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Em uma corrida eletrizante, marcada por várias ultrapassagens, o britânico Lewis Hamilton conquistou neste domingo (2) o Grande Prêmio (GP) de Portugal.

Com a vitória no circuito de Algarve, em Portimão, o piloto da Mercedes se isola na liderança da atual temporada da Fórmula 1, com 69 pontos, e acumula a 97ª conquista de sua carreira.

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"Esta foi uma corrida muito difícil fisicamente e mentalmente. Não fiz uma boa largada e também perdi no reinício, mas foi um ótimo resultado no final. Não foi tudo perfeito e precisamos nos preparar agora para o rápido retorno para a Espanha.", afirmou o piloto britânico no Twitter.

O heptacampeão mundial largou na segunda posição, mas superou as disputas que teve na pista com seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, e o rival da Red Bull, Max Verstappen.

Bottas, por sua vez, que largou na pole position, terminou a corrida na terceira colocação, atrás do holandês Verstappen, que está na cola de Hamilton na classificação geral, com 61 pontos.

A quarta posição ficou com Sergio Pérez, da Red Bull. Na sequência aparecem Lando Norris, da McLaren, e Charles Leclerc, da Ferrari. Já o outro piloto da escuderia italiana, Carlos Sainz, amargou o 11º lugar.

A próxima disputa acontece na semana que vem, com o GP da Espanha.

Da Ansa

Os três pilotos ingleses do atual grid da Fórmula 1 - o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, Lando Norris e George Russell - anunciaram nesta sexta-feira que farão parte do boicote organizado pela comunidade do futebol da Inglaterra às redes sociais durante este fim de semana. O ato vem a reboque de uma série de ataques racistas a figuras do esporte e o entendimento de que as companhias donas das redes sociais não atuam de maneira convincente para conter os abusos.

A organização do boicote veio em uma manifestação entre todos os órgãos que regem o futebol e as ligas de futebol do país, masculina e feminina, além dos sindicatos de jogadores e árbitros. Além de uma multidão de clubes e jogadores anunciarem individualmente a participação, também entraram no boicote os maiores órgãos do críquete, rúgbi, ciclismo e até da imprensa e patrocinadores na Inglaterra e restante do Reino Unido. O boicote consiste em um desaparecimento das redes sociais entre a tarde desta sexta-feira e a manhã de segunda.

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Hamilton já havia dito na entrevista coletiva oficial da FIA, na quinta-feira, que estava considerando participar do boicote, mas uma postagem no Instagram sacramentou a decisão. "Em solidariedade com a comunidade do futebol, eu ficarei em silêncio nos meus canais nas redes sociais neste fim de semana. Não há lugar em nossa sociedade para qualquer tipo de abuso, online ou não. Há muito tempo é fácil para um pequeno grupo postar ódio por trás de suas telas", escreveu.

"Ao passo que um boicote não resolva o problema da noite para o dia, temos que pedir a mudança que precisamos, ainda que pareça uma tarefa quase impossível. O esporte tem o poder de nos unir. Não vamos aceitar o abuso como parte do esporte, mas sejamos nós a fazer a diferença para as gerações futuras", concluiu o piloto da Mercedes.

Mais jovens, Norris e Russell também anunciaram participação. "Estou ao lado do boicote das redes sociais neste fim de semana. Todo mundo tem problemas com abusos nas redes sociais em algum momento, e as companhias precisam fazer mais para conter esse movimento. Se esconder atrás do teclado não é aceitável. Já deu", afirmou o piloto da McLaren.

Já Russell postou um breve vídeo para se manifestar a favor do boicote. "Estou ao lado do boicote das redes sociais neste fim de semana. Creio que seja importante fazer isso, porque há muito abuso virtual, ódio, negatividade e racismo. Sinto que é nosso trabalho levantar a questão da forma que for possível não apenas no esporte, mas em todos os caminhos da vida. Não importa se você é jovem ou qual sua história, apenas espalhe positividade e seja legal com os outros. Penso muito sobre isso e sinto que era meu dever fazer parte desta causa. Espero que gostem da minha opinião e, espero, que possamos todos realizar uma mudança", disse.

Ainda na quinta-feira, o australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, foi outro que se disse simpático ao boicote, mas não chegou a confirmar que participará. A Fórmula 1 falou sobre, mas evitou se comprometer a fazer parte do ato.

"A F1 está totalmente comprometida a combater qualquer forma de discriminação, online ou não. Estamos ao lado das ações da Premier League e outras entidades esportivas e atletas ao sublinhar que mais precisa ser feito para erradicar o abuso online que recebemos diretamente. Continuamos trabalhando em todas as plataformas e em nosso público para promover o respeito e os valores positivos, além de colocar um fim no racismo", escreveu a categoria.

A Fórmula 1 anunciou neste domingo que o GP de Miami fará parte do calendário 2022 da categoria. Há alguns anos, a Liberty Media buscava incluir um segundo circuito nos Estados Unidos no calendário. Desde 2012, na parte final da temporada, o Circuito das Américas, em Austin, no Texas, recebe a prova em território norte-americano. Caso o cenário não evoluísse com a cidade da Flórida, Indianápolis, Los Angeles e New Jersey estavam no radar dos organizadores.

O contrato com o novo circuito é valido por 10 anos e conseguiu superar a contrariedade de moradores da região de Miami Gardens, que fica 25 quilômetros ao norte de Miami e receberá a prova. Membros de grupos ativistas da cidade alegam que a corrida causará problemas com poluição atmosférica e sonora, além de prejudicar o trânsito local. Por isso, o traçado da prova foi modificado diversas vezes até que ficasse localizado em uma região melhor. O horário da prova e dos treinos também foi alvo de críticas e deve se ajustar para atender aos interesses locais. O início dos eventos não pode coincidir com horário escolar e deve se encerrar antes do pôr do sol.

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A prova será realizada no entorno do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, equipe de futebol americano da NFL. O traçado terá 5,41 quilômetros, contando com 19 curvas e três retas onde poderá ser liberado o uso do DRS (abertura da asa traseira). Estima-se que a velocidade máxima a ser alcançada será de 320 km/h.

