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O inglês Lewis Hamilton repetiu a dose do primeiro treino livre para o GP da Arábia Saudita, a penúltima etapa da temporada 2021 da Fórmula 1, e foi o mais rápido da segunda sessão nesta sexta-feira, no circuito urbano de Jeddah, com o finlandês Valtteri Bottas, seu companheiro de Mercedes, logo atrás e o francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, fechando o Top 3. O holandês Max Verstappen, da Red Bull, ficou em quarto.

O resultado segue o esperado para o final de semana: vantagem da dupla da escuderia alemã no circuito saudita, que tem uma velocidade média de cerca de 248 km/h e, com isso, favorece os motores da Mercedes. No fim do dia, o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, bateu na curva 1, o que encerrou a segunda sessão de treinos livres, mais cedo.

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Com 1min29s018 em sua melhor marca, com pneus médios, Hamilton comandou a dobradinha da Mercedes, com Bottas ficando a apenas 0s061 do tempo do inglês (1min29s079). Destaque, novamente, para Gasly, o terceiro mais rápido e somente 0s020 mais lento que o piloto finlandês (1min29s099). Verstappen encerrou a sessão em quarto lugar, 0s195 atrás (1min29s213) de seu rival na luta pelo título mundial, na segunda tentativa de volta rápida com pneus macios.

Foi uma sessão parelha, com os 12 primeiros colocados separados por menos de um segundo. A Fórmula 1 acelerou pela primeira vez à noite no circuito de 6.174 metros em Jeddah, em condições similares ao que será enfrentado pelos pilotos no treino oficial de classificação, neste sábado, e na corrida de domingo.

Destaque também para o espanhol Fernando Alonso e para o francês Esteban Ocon, ambos da Alpine, em quinto e sexto lugares, respectivamente. O espanhol Carlos Sainz Jr. voltou a andar bem com a Ferrari e finalizou a sessão noturna em sétimo, à frente da AlphaTauri do japonês Yuki Tsunoda. O mexicano Sergio Pérez, com a Red Bull, e Leclerc concluíram a relação dos 10 primeiros colocados.

O monegasco da Ferrari, no entanto, sofreu um acidente muito sério no desfecho da sessão, que acabou sendo encerrada com bandeira vermelha. Apesar do enorme susto, o piloto escapou aparentemente ileso, embora mancando quando foi encaminhado ao centro médico do circuito.

A Fórmula 1 retoma os trabalhos do GP da Arábia Saudita neste sábado com o terceiro treino livre às 11 horas (de Brasília). O treino oficial de classificação será às 14 horas. A corrida no domingo tem início marcado para 14h30.

A Williams Race comunicou, na manhã deste domingo, o falecimento de Frank Williams, aos 79 anos. Empresário e chefe da equipe de Grove, o inglês era considerado uma lenda da Fórmula 1, pois viveu para o esporte, não à toa completou em 2019 a marca de 50 anos exercendo o cargo de chefia na categoria.

"É com grande tristeza que em nome da família Williams, a equipe pode confirmar a morte de Sir Frank Williams CBE, fundador e ex-chefe de equipe da Williams Racing, aos 79 anos de idade", publicou a escuderia em suas redes sociais.

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Com nove títulos de construtores e sete de pilotos, um deles conquistado pelo brasileiro Nelson Piquet, em 1987, a equipe fundada pelo britânico fez história na Fórmula 1. Ele e sua família estiveram no comando da Williams até agosto deste ano, quando o time foi vendido para o grupo de investimentos Dorilton Capital.

A filha dele, Claire, trabalhava como representante da família e comandava a equipe no dia a dia desde 2013. Mais tarde, foi nomeada vice-chefe, mas o título de chefe sempre permaneceu com Sir Frank, que enfrenta problemas de saúde desde 2016, ano em que foi internado por causa de um pneumonia. Desde então, parou de viajar para as corridas.

"Ele foi um verdadeiro gigante do nosso esporte que superou os desafios mais difíceis da vida e lutou todos os dias para vencer dentro e fora das pistas. Perdemos um membro muito querido e respeitado da família F1 e sentiremos muita falta dele. Suas incríveis conquistas e personalidade ficarão gravadas em nosso esporte para sempre. Meus sentimentos estão com toda a família e amigos da Williams neste momento triste", lamentou Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1.

Antes de fundar a equipe, Frank Williams foi piloto e mecânico. Já atuando como chefe, em 1986, ficou tetraplégico após sofrer um acidente de carro em uma perigosa estrada de Marselha, na França. Na ocasião, estava saindo de um teste feito por Nelson Piquet com um novo modelo.

Além de Piquet, campeão pela escuderia em 1987, a Williams tem uma história cheia de brasileiros. Ayrton Senna (1994), Antonio Pizzonia (2004 a 2005), Rubens Barrichello (2010 a 2011), Bruno Senna (2012) e Felipe Massa (2014 a 2017) também foram pilotos da equipe.

Lewis Hamilton se mostrou confiante para os dois últimos GPs da temporada da Fórmula 1, após vencer a prova inédita do Catar e acirrar a briga pelo título com Max Verstappen nesta reta final. O piloto britânico definiu o trabalho da equipe da Mercedes como "sólido" e valorizou os pontos conquistados neste domingo. Lewis possui agora 343,5 pontos contra 351,5 do piloto holandês da Red Bull.

"É uma sensação boa. Estou muito, muito feliz com o carro. Eu me sinto bem para as últimas corridas, mais apto fisicamente do que nunca. Foi uma corrida muito tranquila, sem muita emoção. Claro que eu gosto daquelas corridas em que você tem dificuldades, mas precisamos desses pontos hoje. Então, acho que foi um trabalho realmente sólido da equipe com os pitstops e com o carro", disse Hamilton, que na última semana também venceu o GP do Brasil.

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Apesar de ver o rival da Mercedes se aproximar ao fim de mais um GP, o holandês Max Verstappen fez uma boa corrida de recuperação, já que largou em sétimo, punido por ignorar bandeiras amarelas, assim como Valtteri Bottas, da Mercedes. Max iniciou rapidamente a busca pelas primeiras posições e terminou em segundo, garantindo também um ponto extra por ter conquistado a melhor volta. O holandês valorizou sua pontuação final e disse que espera uma disputa acirrada até o fim.

"Nossa posição inicial ficou um pouco comprometida, mas felizmente tivemos uma boa largada e a partir daí eu estava rapidamente de volta ao segundo lugar. No final do dia, conseguir a volta mais rápida foi muito bom. E é claro que sei que vai ser difícil até o fim, mas acho isso bom, mantém tudo empolgante", afirmou Verstappen.

A corrida deste domingo teve uma sequência de pilotos com pneus dianteiros furados, caso de Valtteri Bottas, da Mercedes, George Russell e Nicholas Latifi, ambos da Williams. Após a corrida, Hamilton disse que estava ansioso para ver o que aconteceu com as "zebras" da pista e definiu a temporada marcante de 2021.

