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A editora de histórias em quadrinhos JBC anunciou em seu Twitter oficial que o mangá “Death Note Black Edition” (2010) receberá uma nova reimpressão. A divulgação foi feita logo após uma polêmica reportagem exibida na emissora Record TV, no último domingo (17), que citava o anime “Death Note” (2007) como uma má influência para as crianças.

Na reportagem em questão, a emissora conversou com supostos especialistas, que explicaram sobre o impacto dos animes na vida das crianças. Além de “Death Note”, outras obras como “Shigeki no Kyojin” (2013) também foram citadas. Vale destacar, que todas essas animações japonesas possuem classificação indicativa para o público maior de 18 anos.

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Em seu Twitter, a JBC comentou o ocorrido e exaltou a obra escrita pelo roteirista Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Segundo a editora, “Death Note” é uma obra atemporal. Por enquanto, não foi divulgada a data em que a coleção ficará disponível para a venda, mas a JBC prometeu que em breve trará mais novidades.

O mangá de “Death Note” que também foi adaptado para um anime, conta a história do estudante Light Yagami, que encontra um misterioso caderno que dá nome à obra. Ao ler as regras, ele descobre que pode matar qualquer pessoa, só de escrever o nome da vítima nas folhas do caderno.

A partir de então, ele assume o codinome de Kira e passa a punir todos os criminosos com a morte. Mas, suas ações começam a ser questionadas por outros personagens, entre eles, o misterioso detetive L Lawliet, que começa um processo profundo de investigação para descobrir a identidade secreta de Kira.  

No mês em que completará 86 anos, o criador e desenhista Mauricio de Souza lançará um livro voltado ao público infantil, que dará início a uma nova fase em sua carreira. A obra “Sou um Rio” será a primeira publicação do autor que não contará com a presença de seus famosos personagens de “Turma da Mônica”. Além disso, o livro será ilustrado pelo filho do artista, o editor de arte da Mauricio de Sousa Produções, Mauro Sousa.

A nova publicação vai construir uma narrativa sobre a história de um rio, desde a sua nascente, até ir tomando corpo no curso de suas águas. O livro vai abordar uma mensagem de conscientização para a importância da preservação do meio ambiente. A obra mostrará como as cidades podem se tornar uma ameaça aos rios, por conta da grande quantidade de lixo, esgotos clandestinos e produtos químicos que são descartados de forma incorreta.

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De acordo com informações divulgadas pela editora, a linguagem do livro será poética e tocante. Para escrever, Mauricio relembrou a sua infância, em que vivia na cidade de Mogi das Cruzes em São Paulo e brincava às margens do Rio Tietê,  quando ainda estava limpo. “O que aconteceu com o Tietê aconteceu também com muitos outros rios Brasil afora. O livro retrata todos os rios do mundo. Eu sou amigo do rio e quero ajudar na manutenção de sua transparência”, declarou o autor.

Em live, o quadrinista afirmou que escreverá um novo formato de livros que não contarão com a presença de personagens, mas que irão abordar assuntos ligados à realidade da vida das pessoas, do planeta e da natureza. O livro terá capa dura, no formato de 21 x 21 cm e 36 páginas. “Sou um Rio” chegará às livrarias a partir do dia 29 de outubro, entretanto, algumas edições autografadas estão disponíveis na pré-venda, no site da Amazon.

Link para adquirir a obra “Sou um Rio” versão autografada: https://www.amazon.com.br/Sou-Um-Rio-Exclusiva-Autografada/dp/8520946585/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=sou+um+rio&qid=1634339227&sr=8-1

Por Thaiza Mikaella

 

 

 

A Feira do Livro de Frankfurt, maior encontro mundial da indústria editorial, celebra esta semana seu retorno pós-pandemia com a presença de editoras de todo o mundo, estimuladas pela resiliência dos livros durante a crise sanitária, mas preocupadas com a escassez de papel.

A Feira, que no ano passado foi quase inteiramente online, abre as portas de quarta (20) a domingo (24) na esperança de retomar a efervescência que lhe deu importância e prestígio ao longo dos anos.

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No entanto, algumas restrições continuam, como o número diário de visitantes limitado a 25 mil, duas vezes menos que o normal, e a exigência de um passe de saúde.

"Ainda não é uma Feira normal", alertou o diretor do evento, Jürgen Boos, que esta tarde presidirá a tradicional cerimônia de abertura.

Mas é a oportunidade para a indústria se "reencontrar" após 18 meses, acrescentou.

Durante o período de pandemia, a indústria do livro "teve um desempenho muito bom", assegurou. As restrições que deixaram as pessoas em casa incentivavam a leitura, especialmente entre os jovens.

Nos Estados Unidos, as vendas de livros impressos cresceram mais de 8% em 2020, o maior aumento em 10 anos, segundo o grupo de pesquisa NPD.

O crescimento do setor foi impulsionado por obras para adolescentes, mas também por textos práticos para adultos, que procuravam livros de culinária e de conserto para preencher o tempo livre.

Na Alemanha, maior mercado de livros da União Europeia (UE), as livrarias se estabeleceram na venda online, conseguindo aumentar em 20% as receitas por internet, que chegaram a 2,2 bilhões de euros (2,6 bilhões de dólares).

As vendas de livros digitais e de áudio também cresceram.

Os livros "se revelaram um suporte especialmente resistente e popular durante a pandemia", garantiu Boos.

- Preocupações com o Natal -

No entanto, os profissionais do livro, cujos números anuais de negócios se aproximam de 86 bilhões de euros (US $ 103 bilhões), temem que esses números sejam passageiros.

Como as indústrias automotiva e de eletrodomésticos, os editores temem ser atingidos por uma escassez global de matérias-primas que afeta as cadeias de abastecimento e retarda a recuperação econômica global.

À medida que se aproxima o período crucial de festas de fim de ano, os editores estão alertando sobre a escassez de papel e papelão, gargalos nos portos e falta de motoristas de caminhão para as entregas.

"Temo que no Natal as pessoas não possam ter certeza de obter o livro que desejam rapidamente", disse Jonathan Beck, editor-chefe da celebrada editora alemã C.H. Beck. Ele também alertou que o preço dos livros pode subir.

O evento de Frankfurt é o mais recente sinal do retorno das feiras profissionais após 18 meses. Em setembro, Munique recebeu cerca de 400 mil visitantes no Salão do Automóvel IAA.

No entanto, a Feira do livro será marcada pela crise da saúde, já que apenas cerca de 1.500 expositores de mais de 70 países estarão presentes.