"Somos gratos aos nossos fãs, às autoridades de Miami Gardens e à indústria do turismo local por sua paciência e apoio durante todo este processo. Estamos ansiosos para trazer o maior espetáculo de corrida do planeta para Miami pela primeira vez na história do nosso esporte. Estaremos trabalhando em estreita colaboração com a equipe do Hard Rock Stadium e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para garantir que o circuito ofereça corridas sensacionais, mas também deixe uma contribuição positiva e duradoura para as pessoas da comunidade local", afirmou Stefano Domenicali, CEO da F-1.

Para chegar a um acordo para a liberação da prova, o novo prefeito de Miami Gardens, Rodney Harris, e Stephen Ross, bilionário dono do Miami Dolphins, aprovaram investimento na cidade de US$ 5 milhões (cerca de R$ 28,5 milhões) ao longo dos próximos dez anos. Haverá também um programa de descontos para moradores, prioridade para empresas locais e oferecimento de cursos e estágios para moradores em algumas áreas de especialização, como engenharia, ciência e tecnologia.

Anteriormente, Riverside, Sebring, Watkins Glen, Phoenix, Detroit, Dallas, Las Vegas, Long Beach e Indianápolis receberam corridas nos Estados Unidos. Em 1983, por exemplo, foram três provas no país. Para 2021, 23 corridas estão programadas para a temporada. A Fórmula 1 entende haver espaço no calendário para até 25 provas. Marrocos e África do Sul são os próximos alvos da categoria, que busca ampliar sua presença em outros continentes.

Em uma corrida caótica, com a pista molhada que provocou vários incidentes, alternância de posições, escapadas e uma bandeira vermelha, Max Verstappen teve mais consistência que os adversários e venceu o GP da Emilia-Romagna da Fórmula 1 neste domingo. O holandês fez uma ótima largada e conseguiu uma linda ultrapassagem sobre o pole Lewis Hamilton para garantir a vitória em Ímola. O heptacampeão terminou em segundo e o jovem britânico Lando Norris, da McLaren, completou o pódio.

O piloto da Red Bull deu o troco em Hamilton por conta do revés no GP do Bahrein, na abertura da temporada, e conquistou a 11ª vitória na Fórmula 1. Ele superou o britânico da Mercedes com uma manobra ousada no começo da corrida, quase rodou após a relargada, mas conseguiu manter a ponta até cruzar linha de chegada, reforçando que será um grande adversário para o britânico nesta temporada.

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"Para ser sincero, foi muito difícil permanecer no caminho certo. Tive um momento ali na minha relargada, mas tudo correu muito bem", destacou o vencedor do GP da Emilia-Romagna.

O heptacampeão mundial cometeu alguns erros, chegou a colidir no guard rail, destruindo sua asa dianteira, mas protagonizou uma corrida de recuperação notável para fechar a prova em Ímola em segundo. Além disso, marcou um ponto extra pela volta mais rápida. Esse precioso ponto o garantiu na liderança do Mundial de Pilotos, com 44, um a mais que Verstappen, o vice-líder.

Vale destacar que Hamilton contou com a sorte após a batida. O safety car entrou no momento certo pra ele conseguir fazer o pit stop e logo depois a bandeira vermelha foi decretada por conta do grave acidente envolvendo George Russell e Valtteri Bottas na volta 34. Os dois se enroscaram e abandonaram a prova, saindo dos carros sem ferimentos, mas trocando xingamentos.

A partir da relargada, o britânico mostrou a habitual competência para empilhar ultrapassagens, saindo do oitavo posto para o segundo ao final da prova. "Do meu lado, não foi o melhor dos dias. A primeira vez que cometi um erro em muito tempo, mas estou grato por ter sido capaz de trazer o carro para casa hoje", disse o sincero Hamilton.

Norris teve um ótimo desempenho, mostrando evolução a cada temporada, e foi eleito o piloto do dia. O britânico da McLaren subiu ao pódio pela segunda vez na carreira. A quarta e a quinta colocações ficaram com os carros da Ferrari, com monegasco Charles Leclerc à frente do espanhol Carlos Sainz.

Parceiro de Norris na McLaren, o australiano Daniel Ricciardo foi o sexto, seguido do canadense Lance Stroll, da Aston Martin, em sétimo. O francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, terminou em oitavo, à frente do finlandês Kimi Räikkönen, da Alfa Romeo. O francês Esteban Ocon, da Alpine, fechou o top 10 na Itália.

O espanhol Fernando Alonso fechou em 11º, com a Alpine e o mexicano Sergio Pérez, da Red Bull, fez uma corrida desastrosa. Ele largara no segundo lugar, mas abusou dos erros, escapou mais de uma vez, foi punido com um stop and go de dez segundos por ultrapassar com o safety car na pista e terminou apenas em 12º. O tetracampeão Sebastian Vettel, foi apenas o 15º, com a Aston Martin.

Nicholas Latifi e Mick Schumacher foram outros dois pilotos que também colidiram. O piloto da Williams teve de abandonar, mas o filho do lendário heptacampeão mundial conseguiu concluir a corrida em 16º.

A Fórmula 1 dá uma pausa e retorna daqui a duas semanas, para o GP de Portugal, no autódromo de Algarve, a terceira de 23 provas previstas no calendário de 2021, o mais extenso da história da categoria.

Veja a classificação do GP da Emilia-Romagna:

1º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), em 2h02min34s598

2º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), a 22s000

3°) Lando Norris (GBR/McLaren), a 23s702

4º) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 25s579

5º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 27s036

6º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a 51s220

7º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 51s909

8º) Pierre Gasly (FRA/Alphatauri), a 52.818s

9º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 64s773

10º) Esteban Ocon (FRA/Alpine), a 65s704

11º) Fernando Alonso (ESP/Alpine), a 66s561

12°) Sergio Perez (MEX/Red Bull), a 67s151

13º) Yuki Tsunoda (JAP/Alphatauri), a 73s184

14º) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

15º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin)

16º) Mick Schumacher (ALE/Haas), a duas voltas

17º) Nikita Mazepin (RUS/Haas), a duas voltas

Abandonaram a prova:

Nicholas Latifi (CAN/Williams)

Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)

George Russell (GBR/Williams)

Aos 48 anos e com residência fixa nos Estados Unidos, o piloto Rubens Barrichello foi vacinado nesta semana contra o vírus da covid-19. Rubinho correu por 18 anos na Fórmula 1. Ele deixou a categoria ao fim de 2011. Mesmo assim, ainda é o segundo piloto que mais disputou corridas, com 323 GPs, atrás somente de Kimi Raikkonen.

