Cultura

| Literatura

Honoré de Balzac (1799-1850), prolífico autor francês fundador do Realismo na literatura, nasceu no dia 20 de maio de 1799 em Tours, na França. Aos oito anos de idade, foi enviado para o Oratorian College de Verdôme, uma escola antiga que contava com disciplina severa e condições primitivas de aprendizado. Seu refúgio se tornou a literatura, porém, a leitura excessiva provocou em Balzac algum tipo de doença nervosa. Em 1913, após seu problema de saúde, a família de Honoré se mudou para Paris, onde o jovem completou seus estudos secundários em 1819.

Formado em Direito, Balzac recusou-se a entrar na profissão jurídica desapontando seus pais. Seu real sonho era seguir uma carreira literária, publicando obras. Seu pai lhe forneceu uma pequena mesada durante dois anos, com a condição de que ele teria de produzir uma obra-prima ou abandonar suas ambições.

##RECOMENDA##

Balzac tornou-se editor, e em 1825 lançou as primeiras edições das obras Molière e La Fontaine, que não venderam muito bem. Obstinado, Honoré adquiriu um negócio de impressão com dinheiro que tomou emprestado, além de uma fundição de tipos (para a fabricação dos moldes de letras). Os empreendimentos de Balzac não foram bem sucedidos e sua breve carreira comercial terminou em 1828, deixando o autor com diversas dívidas.

Para apreciar e conhecer mais sobre o legado de Balzac, para a literatura mundial, confira a lista a seguir, com cinco indicações das principais obras do autor:

A mulher de trinta anos

A mulher de trinta anos foi escrito entre 1829 e 1842 e conta a história de uma mulher pressionada a se casar que, no entanto, num momento decisivo da vida chega a conhecer a liberdade, o que para o caso significa ter um amante. Uma  ligação que Balzac aplaude, mas que a sociedade pune. A obra retrata o ponto de vista do autor sobre a condição das mulheres casadas com homens, ele também critica que as mulheres casadas só conhecem os defeitos a meio das suas vidas de casais.

A Missa do Ateu é uma pequena história publicada em 1836. É um dos Scènes de la vie privée em A comédia humana. O personagem principal, Desplein, é um cirurgião de sucesso e um ateu. Seu antigo assistente e amigo é o Dr. Horace Bianchon. Um dia, Bianchon vê Desplein entrar na igreja de Saint-Sulpice e o segue. Ele vê Desplein sozinho assistindo a uma missa.

A duquesa de Langeais

A duquesa de Langeais é um romance escrito no ano 1834 que qual descreve o colapso virtual do mundo aristocrático francês, incapaz de superar a derrota infligida tanto pela Revolução como pelo desenvolvimento das próprias classes sociais e sua reordenação lógica, apesar da tão apregoada Restauração. A duquesa de Langeais, é uma mulher bela e fascinante cortejada por toda a sociedade parisiense. Está ambientada numa atmosfera de intensa frivolidade e amores trágicos. Neste ambiente, o nobre general Montrivau, homem duro, cativo na África, célebre por sua coragem pessoal, se apaixona pela duquesa Langeais, cujo casamento de conveniência impede que seu amor seja consumado.

O coronel Chabert

O coronel Chabert é um romance de 1832. Ela está incluída na série de romances de Balzac (ou Roman-fleuve) conhecida como A Comédia Humana, que representa e paródia a sociedade francesa no período da Restauração (1815-1830) e da Monarquia de julho (1830-1848). O Coronel Chabert se casa com Rose Chapotel, uma prostituta. O coronel torna-se então um oficial de cavalaria francês muito estimado por Napoleão Bonaparte. Após ter sido gravemente ferido na Batalha de Eylau (1807), Chabert é registrado como morto e enterrado com outras baixas francesas.

Pai Goriot

Pai Goriot é um romance de 1835  incluído na seção Scènes de la vie privée de seu romance sequencial “A comédia humana”. Situado em Paris em 1819, segue as vidas interligadas de três personagens: o velho que adora Goriot, um misterioso criminoso ocultista chamado Vautrin, e um ingênuo estudante de direito chamado Eugène de Rastignac.

Matheus de Maio

Nove de maio ficou marcado na história como o dia em que a Alemanha Ocidental ingressou na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) durante a Guerra Fria. Este período de tensão emergiu após a Segunda Guerra Mundial, quando americanos e russos, aliados e vencedores da Segunda Guerra (1939-1945), disputavam no xadrez da geopolítica a influência global de suas ideologias. Conheça cinco recomendações de leituras para você "mergulhar" neste período:

Guerra fria história e historiografia - Sidnei José Munhoz

##RECOMENDA##

Guerra Fria: História e Historiografia promove uma reflexão acerca do conflito "Guerra Fria", evidenciando as relações de poder e seus desdobramentos que caracterizaram a política internacional no período de 1947 a 1991. Aborda diferentes debates relacionados às origens, ao desenvolvimento e ao desfecho do conflito a partir de um balanço de ampla produção historiográfica. O livro foi estruturado de forma a combinar a apresentação de reflexões teóricas adensadas e oferecer uma narrativa histórica dos eventos que conformaram a emergência, o desenrolar e o crepúsculo da Guerra Fria. A obra contempla o exame de temas relacionados à Segunda Guerra Mundial que influenciaram a emergência de conflitos entre os aliados, a Doutrina da Contenção, o Plano Marshall, a formação dos blocos capitalista e soviético, a intensificação e a mundialização dos conflitos, bem como a multiplicidade de diferentes aspectos que deram origem à conformação da Guerra Fria.

"Os últimos soldados da Guerra Fria: A história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita dos Estados Unidos" - Fernando Morais

No início da década de 1990, Cuba criou a Rede Vespa, um grupo ( 12 homens e duas mulheres) que se infiltrou nos Estados Unidos e cujo objetivo era espionar alguns dos 47 grupos anticastristas sediados na Flórida. O motivo dessa operação era colher informações com o intuito de evitar ataques terroristas ao território cubano. De fato, algumas dessas organizações ditas "humanitárias" se dedicavam a atividades como jogar pragas nas lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana e, quando Cuba se voltou para o turismo, depois do colapso da União Soviética, sequestrar aviões que transportavam turistas, executar atentados a bomba em seus melhores hotéis e até disparar rajadas de metralhadoras contra navios de passageiros em suas águas territoriais e contra turistas estrangeiros em suas praias.

