoria do automobilismo.

"É muito difícil, poucas pessoas conseguem, mas espero que dê certo e eu consiga chegar lá um dia", afirmou a jovem, que, a partir de 2023, com 16 anos, fica apta a participar das seletivas para a W Series, categoria internacional voltada somente a mulheres e que teve a catarinense Bruna Tomaselli na temporada passada.

E quanto à bandeira que defenderá? Em 2020, no Mundial de kart, Aurélia e o irmão competiram pela Bélgica. Apesar do sangue meio norte-americano, meio europeu, Aurélia quer representar o país onde cresceu e no qual a família decidiu viver.

"Vim para cá muito cedo, moro há 12 anos, então me considero brasileira. Prefiro representar o Brasil", concluiu a piloto, que tem as bandeiras dos três países estampada no capacete.

O primeiro fim de semana da Fórmula 4 Brasil será o de 14 e 15 de maio, em Mogi Guaçu (SP). Nos dias 30 e 31 de julho, as provas serão em Brasília. A categoria volta para Mogi Guaçu nos dias 25 e 26 de setembro. A quarta etapa está marcada para Goiânia, em 22 e 23 de outubro. A temporada chega ao fim nos dias 19 e 20 de novembro, outra vez em Brasília.

A Fórmula 1 confirmou nesta segunda-feira a extensão de contrato do GP de Emília-Romagna, no Circuito Internacional Enzo e Dino Ferrari, em Imola, até 2025. A pista entrou no calendário por causa da pandemia da covid-19, que obrigou a categoria a buscar opções com a impossibilidade de correr na Ásia e na América.

"Estou muito satisfeito por continuarmos nossa excelente parceria com Imola para o Grande Prêmio da Emilia Romagna até 2025. O circuito é icônico e faz parte da história do nosso esporte e eles fizeram um trabalho incrível ao sediar duas corridas durante a pandemia. É um momento de orgulho para os nossos fãs italianos receberem duas corridas e para todos os nossos fãs ao redor do mundo verem este fantástico circuito no calendário para o futuro", falou Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1.

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O GP da Emília-Romanha foi o segundo circuito de 2021, e teve como vencedor Max Verstappen, da Red Bull. "É um resultado extraordinário para a região da Emilia-Romagna e para o Motor Valley. A confirmação de que o Grande Prêmio de Fórmula 1 Made in Italy e Emilia-Romagna, que será realizado no Autódromo Enzo e Dino Ferrari em Ímola até 2025, é uma recompensa a um importante esforço de equipe que envolveu o Ministério da Economia e Finanças, o Ministério da Relações Exteriores, Gelo (id a Agência de Comércio Italiana), a cidade de Imola, ACI, CON.AMI e Fórmula 1, é claro", destacou Stefano Bonaccini, presidente da Emilia Romagna.

O Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2022 começará no dia 20 de março no Bahrein e terminará nos Emirados Árabes Unidos, no dia 20 de novembro. O Grande Prêmio da Emília-Romagna será o quarto evento da competição, marcado para o dia 24 de abril.

De 20 pilotos, dezenove já estão confirmados na principal categoria do automobilismo. A Haas é a única escuderia com um assento sobrando, já que confirmou a saída de Nikita Mazepin por causa das sanções recebidas pela Rússia por invadir a Ucrânia. O favorito para assumir o posto é o brasileiro Pietro Fittipaldi.

• Maria Teresa de Filippis;Maria deu o "arranque" inicial para as mulheres na Fórmula 1. A italiana participou da competição de 1958 até 1959, ela se inscreveu em cinco corridas e participou apenas de três.O melhor resultado de Maria foi a 10ª colocação no GP da Bélgica, em 1958. Porém, na corrida seguinte, sua participação foi vetada pelo diretor de prova, Toto Roche. Toto alegou, de forma sexista à época que "uma jovem tão bonita não deveria usar nenhum capacete a não ser o secador".Sua última corrida foi no GP de Mônaco de 1959. Em 1979, Maria juntou-se ao International Club Of Former F1 Grand Prix Drives (um clube internacional de ex-pilotos da F1). Nos anos seguintes, em 1997, a italiana tornou- se vice-presidente do clube e presidente do clube da Maserati.• Lella Lombardi;Após Maria, o Grid da Fórmula 1 demorou 15 anos para ter uma presença feminina. Lella foi a primeira mulher a marcar pontos na competição.Ela fez parte de diversas competições de divisões inferiores da Fórmula 1. Em 1974, a Italiana finalmente debutou na principal competição, sua estréia foi no GP da Grã-Bretanha.No ano seguinte, 1975, Lella disputou 12 das 14 provas da temporada. No GP da Espanha conquistou a melhor colocação feminina na história da F1, um sexto lugar que a rendeu meio ponto na classificação de pilotos.Em 1976, Lella foi substituída pelo sueco Ronnie Peterson. Isso decretou o fim da italiana na F1. Porém, Lombardi ainda correu na NASCAR e só parou de competir em 1980, quando foi diagnosticada com câncer. • Divina Galicia;Divina foi uma atleta olímpica britânica que disputava provas de esquí. Ela recebeu um convite para uma corrida com celebridades e se surpreendeu com seu talento atrás do volante.A britânica defendeu as cores da equipe Hesketh. Divina participou de três treinos, mas nunca chegou a se classificar para a corrida.• Desiré Wilson;Desiré é a única não europeia da lista. A sul-africana disputou a Fórmula 1 britânica entre 1978 e 1980, com direito a uma vitória em 1980. No mesmo ano, Wilson despertou o interesse da Williams, porém, não conseguiu se classificar para disputar um GP da divisão principal da Fórmula 1.O circuito de Brands Hatch, na Inglaterra, tem uma arquibancada com o nome de Desiré, como forma de homenagem a pilota.• Giovanna Amati;A última mulher a correr na Fórmula 1 foi Giovanna Amati. A italiana foi a pilota principal da Brabham no começo da temporada de 1992, mas não conseguiu se classificar para nenhuma das três provas nas quais foi inscrita e acabou perdendo a vaga na equipe. Após a F1, Amati seguiu sua carreira no automobilismo nas categorias de turismo.