Em 2019, foram 7.500 expositores de mais de 100 países.

Apenas 200 autores estarão na Feira este ano. A incerteza sobre as restrições às viagens e as preocupações com o vírus assustou muitas editoras e escritores de renome, especialmente dos Estados Unidos, Ásia e América Latina.

Inúmeros eventos para profissionais da área, como a venda de direitos ou a tradução de obras, serão realizados online.

O Canadá será o convidado de honra deste ano, com a presença dos autores Michel Jean, Michael Crummey e da haitiano-canadense Dany Laferriere.

Margaret Atwood, figura de destaque na literatura canadense com sua obra "The Handmaid's Tale", participará online.

O último livro do mestre britânico da espionagem John Le Carré foi publicado postumamente nesta quinta-feira (14) no Reino Unido. No entanto, após revisar o material não editado de seu pai, um de seus filhos deu a entender que poderia haver mais.

Com o título "Silverview", o livro parte da improvável amizade entre um ex-banqueiro da City londrina e um emigrante polonês em uma pequena cidade da costa inglesa.

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Nele, o autor, que trabalhou em sua juventude para os serviços secretos, volta a expressar suas dúvidas sobre os métodos e a ética da inteligência britânica. Mas desta vez aprofunda mais a questão do envelhecimento e da morte.

Le Carré, cujo verdadeiro nome era David Cornwell, morreu em dezembro, aos 89 anos.

Escreveu 25 novelas e um volume de memórias, "O túnel dos pombos" (2016), e vendeu mais de 70 milhões de livros em todo o mundo.

Para suas novelas de espiões, sempre se inspirou em sua carreira, arruinada por uma agente dupla britânica que revelou sua identidade a a de muitos de seus compatriotas ao KGB soviético.

Eurófilo convencido e firmemente contra o Brexit, adotou a nacionalidade irlandesa antes de morrer. Em sua obra "Um homem decente" ("Agent Running In The Field"), publicada em 2019, retratou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson como um "porco ignorante".

Desde sua morte, seus quatro filhos estão catalogando seu arquivo de obras inéditas.

O mais novo, Nicholas Cornwell, que também é escritor, se encarregou de colocar em ordem o manuscrito de "Silverview", do qual reconhece que a família tinha conhecimento, embora afirme que nunca soube por que foi deixado de lado.

Foi o próprio Le Carré que, durante um passeio por um parque do norte de Londres, perguntou a ele "'você terminará qualquer coisa que eu deixar sem fazer?' e eu respondi que sim, porque não me imagino dizendo não nesse contexto", explicou nesta semana ao jornal Sunday Times.

Considerando que "às vezes o material publicado postumamente é ruim e não deveria ser editado", afirmou que "isso não entra nessa categoria. É um livro genuinamente bom".

Cornwell explicou também que entre os papéis de seu pai encontrou histórias inéditas protagonizadas pelo espião George Smiley, seu personagem mais caraterístico.

"Até que ponto estão concluídas ou são publicáveis é algo que vamos verificar", explicou.

Embora tenha sido objeto de uma biografia e tenha escrito suas memórias, ainda há mistérios na vida do autor que até sua família afirma não saber.

"Durante todo o tempo em que o conheci, nunca me disse nada que não estivesse disponível na esfera pública sobre sua própria carreira da Inteligência. Não sei nada mais que vocês", afirmou Cornwell. "Me fascinaria que alguém escrevesse o que realmente fez durante seus anos como espião".

Neste sábado (16), às 16h, a Galeria Janete Costa recebe o lançamento do livro Investigações do percurso do educativo da Galeria Janete Costa, escrito por Mariana Ratts e contemplado pelo financiamento do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura PE). O evento é gratuito e aberto ao público. 

No ano em que a Galeria Janete Costa completa uma década em funcionamento, a obra, que será disponibilizada em formato digital (Ebook), aborda as memórias das ações educativas realizadas na instituição, além de analisar suas diretrizes e orientações. A publicação tem o selo da Editora Cubzac e produção executiva da Equinócio Criações.

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O ebook apresenta entrevistas com os coordenadores e diretores da Galeria, pessoas responsáveis por fomentar o debate das exposições a partir do educativo. Ademais, os leitores poderão usufruir de uma linha do tempo das ações realizadas no equipamento, ou seja, uma ferramenta de pesquisa capaz de localizar os eventos realizados anualmente na instituição. O material tem ainda uma seleção especial de imagens.

Além de Mariana Ratts, estarão presentes também a arte-educadora Luana Rito, assistente de pesquisa da obra, e Renato Valle, artista que dará um relato sobre as ações educativas promovidas por sua exposição, realizada em 2017 na GJC. Na ocasião, também será lançado o site do projeto, onde o público poderá fazer o download gratuito da publicação.

Sobre Mariana Ratts - Mariana Ratts é pesquisadora, tem realizado projetos e pesquisas no campo de artes visuais, patrimônio e arte-educação, resultando em publicações, exposições, seminários e produtos afins. Foi coordenadora de Ações Educativas da Galeria Janete Costa nos anos de 2016 e 2017, quando estruturou a pesquisa e desenvolveu nos anos de 2019 a 2021.

*Da assessoria

A Petrobras está lançando  duas publicações sobre a importância da preservação ambiental para crianças. Através do Programa Petrobras Socioambiental, o  projeto Coral Vivo lançou o livro Grude-Grude, sua primeira obra literária voltada para o público infantil. Já o projeto Meros do Brasil lança, hoje, Dia das Crianças (12), um e-book com atividades voltadas a crianças de 0 a 6 anos. As duas publicações vão ficar disponíveis, gratuitamente, para download na internet.

Escolas e bibliotecas do Rio

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O  livro Grude-Grude, ambientado nos mares do Sul da Bahia, tem por finalidade desenvolver o processo de conscientização ecológica nas crianças. A publicação explora o universo marinho dos recifes de coral.  Toda a narrativa, visual e escrita, foi criada com a consultoria da bióloga Débora Pires, fundadora do projeto Coral Vivo e exímia pesquisadora do mundo submarino. Além da possibilidade de fazer o download no site, a publicação tem uma versão que foi adotada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e irá compor o acervo das 1.546 salas de leitura das escolas, creches e espaços de desenvolvimento infantil da rede, além das 14 bibliotecas escolares municipais, para ser usado nas turmas com crianças em fase de alfabetização.

Primeira infância

Já o projeto Meros do Brasil vai comemorar o Dia das Crianças com o lançamento de um e-book com a temática ambiental. O material estará disponível para download gratuito no site e Instagram do projeto a partir do dia 12.

