Cultura

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Em comemoração ao mês das mães, a clínica Pele Recife inaugura a exposição fotográfica Mãe, amor que se sente na PELE, nesta quinta-feira (6), no piso L1 do Shopping Recife. A mostra tem entrada gratuita e conta com cerca de 40 fotos que enaltecem o amor e a parceria única que só existe entre mães e filhos.

Comandada pela médica dermatologista Gleyce Fortaleza e pelos sócios empresários Fernando Costa e Giselle Fortaleza, que selecionaram as imagens através de uma ação promovida pelas redes sociais da clínica, a mostra homenageia a maternidade e a relação entre a família.

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"Buscamos registros de momentos especiais, representando a beleza da maternidade e o amor de mãe", resume Giselle Fortaleza. "Ser mãe é tentar ser sua melhor versão para dar bom exemplo, é tentar protegê-los de toda maldade do mundo, é fazer qualquer esforço para  vê-los sorrindo. Com essa exposição queremos celebrar essa transformação e a maternidade", completa Gleyce.

A exposição ficará disponível até o dia 30 de maio, durante o horário de funcionamento do centro de compras. Assim como as regras das autoridades sanitárias do Estado, devem ser respeitados os protocolos de distanciamento social, higienização correta das mãos com água e sabão ou álcool a 70%, além da obrigatoriedade do uso correto de máscaras.

*Da assessoria

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O cotidiano dos moradores da comunidade da Vila dos Pescadores de Bragança é retratado de maneira poética pelas lentes da fotógrafa Thais Martins na exposição “Do mar às telas”. A iniciativa, selecionada pelo edital de artes visuais - Lei Aldir Blanc Pará 2020, resgata, por meio de fotografias, a beleza dos costumes e saberes das populações tradicionais.

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Thais Martins destaca que o trabalho pretende mostrar o encanto que, muitas vezes, as pessoas da comunidade não conseguem perceber no local onde vivem. “Pelos meus olhos e pelas minhas lentes, eu quero mostrar aos moradores da Vila e ao mundo a beleza que eu vejo. Quero que todos também possam ver”, diz Thais.

Além da exposição, “Do mar às telas” também ofereceu uma oficina realizada na Vila dos Pescadores de Bragança. Nos dias 10 e 11 de março, a fotógrafa mostrou aos participantes que é possível capturar as belezas do local em que vivem apenas com um celular.

A oficina contou com oito participantes. As reações que Thais presenciou foram as mais diversas, com destaque para a de uma adolescente que se encantou com o universo da fotografia e passou a considerá-la como uma possível profissão. “Foi minha primeira vez ministrando uma oficina e repassando meus conhecimentos a outras pessoas. Foi um processo muito legal, porque pude ver que sou capaz de ensinar, mas, também, aprendi muito com cada pessoa que participou da oficina.”

O resultado de toda essa troca culminou com a exposição que será realizada no dia 8 de maio (sábado), na comunidade da Vila dos Pescadores de Bragança, e poderá ser acompanhada pelas plataformas digitais da fotógrafa Thais Martins e da Correnteza Produções. A exposição também estará na cidade de Bragança, em uma data ainda a definir.

Serviço

Exposição “Do mar às telas”.

Quando: 8 de maio (Sábado - Vila dos Pescadores de Bragança).

Onde: Plataformas digitais de Thais Martins e da Correnteza Produções.

Ficha técnica

FOTÓGRAFA: Thais Martins.

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Paulo César Jr.

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Romeu Figueiró Jr. e Juliana Ribeiro.

ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO E SOCIAL MEDIA: Lucas Del Corrêa.

REALIZAÇÃO: Correnteza Produções.

Por Lucas Del Corrêa.

A Pinacoteca de São Paulo inaugurou nesse sábado (1º) a exposição Enciclopédia negra. Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras.

A mostra é um desdobramento da publicação e está conectada à nova apresentação da coleção do museu, que se apoia em questionamentos contemporâneos e reflete narrativas mais inclusivas e diversas.

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No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e histórias de vida apagadas ou nunca registradas. Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a produzir retratos dos biografados. 

São eles: Amilton Santos, Antonio Obá, Andressa Monique, Arjan Martins, Ayrson Heráclito, Bruno Baptistelli, Castiel Vitorino, Dalton Paula, Daniel Lima, Desali, Elian Almeida, Hariel Revignet, Heloisa Hariadne, Igi Ayedun, Jackeline Romio, Jaime Lauriano, Juliana dos Santos, Kerolayne Kemblim, Kika Carvalho, Lidia Lisboa, Marcelo D’Salete, Mariana Rodrigues, Micaela Cyrino,Michel Cena, Moisés Patricio, Mônica Ventura, Mulambö, Nadia Taquary, Nathalia Ferreira, Oga Mendonça, Panmela Castro, Rebeca Carapiá, Renata Felinto, Rodrigo Bueno, Sonia Gomes e Tiago Sant’Ana.