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Ele corre agora na Stock Car, mas vive na Flórida. Ele comemorou a vacina num post em seu Instagram. "Chegamos até a brincar com isso (que ele chega sempre atrasado), mas aqui não tem brincadeira mais. Desejo esta emoção a todos, todos, todos…", escreveu o brasileiro na legenda da sua foto transmitindo o alívio que foi para ele.

Os fãs do piloto entraram na brincadeira, mas valorizaram o fato de Rubinho estar na frente nesse quesito. Os Estados Unidos estão acelerados no processo de imunização das pessoas. Adolescentes já estão tomando a vacina.

No Brasil, a nível de comparação, o País chegou à marca de 20 milhões de brasileiros vacinados nesta semana, o que representa quase 10% da população. Os dados são do consórcio de veículos de comunicação, do qual o Estadão faz parte.

Quem também foi vacinado nesta semana nos EUA foi o atacante Alexandre Pato, que atua no Orlando City, além da tenista Luisa Stefani.

O contrato do heptacampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton com a Mercedes se encerra no final de 2021, dando margem para uma possível aposentadoria ou saída da categoria. Mas o novo presidente e CEO da F-1, Estefano Domenicali, nem pensa em perder o seu principal piloto.

Em entrevista à revista alemã AutoBild, Domenicali disse que para Hamilton se manter correndo e buscando sempre ser campeão, é preciso que a Fórmula 1 abrace também as causas importantes que o piloto luta a favor.

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"Lewis é importante. Em primeiro lugar, um desafio incrível o aguarda: virar o primeiro e único piloto com oito títulos mundiais. Então, ele vai ficar focado nisso. Claro, ele também está fazendo uma campanha ativa contra o racismo e a favor da diversidade. É crucial que ele se sinta confortável na Fórmula 1, porque é lá que ele pertence e é onde nós e os fãs queremos vê-lo".

Hamilton e as causas sociais

Além de ser o primeiro e ainda único negro a pilotar na Fórmula 1, já sendo heptacampeão e quebrando recordes, o atleta inglês é um ativista na luta contra o racismo e causas como sustentabilidade, veganismo e direitos dos animais.

Após o caso George Floyd, quando policiais sufocaram até a morte o rapaz negro nos Estados Unidos, em maio de 2020, o piloto apoiou o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), pintando seu carro todo de preto e comparecendo as corridas com camisas em prol da causa, além de se ajoelhar e rezar junto com sua equipe antes do início de cada corrida.

Corrida pelo título

Estefano Domenicali acha que a corrida pelo título da temporada desse ano será mais complicada para Hamilton. No primeiro GP, do Bahrein, Verstappen, da Red Bull, mostrou que será um concorrente a altura.

"Ele tem de estar totalmente concentrado e guiar perfeitamente. A batalha não vai ser fácil para ele. A concorrência não vai facilitar para ele. Max Verstappen também vai buscar seu primeiro título. Os ingredientes para uma temporada empolgante estão aí".

Na manhã desse domingo, dia 28, a Band estreou as suas transmissões da Fórmula 1, após mais de 30 anos em que a competição ficou a cargo da TV Globo. Para o grande dia da estreia, além dos ex-globais contratados pela casa como Glenda Kozlowski, Reginaldo Leme e Mariana Becker, a emissora também chamou convidados para a transmissão e foi o ex-piloto Nelson Piquet quem roubou a cena.

Durante o programa Show do Esporte, exibido antes da corrida começar, Nelson resolveu elogiar a Band pela transmissão e deu uma cutucada na emissora carioca:

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- Estou feliz com vocês aqui na Band, transmitindo a Fórmula 1. Largou essa Globo lixo né?

Os outros comentaristas e apresentadores que estavam no estúdio então caíram na gargalhada, e acabaram mudando de assunto após o comentário inesperado.

Max Verstappen dominou a pré-temporada, foi soberano nos treinos livres e conquistou a pole position para o GP do Bahrein. Mas quem venceu a primeira corrida de 2021 da Fórmula 1 foi o piloto que está mais acostumado a ficar no topo: Lewis Hamilton. Os dois travaram um duelo sensacional no final da corrida no circuito de Sakhir, de modo que o holandês chegou a assumir a dianteira faltando três voltas para o fim, mas viu o heptacampeão mundial reassumir a dianteira e cruzar a linha de chegada em primeiro. Valtteri Bottas chegou em terceiro e completou o pódio.

Na volta 53, Verstappen fez uma ultrapassagem notável em cima de Hamilton, mas usou o limite de pista da curva 4 e, como levou vantagem, decidiu devolver a posição, retornando para o segundo lugar. Nos giros seguintes, o atual campeão conseguiu segurar as investidas do arrojado adversário e manteve a liderança até o fim para conquistar na abertura da temporada uma vitória marcante, a 96ª de sua carreira.

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De quebra, acostumado a pulverizar recordes, o britânico alcançou mais uma marca expressiva em sua carreira. Ele se tornou o piloto com mais voltas na liderança da Fórmula 1 ao alcançar 5.112 na volta 43 e superar as 5.111 do lendário Michael Schumacher.

"Max estava em cima de mim no final, foi uma das corridas mais difíceis que já fiz, então estou muito grato por isso", celebrou Hamilton, que classificou a prova como uma das mais espetaculares de que já fez parte. "Perdi alguns anos da minha vida hoje", brincou ele, em entrevista à Band.

