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Depois do sucesso no Recife, a Companhia Mákara de Teatro apresenta, nesta sexta-feira (22), às 17h, o espetáculo Dados da Vida na 24ª edição da MOSTEV - Mostra de Teatro de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. O Teatro é o Silogeu José Aragão. 

Dados da Vida conta as histórias de personagens que se misturam com a vida cotidiana de cada um de nós. Memórias, imaginações e realidades, sobem ao palco de uma forma simultânea e nada é o que parece ser. O espetáculo com 1h30 de duração promete prender o público do começo ao fim.

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Cada personagem pode ser o seu espelho hoje ou em um futuro próximo. Talvez, seu passado voltando diante de seus olhos. Dados da Vida vai surpreender você. Texto de Rômulo César Melo e encenação de Ulisses Nascimento. Elenco: Adulccio Lucena, Glissia Paixão, João Cabral, Ulisses Nascimento e Vanessa Jill Castle. 

Ingressos pela Sympla

R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)

Da assessoria

Nos dias 22 e 23 de outubro, o Teatro Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, vai abrir suas cortinas para o riso. O espaço cultural vai receber, neste final de semana, a peça Politicamente Incorreto, estrelada pelo ator Diógenes Rodrigues. Os espectadores irão acompanhar uma produção recheada de humor, crítica e reflexão, em meio ao atual cenário político e social do Brasil.

Em entrevista ao LeiaJá, Diógenes contou como foi que se deu o processo de criação do projeto. "Eu tinha essa ideia de fazer um monólogo desde que comecei a fazer minhas produções, acho que em 2003-2004, e só agora arregacei as mangas e juntei forças para fazer", disse. Para ele, está sendo prazeroso voltar aos trabalhos com sua arte.

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"Minha vida sem palco não tem sentido, é algo que me não consigo ficar sem ter... A emoção, a realização, a atmosfera... Preciso ter isso sempre, me completa", explicou o pernambucano. Dirigido por Filho Silva e Tiago Salvador, o espetáculo tem seu texto assinado por Ednilson Leite, Fil Braz, Paulo Gustavo, Suzy Brasil, Walter Vitti e pelo próprio Diógenes Rodrigues.

Com lei de incentivo da Lei Aldir Blanc e apoio da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, o projeto será mostrado ao público gratuitamente. Devido às limitações do local, é ideal que as pessoas cheguem cedo para garantir seus lugares. Os idealizadores optaram em começar a peça por volta das 19h59, como forma de fugir dos horários normais.

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O estado de Pernambuco figura como o sétimo mais perigoso para transexuais no país, segundo pesquisas da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra). Além disso, só em 2020, no Brasil, 175 assassinatos foram motivados por transvestifobia, de acordo com a Antra, colocando o país como o que mais mata transgêneres no mundo. Para protestar contra tamanha violência, o coletivo Agridoce lança, no próximo sábado (9), às 20h, o vídeo-performance Incendiárias, filhas do fogo, no YouTube. O trabalho ficará disponível gratuitamente até às 0h do domingo (10). 

Formado por 13 artistas trans e travestis de Pernambuco, o Coletivo de Dança-Teatro Agridoce tem buscado na arte uma ferramenta para lutar contra a violência direcionada à população trans. Em Incendiárias, o público é provocado a pensar no tema a partir de cenas de mulheres trans e travestis em performance por espaços públicos em Pernambuco.

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A obra busca, também, homenagear algumas vítimas da tranvestifobia, como Roberta Nascimento, queimada viva no último 24 de junho, no Cais de Santa Rita; Gisberta Salce Júnior, travesti assassinada em Portugal, em 2006; e Xica Manicongo, a primeira trans brasileira, assassinada no Brasil Colônia.  

O elenco do trabalho é composto pelas artistas Sharlene Esse, Sophia William, Jorja Moura, Aurora Jamelo, Pietra Tenório, Renna, Lorrany Silva, Cora Losty, Sabrina Raissa, Catarina Almanova, Leandra Salles, Estella Koral e Yafé Dias. Conta ainda com a participação de  Flávio Moraes e Nilo Pedrosa. O vídeo-performance poderá ser conferido gratuitamente no YouTube até a meia noite do domingo

"A Broadway está de volta!": Após 18 meses de silêncio imposto pela pandemia, os teatros de Nova York retomaram os espetáculos e no domingo (26) à noite aconteceu a premiação do Tony, com a vitória do musical "Moulin Rouge!".

"Todo mundo está vacinado, todos fizeram teste (contra a Covid-19) e usam máscara. Cada teatro da Broadway será assim durante um curto período e ficará tudo bem", afirmou o ator e cantor Leslie Odom Jr no Winter Garden Theatre da Broadway, em pleno centro de Manhattan.

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Exibida pelo canal CBS, a premiação do Tony de 2021 recompensou as produções da temporada 2019-2020, brutalmente interrompida em março do ano passado pela epidemia de Covid-19 que afetou particularmente Nova York.

"Moulin Rouge! The Musical!" venceu em 10 categorias, com destaque para melhor musical e melhor ator de musical para Aaron Tveit. A obra é uma adaptação do filme de 2001 "Moulin Rouge!", do diretor Baz Luhrmann, com Nicole Kidman e Ewan McGregor.

O Tony de melhor peça de teatro foi vencido por "The Inheritance", adaptação do romance de 1919 do britânico Edward Morgan Forstere, "Howards End", que retrata as relações sociais na Inglaterra do início do século XX. A obra se passa na Nova York contemporâneo. Stephen Daldry recebeu o prêmio de melhor diretor.

Adrienne Warren venceu na categoria atriz de musical por sua interpretação da cantora Tina Turner em "Tina".

"Hamilton", "O Rei Leão", "Chicago": os musicais mais famosos da Broadway retornaram aos palcos em 14 de setembro.

"A Broadway está de volva. É indispensável. E a Broadway será ainda melhor", afirmou Audra McDonald, que já venceu seis prêmios Tony na carreira.

Dani Calabresa, Bruna Louise, Carol Zoccoli e Tatá Werneck são humoristas que certamente você já viu na internet ou na televisão. Elas vieram a reboque de grandes nomes do humor nacional, como Dercy Gonçalves, Zezé de Macedo e Nair Bello, algumas das pioneiras no desbravamento de um cenário antes dominado exclusivamente pelos  homens e machismo nosso de cada dia.

Assim como essas humoristas de nomes já reconhecidos e carreiras consolidadas, outras tantas estão na luta para fomentar e solidificar um cenário mais equânime para as profissionais da área no país. Sobretudo no Nordeste, onde o movimento do stand up comedy começa ver surgir várias meninas dispostas a encarar esse desafio e, claro, fazer o público rir muito. 