A exposição Enciclopédia negra apresenta todos os 103 trabalhos inéditos, sendo que alguns deles já fizeram parte do caderno de imagens do livro. As obras, especialmente produzidas para o projeto, foram doadas ao museu pelos artistas e integrarão a coleção da Pinacoteca de São Paulo, criando uma importante intervenção no que diz respeito à busca por maior representatividade.

A mostra da Pinacoteca está dividida em seis núcleos temáticos: Rebeldes; Personagens atlânticos; Protagonistas negras; Artes e ofícios; Projetos de liberdade; e Religiosidades e ancestralidades. Esses núcleos misturam biografias de tempos históricos diversos, nas quais ressaltam aspectos em comum. Há registros de quem liderou movimentos de resistência; negociou condições de emprego e de vida; das mulheres que tiveram de ser separadas de seus filhos; das que, com seu trabalho, conseguiram comprar as alforrias; dos mestres curandeiros, dos professores, advogados, artistas, entre outros.

“As obras separadas nesses núcleos permitem ver como histórias vividas em diferentes momentos da história recente do Brasil têm afinidades, mostram como as lutas e as condições de vida desses personagens negros persistem. É muito bonito como a organização da exposição deixa isso mais evidente”, destacou a curadora da Pinacoteca de São Paulo, Ana Maria Maia.

Ela ressalta o ineditismo das obras. “São 103 obras que chegam com a Enciclopédia, que são doadas ao museu e estão sendo exibidas pela primeira vez. Elas saem dos ateliês dos artistas e podem ser vistas pelo público pela primeira vez, antes de seguir para outros locais. A gente deseja muito que o projeto Enciclopédia negra saia da Pinacoteca no ano que vem e viaje para outros lugares”, diz Ana Maria. 

Encontro com a coleção na Pinacoteca 

Além dos núcleos temáticos, Enciclopédia negra se integra à nova apresentação da coleção da Pinacoteca. O visitante poderá conferir dez obras em cartaz na exposição Pinacoteca: Acervo, que dialogam com as questões abordadas na mostra temporária. Isso ocorre em obras de nomes como Arthur Timóteo da Costa e Heitor dos Prazeres, fundamentais para o repertório da Enciclopédia.

Para as salas da mostra temporária também foram deslocadas três obras que já eram do acervo: Estudos para imolação, de Sidney Amaral; uma obra sem título, do Mestre Didi; e Objeto Emblemático 4, de Rubem Valentim. Há ainda o caso de Baiana, famosa pintura com autoria desconhecida, do Museu Paulista da Universidade de São Paulo em comodato com a Pinacoteca.

Revisar narrativas consolidadas na história social e institucional, no que se refere à representatividade de gênero e raça, tem sido uma das principais missões da Pinacoteca atualmente. Na nova apresentação do acervo, por exemplo, o número de obras de artistas negros mais do que triplicou se comparado com a exposição anterior. Antes eram sete e agora são 26. A chegada da Enciclopédia negra gera grande aporte nesse processo, que passará de 26 para 129 obras.

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) promove, a partir do próximo dia 28 de abril, um minicurso com quatro encontros virtuais para discutir a arte contemporânea a partir de conceitos como filosofia, gênero e política dos corpos. A iniciativa integra a programação do projeto "Das coisas políticas e das políticas das coisas", aprovado pelo Funcultura PE 2018-2019.

Facilitado por Ana Luísa Lima, crítica de arte, editora, escritora e integrante do conselho curatorial do MAMAM, o curso tem carga horária de 16 horas, distribuídas em 4 encontros, nos dias 28 de abril e 5, 12 e 19 de maio. Os encontros serão virtuais, pela plataforma Google Meet. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no link da bio do Instagram do MAMAM (@mamamrecife) até o próximo dia 25 de abril. Na segunda (26), o museu divulga a relação de inscritos.

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Das coisas políticas 

Reunindo um grupo de estudos curatoriais formado por 13 pesquisadores, que se encontram desde setembro de 2020, o projeto dedica-se a investigar as questões que atravessaram e pautaram a construção do acervo do MAMAM ao longo do tempo, do ponto de vista de gênero, classe social e etnia, para tecer diálogos entre o acervo do MAMAM e as demandas sócio-políticas contemporâneas sobre representatividade, gênero e lugar de fala.

A programação, aprovada no Funcultura, inclui ainda a realização de minicursos e debates, culminando numa exposição que ocupará todos os salões do MAMAM e deverá entrar em cartaz no próximo semestre, reunindo obras de 71 artistas mulheres integrantes do acervo do museu, mantido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

A equipe curatorial é formada por: Ana Luísa Lima, Kalor, Letícia Barbosa, khadyg fares, Marcel Diogo, Michelle Bastos, Aline Oliveira, Eduarda de Oliveira, Priscila Barros, Michele Medina, Emmanuelle Oliveira, Letícia Asfora Falabella Leme e Flavia Gomes.

 

Serviço

Minicurso “Das coisas políticas”

Facilitadora: Ana Luísa Lima

Data: 28 de abril, 5, 12 e 19 de maio

Carga horária: 16h

Vagas: 30

Plataforma: Google Meet

Inscrições: Até o próximo dia 25 de abril, na bio do Instagram do MAMAM

 

*Via Assessoria de Imprensa

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) voltará a funcionar neste sábado (24), seguindo as novas orientações do governo estadual em relação à pandemia de Covid-19. O museu trabalhará com 25% da capacidade e seguirá assim até 30 de abril, data em que será feita a nova reclassificação do Plano São Paulo.

