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Serão lançados nesta quinta-feira (13), em evento on-line, dois livros desenvolvidos durante o curso de Mestrado em Direitos Fundamentais da UNAMA - Universidade da Amazônia (UNAMA). As obras são assinadas pela advogada, mestra e professora Érika Alencar e pelo juiz e mestre Pedro Tupinambá.

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 O livro da advogada Érika Alencar, “Livre exercício da atividade econômica e mecanismos de preservação da empresa – Compliance, governança corporativa, turnaround, recuperação judicial e extrajudicial”, tem como objetivo identificar mecanismos que possam, em períodos de crise, ser utilizados para auxiliar empresas a saírem desse contexto.

A obra “O Contrato Intermitente e seus impactos no trabalho decente – Os efeitos na remuneração justa”, escrita por Pedro Tupinambá, procura analisar o Contrato Intermitente trazido para o Brasil através da reforma trabalhista, além de verificar se o contrato fere ou não o direito de uma remuneração justa, sendo um dos elementos do trabalho decente.

Ambos os autores ingressaram no Mestrado em Direitos Fundamentais em 2018, e concluíram em 2019/2020. As dissertações foram recomendadas para a publicação. O curso tem coordenação da professora Carla Noura.

O evento de lançamento ocorrerá de forma on-line, no dia 13 de maio, às 18h30, pelo link https://n9.cl/zade.

Por Roberta Cartágenes.

 

Após anunciar aposentadoria em 2019, o escritor Alan Moore, autor de HQs como "Watchmen" (1986), anunciou que voltará a escrever e que fechou contrato com a editora britânica Bloombury, responsável pela publicação da saga "Harry Potter". Serão dois projetos, uma coletânea de contos e uma saga de ficção científica.

O livro de contos, "Illuminations", tem lançamento programado entre setembro e novembro de 2022. Algumas das histórias que estarão na obra abordarão desde o quarto cavaleiro do apocalipse até conceitos de ficção científica associados à teoria do cérebro de Boltzmann. De acordo com a editora, essas histórias trazem o que há de melhor da imaginação de Moore na temática fantasia.

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segundo projeto é a saga "Long London", que será dividida em cinco volumes. O primeiro livro está programado para 2024. A história se passará na Londres de 1949 e deve mostrar uma versão inusitada da cidade, segundo o escritor. A editora Bloombury acredita que a série de livros será um épico inesquecível.

Toda a expectativa pelas novas obras se deve aos antigos trabalhos de Moore. O ápice da carreira do escritor contribuiu para formar ícones da cultura pop nas HQ’s e que, mais tarde, foram adaptadas para os cinemas. Em 1982, ele lançou "V de Vingança", que em 2005 ganhou uma versão nas telonas com Natalie Portman. Entre 1986 e 1987 foram lançados os primeiros exemplares de "Watchmen", adaptado para os cinemas em 2009. E em 1988, escreveu uma das maiores histórias do Homem Morcego da DC Comics, "Batman: A Piada Mortal".

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O governo federal provocou, novamente, a polêmica sobre a taxação de livros. No início do mês de abril, a Receita Federal publicou um documento com a defesa da incidência de impostos sobre os livros, na nova reforma tributária, sob alegação de que esses produtos não são consumidos pelos cidadãos mais pobres do Brasil.

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A equipe da área econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes, propôs substituir PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Caso o projeto de lei seja aprovado, a venda de livro passará a ser tributada com alíquota de 12%, perdendo benefícios fiscais.

Segundo a Receita, a desoneração conquistada pelo setor de produção e comercialização de livros não gerou redução no preço e aumento do consumo nos últimos 17 anos. Os técnicos também apontam que o baixo índice de leitura entre as famílias de baixa renda não justifica a isenção.

Na rede social Twitter, a deputada federal pelo Pará Vivi Reis (PSOL) disse que “livro não é coisa de rico” e lançou uma campanha - com a hashtag #NãoÀTaxaçãoDosLivros - para incentivar a leitura e repudiar a medida proposta. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) também lançou uma campanha contra o imposto.

A contadora Monique Melo acredita que a taxação dos livros pode ser prejudicial às pequenas e médias livrarias. “Acredito que seja um grande retrocesso. Além de ferir totalmente a Constituição, que prevê isenção de impostos neste setor, é importante que em um país desigual como o Brasil haja incentivo intenso à educação, informação e cultura. Negar informação de qualidade às pessoas é incabível”, afirmou.

Monique também acredita que o hábito da leitura pode influenciar muito na vida de uma pessoa. “É através da leitura que enxergamos nossos maiores medos, dificuldades, amor e resiliência relatados por alguém que sentiu a mesma coisa. Mas não somente isso, encontramos também respostas para nossas maiores dúvidas e aprendemos sobre absolutamente qualquer coisa que quisermos”, acrescentou Monique.

Melina Rossy, estudante de Medicina, diz que a proposta é retrógrada e que é necessário avaliar a questão cultural do país. “O governo tem que ter mais visão sobre a importância da leitura, desde o fluxo educacional, que vai refletir em um fluxo profissional e que vai refletir na economia, consequentemente. Tem que ter essa visão macro da coisa e não achar que começar a taxar os livros vai ser bom para a economia. Na verdade não é só uma questão econômica, é uma questão de uma estrutura social”, comentou.

A estudante frisa a importância da leitura. “A leitura move vidas, ela dá uma guinada e nisso a gente pode perceber o quanto ela é importante para chegarmos em lugares muito melhores. É uma grande necessidade e se a gente tiver uma maior inacessibilidade sobre isso, vai ficar mais complicado”, disse. “As pessoas precisam de apoio social do governo financeiramente, precisam ter oportunidade de escolherem seus caminhos, de escolherem que podem ser profissionais. Então, a leitura é muito isso. A leitura é fantástica e pode fazer coisas inimagináveis, as palavras realmente têm poder,” continuou a estudante.