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Até bem pouco tempo, a paraibana Josi Dionísio era uma das poucas mulheres do stand up no Nordeste. Na Paraíba, continua sendo a única. Ela própria demorou a iniciar a carreira por medo de se jogar em um espaço onde, até então, só via homens, ainda que esses a encorajassem a tentar. “Eu ia a muitos shows e sempre que eu ia assistir eram homens. Eu ficava: ‘vocês querem que eu faça, mas eu chego aqui e só tem homem, eu não me encontro aqui”, diz em entrevista ao LeiaJá. 

Josi é a única mulher a fazer stand up na Paraíba. Foto: Divulgação

Porém, a despeito da insegurança e temor de Josi, a vontade de subir ao palco a estimulou a buscar meios de fazê-lo. Pela internet, ela começou a descobrir outras meninas, ao redor do país, que já se aventuravam no meio e ver suas iguais se lançando naqueles espaços a encorajou. Tanto que, em sua estreia, além do nervosismo e do medo, a humorista enfrentou até mesmo a “bunda da Anitta”, que no mesmo dia se apresentava em um festival na cidade. “Foi um pouco injusto. Lá tinha bebida, dança, a Anitta balançando a raba e no nosso show só tinha meus amigos feios e eu, a única mulher. Só tinha os patrocinadores no show e o dono do bar, foi bem difícil, mas eu gostei”.

Gostou tanto que não desceu mais do palco e já se vão dois anos de carreira. Nesse tempo, Josi estreitou os laços com outras humoristas, abriu shows para a catarinense Giovana Fagundes que, segundo ela, “faz questão de ter mulheres” abrindo suas apresentações, e vem encorajando outras meninas a entrarem na profissão. Algo, talvez, tão desafiador quanto começar de fato. “ (Quando) chega uma menina, ela vai fazer a primeira apresentação e naturalmente vai ser ruim, que nem a minha que competi com a Anitta, você tem que persistir e continuar. Mas geralmente, as meninas se assustam e vão embora. Toda vez eu perco uma amiga e eu não gosto de despedidas”, diz a paraibana. 

Com dois anos de carreira, Josi tem feito parte de uma rede de apoio de mulheres comediantes. Foto: Divulgação

Outra humorista que encontrou conforto ‘se vendo’ no palco através de outra mulher foi a pernambucana Michele Félix. Estudante de teatro, ela conta que sempre se identificou com a comédia, mas a falta de representatividade a impedia de se jogar no stand up. Após frequentar alguns shows no Recife, ela assistiu a uma apresentação de Andy Rodrigues que abriu um horizonte de novas possibilidades para ela. “Quando você não vê uma outra mulher em cena, você se sente um pouco acuada: ‘será que é pra mim?’.É tanto homem, né? E de certa forma acaba criando uma barreira para as meninas. Dentro do stand-up do Recife, os meninos aceitam bastante as meninas, mas essa ideia de ser uma área masculina acaba afastando”.

Ao passo que vão estreando suas carreiras, essas meninas acabam criando uma rede de encorajamento e apoio. Josi e Michele, e algumas outras profissionais de todo Brasil, estão juntas em um grupo de WhatsApp no qual trocam figurinhas, dicas e sugestões. E embora esse elo de força pareça ser suficiente para encarar o machismo que ainda as afronta, entre essas dicas estão estratégias para ganhar o público e driblar possíveis inconvenientes. 

Michele Félix está iniciando na carreira e conta com a rede de apoio das colegas. Foto: Arquivo pessoal

A paraibana Josi conta que para as humoristas, o show só começa mesmo depois que elas conseguem provar que são merecedoras da atenção do público, coisa que os profissionais homens não precisam fazer. Para isso, elas lançam mão de piadas “coringas” que vão esquentando o público até que sua atenção esteja totalmente ganha. "Quando entra uma mulher no palco  tem cara que dá as costas”, conta.  

Além disso, essas profissionais costumam tomar cuidados quanto ao figurino e até a maquiagem, detalhes capazes de influenciar no resultado final da apresentação. “Se tiver maquiagem mais forte o resultado do show é um, se tiver mais fraca é outro.. Eu estou até usando roupas mais neutras, é uma estratégia. Também tem meninas (no público) que se sentem enciumadas nitidamente. Tenho foto que o cara tá rindo e a mulher tá chateada do lado: ‘Por que meu homem tá rindo com essa menina que tá falando de depilação?’. As outras meninas (humoristas) também comentam isso”.

O apoio que se dão, no entanto, tem ajudado a atravessar essas dificuldades e procurar seu lugar ao sol no mundo do stand up. A pernambucana Michele, com apenas duas apresentações oficiais no currículo, por enquanto, garante não levar seu gênero em conta na hora de executar o seu trabalho. “Eu não me limito por ser mulher, mas o que falo no meu texto é muito sobre minha vivência. Eu recebo dicas das meninas  pra afinar o texto pra me sentir segura. Você vai se achando aos poucos, eu tô me achando ainda no palco”. 

Como as colegas, Michele tem o sonho de viver exclusivamente da comédia. Foto: Arquivo pessoal

Mulherada no palco

Neste sábado (25), Josi Dionísio e Michele Félix subirão ao palco do Guarani Café, no Recife, ao lado de outras seis humoristas, para o festival Novas (A)Normais. O espetáculo, realizado pela DuMangue Produções, é uma iniciativa que visa incentivar o público a consumir o stand up das meninas, bem como abrir espaço para que elas possam mostrar seu trabalho.

A produtora do evento, Élida Rafisa, diz que o show é “um marco” na cena do Nordeste e frisa a importância de iniciativas como essa: “Existe ainda uma minorização do papel da mulher dentro do stand-up. A gente vem de uma sociedade integralmente machista, em conversa com os meninos (sócios da produtora), a gente propôs começar a abraçar essas ideias de minorias mesmo, primeiro com as mulheres. Há muitos anos na cena do Recife vem se tentando integrar as mulheres, só faltava oportunidade, o espaço para elas terem público. Elas precisam de show, então a gente criou esse pra estrear. Paralelamente temos colocado sempre meninas em outras apresentações, sempre de duas em duas”.

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Em Novas (A)Normais, a paraibana Josi Dionísio será a mestre de cerimônias da noite, conduzindo o público e apresentando suas colegas. Integram o elenco, além dela e Michele, as pernambucanas Anayra Bandeira, Andy Rodrigues, Babi Maybell, Érica Ferrer, Ninha Rodrigues, e a convidada Mari Camargo, vinda do Rio Grande do Sul. 