"Guerra Fria: Um Guia Para Entender Tudo Sobre O Conflito Mais Tenso Do Séc. XX" - Guilherme Hiancki Monteiro

O conflito entre superpotências que nós conhecemos como Guerra Fria representou para a humanidade aquele que pode ser considerado o momento mais tenso de toda a sua trajetória em toda a sua história. Como chegamos a essa situação? Quais foram os seus principais motivadores? Como o nosso mundo atual foi forjado pelo conflito mais perigoso de todos os tempos? Estas são as questões que o autor propõe durante o corpo do texto.

"Era dos extremos (O breve século XX)" - Eric Hobsbawm

Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores da atualidade, dá seu testemunho sobre o século XX: "Meu tempo de vida coincide com a maior parte da época de que trata este livro", diz ele na abertura, "por isso até agora me abstive de falar sobre ele". Na obra ele passeia sobre os principais acontecimentos do século até a queda do Muro de Berlim (que para ele, encerra o século passado antecipadamente) e abandona seu silêncio voluntário para contar, em linguagem simples e envolvente, a história da "era das ilusões perdidas".

"O espião e o traidor: O caso de espionagem que acelerou o fim da Guerra Fria" - Ben Macintyre

Seguindo os passos do pai e do irmão, Oleg Gordievsky se tornou oficial da KGB após frequentar as melhores instituições soviéticas. Porém, ao contrário deles, nutria uma secreta aversão pelo regime da URSS. Ele resolveu assumir seu primeiro posto da inteligência russa em 1966. Em 1974, tornou-se agente duplo do MI6, o serviço de inteligência britânico, e dez anos depois era o homem mais importante da União Soviética em Londres. Gordievsky ajudou o Ocidente a virar o jogo contra a KGB na Guerra Fria, expondo espiões russos, fornecendo informações de extrema relevância e frustrando incontáveis planos de espionagem. Ele foi fundamental para distensionar a relação com a liderança soviética, que estava cada vez mais paranoica com a possibilidade de um ataque nuclear dos Estados Unidos.

O MI6 tentou ao máximo proteger seu espião, nunca revelando o nome de Oleg para seus colegas da CIA. Só que a agência americana estava determinada a descobrir a identidade da fonte britânica privilegiada. Essa obsessão acabou condenando Gordievsky: o homem designado para identificá-lo era ninguém menos que Aldrich Ames, que se tornaria famoso por espionar secretamente para os soviéticos.

O poeta pernambucano Miró da Muribeca precisou ser internado em um hospital do Recife, nesta sexta (06), por conta de complicações em seu estado de saúde. Uma campanha que visa levantar fundos para custear o tratamento do escritor está disponível em suas redes sociais. 

Miró vinha se tratando em virtude do alcoolismo desde o início deste ano. Nesta sexta (06), uma postagem em seu perfil oficial no Instagram informou aos fãs sobre a nova internação. Em entrevista ao LeiaJá, Wellington de Melo, escritor e amigo do poeta, informou que ele está passando por exames na emergência de um hospital no Recife, "por conta de algumas comorbidades que possui", e aguarda por um encaminhamento.

##RECOMENDA##

[@#video#@]

Enquanto isso, o poeta conta com a solidariedade do público. "Como ele não tem condições de trabalho ultimamente, os fãs e apoiadores podem ajudá-lo", disse Wellington. Um número de PIX foi disponibilizado e também é possível colaborar com a doação de luvas descartáveis, máscaras e álcool 70%. As informações estão no perfil oficial de Miró no Instagram. Já as doações em dinheiro podem ser feitas através do PIX: 341.126.264-87 - João Flávio Cordeiro da Silva.

 

Nesta sexta, 5 de maio, é celebrado o Dia da Língua Portuguesa. Que tal celebrar o quinto idioma mais falado no planeta, por cerca de 300 milhões de pessoas em todos os continentes e prestigiar a produção de autores nacionais, de difentes escolas estéticas e épocas? O Leia Já separou uma lista de livros para comemorar a data:

Primeiras Estórias- Guimarães Rosa

##RECOMENDA##

Publicado em 1962, é composto por 21 contos ambientados numa zona rural não-específica. As narrativas curtas falam de temas diversos, como a busca pela felicidade, autoconhecimento e “as maneiras de se conviver com a inevitável finitude da vida”. Em 1994, um dos capítulos mais famosos do livro “A Terceira Margem do Rio”, foi adaptado para o cinema por Nelson Pereira dos Santos.  Em 1999, Pedro Bial também fez um filme inspirado em 5 contos da obra intitulado “Outras Histórias”.

Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

Policarpo Quaresma é um funcionário público, fluente em tupi-guarani e estudioso da cultura indígena. Ele acredita que o tupi-guarani deveria ser considerado a língua oficial do Brasil e quer provar para todos o seu ponto de vista. Publicado em 1915, o romance é considerado pré-modernista pelas características do nacionalismo. Além disso, a obra possui um filme “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, lançado em 1998.

Ideias para adiar o fim do mundo – Ailton Krenak

Adaptação de duas conferências e uma entrevista realizadas em Portugal, entre 2017 e 2019. O autor é considerado um dos maiores pensadores indígenas. Nascido no Vale do Rio Doce, ficou conhecido por discursar na Assembleia Constituinte em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta de jenipapo na luta pelos direitos indígenas. No livro, ele critica o afastamento da humanidade da natureza e diz que ideia de adiar o fim do mundo é “sempre poder contar mais uma história”

Um solitário à espreita: Crônicas – Milton Hatum

Publicado em 2013, nesta obra o autor três vezes ganhador do Prêmio Jabuti expõe suas opiniões e visão de mundo sobre o futuro da literatura, os difíceis anos vividos sob o regime militar e a mudança de realidade das cidades grandes.

Por Maria Eduarda Veloso

 

 O Dia da Literatura Brasileira é uma homenagem e incentivo à leitura no país, comemorado anualmente no dia 1 de maio. No Brasil, a porcentagem de escritoras mulheres ainda é pequena se comparada aos escritores homens. Por isso, cada conquista feminina importa. Como a da escritora e jornalista, Karla Maria, que ganhou o Prêmio Guarulhos de Literatura em primeiro lugar na categoria “Livro do Ano” e em segundo lugar como “Escritora do Ano”, com sua obra “O Peso do Jumbo”. 

