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A venda do novo tênis destruído lançado pela grife de luxo Balenciaga, por R $10 mil, repercutiu nas redes sociais nas últimas semanas. Rasgado e sujo, este é o estilo “full destroyed” (“completamente destruído”). Disponíveis em versões mule, e de cano alto, o calçado é a nova aposta da marca e gerou memes nas redes sociais, inclusive no Brasil. As criações levam a assinatura do georgiano Demna Gvasalia, diretor criativo da Balenciaga, no posto desde 2015 quando substituiu o americano Alexander Wang à frente da grife francesa,, fundada pelo espanhol Cristóbal Balenciaga, em 1917.  

“Esquisito e solitário”, como se autodenominou em entrevistas, Gvasalia nasceu na Geórgia em 25 de março de 1981, numa família russa ortodoxa sob então o domínio soviético. Em 1993, com apenas 12 anos, foi obrigado a abandonar o país natal devido à guerra civil, rumo à Alemanha. Mais tarde, voltou à Geórgia para estudar economia internacional na Universidade Estadual de Tbilisi, na capital do país, por quatro anos e depois frequentou a Real Academia de Belas Artes da Antuérpia, na Bélgica, onde obteve seu mestrado em design de moda em 2006. Atualmente, vive com seu marido, o músico e compositor francês, Loick Gomez, em um vilarejo na Suíça. A experiência como refugiado moldou sua personalidade e se reflete em suas coleções. 

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Quando foi nomeado pelo conglomerado de luxo Kering, dono da Balenciaga de outras grifes, como Saint Laurent, Gucci, Boucheron e outras marcas, para o posto de chefe de criação, Gvasalia era desconhecido – mais conhecido na indústria como o fundador da Vetements, a marca de streetwear que lançou com seu irmão em 2014. Mas, com seu estilo e ativismo, o georgiano consolidou e transformou a Balenciaga na marca de crescimento mais rápido dentro do grupo.

Em 2019, seu faturamento foi considerado uma das três grifes em alta no ranking das marcas e produtos mais populares da moda. “Acho que esta década provavelmente representou o momento mais caótico da moda”, afirmou Gvasalia sobre as mudanças na indústria da moda em entrevista ao jornal britânico Financial Times em 2019.  

Na mais recente Semana de Moda de Paris, em março deste ano, Gvasalia prestou homenagens aos refugiados. Enquanto as modelos desfilavam, ele recitava um poema em ucraniano, num momento em que confessou ter sido difícil a nível pessoal. A crise na Ucrânia, segundo o georgiano, fez ressurgir um trauma antigo. “Tornei-me um refugiado para sempre”, disse ele em um comunicado divulgado antes do desfile.  

Por Camily Maciel 

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O mundo das celebridades e da moda se reúne na noite desta segunda-feira (2) no evento de gala do Museu Metropolitano de Arte de Nova York (Met), uma festa filantrópica, que teve suas duas últimas edições afetadas pela pandemia.

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No coração de Manhattan, o icônico evento anual volta a reunir na escadaria do Met centenas de famosos vestidos por grandes marcas, em trajes sofisticados, glamourosos, inverossímeis, ou portadores de mensagens políticas.

O "Dress code 2022" da festa, que está entre as mais seletivas do planeta? "Gilded glamour", palavras que remetem à "Era Dourada", a idade de ouro americana do final do século XIX.

A co-apresentadora Blake Lively foi uma das primeiras estrelas a causar deslumbramento, exibindo um vestido Versace com um grande laço de cetim acobreado que se desenrolava para revelar uma cauda turquesa.

A atriz, cujo marido, o ator Ryan Reynolds, usava um smoking de veludo marrom, descreveu o vestido como uma homenagem à arquitetura da cidade de Nova York, incluindo a Estátua da Liberdade e o Empire State Building.

A lista de centenas de astros da moda, música, cinema, política e negócios, especialmente americanos, foi mantida em sigilo até o último momento, e inclui personalidades como Beyoncé, Billie Eilish, Justin Bieber, Olivia Rodrigo, Elon Musk, Hillary Clinton e Glenn Close.

A eterna diretora da revista "Vogue", Anna Wintour, brilhou em um vestido Chanel. É ela que aprova a lista de convidados do evento.

O ingresso para a prestigiosa festa custa US$ 35.000 para um lugar no jantar. A reserva de uma mesa sai por US$ 200.000 a US$ 300.000.

- 'TAX THE RICH' -

Para a edição de 2021, transferida de maio para setembro por conta da pandemia - após um cancelamento total em 2020 -, o espetáculo ficou a cargo de Billie Eilish, transformada em Marylin Monroe com cabelo louro platinado e vestido com cauda Oscar de la Renta na cor pêssego.