A taxação de livros em 12%, defendida pelo Ministério da Economia, pode acabar prejudicando o próprio governo. O mais diretamente afetado será o Ministério da Educação (MEC), que é o maior consumidor do mercado editorial do país.

Em audiência pública realizada no dia 26 de abril, Nadja Rodrigues, coordenadora-geral dos Programas do Livro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), disse que o governo também vai pagar essa conta. “São comprados 150 milhões de livros. Está se atendendo uma população equivalente à de muitos países da Europa, por exemplo. Isso precisa ser visto porque o governo também vai pagar essa conta, porque é o maior consumidor do mercado editorial brasileiro. São R$ 2 bilhões. Com certeza isso vai reverter em mais custos no investimento total de material didático no país”, apontou.

A deputada federal pelo Rio Grande do Sul Fernanda Melchionna (PSOL), coautora do pedido para realização da audiência pública, disse que os ricos devem ser taxados, mas sobre a renda e não sobre o consumo. “Famílias com renda inferior a dez salários mínimos respondem por 50% do consumo de livros não didáticos e cerca de 70% dos didáticos”, disse. “É evidente que devemos ampliar o acesso, e não restringi-lo, como o governo ameaça fazer”, complementou.

Por Ana Vitória da Gama e Isadora Simas.

 

 

 

 

 

 

 

A literatura fantástica produzida em Pernambuco será tema de uma série de debates, com transmissão online, promovida pelo Toca o Terror.  A partir desta terça (27), três autores locais do segmento - Geraldo de Fraga, Frederico Toscano e André Balaio -, falam sobre sua trajetória literária e sobre o crescimento do gênero no país, em bate-papos transmitidos pelo canal do YouTube do coletivo.

Idealizado pelo produtor cultural Jarmeson de Lima, o projeto Diálogos Sobre a Literatura Fantástica em Pernambuco vai trazer ao público, através dos autores convidados, um pouco do cenário local e de como a literatura fantástica vem ganhando adeptos Brasil afora. Representando a produção pernambucana dentro do segmento, estarão na série  os escritores Geraldo de Fraga, Frederico Toscano e André Balaio.  

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Os debates serão exibidos pelo canal do YouTube do Toca o Terror, sempre às 20h. O projeto foi viabilizado pelo Edital de Formação e Pesquisa da Lei Aldir Blanc em Pernambuco e conta com produção da equipe do Toca o Terror.

Programação Diálogos Sobre a Literatura Fantástica em Pernambuco

Terça (27) - Geraldo de Fraga

Quarta (28) - André Balaio

Quinta (29) - Frederico Toscano

Com mais de 130 anos de história, o Choro - ou Chorinho, como é popularmente conhecido - é celebrado nesta sexta (23), dia do nascimento de Pixinguinha, uma das figuras exponenciais da música popular brasileira. Para celebrar a data, a escritora pernambucana Márcia Feitosa participa de uma live no @musicandarteoficial, às 20h, para falar sobre o ritmo e como ele influenciou na criação do seu livro infantil As viagens de Zequinha no terreno dos Chorões.

As viagens de Zequinha no terreno dos Chorões conta a história um menino de 11 anos que entra em uma viagem do tempo e volta ao ano de 1909 para, ao lado de um jovem Pixinguinha, desbravar o primeiro ritmo da MPB, o chorinho. O livro, que foi selecionado para ser distribuído em mais de 20 países pelo Livros for Kids, apresenta vários dos maiores nomes do Choro, como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Donga.

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Na live desta sexta (23), Márcia vai falar sobre sua obra e sobre chorinho com participação do músico Carlos Alberto. Além do bate-papo, eles vão mostrar um repertório com uma seleção refinada do ritmo e alguns chorinhos especiais que motivaram a criação do personagem Zequinha. 

Serviço

Live sobre o Dia Nacional do Choro

Sexta (23) - 20h

@musicandarteoficial

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Memória, Educação,  Cultura e Arte (Dimeca), realizará a II Festa Digital do Livro. O evento será promovido nesta sexta-feira (23), das 9h às 19h. Com o tema As Muitas Vozes do Livro, em alusão à narrativa oral, mas também aos novos formatos, como o audiobook, o evento terá dez horas de duração e celebrará o Dia Mundial do Livro.

Dentre os destaques da programação estão: bate-papo sobre os 50 anos do Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta (1971), de Ariano Suassuna, os 200 anos do poeta francês Charles Baudelaire e uma exposição dedicada ao folclorista e escritor Mário Souto Maior (1920—2001). Nesta edição, além da programação disponível no YouTube, o público poderá conferir seis episódios de um podcast exclusivo no Spotify.

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"Considero simbólico que iniciativas como estas sejam realizadas, sobretudo em um momento onde discutimos o futuro do livro e os desafios do mercado editorial. Nesta edição, vamos ainda mais fundo ao experimentar outros recursos e plataformas para discutir o livro, que permanecerá para sempre contemporâneo", celebra o presidente da Fundaj, Antônio Campos. "Reunimos o melhor nesta programação para ilustrar essas tantas vozes. São escritores, atores, professores e tantos profissionais cuja vida está inclinada a ler, escrever, aprender e ensinar", explica.

Dentre os convidados, está o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que participa do episódio de podcast O mundo de livro e o livro do mundo. Outros temas abordados na série de podcasts são A contemporaneidade de Miguel de Cervantes em Dom Quixote, A obra de William Shakespeare, O Romance d'A Pedra do Reino, As Flores do Mal e Vinte poemas desesperados de amor e uma canção amorosa de esperança.

Já no YouTube, a websérie Livros & Leitores é outra novidade apresentada. "O tom é intimista e afetivo. Leitores apaixonados falam sobre os livros que marcaram sua vida, suas primeiras leituras, experiências e aventuras nas reinações das palavras", explica o diretor da Dimeca, Mario Helio Gomes. Ainda na programação, o público confere o lançamento da exposição Mário Souto Maior: o etnólogo, o folclorista, o escritor, o educador, montada pela Biblioteca Blanche Knopf, onde está preservado o acervo pessoal do pernambucano, composto por 105 publicações.