"Mal posso esperar para assistir ao replay da corrida para ver o que aconteceu atrás de mim. Não tenho certeza de por que os pneus das pessoas estavam furando, tenho certeza de que são os meios-fios. Mas sim, estou muito, muito grato por esses pontos. Foi um ano e tanto", disse o piloto da Mercedes.

20ª etapa da temporada, o GP do Catar foi o primeiro do país na história da Fórmula 1 e parece ter agradado os pilotos. O Circuito Internacional de Losail foi elogiado por Max Verstappen após a prova. "Esta pista é muito divertida de correr. Você sabe, é muito, muito rápida. Também em relação à degradação, acho que os pneus estavam se segurando muito bem, estava legal", contou.

O britânico Lewis Hamilton venceu neste domingo (21) sua segunda corrida seguida e diminuiu ainda mais a vantagem de Max Verstappen no campeonato.

O piloto da Mercedes liderou a corrida no circuito de Losail, em Doha, de ponta a ponta. Seu rival da Red Bull, por sua vez, foi punido antes da disputa e largou em sétimo lugar, mas chegou rapidamente na segunda posição. O holandês ainda conseguiu um ponto extra pela volta mais rápida.

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O espanhol Fernando Alonso, da Alpine, que não subia ao pódio desde 2014, terminou na terceira colocação e quebrou um jejum de sete anos. Sergio Pérez garantiu o quarto lugar, logo à frente de Esteban Ocon, da Alpine.

Lance Stroll, da Aston Martin, surpreendeu e finalizou a disputa na sexta posição, superando assim a dupla da Ferrari, com Carlos Sainz em sétimo e Charles Leclerc em oitavo. Lando Norris (McLaren) foi o nono e Sebastian Vettel (Aston Martin) o décimo.

A corrida ainda ficou marcada por uma série de pilotos com pneus dianteiros furados: Valtteri Bottas (Mercedes), George Russell (Williams) e Nicholas Latifi (Williams).

Com o resultado, Hamilton soma sua sétima vitória em 2021 e a 102ª de sua carreira na F1, além de reduzir a desvantagem sobre Verstappen, que está na liderança do campeonato, de 14 para oito pontos.

A 21ª e penúltima etapa da temporada será o estreante GP da Arábia Saudita, no Circuito de Jeddah, enquanto a última ocorrerá em 12 de dezembro com o GP de Abu Dhabi. 

Da Ansa

O grid do primeiro GP do Catar da história da Fórmula 1 terá Lewis Hamilton como pole position. Após a conquista emocionante em Interlagos na etapa passada, o piloto da Mercedes fez o melhor tempo, com uma volta de 1min20seg827 no Circuito Internacional de Losail, e vai largar em primeiro lugar no domingo, o que alimenta a esperança de buscar o título na reta final da temporada.

O britânico não conquistava a pole desde o GP da Hungria, disputado em agosto. Terminar em primeiro na corrida, contudo, não vai ser fácil, uma vez que o líder Max Verstappen ficou com a segunda posição, seguido por Valtteri Bottas. Pierre Gasly, Fernando Alonso, Lando Norris, Carlos Sainz, Yuki Tsunoda, Esteban Ocon e Sebastian Vettel fecharam as dez primeiras colocações do grid.

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Após disputas equilibradas no Q1 e Q2, o top 10 ficou sem nomes como Charles Leclerc e Daniel Ricciardo, que ocupam posições altas no ranking geral. Para a infelicidade da Red Bull, Sérgio Perez também ficou de fora. Já o pole Hamilton foi consistente, com a segunda melhor volta na primeira bateria e a primeira melhor na segunda, enquanto Verstappen liderou o Q1, mas terminou o Q2 em quarto lugar.

"Eu acho que faltou um pouco de ritmo, Tem sido um pouco mais difícil para nós. Perez nem passou para o Q3, isso demonstra como não fomos bem", comentou Verstappen depois da classificação. "É muita coisa nova para gente, temos que pensar na largada e depois ver o que vai acontecer"", completou.

Melhor que o rival holandês durante todo o final de semana, Hamilton manteve a consistência no Q3. Logo de cara, estabeleceu a marca de 1min21seg262, antes de baixar para 1min20s827. Uma bandeira amarela acionada por Gasly nos últimos segundos, por causa de pneus furados, impediu que Bottas e Verstappen tentassem melhorar as marcas, o que já seria difícil de qualquer maneira.

"É minha primeira vez correndo aqui. Ontem, foi um dia muito difícil para nós, tive que me esforçar bastante, trabalhar bastante com os engenheiros, trabalhadores espetaculares, fizeram mudanças que funcionaram, e eu agradeço muito. A última volta foi muito boa, essa pista é maravilhosa", celebrou Hamilton ao final do treino.

O GP do Catar está marcado para as 11 horas deste domingo, conforme o horário de Brasília. No fuso local, contudo, o relógio estará marcando 17 horas, portanto a corrida será noturno, assim como foi o treino classificatório.

Confira como ficou a classificação:

1º - Lewis Hamilton, em 1min20s827

2º - Max Verstappen (Red Bull), a 0s455

3º - Valtteri Bottas (Mercedes), a 0s651

4º - Pierre Gasly (Alpha Tauri), a 0s813

5º - Fernando Alonso (Alpine), a 0s843

6º - Lando Norris (McLaren), a 0s904

7º - Carlos Sainz (Ferrari), a 1s013

8º - Yuki Tsunoda (AlphaTauri), a 1s054

9º - Esteban Ocon (Alpine), a 1s201

10º - Sebastian Vettel (Aston Martin), a 1s958

11º - Sergio Perez (Red Bull), a 1s519

12º - Lance Stroll (Aston Martin), a 1s633

13º - Charles Leclerc (Ferrari), a 1s636

14º - Daniel Ricciardo (McLaren), a 1s770

15º - George Russell (Williams), a 1s192

16º - Kimi Räikkönen (Alfa Romeo Racing), a 2s329

17º - Nicholas Latifi (Williams), a 2.386

18º - Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), a 2s435

19º - Mick Schumacher (Haas), a 2s580

20º - Nikita Mazepin (Haas), a 5s.032

A Mercedes divulgou nesta sexta-feira (19) o capacete LGBTQIA+ que será usado pelo heptacampeão da Fórmula-1, Lewis Hamilton, durante todo o GP do Catar.

Com o preto e azul padrões de seu capacete predominantes, uma grande faixa de cores arco-íris colore a parte do topo da cabeça a quase o pescoço do piloto. Na parte de trás, a frase “We Stand Together”, “nós estamos juntos”, em tradução literal, está estampada.