A musa da esquerda americana Alexandria Ocasio-Cortez também causou sensação com seu vestido marfim, desenhado pela estilista do Brooklyn Aurora James, riscado com letras vermelhas para formar as palavras "TAX THE RICH".

Seguindo a mais pura tradição filantrópica americana, o evento, que acontece na primeira segunda-feira de maio, destina-se a financiar o departamento de moda do Metropolitan Museum (The Costume Institute) e coincide com sua grande exposição anual, apresentada pela manhã à imprensa na presença da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden.

A exposição inclui uma "Antologia da moda" americana, uma retrospectiva do século XIX e XX de uma centena de trajes épicos e reinterpretados por estilistas e diretores como Sofia Coppola, Martim Scorsese e Tom Ford.

O evento acontece no momento em que jornalistas e editores da Vogue e de outros veículos do grupo Condé Nast (GQ, Vanity Fair, Glamour, etc) lançam um movimento para a criação de um sindicato, lembrado nas redes sociais com um pastiche de capa da Vogue: "Met Gala 2022, a mais longa noite de trabalho".

- Extravagância -

Na escadaria que leva ao evento, todas as excentricidades são possíveis. Em 2019, o cantor e ator Billy Porter apareceu como o deus do sol, abrindo asas douradas e carregado por homens com torsos musculosos.

Mas quem igualará Lady Gaga e seu strip-tease que começou com um grande vestido fúcsia e terminou em lingerie preta?

Criada em 1948, a gala foi durante muito tempo reservada à altíssima sociedade de Nova York, mas Anna Wintour, que assumiu a festa em 1995, transformou-a em um evento adaptado à era das redes sociais.

Este ano, o título de copresidente honorário foi oferecido ao chefe do Instagram, Adam Mosseri, ao lado de Anna Wintour e do estilista Tom Ford.

A noite em si é copresidida por um quarteto de estrelas: o casal de atores Blake Lively e Ryan Reynolds, a atriz vencedora do Oscar Regina King e o comediante e músico Lin-Manuel Miranda, criador do sucesso da Broadway "Hamilton" e autor de várias músicas na Disney.

De 29 de abril a 1º de maio, na Villa Ponte D'Uchôa, no bairro das Graças, acontece mais uma edição do Cabine Fashion. O evento aposta no Dia das Mães para aquecer as vendas de mais de 60 marcas. A expectativa é que 4 mil pessoas circulem pelo evento que deve movimentar R$ 500 mil em vendas.

Por lá, as opções de presente são a partir de R$ 10. Entre as opções: moda feminina, acessórios, itens de decoração, cosméticos e moda praia. Além de flores, semi-joias, óculos, maquiagem e também moda masculina. O evento também conta com área externa com food park, espaço com oficinas, recreação e shows para os pequenos, salão de beleza kids e atrações gratuitas. A entrada do Cabine Fashion custa R$ 10 e crianças até 12 anos não pagam.

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Serviço

Cabine Fashion

29 de abril a 1º de maio | Das 11h às 20h

Villa Ponte D'Uchôa - Av. Rui Barbosa, 1345, Graças

Entrada: R$ 10 (criança até 12 anos não paga)

Manobrista gratuito

Da assessoria

Todos os anos, ao fim do mês de abril, trabalhadores, marcas, ativistas, ONGs e jornalistas se reúnem para incentivar a sustentabilidade na indústria da moda durante a Semana Fashion Revolution. O curso de Moda da UNAMA - Universidade da Amazônia organizou uma programação com oficinas, palestras, mesas de debates e exposições, inspirada no movimento, entre os dias 18 e 22 de abril, no campus da Alcindo Cacela, em Belém.

A coordenadora do curso, especialista em Cultura de Moda, professora Felicia Assmar Maia, explicou que a Semana Fashion Revolution faz parte do movimento mundial Fashion Revolution, que busca conscientizar marcas e a respeito do valor daquilo que os consumidores estão comprando.

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O movimento teve início em 2013, com o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que matou muitos trabalhadores de confecção. Segundo Felicia Maia, a moda está entre as indústrias que mais poluem o meio ambiente e que, muitas vezes, não respeitam as condições de trabalho das pessoas que estão nessa cadeia produtiva.

A professora disse que a ideia do movimento é melhorar as condições de trabalho para quem faz parte dessa linha de produção. “Fazendo com que haja um respeito maior ao planeta e, principalmente, uma humanização do processo produtivo da moda”, destacou.