Virtual e em vídeo, a construção aborda uma linha do tempo do escritor, desde as produções até prêmios recebidos e sua participação na Fundação Joaquim Nabuco. Diversos registros do acervo do Centro de Estudo da História Brasileira (Cehibra) são utilizados, como fotografias da infância, no casamento, no primeiro cargo e recebendo premiações, capas de livros premiados.

Em vida, Souto Maior publicou mais de 70 obras. Na sua trajetória profissional, também foi diretor do extinto Centro de Estudos Folclóricos, da Fundaj. "Dentro da exposição, a gente incluiu dois áudios: um onde Doutor Souto fala sobre ele mesmo, e outro em que um poema de sua autoria é lido pelo radialista Renato Phaelante", adianta a diretora da Biblioteca Blanche Knopf, Nadja Tenório Pernambucano, que conviveu com o escritor. Algumas produções do autor podem ser acessadas no site Villa Digital.

Programação:

9h — Podcast Ep. 1: A contemporaneidade de Miguel de Cervantes em Dom Quixote, com Mario Helio, Andrea del Fuego, Felipe Lindoso e Paulo Scott

11h — Podcast Ep. 2: A obra de William Shakespeare, com João Cezar de Castro Rocha, Rui Couceiro e José Cláudio

13h — Podcast Ep. 3: 50 anos de O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna, com Sidney Rocha, Carlos Newton Jr e Jonatas Ferreira

14h — Lançamento da exposição Mário Souto Maior: o etnólogo, o folclorista, o escritor, o educador

15h — Podcast Ep. 4: As Flores do Mal, nos 200 anos de nascimento de Charles Baudelaire, com Gilles Jean Abes, Luciana Calados Deplagne, Samarone Lima, Manoel Constantino e Ignácio de Loyola Brandão

17h — Podcast Ep. 5: Vinte poemas desesperados de amor e uma canção amorosa de esperança, com Gheusa Sena Leal e Maria Valéria Rezende

19h — Podcast Ep. 6: O mundo do livro e o livro do mundo, com Milton Ribeiro, Alfredo Gomes e Plínio Martins Filho

*Da assessoria

Um jovem escritor pernambucano tem chamado atenção por abordar o autismo em suas publicações. Cícero Antônio da Silva Neto tem 24 anos, é de Garanhuns (PE) e tem autismo moderado. Em suas obras, ele aborda o universo de quem tem o diagnóstico e compartilha suas próprias vivências. Recentemente, ele lançou seu segundo livro, Família Autista, escrito com a ajuda de aplicativos que transformam sua voz em palavras. 

Cícero foi estudante da rede pública de ensino mas está há um ano sem ir à escola por conta da pandemia. Suas limitações de leitura e escrita, no entanto, não impediram que ele publicasse seu segundo livro, todo produzido com a ajuda de aplicativos que transformam voz em texto escrito. Em Família Autista, o autor fala sobre preconceito, discriminação e relata vivências de outras pessoas que têm o mesmo diagnóstico que ele. 

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O livro foi publicado pela Brilliant Mind e pode ser adquirido diretamente com Cícero, através de seu instagram @netosilva1504. Com a renda obtida através das vendas, o autor pretende publicar uma nova edição do título e, assim, espalhar ainda mais conhecimento acerca do universo do autismo. 

“O defensor da floresta” é o nome da obra, escrita pelo professor e pesquisador José Arnaud, que tem como personagem central uma lenda amazônica, o curupira. O trabalho reúne texto em prosa e quadros e balões textuais, próprios da linguagem dos gibis. 

As ilustrações são assinadas pelos artistas gráficos Gizandro Santos e Andy Brito. O livro foi impresso em papel reciclato, ou seja, feito com 75% de material reciclado, minimizando os impactos ao meio ambiente.

Arnaud foi buscar na sua infância no vilarejo do Juaba, interior do município paraense de Cametá, a inspiração para recontar a lenda do curupira. “A relevância de um autor amazônida recontar a lenda do curupira é a chance de inserirmos elementos genuinamente típicos de nossa região, na linguagem e caracterização dos personagens, mas principalmente nas referências visuais da cultura e biodiversidade local”, explica.

Segundo o autor, o livro gibi é voltado para crianças de 3 a 8 anos, mas a família inteira vai se envolver com a história e se conectar com os personagens que exaltam a cultura amazônica por meio de elementos, costumes, forma de falar e animais típicos da região. Quem quiser também poderá adquirir um pôster do curupira e o livro de atividades “Lendas Amazônicas”, que apresenta para a criançada outras mitologias da nossa região: Vitória Régia, Iara, Cobra Grande, Boto e Matinta Pereira. A pretensão do autor é em breve produzir novos livros gibi sobre essas outras lendas amazônicas.

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O livro é fruto de um projeto selecionado pelo Edital de Livro e Leitura, da Lei Aldir Blanc Pará, promovido pela Secretaria de Cultura do Pará (Secult/PA) com recursos provenientes da lei federal n.º 14.017, de 29 de junho de 2020. A editora é a ONG Rádio Margarida, que já possui outros livros publicados, mas que agora toma a iniciativa de publicar autores paraenses, sendo esse seu primeiro livro infantil. 

A ONG atua há 30 anos na defesa e promoção dos direitos de crianças e adolescentes. Em contrapartida pela realização da obra, o autor irá distribuir exemplares gratuitos do livro para algumas bibliotecas comunitárias da capital e interior do Estado do Pará.

José Arnaud é artista, professor, pesquisador e mestre em Artes pela UDESC/UFPA. Tem 20 anos de experiência na área teatral como ator, clown, bonequeiro, diretor e professor. Atualmente é diretor de criação na ONG Rádio Margarida (Centro Artístico Cultural Belém Amazônia) e também é servidor efetivo da Secretaria Municipal de Educação de Belém - SEMEC, atuando como técnico pedagógico e professor formador na equipe de Educação Infantil.