O livro apura histórias de dentro e fora dos presídios de São Paulo e Rio Grande do Sul, revela a humanidade e a falta dela no sistema que aprisiona sem expectativa de ressocialização e de combate ao crime. “Mulheres de chapinha no cabelo e havaianas nos pés dividem espaço com crianças e suas sacolas na fila na porta de um presídio masculino. Elas carregam alimentos, histórias e pecados alheios. É o peso do jumbo”, começa a sinopse do livro. 

##RECOMENDA##

“Falamos de uma sociedade totalmente desigual (...) e hoje, em 2022 eu penso que,  nossa, eu escreveria isso diferente, escreveria melhor (...) eu nunca vou alcançar a perfeição da pesquisa e do meu texto”, afirma a jornalista e escritora Karla Maria sobre o processo de escrever o livro. 

Karla Maria participou da Feira Literária que ocorreu na Universidade Guarulhos, em 28 de abril, juntamente com outros escritores como Alex Francisco e Luciene Muller. No evento, houve a exposição dos livros de cada autor e uma palestra.  

Por Camily Maciel

Na próxima sexta-feira (6), o músico e escritor Fred Anjos vai lançar na Casa Balaio, em Casa Amarela, o seu primeiro livro. Intitulado A Morte das Coisas que Acredito, o projeto do artista recifense interliga o universo da música com a magia da literatura. "O livro é uma provocação, vem para suscitar dúvidas e nos fazer pensar - Por que morremos? Por que sofremos?", explica Fred.

Radicado em Lisboa, Portugal, o autor aborda no drama ficcional a história de Pedro Blantes, um garoto que enfrenta dúvidas existenciais e confrontos filosóficos. Durante o encontro com os leitores, Fred Anjos vai bater um papo no local sobre a obra e apresentar um pocket show com músicas que embalam a trama da publicação.

##RECOMENDA##

Fred aproveitará a interação com o público para autografar os livros. O evento está marcado para começar às 19h.

Serviço

Lançamento do livro A Morte das Coisas que Acredito, de Fred Anjos

6 de maio | 19h

Casa Balaio - Rua Ferreira Lopes, 129, Casa Amarela

Couvert artístico do pocket show: R$ 15

Preço do livro: R$ 40

Estão abertas as inscrições para o 7º Prêmio Cepe Nacional de Literatura e para o 4º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil. Elas podem ser feitas através do site www.cepe.com.br/premio-cepe em processo totalmente digital. Interessados devem escolher uma categoria e inscrever uma obra inédita. Os concursos literários da Cepe Editora estão entre os mais importantes do país, oferecendo prêmio no valor total de R$100 mil,  dividido entre as cinco categorias definidas. As inscrições seguem até o dia nove de junho.

O 7º Prêmio Cepe Nacional de Literatura contempla as categorias de Romance, Poesia e Conto, concedendo aos vencedores de cada uma delas R$ 20 mil, além da publicação do livro. A mesma proposta é adotada no  4º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil, que destinará valores de R$ 20 mil para os primeiros lugares nas categorias infantil (obras voltadas para leitores iniciantes e em processo a partir dos 6/8 anos, respectivamente)    e infantojuvenil (obras voltadas para leitores fluentes e críticos a partir dos 10/12 anos, respectivamente), além da edição do livro. 

##RECOMENDA##

Estão aptos a concorrer aos prêmios brasileiros natos, residentes no país ou no exterior, ou brasileiros naturalizados, independente de sexo. Menores de 18 anos deverão ter autorização dos pais ou responsáveis. Os candidatos poderão inscrever uma única obra  por edital, com tema livre, escrita em português, com no máximo cento e vinte mil caracteres, contando os espaços. O original não poderá ter sido previamente publicado parcialmente ou em sua totalidade. 

Para o 7º Prêmio Cepe Nacional de Literatura foram constituídas duas comissões julgadoras formadas por profissionais de renome na área de literatura responsáveis pela pré-seleção das obras e julgamento final.  Para o Infantil e Infantojuvenil, os trabalhos inscritos serão avaliados por uma comissão que fará tanto a pré-seleção como o julgamento final. Para garantir a privacidade dos membros das comissões, os nomes só serão revelados quando do anúncio do resultado final dos dois concursos. A avaliação das obras inscritas levará em conta critérios como originalidade, qualidade técnica, valorização da cultura brasileira, domínio da linguagem e estímulo à leitura. 

O formulário de inscrição, editais dos respectivos prêmios, entre outras informações,  estão disponíveis  no site  www.cepe.com.br/premio-cepe. Para mais informações e esclarecimento de dúvidas, a coordenação disponibilizou o  e-mail duvidaspremio@cepe.com.br. O anúncio das obras vencedoras acontecerá até o dia 10 de novembro de 2022. 

*Via assessoria de imprensa. 

A Aldeias Infantis SOS promoverá uma feira literária com atividades gratuitas, no dia 30 de abril, das 9h às 18h, em formato on-line, no canal do YouTube do Projeto Fortalecer. O evento contará com lançamentos literários, oficinas, mediação de leituras e apresentações culturais, como música e teatro. A celebração especial é fruto da 3ª edição do Projeto Fortalecer, que este ano foi nomeada de 1ª Feira Literária Fortalecer: Território Cultura e Saberes, e contará com a participação de 210 crianças e adolescentes, de 6 e 16 anos, atendidos pela Aldeias Infantis SOS em Pernambuco.

Os trabalhos que serão apresentados na Feira são frutos das atividades desenvolvidas nas três cidades onde o Projeto Fortalecer é realizado: Recife, Paulista e Araçoiaba. São oficinas e ações de incentivo à leitura, que ajudam e estimulam o aprendizado e a criatividade, maneira lúdica e adaptada para cada faixa etária.

##RECOMENDA##

As famílias das crianças e adolescentes apoiados pelo projeto participaram de rodas de conversa sobre a importância do cuidado e fortalecimento dos vínculos afetivos, prevenindo a perda do cuidado parental. Os participantes do projeto também  receberam cestas básicas, vales refeições, kits de higiene e limpeza com álcool 70%, e máscaras de proteção.

Um dos beneficiados com essas ações foi o adolescente, Klebson de Moura Silva, de 13 anos. Morador de Paulista, no Grande Recife, começou a frequentar as atividades e oficinas do Fortalecer há um ano. O garoto revela que no início tinha muita dificuldade na leitura e de se relacionar em família e na escola. Hoje, tomou gosto pelo prazer de ler e faz parte do grupo de mediadores de leitura e do grupo de teatro do projeto.