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Felicia Maia comentou sobre o envolvimento dos estudantes na programação e ressaltou que ter a oportunidade de participar de um movimento internacional é um grande aprendizado para eles - e que pode ser levado futuramente para o mercado de trabalho, inclusive na criação de uma marca.

“Para que ele pense que essa marca pode ser sustentável, que pense nas condições de trabalho nas pessoas que vão produzir aquela roupa, aquele acessório que ele criou. Funciona realmente como um aprendizado para os alunos”, reafirmou.

A Semana Fashion Revolution organizada pela UNAMA vai se encerrar no domingo (24), com um Bazar Solidário e uma roda de conversa sobre o tema “Dinheiro, moda e poder”, das 9 até as 13 horas, na praça Batista Campos, em Belém.

Por Isabella Cordeiro, com apoio de Even Oliveira (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

O fotógrafo de moda francês Patrick Demarchelier, conhecido pelos retratos de celebridades como Lady Di e de modelos como Naomi Campbell, faleceu aos 78 anos.

"Com grande tristeza anunciamos a morte de Patrick Demarchelier em 31 de março de 2022, aos 78 anos", informou a conta oficial do fotógrafo no Instagram.

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Suas fotografias foram publicadas principalmente em duas revistas de moda, Harper's Bazaar e a edição americana da Vogue, antes de trabalhar para grandes marcas como Chanel, Dior o Armani.

Após o início do movimento de denúncia de agressões sexuais #Metoo, Demarchelier foi acusado de assédio por sete mulheres em uma carta pública em 2018.

Demarchelier trabalhou ao longo de quatro décadas com grandes estrelas. As imagens de Madonna ou de Nicole Kidman grávida causaram grande sensação.

Uma de suas imagens de Lady Di, com os braços cruzados na altura dos joelhos, usando um colar, tornou-se uma de suas fotografias mais famosas. Ele se tornou o fotógrafo oficial da então princesa de Gales.

Após a publicação da carta de acusação de sete mulheres, incluindo uma ex-assistente, o grupo Condé Nast (proprietário das revistas Vogue e Glamour) rescindiu o contrato de trabalho com o fotógrafo.

Demarchelier sempre negou as acusações.

"Descansa em paz Patrick Demarchelier. Obrigado por todas as boas recordações e por estas fotos mágicas e atemporais", escreveu a ex-modelo Cindy Crawford no Instagram.

"A moda acaba de perder um de seus grandes fotógrafos" escreveu no Twitter a atual apresentadora de televisão brasileira e ex-modelo Cristina Córdula.

Nascido em Le Havre (oeste da França), ele começou a carreira aos 17 anos. Em 1975 se mudou para Nova York, onde sua carreira decolou em definitivo.

De 17 a 20 de março, o Shopping Patteo Olinda vai receber mais uma vez a temporada do Brechó dos Bloggers, porém, com uma novidade. Para esta edição de 2022, o projeto social irá se chamar Desapegou - o Brechó dos Influencers. O evento de moda reunirá peças de influenciadores digitais que fazem acontecer em Pernambuco.

As pessoas irão conferir no espaço roupas com preços a partir de R$ 10. De acordo com Camila Diniz, organizadora da ação, o público vai presenciar muito estilo e sofisticação: "O público vai encontrar roupas, acessórios, sapatos e muita coisa bacana para garimpar com aquele precinho que amamos, tudo novo ou seminovo".

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A loja pop-up do Desapegou - o Brechó dos Influencers ganhou um novo local, agora disponível no piso L2 do Patteo Olinda. Parte da renda das vendas será revertida para o projeto Meninos de Peixinhos. A entrada é gratuita.

Continua até segunda-feira (28) a Semana de Moda de Milão que apresenta a temporada outono-inverno 2022 de criações de estilistas para marcas de luxo. Na última quarta (23), a estilista Kim Jones revisitou os arquivos da Fendi para inspiração nas criações atuais para a grife italiana na semana de moda.

No desfile da Fendi, que é parte do acumulado de luxo LVMH, a modelo Bella Hadid abriu o show usando um vestido rosa claro de chiffon, combinando com uma jaqueta cropped de pelo e longas luvas verdes de caxemira. O look foi o primeiro de muitos designs com chiffon na coleção, incluindo blusas transparentes, calças e macacões, adornados com babados ondulados ou padrões, e por vezes escondidos por roupas de tweed. 

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O diretor artístico de costura e vestuário feminino da Fendi, Kim Jones, conta que buscou os arquivos da marca após ver a designer de joias, Delfina Delettrez, usando uma blusa antiga de estampa Memphis que pertencia à sua mãe. Jones trabalha com a mãe de Delettrez e com a fundadora da marca, Silvia Venturini Fendi, que se encarrega do vestuário masculino e acessórios na marca de seda em Roma. 