O holandês da Red Bull não ficou com a vitória, mas reforçou que Hamilton, agora, tem um rival que pode derrubar seu reinado neste ano depois de seis títulos nos últimos sete anos. Nesta temporada, o britânico tenta ultrapassar Michael Schumacher no número de troféus e se tornar o maior vencedor da história da categoria.

Hamilton começou a vencer a corrida na volta 40 a partir da estratégia da Mercedes. Verstappen, que iniciou a prova com compostos médios, parou pela segunda vez para colocar pneus duros, e voltou em segundo, a 8s do rival, que, àquela altura, já fizera suas duas paradas. O holandês assumiu a ponta, mas teve que devolvê-la ao levar vantagem na área externa e, no duelo espetacular entre os dois, o heptacampeão levou a melhor.

Bottas fez uma corrida não mais do que segura e terminou em terceiro, faturando um ponto a mais pela volta mais rápida. Atrás do finlandês apareceu o jovem britânico Lando Norris, da McLaren. O mexicano Sérgio Perez, parceiro de Verstappen na Red Bull, completou o percurso em quinto, à frente do monegasco Charles Leclerc, que levou a Ferrari ao sexto lugar no primeiro GP do ano.

Estreante na McLaren, o australiano Daniel Ricciardo foi o sétimo, seguido por Carlos Sainz Jr., novo companheiro de Leclerc na Ferrari. O japonês Yuki Tsunoda, da AlphaTauri teve uma ótima performance no circuito barenita e fechou em nono, somando pontos logo em sua primeira corrida na principal categoria do automobilismo mundial. O canadense Lance Stroll, da Aston Martin, completou o top 10.

O tetracampeão Sebastian Vettel decepcionou em sua primeira prova na Aston Martin. O alemão largou em último no grid por conta de uma punição no treino classificatório e foi apenas o 15º colocado. Filho de Michael Schumacher, Mick, da Haas, cruzou a linha de chegada em 16º, na última posição.

Abandonaram a disputa o espanhol Fernando Alonso, de volta à categoria após dois anos, por conta de problemas em seu carro, os franceses Nicholas Latifi e Pierre Gasly e o russo Nikita Mazepin. O piloto perdeu controle de sua Haas e bateu na barreira de pneus logo no início.

Depois da abertura da temporada, a Fórmula 1 retorna daqui a três semanas, para o GP da Emília-Romanha, a segunda de 23 provas previstas no calendário de 2021, o mais extenso da história da categoria.

Veja a classificação do GP do Bahrein:

1º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), em 1h32min03s897

2º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 0s745

3°) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 37s383

4º) Lando Norris (GBR/McLaren), a 46s466

5º) Sergio Perez (MEX/Red Bull), a 52s047

6º) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 59s090

7º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a 66s004

8º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 67s100

9º) Yuki Tsunoda (JAP/Alphatauri), a 85s692

10º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 86s713

11º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 88s864

12°) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

13º) Esteban Ocon (FRA/Alpine), a uma volta

14º) George Russell (GBR/Williams), a uma volta

15º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), a uma volta

16º) Mick Schumacher (ALE/Haas), a uma volta

Abandonaram a prova:

Fernando Alonso (ESP/Alpine)

Nikita Mazepin (RUS/Haas)

Pierre Gasly (FRA/Alphatauri)

Nicholas Latifi (CAN/Williams)

Depois de abrir a temporada da Fórmula 1 como o piloto mais rápido na sexta-feira, dominando a primeira e segunda atividades, Max Verstappen manteve o ritmo, fez a trinca e liderou também neste sábado o terceiro e último treino livre para o GP do Bahrein. O piloto holandês da Red Bull anotou 1min30s577, a melhor marca do fim de semana até aqui.

No fim, Verstappen, muito à vontade no quente circuito de Sakhir, superou Lewis Hamilton, que chegou a liderar a sessão, para terminar mais uma vez em primeiro e reforçar que será o homem a ser batido no Bahrein e que pode brigar pelo título. Ele vem empolgado também por uma pré-temporada muito bem feita, em que foi soberano com o melhor desempenho.

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Ainda longe de ser o Hamilton arrasador e pulverizador de recordes, o heptacampeão da Mercedes fechou em segundo, com o tempo de 1min31s316, à frente do francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, que anotou 1min31s583. Os três melhores tempos foram registrados com os pneus macios.

O finlandês Valtteri Bottas, também com os pneus macios, foi o quarto mais rápido, mas ficou a 1s278 do tempo estabelecido pelo líder. O mexicano Sergio Pérez, novo companheiro de Red Bull de Verstappen, completou a atividade na quinta colocação, com a marca de 1min31s908.

O espanhol Carlos Sainz Jr., que faz sua estreia na Ferrari, registrou o sexto melhor tempo da atividade (1min32s108), à frente de uma das surpresas da sessão, o veterano finlandês Kimi Räikkönen, da Alfa Romeo, que chegou em sétimo (1min32s224).

O francês Esteban Ocon, com a Alpine, foi o oitavo colocado, seguido pelo canadense Lance Stroll, da Aston Martin, o nono. O australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, fechou o grupo dos dez primeiros.

O alemão tetracampeão Sebastian Vettel, companheiro de Stroll na Aston Martin, foi apenas o 14º colocado, uma posição à frente de Fernando Alonso, da Alpine. Já Mick Schumacher, filho do lendário Michael Schumacher, levou a Haas ao 18º lugar.

O terceiro treino livre foi diferente das primeiras atividades na sexta-feira, com poucos incidentes e até monótono no início. Mais uma vez, o calor atrapalhou um pouco os pilotos, de modo que os termômetros marcaram 40ºC, sendo 46ºC no asfalto.

Os carros voltam à pista do circuito de Sakhir neste sábado, para o treino oficial de classificação às 12 horas (horário de Brasília). A corrida começa às 12 horas no domingo e terá exibição ao vivo da Band.

Um observador desatento poderia ler os sobrenomes do grid atual da Fórmula 1 e pensar que estava de volta aos anos 2000. Afinal, o campeonato terá na pista os sobrenomes Alonso, Raikkonen e Schumacher... Sim, o poderoso sobrenome alemão está na disputa novamente, agora com a inexperiência de Mick, filho do heptacampeão mundial, que continua sua luta pela vida após acidente enquanto esquiava com a família nos alpes franceses em 2013.