O livro digital traz mais de 40 atividades, com o conteúdo desenvolvido a partir das discussões e conceitos abordados em um curso de formação que reuniu, em julho deste ano, 40 educadores da Rede Meros do Brasil e de outros 23 projetos sociais, ambientais e esportivos patrocinados pela Petrobras.

Com o tema A Sobrevivência dos Vagalumes: levantes de resistência na literatura ribeirinha, o Sesc Petrolina vai realizar, de 20 a 23 de outubro, a sétima edição do Entre Margens: Encontro de Literatura. Lançando olhar sobre a produção literária ribeirinha, a programação terá shows, contação de histórias, recital, degustação literária, feira literária, troca-troca de livros e apresentação da atriz e cantora Zezé Motta.

"Nesta edição, além de projetar o foco das discussões da literatura ribeirinha, temos um olhar especial para as produções femininas", ressalta a coordenadora do projeto, a professora de literatura do Sesc Petrolina, Ariane Samila Rosa.

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A abertura acontecerá às 19h do dia 20/10 com a Degustação Literária, uma mesa que vai discutir “Quando a palavra é grito: a literatura como espaço de reivindicação da vida”, com Dia Nobre (Petrolina-PE) e Graciele Castro (Petrolina-PE). Em seguida, às 20h, no Teatro Dona Amélia, o público poderá conferir o show Aquenda - o amor às vezes é isso, de Luna Vitronila (Recife-PE).

Na quinta-feira (21), a programação começa de tarde, às 16h, com a contação de da história Quando folhas ganham vida e te levam a navegar com Manu Carvalho (Petrolina-PE). Às 19h, Pók Ribeiro (Juazeiro-BA) e Naiara Soares (Juazeiro-BA), com mediação de Olivia Pinheiro, vão conversar sobre A sobrevivência dos vagalumes: levantes de resistência na literatura ribeirinha.

Encerrando a noite do Entre Margens, as antologias LiterÁridas (Juazeiro-BA) e das Mulheres Escritoras do Vale do Sçao Francisco (Juazeiro – BA/Petrolina PE) farão o recital Mulheres que atravessam margens com Antologia LiterÁridas. No dia seguinte (22), Manu Carvalho (Petrolina – PE) volta para contar uma nova edição da história Quando folhas ganham vida e te levam a navegar, seguida da exibição do CineLivro, momento de exibição de curtas-metragens inspirados na região.

Na tela, Colecionador de Semelhanças; Doze Moedas; Luzia e "Nuvem Negra". A atividade contará com mediação de Marina Nunes (Juazeiro-BA) e Rebeca Vasconcelos (Petrolina-PE). Por mim, acontece o Cenas Literárias, com José Lírio Costa (Petrolina-PE); Bianca Cordeiro (Uauá-BA) e Ingrid Beatriz (Petrolina-PE); Elder Ferrari (Juazeiro-BA); Sandriele Gomes (Petrolina-PE).

Após três dias de imersão literária, o Entre margens será encerrado no sábado (23), quando será aberta no Sesc a Feira Literária: Espaço de (Re) Encontros, com troca e comercialização de livros dos sebos do Vale do São Francisco, além de intervenções poéticas. No mesmo horário acontecerá a Feira Troca-Troca de Livros, uma ação que pretende estimular a leitura criando oportunidade para trocar livros sem nenhum custo. Às 17h, Edneide Torres (Petrolina-PE) apresentará Poesia Barata para refletir sobre o mercado cultural e a defesa da arte.

Logo depois, o ápice do projeto é o anúncio da programação do Aldeia do Velho Chico, que há 17 edições fomenta a produção cultural dos municípios, e a apresentação da atriz e cantora Zezé Mota (Rio de Janeiro-RJ). Ela subirá ao palco do Teatro Dona Amélia às 20h para um show com canções que ficaram consagradas em sua voz.

As ações nos espaços alternativos são gratuitas. Já o acesso para as atividades no Teatro Dona Amélia custa R$ 20 para o público em geral e R$ 10 para trabalhadores do comércio e dependentes. O recital com Zezé Motta tem ingressos a R$ 50 e R$ 25, respectivamente. Durante a realização do Entre Margens, serão cumpridas as determinações do plano de convivência com a Covid-19, como a exigência do uso de máscaras e acesso limitado aos espaços para garantir o distanciamento.

*Da assessoria

Com lançamento marcado para o mês de novembro, nos Estados Unidos,  a revista Superman: Son of Kal-El #5 chegará trazendo uma novidade: Jon Kent, filho de Clark Kent, se revelará bissexual. A novidade foi confirmada pelo autor da obra, Tom Taylor, durante entrevista.

Na trama, Jon estará com 17 anos e terá relacionamento com o ativista e hacker Jay Nakamura, que tem ligações com o Superman e com Lois Lane. Em entrevista para a IGN, Tom Taylor confirmou que o personagem se assumirá bissexual nesta edição. "Quando me perguntaram se eu queria escrever um novo Superman com uma primeira edição para o Universo DC, eu sabia que substituir o Clark com outro cara hétero e branco seria uma oportunidade perdida. Eu sempre disse que todo mundo precisa de heróis e todo mundo merece ver a si mesmo em seus heróis. Hoje, o Superman, o herói mais forte do planeta, está se assumindo", disse.

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Taylor também foi o responsável pela personagem Arlequina, em Injustice, história na qual ele trabalhou a temática da bissexualidade pela primeira vez. “A principal lição é ser o mais natural possível, indo com as ações dos personagens, deixando eles serem levados pelas emoções e deixar eles irem. Eu espero alcançar a mesma coisa com Jon e Jay, porém sempre é complicado manter o exterior estoico de um personagem heroico combinado com os fortes sentimentos que nem sempre serão dor e raiva. É um desafio que aceito bem”. 

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Nos dias 13, 14 e 15 de outubro será realizado o simpósio “Por uma Lei da Bibliodiversidade: diálogos França-Brasil”, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP). O tema a ser debatido é o projeto de lei Política Nacional do Livro e Regulação de Preços (PL 49/2015), que está em tramitação no Senado, inspirado na Lei do Preço Único do Livro ou Lei Lang, implementada na França há 40 anos.

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O simpósio traz à tona questões importantes sobre a política de regulação do preço do livro e também vai abordar as condições desiguais do mercado editorial que afetam a produção e a distribuição dos livros no Brasil. Profissionais, pesquisadores e representantes de entidades do livro e da classe política vão participar do encontro.