Outras marcas que desfilam presencialmente este ano são Prada, Versace, Giorgio Armani e Dolce&Gabbana.

Por Camily Maciel

 

 

 

A grife Atelieria Bridal & Wedding, das irmãs Karen e Xu Tognato, na sede em Itajaí (SC), foi uma das escolhidas para participar do Flying Solo, um desfile da Paris Fashion Week que apresenta novos talentos do design de moda para o mercado internacional. O evento irá ocorrer na passarela do salão neoclássico da Galerie Bourbon, perto da Champs-Élysées, em Paris, na noite de 28 de fevereiro. A marca é a única representante no sul do país, ao lado de outros designers do mundo. 

Durante o desfile a marca apresentará oito vestidos de noivas em tons Off-White. Após o evento, as peças estarão disponíveis à venda no site da marca www.atelieria.com.br Possui vestidos autênticos e feitos à mão, assinados pelas fundadoras e os modelos chamam a atenção por causa da modelagem, combinação de sedas, rendas francesas e tules com bordados empedrarias e joias aplicadas.

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Desde 2007, a Atelieria trabalha com a confecção de vestidos noivas, festas e acessórios feitos artesanalmente. Os vestidos noivas e de festa são pensados nos mínimos detalhes, que fazem a peça ser exclusiva. As irmãs Tognato desenvolvem um trabalho que utiliza tecidos com detalhes bordados manuais. A Atelieria também possui aluguel de acessórios e vestidos de noivas, daminhas e madrinhas. 

“Para nós, é motivo de muito orgulho representar o Brasil pela segunda vez, mostrando o universo de noivas que fazemos com muito orgulho através das nossas criações. De Itajaí para as passarelas do Flying Solo, durante a Semana de Moda de Paris é, sem dúvida, um evento que reúne designers de todo o mundo em um lugar icônico, a poucos minutos de uma das mais prestigiadas avenidas de Paris, na França” explicam as irmãs Karen e Xu Tognato, fundadoras da Atelieria.

Por Camily Maciel

 

 

 

 

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O curso de Moda da UNAMA – Universidade da Amazônia promoveu na última sexta-feira (18), no Espaço Multiuso da instituição, na unidade Alcindo Cacela, em Belém, a exposição “Revestir”, criada pela designer Graça Arruda. O trabalho tem como objetivo reafirmar o conceito de sustentabilidade na moda.

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O projeto foi criado pela designer Graça Arruda, dona da marca sustentável Madame Floresta. A ideia da estilista é reforçar a conscientização da sustentabilidade na moda e mostrar que existe a possibilidade de trabalhar com matérias-primas reaproveitadas. 

“A importância desse projeto é exatamente conscientizar de que não se precisa comprar matéria-prima nova, e o que temos pode ser transformado no processo que conhecemos como Upcycling”, diz a professora e coordenadora do curso de Moda da UNAMA, Felicia Assmar Maia.

Mestra em artes pela PPGArtes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Felicia Assmar Maia destaca a importância da sustentabilidade no universo da moda, como a proposta de reutilização de jeans usados para a confecção de roupas e outros acessórios. “Para a moda sustentável, ainda existem alguns entraves. Dentre eles é o que as pessoas acreditam que moda sustentável é de segunda qualidade por ser um reaproveitamento”, destaca a especialista.

A moda vem passando por grandes mudanças, fruto de questionamentos sobre o consumo exagerado e predatório pelo ser humano. A sustentabilidade na moda é vista com um conceito amplo e, com a ideia de reaproveitamento, pretende desestimular o descarte de produtos poluidores no planeta.  

“Tem o conceito de reutilizar matérias-primas menos nocivas ao meio ambiente, e o conceito do ser humano trabalhando e sendo respeitado e estando de forma produtiva na cadeia de trabalho, de forma digna”, diz a professora Felicia.

O conceito de sustentabilidade na moda não é novo. Existe um movimento, “Fashion Revolution”, que surgiu em 2012 e que agrega o trabalho dos pequenos produtores.

A exposição “Revestir”, assinala Felicia Maia, apresenta jeans que já não tinham mais serventia para as pessoas que os utilizavam. Eles foram transformados em novas peças de roupas e ganham um contexto novo e um conceito de moda e passam a ser um objeto de desejo para as pessoas. 

Também chamado de “movimento Slow Fashion” ou “movimento de Maker”, o Upcycling é uma tendência que surgiu nos anos 90 por uma necessidade de inovação e mudança de comportamento. Apesar da origem antiga, o conceito chegou ao Brasil recentemente e tem grandes chances de ficar.