A ideia, após a estreia, é levar o espetáculo para outros estados nordestinos para fortalecer o movimento. “O Nordeste em si não tem uma cultura de ir pra show de stand-up. A prioridade hoje é a gente solidificar a cena aqui. A gente quer que a pessoa vá comprar a comédia, o stand-up e não só o artista. Consequentemente, dar visibilidade a elas (humoristas), transformando o pessoal em vitrine para começar a ir pra lá (Sudeste) como convidadas. Acho tão bonito quando o pessoal vem de São Paulo pra cá como convidado, por que não o contrário? É valorizar o que é nosso”, diz Élida.  

Deixa ela trabalhar

Enquanto se preparam para mais um show, essas meninas do stand-up sonham com um futuro mais próspero para a categoria. Em comum, além da vontade de fazer o público rir muito, elas têm o desejo de viver exclusivamente de sua arte, em um cenário de maior valorização ao seu fazer artístico. “Tá 20 reais o quilo do peito de frango, gente, eu tenho que trabalhar”, brinca Josi, que atualmente complementa sua renda como animadora de festas infantis. “De tarde eu to de Peppa Pig, de noite já to de Josi, contando piada sobre DIU, não tem nada a ver é bem aleatório. Pra mim a maior felicidade seria viver de comédia totalmente e que meus amigos vivessem (dela) também, porque aí sim eu seria muito feliz”.

A pernambucana Michele, que vem dividindo a comédia com a vida acadêmica - ela finaliza o curso de Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Pernambuco este ano -,  vai pelo mesmo caminho, desejando um futuro de muito trabalho não só para si mesma, mas também para outras comediantes. “Quando você trabalha com humor você sempre tem que ter um emprego a mais, pelo menos no Recife. Espero poder ter a possibilidade de trabalhar só com humor. Não sei se é muito utópico da minha parte, mas espero isso. E isso só acontece quando você muda a cena, quando ela se abre mas, quando mais meninas entram nela. No futuro, eu espero que a cena esteja mais aberta para ir pra outros lugares e para virem mais pessoas, mais mulheres”. 

Serviço

Novas (A)Normais - com Josi Dionísio, Anayra Bandeira, Andy Rodrigues, Babi Maybell, Érica Ferrer, Ninha Rodrigues, Mari Camargo e Michele Félix

Sábado (25) - 20h

Guarani Café Bar (Rua Dom Bôsco, 498 - Boa Vista)

Ingressos à venda no Sympla

 


 

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Realizado pela Correnteza Produções, o espetáculo de teatro infantil “Histórias de Quintal” é um monólogo escrito e protagonizado pelo ator bragantino Paulo César Jr. A encenação narra, de maneira lúdica, as brincadeiras, histórias e aventuras de um menino de 8 anos que vê o seu quintal como um lugar onde tudo é possível, dentro do universo das crianças na Amazônia contemporânea.

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Selecionado no edital de teatro da Lei Adir Blanc Secult-PA, “Histórias de Quintal” tem como enredo as vivências de Juninho, que todos os dias, após a escola, entra em um mundo paralelo pelo portal da casa da árvore construída no seu quintal. Nas aventuras do menino, ele vivencia diversas peripécias: ajuda a Curupira High Tech, faz amizade com o Príncipe da Lua, explora as profundezas de um igarapé, participa de um baile de carnaval, sobe em árvores, roda pião e empina pipa. O igarapé, a floresta, o calor do sol, o céu estrelado e o vento tornam-se os cenários.

A montagem estreará no dia 24 de setembro nos Campos de Cima de Tracuateua-PA, às 18 horas, e seguirá em temporada presencial pelos dias 25, na Vila Que Era, e 26, na Praça da Bíblia de Bragança, às 17h30 e às 18 horas, respectivamente. A escolha por apresentar o espetáculo na cidade de Bragança e em comunidades próximas é alinhada aos objetivos da Correnteza Produções de possibilitar o acesso a obras artísticas na região. “Acredito no poder transformador da arte, e por isso sempre tento apresentar e desenvolver projetos que aconteçam na cidade, mas, principalmente, nas comunidades e vilas que a circundam, unindo forças com os circuitos artísticos e culturais já existentes nas comunidades”, afirma Paulo, que também assina a coordenação do projeto.

O espetáculo tem como preparador corporal e coreógrafo Julius Silva, premiado como coreógrafo revelação no Dança Pará de 2018 e proprietário do Studio de dança Step By Step, parceiro presente nos trabalhos da Correnteza Produções. Julius ressalta que "o corpo da criança tem seu próprio movimento, dinâmicas e sutilezas, que foram exploradas nas coreografias e partituras que construímos para o espetáculo como maneira de chegar mais perto do público".

Pedro Olaia, diretor do espetáculo, conta que o processo de direção do trabalho foi repleto de trocas entre diretor e ator, no decorrer da montagem. Olaia destaca que buscou extrair diversas possibilidades corporais de Paulo César Jr. na construção do personagem Juninho.

Com mais de 20 anos de carreira na cena artística paraense, trabalhando com teatro, performance e audiovisual nas cidades de Belém e de Bragança, onde reside atualmente, o diretor considera que o espetáculo é uma produção leve, bonita e cheia de sutileza presente nas histórias contadas ao longo da montagem e que são, ao mesmo tempo, muito profundas. “A busca de sair da zona de conforto é legal no trabalho de qualquer artista. E tem toda uma estrutura para isso, com a manipulação de bonecos, danças, músicas e o jogo de subidas e descidas que está presente na construção dramatúrgica do trabalho", diz o diretor.

Os figurinos, cenografias e bonecos são parte da visualidade de ”Histórias de Quintal”, que, de acordo com o artista Maurício Franco, é um espetáculo marcado pela subversão de objetos cênicos. Franco, que também é artista plástico e performer residente em Belém, conta que parte das influências na concepção da visualidade do trabalho veio de semelhanças entre o espetáculo e as vivências que teve quando criança, como alguém que cresceu entre brincadeiras no grande quintal da casa onde morava na ilha de Mosqueiro.

Além das apresentações, o projeto também realizará a oficina “Teatro infantil: as brincadeiras dos quintais da Amazônia”, que será ministrada nos dias 24 e 25 de setembro, nos Campos de Cima de Tracuateua e na Vila Que Era. “Durante a montagem do espetáculo revisitamos brincadeiras, jogos e histórias presentes na nossa infância amazônida, com reflexões sobre a infância nos demais Estados do Brasil para compor nossa dramaturgia e encenação as quais serão exploradas na oficina”, destaca Paulo.