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O capacete é em alusão a um pedido de possíveis violações de direitos humanos no país, que Hamilton clamou por investigações em entrevistas coletivas. No país do Oriente Médio, as pessoas LGBTQIA+ podem ser punidas até com a pena de morte, pois as suas relações são proibidas nas escrituras da religião mulçumana.

Será a primeira vez a Fórmula 1 irá ter um GP no Catar e Hamilton usou coletiva de imprensa em Doha para protestar sobre.

“Nós estamos cientes de que existem problemas nesses lugares para onde vamos. Mas é claro que o Catar parece ser considerado um dos piores nesta parte do mundo. Quando esportistas vão a esses lugares, eles têm a obrigação de chamar atenção para esses problemas. Esses lugares precisam de atenção, direitos iguais são uma questão séria”, afirmou.

Confira fotos do capacete que será usado por Hamilton:

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Catar é alvo de ativistas

O Catar vem sendo denunciado frequentemente por grupos de direitos humanos pela opressão a mulheres e grupos LGBQIA+, além das acusações de exploração de trabalhadores nos preparativos para a Copa do Mundo de 2022.

Outros atletas já chegaram a denunciar a causa. Em Março, Toni Kroos, atleta do Real Madrid, chegou a classificar como inaceitáveis as condições de trabalho que as pessoas estão sendo submetidas no país para construção das obras em prol da Copa.

Max Verstappen não será punido pela manobra defensiva que realizou em Interlagos, no GP de São Paulo, há uma semana, na qual acabou saindo da pista e levando o inglês Lewis Hamilton junto. Após investigação, comissários da FIA rejeitaram o recurso da Mercedes e o resultado da prova acabou mantido.

A Mercedes pedia a punição ao menos de cinco segundos, que acarretaria na perda do segundo lugar do holandês para Valtteri Bottas e diminuiria a vantagem do piloto da Red Bull na disputa pelo título, atualmente em 14 pontos. A alegação é que a manobra do holandês foi proposital e premeditada.

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Verstappen e Hamilton estavam lado a lado na curva 4, em Interlagos, na volta 48, com o holandês à frente. O inglês tentou a ultrapassagem e o movimento de defesa, jogando o carro na direção da Mercedes, foi anotado pelo Diretor da Prova. Contudo, os comissários decidiram que nenhuma investigação era necessária. Após obter imagens de uma câmera de dentro do carro da Red Bull, veio o pedido de recurso, na terça-feira.

A Mercedes, com "novas evidências", esperava por uma reviravolta no resultado da prova. Os comissários ouviram representantes das equipes na quinta-feira, no Catar, onde ocorre um novo GP neste domingo, e divulgaram a decisão nesta sexta-feira após o primeiro treino livre.

"Sempre haverá alguns ângulos de filmagem, por causa dos limites de tecnologia e largura de banda, que não estão disponíveis no momento", iniciou, antes do veredicto. "Os administradores determinam que a filmagem não mostra nada de excepcional que seja particularmente diferente dos outros ângulos que estavam disponíveis para eles no dia, ou que mude sua decisão baseada na filmagem originalmente disponível."

A negação do pedido do recurso da Mercedes significa que Verstappen não corre o risco de qualquer tipo de penalidade retroativa e que o resultado do GP de São Paulo está mantido.

"Quer as decisões dos comissários sejam ou não consideradas certas ou erradas, e assim como as decisões dos árbitros no futebol, não parece desejável ser capaz de revisar qualquer ou todas as decisões discricionárias na corrida até duas semanas após o fato. Os comissários, portanto, duvidam seriamente que a intenção do Direito de Revisão no ISC (Código Desportivo Internacional) é permitir que os competidores busquem uma revisão de tais decisões discricionárias que não decorram de uma investigação formal pelos comissários", explicou a FIA.

A homenagem que Lewis Hamilton prestou ao Brasil na comemoração pela vitória no GP de São Paulo de Fórmula 1 no último domingo (14) tem rendido frutos e belas mensagens de agradecimento. O britânico recebeu nesta segunda-feira (15) um recado de Pelé. O "Rei do Futebol" publicou em suas redes sociais uma foto segurando uma camisa da seleção brasileira com os dizeres: "Para Lewis. Nós somos campeões mundiais. Do amigo Pelé".

"Uma atuação maravilhosa. Um dia tão glorioso para você, Lewis Hamilton, quanto para nós, brasileiros. É muito bom ver um piloto da Fórmula 1 levantar a nossa bandeira no pódio. Obrigado por ser quem você é", escreveu Pelé na publicação.

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Lewis Hamilton subiu ao lugar mais alto do pódio em Interlagos após superar uma sequência de punições que antecederam a prova principal e a sprint race. O piloto da Mercedes escalou o pelotão e passou a seguir de perto o holandês Max Verstappen, líder do campeonato mundial de pilotos. Após intensa pressão e tentativas de ultrapassagem, finalmente o britânico conseguiu assumir a ponta e assim permaneceu até a bandeirada final.

Após receber a bandeira quadriculada, Lewis Hamilton saudou o público presente no autódromo paulistano e pediu o estandarte brasileiro, com o qual desfilou em seu carro, tal qual Ayrton Senna, em uma de suas vitórias mais marcantes na categoria. No pódio, o britânico permaneceu com a bandeira brasileira. Emocionado, voltou a agradecer o público pelo grande apoio.

Com o resultado surpreendente no Brasil, Hamilton encurtou a distância para Verstappen. Agora, 14 pontos separam os dois pilotos na classificação. O próximo desafio da Fórmula 1 é no domingo, no Catar, que recebe pela primeira vez uma prova da maior categoria do automobilismo mundial.

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No embalo do renascimento da Fórmula 1, o CEO do GP de São Paulo, Alan Adler, aposta no crescimento do evento para 2022 e já faz planos para a próxima temporada. O principal responsável pela etapa brasileira quer aumentar a capacidade de público do Autódromo de Interlagos e promete organizar uma fan fest, no estilo da Fifa durante a Copa do Mundo, em pontos centrais da capital paulista.

"É uma prioridade. Temos conversado bastante com o governador e o prefeito e queremos já para o ano que vem ampliar a capacidade. Público e apaixonados pela Fórmula 1 nós temos, falta ter mais capacidade. Não tem sentido ter um público menor que o México e até que os Estados Unidos", afirma Adler.

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A ideia é acrescentar de 8 mil a 10 mil pessoas no circuito. O autódromo, fora dos GPs da F-1, recebe apenas 20 mil torcedores em suas arquibancadas fixas. Com acréscimo de estruturas provisórias, a capacidade de Interlagos aumenta para quase 70 mil em um dia de evento da F-1. Para este ano, o local recebeu 181.711 torcedores nos três dias do GP, um recorde histórico. A previsão era de alcançar 170 mil.