A tendência de buscar formas conscientes de fazer e consumir moda tem revelado a preferência do mercado por produção local e artesanal, no modelo “Slow Fashion”, com matérias-primas menos nocivas ao planeta.

"O processo de Upcycling é o aproveitamento de roupas que seriam descartadas e que ganham uma nova vida. Quando termina o ciclo de vida de uma roupa, ela volta e renasce e passa a ter uma nova história”, afirmou Felicia.

A exposição pode ser vista na UNAMA Alcindo Cacela, no Espaço Multiuso, até 10 de março.

Por Amanda Martins e Clóvis de Senna (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel).

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A Semana de Moda de Londres começa nesta sexta-feira (18) com cinco dias de desfiles de suas coleções outono/inverno 2022, com as ausências de Burberry e Victoria Beckham, que deixam o protagonismo para estilistas emergentes, como o espanhol Javier Aparici.

No ano passado, por volta da mesma data, o evento foi realizado em formato 100% virtual, já que os desfiles com público estavam proibidos em um Reino Unido em confinamento total por causa da pandemia da Covid-19.

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Desta vez, a programação terá 37 desfiles públicos, incluindo a presença de marcas consagradas como Simone Rocha, Molly Goddard, Roksanda, Erdem e Rejina Pyo.

Já os habituais grandes nomes da passarela londrina, como Victoria Beckham e Burberry, não estarão presentes. Esta última anunciou que fará um desfile de sua coleção outono/inverno 2022 fora do programa, em 11 de março, na capital.

Outros estilistas preferem manter o formato digital, como a rainha do punk Vivienne Westwood, que apresentará suas últimas criações em um vídeo.

Moda sustentável "made in Spain"

O jovem Aparici, de 28 anos, que deixou o setor financeiro para seguir carreira na moda, abrirá os desfiles com sua empresa de roupas sustentáveis SOHUMAN. Com sua marca de moda sustentável, ele promete uma "transparência radical".

Este espanhol de Valência começou desenhando camisetas, que se tornaram extremamente populares em 2019 no país, depois de serem usadas por competidores no programa de televisão Operación Triunfo, antes de passar para prêt-à-porter "made in Spain".

Para marcas emergentes como a SOHUMAN, a Semana de Moda de Londres representa uma oportunidade ímpar para fazer seu nome, como aconteceu com o jovem albanês Nensi Dojaka, vencedor, em 2021, do prêmio LVMH para jovens talentos.

Esses estilistas emergentes são, muitas vezes, egressos da prestigiosa escola de moda Central Saint Martins, ou estão entre os criadores selecionados pela incubadora de talentos Fashion East, cujos desfiles serão no domingo (20).

Entre os principais estilistas de moda sustentável, a britânica Bethany Williams e o irlandês Richard Malone apresentarão suas criações na terça-feira (22).

O público poderá acompanhar os desfiles, ao vivo ou gravados, pela plataforma digital lançada pela Semana de Moda de Londres em junho de 2020, em plena pandemia.

Também com a intenção de alcançar o restante do mundo, a sérvia Roksanda Ilincic apresentará um look demi-couture em forma de NFT criado pelo Institute of Digital Fashion.

"Anos muito difíceis"

Depois de ser duramente atingida pela crise sanitária mundial, a indústria da moda britânica, que empregava cerca de 890 mil pessoas em 2019, agora tenta se recuperar.

Entrevistada pela AFP, a diretora-executiva do British Fashion Council, Caroline Rush, reconheceu que foram "anos muito difíceis", durante os quais os efeitos do Brexit se somaram ao impacto do coronavírus.

A saída britânica da União Europeia, cujas consequências foram plenamente observadas em 31 de janeiro de 2020, "continua sendo um desafio para a indústria da moda, seja por tarifas, burocracia, ou vistos para pessoas trabalharem em diferentes países", explica Caroline.

Em relação à situação sanitária, o levantamento das restrições em muitos países está permitindo o retorno de um público internacional.

"Não teremos pessoas de muitos países asiáticos, que ainda não podem viajar, mas eles têm representantes no Reino Unido. Então você ainda pode fazer negócios e ver coleções", acrescenta.

Um relatório publicado no ano passado pela Oxford Economics para a Creative Industries Federation e para a Creative England afirmava que, "com o investimento certo", o setor criativo pode se recuperar mais rapidamente do que a economia britânica como um todo.

O estudo prevê que o setor crescerá mais de 26% até 2025 e contribuirá com 132,1 bilhões de libras (cerca de US$ 180 bilhões) para a economia britânica. Isso representa mais de 28 bilhões de libras a mais do que em 2020.