O agendamento online, inclusive para os dias gratuitos, continua sendo obrigatório e deve ser feito pelo link: masp.org.br/ingressos. A bilheteria permanecerá fechada e a compra de ingressos, com dia e horário marcados, será exclusivamente online, sem cobrança de taxa de conveniência, conforme informou o museu.

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Ao adquirir um ingresso, o visitante tem direito de ver todas as exposições que estão em cartaz, sendo elas “Beatriz Milhazes: Avenida Paulista”, “Degas”, “Sala de vídeo: Teto Preto” e “Acervo em Transformação”, a mostra de longa duração do museu. 

Nos dias 24, 25 e 27, o museu funcionará das 11h às 19h; nos dias 28, 29 e 30, das 13h às 19h. O Masp informou que adotou todas as medidas necessárias para uma visita segura, que podem ser consultadas no site da instituição. Entre as ações de segurança sanitária, estão a redução da capacidade máxima de visitantes, o uso obrigatório de máscara e o cumprimento do distanciamento social.

A campanha Conectando Patrimônios: redes de artes e sabores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), lançou esta semana uma oportunidade para que cordelistas do Distrito Federal divulguem seus trabalhos para a sociedade brasileira, estimulando a venda de livretos, xilogravuras e outros produtos relacionados a esse bem cultural. A meta é promover o Patrimônio Cultural Imaterial, com a venda de produtos associados a bens registrados em todo o país. A campanha foi iniciada há cerca de dois meses e já reúne nove patrimônios imateriais, incluindo a literatura de cordel do DF.

A coordenadora geral de promoção e sustentabilidade do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, Rívia Ryker Bandeira de Alencar, disse à Agência Brasil que a ideia é incluir na campanha todos os 48 bens imateriais reconhecidos hoje como patrimônio. 

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“Estamos em vias de inserir mais cinco patrimônios imateriais e 20 estão em negociação, pegando contatos para aderir à campanha”, informou Rívia. Em processo mais avançado estão a Literatura de Cordel, de Sergipe; Marabaixo, do Amapá; Capoeira, do Amapá; Ofício de Baiana de Acarajé, da Bahia; Maracatu, de Pernambuco; e Mamulengo, de Pernambuco. Rívia explicou que, a cada semana, conforme vai entrando na campanha um bem regional, é dada projeção nas redes sociais e divulgação na mídia local da região determinada.

Caráter permanente

A campanha Conectando Patrimônios tem caráter constante. “A ideia é que seja permanente e cada vez mais aprimorado. Que aumentem o alcance e a quantidade de participantes, que tenham outras formas de visualização para constante aperfeiçoamento para viabilizar a divulgação do patrimônio, que ele chegue na sociedade de forma mais fácil, mais rápida, como os produtores, que são os detentores das práticas culturais”, disse Rívia.

A campanha faz a divulgação dos contatos dos produtores de bens imateriais e eles oferecem o que vendem. “Já temos relatos de artesãos que fazem uma viola tradicional, que é a viola de cocho do Mato Grosso. Há pessoas de São Paulo ligando para eles. Eles nunca tinham imaginado isso”.

Cordelistas do DF

A literatura de cordel foi registrada como Patrimônio Cultural Brasileiro desde 2018. É uma das formas de expressão e faz parte da identidade do Distrito Federal, porque coincide com a história da construção de Brasília, quando inúmeros operários deixaram seus estados para trabalhar nos canteiros de obras da nova capital, trazendo consigo a arte de rimar e improvisar versos. Presente na cultura nacional, o cordel é também ofício, veículo de comunicação e constitui uma importante forma de expressão, informou o Iphan.

O cordelista Davi Mello, morador de Brasília, destacou que, nessa pandemia, os cordelistas que vendiam seus trabalhos em praças, eventos e feiras foram muito impactados. “A parceria com o Iphan surge em um momento em que precisamos nos reinventar para promover os nossos trabalhos e fortalecer a nossa arte”, disse. Ele afirmou, ainda, que a campanha Conectando Patrimônios beneficia não apenas os artistas e detentores de bens culturais, "mas também a sociedade, que tem na arte e na cultura uma forma de revigorar as pessoas e suas subjetividades, especialmente nesses tempos de isolamento social.”

A exposição Olhares para Olinda e Recife, da RAMO Galeria, em cartaz no Shopping Tacaruna, foi prorrogada até o dia 18 de abril. A mostra, formada por 22 imagens assinadas pelos fotógrafos idealizadores da RAMO Galeria, presta uma homenagem ao aniversário de Olinda e Recife, que completaram 486 e 484 anos, respectivamente, no dia 12 de março.

As imagens trazem consigo histórias e encantos das cidades vizinhas, através de paisagens, arquitetura e muitas cores. Um verdadeiro convite a um passeio afetivo e contemplativo entre rios, mar, casarios e outros elementos. As fotos da exposição estão à venda. O valor revertido será doado para o Tacaruna Social, projeto que visa a inclusão social e profissional dos moradores das comunidades do entorno do Shopping Tacaruna.