Para quem não puder pagar pelos ingressos do GP, haverá a chance de participar das fan fests pela cidade. "Vamos levar essa experiência não apenas para 100 mil pessoas, queremos alcançar muito mais. Vai ser incrível. O projeto já está pronto. Depois precisamos viabilizar financeiramente porque queremos que seja acessível. As pessoas vão estar vivendo isso aqui (em Interlagos) e também lá. Vai ter muito entretenimento, pit stop, todas essas experiências", projeta Adler, em entrevista ao ESTADÃO.

Adler quer aproveitar o momento favorável da F-1 no mundo e no Brasil. O campeonato vem ganhando audiência e maior público em suas etapas, na esteira da popularidade que conquistou junto ao público mais jovem, principalmente pelos investimentos nas redes sociais, no e-sports e na série "Drive To Survive" (Dirigir para Sobreviver), da Netflix. "O produto está numa fase incrível", comenta o CEO do GP brasileiro.

O empresário carioca assumiu o comando da etapa brasileira no início do ano, substituindo Tamas Rohonyi, que comandou a corrida por 30 anos. Em sua estreia, Adler precisou encarar os obstáculos da pandemia de covid-19 para organizar a sua primeira corrida na F-1. "Como fazer um evento deste tamanho sem reuniões prévias? Isso aconteceu em todas as áreas da F-1. Nunca havíamos vivido uma situação como essa. É uma loucura. Não foi um ano fácil de entregar, ainda estamos entregando."

Adler revelou que, por conta das restrições da pandemia, problemas foram resolvidos de última hora. "Muita coisa foi resolvida na sexta-feira. São coisas que dão trabalho", comentou o organizador. Apesar disso, ele disse ter ficado satisfeito com o resultado. "Estou gostando muito da experiência."

Para 2022, além de planejar maior público e fan fest, ele prevê mais planejamento, possivelmente já sem a sombra da pandemia. "Para o próximo ano, não vamos fazer esse evento sem tanto planejamento. Acaba dando tudo certo, ninguém vê nada. Mas é muito estressante, consome muita energia."

O GP de São Paulo de Fórmula 1, primeiro grande evento da capital paulista em quase dois anos, empolga o governador João Doria (PSDB). Horas antes de a corrida ter início no Autódromo de Interlagos, ele reforçou a importância do evento para a capital paulista, comemorou, mais uma vez, o fato de a etapa brasileira ter permanecido em São Paulo e não ter ido para o Rio de Janeiro e disse que esta edição, por vários motivos, é "histórica".

"É praticamente a retomada da normalidade na cidade, obviamente seguindo os protocolos. Os grandes eventos voltaram e voltaram a partir deste que é o maior evento gerador de receitas para São Paulo, que é a Fórmula 1", afirmou o governador em entrevista coletiva no autódromo.

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Na entrevista aos jornalistas, o governador esteve acompanhado do prefeito Ricardo Nunes, do CEO da Fórmula 1, o italiano Stefano Domenicali e do novo CEO do GP de São Paulo, o empresário Alan Adler.

"Interlagos é parte da história da Fórmula 1. Agora é parte do futuro da Fórmula 1 também", disse o CEO da categoria. "Os pilotos adoram correr aqui. Tivemos tantas corridas incríveis aqui. Vimos isso ontem, no sprint race".

Os organizadores do GP de São Paulo dizem que a corrida em Interlagos é o maior evento realizado durante a pandemia de Covid-19. A expectativa é de que 170 mil pessoas estejam no autódromo ao longo do final de semana. Os números serão divulgados na noite deste domingo, depois da corrida. Nos três dias em 2019, ano da última etapa no Brasil, Interlagos recebeu 158.213 torcedores, maior público desde 2001, quando o local era maior e contou com a presença de 174 mil fãs. Há o plano para aumentar a capacidade do autódromo para 2022.

Por enquanto, o evento com o maior público na capital paulista foi o jogo entre Corinthians e Chapecoense. Na Neo Química Arena, 39.734 pagantes assistiram à vitória do time paulista por 1 a 0. Ao todo, foram mais de 40 mil presentes no estádio em Itaquera.

O contrato de renovação com a Prefeitura de São Paulo para realizar por mais cinco anos - com renovação automática por mais cinco - em Interlagos uma etapa do Mundial de Fórmula 1 foi firmado no fim do ano passado. Havia o temor de que a prova não acontecesse mais na capital paulista, mas sim no Rio. O acordo anterior era válido somente até o fim de 2020. Domenicali participou pelo lado da Fórmula 1 das negociações e ficou contente com a manutenção da prova na capital paulista.

"Um conjunto de valores emocionais, técnicos, operacionais fazem de São Paulo o local ideal para a Fórmula 1. Estamos felizes de termos renovado o contrato por mais dez anos", pontuou Doria.

De acordo com o governo do Estado e a gestão municipal, o maior desafio para realizar o evento em meio à pandemia foi avançar a vacinação no Estado e na capital. "Em julho, assumimos o compromisso com o Stefano. Ele teve a coragem de acreditar e confiar em nós porque a Fórmula 1 poderia ter sido colocada em risco como um todo. Prometemos que teríamos vacinação majoritária até a data do início do GP de São Paulo e assim fizemos", comentou o governador.

"É importante mostrar que São Paulo não tem deixado nada além do que oferecem os outros grandes prêmios", completou o prefeito Ricardo Nunes.

Doria foi questionado sobre a ausência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no autódromo. O chefe do Executivo, que queria levar a prova brasileira para o Rio de Janeiro, preferiu ir a Dubai em vez de acompanhar a corrida. Ele diz não ter tomado a vacina, o que impossibilitaria a sua presença em Interlagos, já que apenas imunizados foram liberados para ir a Interlagos.

"Aqui no autódromo só entram pessoas vacinadas e o presidente, como todos sabem, não está vacinado. Logo, não pode ter acesso ao autódromo. Nem como convidado, nem se tivesse comprado o ingresso", ressaltou Doria, que disse seu governo ficou "longe do negacionismo, do kit covid e de outras colocações erráticas".

O secretário de turismo do Estado, Vinicius Lummertz, havia projetado nesta semana que o impacto econômico do evento em São Paulo chegaria próximo de R$ 1 bilhão, corrigindo os números pela inflação para este ano, além da geração de 8.500 empregos. Neste domingo, horas antes da prova, Doria reforçou que espera que os valores superem R$ 1 bilhão.

Segundo Doria, o governo montou o "maior esquema de segurança da história" para a corrida em São Paulo. O "projeto especial" de segurança incluiu 5 mil policiais, dentro e fora do autódromo, cães, cavalaria, dois helicópteros, cinco drones e sistema de monitoramento por GPS.