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A moda na atualidade vem passando por grandes mudanças, fruto de questionamentos sobre o consumo exagerado e predatório do meio ambiente e do ser humano. A tendência de buscar formas conscientes de fazer e consumir moda tem revelado a preferência do mercado por produção local e artesanal, no modelo slow fashion, com matéria-prima menos nociva ao planeta.

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Nesse sentido, o curso de Moda da UNAMA - Universidade da Amazônia promove a exposição"Revestir", da estilista e designer Graça Arruda, criadora da grife Madame Floresta. Os trabalhos podem ser vistos a partir desta sexta-feira (18), no Espaço Multiuso da UNAMA Alcindo Cacela.

Mestra em Artes pelo PPGArtes da Universidade Federal do Pará (2014), especialista em Cultura de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (2008), coordenadora do Amazônia Fashion Week e do curso de Moda da UNAMA, a professora Felícia Maia destaca a importância da sustentabilidade no universo da moda, como a proposta de reutilização de jeans usados para a confecção de roupas, acessórios, calçados almofadas e tapetes.

Da Redação do LeiaJá.

Entre esculturas e móveis de época, o Museu Metropolitano de Nova York (MET) prepara uma antologia da moda nos Estados Unidos, segunda parte de um projeto que explora a alta-costura local por meio de uma série de vestidos lendários e seus estilistas desde o século XIX até meados do século XX.

Embora a exposição abra em 7 de maio, os organizadores ofereceram nesta terça-feira (15) um aperitivo da mesma, na presença de grandes nomes da moda, como a eterna diretora da revista "Vogue", Anna Wintour.

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O projeto é desenvolvido em colaboração com o Costume Institute, que promove as cerimônias de gala do MET. Enquanto a primeira parte ("Na América: Um Léxico da Moda") explorava a "nova linguagem da moda americana", a segunda ("América: Uma Antologia da Moda") revela narrativas da alfaiataria filtradas pela imaginação dos diretores de cinema mais visionários dos Estados Unidos", explica o curador do Costume Institute, Andrew Bolton.

Estilistas e marcas como Marguery Bolhagen, Brooks Brothers, Elizabeth Hawes, Eta Hentz, L.P. Hollander & Co, Charles James, Anne Klein, Ann Lowe, Claire McCardell, Lucie Monnay, Lloyd "Kiva" New, Madame Olympe, Oscar de la Renta, Nettie Rosenstein, Herman Rossberg e Jessie Franklin Turner estarão representados nesta edição.

Ao todo, uma centena de vestidos femininos e roupas masculinas, do período que vai do século XIX a meados do século XX, serão expostos nas salas do museu dedicadas à cultura americana, em uma recriação do passado social e político, mas também cultural, e do design através do mobiliário e das roupas.

Com a exposição, o MET parece recuperar a normalidade rompida pela pandemia. A atração é o último capítulo de uma trilogia apresentada pelo Costume Institute, que começou com "Ligações Perigosas: Moda e Mobília no Século XVIII" (2004) e “AngloMania: Tradição e Transgressão” (2006).

Da Linha do Tiro, bairro da periferia do Recife, para o Miss Alemanha 2021/2022. A modelo, empreendedora social e influenciadora digital Domitila Barros, de 37 anos, desbancou 137 concorrentes na corrida à coroa e conquistou uma vaga entre as 22 finalistas do concurso. A última etapa da disputa acontece no próximo mês de fevereiro, quando a vencedora será coroada. 

Remodelado há cerca de dois anos, o Miss Alemanha busca candidatas que estejam atuando de forma positiva na sociedade e que possam servir de inspiração para transformar a realidade a partir de suas narrativas e exemplos. Domitila, que é radicada no país europeu há pouco mais de uma década, decidiu inscrever-se no concurso levando, além de sua beleza física, o seu vasto currículo nas áreas do empreendedorismo social e influência ambiental, entre outras.

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Após passar pelas primeiras fases da disputa, contando com a ajuda do voto popular, Domitila chegou à final do concurso ao lado de outras 22 finalistas. A grande vencedora será anunciada no próximo mês de fevereiro. 

O estilista francês Thierry Mugler, que reinou na indústria da moda na década de 1980, faleceu aos 73 anos, no domingo (23), de "causas naturais" aos 73 anos - informou seu porta-voz, Jean-Baptiste Rougeot.

"Estamos arrasados de anunciar a morte do sr. Manfred Thierry Mugler no domingo, 23 de janeiro de 2022", afirma um comunicado divulgado na conta do estilista no Facebook.

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Rougeot disse que o estilista planejava anunciar novas colaborações esta semana.