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Inaugurada em fevereiro deste ano, a RAMO Galeria é a união de ideias e acervos de quatro fotógrafos: os recifenses Américo Nunes, Eduardo Cunha e Lucas Emanuel e mais o carioca André Martins. O espaço, localizado no bairro de Parnamirim, Zona Norte do Recife, surgiu da inquietude gerada a partir da busca de um local na cidade para expor e comercializar obras visuais por valores mais acessíveis ao público geral.

*Da assessoria

 Dia triste para a comunidade artística de Pernambuco. Aos 55 anos, o artista plástico Flávio Emanuel Junqueira Ayres faleceu na madrugada deste sábado (3), em razão de um infarto. Flávio deixa a companheira, Alice, e uma filha, Flora. Em atividade desde os anos 1980, Flávio integrou o movimento mangue beat e pautou sua trajetória pelo diálogo entre diferentes linguagens, como pintura, vídeo, performance, instalação, intervenção urbana e toy art.

Nascido no Recife, Flávio começou sua carreira como aprendiz do modernista Cícero Dias. Obteve notoriedade ao participar de diversas exposições nacionais e internacionais, como a Bienal dos 500 anos em São Paulo (SP), a Bienal Mercosul, em Porto Alegre (RS) e a Arco Feira de Arte Contemporânea de Madrid, na Espanha. Flávio criou o Núcleo de Artes Visuais e Experimentos (N.A.VE.), um centro de artes experimentais e, mais recentemente, idealizou a TV Tumulto, um projeto de série multimídia com a participação de artistas de diversas linguagens, incluindo música e teatro.

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O artista seguia produzindo, em seu ateliê, atualmente localizado em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Algumas obras de Flávio Emanuel estão acomodadas em acervos públicos, como o MAMAM, no Recife, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu do Estado de Pernambuco, no Recife, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, a Fundação Bienal 500 anos, em São Paulo, e o Museu de Curitiba, no Paraná.

Uma das poucas telas de Van Gogh ainda em mãos privadas e pertencente ao seu período parisiense foi vendida nesta quinta-feira (25) por 13 milhões de euros (US$ 15,3 milhões) durante um leilão de obras impressionistas e modernistas em Paris, anunciou a casa Sotheby's.

"Cena de rua em Montmartre" foi pintada por Van Gogh em 1887, durante sua curta estada em Paris. Vendida virtualmente na capital francesa, tinha um preço estimado entre 5 e 8 milhões de euros (5,9 e 9,4 milhões de dólares), e o preço final é um recorde na França.

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A tela mostra um casal caminhando e duas crianças brincando, tendo ao fundo o "Moulin à poivre", um emblemático moinho de vento transformado em salão de dança na época.

É a primeira vez que a obra, que permite perceber a virada de Van Gogh para o impressionismo ao reforçar o caráter das cores, é mostrada em público desde que foi adquirida há um século por uma família francesa, cuja identidade permaneceu oculta.

Até recentemente, a pintura só era conhecida por meio de fotografias em preto e branco contidas em catálogos.

"A venda desta magnífica tela em ambiente virtual faz parte destes momentos mágicos que podem ser vividos numa casa de leilões", afirmaram em comunicado responsáveis pela venda da Sotheby's, que organizou este leilão de obras impressionistas e modernas.

"É um testemunho sobre (o bairro parisiense) Montmartre no final do século XIX", ressaltou Aurélie Vandevoorde, comissária de vendas.

"Os parisienses iam lá para passear e divertir-se (...) mas Van Gogh foi mais sensível ao caráter bucólico do lugar do que à representação dos cabarés", acrescentou.

A última tela do artista holandês em leilão, "Laboureur dans un champ" (1889), arrecadou US$ 81 milhões em 2017, em Nova York.

A Sotheby's organizou nesta quinta-feira uma venda dupla em Paris e Londres, onde foi leiloado um retrato de Picasso da fotógrafa Dora Maar, de 1941.

A obra, na qual o artista espanhol representa sua amante sentada em uma poltrona, foi comprada por um colecionador asiático por 9,39 milhões de libras esterlinas (12,8 milhões de dólares), cujo valor havia sido estimado entre 6,5 e 8,5 milhões de libras.

No total, o leilão de Paris movimentou lotes no valor de 36,9 milhões de euros (US$ 43,5 milhões) e o leilão de Londres arrecadou 97,4 milhões de libras (US$ 133,5 milhões), segundo a Sotheby's.

O Museu do Homem do Nordeste e o Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco De Andrade (Cehibra), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), prepararam uma programação especial para a Semana Santa. As exposições ‘Via Sacra’ e ‘A Via Sacra e a Arte Popular’, compostas por peças dos acervos da Instituição, que aludem à celebração católica no Nordeste com obras de nomes como Antonia Leão, Zé Caboco, Severino Vieira, Manoel Antonio, Mestre Noza e José Costa Leite. São poemas, cordéis, xilogravuras e peças moldadas em barro. Ao todo, as mostras terão cerca de 5 minutos cada de exibição em vídeo, com imagens e textos.