Tomás Covas, filho do ex-prefeito Bruno Covas, também veio acompanhar a 19ª corrida da temporada de 2021 da Fórmula 1. O governador e o prefeito Ricardo Nunes dedicaram a realização do GP a Covas, que morreu em maio por complicações de um câncer. "Esse grande prêmio nós dedicamos ao seu pai", falou Doria.

A temporada da MotoGP terminou neste domingo com mais uma vitória do italiano Francesco Bagnaia, desta vez na etapa de Valência, na Espanha, mas ele teve que dividir os holofotes com o compatriota Valentino Rossi, que fez sua última corrida na motovelocidade e viveu um dia de homenagens. Ao fim da prova, enquanto Bagnaia celebrava no pódio, ao lado do espanhol Jorge Martín e do australiano Jack Miller, todos da Ducati, o multicampeão Rossi, décimo colocado, pulava e era carregado em meio a gritos na garagem de sua equipe.

A corrida começou com campeões definidos. O francês Fabio Quartararo, quinto colocado neste domingo, foi o campeão dos pilotos duas etapas atrás, na Emília-Romanha, enquanto a Ducati garantiu o título de construtores na etapa de Algarve, no final de semana passado, após Bagnaia terminar em primeiro. Com isso, ficou mais fácil concentrar as atenções na despedida de Rossi, que fez história na modalidade.

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No clima de despedida, antes do início da corrida, todos queriam abraçar o lendário piloto italiano. Um dos abraços veio de outra lenda, só que do futebol. Em Valência para ver a disputa, Ronaldo Fenômeno se encontrou com Rossi, que abriu um sorriso e levantou as mãos em celebração ao ver que o craque brasileiro estava ali, conforme mostrou um vídeo divulgado pela organização da MotoGP.

As homenagens a Rossi se estenderam para dentro da pista. O vencedor da prova, Francesco Bagnaia correu usando um capacete com uma das pinturas icônicas que já estamparam os capacetes do italiano de 42 anos. Luca Marini, Franco Morbidelli, Celestino Vietti, Marco Bezzecchi, Stefano Manzi, Andrea Migno, Niccolò Antonelli e Alberto Surra fizeram o mesmo em suas respectivas categorias.

Na pista, Rossi largou em décimo e chegou a ocupar a nona colocação, mas terminou a corrida na mesma posição em que começou. Já Bagnaia largou em segundo lugar e foi jogado para terceiro, ficando atrás de Joan Mir e Jorge Martín. A ultrapassagem sobre Mir não demorou, enquanto a batalha com Martín foi um pouco mais difícil, terminando em uma ultrapassagem na curva 14.

Mir também foi deixado para trás por Jack Miller, que fechou o pódio 100% da Ducati, com o espanhol da Suzuki terminando em quarto. Quartararo, Zarco, Binder, Bastianini, Aleix Espargaró e Rossi, o homenageado do dia, fecharam o top 10.

Após o final da corrida, rodeado de pessoas, Valentino Rossi subiu na barreira que separa a arquibancada da pista e saudou a torcida por alguns segundos, enquanto era ovacionado. Bandeiras amarelas com o número 46 estampado balançavam em vários pontos do Circuito Ricardo Tormo no momento em que o piloto retornou para a moto e deu uma volta de despedida, acenando aos presentes e empinando. Ao terminar a volta de celebração, Rossi foi recebido por um corredor de pessoas nos boxes, inclusive por integrantes de outras equipes, até encontrar seus parceiros em mais uma explosão de gritos e palmas.

Aos 42 anos, Valentino Rossi anunciou a decisão de se aposentar no início de agosto deste ano, no meio da temporada, após o recesso de verão. Nove vezes campeão mundial, com sete títulos na categoria principal da MotoGP somado a conquistas nas categorias 125cc e 250cc, o piloto fez história na motovelocidade. Durante os anos, cultivou rivalidades icônicas, a principal delas com Max Biaggi. Mais recentemente, travou duelos importantes com Jorge Lorenzo e Marc Márquez.

Campeão pela última vez em 2009, o italiano vinha conseguindo boas colocações finais no ranking mundial, inclusive com três vice-campeonatos entre 2014 e 2016, mas a inevitável queda de rendimento começou a aparecer. Assim, desde 2019, quando ficou em sétimo na temporada, ele vem piorando na classificação geral, com o 15º lugar em 2020 e a 20ª colocação na temporada atual.

A melhor colocação neste ano foi na Áustria, quando terminou em oitavo. Já a última vez que conseguiu terminar entre os três primeiros foi em julho do ano passado, quando ficou em terceiro lugar no GP de Andaluzia, seu 199º pódio da categoria principal. Fãs que gostariam de ver Rossi chegando ao número 200 se mobilizaram nas redes sociais para pedir que os adversários abram caminho para ele, que brincou com a possibilidade.

O finlandês Valtteri Bottas desbancou o holandês Max Verstappen no sprint race, neste sábado, e conquistou a pole position para o GP de São Paulo de Fórmula 1. O inglês Lewis Hamilton foi o quinto colocado, mas acabou se tornando o grande protagonista do novo formato do treino classificatório. Ele largou em último e ganhou 15 posições ao longo das 24 voltas da minicorrida, que empolgou a torcida brasileira no Autódromo de Interlagos.

Enchendo as arquibancadas, os brasileiros puderam ver o heptacampeão mundial fazer uma de suas melhores exibições da carreira. Também assistiram ao melhor sprint race da temporada. O formato também foi testado na Inglaterra e na Itália, em sessões sonolentas, com raras ultrapassagens e muitas reclamações. Em São Paulo, os pilotos foram menos cautelosos e entregaram a minicorrida mais movimentada e divertida do ano.

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Apesar da festa para Hamilton a cada ultrapassagem, o inglês vai largar somente do 10º lugar neste domingo. Ele perdeu cinco posições no grid como punição por ter trocado um dos componentes do seu motor no início do fim de semana. A situação do britânico piorou neste sábado quando os comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aplicaram outra punição por uma alteração verificada na asa traseira da sua Mercedes após o treino que definiu o grid para o sprint race, na sexta.

A pole ficará com Bottas, seguido de Verstappen, que terá preciosa oportunidade para aumentar a vantagem sobre Hamilton no campeonato. O holandês lidera a temporada com 21 pontos de vantagem. O espanhol Carlos Sainz Jr., da Ferrari, vai largar em terceiro, seguido do mexicano Sergio Pérez, da Red Bull, e do britânico Lando Norris, da McLaren.

O sprint race começou com Bottas ultrapassando Verstappen, que logo em seguida também perdeu posição para o espanhol Carlos Sainz Jr. Hamilton, por sua vez, ganhou quatro posições após sair em último lugar. Na sequência, o holandês recuperou o segundo posto, deixando Sainz para trás. Com mais dificuldade, o inglês apareceu no 12º lugar na quinta volta.