Serviço

Canal da ONG Radio Margarida [https://youtube.com/user/radiomargaridaong]

Canal da empresa Norte Rios Consultoria [https://youtube.com/channel/UCBpaGYaVIJObK1gQG0juQcQ]

Vendas físicas: Nas livrarias FOX, na Banca do Alvino ou diretamente com o autor

Contatos:

Lorena Esteves (assessora de Comunicação) - (91) 98017-9257
José Arnaud (autor) - (91) 98040-1450 

Da Assessoria de Comunicação - Rádio Margarida.  

 

A partir de 8 de julho, os fãs brasileiros do marinheiro comedor de espinafre poderão conferir a graphic novel "Popeye - Um Homem ao Mar". A publicação, lançada na França em 2019 para homenagear os 81 anos do cartunista E. C. Segar (1894-1938), só foi possível no Brasil após campanha colaborativa organizada pela Skript Editora na web.

A empresa conseguiu mais de 1000% da meta necessária para realizar a edição especial de formato europeu (20x28cm) e 108 páginas, que é escrita por Antoine Ozanam e ilustrada pelo brasileiro especialista e aquarelas Marcelo Lelis. A HQ poderá ser adquirida pela Amazon, em diversos pacotes especiais. A versão mais simples custará R$ 79. Já os pacotes especiais trazem cards e promoções na compra de duas edições. O projeto receberá apoios até apoio até julho, no www.catarse.me/popeye.

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Capa da HQ "Popeye - Um Homem ao Mar" | Foto: Divulgação / Skript Editora

As cores do brasileiro Lelis junto a história do roteirista francês mostram uma camada de melancolia, que não havia sido apresentada nos quadrinhos originais e nos desenhos. A trama oferece uma nova proposta ao mostrar como o marinheiro Popeye conhece pela primeira vez o grande amor, Olivia Palito, e aceita embarcar em busca de um tesouro.

Esta é uma das versões de origem do personagem, que surgiu nos quadrinhos em 1929, como coadjuvante na tirinha "Thimble Theatre", publicada no New York Journal. Entre as principais adaptações de histórias do marinheiro está o desenho animado dos anos 1970, produzido pelo estúdio Hanna-Barbera, e o filme "Popeye" (1980), com Robin Williams (1951-5014), no papel principal, e Shelley Duvall, como Olivia Palito.

Por Thaiza Mikaella

Em tempos de pandemia, o número de crianças e adolescentes usando dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets e notebooks aumentou consideravelmente, bem como a quantidade de tempo dispensado pelos pequenos a esses utilitários. Segundo levantamento realizado pela empresa Opinion Box, em outubro de 2020, só no Brasil o número de crianças, na faixa etária dos cinco aos oito anos, que utilizam o celular por cerca de três horas ao dia, aumentou de 30% para 43% em um ano. 

A corrida para as telas, como forma de amenizar os impactos do isolamento social - e alternativa para manter as atividades escolares de forma remota -, pode, a princípio, parecer um risco para outra ferramenta de extrema importância no desenvolvimento infantil: a literatura; no entanto, o cenário que se descortinou diante a crise sanitária de proporções mundiais botou por terra o estigma de que a tecnologia pode ser mais vilã do que ‘mocinha’ para o universo dos livros.

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De acordo com pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro em mais de 200 cidades brasileiras,  houve crescimento de leitores na faixa dos cinco aos oito anos, durante a quarentena: de 67% para 71%. Para a escritora de livros infantis Clara Haddad, a união da tecnologia com a literatura pode ser um aliado poderoso no estímulo à leitura dos pequenos. “Acredito muito que uma coisa não substitui a outra. Sempre houve essa ideia: ‘chegou o CD, vai acabar o LP’, aquela ideia de ‘é o fim do mundo’; acho que uma coisa não invalida a outra. São formas de leitura diferentes, mas que se complementam”, disse em entrevista exclusiva ao LeiaJá.

A escritora, com quase 30 anos de experiência na literatura infantil - sendo 23 deles dedicados exclusivamente à narração oral; ofício que, em 2020,  lhe rendeu o Troféu Baobá - considerado o Oscar brasileiro da narração e mediação de leitura -, diz que se surpreendeu positivamente com o ‘casamento’ da tecnologia com a literatura e que, desde o último ano, tem se dedicado bastante às atividades remotas. “Eu me vi numa situação em que eu realmente tive que abraçar o online porque seria a única maneira que eu tinha de estar com meus leitores. Eu tinha algum receio porque quando a  gente fala em literatura a gente pensa no contato com o público, o olho no olho, a partilha das emoções, tudo muito presencial, e de repente fazendo esse vínculo com o online eu fiquei surpreendida porque as crianças embarcam na mesma (maneira) e às vezes até interagem mais”.

No mês em que a literatura e, sobretudo a literatura infantil, é celebrada em todo o mundo - sendo 2 de abril o Dia Internacional do Livro; 18 do mesmo mês, Dia Nacional do Livro Infantil e; 23 de abril,o Dia Mundial do Livro -, Clara festeja a sua profissão e frisa a importância do hábito de ler para a criançada. “A literatura infantil chega a todos, quando é uma boa escrita, porque os temas são transversais, falam de emoções, falam de pessoas como nós,  e acredito que a literatura para a infância pode chegar a todas as idades porque a gente tem sempre esse olhar de encantamento e curiosidade. Acho que isso os adultos não poderiam perder”. 

As escritoras Lenice Gomes (esq.) e Clara Haddad se dedicam à literatura infantil. Foto: Arquivo Pessoal

Habitat da infância

Compartilhando opinião semelhante, a escritora infantil Lenice Gomes, arrisca ir um pouco além. Para ela, “a literatura habita a infância e a infância habita a literatura”. A autora pernambucana tem mais de 40 livros infantis publicados e foi finalista do prêmio Jabuti, em 2004. Ela passou a dedicar-se à literatura para a infância após muitos anos atuando como professora e encontra nas parlendas, trava-línguas e adivinhas o material bruto para suas histórias.