Na quarta-feira (13), além das saudações da Comissão Organizadora e da direção do IEA-USP, o ex-Ministro da Cultura da França Jack Lang, responsável pela implementação da Lei do Preço Único do Livro, realiza a saudação de abertura do evento, a partir das 10 horas. Ao longo do dia, vão ser realizadas mesas-redondas para discutir sobre o panorama e as perspectivas do mercado editorial, o preço do livro e o acesso à leitura, entre outras pautas.

Dando continuidade aos encontros, na quinta-feira (14), o dia começa com a Conferência de Abertura: “O que é a PL 49/2015?”, às 9 horas. Logo depois, de 10h30 até as 13 horas, serão abordadas experiências e expectativas com base na Lei Lang. À tarde, às 14h30, haverá outra mesa-redonda para falar sobre “Editoras e Livrarias Independentes: uma mirada latino-americana sobre a questão do preço fixo”.

Na sexta-feira (15), último dia do simpósio, os convidados falarão sobre “A economia do livro: o preço da leitura no Brasil”, das 10 horas até o meio-dia. Para finalizar a programação, às 14h30, a última mesa-redonda vai tratar do passado e do futuro da difusão e do acesso ao livro no país. 

O simpósio pode ser acompanhado nos seguintes canais:

http://www.iea.usp.br/aovivo

https://www.youtube.com/user/comunicacaoCBL

Por Isabella Cordeiro.

 

A programação da XIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em seu penúltimo dia de atividades híbridas no pavilhão interno do Centro de Convenções, traz convidados de peso entre as atrações, como Tony Bellotto, Monja Coen, a vice-governadora Luciana Santos, Cida Pedrosa, Manoel Constantino, Andréa Trigueiro e muito mais. Vale ressaltar que algumas das atividades podem ser acompanhadas também através da plataforma e-Bienal. Sucesso de público e de vendas, a Bienal PE encerrará sua 13ª edição nesta terça-feira, 12 de outubro.

No espaço Nordeste Território Encantado, um dos grandes destaques é a mesa “Rock, cinema e literatura: os múltiplos caminhos da linguagem”, que recebe, às 19h, de forma presencial e com transmissão pela e-Bienal, o músico Tony Bellotto e Andrea Nunes. Por lá, o público também pode conferir a mesa “Tópicos especiais em Educação”, às 10h, com Leila Alencar, Suzana Cavalcanti, Carmem Dolores e Felipe Lapa; a palestra “Game e Animação – A Cultura em Movimento”, às 15h, com Vito Quintans e Fred Vasconcelos; e o bate-papo “Ei, Steve Bannon, aguarde: a poesia vai vencer”, às 17h, com a vice-governadora Luciana Santos.

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A Sala de Oficinas recebe dois workshops nesta segunda-feira. O primeiro, “Ariel: do mundo da fantasia à realidade de um mundo fantástico - Uma experiência na Nasa”, às 10h, com Aliria Costa, Isadora Costa e Alamy Veríssimo; e a oficina “Escrevendo para crianças – Roteiro para animação”, com a Escola ViuCine de Criatividade, às 17h.

Um dos destaques do auditório Círculo das Ideias é o painel híbrido “Literatura e zen budismo: a vida pode ser melhor com livros”, com a Monja Coen e Sidney Nicéas, às 15h.

Outras conversas relevantes integram a programação. Como a análise de livros que influenciaram as obras cinematográficas do diretor Steven Spielberg, às 11h, com Wellington José e Ronilson Araújo, da SiriNerd; a conversa “Tudo é política, portanto as HQ’s também os são”, às 13h, com Glashington Ribeiro e Wellington José; a mesa híbrida “De Tapacurá à Mamadeira de Piroca: como identificar (e se livrar) das fakes news”, com Andréa Trigueiro e Ramênia Vieira, às 17h; e o painel Leia Mulheres Recife, que recebe a escritora argentina Mariana Enriquez, às 18h.

 No espaço também rola o lançamento do livro “Diálogos em Roda de Poesia”, às 16h, virtualmente, com os organizadores Paulo Marcondes, Gorki Mariano, Sonia Marques e Zélia Porto; e a palestra do Sebrae sobre Comunicação Empresarial.

Apresentações artísticas protagonizam a programação do Palco Sesc Além das Letras. Às 15h rola o recital poético “Mulheres de Sol”, com Daniela Câmara; às 16h uma apresentação do Boi Marinho; às 18h, de forma virtual, o recital “O céu é no sexto andar”, com Miró; e às 19h, “Todas as Mulheres de Cida”, de Cida Pedrosa e apresentação do Grupo Cênico Calabouço.

Seis lançamentos literários poderão ser conferidos no espaço Plataforma de Lançamentos. Quem abre a programação, às 11h, é o livro “Sobre Arte e Fogo”, de Mário Cysneiros; em seguida, às 13h, é a vez da obra “Poemas do fim do mundo”, com poesias de Frederico Spencer. Também há o lançamento, às 15h, da coletânea “Viva a literatura brasileira”, organizado por Rogério Generoso. Às 17h, Hipólito Lucena, Rebeca Souza Haniel Lucena debatem a obra “O Cinema Instantâneo e o Brasil de dentro – Paisagens”.

Para completar a programação, os livros “Amores”, às 16h, de Raldianny Pereira; e “Navios Cargueiros”, às 19h, de Marcos de Andrade Filho.

Por lá, a criançada se diverte com a área geral da Bienalzinha Petrobras, que promove atividades com a Recrearte das 10h às 20h. O tema do dia será Dinossauro, com oficina de dinossauros em gesso e a história “O dragão comilão”. Na mini arena, às 10h, lançamento do livro “A menina que vendia rosas encarnadas”, de Manoel Constantino; contação de histórias para bebês, com Mari Bigio e Milla Bigio, às 14h, o recital poético infantil “As aventuras de Doguito, um amor de cachorro”, com Adriano Cabral, às 15h; e a oficina de experiência de leitura com crianças e famílias, seguida da palestra “Mediação de leitura para crianças”, com Érica Verçosa.

No Território Cena PE, às 11h rola a exibição de videoarte e videodança. E às 17h Iara Izidoro e Marcelo Sena falam sobre “Práticas numéricas – videoarte/videodança”.

O público confere, às 15h, no Território dos Saberes, uma conversa com Getúlio Cavalcanti e Romero Araújo sobre Frevo de Bloco. E logo depois, às 17h, rola uma apresentação do mestre Paulo dos 8 Baixos.