Pilotos da Rússia e de Belarus vão poder continuar correndo nos eventos da FIA, entre eles a Fórmula 1. Mas para isso vão precisar seguir uma cartilha que, dentre as especificações, não está permitido qualquer alusão às cores da bandeira dos países.

O motivo da determinação divulgada nesta sexta-feira (4), obviamente é a guerra que Vladimir Putin está travando contra a Ucrânia, país vizinho. Os pilotos dentre outras normas terão que usar bandeira neutra, não poderão fazer nenhuma alusão aos países nas suas redes sociais.

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Além disso, nomes ligados aos países nas roupas e macacões também estão proibidos, execuções do hino russo e de Belarus e prestar apoio à invasão à Ucrânia. Novas decisões para os pilotos não estão descartadas.

Segundo noticiou, nesta quinta-feira (3) a imprensa alemã, o piloto russo da escuderia americana Haas, Nikita Mazepin, vai ser desligado da equipe e nem vai participar dos treinos no Bahrein. A oportunidade deve cair no colo do brasileiro Pietro Fittipaldi. 

Desde que Putin iniciou a guerra na Ucrânia a F1 já cancelou o GP da Rússia, a Haas tirou dos seus carros o nome do patrocinador russo que veio via Mazepin e agora deve anunciar a decisão de tirar o piloto russo do grid.

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Segundo disse à Sky Sports alemã, o especialista em Fórmula 1 Ralf Schumacher, irmão do hexacampeão Michael Schumacher, e tio de Mick Schumacher, companheiro de equipe de Mazepin, o nome de Pietro é o mais cotado para assumir o cockpit nos treinos livres. Ele é reserva da equipe. Resta saber se ele vai ser de fato o piloto também nas corridas da temporada 2022. 

Nesta quinta (3), nas redes sociais, a escuderia postou uma foto do seu carro nas curvas do Bahrein avisando sobre os treinos do fim de semana. O curioso é que o carro tem o número 51, que não é usado nem por Schumacher e nem por Mazepin e sim por Pietro. Será um sinal?

Uma semana após suspender o GP da Rússia, marcado para o mês de setembro, em Sochi, a direção da Fórmula 1 adotou uma medida ainda mais rigorosa e anunciou nesta quinta-feira que rescindiu o contrato com os russos em definitivo após a invasão à Ucrânia.

Depois da realização de oito provas da modalidade em Sochi, a Fórmula 1 não volta mais a correr na Rússia, uma decisão aprovada pelos dirigentes e pelos pilotos, que não viam motivos para disputar o Grande Prêmio após o início dos ataques aos vizinhos ucranianos.

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A corrida deste ano seria a despedida de Sochi, com uma prova em circuito de São Petersburgo programada para estrear no calendário a partir de 2023. Agora a Rússia está oficialmente banida da Fórmula 1, que seguiu o exemplo de outras modalidades esportivas para dar exemplo contra a guerra.

"A Fórmula 1 pode confirmar que rescindiu seu contrato com o promotor do Grande Prêmio da Rússia. Isso significa que a Rússia não terá mais uma corrida no futuro", informou a Fórmula 1 em comunicado em suas páginas oficiais nesta quinta-feira.

"Na semana passada, a F1 anunciou que é impossível realizar o Grande Prêmio da Rússia em 2022 nas atuais circunstâncias", acrescentou a entidade. Pilotos como Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Max Verstappen já haviam se pronunciado contra a realização da prova russa. O alemão tetracampeão do mundo até anunciou que não iria para Sochi.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já havia manifestado solidariedade aos ucranianos e proibido os pilotos da Rússia e de Belarus a usarem símbolos de seus países nas corridas e até mesmo vetado seus hinos nacionais. O Reino Unido foi adiante e proibiu que pilotos dos dois países disputem provas na Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte ou País de Gales.

A Fórmula 1 anunciou que, em decisão tomada em conjunto com a FIA e as equipes, não realizará o Grande Prêmio da Rússia após a invasão das forças armadas do país invadirem a Ucrânia neste semana. "É impossível realizar o Grande Prêmio da Rússia nas atuais circunstâncias", diz a organização em nota sobre a edição na cidade de Sochi, que seria disputada em setembro.

Na quinta-feira, o piloto Sebastian Vettel fez questão de se posicionar sobre a crise militar e diplomática e foi duro em suas declarações. O presidente da associação de pilotos da Fórmula 1 (GPDA) disse que não disputaria o GP em protesto por ver "pessoas inocentes perdendo vidas por razões estúpidas."

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"Acordei esta manhã chocado com as notícias. É horrível ver o que está acontecendo", lamentou o tetracampeão mundial, da Aston Martin. "A minha opinião é que não devemos ir, e decidi que não vou. Acho que é errado correr naquele país (Rússia). Lamento muito pelas pessoas inocentes que estão perdendo a vida, sendo mortas por razões estúpidas sob uma liderança muito estranha e louca."

A decisão da Fórmula 1 vai de encontro com de outras entidades esportivas de retirar eventos esportivos da Rússia. A Uefa trocou a cidade da final da Liga dos Campeões de São Petersburgo para Paris, no Stade de France, no dia 28 de maio.

A Fifa também vai tratar do calendário dos jogos das seleções que disputarão a repescagem para a Copa do Mundo deste ano, no Catar. Polônia, Suécia e República Checa descartaram jogar partidas na Rússia. O presidente Gianni Infantino adotou um discurso em que pede pelo diálogo construtivo e evitou tomar decisões que afetem os jogos.

O ataque russo à Ucrânia vem gerando reações no campo esportivo. Depois da ofensiva de Putin, nesta quinta-feira (24), o campeão do mundo de Fórmula 1 Sebastian Vettel afirmou que não pretende correr o GP da Rússia, previsto para setembro.

“Não irei correr no GP da Rússia. Acho errado. Sinto muito pelas pessoas inocentes que estão perdendo suas vidas, que estão sendo mortas por razões estúpidas e uma liderança muito, muito estranha e louca”,  disse Vettel em conferência de imprensa durante os treinos de Barcelona.

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Mas Vettel não foi o único, o atual campeão, Max Verstappen, também se solidarizou com a situação: “Quando um país está em guerra, certamente não é correto correr lá. Mas não é só sobre o que eu penso, é algo que todo o paddock deve decidir o que fazer”.

F1 se pronuncia

Por enquanto, a F1 não deu indícios de que pode cancelar o GP da Rússia no dia 25 de setembro: “Observamos de perto o desenvolvimento fluido dos acontecimentos e, neste momento, não há mais comentários sobre a corrida. Continuaremos a monitorar a situação”, disse um representante da categoria à imprensa. 

Haas e Mazepin

A escuderia americana Haas, que tem um piloto e um patrocínio russo, também tomou uma decisão drástica contra o seu patrocinador. Todos os adesivos alusivos à empresa Uralkali serão retirados e os carros andarão no último dia de treinos em Barcelona todo de branco. 

“A Haas apresentará seu VF-22 em uma pintura totalmente branca, sem a marca da Uralkali, para o terceiro e último dia de testes no Circuito de Barcelona-Catalunha em 25 de fevereiro. Nikita Mazepin pilotará como o planejado na sessão matinal, com Mick Schumacher assumindo na tarde. Nenhum comentário adicional será feito neste momento, considerando os acordos dos patrocinadores”, diz o comunicado.

O piloto russo Nikita Mazepin comentou em entrevista à Sky Sports que se a corrida acontecer ele vai estar lá e que sempre torceu por um “esporte sem politica”.

A pré-temporada da Fórmula 1 com os reformulados carros começou nesta quarta-feira, em Barcelona. O primeiro trabalho do dia na Espanha terminou com a Ferrari de Charles Leclerc na frente, seguida por Lando Norris, da McLaren, e por George Russel, agora na Mercedes. O campeão mundial Max Verstappen, da Red Bull, fez somente a sexta marca da manhã.

A Ferrari promete vir forte na temporada da Fórmula 1 para acabar com o jejum de títulos. Desde 2007 a escuderia italiana não tem um campeão de pilotos. O último título de construtores foi em 2008.

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Leclerc deu quase 80 voltas no circuito da Catalunha e cravou a volta mais rápida com 1m20s165, três décimos de vantagem sobre Lando Norris. Russell realizou 75 voltas e fechou a manhã em terceiro.

Com um carro diferente do apresentado oficialmente, Max Verstappen não obteve um bom resultado com a Red Bull entre os 10 pilotos que participaram do treino da manhã. Mesmo completando 80 voltas - foi quem mais girou na Catalunha -, o holandês ficou apenas na sexta colocação.

Foi superado, ainda, por Sebastian Vettel, da Aston Martin, em surpreendente quarto lugar, e por Yuki Tsunoda, da AlphaTauri. Pior equipe da temporada passada, desta vez a Haas conseguiu superar a Alfa Romeo, com Nikita Mazepin em 9°. Robert Kubica, reserva com uma camuflada Alfa Romeo, ficou em último. Completaram o primeiro treino do dia, Fernando Alonso, em sétimo com a Alpine e Nicholas Latifi, em oitavo, com a Williams.

Uma das principais modalidades esportivas e de entretenimento dos norte-americano completa esta semana 74 anos, a NASCAR, que  é uma associação automobilística que sanciona e controla múltiplos eventos de esporte motor, em especial competições de "stock cars". 

A NASCAR foi fundada em 21 de fevereiro de 1948, por William France e Ed Otto. Antes disso, William já organizava corridas que envolviam carros normais de passeios modificados para ter mais velocidade. A criação da associação foi uma forma de buscar uma padronização para estes eventos. A primeira prova disputada pela categoria aconteceu no circuito de terra do "Charlotte Speedway" na Carolina do Norte, em 19 de junho de 1949.

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A sexta-feira foi o dia da apresentação de um dos carros mais aguardados para a temporada 2022 da Fórmula 1. Em Silverstone, na Inglaterra, a Mercedes, atual octocampeã do Mundial de Construtores, mostrou o seu modelo W13 que será usado neste ano e a grande novidade é a volta da cor prata como predominante em sua pintura. É o retorno da "Flecha Prateada", como era conhecida a equipe, depois de dois anos usando o preto como forma de apoiar as causas antirracistas.

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"Desde que o trabalho no W13 começou, vi um entusiasmo no nosso time como nunca antes, graças à quantidade de oportunidades que o regulamento técnico oferece", disse Toto Wolff, chefe da equipe, durante a apresentação. "Perto do fim do ano, quando o projeto de construção do carro realmente tomou forma, senti uma grande paixão em toda a organização, não só na arena técnica, mas também nas nossas bases em Brackley e Brixworth (ambas na Inglaterra), que abraçaram uma mentalidade de 'podemos fazer isso'", completou.

"Nos saímos muito bem durante a última grande mudança de regulamento para a era híbrida e tivemos uma boa performance quando passamos de carros mais estreitos para carros mais largos em 2017. Apesar de termos um bom histórico de pista, a minha mensagem é clara: não podemos depender do sucesso passado para a performance deste ano, mas podemos depender do nosso pessoal, da nossa cultura, nossa estrutura e da nossa mentalidade para fazermos o melhor trabalho possível em 2022", disse Wolff.

Principal piloto da equipe, o britânico Lewis Hamilton não escondeu o entusiasmo com o novo carro, ressaltando que as mudanças podem promover um campeonato bastante imprevisível. "Parece-me impressionante, como sempre. Como mudou. Agora temos que evoluir durante a temporada, mas é um dos momentos mais emocionantes dos últimos anos para mim. Como se fosse o primeiro dia. Vamos ver se é uma obra-prima. Eu os vi trabalhar, mas o mais emocionante é que ninguém sabe o que os outros vão trazer, o que os outros fizeram, então você tem que aproveitar um ano espetacular", afirmou.

As mudanças no regulamento deveriam ter entrado em vigor em 2021, mas foram adiadas para esta temporada devido à pandemia de covid-19. Indo para a 16.ª temporada da carreira, Hamilton mostrou entusiasmo com a chegada de um novo momento para o Mundial e ansioso para assumir o volante do W13.

"Eu acho que será emocionante assistir essa nova era de carros, nunca vimos uma cobrança tão alta, tão grande de tantas maneiras. Tem sido muito interessante ver os designers e todo mundo se unindo para encontrar as maneiras de criar uma obra-prima e não temos ideia de como isso vai funcionar", comentou Lewis. "Demos algumas voltas no simulador, mas nos certificamos de obter a correlação certa. Eu acho que o George sai primeiro hoje, acho que vou sair depois dele", completou.

No ano passado, apesar de não ter conseguido comemorar o título de pilotos, a Mercedes terminou 28 pontos na frente da Red Bull, que foi a vice-campeã entre os construtores, mas comemorou a conquista inédita do holandês Max Verstappen.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês) anunciou, nesta quinta-feira, a remoção de Michael Masi como diretor de provas da Fórmula 1. Em comunicado oficial, o novo presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, confirmou que Niels Wittich e Eduardo Freitas vão se alternar no posto. com assistência de Herbie Blash. Agora, o australiano terá um novo cargo interno.

Masi gerou polêmica por conta das decisões no GP de Abu Dabi de 2021, que deu o título da Fórmula 1 para o holandês Max Verstappen. Na ocasião, o piloto da Red Bull era segundo colocado, atrás do inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, mas a situação mudou após o acidente do canadense Nicholas Latifi, da Williams, com cinco voltas para o final da prova. Antes da relargada, no último giro da corrida, o diretor optou por remover apenas os retardatários que estavam entre os candidatos ao título em vez de liberar todos ou nenhum, como diz o regulamento.

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Com o embate direto criado para a última volta, Verstappen ultrapassou Hamilton e conquistou o primeiro título mundial na Fórmula 1. A Mercedes chegou a entrar com um protesto por conta da decisão, que acabou negado. Na última segunda-feira, as 10 equipes se reuniram com o presidente da FIA para debater o tema. Apesar do silêncio após o encontro, a entidade citou que medidas seriam tomadas nos dias seguintes.

"Durante o encontro da Comissão da F-1 em Londres, eu apresentei parte do meu plano de avanço da arbitragem da Fórmula 1. Tirando conclusões da análise detalhada dos eventos do último GP de Abu Dabi e da temporada 2021, propus uma reforma profunda da organização da direção de corrida", comentou Ben Sulayem no vídeo divulgado pela FIA. O novo mandatário afirmou que a mudança foi aprovada de forma unânime pelos chefes de equipe.

Além da saída de Masi, Ben Sulayem anunciou a criação de um VAR, tal como no futebol. A assistência por vídeo será posicionada em um escritório da FIA fora dos circuitos e, em conexão em tempo real com o diretor de prova, ajudará a aplicar o regulamento usando ferramentas tecnológicas.

Também foi confirmado que a comunicação entre equipes e diretor de prova durante a corrida, que inclusive virou recurso televisivo em 2021, será removida para proteger o novo diretor de pressões externas na hora das decisões. Chefes poderão apenas realizar perguntas não intrusivas de acordo com um protocolo.

Para finalizar o pacote de medidas, o presidente da FIA citou que os procedimentos em relação ao "safety-car" (carro de segurança) serão revistos pelo conselho da Fórmula 1 e apresentados na próxima reunião, que acontecerá antes do início da temporada 2022, em março.

Os lançamentos da Fórmula 1 para a temporada 2022 vão chegando na reta final e, nesta quinta-feira, foi a vez da Ferrari mostrar para o mundo a nova F1-75, carro com o qual o time italiano tenta voltar a disputar títulos na categoria. Depois de uma série de apresentações de apenas pinturas ou de carros conceitos que não eram nem perto dos originais, os últimos dias foram mais positivos para o fã da categoria. Além da Aston Martin, que lançou o carro real, outros times já começaram até a ir para a pista para shakedown e mostraram um pouco mais.

O carro de 2022 conta com guelras nas laterais, assim como a Aston Martin do alemão Sebastian Vettel e do canadense Lance Stroll. O modelo, claro, é na cor vermelha, mas com uma presença maior do preto e o acabamento fosco. O bico dianteiro da nova F1-75 chama a atenção por um design mais afinado no comprimento. Nas laterais, além das guelras, também se destaca uma espécie de "piscininha", uma pequena cavidade na lateral do bólido.

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"(O bico) Parece enorme sem as aletas, o que é estranho porque temos usado isso nos últimos anos. Então sim, é bem diferente", comentou o monegasco Charles Leclerc. Tal qual já tinha sido antecipado, o uniforme dos pilotos traz também essa combinação de cores, com uma grossa faixa preta no peito e na metade superior das mangas também.

Na realidade, a notícia da mistura do preto com a tradicional cor vermelha ferrarista não era surpreendente, ainda que só tenha sido comprovada em um vazamento no dia anterior ao lançamento. Era até esperada, uma vez que os uniformes dos pilotos, divulgados há algumas semanas, continham uma faixa preta consideravelmente grande na altura do peito.

O que já dava para notar do novo carro pela foto vazada é que a asa traseira em formato de lona e a barbatana mais cumprida fazem com que se assemelhe mais ao bólido da Alfa Romeo, que apareceu camuflado em shakedown realizado justamente em Fiorano, pista da Ferrari. Além disso, a lateral apresenta guelras, algo que a Aston Martin mostrou no AMR22. A frente do carro segue um mistério para o lançamento.

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A Ferrari foi uma das equipes mais afetadas pela redução do teto orçamentário e, em algumas oportunidades, fez questão de deixar claro que queria poder gastar mais no desenvolvimento de um carro totalmente novo.

"Se você comparar com 2018 ou 2019, acho que vamos ver menos novidades durante o ano. Naquelas temporadas, as grandes equipes tinham algo novo cada duas corridas. Parece difícil, na nossa visão, ter uma grande quantidade de alterações com as limitações que existem", disse Laurent Mekies, diretor-executivo do time, em entrevista ao site Autosport.

Após ótima reação durante 2021, a Ferrari vem de um terceiro lugar no Mundial de Construtores, espantando a concorrência da McLaren nas corridas finais. E boa parte do resultado se deve à excelente performance de seus pilotos, com Charles Leclerc e o espanhol Carlos Sainz Jr. entregando ótimos desempenhos.

Sainz, aliás, ainda busca a renovação contratual, mas foi um dos melhores pilotos da Fórmula 1 em 2021. No primeiro ano de casa, o espanhol se impôs e teve performance tão boa ou até melhor que a de Leclerc, que teoricamente entrava como piloto principal da escuderia. O resultado foi o espanhol em quinto lugar e o monegasco, em sétimo.

O próximo lançamento já acontece nesta sexta-feira, com a Mercedes fazendo uma das apresentações mais esperadas do ano.

Nesta terça-feira (15), uma das principais figuras do automobilismo completaria 93 anos. Graham Hill ganhou grande destaque nas 18 temporadas que esteve na Fórmula 1, além de ter sido dono de uma equipe na categoria. Graham é o único piloto a vencer a Tríplice Coroa do Automobilismo: 24 horas de Le Mans, 500 milhas de Indianápolis e o Grande Prêmio de Mônaco. Hill faleceu em 1975.

Norman Graham Hill, ou apenas Graham Hill, nasceu em 1929, em Hampstead, Londres. Hill ficou conhecido pela sua inteligência e paciência atrás dos volantes. Sua carreira na Fórmula 1 se iniciou aos 29 anos, correndo pela Lotus. Porém, o início foi conturbado, Hill ficou duas temporadas sem pontuar sequer um ponto. Com isso, o piloto entrou na BRM, e venceu seu primeiro campeonato em 1962. Ainda na BRM, foi vice em 1963, 64 e 65.

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O atual campeão venceu a primeira. Na abertura da temporada de 2022 da Stock Car, Gabriel Casagrande confirmou o favoritismo e venceu a primeira corrida deste domingo (13). Liderando de ponta a ponta, o piloto foi pouco incomodado durante todo o tempo e ficou com a vitória. Na disputa dos convidados na Corrida das Duplas, Enzo Elias ficou com a primeira colocação.

Além de vencer a abertura da temporada da Stock Car, Gabriel Casagrande saiu como o grande vencedor do domingo. Isso aconteceu porque Gabriel Robe, parceiro de Casagrande na corrida das Duplas, fechou a segunda prova com o quarto lugar e fez com que a parceria fosse a que mais pontuou na etapa de abertura da Stock Car, com 41 pontos.

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O momento da largada em Interlagos foi tenso. Logo na primeira curva, Thiago Camilo atacou e Gabriel Casagrande segurou a primeira posição usando o traçado da pista ao seu favor. Mais para trás, os toques aconteceram e alguns pilotos tiveram que ir para o box, como foi o caso de Rubens Barrichello.

No decorrer dos 30 minutos de corrida, Casagrande manteve a ponta sem sustos. Já para o restante dos pilotos, a disputa foi muito intensa. Com a grande maioria buscando as ultrapassagens, principalmente na luta para entrar no top 5, a emoção se manteve até o fim.

Nos minutos finais, Gabriel Casagrande seguiu controlando o ritmo das voltas e terminou a corrida com a vitória. Thiago Camilo, que largou na segunda posição, ficou em segundo e Daniel Serra completou o pódio da primeira prova da Stock Car em 2022.

"Foi uma corrida difícil apesar de não ter parecido. A gente sofre bastante com o desgaste de pneu. Consegui controlar um pouco o uso do botão de ultrapassagem, mas precisei usar para manter a minha posição. Agora é ver o que a gente consegue nessa segunda corrida", comentou Thiago Camilo.

DISPUTA DOS CONVIDADOS - Na segunda prova da Corrida das Duplas, os pilotos titulares da temporada da Stock Car deram lugar para os convidados. Por conta do regulamento, o carro que venceu a primeira corrida troca de lugar com o décimo no grid de largada da segunda. O mesmo acontece com o segundo e o nono, o terceiro e o oitavo e assim por diante.

Diferente do que aconteceu na abertura da temporada, os pilotos foram cautelosos no começo e passaram a atacar em busca das ultrapassagens em um segundo momento. Desta forma, o destaque ficou com Gabriel Robe.

Largando em décimo, o piloto fez a primeira parte dos 30 minutos de maneira agressiva e se colocou no top 6 da prova. Além disso, por conta de um erro no box de Albert Costa, Enzo Elias assumiu a liderança da disputa e passou a abrir vantagem.

Na reta final, Costa e Elias protagonizaram um verdadeiro duelo pela primeira posição. Conseguindo cortar a diferença a cada volta, Albert encostou em Enzo para a última volta em Interlagos. Nela, Elias controlou o seu ritmo, manteve a liderança e venceu a segunda prova da Corrida das Duplas. O pódio foi completado com Albert Costa em segundo e Augusto Farfus foi o terceiro colocado.

Os motores já estão ligados e 2022 vai começar. Depois de dois dias de treinos livres e classificatória, a temporada da Stock Car terá início neste domingo (13) em Interlagos com a Corrida das Duplas, que volta ao calendário da categoria depois de quatro anos. Gabriel Casagrande, campeão no último ano, larga na pole position. A corrida não terá a presença de público, por conta da Covid-19.

Além de abrir a temporada da Stock Car, a corrida deste domingo chama a atenção pelos nomes envolvidos. Além dos nomes já conhecidos como Cacá Bueno, Rubens Barrichello, Felipe Massa e Tony Kanaan, a Corrida das Duplas trouxe para o grid deste domingo em Interlagos Timo Glock, Felipe Fraga, Gabriel Robe, Pietro Fittipaldi e Pedro Piquet.

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Como já aconteceu em 2021, cada etapa da Stock Car terá duas corridas. Neste domingo, o piloto titular correrá a primeira e o convidado estará no carro na segunda. A largada da Corrida de Duplas está marcada para 13h55, com duração de 30 minutos + 1 volta. Depois da chegada da primeira disputa, a programação prevê um período de 5 minutos para troca dos pilotos antes dos preparativos para a largada da segunda prova, a partir de 14h50, também com duração de 30 minutos +1 volta.

O vencedor da primeira corrida do dia ganhará 30 pontos, o segundo colocado conquista 26, o terceiro 22, o quarto 19, o quinto 17, o sexto 15, o sétimo 14, o oitavo 13 e assim vai até o 20º colocado. No caso da segunda corrida, que será disputada pelos pilotos convidados, a pontuação é decrescente do 1º, que faz 12, ao 12º, que leva um, e ela é passada para a soma da temporada do titular.

Lewis Hamilton colocou fim neste sábado a dois meses de silêncio nas redes sociais. O piloto britânico publicou foto com uma breve mensagem aos fãs: "Eu fui. Agora estou de volta!" A publicação deve acabar com os rumores recentes sobre uma possível aposentadoria do heptacampeão mundial da Fórmula 1.

Na imagem, sem identificar a localização, Hamilton aparece sorrindo, olhando para a câmera. Ele não publicava em suas redes desde 11 de dezembro, véspera da corrida em Abu Dabi, que decidiu a temporada 2021. Na ocasião, ele perdeu o título ao ser ultrapassado por Max Verstappen na última volta, nos Emirados Árabes Unidos.

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Desde então, o inglês vinha evitando aparições públicas e contato com a mídia. Sua última entrevista fora concedida logo após a prova final, ao compatriota Jenson Button. Ele parabenizou o rival holandês e a Red Bull, fez elogios à Mercedes, sua equipe, e evitou se estender nas respostas.

Após a última corrida do ano, Hamilton fez apenas duas aparições públicas. Ele esteve no evento de despedida do finlandês Valtteri Bottas na sede da Mercedes e participou de cerimônia em que recebeu o título de Cavaleiro da Rainha, do príncipe Charles, no Castelo de Windsor. Ele não registrou as duas aparições, ainda em dezembro, nas redes sociais.

Além disso, não esteve presente na tradicional festa de encerramento do campeonato, quando Verstappen recebeu o troféu de campeão mundial junto às autoridades da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que não gostou da ausência do heptacampeão mundial.

Se Hamilton evitou a imprensa, seu chefe na Mercedes, Toto Wolff, deu seguidas declarações. Em todas, criticou a forma como o campeonato de 2021 foi encerrado, cobrou a FIA e ainda levantou a suspeita de que Hamilton poderia não voltar às pistas em 2022, apesar de contrato com a Mercedes até o fim de 2023.

A irritação de Wolff e o incômodo de Hamilton se devem ao polêmico fim da temporada passada. O inglês esteve muito perto do oitavo título mundial, que seria o novo recorde histórico, mas perdeu a conquista na volta final após decisões controversas da direção de prova, em razão de um acidente sofrido pelo canadense Nicholas Latifi.

A batida causou a entrada do safety car na pista e bagunçou a disputa pelo título. Em segundo lugar, Verstappen trocou os pneus e acabou sendo favorecido por uma decisão de Michael Masi, o criticado diretor de provas da FIA. Indo além do regulamento, Masi autorizou que somente os cinco retardatários que estavam entre Hamilton e Verstappen passassem o inglês para ir até o fim do grid para a corrida ser retomada.

Em tese, a prova só poderia ser finalizada uma volta depois disso, o que na prática significaria que a corrida será terminada com o safety car na pista. Mas Masi autorizou a retomada das disputas logo em seguida, deixando Verstappen colado em Hamilton, que chegou a obter larga vantagem na primeira colocação antes da batida de Latifi. Com pneus novos, o holandês passou o inglês com facilidade na última volta e faturou seu primeiro título na F-1.

Com um calendário recorde previsto em 2022 com 23 corridas - e inclusive o retorno de etapas canceladas devido à pandemia do novo coronavírus como Austrália e Cingapura -, será obrigatório a todos os presentes no paddock da Fórmula 1 a vacinação completa contra a covid-19. A informação foi veiculada primeiramente pelo jornal americano New York Times e pelo canal de TV inglês BBC e o entendimento é de que não haverá exceções.

Todos os pilotos, equipes, membros de staff, mecânicos, os diretores da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), Liberty Media, FOM (Formula One Management) e celebridades convidadas precisarão estar em dia com todas as doses da vacina contra o vírus - além de qualquer outra personalidade presente no paddock da Fórmula 1.

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"A Fórmula 1 exigirá que todos estejam totalmente vacinados e não solicitará isenções", disse um porta-voz da empresa que organiza a categoria.