Na metade da prova, o heptacampeão mundial era o 11º, enquanto Verstappen figurava em segundo, a pouco mais de um segundo de Bottas. Pressionado pelas punições que sofreu neste fim de semana, o inglês impunha forte ritmo, empilhando ultrapassagens. Em duas voltas, deixou para trás os experientes Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel.

Correndo literalmente atrás do prejuízo, o inglês superou Pierre Gasly e Charles Leclerc. Em sexto lugar, somava 14 posições conquistadas em apenas 21 voltas. No giro final, ainda passou Lando Norris para confirmar o quinto lugar no sprint race. Por conta da punição, ele largará do 10º lugar no domingo.

Verstappen, por sua vez, acabou a curta prova em papel de coadjuvante, sem conseguir alcançar Bottas. O finlandês conquistou pole preciosa para o planos da Mercedes de evitar que o holandês da Red Bull amplie a vantagem no campeonato.

A corrida deste domingo tem largada marcada para as 14 horas. A previsão é de tempo bom, com sol e temperaturas mais baixas.

Confira abaixo o grid de largada para o GP de São Paulo:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), em 29min09s559

2º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 1s170

3º - Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), a 18s723

4º - Sergio Pérez (MEX/Red Bull), a 19s787

5º - Lando Norris (ING/McLaren), a 22s558

6º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 25s056

7º - Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri), a 34s158

8º - Esteban Ocon (FRA/Alpine), a 34s632

9º - Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), a 34s867

10º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 20s872*

11º - Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a 35s869

12º - Fernando Alonso (ESP/Alpine), a 36s578

13º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 41s880

14º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 44s037

15º - Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri), a 46s150

16º - Nicholas Latifi (CAN/Williams), a 46s760

17º - George Russell (ING/Williams), a 47s739

18º - Kimi Räikkönen (FIN/Alfa Romeo), a 50s014

19º - Mick Schumacher (ALE/Haas), a 61s680

20º - Nikita Mazepin (RUS/Haas), a 67s474s

* recebeu punição de cinco posições no grid

Lewis Hamilton não deverá guardar boas lembranças do GP de São Paulo de Fórmula 1 deste ano. O piloto britânico sofreu sua segunda punição do fim de semana neste sábado e terá que largar da última posição no sprint race, o novo formato do treino classificatório, que definirá a partir das 16h30 o grid de largada para a corrida, no domingo, no Autódromo de Interlagos.

O piloto da Mercedes foi punido por conta de uma irregularidade na asa traseira do seu carro. Delegado-técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jo Bauer detectou uma mudança no componente quando o DRS (sistema de asa móvel, que aumenta a velocidade do carro e facilita as ultrapassagens) estava ativado no treino que estabeleceu o grid para o sprint race.

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"A posição dos elementos ajustáveis da asa traseira superior foi checada no carro #44 para notar se estava de acordo com o Artigo 3.6.3 das Regras Técnicas da Fórmula 1 2021. As exigências para a distância mínima (entre as partes da asa) foram atingidas, mas as exigências para o máximo de 85 mm (de intervalo), quando o sistema de asa móvel é utilizado e foi testado de acordo com o TD/011-19, não foi atingido. Estou enviando a questão aos comissários para avaliação", explicou Bauer.

O resultado da investigação, contudo, foi quase uma "novela". A apuração começou no fim da tarde de sexta e se estendeu até o início da tarde deste sábado, envolvendo ainda Max Verstappen. A princípio, o veredicto seria anunciado pela manhã, após ouvir ambos os pilotos e demais representantes das equipes Mercedes e da Red Bull. Porém, a discussão se estendeu. O holandês também foi investigado porque tocou no carro do rival ao fim do treino de sexta, algo proibido pelo regulamento. Acabou sendo multado em 50 mil euros, cerca de R$ 310 mil. Hamilton sofreu sanção mais dura.

Os comissários avaliaram o caso e confirmaram que o inglês foi beneficiado pela alteração na asa. O piloto da Mercedes havia surpreendido durante o treino por exibir grande performance, acima até dos carros da Red Bull, considerados os favoritos neste fim de semana por contar com motor que apresenta maior eficiência na altitude de quase 800 metros de São Paulo.

Com a sanção, Hamilton vai trocar o primeiro pelo último lugar no grid do sprint race, minicorrida marcada para às 16h30 deste sábado. Verstappen, líder do campeonato, vai herdar a pole position. O sprint race, além de definir o grid, concede três pontos no campeonato ao vencedor. Assim, o piloto da Red Bull terá a chance de aumentar ainda mais a vantagem de 19 pontos no Mundial de Pilotos.

No começo da sexta-feira, Hamilton já havia sofrido punição por trocar um dos componentes do seu motor. Perderá cinco posições no grid do domingo. Com as duas penalizações acumuladas, o inglês terá que mostrar grande poder de superação na corrida para se manter firme na briga pelo título da temporada.

O atual segundo colocado no mundial de pilotos, o inglês Lewis Hamilton cravou nesta sexta-feira (12) a pole position para a sprint race em Interlagos neste sábado (13) no GP do Brasil. Mas uma infração técnica no sistema de DRS pode acabar levando o campeão do mundo para o fim da fila na largada.

Comissários da FIA notaram um erro técnico na abertura do DRS, traduzindo, o Sistema de Redução de Arrasto. Segundo os técnicos, no momento que o sistema é acionado há uma falha que infringe a regra.

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A Mercedes está em reunião com a FIA para saber o resultado da análise. Caso esteja confirmado o erro ele pode largar na última posição. 

"As posições ajustáveis ​​do elemento da asa traseira superior foram verificadas no carro número 44 para conformidade com o Artigo 3.6.3 dos Regulamentos Técnicos da Fórmula Um de 2021. O requisito para a distância mínima foi cumprido", diz o relatório.

"Mas a exigência de no máximo 85mm, quando o sistema DRS é implantado e testado de acordo com a TD / 011-19, não foi cumprida”, acrescenta. 

Na atual temporada, a Federação Internacional de Automobilismo tem testado um novo modelo com classificação na sexta, como aconteceu hoje em Interlagos. No sábado tem uma ‘mini corrida’, chamada de sprint race, que define a colocação para a corrida normal no domingo (14).

Os pilotos de Fórmula 1 estão no Brasil para o GP de São Paulo após um ano de hiato provocado pela pandemia de covid-19. Antes das entrevistas e de se concentrar nos treinos e na corrida marcada para o domingo, Max Verstappen, líder do Mundial de Pilotos, decidiu fazer uma visita ao "sogro", Nelson Piquet, em Brasília.

O holandês da Red Bull namora a filha de Piquet, Kelly, e antes de desembarcar em São Paulo passou por Brasília para falar com o tricampeão mundial. Ele chegou à capital federal com seu jatinho particular. Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial e ex-piloto da Fórmula 1, fez o registro de seu pai com Verstappen nas redes sociais. "O que vocês acham que era tópico da conversa?", escreveu o brasileiro, atualmente na disputa da Porsche Cup.