A XIII Bienal PE também traz cultura culinária para a programação através do Território Gastronômico. Por lá, Caetano de Carli fala sobre “A história da culinária nordestina”, às 11h; Leandro Ricardo apresenta “Flores comestíveis, um toque de arte”, às 14h30; e, finalizando, Jorge Arruda discursa sobre o “Acarajé, do sagrado aos tabuleiros urbanos”, às 16h30.

Realização – A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco é uma produção da Vox Produções, Ideação e Cia de Eventos. Entre os parceiros da iniciativa estão o Instituto Ricardo Brennand, Sesc, Porto Digital e Catavento Distribuidora. O evento também conta com apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Instituto Luiz Mario Moutinho, União Brasileira de Escritores (UBE), Eco-desinfect, Sebrae, Um Telecom, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco. A parceria de conteúdo é da Globo. A Bienal PE também conta com patrocínio da Petrobrás para ações da Bienalzinha, uma iniciativa com programação voltada para crianças de zero a seis anos de idade. Já a realização é da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

XIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Quando: De 1º a 12 de outubro

Onde: No Centro de Convenções

Horário: Das 12h às 21h no dia 1º de outubro. Nos demais dias, das 10h às 21h

Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia-entrada) e R$ 7 (ingresso social para quem levar um livro não didático ou 1kg de alimento não perecível). Gratuidade: estudantes da rede pública de ensino fundamental, desde que uniformizado, estudantes em excursão escolar agendada, crianças até 10 anos, professores da rede pública e privada de ensino, policiais militares, civis e do corpo de bombeiros

Nesta segunda (11), às 15h, acontece um bate-papo sobre games e animação no estande Nordeste - Território Encantado, na Bienal do Livro de Pernambuco. A ideia é falar sobre esse mercado, valorizar os profissionais e os produtos do segmento e incentivar os jovens para atuarem no mercado. Participam da conversa Vito Quintans (um dos criadores do jogo Sertão Profundo, sócio e diretor de arte do estúdio de jogos Narsvera) e Rodrigo Branco (coordenador do Grupo Estratégico de Jogos da Câmara do Audiovisual). A mediação será feita pela jornalista Silvana Marpoara. 

O paraibano Vito Quintans é ilustrador e desenvolve, junto com mais dois amigos, o jogo “Sertão Profundo”, que traz temáticas nordestinas, como botijas e caboclos de lança. “A gente queria fazer um jogo que tivesse como pano de fundo a nossa cultura”, conta ele, que não se identificava com aquele folclore em que aparecem personagens como o saci pererê, que tanto é disseminado. O game feito em animação 3D está em fase de desenvolvimento e deve ser lançado no final de 2022, mas, até lá, estão sendo lançados outros jogos menores dentro desta temática da cultura nordestina. 

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Já Rodrigo Branco enfatiza que os mercados de games e animação ainda estão muito separados aqui em Pernambuco e que deveriam ser mais conectados. “Todo jogo tem animação. Deveria haver uma troca maior entre esses dois mercados. Vamos debater como esses dois mercados podem se encaixar mais, como criar mais opções de emprego para a animação em geral e para a animação de games.”

“O bate-papo sobre games e animação é mais uma oportunidade de conhecer melhor esses dois segmentos, dentro do mercado audiovisual, que têm se destacado bravamente entre os jovens realizadores e o público. Os games já atingem números bem superiores aos do cinema, por toda característica do produto e a logística do consumo de jogos (no celular, por exemplo) enquanto os filmes, mesmo com os streamings, ainda ficam muito na dependência da tela grande. E o cinema de animação também acaba ganhando maior destaque do que as ficções e documentários por conta dos meios de produção (sem a necessidade do ator), que tem transformado Pernambuco num grande polo desse tipo de material além de conquistar um público mais amplo (das crianças aos adultos)”, relata Silvana Marpoara.

A mesa é uma realização do projeto Outras Palavras, da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), coordenado pela educadora e produtora cultural  Andrea Mota.

Serviço:

Game e Animação - A Cultura em Movimento

Convidados: Vito Quintans (um dos criadores do jogo Sertão Profundo, sócio e diretor de arte do estúdio de jogos Narsvera) e Rodrigo Branco (coordenador do Grupo Estratégico de Jogos da Câmara do Audiovisual da ADEPE)

Mediação: Silvana Marpoara (jornalista e professora)

Quando: Segunda, 11/10/21, às 15h

Local: Nordeste - Território Encantado

13ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Quando: De 1º a 12 de outubro de 2021

Onde: Centro de Convenções

Horário: Das 10h às 21h

Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia-entrada) e R$ 7 (ingresso social para quem levar um livro não didático ou 1kg de alimento não perecível). Gratuidade: estudantes da rede pública de ensino fundamental (desde que uniformizado), estudantes em excursão escolar agendada, crianças até 10 anos, professores da rede pública e privada de ensino, policiais militares, civis e do corpo de bombeiros.

Da assessoria

Fernanda Montenegro deve se tornar a próxima imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Segundo a Folha de São Paulo, ela é a única inscrita a vaga da cadeira de número 17 da instituição, que era ocupada pelo diplomata Affonso Arinos de Mello Franco, falecido em março de 2020.

A atriz de 91 anos confirmou sua candidatura à vaga no dia 6 de agosto e as inscrições se encerraram em 3 de setembro. A eleição confirmará Fernanda como imortal no dia 4 de novembro.

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Na literatura, Fernanda Montenegro lançou em 2019 em parceria com Marta Goés, sua autobiografia, contando sua vida e carreira na dramaturgia.

A Academia Brasileira de Letras é composta por 40 cadeiras com membros efetivos e perpétuos, onde é preciso ser brasileiro nato e ter publicado ao menos um livro, de qualquer gênero literário para concorrer a uma vaga após o falecimento de algum dos membros.

Recentemente a atriz comemorou nas redes sociais que a série Gilda, Lúcia e o Bode, que protagonizou, foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro como melhor Série de ficção da TV aberta pela Academia Brasileira de Cinema.

 

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A psicóloga, psicoterapeuta e professora universitária Rosângela Darwich, escritora e poeta desde os 19 anos, lança sua primeira obra literária destinada a crianças e adolescentes. "AniMais", segundo a autora, fala sobre o lugar que ocupamos socialmente, família, a importância da comunicação entre pais e filhos e destaca a importância do "estar junto" e os desdobramentos disso na poesia.