Mugler foi conhecido por suas coleções ousadas que definiram o estilo dos anos 1980, com roupas que se destacavam por sua estrutura e silhuetas estilizadas.

Anos depois vestiu Beyoncé e Lady Gaga e, em 2019, saiu da aposentadoria para criar o figurino de Kim Kardashian para o Met Gala.

Nascido em Estrasburgo em dezembro de 1948, chegou a Paris aos 20 anos e criou sua marca, a "Café de Paris", em 1973, um ano antes de fundar a marca "Thierry Mugler".

Organizou desfiles públicos espetaculares para suas criações e foi reconhecido por seu perfume "Angel".

Quem mora no Nordeste tem a sorte do sol atravessar as estações e se fazer presente quase todos os dias. Para reverenciar esse calor atemporal, mais forte entre o fim e o início do ano, e apresentar as novidades para a temporada, os corações solares da Rota do Mar prepararam a campanha Alumiô. As peças trazem cores e elementos afetivos desenhados para representar a arquitetura e a poesia do verão.

Os tecidos usados na coleção são leves. O mar é o pano de fundo para as peças, que vêm trabalhadas com quatro famílias de estampas de cenários que remetem ao ambiente praieiro e a elementos tropicais, como frutas e folhagens. As bases das estampas são azul marinho, pretas ou em um degradê que mistura os tons frios e quentes do amanhecer ao pôr do sol. O off-white também está presente, assim como o laranja, o mostarda, tons de vermelho, rosa e verde.

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Além de focar nas suas peças carro-chave – t-shirts em malha, short vôlei e board shorts –, que ganham nova linguagem, a Rota do Mar traz como novidades quimonos e pareôs agênero, com modelagem mais larga e fluida, e reforça a presença de conjuntos com a mesma estampa. Novidade das últimas coleções que está ganhando força a cada temporada.

Confira a campanha:

Da assessoria

Quando vai se aproximando o réveillon, homens e mulheres se preparam para fazer deste momento um empurrãozinho ao sucesso do ano que chega. Muitos se vestem de amarelo, pois dizem que atrai dinheiro; outros usam vermelho, na intenção de conquistar o amor verdadeiro. O LeiaJá preparou uma lista com as cores e seus significados. Confira:

Branco – um clássico para qualquer ano, simboliza a paz e purificação.

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Vermelho - a cor simboliza o amor e paixão, como também amor e desejo.

Amarelo – representa o ouro, indicando riqueza, dinheiro e sucesso.

Verde – uma cor leve que representa saúde, sorte, harmonia e esperança.

Azul – representando a tranquilidade, bem-estar, serenidade e paciência,

Laranja – cor da alegria, energia, entusiasmo e ânimo.

Roxo – cor que representa o respeito. Ideal para dar a volta por cima em 2022.

Rosa – a cor que representa a beleza feminina, o amor de casais e o amor próprio.

Recentemente foi realizada a 52ª edição do São Paulo Fashion Week (SPFW). O evento aconteceu de forma híbrida e marcou pela diversidade, já que foram apresentados modelos de todos os tamanhos, cores e gêneros, o que agitou as redes sociais. Assim, abre-se a discussão sobre o papel da moda e como ela pode servir para abraçar todos os tipos de pessoas, desconstruindo estereótipos de beleza.

De acordo com Beatriz Garcia Damasceno, especialista da moda no Senac Lapa Faustolo (SP), não existe apenas uma definição sobre o conceito da moda. “Não podemos dizer que a moda é definida por uma única palavra, ela é múltipla e abrange várias áreas do saber humano. Moda é comportamento, arte, negócio, dinheiro, política, tendência e movimento. É a expressão cultural de um determinado período”, explica.

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A especialista conta que todos querem se sentir bem vestidos e olhar para o espelho com o desejo de sentir a autoestima elevada. Desta forma, a moda tem o papel de pensar em soluções que atendam às demandas dos múltiplos corpos, a fim de abraçar de vez a diversidade que compõe uma sociedade.

Vale lembrar que, a moda não tem o poder de decidir o que é politicamente certo, nem ao menos definir um padrão de beleza. Segundo Beatriz, a arte de se vestir, conhecida também como indumentária, é apenas um dos elementos que ajudam a trazer uma tendência para uma próxima estação ou ano. “O certo e o belo, é aquilo que te faz bem. Aquilo que funciona para o seu estilo e aquilo que te faz sorrir”, esclarece.

Portanto, pode ser considerada uma contradição quando a moda passa a não valer para determinados grupos sociais ou ser excludente. “No mundo atual, a exclusão de um grupo não faz sentido, não temos a possibilidade de apertar um botão ‘delete’ e fazer com que pessoas sejam apagadas do mundo. Excluir qualquer tipo de grupo é fora de moda”, afirma.