"Percebemos uma mudança de autoestima, de relacionamento com os colegas e com a família. Além da leitura, que evoluiu muito, é visível o prazer dele em ler", comenta Ana Paula Nascimento, Coordenadora do Projeto Fortalecer.

Outro adolescente que teve a vida impactada pelo projeto foi José Felipe Souza, de 12 anos. Tímido e com muita dificuldade na leitura, ele achava impossível escrever um livro. Com a participação nas atividades e oficinas, passou a ser mais comunicativo e expressivo. Durante a iniciativa, ele confeccionou um livro utilizando a técnica de cartonagem, aprendida ao longo do Fortalecer.

Lançamento do livro

A 1ª Feira Literária Fortalecer marcará o lançamento oficial do livro Vai Passar! Relatos da Pandemia. Escrito por seis crianças, duas de cada território da Aldeias Infantis SOS em Pernambuco, o livro foi desenvolvido dentro do projeto Escritor para o Futuro, promovido pela NeoEdu, em parceria com a Organização. A obra traz o ponto de vista das crianças sobre a pandemia da Covid-19. Silas de Oliveira, de 13 anos, é um dos autores e foi o responsável pelo desenho que ilustra a capa da obra.

"A mãe de Silas nos informou que ele estava em uma fase complicada em casa, dando muito trabalho e sem querer fazer as atividades. Ele começou a fazer as oficinas sem muita vontade e chegou a dizer que não iria participar das oficinas de mediação, mas quando viu os amigos, se animou e fez o maior sucesso. Agora, tomou gosto pela mediação e se tornou um dos mais atuantes, tanto que participou do livro, escrevendo e desenhando a capa", resumiu Ana Paula. O livro já está disponível para leitura de forma virtual.

Serviço

1ª Feira Literária Fortalecer: Território, Cultura e Saberes

30 de abril | 9h às 18h

Local: Transmissão pelo Canal do YouTube – Fortalecer: Território, Cultura e Saberes

Da assessoria

Menor que uma carta de baralho, um livro de poemas escrito por Charlotte Brontë quando ela tinha 13 anos foi comprado por 1,25 milhão de dólares por uma associação literária britânica, que anunciou nesta segunda-feira (25) que vai doá-lo ao museu dedicado a essa autora inglesa do século XIX.

Com o título "A Book of Ryhmes by Charlotte Brontë, Sold by Nobody, and Printed by Herselt" (Um Livro de Rimas de Charlotte Brontë, Vendido por Ninguém e Impresso por Ela Mesma), o manuscrito de papel pardo de 15 páginas, datado de 1829, costurado à mão e composto por uma coleção de dez poemas inéditos, foi anunciado na semana passada em Nova York.

##RECOMENDA##

Colocado à venda por um proprietário anônimo, foi comprado por US$ 1,25 milhão pela Friends of National Libraries, uma organização britânica sem fins lucrativos que trabalha para preservar a herança literária do país.

"Salvar o pequeno livro de Charlotte Brontë é uma grande conquista para o Reino Unido", afirmou Geordie Greig, presidente da associação, que o doará ao Museu Brontë, situado em Haworth, no norte da Inglaterra, onde a escritora cresceu.

Nascida há 206 anos em 21 de abril de 1816, quando criança Charlotte se divertia com suas irmãs e irmão inventando histórias intrincadas em um mundo de fantasia sofisticado.

Seu trabalho posteriormente gerou clássicos da literatura inglesa como "Jane Eyre" de Charlotte Brontë, "Wuthering Heights" de Emily Brontë e "The Lodger of Wildfell Hall" de Anne Brontë.

Em novembro de 2019, um manuscrito em miniatura de Charlotte Brontë já havia sido vendido por cerca de US$ 850.000.

Em dezembro passado, os Amigos das Bibliotecas Nacionais já compraram uma coleção de livros e manuscritos, incluindo sete miniaturas de Charlotte, por 15 milhões de libras (19,5 milhões de dólares).

Nesta semana  é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. Além da alfabetização, o hábito de ler proporciona diversos benefícios para as crianças. A pedagoga Yasmin Carreira destaca a importância de incentivar a leitura durante a infância: “Desperta a imaginação, ela ajuda no desenvolvimento da fala, ajuda nas relações sociais, a criança aprende a ouvir e a relacionar a vida com a história contada ou lida”, conta. 

Carreira também ressalta a participação da família na rotina de leitura “Ao ler uma história para seus filhos os pais estão demonstrando amor, carinho e o mais importante, o conhecimento por meio da leitura, despertando na criança que ler é um momento mágico e único entre ela e seus pais”. Segundo ela, é preciso que as famílias se esforcem para mudar o conceito equivocado segundo o qual ler não é algo cansativo e sim muito divertido.

##RECOMENDA##

“A leitura é essencial para que a criança cresça e se desenvolva de maneira significativa, para se tornar um adulto pensante e leitor”, completa a professora.

Para isso, ela indica três livros infantis:

• Menina Bonita do Laço de Fita -  Ana Maria Machado• O Monstro das Cores -  Anna Llenas• O pequeno príncipe para crianças pequenas - Antoine de Saint-Exupéry

Por Maria Eduarda Veloso

[@#galeria#@]

O grupo de manifestações culturais Mayaná, fundado em 11 de novembro de 2005, trabalha intensamente para divulgar a cultura paraense. Idealizado pela professora Suely Alves, na Escola Estadual Eneida de Moraes, no conjunto Júlia Seffer, em Ananindeua, os artistas têm como base o ritmo tradicional do carimbó.

##RECOMENDA##

Logo no primeiro ano de fundação, o Mayaná se apresentou em Recife, no Festival Nacional da Juventude. Dali em diante, ampliou a participação com pessoas de fora do colégio, com ex-alunos e comunidade em geral.

Atualmente com 11 integrantes, os músicos do Mayaná investem na formação parafolclórica. “A professora Suely já tinha uma raiz na cultura do carimbó, foi dançarina dos grupos parafolclóricos nos municípios de Ananindeua e Belém. Então ela fundou o grupo sem pretensão nenhuma, apenas para mostrar um pouco da cultura do Pará no festival. Só que o grupo foi tomando uma proporção e nós estamos com 16 anos de existência e resistência cultural aqui no município”, disse Geraldinho Roots, integrante do Mayaná há sete anos.