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Rosângela afirma que a estreia na literatura infantojuvenil é como um recomeço. Nos versos, a escritora também expressa suas impressões sobre a pandemia. "Acredito que a inspiração para seguir este caminho com meus poemas foi o momento estendido, ainda incerto, da pandemia. Viver tanta incerteza abriu espaço para uma profunda esperança nas vacinas e em um mundo melhor, que pretendemos deixar para nossas crianças. Escrever para crianças e adolescentes reflete esse desejo de dizer que estamos juntos, que deixaremos de herança para eles um mundo ainda habitável. E é também dizer que estão e permanecerão com eles a alegria e a responsabilidade pela vida futura neste planeta", disse.

Rosângela também fala sobre escrever poesias para jovens e também da ideia de um vídeo que a ajudou nesse processo. "Após minha segunda dose da vacina, brinco que me transformei em um jacaré-mirim, pois comecei a escrever poemas para crianças. Junto dos poemas e da ideia de um livro, pensei em um vídeo que se chama 'Lendo com Grupos Vivenciais', postado no youtube e na playlist do grupo de pesquisa que coordeno. As ideias da construção do vídeo deram corpo ao livro. Uma versão digital será lançada, com ilustrações de crianças e adolescentes que participaram do vídeo", explicou. 

Link dos vídeos: https://www.youtube.com/playlist?list=PLx6cJKqj-gtcaqAq3SJf8sE2iCRuYMx_0

A poeta falou que o livro, apesar de conter poemas infantojuvenis, é indicado para todas as faixas etárias como uma boa leitura. "O 'Mais' de 'AniMais' é sentido profundamente, ultrapassa o que cada poema poderia tentar significar, ou seja, segue 'para dentro' de cada um. É assim que gosto de perceber o que leio e vejo por meio de comentários que as pessoas têm me dito", finalizou.

Por Haroldo Pimentel.

 

Depois de quase uma década de agraciados exclusivamente ocidentais, os responsáveis pelo Prêmio Nobel de Literatura devem cumprir sua promessa de mais diversidade na quinta-feira (7).

Após o escândalo #MeToo, que levou à suspensão do prêmio em 2018, e as críticas recorrentes pela presença de laureados masculinos e eurocêntricos, a Academia Sueca, encarregada de conceder a prestigiosa distinção, disse que renovou seus critérios e espectro para que o prêmio seja mais global e feminino.

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Desde então, duas mulheres conquistaram a distinção: a romancista polonesa Olga Tokarczuk, em 2018, e a poetisa americana Louise Gluck, em 2020.

Em contrapartida, o vencedor de 2019, o austríaco Peter Handke, gerou polêmica sobre suas posições pró-sérvias que o levaram a apoiar o ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, julgado por genocídio quando morreu em 2006.

Este ano, há expectativas de que a Academia Sueca cumpra sua promessa de uma maior extensão geográfica.

O último premiado não europeu e não americano foi o romancista chinês Mo Yan, em 2012.

"Chegou a hora de o Prêmio Nobel de Literatura tomar consciência?", questionou o principal jornal sueco Dagens Nyheter neste fim de semana.

As inclinações da Academia Sueca costumam ser impenetráveis. Suas indicações e deliberações são mantidas em segredo por 50 anos. Isso não impede que os círculos literários especulem, longa e detalhadamente, sobre dezenas de candidatos.

"Perceberam que devem ser muito discretos, muito reservados, porque isso o torna mais mágico, mais emocionante", disse à AFP o diretor literário da editora sueca Norstedts, Hakan Bravinger.

Sua aposta para este ano é a canadense Margaret Atwood.

Eleito por três anos e composto de cinco membros, o comitê do Nobel é responsável por coletar e discutir as indicações antes de enviar uma lista de cinco nomes para os outros 13 membros da Academia Sueca.

"Eu acredito que queiram descobrir um gênio de uma área anteriormente ignorada", especulou Jonas Thente, crítico literário da Dagens Nyheter.

- Áreas ignoradas -

Seu prognóstico é que a Academia vai favorecer o húngaro Peter Nadas. Nyheter mantém a esperança de que a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie a escolhida deste ano, por seus romances de "experiências transculturais", mas reconhece que, aos 44 anos, a autora pode ser considerada "talvez muito jovem" para um Nobel.

O mais jovem laureado até o momento foi o britânico Rudyard Kipling, premiado aos 41 anos, em 1907.

Os críticos apontam que há muitos escritores não ocidentais.

Ngugi wa Thiong'o, do Quênia, é frequentemente citado como um autor africano digno do prêmio, assim como o somali Nuruddin Farah e o moçambicano Mia Couto.

O sul-coreano Ko Un perdeu a preferência após ser acusado de agressão sexual, mas o indiano Vikram Seth e os chineses Can Xue, Yan Lianke e Lao Yiwu (conhecido como Lao Wei) são mencionados como possíveis vencedores.

Os grandes países ocidentais têm vários vencedores, liderados pela França, com 15. Enquanto isso, os dois países mais populosos do mundo, Índia e China, têm um premiado cada - um número que exclui Gao Xingjian, nascido na China, mas nacionalizado francês.

Maria Hymna Ramnehill, crítica do jornal Goteborgs-Posten, aposta em um dramaturgo, como o norueguês Jon Fosse.

A canadense Anne Carson, as americanas Joyce Carol Oates e Joan Didion, a russa Ludmila Ulitskaya, a franco-ruandesa Scholastique Mukasonga e a francesa Annie Ernaux foram identificadas como candidatas a se tornarem a 17ª mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, concedido 117 vezes desde 1901.

O poeta sírio Adonis tem sido ignorado pela academia, assim como o japonês Haruki Murakami. Seus fãs temem que o prêmio nunca chegue.

O testamento de 1985 do inventor sueco Alfred Nobel, criador dos prêmios, especifica que a obra geral do vencedor deve ter uma "direção idealista".

A Academia parece, no entanto, disposta a ferir suscetibilidades, se considerar que toda uma obra merece reconhecimento, como aconteceu no caso de Handke, em 2019.

"Seria de se esperar que a Academia iria querer evitar um escândalo, mas isso mostra que o prêmio é mais imprevisível do que nunca", comentou o crítico Jonas Thente.

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista a escritora e empresária Iris Borges. O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas, e publicação no portal LeiaJá. Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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Um convite para refletir sobre os próprios medos e se abrir às possibilidades da imaginação. Essa é a proposta do "Nem Te Conto", livro de estreia da jornalista Iaci Gomes. A obra, que está em pré-venda e será foi no dia 28 de outubro, nas redes sociais, reúne 14 contos de terror e oito ilustrações originais, que misturam elementos de realismo fantástico com cenários familiares do cotidiano dos paraenses, como as margens do Rio Trombetas, o Parque do Utinga e a praia do Chapéu Virado, em Mosqueiro.

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Com forte influência de autores consagrados, como Gabriel García Márquez e Stephen King, a autora relata que a ideia de publicar contos curtos é algo que vem desde a infância. “O conto e a crônica são meus gêneros preferidos. Desde pequena. Comecei a ler por esses gêneros e só depois li romances. Então eu misturei o formato de conto com o terror e elementos fantásticos, de realismo mágico, que é uma coisa que eu sempre tive fascínio desde os tempos da escola”, relembra Iaci Gomes.

A jornalista, que também trabalha com gestão de redes sociais, lembra que os primeiros contos que publicou foram no Twitter, organizados com a hashtag #NemTeConto, que hoje dá nome ao livro. Nessas experiências, ela sentiu a receptividade do público. “Quando eu comecei a postar, a minha bolha de seguidores sabia o que eu estava fazendo e que eram histórias de ficção. Até que eu publiquei um conto sobre uma mulher que encontrava um caranguejo gigante no Parque do Utinga, um perfil de visibilidade compartilhou e deu muita repercussão. Tinha gente achando que era real, outros me chamando de mentirosa sem entender que era tudo um conto de ficção. Mas muitas pessoas gostaram e me seguiram porque queriam ler mais. Precisei trabalhar minha mente para enxergar o que era construtivo pra mim”, relembra a autora.

Parte dos contos que foram publicados no Twitter - incluindo o do caranguejo do Utinga - foi deletada, ampliada e melhorada para o livro, enquanto outros são totalmente inéditos, escritos em várias fases da vida da autora.

Iaci Gomes conta que muitas ideias vêm das observações do cotidiano - hábito que desenvolveu graças à experiência como jornalista, especialmente no caderno policial. “A minha formação em jornalismo aparece 100% neste trabalho. Jornalismo é contação de histórias, mas de uma maneira mais objetiva. Tenho vários arquivos no meu computador que eram de observação do cotidiano feita nas pautas. Também faço histórias a partir de sugestão de amigos ou de relacionamentos que tive e transformo essas situações num grande ‘E se?’, com aquele toque de realismo mágico e frio na barriga”, explica a escritora.

Enquanto alguns contos trazem situações clássicas de terror, como aparições de fantasmas, monstros e animais gigantes, outros apresentam parecem cotidianos, mas que podem assustar tanto ou mais do que o sobrenatural, como forças da natureza, o medo de fracassar ou de reencontrar um antigo amor que ainda te causa mal-estar emocional. “Essas sensações para mim também são uma espécie de terror e são ainda mais reais, pois a gente passa por elas na vida real. Gosto de explorar essas possibilidades do elemento de terror que há nas situações do cotidiano”, diz a autora.

Para ajudar os leitores a entrarem no clima de terror, "Nem Te Conto" inclui oito ilustrações originais feitas por quatro artistas do Pará. Magno Brito, que também é diagramador de produtos editoriais, assina a ilustração de capa e outras duas aquarelas sobre os contos. A designer e empreendedora Renata Segtowick, que também integra o Coletivo Mulheres Artistas do Pará (MAR), contribui com duas ilustrações que captam de forma sensível e perturbadora as histórias dos contos. O terceiro artista é Márcio Alvarenga, que também possui portfólio grande de artes para publicidade, produtos editoriais e ilustrações de terror em geral. Victor Almeida é o quarto ilustrador - o único que não havia tido contato com a autora em trabalhos anteriores na área da Comunicação. “O Victor me encontrou nas redes sociais, ele leu o conto sobre o caranguejo do Utinga e fez uma ilustração que eu acabei usando no livro, porque ficou muito boa. Tomei muito cuidado para chamar pessoas daqui do Pará, que poderiam traduzir melhor em imagem o que eu quis dizer nos textos, com a sensibilidade necessária”, conta Iaci Gomes.

Serviço

Livro “Nem Te Conto”, de Iaci Gomes.

Informações: no perfil @iacigomes no Instagram.

Preço: R$ 40,00. Pré-venda aberta em https://bit.ly/NemTeConto

Por Jobson Marinho, da assessoria da autora.

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A biblioteca Francisco Paulo Mendes, localizada na Casa da Linguagem, em Belém, recebeu no dia 13 de setembro um acervo com clássicos da literatura. Os livros doados faziam parte da coleção pessoal do professor de Letras e pesquisador Paulo Nunes, e agora estão disponíveis para todos os interessados.

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O acervo oferece aos leitores obras de literatura internacional e nacional. Os exemplares estão no espaço destinado à pesquisa universitária. Entre outros autores há Miguel de Cervantes, Honorè de Balzac, William Shakespeare, Machado de Assis, Fiódor Dostoiévski e Adélia Prado.

De acordo com o professor Paulo Nunes, a ação incentiva os leitores a conhecer mais a cultura do país. "Os livros estavam trancados em casa, tristes. Eles precisavam ser acariciados por outras mãos que não são as minhas, vistos por outros olhos que não são meus. Por isso, parti para mais uma doação", afirma.

Essa não é a primeira doação feita pelo professor Paulo Nune para a Casa da Linguagem. Para ele, doar é um ato de amor e resistência. "O que me deixa feliz é que a Fundação Cultural do Pará, através da oficina Curro Velho e da Casa da Linguagem, ao aceitarem cuidar de meu pequeno acervo, acabam fazendo jus a uma tradição de valorização da literatura", afirma o professor.

Os livros foram recebidos por colaboradores do núcleo da Casa. A servidora Elaine Oliveira, da Fundação Cultural, disse que as obras contribuirão muito para a biblioteca, principalmente em um país que ainda tem um baixo nível de leitura. "Expandir o universo cultura dessas pessoas por meio da leitura educa e forma cidadãos mais críticos", destaca.

Os exemplares auxiliarão no desenvolvimento intelectual dos leitores, explica Socorro Baía, diretora da biblioteca Arthur Vianna. "É um acervo que muito contribuirá para ampliar os conhecimentos acerca da literatura e linguística para estudiosos no assunto, devido proporcionar uma visão geral do processo criativo de escritor e aprofundar o estudo da arte literária", reforça a diretora.

A doação de livros a bibliotecas públicas pode ser feita por qualquer pessoa. Basta procurar a coordenação na Casa da Linguagem e se informar sobre os documentos necessários para dar início ao processo.

Por Quezia Dias.

 

Mudar hábitos, investir em comunicação estratégica e pensar fora da caixa são alguns dos métodos desenvolvidos pelo treinador comportamental Rennan Brayner, que traz para a Bienal do Livro de Pernambuco a palestra as Técnicas e Métodos para desenvolver habilidades em Comunicação Estratégica e Criativa. O encontro acontece no próximo dia 3 de outubro, a partir das 13h, no Auditório Circulo das Ideias.

Para Rennan não se pode falar de comunicação criativa e estratégica sem o hábito da leitura. "O cérebro humano funciona com automações. É por isso que pessoas com mais idade são mais resistentes a construírem novos hábitos, como o costume de ler frequentemente. A leitura constante é essencial para que possamos aumentar nosso repertório cultural e linguístico, resultando assim em uma melhor desenvoltura no falar", destaca. Entre o público leitor que frequenta a Bienal, o treinador comportamental promete uma imersão cheia de descobertas.

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"Nosso desafio como treinador comportamental é também desenvolver nesse adulto esses talentos ocultos através dos métodos. Trazer a palestra sobre Comunicação Estratégica e Criativa para um evento como a Bienal é perfeito para descobrir junto com os participantes em que local do subconsciente está a chave para o desenvolvimento de uma boa oratória", detalha. A Bienal do Livro de Pernambuco acontece entre os dias 1º e 12 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

*Da assessoria

Os escritores Roberto Beltrão, do Recife Assombrado, e Camilla Inojosa lançam, no próximo sábado (2), às 16h, o livro Guia de Assombrações Para Crianças Corajosas no espaço da exposição Lendas Pernambucanas, no piso L4 do Plaza Shopping. A publicação infantil colorida e com 80 páginas traz mitos tradicionais e lendas urbanas brasileiras numa abordagem inédita.

O lançamento faz parte da atração para o mês das crianças que o Plaza preparou: o Casarão das Lendas, uma aventura em uma casa cenográfica montada no Jardim do Piso L2 onde a meninada vai conhecer histórias presentes no imaginário pernambucano brincando e interagindo com atores caracterizados. Os escritores também foram responsáveis pela adaptação das lendas para o público infantil.

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Em cada um dos 13 capítulos do livro, um personagem fantástico se revela ao leitor: a própria assombração conta a sua história em primeira pessoa, descrevendo sua origem e suas características, por meio de pistas que constroem, passo a passo, o perfil no narrador. Ao final de cada capítulo, a criatura lendária se revela. A ideia é trazer um clima de espanto e encantamento ao pequeno leitor, para que faça suas próprias descobertas sobre o imaginário popular.

Nas páginas cheias de ilustrações e textos lúdicos, sempre concebidos com uma pitada de humor, aparecem seres curiosos como a Perna Cabeluda, o Lobisomem, o Boitatá, a Comadre Fulozinha, o Homem do Saco, e fantasminhas brincalhões como o Caroneiro da Bicicleta, o Vira-vira e a Alma de Gato, entre outros. O livro traz, ainda, áreas de interação com o conteúdo: páginas para colorir as ilustrações, fazer desenhos e se divertir com um caça-palavras. A publicação será vendida por R$ 55,00 no local, onde os autores também autografarão sua obra. O guia está sendo lançado pela La Ursa Livros.

Casarão das Lendas

As visitas ao Casarão das Lendas acontecem nos dias 2, 3, 9, 10, 11, 12, 16 e 17 de outubro, com sessões fechadas das 15h às 21h. Além de brincar no casarão, também será possível entrar no clima fazendo penteados e maquiagens assustadoras no Camarim das Lendas, também no Jardim do L2, visitar a exposição Lendas Pernambucanas, no piso L4.

Os visitantes serão recepcionados e guiados pela personagem Dona Alzira, uma simpática senhorinha contadora de histórias. Em cada cômodo da casa haverá um personagem e uma brincadeira ou tarefa relacionada. Estarão presentes a Cabra Cabriola, a Perna Cabeluda, a Comadre Fulozinha, o Homem do Saco, a Menina do Algodão e o Senhor da Botija. Os ingressos custarão R$ 15,00 para crianças, R$ 30,00 adulto, R$ 15,00 adulto social (+ 1kg de alimento ou 1 pacote de leite). As doações arrecadadas serão destinadas ao projeto Mães por Todas.

A ideia da atração é desmistificar as lendas, fazendo com que as crianças se apropriem das histórias e seus significados ao invés de terem medo delas. Crianças a partir dos 5 anos poderão entrar com os pais ou responsáveis maiores de 18 anos em turmas de até 30 pessoas. As sessões terão até 40 minutos de duração e um período de intervalo para higienização e organização dos cenários.

A realização do Casarão das Lendas seguirá os protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias com higienização a cada sessão, álcool em gel na entrada do evento, limite máximo de 30 pessoas por vez e uso obrigatório de máscaras. O Casarão das Lendas está sendo produzido pela Vinca Produções em parceria com o Recife Assombrado e a Cobogó das Artes. As ilustrações das lendas recifenses são do ilustrador e quadrinista Kiko Garcia. Mais informações no site do Plaza e no perfil do centro de compras nas mídias sociais (@plazacasaforte).

*Da assessoria

Criador da série de quadrinhos mais prolífica do Japão, "Golgo 13", o artista de mangá Takao Saito faleceu aos 84 anos - informaram seus editores nesta quarta-feira (29).

História de um lendário assassino profissional, "Golgo 13" foi publicada pela primeira vez em 1968 e adaptada para séries de animação, videogames e dois filmes.

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O assassino Golgo, também conhecido como Duque Togo, é de nacionalidade desconhecida e executa seus assassinatos no mundo todo. Muitas vezes, os enredos são inspirados em eventos da atualidade.

Sua 201ª edição foi lançada em julho deste ano, atingindo o recorde do Guinness para a série de mangás com maior número de volumes publicados. Saito escreveu e ilustrou a série.

Ele morreu na última sexta-feira (24), de câncer no pâncreas, de acordo com Shogakukan, editor da antológica revista "Big Comic", que publica a Golgo 13.

"Oferecemos nosso sincero respeito pelas conquistas do sr. Saito e oferecemos nossas mais sinceras condolências", declarou Shogakukan.

"Esperamos continuar Golgo 13 em cooperação com sua equipe, de acordo com seus desejos", acrescentou.

Saito nasceu em 1936, na cidade de Wakayama, no oeste do Japão. Seu primeiro mangá, "Baron Air", é de 1955.

O sucesso de outra de suas obras, intitulada "Tufão Goro", de 1960, levou-o a se mudar de Osaka para Tóquio, para criar sua própria produtora. Ele também é um dos fundadores da "gekiga", um gênero realista de mangá voltado para adultos, iniciado na década de 1950.

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