Inclusão na moda

Não é de hoje que grandes eventos procuram abraçar todos os tipos de pessoas na moda. O SPFW por exemplo, desde 2009 estabeleceu uma cota mínima de 10% para modelos negros, afrodescendentes e indígenas nos desfiles, e segundo a especialista, esta é uma medida importante para estimular a participação racial no evento, para confirmar de vez um compromisso com classes de pessoas consideradas minorias.

Vale lembrar que em 2020 também o SPFW determinou que pelo menos 50% dos modelos deveriam ser compostos por negros, indígenas e asiáticos. “Foi um movimento inédito no cenário da moda e repercutiu no mundo inteiro. O resultado dessas iniciativas é nítido: uma passarela mais verossímil e condizente com a nossa realidade”, finaliza.

 

 

A modelo pernambucana Domitila Barros é uma das 40 finalistas do Miss Alemanha 2021/2022. Ela enfrenta, agora, a terceira fase da disputa, que será decidida no último final de semana deste mês de  novembro. A grande final do concurso está prevista para acontecer em fevereiro de 2022.

Para além do visual das candidatas, o Miss Alemanha busca uma representante não só da beleza feminina mas também de autenticidade, diversidade e tolerância. A primeira fase do concurso contou com 160 modelos que passaram pelo voto popular para seguirem adiante na disputa. 

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A pernambucana topou concorrer ao título por identificar-se com as premissas do concurso. Saída da comunidade da Linha do Tiro, na periferia da capital de Pernambuco, ela hoje atua como atriz, empreendedora social, cantora, compositora e influenciadora ambiental (greenfluencer). Além de gerir uma marca de moda sustentável, a She Is From The Jungle (Ela é da Selva, em tradução livre), ela também continua a trabalhar, mesmo que à distância, na ONG Centro de Atendimento a Meninos e Meninas (CAMM), fundada por sua mãe há mais de 30 anos na Zona Norte do Recife. 

Nesta quinta-feira (18), Mônica Martelli usou as redes sociais para falar de sua participação no São Paulo Fashion Week. A atriz e apresentadora vibrou ao marcar presença nas passarelas no evento de moda, representando a grife Lilly Sarti. "Ontem foi minha estreia desfilando no São Paulo Fashion Week para a Lilly Sarti", escreveu ela, na legenda da publicação.

"Que saudade estava dessa adrenalina de esperar para 'entrar em cena'. [...] Foi tudo incrível", finalizou. Assim que falou da emoção do desfile, Mônica colecionou mensagens carinhosas dos fãs e de famosas como Astrid Fontenelle, Tatá Werneck, Fabiana Karla, Mayana Neiva, Daniella Sarahyba e Alexia Dechamps.

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Pouco antes de desfilar para a marca, Mônica Martelli falou sobre a experiência no SPFW. "Conquistei muitas coisas na minha vida graças ao trabalho. Escrevo peças, faço filmes, apresento programa de TV e sempre rodei o Brasil lotando teatros. Desfilar será mais uma experiência que tenho certeza que me trará muita alegria. Sou fã da moda e acredito… A passarela é um palco", disse, em entrevista ao Gshow.

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O Shopping Patteo Olinda promove, desta quinta-feira (21) até domingo (24), a última edição deste ano do Brechó dos Bloggers, evento solidário que reúne roupas e acessórios de influenciadores convidados com preços a partir de R$10 e parte da renda revertida para projetos sociais. O Instituto Juventude Criativa, que atua em diversas comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica no município de São Lourenço da Mata, será o beneficiado deste mês.

A loja pop-up, que recebe diariamente, durante o evento, novas peças como roupas, sapatos e acessórios para reposição, tanto para o público feminino quanto para o masculino, está localizada no piso L1 do Patteo Olinda. O horário de funcionamento é das 13h às 22h na quinta e sexta-feira, e das 13h às 21h no sábado e domingo. A entrada é gratuita. O Shopping Patteo Olinda fica na Rua Carmelita Soares Muniz de Araújo, nº 225, em Casa Caiada.

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Sobre o Instituto Juventude Criativa

Fundado em 2015 por um grupo de jovens do município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, o Instituto Juventude Criativa promove e apoia ações que incentivam o desenvolvimento cultural, econômico, social, esportivo e ambiental das comunidades inseridas no projeto, fortalecendo a cidadania e melhorando a qualidade de vida das crianças, jovens e adultos atendidos. Mais informações sobre a instituição estão disponíveis na página oficial no Instagram.

*Da assessoria

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