Para Lenice, os livros são um universo de conhecimento e desbravamento do mundo e o segredo para despertar o interesse dos pequenos é deixá-los à vontade para escolherem seus caminhos no mundo das letras. “É preciso, antes de tudo deixá-los livres para ler e contar a versão deles das histórias. A confiança no maravilhoso é um excelente caminho. Sempre digo que a literatura enquanto arte da palavra abre-se para uma pluralidade de leituras e eu persisto nesse caminho a literatura que abraça o sonho e a fantasia com o mesmo entusiasmo que se aproxima da vida real”, disse em entrevista ao LeiaJá.. 

Monteiro Lobato

No Brasil, o dia 18 de abril foi o escolhido para celebrar o Livro Infantil. A escolha se deu como forma de homenagear o escritor Monteiro Lobato, dono de clássicos como Reinações de Narizinho e O Saci, que lhe renderam o título de ‘pai’ da literatura infantil brasileira. No entanto, o reinado de Lobato, no entanto, como baluarte da literatura nacional vem sendo duramente questionado e, até mesmo, ameaçado. 

Com livros escritos em meados do século 20, nas quais questões raciais e de gênero tinham outro contexto e conotações, o escritor tem sido apontado como vilão, sobretudo entre pais e educadores. Alguns defendem a retirada de certos títulos do autor das prateleiras infantis, já outros, acreditam que deva ser feita uma reestruturação dessas obras com a retirada de termos e trechos. 

Foto: Wikimedia Commons

Para a escritora Clara Haddad, que diz ter crescido lendo e “relendo” os livros de Lobato, o bom senso é o que deve falar mais alto frente a questões como essas. Ela enxerga na literatura uma ferramenta de conscientização e construção social, sendo assim, o bom uso dos livros, até mesmo os considerados polêmicos, pode ser de extremo ganho na formação das crianças. “Não concordo com as coisas racistas e misóginas mas ao mesmo tempo eu acho que não podemos simplesmente cancelar um autor porque, querendo ou não, ele tem um percurso e um valor para a literatura brasileira.Se a gentenao trata esses temas e  não conversa com as crianças ela sobre essas situações todas, elas não se protegem para o mundo. A literatura é um espelho do que acontece na vida, é uma forma de preparar a criança sobre esses temas num ambiente seguro a partir da voz daquelas pessoas que ela confia”. 

Já Lenice, comenta sempre ter lido o autor para seus alunos e relembra algumas reações. “Muitas vezes eles próprios questionavam os aspectos racistas e preconceituosos que apareciam nas histórias. Isso mostra como os leitores também problematizam os temas e revela que a mediação cuidadosa pode ser melhor do que uma radicalização como retirar os livros da escola”. 

Para a autora pernambucana, Lobato tem sua importância por ter promovido a  "formação da literatura brasileira” e menciona outra escritora importante, Clarice Lispector - que menciona o escritor no conto Felicidade Clandestina -, para ilustrar sua fala. “Para ela, esse contato com o livro foi uma abertura para o encantamento, isso revela que em qualquer tempo os leitores terão a sensibilidade para experimentar os mais diversos temas e as diferentes perspectivas sobre os textos” 

‘Isso dá história’

Clara Haddad levou sua literatura para a internet por conta da pandemia. Foto: Divulgação

Para celebrar um mês repleto de datas alusivas aos livros e à literatura infantil, a escritora Clara Haddad lança a edição brasileira do título O que é que o crocodilo come ao meio-dia, já lançado em Portugal, país onde reside há 17 anos. Nele, Clara mistura um tradicional conto africano a uma inusitada notícia lida no jornal, em uma história repleta de referências familiares e ludicidade. “Tudo pode ser matéria e material para um escritor escrever. Seja uma notícia, uma música, uma experiência de vida, a gente trabalha com essa matéria humana. O escritor vai fabular e brincar com elas. O escritor tem essa possibilidade de brincar e recriar de forma amena, sem perder as questões da vida, porque é importante falar delas, mas fazendo de uma forma talvez mais suave”. 



 

Na última semana, um colecionador comprou uma cópia de "Action Comics #1" (1938), que apresenta a primeira história do Superman nos quadrinhos. Ele arrematou a publicação por US$ 3,25 milhões (cerca de R$ 18,2 milhões), o que fez o item se tornar a HQ mais cara a ser leiloada na história. O recorde pertencia a outra cópia da edição, leiloada em 2014, por US$ 3,2 milhões.

A revista é um marco na história dos quadrinhos e considerada a obra que deu o ponta pé inicial da fase de ouro dos heróis no formato. Atualmente, existem 100 cópias originais de "Action Comics #1", em diversas condições de preservação. No leilão, cada cópia possui uma nota que remete o estado de conservação. A pontuação que a HQ recebeu, em uma escala de 0 a 10, foi 8.5.

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O comprador da HQ é Vincent Zurzolo. Ele possui um acervo de quadrinhos clássicos, como a primeira edição da série "The Avengers". A publicação traz os vingadores na formação original contra o deus da trapaça, Loki. O arquivo também traz a primeira aventura do Homem-Aranha, a "Amazing Fantasy #15".

O leilão envolvendo a obra aconteceu no comicconnect.com, que já foi palco de venda de outras edições famosas de quadrinhos. Entre os destaques está a primeira edição com a Mulher-Maravilha, a "All Star Comics #8" (1942), vendida por US$ 1,1 milhão (R$ 6,16 milhões), e a primeira revista em quadrinhos que conta a história do Batman, "Detective Comics #27" (1939), leiloada por US$ 600 mil (R$ 3,36 milhões).

Por Thaiza Mikaella

Em maio, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) e a Panini Comics lançam a HQ especial "Xaveco & Denise - Secundários Favoritos". A novidade reúne histórias já publicadas desses personagens coadjuvantes da Turma da Mônica, mas que ao logo dos anos ganharam o carinho do público.