A programação, voltada a crianças de 4 a 9 anos, visa proporcionar um ambiente criativo, no qual os participantes possam experimentar as brincadeiras tradicionais da Amazônia, desenvolvendo a coordenação motora, a capacidade de comunicação e estreitando suas relações com as manifestações culturais da região. Cada oficina conta com 15 vagas e terão duração de duas horas.

Serviço

Espetáculo infantil “Histórias de Quintal”.

Duração: 1h.

Quando: 24 a 26 de setembro.

Onde: Campos de Cima (18h), Vila Que Era (17h30), Bragança (17h30).

Classificação indicativa: Livre.

Oficina “Teatro infantil: as brincadeiras dos quintais da Amazônia”.

Duração: 2h.

Quando: 24 e 25 de setembro.

Onde: Campos de Cima de Tracuateua e Vila Que Era.

Horário: 16h às 18h.

Público-alvo: Crianças entre 4 e 9 anos.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Pedro Olaia.

Produção: André Romão.

Assistente de Produção: Adson Pereira.

Preparação corporal, sonoplastia e coreografias: Julius Silva.

Figurinos e visualidades: Mauricio Franco.

Confecção dos Figurinos: Nanã Falcão.

Designer Gráfico: Wan Aleixo.

Assessor de imprensa: Lucas Del Corrêa.

Registros em Fotografia: Thaís Martins.

Dramaturgia, coordenação geral e atuação: Paulo César Jr.

Por Lucas Del Corrêa, da assessoria do espetáculo.

A companhia Mákara de Teatro leva para o palco do Teatro Barreto Júnior, localizado na zona sul do Recife, o espetáculo Dados da Vida'. A montagem mistura realidade e ficção por meio de personagens do cotidiano em uma narrativa de 1h30.

O espetáculo estará em cartaz no equipamento cultural nos dias 24, estreia, e 25 de setembro, às 20h. Os ingressos, vendidos on-line, custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). 'Dados da Vida' tem direção de Ulisses Nascimento e texto de Rômulo César Melo.

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Serviço

Dados da Vida

24 e 25 de setembro, às 20h

Teatro Barreto Júnior - Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina

R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia)

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista o ator Francisco Maia Forte sobre o projeto Casa de Poesia. O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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O cineasta americano Gus Van Sant apresenta nesta quinta-feira (23), em Lisboa, sua primeira produção para o teatro, um espetáculo musical sobre um jovem Andy Warhol prestes a virar um ícone da pop art.

"Tentei reunir os melhores momentos da vida de Andy Warhol para explicar sua ascensão no mundo da arte nos anos 1960", explica Van Sant, de 69 anos, diretor de "Gênio Indomável" (1997) e vencedor da Palma de Ouro de Cannes com "Elefante" (2003).

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Dos encontros de Warhol com o escritor Truman Capote, com o crítico de arte Clement Greenberg, ou com a atriz Edie Sedgwick, emerge "um personagem estranho, que não corresponde ao Andy Warhol que nós conhecemos".

"É um pouco como o seu duplo", explica Gus Van Sant antes da estreia de "Andy", no Teatro Nacional D. Maria II, de Lisboa.

Autor dos diálogos e das canções, Van Sant "mistura o tempo, a realidade e a ficção, para construir sua relação imaginária com Andy Warhol", comenta John Romão, que incentivou o cineasta a arriscar sua primeira criação teatral durante a bienal de arte contemporânea BoCa, organizada pela capital portuguesa.

O espetáculo, que depois segue para Roma, Amsterdã, Paris e Atenas, permitiu ao diretor concretizar um projeto, com o qual sonhava há muito tempo.

O diretor, roteirista, pintor, fotógrafo e músico já havia preparado o roteiro de um filme, no qual o ator River Phoenix, irmão de Joaquin Phoenix falecido em 1993 aos 23 anos, interpretaria Warhol.

A obra foi produzida com uma equipe 100% portuguesa, o que reduziu as limitações vinculadas à pandemia de covid-19.

- "Um jovem tímido" -

Em sua filmografia, Van Sant fez outras incursões no gênero biográfico, incluindo "Últimos Dias" (2005), sobre o fim da vida do cantor do Nirvana Kurt Cobain, ou "Milk" (2008), sobre o ativista dos direitos homossexuais Harvey Milk.

"Poucas pessoas sabem realmente quem era Andy Warhol", afirma o ator português Diogo Fernandes, que interpreta Warhol ao lado de um jovem elenco em que todos falam e cantam em inglês.

"Penso que era um garoto tímido, fascinado pela cultura americana e que queria ser uma estrela, mas que nunca imaginou o impacto que teria", completa.

A obra revela a superficialidade do artista que, neste retrato, mostra sua atração pelo glamour e pelo dinheiro associados ao mundo da arte.

Para John Romão, o autor dos retratos coloridos de Marilyn Monroe, ou das latas de sopa Campbell, "é um personagem meio escondido na sombra, tímido e, ao mesmo tempo, com uma grande força, graças a sua capacidade de concretizar suas ideias".

"Isto provocou uma espécie tanto de fascínio como de medo ao redor dele", acrescenta.

"Andy" também atende o desejo de Van Sant "de levar ao palco seu olhar de diretor de atores, de escritor de diálogos, mas também de criador de atmosferas musicais", afirma Tiago Rodrigues, que em breve deixará a direção artística do teatro lisboeta para se tornar o primeiro estrangeiro a comandar o prestigioso Festival de Avignon (França).

Nove obras do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973) foram doadas nesta segunda-feira (20) à França por sua filha Maya, a terceira cessão de quadros do artista desde a criação do Museu Picasso em Paris.

Entre as obras se destacam um retrato do pai de Picasso, de 1895, e "Menino com pirulito sentado embaixo de uma cadeira", um quadro pintado pouco depois de "Guernica", em 1938.

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"É uma doação excepcional", a primeira desde 1990, declarou a ministra da Cultura francesa, Roselyne Bachelot, durante a cerimônia de doação no museu parisiense.

As obras contribuem para manter o Museu Picasso de Paris como o maior depositário da obra do artista espanhol, com mais de 5.000 peças, incluindo 300 pinturas, além de 200.000 documentos e objetos.

A doação serve para que os herdeiros da família Picasso evitem grandes impostos por questões de sucessão.