Com apenas 21 anos, Mick deu um salto na carreira nas duas últimas temporadas. Ele teve uma passagem discreta pelo kart, mas chamou a atenção do mundo do automobilismo ao se sagrar campeão da Fórmula 3 Europeia em 2018. O título abriu as portas da Fórmula 2 no ano seguinte.

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Sem se destacar na primeira temporada na nova categoria, terminando apenas na 12.ª colocação, ele mostrou forte evolução no seu segundo ano na F-2, com nove pódios. E foi campeão. Naquela altura, já integrava a Academia da Ferrari, para jovens pilotos, e seu nome aparecia com frequência nas perguntas dos jornalistas aos dirigentes do time italiano.

A proximidade entre Ferrari e Mick aumentará ainda mais este ano, quando ele será titular da Haas. O time americano é o mais ligado ao italiano na F-1 atualmente. E sua chance nesta temporada é vista como um bom teste para que o jovem piloto siga os passos do pai na Ferrari no futuro.

"Pela forma como vem se desenvolvendo, ele costuma aprender bastante na primeira temporada numa categoria nova. E se torna muito forte na segunda metade da segunda temporada. É por isso que acho que as duas primeiras temporadas dele na F-1 serão muito importantes", diz o chefe da Ferrari, Mattia Binotto.

Para Binotto, o jovem Schumacher poderá ganhar uma chance na Ferrari daqui a dois anos. "Hoje é muito cedo para decidir, mas há motivos para acreditar que Mick estará de vermelho em 2023", confia o chefe ferrarista.

Na véspera de iniciar as atividades do primeiro GP da temporada 2021 da Fórmula 1, no circuito de Sakhir, no Bahrein, o piloto britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, revelou que vai continuar com seus protestos contra o racismo e a favor dos direitos humanos iniciados no ano passado.

"Foi importante me ajoelhar e mostrar às comunidades pretas ao redor do mundo que estou com elas", disse Hamilton. "Vou continuar me ajoelhando. Pessoas mais novas vão perguntar aos pais ou aos professores o motivo disso. É um assunto que deixa as pessoas desconfortáveis, mas que os pais vão explicar", afirmou o sete vezes campeão mundial da principal categoria do automobilismo.

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Hamilton iniciou a série de protestos após a morte de George Floyd, um afro-americano assassinado em Minneapolis em 25 de maio de 2020, estrangulado por um policial branco que ajoelhou em seu pescoço durante uma abordagem por supostamente usar uma nota falsificada de vinte dólares em um supermercado.

O inglês também se manifestou contra o assassinato Breonna Taylor pela polícia norte-americana. "Não posso ignorar o fato de que o ano passado foi pesado para mim. Eu vou ficando mais velho, aprendendo mais, e todos nós passamos por fase de aprendizado. Eu me senti empoderado por não ficar em silêncio, que é o que alguns querem."

Hamilton descartou a possibilidade desta temporada ser a sua última na F-1. "Na minha situação atual, não sinto que esta seja o fim. Acho que pode ser a temporada mais emocionante, temos novos equipamentos, formatos, tudo mais próximo. Eu não sinto como se eu estivesse no final, mas apenas nos próximos oito meses saberei se estou pronto para parar ou não. Eu não acho que estou, mas ninguém sabe", disse o dono do recorde de 95 vitórias, em entrevista coletiva.

Os primeiros treinos livres estão previstos para esta sexta-feira, às 8h30 e 12 horas, enquanto grid de largada será definido no sábado às 12h. A corrida, que terá transmissão ao vivo da Bandeirantes, começa às 12h do domingo.

A Fórmula 1 lançou nesta semana um inédito serviço de streaming voltado ao Brasil. Presente em mais de 80 países, o F1 TV Pro agora pode ser acessado por computadores, celulares e tablets de internautas brasileiros. O conteúdo permite que o fã possa acompanhar ao vivo câmeras "onboard" de todos os pilotos e ainda tenha acesso às conversas de rádio das equipes. O serviço está à venda no site da categoria e vai custar por mês US$ 5,19 (cerca de R$ 29) ou US$ 39,99 no pacote anual (R$ 223).

Junto do Brasil, mais dois países entraram para a lista de locais atendidos: República Checa e Eslováquia. O produto é considerado um sucesso no exterior e tem entre os atrativos o acesso a documentários especiais, exibição ao vivo de provas das Fórmulas 2 e 3 e também a possibilidade de rever mais de 650 corridas antigas da Fórmula 1. O produto ganhou algumas melhorias, como o pareamento da tela do celular com televisores, câmeras extras no pitlane e dados mais detalhados sobre cada estilo de pilotagem.

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A transmissão ao vivo das provas e o conteúdo do serviço de streaming será feito totalmente em português. A primeira prova da temporada será dia 28 de março, no Bahrein. "Estamos relançando o produto com alguns detalhes aprimorados e que vão melhorar a experiência dos fãs. Nosso extenso arquivo de vídeos será mais fácil de ser assistido também", explicou o diretor de direitos de TV da categoria, Ian Holmes.

Em entrevista ao Estadão em janeiro, o piloto Pietro Fittipaldi contou um pouco como funciona o serviço nos Estados Unidos, onde a família dele mora. Quando o brasileiro correu as duas últimas etapas do ano passado pela Haas, o tio dele, o ex-piloto italiano Max Papis, utilizou a F1 TV Pro para acompanhar o novato nas câmeras onboard e comparar o desempenho ao de outros competidores.

O F1 TV Pro foi criado pela categoria em 2018. "Fora do Brasil tem um aplicativo que permite você acompanhar todas as câmeras onboard dos pilotos e com o sistema de rádio, inclusive. Ele (meu tio) instalou três telas e queria me comparar com outros carros. Depois das sessões, ele me mandava um resumo sobre o que eu tinha de melhorar", explicou Pietro.

Além disso, o mercado brasileiro terá outra novidade no setor de transmissão de corridas de Fórmula 1. A Band passou a ser a detentora dos direitos da categoria. A emissora vai exibir ao vivo as 23 provas em TV aberta. Os treinos serão exibidos pelo canal fechado BandSports.

A Williams Racing cancelou o lançamento do seu novo carro, o FW43B, que seria conhecido através de um aplicativo de realidade aumentada. O motivo alegado pela equipe foi que o app foi hackeado, o que inviabilizou a ação. A Willians comunicou que removeu o app.

“Estávamos muito ansiosos para compartilhar essa experiência com nossos fãs, especialmente durante este momento difícil. Só podemos nos desculpar por isso não ter sido possível”, diz um trecho da nota.

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Mesmo com o revés, a Williams divulgou fotos do e um pequeno vídeo do novo carro e prometeu liberar entrevistas do CEO Jost Capito, do chefe da equipe Simon Roberts e dos pilotos George Russel e Nicholas Latifi.

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A Fórmula 1 está de olho em novo/velho continente para suas corridas do Mundial. Nesta quinta-feira, a diretora global de promoção de corridas da categoria, Chloe Targett-Adams, que lida com os organizadores de eventos, disse que foi colocada como prioridade a adição de uma corrida na África, agora no topo da lista de desejos para novos eventos.

O inglês Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, enfatizou que a África é para onde ele gostaria que o esporte fosse em breve. O ex-chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, tentou por muitos anos encontrar uma maneira de retornar à África do Sul, que esteve pela última vez no Mundial na abertura do campeonato de 1993, no autódromo de Kyalami. E esse é o desejo sob a gestão da Liberty Media.

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Embora a África do Sul continue sendo o local mais provável, também tem havido interesse de outros países, principalmente do Marrocos, que sediou uma corrida em 1958. "Eu concordo totalmente com Lewis, a África é um continente em que não corremos e isso é simplesmente errado", disse Targett-Adams em um seminário online. "É um lugar que a gente quer muito, é a prioridade. Há alguns anos, conversamos com opções possíveis. E esperamos que, no final das contas, sejamos capazes de fazer uma corrida lá logo ou a médio prazo".

Outra possibilidade que vem ganhando força nos últimos dias é a de se realizar uma segunda corrida nos Estados Unidos. Dono do autódromo de Indianápolis, Roger Penske revelou a intenção de estar preparado para receber uma prova de Fórmula 1, e o CEO da categoria, o italiano Stefano Domenicali, confirmou essa intenção.

"Ao lado da África, os Estados Unidos continuam sendo uma prioridade estratégica clara. Temos uma grande corrida em Austin (Texas) agora, onde estamos ansiosos para trabalhar com nosso promotor por mais alguns anos. Mas estamos olhando para uma segunda oportunidade de corrida, um local de destino, e procurando construir essa proposta de corrida dos Estados Unidos. Igualmente na Ásia, não escondemos o fato de que essa também é uma prioridade-chave", ratificou Targett-Adams.

A diretora insistiu que a Fórmula 1 não desistiu do GP do Vietnã. A corrida inaugural de Hanói foi adiada no ano passado após a pandemia do novo coronavírus e foi deixada de fora do calendário de 2021 após um escândalo político local.

"O Vietnã é um local de corrida incrivelmente emocionante para a Fórmula 1. Divisão demográfica extremamente jovem no país, setor comercial vibrante, estamos muito, muito animados para correr lá. E 2020 era para ter a primeira corrida, com um circuito incrível construído nos arredores de Hanói. E então, de forma totalmente compreensível, ninguém quer lançar uma primeira corrida no meio de uma pandemia. Estamos trabalhando em alguns problemas localizados com algumas mudanças no governo em andamento também, então decidimos e concordamos com nosso promotor, Vingroup, que 2021 simplesmente não era o momento certo para isso", comentou Targett-Adams.

A primeira etapa do Campeonato Paraense de Enduro de Regularidade reuniu pilotos em provas repletas de adrenalina e exigência de preparo físico capazes de tirar o fôlego. O evento foi na manhã e tarde do último domingo (21), em Castanhal, na região nordeste do Pará.

Ao todo, 44 pilotos de vários municípios do Pará, como Marabá, Brasil Novo, Bragança, Capanema, Tomé-Açu, Capitão Poço, Ananindeua e Belém, se aventuram nas trilhas do esporte radical. Esforços, disciplina e foco foram necessários para concluir o trajeto cheio de obstáculos.

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Por questões de segurança à saúde, pelo combate à pandemia do covid-19, os neutros (pontos de apoio) ficaram bem distantes uns dos outros, o que fez os pilotos cansarem bastante, mas todos dosaram a velocidade para não levar tombo e prejudicar a prova.

Segundo Mauro Sergio Follmann, hexacampeão da modalidade, que ficou em primeiro lugar na categoria Master, esse foi um dos melhores roteiros dos últimos anos, cheio de muita técnica. “A gente sempre vem tentando fazer o melhor e quando a gente vê que o nosso melhor foi o suficiente para levar o primeiro lugar, é sempre bom. Não importa a posição, se você sabe que deu o melhor que você pôde”, disse o piloto, que compete Enduro Regularidade desde 2009.

No enduro, o piloto compete contra si próprio, contra os próprios limites. Weligton Pedroso, que ficou em 1º lugar na categoria Sênior, parabenizou a organização da prova, que tomou todas as medidas de precaução para que o evento pudesse ser realizado e fez os pilotos suarem. “Foi muito difícil. Eu participo do Campeonato desde 2011 e, para mim, essa foi a prova mais difícil em termo de resistência, só perdendo para o Acará”, disse o piloto.

Na categoria Novatos, Tarcisio de Oliveira levou o troféu de primeiro lugar para casa. “Estou muito feliz, porque já venho batalhando há um tempão por um troféu. Coloquei oração na prova e, graças a Deus, consegui um bom resultado”, afirmou, emocionado.

A próxima etapa será nos dias 10 e 11 de abril, em Capanema.

Por Rosiane Rodrigues.