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Capa provisória de da HQ "Xaveco & Denise" | Foto: Divugação / Panini Comics

A personagem Denise foi criada pelos roteiristas Rosana Munhoz e Emerson de Abreu, e apareceu pela primeira vez no bairro do Limoeiro em 1989, em um quadrinho da Magali. A menina de cabelo castanho ganhou a simpatia do público e têm aparecido cada vez mais nas histórias. Em algumas edições, teve mais destaque que os personagens principais.

Já o garoto Xaveco é considerado o símbolo dos personagens secundários por ter característica cômica e ser presença complementar no enredo dos protagonistas da turma. Ele é um dos melhores amigos de Cebolinha, e o único do bairro com os pais divorciados. Os quadrinhos contam a relação entre Xaveco e o pai, quando eles estão juntos nos fins de semana.

A edição especial "Xaveco & Denise - Secundários Favoritos" terá capa dura, formato de 13,4 x 19 cm e 320 páginas coloridas. A HQ chegará às bancas, comic shops e livrarias e está disponível em pré-venda na Loja Panini.

Por Thaiza Mikaella

Na próxima segunda-feira (12), o ator e roteirista Felipe Folgosi lança a graphic novel "Omega". O projeto faz parte da saga de ficção científica que inicia com a HQ "Aurora" (2015) e continua em "Chaos" (2019). Agora, a série que aborda a relação homem versus máquina se finda com mais de 180 páginas, maior projeto do autor brasileiro até então. Esta é a sexta história em quadrinhos publicada por Folgosi.

A publicação será lançada no www.catarse.me/omegahq. O site disponibiliza opções para adquirir a obra, desde as mais simples, que garantem a entrega do produto com o nome nos agradecimentos, até pacotes que incluem outras graphic novels do autor, pôsteres exclusivos, adesivos e camisetas personalizadas.

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As ilustrações do projeto ficaram por conta de Chris Ciuffi Munhão, e as cores por Vinicius Townsend. A parceria entre Folgosi e Townsend já é conhecida desde o ano passado, quando ambos trabalharam juntos na graphic novel "Knock Me Out!". A publicação conta a história de um lutador brasileiro de jiu-jitsu que vai até os Estados Unidos para encontrar um novo desafio.

Folgosi ficou conhecido por papéis em novelas da Globo, como "Olho Por Olho" (1993-1994). Nos anos 2000, o ator trabalhou em "Os Mutantes: Caminhos do Coração" (2008-2009), na Record TV. Após anos na televisão, o artista pôde realizar o sonho de criança: ser autor e roteirista de HQ. Já na estreia, com "Aurora", foi indicado ao maior prêmio de quadrinhos nacionais, o HQMix.

A partir da próxima segunda-feira (5), às 9h, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) realiza a 3ª Feira do Livro. Este ano, o evento será online por causa da pandemia de Covid-19. Os participantes poderão acessar as mais de 200 editoras cadastradas no site www.feiradolivrodaunesp.com.br e que oferecem milhares de títulos com, no mínimo, 50% de desconto sobre o preço da capa. A feira vai até 11 de abril.

Entre as editoras confirmadas no evento estão 34, Alameda, Ateliê Editorial, Autêntica Grupo, BEĨ, Brasiliense, Cobogó, Companhia das Letras, Edusp, GG, Grupo Record, Grupo Summus, Imprensa Oficial, L&PM, Leya Brasil, Lote 42, Paulinas, Planeta, Revista Cult, Senac, Todavia, Unesp e Universo dos Livros, entre outras.

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Além da oferta de livros para diversos gostos e públicos, a feira terá programação cultural com bate-papos virtuais. Estão confirmadas as presenças do historiador Peter Burke, os escritores Lilia Moritz Schwarcz e Jeferson Tenório, o quadrinista francês Fabien Toulmé, e master class com Ismail Xavier entre outros. 

John Le Carré, o mestre britânico dos romances de espionagem profundamente contrário ao Brexit, adotou a nacionalidade irlandesa pouco antes de sua morte, em dezembro passado - revelou um de seus amigos nesta quinta-feira (1º).

"John Le Carré, cronista dos ingleses, morreu sendo irlandês", escreveu seu amigo, o escritor Philippe Sands, em artigo publicado pelo jornal The Times.

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Sands conta que um dos filhos do romancista, Nick, fez-lhe essa revelação enquanto preparava um programa de rádio sobre John Le Carré.

Depois de se dar conta de que tinha origens irlandesas, o escritor, cujo nome verdadeiro era David Cornwell, viajou para o sul da Irlanda.

"Foi para Cork, de onde sua avó era, e foi recebido pela arquivista da cidade em um lugar muito pequeno", que lhe "disse 'bem-vindo ao lar'", relatou seu filho a Sands.

Esta visita lhe causou um "transtorno emocional", assegura o amigo, acrescentando que, "quando morreu, já era cidadão irlandês".

Segundo Nick, "uma das últimas fotos" que ele tem de seu pai o mostra "sentado, enrolado em uma bandeira irlandesa, sorrindo".

John Le Carré faleceu em dezembro, aos 89 anos. Escreveu 25 romances e um volume de memórias, "O túnel de pombos" (2016). Vendeu, no total, mais de 70 milhões de livros no mundo inteiro.

Para sua obra literária, inspirou-se em sua carreira anterior como agente secreto, arruinada por uma agente dupla britânica que revelou sua identidade e a de muitos de seus compatriotas à KGB soviética.

Em seu último romance, "Agente em campo" ("Agent Running In The Field", 2019), este eurófilo retrata o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, como um "porco ignorante" e classifica o Brexit de "loucura".

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Desde o primeiro caso confirmado de covid-19 no Pará, em março de 2020, a pandemia do novo coronavírus mudou a vida das pessoas. Afetados pelo isolamento social, escritores paraenses analisam como a crise interferiu na produção de textos e esclarecem como o ato de escrever ajuda a suportar as dificuldades.

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Para o escritor e poeta Alfredo Garcia, escrever durante a pandemia é uma forma de resistir. “Sem a produção de conteúdo literário, eu teria sucumbido durante esse isolamento. A arte foi o que me permitiu, até o momento, sobreviver nesse período pandêmico”, afirmou.

Alfredo também afirma que a covid-19 e o isolamento social influenciaram na produção de textos no último ano. “Houve uma inquietação criativa, e eu procurei dar vazão através da produção literária”, contou. Dessa inquietação surgiram o livro de poesias “Pandemia e Outros Poemas” e os romances “Fiapo” e “A Inquietante Gênese do Nada”. Além das novas obras, Alfredo relançou, junto com a editora Pará.grafo, “O Livro de Eros”, obra de 1998 considerada um clássico contemporâneo da literatura da Amazônia. 

No livro de poemas, diz Alfredo, o foco é a pandemia. "O distanciamento de pessoas que tinham uma troca de afeto. Essa produção dialoga com a minha existência”, explicou. Alfredo usou as redes sociais para publicar os poemas que agora virarão livro. “Os poemas foram divulgados no meu perfil no Facebook. Depois se tornaram e-book. E agora vai ser um livro impresso a partir do mês de abril”, detalhou.

O autor também escreve letras de músicas durante o isolamento. “Escrevo letras de canções de Música Popular Brasileira. Com parceiros tenho lançado singles. Estamos preparando EPs.  Tem um pronto para lançar em maio e outro na metade do ano”, declarou. Para Alfredo, o papel na pandemia, não só do escritor que produz literatura, mas do artista de forma geral, é muito importante. “Em nenhuma época da vida humana nós tivemos tanta necessidade de arte para que a alma pudesse respirar. Eu procuro fazer isso”, finalizou.

Para a escritora e poeta Telma Cunha, a pandemia trouxe certa dificuldade para escrever durante o isolamento. “Eu preciso de silêncio e a pandemia tem feito muito barulho em mim. Nesses dias cinzentos, muitas vezes, o poema flerta comigo, mas não vem”, afirma a poeta. Mesmo assim, a autora tenta escrever sempre que possível. “Rascunho poesia por todos os lugares: manuscritos, no computador, celular. Às vezes, escrevo até na palma da mão”, explica.

Telma conseguiu superar as dificuldades durante o isolamento e escrever um livro de aldravias – poemas de 6 versos e 6 palavras – intitulado “Pé ante pétalas”, sobre o cotidiano e as dores provocadas pela covid-19, e o conto infantil “A menina dos olhos de arco-íris”. A poeta faz uso da internet para divulgar as obras e manter contato com público. “As redes sociais e as lives me ajudam a não perder o elo com os leitores”, contou.

Assim como Alfredo Garcia, Telma acredita na capacidade do escritor de ajudar as pessoas a suportar o isolamento social. “Nessa ausência de liberdade, a minha poesia tem tocado as pessoas. Feito com que elas respirem aliviadas”, declarou. Uma amante de metáforas, a autora afirma que a palavra escrita representa, para ela, a coragem para suportar a pandemia. “Enquanto espero os primeiros raios iluminarem o Brasil para sermos felizes de novo. Livres desse vírus”, concluiu.

Mercado editorial

Os escritores não foram os únicos a sentirem os efeitos da pandemia do novo coronavírus. As editoras também tiveram vendas e publicações afetadas durante esse período, causadas pelo isolamento social dos consumidores.

A Pará.grafo Editora teve apenas seis títulos literários lançados no ano passado. Três foram produzidos por meio de financiamento coletivo, no site Catarse: “Ribanceira”, uma reedição do último romance do escritor Dalcídio Jurandir; o livro de crônicas “Panela de Barro”, de Jacques Flores; e “Antologia da Poesia Paraense”, uma coletânea que reúne 20 escritores da região.

Para o escritor e editor responsável pela Pará.grafo, Dênis Girotto, as empresas e os empreendedores tiveram uma grande necessidade de buscar novas formas de trabalhar durante o período pandêmico.

No caso da editora, ele explica que a saída encontrada foi buscar soluções para custeamento de "vaquinhas" virtuais e apostar em livros on-line. “Estamos tentando nos reinventar. Muitos leitores estão migrando para o e-book, que são mais baratos, ou os audiobooks, que são livros em que [a pessoa] ouve as histórias. São mais acessíveis e os leitores estão migrando para isso.”

A situação nas gráficas não é nada positiva. Dênis Girotto relata que, este ano, os insumos de produção para um livro aumentaram cerca de 20% em comparação com 2020. 

Apesar das dificuldades, Dênis diz querer abrir espaço para o livro e permitir o acesso à literatura pelo público, principalmente os jovens. Tornar o produto mais barato é a meta do editor, que acredita na leitura como transformação social no Brasil.

Por Amanda Martins e Felipe Pinheiro.

 

 

 

Laerte de 69 anos de idade compartilhou com seus fãs e seguidores do Twitter que tomou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus no dia 26 de março.

A cartunista postou uma foto usando máscaras na frente do posto de saúde que tomou o imunizante, em São Paulo.

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Para quem não lembra, no começo do ano de 2021, a artista foi diagnosticada com o vírus e chegou até a ficar internada por dez dias no Instituto do Coração, em São Paulo, para fazer um tratamento bem acompanhado.

O escritor, jornalista, publicitário e dj Paulo Costa lança neste sábado, 27, às 17h pelo youtube, seu sexto livro “A Pele que Ferve”.  O romance é ambientado em Pernambuco, Portugal e Santa Catarina. Em formato e-book, que será distribuído gratuitamente,  a obra  mantém um ritmo frenético do começo ao fim. Tensão, magia e forças da natureza fazem parte do enredo. Trata da história de uma menina  da periferia que supera adversidades e que se torna uma ativista e top model internacional. A narrativa aborda questões como sustentabilidade, agroecologia e luta contra o autoritarismo.  

O "coquetel" de lançamento vai ser no canal do youtube (/PSFCOSTA62) com participação do autor, do artista plástico Rinaldo Silva, que fez as ilustrações exclusivamente para o livro, e performance da atriz Marina Duarte, que fará uma dramatização da história.

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A obra  flerta com o realismo fantástico. Cada um dos dez capítulos do livro começa com uma arte exclusiva de Rinaldo Silva, que também faz ilustração para a capa. Rinaldo tem no currículo exposições coletivas e individuais em Pernambuco, Brasil e em vários países. O designer da capa e contracapa é Jorge Verdi, argentino de coração pernambucano com trabalhos para agências de publicidade e diversas ONGs. A publicação do e-book nas plataformas digitais é de Filipe Torres. No segundo semestre, segundo o autor, a depender dos rumos da pandemia, está prevista uma versão impressa. O projeto do e-book foi aprovado na Lei Aldir Blanc-PE. O link para o e-book vai estar no instagram do autor: @paulinho_vintage

Paulo Costa, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Pernambuco, é escritor, jornalista, publicitário, roteirista, DJ do projeto Radiola no Mercado e produtor de podcasts. Tem seis livros publicados. Balada para uma Serpente, romance policial em meio ao movimento mangue. Você ea Mídia, manual de gestão da comunicação pessoal. Estação Silêncio, romance que foi lançado também em Portugal com foco no não dito, naquilo que as pessoas deixam de dizer. A Prata das Pétalas, que narra a vida de uma ex-rainha dos cabarés do Porto do Recife, que vira moradora de rua, e Versos Putos, com poemas curtos e haikais.

Lançamento: 

A Pele que Ferve

Sábado: 27/03

17h às 18h

Da assessoria

Concebido em 2019 pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Letras da UNAMA - Universidade da Amazônia, o projeto Rio de Nós terá nova edição nesta quarta-feira (24). O encontro on-line será com a professora, escritora e pesquisadora Josebel Akel Fares, do Núcleo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA), da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Ela debaterá sobre suas experiências com literatura de expressão amazônica, oral e escrita. Também vai falar sobre os livros que lançou e suas pesquisas sobre vaqueiros do Marajó.

O projeto Rio de Nós foi idealizado pelos professores Elaine Oliveira, Welton Diego Lavareda, Raimundo Tocantins e Paulo Nunes, sob a coordenação da professora Terezinha Barbagelata. O professor Paulo Nunes informou que todo mês um profissional é convidado para dividir experiências com colegas e alunos. Este ano, o evento tem adesão do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Linguagens Cultura – PPGCLC da UNAMA.

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O primeiro encontro de 2021, em fevereiro, teve como convidado o escritor, poeta e professor João de Jesus Paes Loureiro. Ele falou sobre sua trajetória literária, o trabalho como gestor da Secretaria de Cultura do Pará na década de 1980, além de apresentar seu mais novo livro, informou a professora Elaine Oliveira, que também atua na coordenação do projeto.

O evento será na plataforma Google Meet e simultaneamente nas páginas do curso de Letras da UNAMA e no Facebook e Instagram, às 20 horas. Os participantes ganham diploma e têm direito a horas de atividade complementar. Os professores Paulo Nunes e Elaine Oliveira serão mediadores.

Por Valdenei Souza.

 

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Segundo o dramaturgo Nelson Rodrigues, o brasileiro possui o “complexo do vira-lata”, ou seja, deprecia sua própria cultura e supervaloriza as culturas vindas do exterior. Esse conceito, apesar de ter sido desenvolvido em 1950, se aplica no cenário atual, principalmente em relação à literatura regional.

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A produção literária paraense tem autores talentosos, mas sem a projeção que merecem no eixo Sul-Sudeste. Livros estrangeiros ou produzidos fora da região Norte tomam conta dos catálogos das livrarias. 

Para Filipe Larêdo, professor e escritor, filho do também escritor Salomão Larêdo, leituras globalizadas afastam os leitores das obras regionais. “O leitor, hoje, está cada vez mais direcionado para os grandes best-sellers, que são aqueles livros com comoção mundial (lançamentos de séries e filmes inspirados nesses livros). Então, a literatura vinda da Amazônia, fora dos grandes centros, faz com que se resuma a poucos autores”, afirma.

O premiado escritor e jornalista Edyr Augusto Proença conta sobre sua experiência com o público: ”Precisamos ser reconhecidos. Estou com o quinto livro na França e no entanto, aqui em Belém, ao chegar para falar para as pessoas, preciso sempre dizer ‘muito prazer, sou um escritor’”.

Além do desinteresse do público, a inserção dos livros paraenses no segmento jovem estudantil é ainda muito escassa. “É extremamente necessário que a literatura paraense, que não seja a folclorista, entre nas escolas, na formação dos alunos. Inserir, mostrar para a criança e para o adolescente, desde novos, que eles podem encontrar entretenimento na ficção feita no seu Estado é muito benéfico para a formação do leitor e do cidadão”, diz Filipe Larêdo.

Sem apoio estatal, as dificuldades aumentam. Edyr Proença considera essencial a literatura paraense para o desenvolvimento e integração do Estado. Além disso, o jornalista pontua a importância de projetar a região para o mundo. “Escolhi falar sempre da minha cidade, usar termos bem paraenses no texto, até nos títulos. É uma maneira de gritar para que saibam de onde eu sou. Internacionalmente também funciona. Estava em Saint Malo, Bretanha, me apresentando com dois outros escritores, eles do Rio e SP. Oitocentas pessoas na plateia de um teatro. Meus dois colegas falaram do Brasil deles. Na minha vez, comecei a contar de onde vinha, da perplexidade entre uma floresta de concreto fincada na maior floresta tropical do mundo”, conta.

Filipe conclui com um conselho: “É sempre importante que façamos nosso dever de casa. Se o povo paraense começar a consumir a literatura regional, naturalmente os de fora vão olhar para nós’’.

Por Haroldo Pimentel e Roberta Cartágenes.

 

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