Maya Ruiz Picasso (86 anos), filha de Picasso e de Marie-Thérèse Walter, foi representada, por motivos de saúde, na cerimônia de doação pelos filhos Diana e Olivier. O evento também teve a presença do ministro da Economia da França, Bruno Le Maire.

Maya foi pintada com frequência por seu pai quando era criança, nos anos sombrios da II Guerra Mundial e da ocupação alemã.

"A França foi a escolha do meu pai e eu nunca pensei em partir para outro lugar", explicou a filha de Picasso em uma carta lida por seu filho Olivier.

"O que seria da França sem o espanhol Pablo Picasso?" perguntou o ministro da Economia.

- Nove obras de grande valor -

Por ordem cronológica, a primeira obra é "Dom José Ruiz" (1895), um quadro do início da carreira do artista. Picasso pintou seu pai de perfil, com uma delicada paleta de marrons.

Depois aparece "Estudio para una intérprete de mandolina" (1932), uma obra mista, óleo e carvão.

"Menino com pirulito sentado embaixo de uma cadeira" (1938) foi a obra escolhida para ser revelada à imprensa e aos convidados.

É uma obra de grande força, pintada em pleno vigor artístico de Picasso. Um retrato em preto e branco, cubista, que recorda plenamente as personagens encurraladas de "Guernica", que provocou grande sensação um ano antes.

O "Retrato de Émilie Marguerite Walter (Mémé)" de 1939 tem o mesmo estilo, mas a personagem está pintada a cores e apresenta um grande sorriso. Trata-se da avó de Maya, a mã sueca de Marie-Thérèse.

Uma escultura, "A Vênus de Gas", de 1945, demonstra a capacidade de surpreender de Picasso. O artista pegou um queimador de gás, o ajustou, colocou um pedestal de madeira e transformou-o em uma deusa de ares pré-históricos.

A influência dos grandes mestres aparece em "El Bobo" (1959), um óleo que se apropria da figura do anão da corte. A personagem aparece sorrindo, com uma garrafa em uma mão e uma frigideira com o que parecem ser dois ovos fritos na outra.

Picasso também estava muito interessado pela pintura de seu país de acolhida. Sua filha doou ao museu um caderno de desenhos sobre o quadro "Almoço na Relva" de Edouard Manet (1863).

"Cabeça de homem" é de 1971, na etapa final de Picasso. Este óleo foi escolhido para ilustrar a capa do catálogo da última exposição em vida do artista.

A última peça doada à França não é uma obra de Picasso, mas que o acompanhou por toda a vida desde que a comprou na primeira década do século XX: uma estatueta Tiki das Ilhas Marquesas, um magnífico exemplar de arte primitiva.

"É um novo enriquecimento (para o Museu Picasso) com obras que minha mãe sempre guardou com a intenção de que fossem para um museu”, disse à AFP Olivier Widmaier Picasso, neto do artista.

O Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, recebe neste sábado (18), a partir das 20h, um evento que marca a fase de retomada de atividades culturais. Comandado pelo bailarino Venicius Passos, o projeto de dança vai trazer ao palco grandes sucessos da música nacional e internacional. Do ballet ao jazz, os bailarinos prometem emocionar o público com apresentações com um trilha sonora que vai de Alicia Keys até Elba Ramalho.

Com 20 bailarinos envolvidos, a expectativa é que a apresentação emocione os presentes no teatro. "Este tempo parado foi muito difícil para todo mundo. A nossa dança neste espetáculo está carregada de emoções. É uma mistura de danças e conceitos, mas também é uma mistura de sentimentos. Vamos levar para o palco esperança, sorrisos e força. A dança tem essa magia e tenho certeza que a plateia vai sentir o que está no coração de todos os bailarinos", disse Venicius Passos, produtor da peça.

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O evento também marca os dez anos de atividades do Núcleo de Danças Venicius Passos (NDVP), uma das principais companhias de dança de Pernambuco e responsável por produzir grandes espetáculos. O grupo já trouxe aos palcos pernambucanos amostras premiadas e que foram reconhecidas internacionalmente. Os ingressos custam R$ 35, disponíveis na bilheteria do teatro.

*Da assessoria

O espetáculo pernambucano pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação celebra o centenário do recifense Paulo Freire, em apresentação presencial no próximo dia 24, no Teatro de Santa Isabel, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife. Os atores Daniel Barros e Júnior Aguiar, protagonistas da peça, indagam e interpretam o papel do aclamado professor.

"Buscamos contribuir para dimensionar a importância do teatro político na sociedade brasileira em diálogo com as lutas históricas pela construção da democracia no Brasil e em toda a América Latina", descreve Júnior Aguiar. A encenação retrata os 70 dias da prisão de Paulo Freire no Recife, após o golpe de 1964, além do exílio do educador por 16 anos pela América Latina, Europa e África.

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"Propomos um diálogo, sempre a partir da reflexão social, que não deixa ninguém a margem da vida nacional. Educação e política se fundem. Sua relevância como personagem histórico é o centro do nosso debate que desejamos estabelecer com a plateia. Freire continua sendo um visionário ao propor uma pedagogia crítica, ancorada no diálogo dos educandos com os educadores, onde todos aprendem e ensinam ao mesmo tempo", afirma Daniel Barros.

O projeto que homenageia Paulo Freire surgiu de uma pesquisa do Coletivo Grão Comum, também de Pernambuco, em conjunto das obras Trilogia Vermelha. "A teatralidade, no campo desta segunda pesquisa de criação, recaiu sobre o tema da educação, das filosofias pedagógicas, da importância de defender o campo do conhecimento e das sabedorias que interligam mestres e aprendizes, educadores e educandos", ressalta Júnior.

Desde 2012, com a lei 12.612, Freire tornou-se Patrono da educação brasileira. Ele é o autor dos clássicos: Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia. Sua obra foi traduzida para mais de 30 países e suas ideias permanecem vivas dentro dos círculos que debatem os rumos educacionais. 

"Paulo Freire é o brasileiro mais homenageado na história do nosso país, com mais de quarenta títulos, dentre os quais o de Doutor Honoris Causa, o de Pesquisador Emérito, de Professor Emérito e de Professor Distinguido", pontua Daniel. Os ingressos da montagem estão disponíveis no site Sympla, custando R$ 15 (estudantes e professores) e R$ 30 (inteira). 

*Da assessoria

Neste domingo (19) é celebrado o Dia Nacional do Teatro. A data visa relembrar e reforçar a importância das artes cênicas no cenário brasileiro, além de ser uma ocasião especial que para homenagem para todos aqueles profissionais que vivem da dramaturgia teatral.