Não é de hoje que o jornalista Flávio Gomes faz ponderações sobre a idolatria de Ayrton Senna. Com anos de bagagem na cobertura do automobilismo, ele sempre arruma confusão com fãs incondicionais do piloto tri-campeão de Fórmula 1. Em entrevista ao UOL, ele voltou a atiçar seus 'haters' e afirmou que Senna não é “herói de nada”.

“Se criou uma imagem que vem dos seus pais, dos seus avós, sei lá de quem, de um sujeito infalível, de um herói nacional, não sei o que. Pô, primeiro que esses caras não viram correr, segundo, herói de nada, herói é bombeiro, professor, sabe? Gente que vive com um salário mínimo, isso é herói”, disse ele.

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Gomes também falou sobre a cegueira dos fãs de Ayrton, que chegam a minimizar os feitos de Schumacher e Lewis Hamilton, que teriam competido com ‘ninguém’ pelos seus títulos.

“Nada me irrita mais do que isso. As pessoas precisam estudar, ler um pouquinho e saber, se for assim, o Senna também correu contra ninguém. Piquet já estava em fim de carreira, e Mansell foi um ano que ele estava lá nos cascos, mas ganhou o campeonato. Com o Prost, ele ganha o campeonato em 88, mas com menos pontos, perde em 89 e ganha em 90 batendo o carro no Prost. O que eu quero dizer é o seguinte: todos esses campeões tiveram os melhores carros, é assim, a Fórmula 1 é assim, essa é a história da Fórmula 1. Então você dizer que eles correram contra ninguém, você tem que dizer que o Senna correu contra ninguém. Então essas discussões com os mais jovens sobre Ayrton Senna me irritam também bastante pela falta de conhecimento.”

O Grupo Bandeirantes confirmou nesta terça-feira que fechou com a Fórmula 1 um acordo exclusivo para transmitir no Brasil todas as etapas das temporadas 2021 e 2022 da categoria. A empresa vai passar as corridas na TV aberta e utilizar o canal pago BandSports para a exibição dos treinos classificatórios e também para as duas categorias de apoio à F-1, as Fórmulas 2 e 3. O valor do acordo não foi divulgado.

A promessa da emissora é de exibir as 23 etapas da temporada 2021 da Fórmula 1, começando em março, pelo GP do Bahrein. Uma das atrações será a presença do comentarista Reginaldo Leme, um dos nomes mais experientes do País na cobertura de automobilismo.

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"O Brasil representa um dos cinco maiores mercados do mundo em audiência e faturamento da Fórmula 1. Voltar a ser a casa da categoria depois de 41 anos é motivo de muito orgulho para nós", afirmou o presidente da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, João Saad.

A última temporada de Fórmula 1 transmitida pela Bandeirantes foi em 1980. Desde então, os direitos no mercado brasileiro pertenciam exclusivamente à Rede Globo. O contrato com a emissora carioca terminou no fim do ano passado e não houve acordo. Diante disso, a Fórmula 1 abriu negociações com outros interessados. A TV Cultura e o consórcio Rio Motorsports também chegaram a conversar com dirigentes da categoria.

A Bandeirantes terá uma equipe de reportagem em todos os circuitos do calendário para fazer a cobertura jornalística do campeonato para todas as plataformas de comunicação. "A Band, junto com todo o time da Fórmula 1, vai trabalhar muito e com toda a motivação para que o amante do automobilismo vibre com o jeito Band de fazer esporte. Será uma jornada espetacular e não vemos a hora de ser dada a largada", comentou o diretor de esportes, Denis Gavazzi.

A temporada 2021 está prevista para começar em 28 de março, no Bahrein, e vai ser a mais longa da história, com 23 etapas. As duas novidades deste ano são a estreia da Arábia Saudita e o retorno da Holanda ao calendário depois de 37 anos. O autódromo de Interlagos também está na agenda da categoria e vai receber o GP de São Paulo em 7 de novembro.

Acabou nesta segunda-feira uma longa e enrolada novela na Fórmula 1. Mercedes e o inglês Lewis Hamilton, atual heptacampeão mundial, se acertaram e anunciaram a renovação de contrato do piloto por mais uma temporada, até o final deste ano. A escuderia alemão até fez uma arte em suas redes sociais e no site oficial para divulgar a informação.

"Estou empolgado por entrar em minha nona temporada com meus companheiros de Mercedes. Nossa equipe conquistou coisas incríveis juntos e estamos animados para levar nosso sucesso para ainda mais longe, já que continuamos melhorando, tanto dentro, quanto fora da pista. Estou igualmente determinado a continuar nessa jornada que começamos de tornar o automobilismo mais diverso para as próximas gerações e estou agradecido à Mercedes por ter apoiado meu pedido para cuidar dessa questão", disse Hamilton, em comunicado oficial divulgado pela equipe alemã.

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"Tenho orgulho em dizer que vamos levar isso ainda mais a sério neste ano, lançando uma fundação dedicada à diversidade e inclusão no esporte. Estou inspirado por tudo o que podemos construir juntos e mal posso esperar para voltar às pistas em março", prosseguiu o inglês, que em 2021 buscará o oitavo título da categoria para se tornar o maior vencedor da história, deixando para trás o alemão Michael Schumacher.

Pela Mercedes, Hamilton conquistou seis de seus sete títulos mundiais - em 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020 - o primeiro campeonato do inglês foi alcançado em 2008, quando ele corria pela McLaren. E obteve 74 das suas 95 vitórias na Fórmula 1 pela escuderia alemã. São 72 poles e 116 pódios em 156 GPs disputados.

Embora sempre tenha manifestado o desejo de permanecer na escuderia pela qual corre desde 2013, Hamilton queria o cumprimento de algumas exigências para renovar seu contato. As principais delas foram a redução nas participações em eventos da equipe e também a diminuição do número de visitas à fábrica de Brackley, na Inglaterra. Consequentemente, também poderá realizar mais reuniões de forma virtual, por videoconferência.

O anúncio de Hamilton cumpre a formalidade de completar a última vaga ainda oficialmente sem dono no grid da Fórmula 1. Os 20 pilotos de 2021, três dos quais serão novatos, agora todos conhecidos do público. A temporada começa com o GP do Bahrein, no dia 28 de março.

Confira o grid completo da Fórmula 1 em 2021:

Mercedes - Lewis Hamilton (Inglaterra)/Valtteri Bottas (Finlândia)

Red Bull - Max Verstappen (Holanda)/Sergio Pérez (México)

McLaren - Lando Norris (Inglaterra)/Daniel Ricciardo (Austrália)

Aston Martin - Lance Stroll (Canadá)/Sebastian Vettel (Alemanha)

Alpine - Fernando Alonso (Espanha)/Esteban Ocon (França)

Ferrari - Charles Leclerc (Mônaco)/Carlos Sainz Jr. (Espanha)

AlphaTauri - Pierre Gasly (França)/Yuki Tsunoda (Japão)

Alfa Romeo - Kimi Raikkonen (Finlândia)/Antonio Giovinazzi (Itália)

Haas - Mick Schumacher (Alemanha)/Nikita Mazepin (Rússia)

Williams - George Russell (Inglaterra)/Nicholas Latifi (Canadá)

A Band deve ser a nova emissora oficial da Fórmula 1 para o Brasil. A emissora paulista encaminhou acordo com a categoria nos últimos dias após a Rede Globo ter se retirado das negociações. A tendência é o acordo ser anunciado nos próximos dias, com a confirmação de que todas as provas das temporadas de 2021 e de 2022 da categoria serão transmitidas na TV aberta.

O contrato em vigor entre a Rede Globo e a Fórmula 1 terminou no fim do ano passado e não foi renovado por falta de acordo financeiro. Desde a segunda metade de 2020, o grupo dono da categoria, o Liberty Media, começou a negociar com outras empresas interessadas no Brasil. A TV Cultura foi uma delas. O consórcio Rio Motorsports chegou a fechar a aquisição dos direitos, mas depois desistiu.

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Procurada pelo Estadão para comentar o caso, a Band explicou a situação das negociações. "A Band afirma que, a exemplo de outras emissoras, também está mantendo contato com a Fórmula 1, mas não há nenhum contrato assinado por enquanto. As negociações estão acontecendo. Caso haja um acordo, a emissora emitirá um comunicado oficial", disse.

A emissora paulista se mobilizou no ano passado para aumentar as opções de automobilismo e de outras atrações ao vivo na grade de programação. Entre as mudanças, fechou acordo para transmitir provas da Stock Car e contratou o comentarista Reginaldo Leme, que esteve durante mais de 40 anos na Globo na cobertura da Fórmula 1. A Band transmitiu a categoria pela última vez em 1980.

Em comunicado enviado à reportagem, o departamento de comunicação da TV Globo confirmou que desistiu das negociações com a categoria. "A Globo manteve negociações constantes com a FOM/Liberty Media sobre a renovação dos direitos da Fórmula 1, sempre considerando a nova realidade mundial dos direitos esportivos. Infelizmente, não houve acordo. A Globo continuará a fazer a cobertura da categoria em suas plataformas para manter o fã do esporte informado sobre tudo o que acontece no mundo do automobilismo", disse a emissora em nota.

A Fórmula 1 pretende abrir no mercado brasileiro em 2021 uma outra opção de transmissão, voltada para o streaming. A plataforma F1 TV Pro é bastante popular em outros países e possibilita ao telespectador acompanhar câmeras onboard de todos os pilotos, áudio das conversas das equipes e dados sobre o desempenho dos carros. O serviço é liberado mediante o pagamento de uma mensalidade. São Paulo assinou contrato com a categoria por cinco temporadas.

Novo chefão da Fórmula 1, o italiano Stefano Domenicali prevê que o calendário deste ano pode ser tão flexível quanto o da temporada passada, totalmente afetado pela pandemia do novo coronavírus. Em sua primeira entrevista no cargo, ele também disse torcer para que Lewis Hamilton confirme o quanto antes sua renovação de contrato com a Mercedes.

"Estou pessoalmente em contato diário com todos os organizadores das provas porque sabemos que a pandemia ainda está acontecendo e sabemos muito bem sobre os efeitos dela. É por isso que mudamos o lugar da Austrália no calendário. Mas, até agora, as informações que temos são de que todos gostariam de realmente seguir com o plano", afirmou o dirigente, em entrevista à TV Sky Sports.

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Domenicali disse que sua postura será "flexível" diante das demandas dos promotores das corridas e dos riscos envolvidos na pandemia. "Claro, temos de ser flexíveis para entender que, talvez na primeira parte da temporada, possamos ter algumas provas sem público ou com público restrito. Mas o que posso garantir aos nossos fãs é que realmente queremos ter a certeza de que a temporada está aí. Temos um compromisso."

O novo chefão da F-1 indicou que o calendário de 23 provas, um recorde na história da categoria, poderá ser reduzido, como aconteceu em 2020. Mas avisou que trabalha com "alternativas" para o caso de provas canceladas.

"Temos alternativas possíveis. Não há razão para mentir, não há razão para dizer algo que não seja certo e correto. Isso é o que sabemos hoje, mas sabemos como a pandemia evoluiu, por isso precisamos estar prontos para uma abordagem flexível na temporada. Ter 23 corridas é um número muito importante, sem dúvida, em termos de quantidade, em termos de atenção, em termos de dedicação das pessoas."

Na mesma entrevista, o ex-chefe da Ferrari disse torcer para que Hamilton renove o quanto antes o seu vínculo com a Mercedes. "É claro que ele tem a grande oportunidade de se tornar o maior de todos, em termos numéricos. E ele tem também a oportunidade de manter um papel que vai além do plano esportivo. Estou convencido e espero, como alguém que tem um interesse nesse caso, que tudo seja resolvido rapidamente."

No entanto, Domenicali revelou que ter conversado com o britânico no fim do ano e a resposta ainda estava indefinida. "Conversamos no final do ano, próximo do Natal. Ele não quis me confirmar se vai renovar ou não com a Mercedes", contou o italiano. "Acredito que Hamilton quer também seguir trabalhando em áreas fora da Fórmula 1. Você pode fazer isso sendo um ex-piloto, mas, como um piloto na ativa, é possível atingir mais pessoas."

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