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Na capital do País, Verstappen almoçou com Piquet no restaurante BSB Grill, na Asa Sul. Foi tietado pelo proprietário do estabelecimento, Issa Jabra Issa Attie, e por outras pessoas que estavam na churrascaria, que pediram uma foto com o piloto da Red Bull.

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Piquet correu na Fórmula 1 de 1978 a 1991 e foi campeão três vezes, em 1981, 1983 e 1987. O brasileiro conquistou 23 vitórias em grandes prêmios, subiu ao pódio 60 vezes e faturou a pole position em 24 ocasiões.

Verstappen lidera o Mundial de Pilotos com 312,5 pontos contra 293,5 do heptacampeão mundial Lewis Hamilton, o vice-líder. O holandês ampliou sua vantagem na ponta com a vitória no GP do México e ficará muito perto da conquista caso ganhe a prova brasileira.

O holandês da Red Bull e outros pilotos falam com a imprensa na tarde desta quinta-feira no Autódromo de Interlagos. Os treinos têm início na sexta, a sprint race será no sábado e a corrida, no domingo. Será a 19ª prova da temporada de 2021. Depois do GP de São Paulo, haverá mais três etapas até o fim da temporada.

O brasileiro Rafael Câmara, de 16 anos de idade, foi anunciado nesta segunda-feira (8) como novo membro da Academia de Pilotos da Ferrari.

O novo integrante do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da equipe italiana deverá disputar a Fórmula 4.

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O pernambucano, detentor de três títulos internacionais no kart, foi indicado pela Telmex para representar a América Latina na fase final da seletiva, que aconteceu em outubro. No total, mais de 150 jovens pilotos foram monitorados pela Ferrari.

Câmara precisou passar por testes físicos, psicológicos e cognitivos, bem como por trabalhos no simulador e de ação na pista. Além do brasileiro, o britânico Oliver Bearman também foi selecionado.

Ele será o terceiro brasileiro na história a entrar na Academia da Ferrari. Antes de Câmara, os pilotos Enzo Fittipaldi e Gianluca Petecof participaram do projeto da escuderia italiana.

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Da Ansa

Com uma largada sensacional e regularidade durante as 71 voltas, o holandês Max Verstappen, da Red Bull, venceu, neste domingo o GP da Cidade do México, 18ª etapa do Mundial de Fórmula 1. O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, e o mexicano Sergio Pérez, da Red Bull, completaram o pódio.

Com o resultado, Verstappen, que tem 19 vitórias na carreira, soma 312,5 pontos, contra 293,5 de Hamilton. A próxima etapa será no próximo domingo, em Interlagos.

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Verstappen largou muito bem e pulou da terceira posição para a liderança. Bottas, o pole, tomou um toque de Ricciardo. Os dois rodaram e caíram para as últimas colocações. Hamilton ficou em segundo, seguido por Pérez. Mick Schumacher e Yuki Tsunoda abandonaram. O safety car entrou na pista por quatro voltas.

Na relargada, Verstappen aumentou o ritmo e foi acumulando voltas mais rápidas. "Ele está muito veloz", admitiu Hamilton pelo rádio. Com 20 voltas, o holandês já tinha mais de seis segundos de vantagem. Ricciardo e Bottas faziam uma volta de recuperação e estavam em 11º e 12º, respectivamente.

A partir da volta 30 começaram as paradas nos boxes. O primeiro foi Hamilton e depois Verstappen. Pérez foi para a liderança, causando um entusiasmo impressionante nas arquibancadas do autódromo. "Os pneus estão bem", disse o piloto mexicano na volta 37, com sete segundos à frente de Verstappen e 14 de Hamilton.

Pérez só foi para os boxes na volta 41 e quando voltou para a pista ficou nove segundos atrás de Hamilton e 18 do Verstappen. Bottas parou uma volta depois, mas um problema na roda dianteira esquerda deixou o finlandês mais de 11 segundos parado.

Com os três primeiros de pneus novos, Verstappen foi abrindo frente, enquanto Pérez, aos poucos, foi diminuindo a diferença para Hamilton. A 20 voltas do final, o mexicano estava seis segundos atrás do inglês.

Em uma prova com poucas disputas, a bela ultrapassagem do canadense Lance Stroll sobre o britânico George Russell na volta 57 foi um dos destaques. Mas a principal disputa ocorreu a dez voltas do fim, quando Pérez encostou em Hamilton. O piloto da Red Bull ficou a menos de um segundo da Mercedes, mas não teve sucesso em sua aproximação. Verstappen, tranquilo, cruzou em primeiro pela nona vez na temporada.

Veja a classificação do GP da Cidade do México:

1º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 1hora38min39s086

2º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), a 16s555

3º) Sergio Pérez (MEX/Red Bull), a 17s752

4º) Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri), a 1min03s845

5º) Charles Leclerc (MON/Ferrari) , a 1min21s037

6º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari) (FIN/Mercedes), a uma volta

7º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), a uma volta

8º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

9º) Fernando Alonso (ESP/Alpine), a uma volta

10º) Lando Norris (GBR/McLaren), a uma volta

11º) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

12º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a uma volta

13º) Esteban Ocon (FRA/Alpine), a uma volta

14º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin) , a duas voltas

15º) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) , a duas voltas

16º) George Russell (GBR/Williams) , a duas voltas

17°) Nicholas Latifi (CAN/Williams), a duas voltas

18°) Nikita Mazepin (RUS/Haas), a três voltas

Não completaram a prova:

Mick Schumacher (ALE/Haas)

Yuki Tsunoda (JAP/AlphatTauri)

Na contramão das expectativas, a Mercedes superou a Red Bull neste sábado e garantiu a primeira fila no grid de largada do GP do México de Fórmula 1. O finlandês Valtteri Bottas roubou a cena e conquistou a pole position, deixando o inglês Lewis Hamilton no segundo posto. Então favorito no Autódromo Hermanos Rodríguez, o holandês Max Verstappen sairá apenas do terceiro lugar neste domingo, na Cidade do México.

Bottas vai largar da primeira posição pela terceira vez nesta temporada e pela 19ª na carreira. O finlandês marcou 1min15s875, sendo o único a correr abaixo de 1min16s até agora neste fim de semana. Hamilton, seu companheiro de Mercedes, registrou 1min16s020, logo à frente de Verstappen (1min16s225). Anfitrião do GP mexicano, Sergio Pérez, parceiro do holandês na Red Bull, completou sua melhor volta no Q3 em 1min16s342.