De acordo com José Eduardo Paraíso Razuk, diretor de teatro e professor dos cursos de comunicação da Universidade Guarulhos (UNG), o teatro tem uma função pedagógica na formação da sociedade, desde o início da história do Brasil, quando os católicos exerciam a catequese por meio das artes cênicas. “Outro papel extremamente importante do teatro é na libertação da mentalidade do brasileiro, já no século XX, durante a ditadura militar. A resistência mais forte que foi encontrada durante esse período se deu nesta área. Dos anos 1960 até os anos 1980 o teatro cumpriu um papel extraordinário”, afirma.

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Enquanto todos os meios de comunicação eram severamente vigiados, o teatro cumpria “um papel de formiguinha, de não deixar a peteca cair”. Razuk completa dizendo que é através da encenação no palco que foi possível manter a chama democrática acesa. “É um elemento essencial na cultura e nunca deixou de cumprir seu papel relevante dentro da civilização brasileira”. Vale lembrar que outras formas de arte são consideradas como evolução da dramaturgia teatral, como os filmes de ficação no cinema e as novelas na televisão. E assim, o modelo de se contar histórias por meio dos diálogos predomina até os dias de hoje, mesmo tendo seu nascimento na Grécia Antiga.

Segundo Razuk, é importante ter em mente que o teatro também é considerado uma mídia de massa, já que desde o seu nascimento, os espaços abertos e arenas teatrais na Grécia Antiga chegavam a ter uma média de 15 a 20 mil pessoas. Além disso, também existem os centros e polos teatrais, como em Londres e em Nova York, na Broadway, com peças que estão em cartaz há mais de 20 anos, e ainda recebem milhares de espectadores todos os anos. “O teatro é verdadeiramente o primeiro formato de comunicação de massa que o homem conheceu e tem essa capacidade massiva”, confirma.

Já no período do Império Romano existi a ideia do teatro como forma de entretenimento, de pão e circo. “Então o teatro cumpre essas duas funções, tanto de entretenimento, mas também como ferramenta de modificação de pensamento humano e função lírica. Assim como o teatro Shakespeariano, que vai além do entreter, e cacaba por cumprir funções poéticas dentro da civilização humana”, explica.

A realidade de quem vive do teatro

Carlos Carvalho é técnico de palco e profissional na área e o teatro entrou em sua vida logo aos 14 anos de idade, quando presenciou uma apresentação teatral na escola. “Aquilo encheu meus olhos. Foi meu primeiro contato com o teatro e a partir de então eu passei a consumir espetáculos e espetáculos de dança”. Ao completar o ensino médio, Carvalho estava em dúvida sobre qual carreira iria seguir e começou a estudar um curso de oito meses, disponibilizado por uma ONG em Guarulhos (SP). “Eu pude entender melhor o teatro e me apaixonei perdidamente pelas artes do palco”, admite.

Por volta de 2005, o profissional do teatro parou de se apresentar e cerca de cinco anos depois, sua vontade de voltar ao palco crescia cada vez mais, mas desta vez Carvalho voltou como técnico de palco. “Isso me deu uma abertura gigantesca, porque eu comecei a entender o palco na sua grandiosidade. Como ator eu me via muito restrito ao personagem que eu estava criando, muito restrito ao universo do personagem. Como técnico eu consigo ter a percepção completa do que está acontecendo no palco. Ou seja, luz, cenário, objetos cênicos, figurinos, atuação dos atores e a forma como o diretor optou por contar aquela história”, relata.

Para o artista, o teatro é mais do que trabalho.  “O teatro é vida, é necessidade, é uma forma de comunicação e talvez a mais acessível que tem, porque através de um espetáculo teatral você consegue ter acesso a um contexto, a uma boa indagação, a uma boa filosofia. O teatro é fundamental na criação de uma personalidade. É uma das artes que podem trazer uma percepção de vida e uma percepção de sociedade”, explica.

Apesar da arte fazer parte da vida de Carvalho, existem diversas dificuldades para quem vive do teatro no país hoje. “A arte no Brasil é muito renegada e deturpada. O brasileiro não tem o costume de consumir e valorizar a arte e ninguém concebe a ideia de que é possível trabalhar e se sustentar com arte no Brasil”. O artista ressalta que também existe o empecilho em angariar o dinheiro para poder fazer teatro, além de ser reconhecido como artista e se manter pela arte com a arte. Mas independente disso, existe um lugar dentro do profissional que é dedicado às artes do palco. “Dentre todas as artes, é a que mais me toca. É a que mais me faz feliz”, finaliza o artista.

 

 

A Companhia Mákara de Teatro está com nova peça, que será exibida no Teatro Barreto Júnior, nos dias 24 e 25 de setembro, às 20h. O drama ‘Dados da Vida’ é uma mistura de ficção e realidade, com personagens que facilmente atrairão a atenção do público.

Com direção de Ulisses Nascimento e texto de Rômulo César Melo, o espetáculo, com 1h30 de duração, tem um roteiro que reúne “memórias, imaginações e realidades, que sobem ao palco de uma forma simultânea e nada é o que parece ser”, segundo nota da peça. O elenco conta com a participação de Adulccio Lucena, Alcidesio Júnior, Cristiano Primo, Glissia Paixão, Ulisses Nascimento e Vanessa Jill Castle.

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A maquiagem e figurino ficam por conta de Alcidesio Júnior, sonoplastia com André Lourenço, e iluminação com Anderson Leite. A peça tem classificação indicativa de 16 anos e os ingressos podem ser comprados no site do Sympla - dia 24 e dia 25, ao custo de R$ 20 meia entrada e R$ 40 inteira, sem taxa administrativa.

Jornalistas podem adquirir os bilhetes pela metade do preço, apresentando carteira da categoria ou crachá. O Teatro Barreto Júnior fica localizado na Rua Estudante Jeremias Bastos, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife.

A Broadway comemorava nesta terça-feira o retorno de alguns de seus musicais mais importantes após uma paralisação de 18 meses, um momento histórico na recuperação pós-pandemia de Nova York.

"Hamilton", "Wicked", "O Rei Leão" e "Chicago" retomam suas apresentações, para o deleite e alívio da indústria e dos amantes do teatro.

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"A Broadway está de volta e é algo divertido para todos", disse Jenni Milanoski, que veio de Boston com a filha na expectativa de assistir a "Hamilton". Elas fizeram reserva em um hotel que fica em frente ao teatro Richard Rodgers, para que Jenni pudesse entrar na fila às 5h e tentar comprar os ingressos. Às 10h15, um cancelamento lhe permitiu garantir as vagas.