O grupo começou cantando as músicas populares paraense, mas sentiu a necessidade de ter seus trabalhos autorais. “A gente sentia que o grupo precisava de uma identidade. Eu e o poeta começamos a compor e a escrever músicas. Montamos o espetáculo 'Mãe Natureza' com música e dança (parafolclórico) e que já foi apresentado algumas vezes na Estação das Docas, no Teatro Maria Sylvia Nunes”, contou Geraldinho Roots.

Em um dos videoclipes do grupo, a música "Pescador" contou com a inclusão para deficientes auditivos: foi traduzida em libras. A ideia de fazer essa inclusão surgiu após o grupo ter vencido em 2019 o festival de música "Outros Nativos”.

Em julho, o Mayaná participará de dois festivais: na primeira semana, na cidade de Parauapebas, no “Festival Folclórico da Amizade”; no terceiro final de semana, em Salvaterra, no “Festival Marajoara de Cultura Amazônica”.

Conheça o canal do grupo no Youtube.

Por Beatriz Reis, Hanna Tourinho, Ramon Ferreira e Wellen Sousa (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel).

No Dia do Amigo (18), é importante lembrar sobre a importância das relações de amizade na vida cotidiana. Uma boa amizade ajuda a manter nosso corpo e mente em forma. Além de uma boa alimentação, rotina de exercícios e sono, ter relações sociais estabilizadas e satisfatórias são componentes essenciais na construção de uma vida saudável.

Um estudo recente de Harvard concluiu que amizades sólidas em nossas vidas ajudam a promover a saúde geral do cérebro. As amizades nos ajudam a lidar com o estresse, fazer escolhas melhores, encontrar um estilo de vida compatível e longevo, além de ajudar na recuperação de doenças.

##RECOMENDA##

Mas além de nos ajudar fisicamente, a amizade também é fonte de muita inspiração e, por vezes, arte! Neste Dia do Amigo, preparamos uma lista com leituras essenciais para descobrir e explorar mais os limites do que é ser um amigo, confira:

Capitães da Areia - Jorge Amado: Este é um dos livros mais aclamados de Jorge Amado. Capitães de Areia narra a vida de um grupo de meninos de rua que, para sobreviver, praticam pequenos delitos em Salvador. O livro acompanha a vida de quatro personagens centrais, são eles: Pedro Bala, o líder do grupo; Professor, o único letrado que ensina os outros; Pirulito, o mais religioso do grupo e, por fim, Gato, o mais galante dos quatro.

Esquecidos pelas autoridades e entregues à própria sorte, os garotos são obrigados a conhecer o lado insalubre da vida enquanto ainda contam com a inocência juvenil, que os une em grupo.

Sociedade dos Poetas Mortos - Nancy H. Kleinbaum: O livro homônimo ao filme conta com reflexões sobre o papel e a existência de cada aluno em sala. O professor cumpre o papel de instigar os mesmos a pensarem sobre a fragilidade do que é viver e também sobre o tempo que cada um tem para realizar seus sonhos. Uma expressão repetida no filme, muito dita nos dias de hoje, é o famoso “Carpe Diem”, ou aproveite a vida/momento. Alguns dos alunos começam a aplicar as filosofias do professor e viver de acordo com os próprios ideais, recriando a “Sociedade dos Poetas Mortos”, grupo que havia sido elaborado pelo próprio professor em sua passagem pela escola.

Ao recriar o grupo, os alunos passam a se encontrar à noite em uma caverna próxima à escola. Com o ressurgimento da Sociedade, cada aluno se vê envolvido e experimenta uma verdadeira revolução em suas vidas, encontrando novos interesses, vocações, amizades e, principalmente, fazendo florescer a juventude através da inspiração poética.

Da Amizade - Montaigne: “Da Amizade” surgiu de um momento sombrio na vida de Montaigne. O ensaio foi redigido após o falecimento de Etienne de la Boétie, melhor amigo do autor. Acontecimento este tão marcante para o autor que ele escreve: “O  mesmo dia trouxe a ruína de ambos”.

No livro, Montaigne busca reaver a consciência de si, dilacerada após o falecimento de Etienne, porém, sua dor e sofrimento são geradoras de um dos textos mais belos sobre o tema. Montaigne diz: “Assim como quem quer contemplar-se olha no espelho, quem quer conhecer-se olha-se no amigo”.

Com o Mar Por Meio. Uma Amizade em Cartas - Jorge Amado e José Saramago:

A amizade de Jorge Amado e José Saramago teve início quando ambos já contavam com uma idade avançada e consolidada carreira literária, porém, tal fato não impediu com que ambos desenvolvessem uma profunda relação de amizade e afeto através de cartas trocadas.

Este livro é uma coletânea de escritos trocados entre 1992 e 1998, conta com bilhetes e cartas que discorrem sobre a vida pessoal, profissional, conselhos etc. Os autores debatem com humor sobre os prêmios recebidos, especulam quem será o próximo a receber um Nobel e, principalmente, mostram uma preocupação geral com o bem-estar do outro e de suas respectivas companheiras.

Por Matheus de Maio

O coordenador dos cursos de Comunicação Social, Design, Fotografia e Filmmaker da Universidade Guarulhos, Alex Francisco, conquistou o primeiro lugar no concurso “Prêmios Literários” na categoria Dramaturgia por sua inédita obra literária “A Nevasca”. A entrega do prêmio foi na última sexta-feira (15). Reconhecido pelo Programa Selva de Incentivo à Arte e à Cultura da Fundação Cultural do Pará (FCP), o prêmio é direcionado a publicações inéditas com o objetivo de incentivar as atividades literárias desenvolvidas no país.

 “A UNG nos apoia e incentiva para que possamos desenvolver novas frentes de trabalho, promovendo reconhecimento e destaque para a cena de dramaturgia e audiovisual da região. Então, estou muito feliz, pois é uma realização. É o meu terceiro livro de dramaturgia e um divisor de águas, pois mudei o estilo de escrita que já trabalhava em outras obras e deu certo”, comemorou o coordenador  e professor Alex Francisco, que é mestre em Comunicação Social pela ECA/USP. “A dramaturgia é a base para as narrativas, sejam ficção ou não ficção. O profissional da Comunicação precisa compreender as possibilidades que as narrativas permitem na construção de mensagens, em diversas plataformas”, finalizou.  

##RECOMENDA##

O texto conta a história da terapeuta Hilda e do paciente Noir, que ficam presos no consultório por causa de uma forte nevasca. Com inspiração na poesia concreta, o drama psicológico traz debates sobre relações humanas, uma vez que os personagens entram em conflito durante a sessão de terapia.