“A escolha do tema se deve aos motivos culturais tão claros, que são dados pelo fato de ser uma semana cheia de simbolismo numa região cristã em quase sua totalidade. Simbolismo ancorado na ressurreição, que representa a vitória final da alegria sobre a dor e da vida sobre a morte, a que se pode atribuir uma ênfase especial nestes tempos de tanto sofrimento coletivo e individual, em consequência de um ano de pandemia”, explica o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), Mario Helio.

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Via Sacra ou Via Crúcis é a sequência de acontecimentos que resultou na morte de Jesus. O foco é no caminho percorrido por Cristo até o Monte Calvário, onde foi crucificado. Esse é um percurso popular entre muitos fiéis, que reproduzem a peregrinação em Jerusalém. A Semana Santa se tornou um tema frequente em representações artísticas do catolicismo popular no Nordeste. Artistas da região utilizam técnicas em barro, madeira, cerâmica e metal para criar peças que representam essa identidade visual tão tradicional para a população dos nove estados nordestinos.

“Como há no acervo do Cehibra e do Museu do Homem do Nordeste exemplares importantes dessa temática, a iniciativa, ao mesmo tempo que celebra a esperança por meio da beleza da arte, valoriza e divulga o acervo da Fundação Joaquim Nabuco para que seja mais visitado e conhecido”, conta Mario Helio.

A exposição ‘Via Sacra’ baseia-se no trabalho escrito e iconográfico do paraibano de Sapé José Costa Leite, declarado Patrimônio Vivo de Pernambuco. A mostra é composta por poemas e gravuras do famoso cordelista e xilogravurista que adotou o município de Condado, na Mata Sul do estado, para viver.

A exposição ‘A Via Sacra e a Arte Popular’ reúne peças em cerâmica de Antônia Leão, Manoel Antônio, Severino Vieira e Zé Caboclo e um conjunto de xilogravuras de Mestre Noza.  Composto por 14 gravuras da técnica de talhar estampas em madeira, o álbum xilográfico do Mestre Noza faz parte do acervo do Cehibra. “Temos que aproveitar todas as oportunidades para destacar e homenagear esses artistas da cultura nordestina” destaca a coordenadora do Cehibra, Albertina Malta.

Inocêncio da Costa Nick, o Mestre Noza, nasceu no ano de 1897, em Taquaritinga do Norte-PE. Aos 15 anos, migrou para Juazeiro do Norte-CE, onde se tornou um importante escultor e  xilogravurista. Ele iniciou o trabalho de gravura fazendo rótulos para marcar de aguardente e, como escultor, criando imagens de santos e do Padre Cícero.

A coordenadora-geral do Muhne, Fernanda Cavalcanti, fala sobre a importância de abordar o tema durante a pandemia. “Após o duro caminho percorrido por todos nós durante o ano, exaltamos a felicidade completa da ressurreição de Jesus no Domingo da Páscoa, um dos períodos mais importantes para os cristãos. Celebremos um tempo novo, vida nova, fé e esperança com a alegria da renovação.”

Da Assessoria

O quadro "Warrior" de Jean-Michel Basquiat foi arrematado nesta terça-feira (23) por 41,8 milhões de dólares, o preço mais alto para uma obra do Ocidente na Ásia, em leilão organizado pela Christie's em Hong Kong, em venda transmitida pela Internet.

O preço final da obra, concebida em 1982, foi ligeiramente superior às estimativas, que estavam entre US$ 31 milhões e US$ 41 milhões.

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Pintada em acrílico e spray sobre um painel de madeira, a pintura é considerada por especialistas como a obra emblemática do pintor americano.

Foi vendida depois de "um intenso cabo de guerra no leilão, com duração de dez minutos, entre Hong Kong e Nova York", disse a Christie's em um comunicado.

A pintura é interpretada como uma obra semi-autobiográfica de Basquiat, que enfatizou nela as desigualdades sociais e a falta de representação dos negros no mundo da arte.

O quadro havia sido vendido em 2012 para um colecionador americano na Sotheby's de Londres por US$ 8,7 milhões, mas seu preço disparou com a crescente demanda por obras de mestres ocidentais na Ásia.

"Warrior de Jean-Michel Basquiat é um retrato imponente e autoritário, que demonstra amplamente porque este artista é considerado um dos pintores mais importantes" do último meio século, segundo a casa de leilões.

A popularidade de Basquiat explodiu nos últimos anos, alimentando preços exorbitantes de suas obras em leilões.

Um de seus desenhos, "Untitled", foi vendido no ano passado por US$ 15,2 milhões na Sotheby's de Nova York.

Considerado por muitas pessoas como o maior espetáculo de teatro dos sertões, 'O Massacre de Angico - A Morte de Lampião', que não foi realizado em 2020, terá sua sua 9ª edição em transmissões on-line, pelo canal no YouTube do grupo 'Cabras de Lampião'. As transmissões serão realizadas no sábado (27) e no domingo (28), às 20h. 

A história gira em torno de Lampião, contando recortes da sua vida e também mostrando como foram as horas antes da sua morte em 1938. Apesar de não transmitir todo o espetáculo, os artistas vão fazer algumas das cenas para o publico no YouTube. As cenas serão debatidas com o autor do trabalho Anildomá Willans de Souza, com o diretor Izaltino Caetano e com a produtora Cleonice Maria.

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“Mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo e que é afetuoso. Não mostraremos somente a guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder. O público vai conhecer também um homem que amava as poesias e sua gente”, revela o autor. Ainda segundo ele, "ao misturar o folclore com os fatos reais, o espetáculo mostra o Lampião do imaginário popular”.

Com informações da assessoria de comunicação

Até o próximo 25 de março, internautas podem assistir e votar em uma das 16 apresentações selecionadas na mostra virtual Todo Mundo Dança, que busca dar visibilidade às pessoas com deficiência que são artistas, estudantes ou amantes da dança em Pernambuco. Participam do evento pessoas com diferentes tipos de deficiência, como física, visual e auditiva.

Os vídeos com as performances foram postados no Instagram do festival (@dancatodomundo). Há apresentações vindas do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e outros municípios da Região Metropolitana.

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A primeira edição da mostra é realizada pelo Centro Técnico de Referência em Acessibilidade e Eventos (Centraea) e tem incentivo da Lei Aldir Blanc, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura de Pernambuco. "Todas as apresentações são incríveis e mostram que não há limites para a dança. Algumas nos surpreenderam, como as performances de Wiviany Aguiar e Victor Pedro. Eles são surdos e executaram a apresentação em perfeita sincronia entre música e dança", comenta Poliana Alves, intérprete de Libras e diretora executiva do Centrae.

Metade da equipe do festival é composta por pessoas com algum tipo de deficiência. Os vencedores da competição serão anunciados até o fim do mês na rede social do evento.

Em cumprimento ao novo decreto do Governo de Pernambuco, que estabelece período de quarentena em todo o Estado, considerando o funcionamento apenas de serviços essenciais, o Centro Cultural Cais do Sertão interrompe as suas atividades nesta quinta-feira (18).

O Cais do Sertão entende que a paralisação é provisória e preza pelo cuidado aos visitantes e funcionários do espaço. Neste momento, a maior preocupação é prevenir a transmissão da Covid-19. O museu seguirá intensificando a sua programação online nos perfis do Instagram, YouTube e Spotify.

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*Via Assessoria de Imprensa

Na última terça-feira (16), o grafite pintado no muro da prisão de Reading, na Inglaterra, pelo muralista Banksy, apareceu parcialmente coberto de vermelho com a inscrição "Team Robbo!". A arte, no local desde o início do mês, retrata o dramaturgo Oscar Wilde (1854-1900), que foi preso ali em 1895, condenado por praticar sexo com outros homens.

Na parte inferior do grafite havia uma máquina de escrever, que foi coberta pela tinha vermelha e a assinatura da equipe do artista Robbo, que foi um grafiteiro morto em 2014. Ele e Bansky tinham uma rivalidade desde 2009. A polícia local o Ministério da Justiça, responsável pelo prédio, lamentaram o ocorrido.

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A obra no muro da prisão, que fechou em 2013, é considerada de valor histórico e gerou pedidos para que o prédio fosse transformado em uma casa de artes.

Por Emmanueli Nunes

De acordo com o dicionário, arte é o que “representa as experiências individuais ou coletivas, por meio de uma interpretação ou impressão sensorial e estética”. Sendo assim, as expressões artísticas nascem como fruto de um tempo e das experiências dos indivíduos dentro da sociedade. A pandemia do novo coronavírus atingiu o mundo de forma inédita e os artistas das mais diferentes linguagens não poderiam ficar alheios aos reflexos da crise. 

Os protocolos de segurança relativos ao contágio da Covid-19 fecharam as portas de galerias, museus e ateliês nos quatro cantos do planeta e os impactos, sem precedentes no setor, forçaram artistas e espaços culturais a procurar novas alternativas e se reinventar, bem como outros segmentos artísticos.   

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A crise foi sentida em toda uma cadeia produtiva voltada ao universo das artes plásticas e visuais. Segundo pesquisa realizada pelo Observatório Ibero-Americano dos Museus, em 2020, com a participação de 434 instituições de 18 países, 73% declarou haver reajustado suas atividades em resposta às medidas restritivas. Dentre os respondentes, 60% das instituições mistas afirmaram que tiveram que renunciar a parte de seus funcionários; sendo os profissionais responsáveis por visitas guiadas, mediação e educação presencial, exposições, loja, cafeteria e serviços terceirizados, os mais afetados por demissões ou adequações de contratos. 

O jeito, assim como feito em vários outros segmentos da sociedade, foi migrar para o meio digital. Vários museus, no Brasil e fora dele, passaram a funcionar através das ondas da internet para manter exposições ativas e visitação constante. Entre eles estão o Reina Sofia, em Madri; o Museu do Louvre, em Paris; o Metropolitan Museu de Arte de Nova York (MET); e os brasileiros Museu de Arte de São Paulo; e Paço do Frevo, no Recife. Muitos deles já mantinha, em seus sites, conteúdos paralelos aos vistos em seus espaços físicos, porém, o fechamento de suas portas fez com que esses espaços virtuais ganhassem mais força.

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Mais que isso, a pandemia fez surgir novos espaços, ainda que não necessariamente físicos. O CAM - The Covid Art Museum, foi o primeiro museu criado durante a crise sanitária e traz em seu acervo o que tem sido chamado de “arte da Covid”. O projeto é uma criação dos publicitários espanhóis Irene Llorca, José Guerreiro e Emma Calvo e reúne, no Instagram, obras de artistas de todo o planeta, todas produzidas durante a pandemia e baseadas nelas. Uma iniciativa semelhante foi desenvolvida pela brasileira Luiza Adas, o Museu do Isolamento Brasileiro, que abriga, também no IG, a produção artística de diversos nomes do cenário nacional das artes.

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O Covid Art Museum reúne obras de todo o mundo. 

O museu 'tá' diferente

Para além dos sites de grandes museus e galerias, outras plataformas passaram, também, a abrigar a produção de pintores, escultores, fotógrafos e grafiteiros. As redes sociais passaram a ser usadas ainda mais como fonte de escoamento da produção, a exemplo do que fez dos museus recentemente criados, mencionados acima. 

Alguns artistas, em iniciativas individuais, "ressignificaram" seus perfis nas redes transformando-as em verdadeiras galerias. A exemplo do que fez a pernambucana Ianah Maia, que produziu a mostra Me apaixonei pelo filtro que eu projetei em você, especialmente para o formato de exposição virtual no Instagram.

Expondo seu trabalho desde 2012, esta é a primeira vez que Ianah produz vislumbrando essa plataforma digital. “O Instagram já era um pouco a minha própria galeria de arte no sentido de ser um espaço onde eu estava constantemente divulgando o meu trabalho mas esse realmente foi pensado para ser divulgado em meios virtuais”, disse em entrevista ao LeiaJá.

A migração para o ambiente virtual possibilitou, tanto para a artista, quanto para o público, uma nova experiência no escoamento e consumo de sua arte, através de diferentes ferramentas disponibilizadas pelo aplicativo. “Eu consigo brincar com a coisa da localização, adicionar música à experiência de cada uma das obras, não é uma música ambiente que tá tocando em toda a exposição. Tem os stories que me faz conseguir interagir em tempo real com as pessoas. Isso tudo eu tô deixando no destaque do perfil que é uma forma de quem está acessando a exposição agora conseguir acessar quais foram as interações que já aconteceram ao longo da exposição”. 

Ianah levou sua exposição para o Instagram. Foto: Ianah Maia

Não só a plataforma como o mote para a mostra vieram por influência do atual momento pandêmico. Trabalhando de casa, a artista visual passou a lidar com novos apelos no seu fazer artístico e a sua própria vivência durante a quarentena acabou lhe despertando para esse trabalho. “Eu fiquei realmente bem isolada em casa mesmo e  acabou que meus momentos de lazer eram muito voltados para a arte. Fiquei bastante tempo pintando e meu processo criativo se tornou muito mais intenso nesse sentido porque as referências estavam ali borbulhando. Depois que eu vivenciei tudo, essa experiência específica de uma relação vivida em contexto pandêmico eu percebi que aquilo poderia virar um produto artístico a partir do momento que eu vi que talvez eu não era a única a estar vivendo relações utilizando o meio virtual ou então essa relação de solitude comigo mesa ou outras coisas que são bem características dessa época que a gente tá vivendo”. 

Quanto ao futuro das artes visuais, Ianah não se atreve a predizer, “porque a pandemia deixa tudo bem díficil de se prever”, mas a jovem artista acredita que, assim como o resto da humanidade, ficará marcada por esse momento e que todo trabalho artístico, a partir de então, será “consequência” dessa experiência. “Eu costumo brincar que o fato de eu ter esse privilégio de trabalhar dentro de casa me fez ficar quase como numa residência artística forçada porque eu procuro sempre estar alimentando minhas pesquisas. Através da internet eu consegui acessar certos espaços educativos e outras obras de artistas que estão em outros estados e países, então é um período bem interessante nesse sentido. Espero conseguir seguir nessas investigações que eu venho fazendo, nesse ramo dos sentimentos, e  trazer a minha vivência enquanto mulher negra pro mundo através da arte”. 

 

 

O artista de rua britânico Bansky colocou em leilão o quadro "Game Changer" e espera arrecadar até 3,5 milhões de libras (cerca de R$ 24 milhões) que serão revertidos ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido. A pintura deve ser leiloada no próximo dia 23.

"Game Changer" foi doada pelo artista ao hospital de Southampton, no sul da Inglaterra, em maio de 2020, durante a primeira onda de Covid-19. O quadro feito em preto e branco mostra um menino que jogou os boneco de heróis, como Batman e Homem-Aranha, na lata de lixo para brincar com a boneca de uma enfermeira, que usa máscara e capa. A obra resume a gratidão do artista aos profissionais de saúde e é o único trabalho de Banksy sobre a pandemia.

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Foto: Reprodução / Instagram @banksy

Em maio do ano passado, quando  Banksy entregou a pintura ao profissionais da saúde, deixou um bilhete: "Obrigado por tudo o que estão fazendo. Espero que alegre um pouco o lugar, mesmo que seja apenas em preto e branco".

Após o leilão, a obra original deixará o hospital de Southampton, que ganhará uma reprodução da pintura.

Por Emmanueli Nunes

O artista canadense Bradley Hart recriou uma série de pinturas conhecidas da história da arte com uma técnica diferente: ele injeta tinta acrílica nas bolhas individuais do plástico bolha para formar imagens maiores, técnica que lembra o pontilhismo.

Hart desenvolveu a técnica em 2003, quando, aos 31 anos, foi diagnosticado com esclerose múltipla e precisou passar por um tratamento com injeções. Ele revelou ao site Art Insilder que leva até cinco dias para encher de tinta aproximadamente 2.500 seringas, que usa para cada novo quadro. O artista trabalha com uma palete de 116 cores.

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O artista já recriou a "Mona Lisa" (1503), de Leonardo da Vinci (1452-1519), "Menina com Brinco de Pérola" (1665), de Johannes Vermeer (1632-1675) e "Autorretrato com Chapéu de Feltro Cinza" (1887), de Vincent Van Gogh (1853-1890). Hart também já produziu retratos de Marilyn Monroe (1926-1962), Kurt Cobain (1967-1994), Michael Jackson (1958-2009) e David Bowie (1947-2016).

Cada obra leva em média 150 horas para ser finalizada, e o artista conta com o auxílio de algoritmos de computador, que mostram a visão completa da imagem a ser reproduzida. Todos os quadros que Hart produz geram duas visões diferentes: uma imagem pixelada pelas bolhas, vista de frente, e um retrato impressionista, com os pingos vistos por trás.

Por Emmanueli Nunes

A França, alvo de ataques extremistas nos últimos anos, inaugurará um "museu-memorial do terrorismo" em 2027, para destacar a "força e resistência" diante desses ataques, informou nesta terça-feira (2) à AFP o responsável pelo projeto, o historiador Henry Rousso.

"Concebemos o memorial e o museu como um local com esta dupla vocação, de articular a função de transmissão e homenagem, e de manter junto um compromisso de emoção e reflexão", explicou o historiador.

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O primeiro museu do gênero na França irá mencionar os atos terroristas ocorridos a partir de 1974, ano do atentado perpetrado pelo venezuelano Carlos contra o centro comercial Publicis, em Paris (dois mortos). "Também incluirá ataques anarquistas, nacionalistas, independentistas do Terceiro Mundo e políticos, assim como os mais recentes dos extremistas", explicou Rousso.

Em setembro de 2018, a criação deste projeto foi anunciada pelo Presidente Emmanuel Macron. O museu proporcionará um espaço importante para vítimas, sobreviventes e os socorristas. Está sendo estudada a questão do lugar que ocuparão os realizadores dos atentados, com a ideia de "excluir todas as formas de heroísmo", ressaltou Rousso.

No mundo, existem ao menos uma dezena de museus dedicados a ataques, entre eles o de Oklahoma City (EUA, ataque em 1995) e o de Oslo (massacre de Utoya, em 2011), e os de Nova York dedicados ao ataques de 11 de setembro de 2001.

Uma das poucas telas de Van Gogh ainda em mãos privadas e pertencente ao seu período parisiense será leiloada online em 25 de março com um preço estimado de entre 5 e 8 milhões de euros (6 e 9,7 milhões de dólares), anunciou a casa Sotheby's nesta quarta-feira (24).

De 1887, "Scène de rue à Montmartre" foi pintado durante os dois anos em que Van Gogh (1853-1890) viveu em Paris. A obra mostra um casal passeando e duas crianças brincando, com o "Moulin à poivre" ao fundo, um emblemático moinho de vento transformado em salão de festas.

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"Há poucos quadros da série de Montmartre", um bairro popular do norte de Paris. "É muito provável que gere muito interesse entre particulares, os grandes colecionadores de Van Gogh presentes em todo o mundo e talvez entre instituições", declarou à AFP Aurélie Vandevoorde, diretora do departamento de arte impressionista da Sotheby's.

A venda será feita por vídeoconferência por parte das equipes da casa em Paris, Nova York, Hong Kong e Londres.

É a primeira vez que o quadro aparece em público desde que foi adquirido por uma família francesa em 1920.

Será "primeiramente exposto em Amsterdã, onde estão os maiores colecionadores do artista, e será estudado pelo museu Van Gogh, que manifestou um verdadeiro interesse pela obra", informou Claudia Mercier, comissária da casa Mirabaud Mercier, a quem os proprietários confiaram a obra.

O quadro viajará depois para Hong Kong e, por fim, voltará para Paris.

O último Van Gogh vendido em um leilão, "Laboureur dans un champ" (1889), chegou a 81 milhões de dólares em 2017 em Nova York.

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