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A "dobradinha" da Mercedes no grid surpreende porque a Red Bull dominou dois dos três treinos livres. Além disso, o time austríaco tem o carro que é considerado mais eficiente na pista mexicana. Não por acaso Verstappen venceu duas das últimas três corridas na Cidade do México. A última foi conquistada por Hamilton, em 2019.

O líder do campeonato, portanto, chegou a este fim de semana como maior favorito à vitória, que pode ser determinante para a definição do título nas próximas semanas. Ele exibe 12 pontos de vantagem sobre Hamilton. Depois do GP mexicano, a temporada terá mais quatro etapas, incluindo a brasileira, em São Paulo, no dia 14.

O treino classificatório começou com uma forte pancada de Lance Stroll no muro de proteção, sem correr maiores riscos. O piloto canadense rodou sozinho na pista, destruiu a dianteira de sua Aston Martin e causou a paralisação do Q1, a primeira sessão do treino, por 25 minutos.

Na retomada, Verstappen começou registrando tempo abaixo de 1min17s pela primeira vez neste fim de semana: 1min16s788. Mas acabou sendo superado por Bottas e Charles Leclerc no trecho final do Q1. O espanhol Fernando Alonso, o próprio Stroll, o canadense Nicholas Latifi e os carros da Haas foram eliminados nesta primeira sessão da classificação.

Mais tranquilo, o Q2 contou com uma rodada do italiano Antonio Giovinazzi, o que não chegou a paralisar a sessão. Hamilton elevou o nível e reagiu, aumentando a disputa com Verstappen. A atividade contou com as eliminações dos veteranos Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel, além do próprio Giovinazzi, Esteban Ocon e George Russell.

Depois de iniciar a reação no Q2, a Mercedes começou com tudo o Q3. Bottas superou a barreira do 1min15s pela primeira vez no fim de semana ao anotar 1min15s875. E garantiu a pole position com sua grande performance. Hamilton ficou atrás por 0s145. A Red Bull acabou ficando como coadjuvante.

Verstappen não conseguiu subir um degrau na pista e teve que se contentar com o terceiro lugar no grid. Pérez, por sua vez, escapou da pista em sua última volta e perdeu a chance de brigar pela pole, assegurando o quarto lugar.

Stroll e o japonês Yuki Tsunoda, da AlphaTauri, vão largar no fundo do pelotão neste domingo. Naa sexta, a F-1 anunciou punições aos dois pilotos por conta de trocas em componentes dos seus motores.

A corrida deste domingo, na 18ª etapa da temporada, tem largada marcada para as 16 horas (horário de Brasília).

Confira o grid de largada do GP do México:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), 1min15s875

2º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min16s020

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min16s225

4º - Sergio Pérez (MEX/Red Bull), 1min16s342

5º - Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri), 1min16s456

6º - Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), 1min16s761

7º - Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), 1min16s763

8º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min16s837

9º - Lando Norris (ING/McLaren), 1min36s830

10º - Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), 1min17s746

11º - Kimi Räikkönen (FIN/Alfa Romeo), 1min17s958

12º - George Russell (ING/Williams), 1min18s172

13º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), 1min18s290

14º - Esteban Ocon (FRA/Alpine), 1min18s405

15º - Fernando Alonso (ESP/Alpine), 1min18s452

16º - Nicholas Latifi (CAN/Williams), 1min18s756

17º - Mick Schumacher (ALE/Haas), 1min18s858

18º - Nikita Mazepin (RUS/Haas), 1min19s303*

19º - Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri), 1min17s158

20º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min20s873*

* Os dois pilotos sofreram punições e perderam posições no grid

Primeira brasileira a conquistar duas medalhas numa mesma edição da Olimpíada, Rebeca Andrade será a responsável por dar a bandeirada final no GP de São Paulo de Fórmula 1, no dia 14 deste mês, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista. O convite da organização é uma homenagem pelas conquistas recentes da ginasta.

"Eu saí do meu corpo e voltei quando recebi o convite. Um sinal de respeito, uma homenagem às minhas vitórias. Eu nem consigo achar palavras para descrever o que estou sentindo. Nunca pensei que tivesse tantas oportunidades. Eu sempre lutei muito para me colocar como mulher e pela comunidade preta e usar bem esse 'poder' que o esporte me deu. Estou muito feliz", comentou a atleta de 22 anos.

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A honra de dar a bandeirada final num GP de Fórmula 1 é concedida para poucos no circuito. Em São Paulo, estrelas do porte de Pelé e Gisele Bündchen já tiveram a oportunidade. O Rei do Futebol, por sinal, viveu uma das situações mais curiosas da corrida paulista ao esquecer de dar a bandeirada para o alemão Michael Schumacher na prova disputada em 2002.

Neste ano será a vez de Rebeca, que vai assistir a uma corrida da F-1 pela primeira vez num autódromo. "Quero fazer direito, quero fazer bonito", já avisou a ginasta, fã declarada de Ayrton Senna, apesar de não ter acompanhado a carreira do tricampeão de F-1 - ela nasceu cinco anos depois da morte do piloto.

"As coisas que ele fez, como se portava, como pensava. Eu me espelhei muito nele. Há duas frases dele que eu gosto bastante: ‘Se você quiser ser bem-sucedido, tem que ter dedicação total. Buscar seu último limite e dar o seu melhor. É uma coisa que eu faço todos os dias porque é meu trabalho e porque eu quero inspirar outras pessoas. Mas também faço muito por mim", disse a atleta.

"A outra é: 'Seja você quem for, qual for a sua posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força e muita determinação e sempre faça tudo com muita força e muita fé em deus, que algum dia você vai chegar lá'. Eu me identifico muito com isso."

Rebeca vive o melhor ano de sua vida. Além de conquistar o ouro no salto e a prata no individual geral na Olimpíada de Tóquio, ela fez história também ao se tornar a primeira brasileira a conquistar duas medalhas em um Mundial de Ginástica (ouro no salto e prata nas barras assimétricas), em Kitakyushu, no Japão, no mês passado.

A McLaren, escuderia presente em diversas modalidades no mundo do automobilismo,  fez um anúncio histórico. Pela primeira vez terá uma mulher pilotando um dos seus carros. A neozelandesa Emma Gilmour, foi a escolhida para pilotar o novo carro da Extreme-E, modalidade off road de carros 100% elétricos.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3) durante a COP26  que acontece em Glasgow. “Eu continuo me beliscando. É muito surreal. Crescendo na Nova Zelândia, Bruce McLaren é um nome icônico no automobilismo neozelandês", disse a pilota.

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A relação íntima da escuderia com a Nova Zelândia remete às origens do time. Bruce Mclaren, piloto e fundador, é neozelandês. A modalidade Extreme-E, estreia no cenário automobilístico esse ano com intuito de trazer para a modalidade a discussão sobre as mudanças climaticas. 

Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Jenson Button, campeões do mundo na Fórmula 1, são proprietários de equipes na modalidade.

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