“A narrativa se constrói pela sutileza e violência dos gestos dos personagens. É sobre isso o texto aqui apresentado: a delicadeza violenta daquilo que somos feitos”, escreveu a Profa. Dra. Maria Aparecida Ruiz, professora do curso de Comunicação da UNG, no prefácio do livro.Assim como “A Nevasca”, os outros livros premiados no concurso passarão pelos centros culturais do estado paraense. 

Por Camily Maciel

 

Está no ar o financiamento coletivo do livro Valsa dos Cogumelos – A Psicodelia Recifense 1968/1981, do jornalista Rogério Medeiros. A obra, resultado de uma pesquisa que incluiu mais de 50 entrevistas, traz histórias de nomes como Ave Sangria, Lula Côrtes, Flaviola, Marconi Notaro, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Robertinho de Recife, Aratanha Azul, Ricardo Uchôa, Zé da Flauta, Laboratório de Sons Estranhos, Nuvem 33, entre outros.

 “O período de 1968 a 1981 foi escolhido por ter sido o momento de maior produção e destaque dessa cena. Era uma música que não estava em conformidade com o mercado fonográfico da época, porém, gerou discos que resistiram ao tempo e hoje acumulam fãs por todo o mundo, como Paêbirú, Satwa, Marconi Notaro no Sub Reino dos Metazóarios e Indra. Muitos deles foram registrados graças  à Rozenblit, um complexo de estúdio e fábrica de discos que havia no Recife e abriu suas portas para aquela proposta experimental”, explica o autor Rogério Medeiros.

##RECOMENDA##

Depoimentos, matérias jornalísticas e fotos inéditas contam detalhes das gravações de discos que hoje são objetos de colecionadores, da formação de bandas, ensaios, shows e apresentações coletivas emblemáticas como a Feira Experimental de Música, em Fazenda Nova, em novembro de 1972 e o Primeiro Parto de Música Livre do Nordeste, no Teatro Santa Isabel, em junho de 1973. O autor conseguiu ainda localizar e escutar os registros de um dos concertos mais simbólicos da época, o 7 Cantos do Norte, que reuniu músicos pernambucanos e cearenses na igreja do Carmo em outubro de 1974.

A pesquisa surgiu como trabalho de conclusão do curso de jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2004. “Sempre gostei e ouvi esses músicos e percebi que suas histórias valiam ser registradas em mais detalhes. Muitos desses discos foram relançados no século 21 por selos norte-americanos e europeus, confirmando a universalidade e importância da música dessa turma”, completa Rogério.

Quem quiser contribuir com a publicação do livro, pode apoiar o projeto no site. Estão disponíveis recompensas que podem incluir, além do livro impresso, reproduções de pôsteres da época.

Da assessoria

[@#video#@]

Após quase sete anos de estudos, pesquisas e diálogos, o grupo Narramazônia (Narrativas Contemporâneas na Amazônia Paraensepublicou seu primeiro e-book: “Narr’Amazônia: Modos de Ser e Estar no Mundo”. A obra é uma coletânea formada com base nas relações das narrativas com as práticas sociais e culturais na Amazônia, organizada por duas comunicólogas e um letrólogo, os coordenadores do projeto: Professoras Alda Cristina Costa e Vânia Torres Costa e professor Paulo Nunes.

##RECOMENDA##

Segundo Vânia Torres, jornalista e doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a complementação entre Comunicação e Literatura funciona muito bem, visto que são áreas afins quando se pensa em narrativas. “Discutimos a partir dos textos literários, dos textos jornalísticos, dos textos publicitários e dialogamos com outras áreas também”, diz.

De acordo com Alda Costa, jornalista e pós-doutora em Comunicação, Linguagens e Cultura pela UNAMA - Universidade da Amazônia, o sentimento de ver a primeira obra do projeto publicada é de gratidão e orgulho. “Estamos mostrando para a sociedade o que nós fazemos nas universidades: pesquisamos, estudamos e apresentamos resultados, para que todos possam participar desses resultados”, relata.

Criado em outubro de 2015, o grupo de pesquisa é realizado em parceria entre o Programa de Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC) da UNAMA e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) da Universidade Federal do Pará (UFPA), registrado no Diretório de Grupos de Pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “A gente precisa mostrar que a Amazônia não é uma terra do exótico nem um vazio de inteligência. Assim, as duas instituições de pesquisa, UFPA e UNAMA, se reuniram para pensar uma forma de dar sistematização à teoria e à prática, ou estudar as práticas de narrativa na região amazônica”, disse Paulo Nunes, letrólogo e doutor em Letras - Literaturas em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

O e-book possui duas partes e foi escrito com 24 colaboradores, dentre eles professores, pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação da UNAMA e UFPA, todos integrantes do grupo de pesquisa, reunindo, em 20 capítulos, Comunicação, Letras, Literatura e Artes. Alda Costa diz que a interdisciplinaridade só valoriza o saber. "Foi muito frutífero, a gente dialoga muito bem.”

Vânia Torres acredita que a obra pode e deve ser fonte para futuros pesquisadores. “Acho que qualquer produção científico-acadêmica é base para outras produções. Então, se tem alguém pensando em estudar narrativas, alguém da comunicação, da literatura, pensando em narrar como experiência humana, ele deve consultar nosso livro, deve ser, sim, uma fonte de consulta para futuras reflexões”, aponta.

Para ter acesso ao e-book, basta clicar no link abaixo.

https://www.editorafolheando.com.br/narr-amazonia-pg-9c318

Por Lívia Ximenes e Clóvis de Senna (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel.

No dia 23 de abril, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) vai promover a 3ª edição da Festa Literária do Livro Digital. O evento Evento levantará discussões sobre a cultura na internet. Com curadoria da produtora cultural Patrícia Guedes, a programação será composta por uma série de três painéis com escritores, empreendedores e estudiosos, que irão abordar a literatura no contexto da cultura digital.

Os conteúdos serão propagados no canal da Fundaj no YouTube e também nas redes sociais da instituição. Logo na abertura, às 16h50, será realizada uma homenagem à escritora e acadêmica paulistana Lygia Fagundes Telles, da Academia Brasileira de Letras, que faleceu no último dia 8, aos 98 anos. A homenagem à escritora, que era conhecida como 'a dama da literatura brasileira', vai ser em vídeo com leitura de um trecho de artigo do jornalista Marcus Prado.