Os teatros da Broadway reabriram gradualmente ao longo de setembro, mas para essa terça-feira (14) estava previsto o retorno simultâneo de alguns de seus shows mais populares. O ex-governador Andrew Cuomo havia marcado o 14 de setembro como data de reabertura da Broadway.

O público deve estar vacinado, assim como os artistas e funcionários do teatro. O uso da máscara durante os espetáculos é obrigatório.

Mecca, que viajou a Nova York de Buffalo, norte do estado, esperava assistir a "Waitress", que reabriu no começo do mês. "Tentamos vir todos os anos para ver alguns espetáculos, de forma que a reabertura é maravilhosa. Sentíamos falta, não existe emoção como esta."

A retomada dos shows acontece em uma cidade que ainda sofre com a escassez de turistas, que representam dois terços do público da Broadway. Mas os teatros acreditam que os moradores da cidade e aqueles que puderem visitá-la estão ávidos para voltar a assistir a uma apresentação ao vivo.

“Esta é uma grande noite para o retorno de Nova York”, comemorou o prefeito Bill de Blasio. "A Broadway está em nossa alma e nosso coração."

Ser mãe solo nos dias de hoje já é um grande desafio. Com a chegada da pandemia da covid-19 no Brasil e todas as restrições impostas por este período, se tornou, por vezes, desolador. Na solidão da maternidade, Ana e seu bebê são protagonistas no espetáculo "Meu Nome é Ana", uma performance da atriz Penélope Lima, em temporada nos próximos dias 16, 17, 18 e 19 de setembro, sempre às 20 horas, no Centro Cultural Atores em Cena, com entrada franca. O espetáculo é contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

Penélope Lima, que interpreta Ana, também é a dramaturga do espetáculo e se inspirou nos relatos de outras mães no período de lockdown para contar a história da personagem. "Eu também sou mãe e vi no relato de outras mães a possibilidade de construir uma narrativa que fizesse jus ao que nós passamos neste período, especialmente a quem deu à luz neste período ou se viu nos cuidados de crianças pequenas sem ter como sair de casa e sentiu medo com tanta coisa acontecendo", conta.

Na dramaturgia, Ana é uma mãe de primeira viagem que se vê sozinha em casa e com a necessidade de cuidar de uma filha ainda bebê, realidade comum em muitos lares Brasil afora. Na solidão da maternidade, aliada ao isolamento social, ela se vê em desespero diante das incertezas em relação ao vírus, do luto decorrente da perda de pessoas queridas, da reviravolta na rotina e no cotidiano e de instabilidade financeira.

"Quis explorar, além da maternidade, o contexto de luto e dor ocasionado pela pandemia", explica Penélope. A peça estabelece uma teia entre ilusão e realidade que se desenrola aos olhares do público. A direção é de Paulo Santana, com produção de Tânia Santana, em parceria com o Grupo de Teatro Palha. A visualidade é assinada por Nelson Borges e iluminação por Malu Rabelo.

Serviço

Espetáculo "Meu Nome é Ana".

Dias 16, 17, 18 e 19 de setembro, 20 horas.

Espaço Cultural Atores em Cena - Av. Nª Sra. de Nazaré, 435.

Lotação máxima de 20 pessoas por sessão.

Entrada franca.

Informações: 98941 9117 e 98567 6402.

Instagram.com/teatropalha

Facebook.com/fumoartistico

Da assessoria do espetáculo.

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O grupo de teatro João Teimoso faz seu retorno aos palcos, após um período de quarentena, com o espetáculo Retratos de Chumbo - As Rosas que Enfrentaram os Canhões. A peça cumpre curta temporada de cinco semanas no teatro Fernando Santa Cruz, localizado no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, com estreia neste sábado (11), às 19h.

Retratos de Chumbo é baseado nas histórias de mulheres que lutaram, foram torturadas e mortas durante o período da Ditadura Militar no Brasil. No palco, as atrizes Chell Moriim, Joana Botelho e Camila Cavalcanti se revezam na interpretação dos relatos de quem foi oposição ao regime que deixou marcas profundas na história do país. 

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Além disso, o espetáculo rende homenagem à Dona Elzita Santa Cruz, mãe do desaparecido político Fernando Santa Cruz, figura que dá nome à sala na qual a montagem será apresentada. A direção é assinada por Oséas Borba Neto, com assistência de Chell Moriim.

Serviço

Retratos de Chumbo - As Rosas que Enfrentaram os Canhões

Estreia

Sábado (11) - 19h

Temporada

18 e 25/Setembro/2021

 02 e 09/Outubro/2021

Sempre às 19h

Teatro Fernanda Santa Cruz - Mercado Eufrásio Barbosa - Varadouro/Olinda

Meia-entrada para todos - R$ 20





 

Eles tiveram de se manter em forma, manter sua paixão intacta e, em muitos casos, encontrar outras fontes de renda. Agora, após um hiato de 18 meses, atores e dançarinos da Broadway estão começando a retornar aos palcos de Nova York.

Para os atores de "Come from away", musical relacionado aos atentados de 11 de setembro de 2001, o retorno tem um significado particular.

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"É, de certa forma, o espetáculo perfeito para este momento, porque destaca nossa humanidade compartilhada", diz Paul Whitty, um dos atores nesta criação atípica.

Apresentado desde 2017 na Broadway, mas interrompido desde março de 2020, devido à pandemia do coronavírus, "Come from away" conta como habitantes anônimos de Gander, na região canadense de Terra Nova, receberam cerca de 7.000 passageiros. Durante vários dias, eles se viram forçados a pousar e a permanecer na ilha, devido ao fechamento do espaço aéreo dos Estados Unidos pós-11 de Setembro.

"Isso lembra que a vontade, a compaixão e a graça existem, mesmo em tempos difíceis", ressalta James Seol, um dos recém-chegados à companhia.

Na Broadway, pulmão cultural de Nova York, que gerava em torno de US$ 33 milhões em receita semanal antes da pandemia, os espetáculos estão sendo retomados, aos poucos, este mês, para um público 100% vacinado.

Na terça-feira, será a vez do "Rei Leão", "Hamilton" e "Chicago".

Escrita pelos canadenses Irene Sankoff e David Hein, "Come From Away" será reencenada em 21 de setembro, perto da Times Square. Uma versão gravada começará a ser transmitida na sexta-feira na Apple TV.

Barulho do camarim

Os ensaios chegam ao fim, e a vontade de reencontrar o público cresce.

"Estou com saudades do público. O contato, de compartilhar essa história", diz Q. Smith, que não sobe ao palco desde outubro de 2019.