A decisão foi tomada ainda em dezembro, no último mês da temporada 2021, durante o encontro do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA, em Paris. Recentemente, o assunto entrou em pauta após o tenista sérvio Novak Djokovic se recusar a receber o imunizante e ser barrado de entrar na Austrália - país que a Fórmula 1 retorna em 2022 com a corrida a ser realizada nas ruas de Melbourne.

Resta saber como vai ficar a situação do piloto do safety-car, o sul-africano Alan van der Merwe, que se declarou contra a vacina e se recusou a receber a proteção. Com a impossibilidade de membros não-vacinados frequentarem o paddock, a Fórmula 1 precisará encontrar outra opção para o carro de segurança.

Em 2021, o titular se ausentou após contrair a covid-19 e foi substituído por Bruno Correia. Van der Merwe ainda perdeu as últimas corridas da temporada por não ter o passaporte de vacinação em dia.

Cabe ressaltar que as vacinas salvam vidas e são seguras. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as vacinas contra a covid-19 foram testadas em grande escala, com testes controlados que incluem pessoas de ampla faixa etária, em todos os gêneros, etnias diferentes e em condições médicas conhecidas. As vacinas mostraram um alto nível de eficácia em todas as populações e são consideradas seguras e eficazes em pessoas com várias condições médicas distintas.

As últimas semanas do automobilismo foram agitadas, principalmente com o anúncio das datas de revelações dos novos carros para a temporada 2022. Com isso, o LeiaJá preparou uma lista com todos os recordes que foram batidos na Fórmula 1 no ano de 2021:

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Max Verstappen impressionou na temporada passada pela sua regularidade durante o campeonato. No fim da competição, Max bateu o recorde de pódios com 18 subidas no palanque. O recorde anterior era de 17 pódios, a marca era dividida entre Schumacher, Vettel e Hamilton.

Lewis Hamilton coleciona recordes na Fórmula 1 e mesmo não sendo o campeão, este feito não mudou em 2021. Lewis bateu o recorde de voltas na liderança após vencer o GP de Bahrein, superando Michael Schumacher.

O GP da Bélgica de 2021 ficou marcado por uma história negativa da F1. A corrida teve apenas uma volta e quatro horas de duração, isso por conta de uma chuva intensa que tomou conta do fim de semana inteiro. Após quatro horas de enrolação, Michael Mais, diretor de prova da F1, decidiu que a corrida deveria ser concluída com uma volta e atrás do Safety Car. Verstappen saiu como vencedor e todos os pilotos que pontuaram receberam apenas a metade dos pontos na classificação geral.

O GP da Hungria foi um dos melhores da temporada. Ocon, da Alpine, vendeu a corrida, mas o GP foi cheio de emoções. Após a largada, um acidente envolvendo diversos carros ocorreu. Com isso, todos os carros restantes foram ao box para a troca de pneu e largariam de lá. Mas Lewis Hamilton decidiu não trocar os pneus e largou sozinho no grid.

Valtteri Bottas deixou a Mercedes no final de 2021 após cinco anos de contribuição e cinco conquistas do Mundial de Construtores. Agora, o finlandês parte para um novo desafio na Alfa Romeo. No entanto, o piloto ainda precisa constantemente responder perguntas sobre o ex-parceiro de equipe, o britânico Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, para quem rasgou elogios.

"Estive em uma posição em que passei a conhecer Lewis muito bem como ser humano também, e não só como campeão de Fórmula 1, e entendi que ele merece totalmente tudo que conquistou", disse o finlandês em entrevista ao site GPFans. "Ele tem o talento, mas ele sabe usar isso e trabalha muito duro", completou.

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Bottas ainda comentou a forma com que Hamilton leva a vida, uma maneira pouco tradicional entre os pilotos da Fórmula 1, que preferem se manter reclusos nos momentos de lazer. O britânico, por outro lado, constantemente marca presença em desfiles de moda em Nova York e participou ativamente, em 2020, nas ruas, de manifestações antirracistas em Londres.

"Obviamente, seu estilo de vida também é diferente, de um jeito que ele pode estar em Nova York apenas um dia antes do final de semana de corrida, sei lá, fazendo outras coisas", explicou. "Mas quando ele está em seu modo de trabalho e de Fórmula 1, ele não deixa nenhuma distração para trás e está sempre trabalhando a fundo com a equipe", afirmou.

Desde 2013 na Mercedes, Hamilton já desempenha um papel forte de liderança na equipe e Bottas reconheceu ser difícil desafiar alguém que já venceu seis Mundiais de Pilotos pela escuderia. No entanto, conforme adiantado pelo chefe da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur, será justamente este o papel de Valtteri na equipe em 2022.

"Sinto que nos últimos anos ele (Hamilton) esteve mais em um papel de liderança e para mim foi difícil tentar esse papel porque ele está aqui há mais tempo e foi muito dominante na maneira como trabalha com a equipe", salientou Bottas. "E também no acerto do carro, aprendi algumas coisas, mas também em muitas outras situações", disse.

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