##RECOMENDA##

"A internet se mostra a cada dia um espaço somador de talentos. Nele, artistas, professores, escritores, pesquisadores e quem vive da comercialização da cultura encontraram um meio para chegar a mais gente e com mais agilidade. Por isso, é tão importante debater esse contexto", observa Antônio Campos, presidente da Fundaj.

A iniciativa do projeto conta com a participação de nomes como a escritora portuguesa Maria João Cantinho, a cantora Erica Natuza, que estuda o mercado de NTF na música, e o presidente da plataforma de autopublicação Clube de Autores, Ricardo Almeida. 

Os painéis terão, cada um, uma hora de duração, com mediação do professor Adriano Portela, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). No primeiro, que terá como tema Literatura e a Era Digital, participam das discussões Mell Ferraz, do canal Literature-se; Ricardo Almeida, do Clube de Autores; a escritora e dramaturga Margarett Leite; e a escritora Maria João Cantinho.

"O hábito de ler de forma multiplataforma é uma realidade no mundo inteiro e o Brasil faz parte desse mundo. O crescimento do hábito de leitura é a mesma coisa aqui no país do que em qualquer outro lugar", comenta Ricardo Almeida. Ele ressalta que a realidade da autopublicação ditando o futuro da literatura é realidade no Brasil.

Confira a programação:

Abertura - 16h50

Homenagem à escritora e acadêmica paulistana Lygia Fagundes

Mensagem do Presidente da Fundaj, Antônio Campos

Painel I

17h às 18h - Literatura e a Era Digital

Mell Ferraz, do canal Literature-se

Ricardo Almeida, do Clube de Autores

Margarett Leite, escritora e dramaturga

Maria João Cantinho, escritora portuguesa

Mediação: Adriano Portela, professor da Universidade Católica de Pernambuco

Painel II

18h às 19h - Arte Digital (NFT)

Siddhartha Moraes, sócio-fundador da Roadmaps

Fábio Paiva, professor da Uninassau

Erica Natuza, cantora

Laerte Silvino, ilustrador, quadrinista e autor de literatura infantil

Mediação: Adriano Portela, professor da Universidade Católica de Pernambuco

Painel III

19h às 20h - Ferramentas Digitais

Flávia Peres, doutora em psicologia

Isabela Andrade, diretora de Negócios e Relacionamento da Berlim Digital

Adriana Mayrink, produtora cultural e escritora

Larissa Araújo, publicitária

Mediação: Adriano Portela, professor da Universidade Católica de Pernambuco

Da assessoria

O poeta Cássio Tavares lança, neste sábado (9), o seu primeiro livro autoral de poesias. A obra intitulada ‘A Quarta Ponta do Triângulo’ conta com apoio do edital LAB-PE21. O livro trata de temas sobre cidade, cotidiano, desigualdade social, amor e as experiências pessoais do autor, “um poeta e trabalhador que transita na cidade caótica e, sobretudo, que a reinventa”

Segundo Cássio, “sua poesia traz as marcas e os gestos das emoções cotidianas vividas no urbano por pessoas que transitam pela cidade do Recife”..O lançamento do livro acontece às 19 horas, no espaço cultural República Independente da Várzea, que fica na rua Azeredo Coutinho, 105, Várzea, Recife.

##RECOMENDA##

[@#video#@]

Mulheres estão alcançando o protagonismo dentro de diversos campos artísticos, de diversas formas, e elas ainda têm muito a conquistar. Na literatura, a MC e poeta Shaira Mana Josy criou o projeto de competição Slam Dandaras do Norte, do qual participam mulheres que se expressam por meio da poesia, do hip hop, do rap, do grafite e também da fotografia.

A artista conta que, por vir do movimento do hip hop, especificamente do rap (rhythm and poetry, ou ritmo e poesia), percebeu que escrever e declamar poesias potencializava o trabalho delas e se tornou uma necessidade. “Na poesia podemos expressar nossas inquietações, revoltas e mandamos mensagens com temas diversos, principalmente pelo fato de não ser uma poesia qualquer, e sim a poesia marginal ou periférica”, diz.

##RECOMENDA##

Shaira acrescenta que na poesia cabe tudo e todos param para ouvir, refletindo sobre o que ouvem. Elas notaram uma explosão de saraus poéticos, a inclusão de poetas em eventos musicais e uma procura considerável pela arte e pela escrita delas nas academias.

Segundo Shaira, o Slam Dandaras do Norte abriu as portas para uma nova era de empoderamento feminino, já que até 2021 o projeto era exclusivo para as mulheres. “Conquistamos o respeito até das pessoas que já trabalhavam com a literatura mais tradicional”, complementa.

Para que a arte local seja mais valorizada, Shaira defende políticas públicas permanentes que possibilitem o acesso a editais que fomentam a arte e a desburocratização destes. “Na maioria das vezes puxamos do nosso bolso para comprar equipamentos como caixa amplificada, microfone, criar a identidade visual e divulgar o slam”, relata.

Shaira releva que o movimento já passou por momentos difíceis, com assédio e ataques machistas durante algumas apresentações. “Muitas coisas que abordamos ferem o orgulho da sociedade conservadora, racista, que tenta esconder seus preconceitos, e tentar nos calar é a solução”, aponta a artista.

Shaira fala sobre a influência que a arte delas tem em outras mulheres, que na poesia se identificam de alguma forma, expressam o desejo de participar do slam (do inglês slam poetry, uma competição poética) ou querem mostrar as próprias escritas. “No início é sofrido porque elas têm medo, mas aos poucos vão ganhando confiança, sentindo-se acolhidas no Dandaras do Norte, e quando menos esperamos, já estão declamando, cantando e publicando suas escritas”, conta.

A artista reafirma o propósito do slam de ser um espaço de proteção, incentivo e de fortalecimento das mulheres através da escrita poética. “Esse espaço já está demarcado e quando se ouve falar do Slam Dandaras do Norte, já se compreende a presença feminina e sua importância no processo de fortalecimento da arte produzida por mulheres”, conclui.

Veja, aqui, documentário sobre as Dandaras do Norte.

Por Carolina Albuquerque, Even Oliveira, Isabella Cordeiro e Karoline Lima (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel).