"Do meu camarim, posso ouvir os espectadores que se instalam, e o clima, que é animado. É do que mais gosto", conta.

O fechamento, desde março de 2020, dos teatros da Broadway e dos 31 espetáculos então em cartaz tem sido um dos símbolos da paralisia nova-iorquina, duramente atingida pela Covid-19.

Embora as salas de espetáculos tenham recebido autorização para reabrir na primavera boreal (outono no Brasil) de 2021, as bilheterias eram muito baixas para a maioria dos teatros afiliados à Liga da Broadway.

Para os atores, o período foi sinônimo de um salto para o desconhecido.

"Foi muito complicado (...). Porque os artistas não têm estabilidade financeira", explica Q. Smith.

Embora tenha aproveitado o intervalo para dedicar os "365 dias do ano" ao seu bebê, ela diz que a retomada é um alívio.

"Nunca imaginei que um dia diria que estou ansiosa para fazer oito shows por semana", porque é "muito difícil", ressalta.

Turismo interno

James Seol, de 43 anos, admite que mudou temporariamente de profissão e começou a dar aulas particulares. Mas nunca pensou em interromper sua carreira artística, garante.

Em um dado momento, Paul Whitty chegou a se perguntar se algum dia os teatros seriam abertos.

"Foi tudo tão assustador (...) tentei achar um jeito de continuar criativo" com o piano, ou com "leituras por Zoom". Para "permanecer artisticamente ativo, em vez de assistir à Netflix o dia todo", completa.

Para o retorno, a lotação está completa. Olhando para o futuro, Sue Frost, uma das produtoras, está otimista, apesar de os turistas internacionais ainda não poderem visitar Nova York, devido ao fechamento das fronteiras americanas com vários países.

"Quando vimos o CEP das pessoas que compraram ingressos, ficamos animados. Eles vêm de todo litoral leste (dos Estados Unidos). Haverá turismo interno, muito mais do que o esperado", comemora.

Segundo ela, a Broadway é "forte o suficiente para superar essa tempestade".

O Janeiro de Grandes Espetáculos - Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco anuncia os 16 espetáculos selecionados para sua 28ª edição, que acontece de 12 a 30 de janeiro de 2022, de forma presencial. Os espetáculos foram avaliados por uma Comissão de Seleção formada por reconhecidos representantes das artes do Estado.

Foram levados em consideração critérios como qualidade artística e técnica e potência de diálogo com a atualidade. Devido à pandemia e à consequente redução na produção recente de shows e espetáculos, montagens não inéditas no festival puderem se inscrever nesta edição.

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Dos 16 selecionados, apenas os três da categoria Dança já estiveram na programação presencial do JGE. Os outros 13 espetáculos disputarão o Prêmio Copergás de Teatro, Dança, Circo e Música de Pernambuco. O Janeiro de Grandes Espetáculos é uma realização da Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco).

Confira a lista:

Teatro

Loré (Noz Produz, Recife)

Salto (Bote de Teatro, Recife)

Medusa Musa Mulher (Fabiana Pirro, Recife)

Borogodá! Ao Som de Reginaldo Rossi (Nível 241, Recife)

Música

João Fênix em Gotas de Sangue (Recife)

Charles Theone em Forró Colorido (Recife)

Babi Jaques e Lasserre em SóiS (Recife)

Circo

Picadeiro Pernambuco (Trupe Carcará, Cabo de Santo Agostinho)

Enquanto Godot Não Vem... (Cia 2. em Cena, Recife)

Mary En Virtual Mood (Cia Animée, Recife)

Dança

DNA do Passo (Grupo Destramelar, Recife)

O Homem do Sambaqui (Cia Trapiá de Dança, Recife)

Tijolos de Esquecimento (Acupe Grupo de Dança, Recife)

Regionalização

Histórias para Voar (Centro de Criação Galpão das Artes, Limoeiro) – Teatro para Infância e Juventude

Gabi da Pele Preta (Caruaru) – Música

As Severinas em Xamego de Fulô (São José do Egito) – Música

*Da assessoria

A história da Cabanagem contada no teatro a partir da ótica de um de seus maiores nomes: o cônego Batista Campos. Nos dias 27, 28 e 29, às 20 horas, no teatro Waldemar Henrique, o Grupo de Teatro Palha apresenta "Batista em Corpo e Fúria", espetáculo que marca o retorno do grupo aos palcos presenciais. Entrada franca.

O espetáculo conta a história de Batista Campos, figura central do movimento denominado Cabanagem, a maior revolta popular do Brasil no período regencial. Duramente perseguido pelas forças políticas do poder, chegando a ser amarrado à boca de um canhão durante conflitos de rua que se sucederam logo após a adesão do Pará à Independência do Brasil, em agosto de 1823, Batista Campos foi redator, sacerdote e mentor intelectual do movimento. Morreu em 31 de dezembro de 1984.

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Com encenação de Paulo Santana, o espetáculo traz de volta à cena o ator Stéfano Paixão, após um hiato de 11 anos longe dos palcos, além da participação de Kesynho Houston no elenco. A encenação proposta por Santana faz alusão a vários ícones, símbolos ligados à imagética do cenário da época da Cabanagem, como o próprio porão do navio Brigue Palhaço, as prisões, as baias de cavalos das fazendas.

"Falar de Batista Campos em pleno 2021 é extremamente atual e necessário, quando vivemos um dos piores períodos da política brasileira desde a redemocratização, em 1988. Batista Campos nos suscita a ir à luta, a levantar a voz, não ceder, não recuar diante da tentativa de destruição de nossa democracia", afirma Stéfano sobre o projeto que estreia após 13 anos engavetado.

A dramaturgia é uma livre adaptação da obra Batista, do autor paraense Carlos Correia Santos, que traça a história deste que foi um dos maiores revolucionários brasileiros. O espetáculo é realizado por meio de emenda parlamentar do deputado federal Edmilson Rodrigues, ainda no exercício de 2020.

Haverá limite de 100 pessoas por sessão, respeitando as normas de biossegurança contra a covid-19. É obrigatório manter o distanciamento social, o uso de máscaras nas dependências do teatro e é recomendável o uso de álcool em gel nas mãos.

Serviço

Espetáculo "Batista em Corpo e Fúria".

Dias 27, 28 e 29 de agosto.

Sempre às 20 horas.

No Teatro Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas, 654 - Pça da República).

Entrada Franca - Máximo de 100 pessoas por sessão.

Informações: 99629 9641 | 98941 9117.

Por Leandro Oliveira, da assessoria do espetáculo.

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