 

O mês de março é marcado por um data especial para a literatura. Dia 21 foi comemorado o Dia Mundial da Poesia, em referência e homenagem a homens e mulheres que usam as letras e palavras para contar histórias, expressar pensamentos ou críticas, provocar reflexões e paixões, expor sentimentos, sejam eles verdadeiros ou fictícios.

A data foi criada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1999, com o propósito de estimular a produção de poesia em todo o mundo e notabilizá-la como forma de arte.

##RECOMENDA##

Não há como negar a relevância da poesia. Afinal, quem nunca ouviu falar de Shakespeare? Ou mesmo, na cena brasiera, recebeu indicações de leitura dos clássicos Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade, Cecilia Meireles, Vinicius de Moraes, entre outros.

O Pará tem seus representantes, que bebem na fonte de Ruy Barata, assim como na “Academia do Peixe Frito”, criada no início do século XX, passando também por João de Jesus Paes Loureiro e Antônio Juraci Siqueira, até chegar em Raimunda Heliana Magalhães Pereira Barriga.

[@#video#@]

Mais conhecida como Heliana Barriga, nascida em Castanhal-PA, a poeta formou-se em engenheira agrônoma e é mestre em Genética e Melhoramento de Plantas. Como escritora, seu trabalho é dedicado à produção infantil.

Heliana é poeta, compositora e musicista, autora de livros infantis como “Abelha abelhuda” e “A perereca sapeca”– FTD/SP (1980); “trava trova língua” e “Livre”, Editora Tempo (2012); “Pirulítero” e “mala sem fundo” pela Editora Alternativa (2017). Ela conversou com o Portal LeiaJá Pará. Acompanhe a entrevista.

De onde veio o interesse pela poesia ?

Desde criança. Em adulta escolhi estudar Agronomia porque queria trabalhar ao ar livre. Considero as agricultoras de sementes as maiores poetas. 

De que maneira a poesia interfere na vida das pessoas ?

As pessoas ficam diferentes depois que se permitem à poesia. Inquietam-se para se buscar mais. Como se virassem ao contrário.  Elas ficam melhores. Percebem mais a vida.

Quando você se viu poeta ? Quanto tempo já está nesse segmento e quantas poemas escritos?

Quando percebi as diferenças sociais. Quando a minha criança interior começou a gritar alto dentro de mim. Estou nessa teimosia boa há mais de 40 anos. Considerando que escrevo pelo menos um poema por dia. Faça as contas. 

O que te move ou inspira para escrever poesia ?

Tudo e nada. Não vou atrás. Vem pra mim. Não perco nada para a poesia.

No mundo distante do afeto, das relações efêmeras, dos smartphones e redes sociais, qual é o espaço hoje da poesia no mundo ?

A poesia cava o seu espaço onde não tem. Quanto mais controvérsias, melhor. Ela é nonsense, inesperada, castigada, e desejada, mas teimosa acima de tudo. Se posiciona entre a verdade e a mentira, o certo e o errado. O amor e o ódio. O dia e a noite. O homem e a mulher etc.

Por Dinei Souza (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel).

 

A atriz Fernanda Montenegro, considerada uma das damas do teatro nacional, tomou posse nessa sexta-feira (25) à noite, na Academia Brasileira de Letras (ABL). Única concorrente à vaga, ela recebeu, no dia 4 de novembro do ano passado, 32 dos 35 votos possíveis e, aos 92 anos, é a primeira mulher a assumir a cadeira 17, sucedendo o diplomata Affonso Arinos de Melo Franco (1930-2020). 

Em seu discurso, Fernanda Montenegro agradeceu a classe artística e destacou a  posse de uma atriz para a ABL “William Shakespeare deixou eternizado esse  conceito estrutural da afirmação de uma arte. O mundo é um palco e todos nós, seres humanos, somos atores nesse palco. Agradeço muito ao meu coração e minha razão por estar sendo aceita nesta casa, protagonista, referenciada, da nossa mais alta cultura, que é a Academia Brasileira de Letras”, disse. 

##RECOMENDA##

“Emocionada, tomo posse da cadeira número 17. Sou atriz, venho desta mística arte arcaica que é o teatro. Sou a primeira representante da cena brasileira a ser recebida nesta casa. Esse meu ofício expressa uma estranheza compreensão. A raiz dessa arte está na complexidade de só existir através do corpo e da alma de ator ou de uma atrizao trazer a literatura dramática para a verticalidade cênica”, acrescentou

Logo após ser eleita, Fernanda manifestou em sua rede social, que a Academia Brasileira de Letras é um referencial cultural de 125 anos. “Abrigou e abriga representantes que honram a diversidade da nossa criatividade em várias áreas. Vejo a academia como um espaço de resistência cultural. Agradeço a oportunidade”. 

A atriz recebeu a notícia da eleição por meio da também imortal da ABL, Nélida Piñon.

Arlete Torres

Fernanda Montenegro é o nome artístico de Arlette Pinheiro Monteiro Torres, nascida no dia 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Atriz e escritora, ela é considerada uma das melhores atrizes do país. Foi a primeira latino-americana e a única brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz, em 1999, pelo filme Central do Brasil, do diretor Walter Salles. Foi também a primeira brasileira a ganhar o Emmy Internacional na categoria de melhor atriz pela atuação na série Doce de Mãe, da TV Globo, de 2013.

"Pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras", Fernanda Montenegro foi condecorada, em 1999, pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com a maior comenda civil do país, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito. Além dos cinco prêmios Molière, ela ganhou em 1998 o Urso de Prata no Festival de Berlim, pela interpretação de Dora no filme Central do Brasil. 

Em 2013, foi eleita a 15ª celebridade mais influente do Brasil pela revista Forbes. Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Fernanda leu o poema A flor e a náusea, de Carlos Drummond de Andrade, dublado em inglês pela também atriz Judi Dench.

Foi a primeira atriz contratada pela TV Tupi, em 1951, onde participou de 80 teleteatros. Em telenovelas, sua estreia ocorreu em 1954, como protagonista de A Muralha, na RecordTV. Trabalhou na maioria das emissoras produtoras de teledramaturgia, como Band, TV Cultura, RecordTV e Rede Globo, onde está desde 1981, além das extintas TV Excelsior, TV Rio e Rede Tupi.

Na área da literatura, a atriz publicou, em 2018, o livro Fernanda Montenegro: Itinerário Fotobiográfico e, no ano seguinte, lançou o livro Prólogo, Ato, Epílogo, pela Companhia das Letras, escrito em parceria com Marta Góes.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando