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"Bacuriteua" é um projeto teatral contemplado com a Lei Aldir Blanc pelo Edital de Teatro promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Secult). A obra tem como enfoque as práticas ancestrais em comunidades e seus múltiplos desdobramentos, denunciando o discurso de desumanização reproduzido por uma sociedade patriarcal.

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O espetáculo propõe um diálogo poético-político entre as opressões vivenciadas pela comunidade de Bacuriteua, no município de Bragança, nordeste do Pará, para compreender cultura, sexualidade, religiosidade e as narrativas que se entrecruzam.

Nesse cenário de discursos surge a história de Joca e Gil, personagens que vivem na Vila de Bacuriteua, trabalhadores da casa de farinha da cidade e do mangue. Os irmãos trabalham para a família dos Amados, colonizadores do local. A relação desencadeia toda uma série de acontecimentos que despontarão no clímax da narrativa.

Serviço

Dias: 15 e 16 de maio de 2021.

Horário: 20h.

Local: aplicativo de vídeo chamadas Zoom.

FICHA TÉCNICA

ELENCO

Assucena Pereira

Dalila Costa

Enoque Paulino

Jam Bil

Lucas de Castro

Matheus Amorim

Nilze Carvalho

DRAMATURGIA

Coletiva

PRODUÇÃO

Anurb Alfaia

Bolyvar Melo

Correnteza Produções - Paulo César Jr. e Romeu Figueiró Jr.

Maíri - Lucas de Castro

FOTO E VÍDEO

Marcelo Antonio

Yasmin Alves

EDIÇÃO DE VÍDEO

Marcelo Antônio

CENOGRAFIA

Anne Loureiro

FIGURINO

Nanan Falcão

ILUMINAÇÃO

Bolyvar Melo

MÚSICA

Beá

Jam Bil

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Lucas Corrêa

DIREÇÃO

Bolyvar Melo

APOIO

Maíri, Correnteza Produções, Casa Tajá e Espaço São Folhas.

Por Bolyvar Melo, da assessoria do evento.

 

Na próxima quarta-feira (12), a partir das 19h, o autor Walter Vitti vai liberar no YouTube o primeiro de quatro episódios da websérie Querida Gina. O projeto, com apoio da lei Aldir Blanc, irá abordar o universo da intimidade feminina com atuação do próprio Vitti e também do ator Diógenes Rodrigues.

Ambos de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, os artistas retratam situações corriqueiras no cotidiano das mulheres como celulite, estrias, gravidez, depilação íntima, entre outros temas relacionados com o corpo. "Querida Gina é um texto teatral que eu escrevi há muitos anos atrás e que após ser aprovado em um edital de cultura, precisou ser transformado em série digital para que o público tivesse acesso de casa durante a pandemia", explica Walter.

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Para Diógenes, ator que já esteve presente em diversas novelas da Globo, ter participado da peça on-line tem um significado transformador. "Interpretar uma genitália é algo muito impactante, mas necessário, devido os assuntos que para o senso comum ainda é tabu", disse. Resultado de muita pesquisa, a obra Querida Gina vai exibir depoimentos de mulheres sempre ao final de cada tema levantado.

Na manhã desta sexta (30), um pequeno grupo formado por artistas de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, participaram de um ato em frente ao teatro Municipal Paulo Freire pedindo pela retomada das obras de revitalização do espaço. O equipamento cultural, um dos poucos cine teatros de rua existentes no país, está fechado desde 2018 e não há previsão de reabertura do local.

Inaugurado em 1944, o Teatro Paulo Freire funcionou até meados de 2018 quando foi fechado para obras de requalificação. À época, as reformas foram estimadas em R$ 270 mil e a promessa da Prefeitura do Paulista era de que o espaço seria entregue em 180 dias, prazo não cumprido até então.

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No ato desta sexta (30), os artistas levaram cartazes, faixas e cruzes que foram afixadas na fachada do teatro. Neles, os manifestantes cobravam pela retomada das reformas com frases como; “O Teatro Paulo Freire está em ruínas”; e “Cadê o dinheiro da reforma?”. A vereadora Flávia Hellen falou sobre a pauta, através de sua assessoria de imprensa: “Aprovamos um projeto de lei que exige que a prefeitura contrate artistas locais em todos os eventos públicos do município. Além disso, também apresentamos um requerimento pelo repasse do pagamento da Lei Aldir Blanc, que já estava atrasado há muito tempo”. 

Reforma

Coincidentemente, na manhã desta sexta (30), a Prefeitura do Paulista enviou um comunicado à imprensa a respeito da revitalização do Teatro Paulo Freire. Nele, a gestão informa sobre a criação de um centro cultural, que será nomeado Centro Cultural Ariano Suassuna, e que contará, além do cineteatro, com a Biblioteca Municipal e a Praça Cívica. A nota, no entanto, não dá prazos para a conclusão do projeto. Confira na íntegra. 

Terra do aroma dos eucaliptos, da ciranda de Dona Duda e de inúmeros artistas, tanto da música, dança e artes quanto do teatro, das letras, da poesia, dos livros e de muita história, Paulista sempre exalta beleza em busca de novos talentos. E agora, acolher a cultura em um lugar ainda mais amplo, sustentável e moderno, será um avanço para o município. Pensando dessa forma, a Prefeitura da Cidade do Paulista — por meio das Secretarias de Infraestrutura e Serviços Públicos, e Turismo, Cultura, Esportes e Juventude — transformará o Cine Teatro Paulo Freire em um Complexo Multicultural, um mega projeto que vai valorizar a classe artística paulistense.

O Complexo Multicultural terá uma gigantesca área de 2.000 m², com acessibilidade em todas áreas e Concha Acústica para apresentação musical. Com a construção do Complexo, serão encontrados no espaço a Biblioteca Municipal, com 400m² de piso; o auditório Cine Teatro Paulo Freire, com capacidade para 250 lugares em 400 m² de piso; o Centro Ariano Suassuna, com 400m² de piso; o Colégio Firmino da Veiga, com capacidade para 400 alunos por turno, com 800 m² por piso; e a Praça Cívica para uso público.

A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos realizou Termo de Referência no mês de abril para a contratação de empresa de consultoria, visando a elaboração dos projetos básicos e executivos de arquitetura, paisagismo e engenharia.

Atualmente, o Cine encontra-se fechado após a nova gestão encontrar o prédio sem condições de funcionamento. Com a importância da representatividade da classe artística, o mega projeto do Complexo será discutido no Conselho de Cultura e Artistas do município.

Segundo médicos e especialistas, dançar traz inúmeros benefícios físicos e emocionais aos indivíduos. Mexer o corpo embalado por alguma melodia, pode aprimorar a saúde cardiovascular, a resistência física, desenvolver a coordenação motora e aumentar o desempenho cognitivo, entre outras outras benesses. Mais: as vantagens não se atém somente ao corpo físico. A movimentação da dança atua, também, na autoestima e pode até ajudar a curar doenças ‘da alma’, como ansiedade e depressão. 

Como se não fosse suficiente, essa expressão artística - que é celebrada mundialmente por apaixonados e profissionais nesta quinta (29), Dia Internacional da Dança - ainda pode ser usada como uma poderosa arma de engajamento e representatividade. Através dos passos de uma coreografia, é possível traduzir discursos contundentes e politizados, dando diferentes formatos à causas relevantes e atuando como ferramenta de pertencimento e inclusão social. 

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Determinadas danças já surgem com um caráter, por assim dizer, contestatório. É o caso do breakdance, um dos elementos da cultura Hip Hop, nascido na década de 1970, no Bronx, Nova Iorque. O breaking foi criado pelas comunidades negra e latina dos Estados Unidos da América, com o propósito de distanciar seus jovens das gangues e da violência urbana. Popularmente chamada de ‘dança de rua’, a modalidade cresceu e perpetuou-se como manifestação identitária da cultura negra e vetor de transformação social. 

Em seu trabalho, Neto Cabuh mistura a dança com outras linguagens como a poesia e o teatro. Foto: Arthur Souza/LeiaJáImagens

O artista multimeios Neto Cabuh descobriu tudo isso muito cedo, aos 15 anos, quando começou a participar de projetos do Escola Aberta, em Pernambuco, quando iniciou sua relação com o breaking.  O então b-boy - como são chamados os dançarinos da modalidade - começou a participar de competições e apresentações, ao passo que dedicava-se ao estudo de outros tipos de dança e expressões artísticas - como o teatro e a poesia -, e profissionalizou-se incorporando ao seu trabalho todo o aprendizado que, muitas vezes, foi conquistado “pedindo”: “Eu era um pidão, porque eu não tinha dinheiro pra pagar as aulas, então para me especializar eu tinha que falar com os professores pra fazer de graça mesmo”, relembra o bailarino em entrevista ao LeiaJá. 

A própria vivência e os fundamentos da dança que Cabuh abraçou como sua imprimem ao trabalho do artista um tom muitas vezes de protesto. Em intervenções como Democracídio e Etnia, assinadas por ele, o dançarino aborda temas como a violência urbana, extermínio da juventude negra e desigualdade social. “Na bagagem do breaking a gente traz muito dos antepassados negros que vieram de África; no continente americano, a gente sofreu tanto a escravidão como, depois de alguns anos, a segregação racial. O breaking dance traz muito da explosão da dança, do corpo que explode pra poder se expressar. Eu vim moldando essa história e fui conseguindo aderir outras danças que conseguissem também expressar quando eu estivesse feliz, mais leve, como o frevo consegue fazer, por exemplo”.

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Misturando os passos de diferentes origens  a outras linguagens, como música, poesia e teatro, Neto converte discurso e engajamento em movimento. Para ele, é possível adequar qualquer tipo de dança a esse propósito colocando o corpo a serviço da comunicação. ‘A tua expressão  fala muito mais do que a própria dança em si. Expressão facial, corporal, o corpo fala, a dança serve pra te guiar, na minha concepção. Se você quiser dançar uma valsa mais triste, eu tenho que estudar como meu corpo vai apresentar isso. Tudo depende da proposta”, explica o artista.

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Pertencimento

Outra modalidade de dança que se propõe a ir além da expressão corporal é o voguing. Esse estilo surgiu nos Estados Unidos, nos anos 1960, mas popularizou-se apenas duas décadas depois. Um dos maiores ícones da cultura pop, a cantora Madonna, contribuiu para isso a partir de sua música Vogue. Após o lançamento da canção, que chegou acompanhada por um clipe ‘icônico’, o mundo pôde conhecer os movimentos e fundamentos criados e vivenciados pelas comunidades negra e LGBTQI+ de Nova Iorque. 

No Brasil, mais precisamente no Recife, o dançarino, pesquisador, professor e mãe da House of Guerreiras, Edson Vogue, é considerado o pioneiro do estilo em terras pernambucanas. Desde 2018, o artista se dedica a difundir a modalidade bem como estudá-la, sobretudo em suas interseções com o frevo, o chamado frevoguing.

Edson também conheceu o estilo através da música da rainha do pop e foi pagando várias horas nas (quase extintas) lan houses de seu bairro que ele pôde iniciar suas pesquisas a respeito. Em entrevista ao LeiaJá, o dançarino explica sobre o que se trata o voguing. “(Ele) vem da cultura de baile criada por mulheres trans negras, pela urgência da luta contra o racismo e transfobia. Então, é uma dança na qual a comunidade ALGBTTIQ se sente pertencente e é uma forma de organização política para fortalecer o sentimento de pertencimento, valorização da vida e proteção à população ALGBTTIQ”.

Edson Vogue é considerado o precursor do voguing no Recife. Foto: Reprodução/Instagram

Na pista, os voguers, como são chamados os adeptos da modalidade, imitam as poses de modelos que aparecem nas revistas e passarelas de alta costura. Eles podem participar de apresentações ou batalhas, chamadas de balls ou ballrooms, em que são avaliados não só pelas coreografias, mas também pela beleza do desfile e de sua própria figura.

Diretamente ligada às questões de gênero, raça e classe, essa expressão se propõe a fortalecer a autoestima de seus praticantes promovendo o seu empoderamento e senso de liberdade. “As pessoas procuram o voguing e as outras categorias da cultura ballroom para se expressar, ter sentimento de pertencimento e valor. Elas então se tornam multiplicadoras do conhecimento da cultura ballroom e desse sentimento.”, explica Edson.

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Além disso, os grupos de dançarinos que se formam, as chamadas houses, funcionam como meio de acolhimento e suporte para seus integrantes. Elas atuam como verdadeiras famílias, com ‘pais’ e ‘mães’ que cuidam de seus ‘filhos’ e mantém a organização da comunidade. Essa forma de organizar-se veio da necessidade de dar suporte a muitos dos adeptos do voguing, no início do movimento, que eram expulsos de suas casas e terminavam em situação de vulnerabilidade. 

Edson é a 'mãe' da House of Guerreiras. Foto: Reprodução/Instagram

Edson é a ‘mãe’ da House of Guerreiras, na capital pernambucana, coletivo que conta com sete integrantes, além dele próprio. Na página oficial do grupo no Instagram, eles esclarecem que seu objetivo é unir-se “na luta pelas minorias, porque o vogue além de dança é também um ato político”. O dançarino sintetiza a ‘missão’: “Fazer com que a cena permaneça firme é uma batalha diária que não se faz só, então cada house é tão responsável pela sua casa quanto pela cena no geral, para que possamos sempre contar umas com as outras e dar os suportes necessários para que a cena não só cresça mas possa chegar em mais pessoas”.

Na Ponta do PÉ, projeto de conteúdo sobre a dança de Pernambuco, no ar desde 2012, produziu uma série de entrevistas para mostrar o cenário da Dança pernambucana na pandemia. Viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc, através do Governo Federal, por intermédio da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco, o projeto traz nove vídeos, já disponíveis no canal do Youtube, além de nove reportagens especiais com conteúdo extra em texto, publicadas no site do projeto.

Contando com a participação de 11 artistas de dança, entre bailarinos, coreógrafos e professores de dança, a ideia é mostrar como esses profissionais vêm tentando driblar a pandemia para a dança continuar se movendo. Nos relatos, os primeiros impactos no mercado da dança quando se iniciou a quarentena mais rígida (março de 2020), a adaptação repentina do ensino do modelo físico para o online e as perdas que esses artistas sentiram com as restrições e falta de apresentações no palco presencial.

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Apesar dos desafios, ao longo da série, Na Ponta do PÉ mostrou também como esses artistas de dança se reinventaram na crise, criando videodanças (a maioria, pela primeira vez), fazendo apresentações ao vivo, através de lives e videochamadas, e outras ações presenciais, seguindo os protocolos sanitários. "Ou seja, a ideia da série foi compartilhar ideias de alguns desses artistas de dança para inspirar outros profissionais da área e também mostrar para a plateia que há muita dança sendo exibida virtualmente", conta a jornalista e bailarina Maíra Passos, idealizadora do Na Ponta do PÉ.

Nos assuntos abordados nos episódios da série: conversas sobre como os passistas de frevo caíram no passo num ano histórico sem carnaval; sobrevivência do maracatu e outras danças populares na pandemia; como praticar dança de salão sem poder dançar juntos; produção de videodanças na pandemia; sem conexão com a dança na periferia, pela falta de acesso à internet; danças urbanas e cultura hip hop na pandemia; produção de espetáculos presenciais para exibições virtuais; e adaptação do ensino da dança com aulas online e presenciais, com restrições.

Todas as publicações feitas no site contam com tradução para Libras, através de avatar animado em 3D, através do botão da plataforma VLibras incorporada à página. Já nos vídeos publicações no canal do Youtube, há também legendas.

*Da assessoria

Depois do sucesso das temporadas em 2019, o espetáculo “Quanto mais eu vou, eu fico”, da Bubuia Cia, retorna ao público em live especial no dia 29 de abril, às 20h, no canal do grupo no Youtube. Pela primeira vez em formato de live, a peça traz texto original que mistura estórias reais e fictícias, que convidam o público a viajar na jornada do povo nordestino que migra para o Sudeste do Brasil em busca de uma vida melhor.

A montagem inovadora, reúne a nova cena autoral de teatro e da música pernambucana, com atuações das atrizes e bailarinas Endi Vasconcelos e Maria Laura Catão, direção musical de Juliano Holanda e dramaturgia do poeta Gleison Nascimento. Já a trilha do espetáculo é composta por canções de Martins e Zé Barreto, além da música-tema “Cinemascópio”, do disco “Quanto mais eu vou, eu fico” de Marcello Rangel, que dá nome à peça.

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​ ​Mas o que é o Nordeste? O que significa uma vida melhor? O enredo debate esses e outros dilemas dessa jornada de ida (e volta) dos nordestinos para o Sudeste do país, levando o público a viajar junto e descobrir um Nordeste mais humano, real e nada caricato, desconstruindo o Nordeste que habita no preconceito popular. Em cena, as atrizes experimentam diversos personagens que juntos montam um mosaico para contar histórias de pessoas que deixam o lugar de origem em busca dos próprios sonhos.

​O espetáculo tem ainda a direção de movimento do aclamado Hélder Vasconcelos, um dos fundadores do grupo Mestre Ambrósio e consagrado por passear pelas diversas facetas da dança, teatro e música como em seu espetáculo “Espiral Brinquedo Meu”. E a direção geral de Samuel Santos, conhecido pelas suas atividades no grupo e espaço “O Poste” e por suas adaptações e direções premiadas, como “A Terra dos Meninos Pelados”, de Graciliano Ramos, que conquistou 09 prêmios Apacepe.

“Quando mais eu vou, eu fico” é uma idealização do Grupo Bubuia, tem apoio da Lei Aldir Blanc e a gravação será no Teatro Luiz Mendonça, em Boa Viagem, no Recife. O público poderá conferir a live gratuitamente no próximo dia 29 de abril (quinta-feira), às 20h, por meio do canal “Bubuia Cia”

SERVIÇO

Espetáculo - Quanto mais eu vou, eu fico

Data: 29 de abril (quinta-feira)

Horário: 20h

Canal do YouTube

Instagram: @bubuiacia

Da assessoria

Romance, ‘gaia’ e brega, tudo recheado com a sonoridade do eterno rei, Reginaldo Rossi. Essa é a mistura que dá corpo ao espetáculo Borogodá, uma comédia produzida pela Nível 241, e que entra em cartaz, de forma online, no próximo domingo (25). A primeira parte d montagem será exibida pelo YouTube, às 19h.

O roteiro original do espetáculo será exibido, ao vivo, em uma transmissão com cerca de uma hora de duração. Entre números de dança e atuações, há interpretações de aproximadamente 30 composições de Reginaldo Rossi, imortalizado como  Rei e patrono do Brega. A peça se passa na cidade do Recife em meados da década de 1960 e conta a história do contador Toni, que no dia do aniversário de casamento descobre que a esposa o trai com um famoso cantor de Rock da época. 

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O espetáculo ainda está em fase experimental e a apresentação será o resultado do workshop da prática de montagem realizada com os atores nos últimos dois meses. A previsão é que Borogodá esteja 100% montado em 2022. O elenco conta com 16 artistas, entre eles Milton Raulino, Gabi Melo, Nilo Pedrosa, Giovanna Cicolo e Helena Ribeiro. A direção musical é de Douglas Duan; coreografia de Stepson Smith; e produção e roteiro de Gabriel Lopes.

Serviço

Borogodá

Domingo (25) - 19h

YouTube

Adaptado às necessidades impostas pela pandemia do novo coronavírus, a Mostra Brasileira de Dança (MBD) chega à sua 16ª edição em formato totalmente digital. Através das redes sociais e plataformas digitais, o evento vai exibir espetáculos e discutir a dança, através de oficinas e encontros colaborativos. A programação é totalmente gratuita e começa neste sábado (24), com encerramento na próxima quinta (29). 

Com a grade voltada, principalmente, às companhias e grupos pernambucanos, a MDB vai promover oficinas de dança ao vivo, espetáculos, encontros colaborativos, processos de criação e maratona de videodança através do canal de Youtube Cultura PE, do Governo de Pernambuco. Entre os objetivos do evento, estão criar  um espaço virtual de congregação de artistas, pesquisadores e professores. 

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Além disso, o evento se engaja, também, com a campanha Doar, um gesto de amor, do projeto Aria Social. A iniciativa visa arrecadar fundos para a manutenção  das atividades da instituição atende gratuitamente 450 crianças e jovens, Na próxima quinta (29), data em que é celebrado o Dia Internacional da Dança, a MBD vai apresentar uma maratona de videodança com quatro espetáculos do Aria Social. Durante as apresentações, as doações poderão ser feitas através de QR Code, depósito bancário ou pelo telefone +55 81 9.9108-6648 (Lua ou Luzi - Comunicação do Aria Social).  

Confira a programação completa da 16ª Mostra Brasileira de Dança

DIA 24 DE ABRIL DE 2021 (SÁBADO)

Espetáculo Eu Sou- Helder Vasconcelos (PE) - 19h30, no Youtube MBD

DIA 25 DE ABRIL DE 2021 (DOMINGO)

Espetáculo Canteiro de Obra – Cia Brasílica (PE/SP) - 19h30, no Youtube MBD

DIA 26 DE ABRIL DE 2021 (SEGUNDA-FEIRA)

Encontro Colaborativo: Como continuar criando? Com Gabriela Holanda (PE) e Kildery IARA (PE). Mediação: Marcelo Sena (PE) - 19h30, no Youtube MBD

Oficina Dança Afro BACNARÉ com Tiago Ferreira (PE) - 16h, no Instagram MBD

DIA 27 DE ABRIL DE 2021(TERÇA-FEIRA)

Encontro Colaborativo: Como vai a Dança na Universidade? Com Francini Barros (RJ/PE) e Diogo Lins (PE). Mediação: Marcelo Sena (PE) - 19h30, no Youtube MBD

Oficina Aláfia com Wagner Max e Nathália Radcliffe (PE) - 16h, no Instagram MBD 

DIA 28 DE ABRIL DE 2021(QUARTA-FEIRA) 

Encontro Colaborativo: Corpos em movimento e práticas de cura com Conrado Falbo (PE) e Renata Camargo (PE). Mediação: Marcelo Sena (PE) - 19h30, no Youtube MBD 

Oficina Frevo Livre com José Valdomiro (Minininho) (PE) - 16h, no Instagram MBD 

DIA 29 DE ABRIL DE 2021(QUINTA-FEIRA) – DIA INTERNACIONAL DA DANÇA 

Maratona de videodança (campanha dedicada ao projeto Aria Social), no Youtube MBD,

com os espetáculos:

 Lágrimas da Lua (PE) (Horário: 7h, 11h e 15h)

O Nosso Villa (PE) (Horário: 8h, 12h e 16h)

A Magia do Clássico (PE) (Horário: 9h, 13h e 17h)

Três Compassos (PE) (Horário: 10h, 14h e 18h)

Espetáculo Arreia – Íris Campos e Iara Campos (PE)- 18h30, no Youtube Cultura PE

Encontro Colaborativo: Como você tem ministrado suas aulas de dança? Com Edson Vogue (PE) e Luiz Roberto (PE). Mediação: Marcelo Sena (PE) - 19h30, no Youtube MBD.

 

 

Ancestralidade, cultura negra e vivências femininas, é o mote do espetáculo Rainhas!, que tem sua estreia marcada para a próxima sexta (23). A obra baseada em dramaturgias pessoais conta a história de quatro entidades que apresentam suas lutas e suas vitórias no decorrer da vida, ocupando o lugar que sempre lhes foi tomado, o de rainhas. O espetáculo será apresentado também no dia 30 de abril e 1º de maio, sempre exibido às 20h, no YouTube.

A peça perpassa por monólogos de quatro orixás: Iemanjá, Oxum, Obá e Iansã, trazendo ao público uma representação de vivências reais. Observa-se em sua costura elementos ancestrais e da cultura negra, como a capoeira e a dança dos orixás, entranhadas nos corpos das atrizes que revelam também processos de suas caminhadas pessoais.

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Elas dão vozes aos relatos de opressões que se cruzam em vários pontos das suas vidas, principalmente em pautas raciais e de gênero, mas também trazem a leveza e o dengo do povo preto, que não é só resistência, é existência. O processo do projeto começou de forma muito natural, do desejo do diretor de ter mulheres pretas como rainhas, como protagonistas, espaço este muito comum quando se trabalha com o grupo O Poste Soluções Luminosas.

Resgatando memórias pessoais através da tessitura das dramaturgias que foram construídas por Camila Mendes, Diniz Júnior e Samuel Santos, o público vai conhecer um pouco da cultura do povo preto e refletir sobre os muitos anos de invisibilidade e descaso político com essa parcela da população, principalmente mulheres.

Durante a vivência na Escola e nos anos que se seguiram, as atrizes iniciaram a pesquisa artística, baseada na antropologia teatral (direcionada ao feminino), na negritude e na ancestralidade, tendo como mote de estudo o fragmento que havia sido construído.

Trabalhando nos seus corpos a vivência antropológica adquirida na escola e trazendo à cena o olhar cuidadoso e certeiro do diretor que acrescenta suas vivências mostrando o que há de mais belo e forte em cada uma das atrizes, o espetáculo que a princípio era presencial, teve de se adaptar às plataformas virtuais, diante da pandemia da Covid-19.

O espetáculo revela ainda o espaço que foi tirado das mulheres pretas, mostrando a força ancestral que cada uma delas possui e passa a mensagem de respeito e empoderamento, tão necessária diante dos momentos difíceis que estão passando há tantos séculos.

A gravação foi realizada dentro no Ilê Axé Oxum Ipondá de Mãe Inajá, localizado no bairro de Fragoso – Olinda, tomando assim proporções indizíveis, pois pisar num terreiro, lugar de tanta energia e ancestralidade e trazer ao corpo essas personagens, é como estar de volta em casa. O espetáculo tem apoio do Ilê Axé Oxum Ipondá e Grupo O Poste Soluções Luminosas e conta com o incentivo da Lei Aldir Blanc, por meio da Fundarpe, Secretaria Estadual de Cultura, Governo de Pernambuco e Governo Federal.

*Da assessoria

O novo trabalho produzido pela Multi Amazônia Brasil e Produtora e pelo Coletivas Xoxós ganha vida ao som do toque de tambores, enquanto as memórias e experiências de vida da atuante Andréa Flores se entrelaçam a uma pergunta subliminar feita ao público: “Quantas cabeças pensam o nosso viver? Quem nos pensa?”.

"Divinas Cabeças" traz o protagonismo de uma mulher negra, afroamazônida, e transita por assuntos como ancestralidades, negritude, espiritualidade, diferença e cura. Todos esses pontos se entrelaçam a partir da questão-desejo “Eu quero uma boneca que se pareça comigo! Que se pareça comigo...”, que se fez presente na infância da performer.

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As apresentações on-line serão nas próximas quartas-feiras, 21 e 28 de abril, de 22 horas à meia-noite. “Divinas Cabeças” é um projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc (2020), por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult-PA). Estará disponível, em sua versão digital, no Facebook e Instagram do Teatro do Desassossego.

Serviço

Espetáculo “Divinas Cabeças”.

Onde: Facebook e Instagram do Teatro do Desassossego.

Quando: Dias 21 e 28 de abril de 2021, disponível de 22h à 0h.

Realização: Multi Amazônia Brasil e Produtora e Coletivas Xoxós.

Projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc (2020), por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará.

FICHA TÉCNICA:

Performance e Dramaturgia: Andréa Flores.

Performance Musical: Leoci Medeiros.

Direção Musical: Leoci Medeiros e Thales Branche.

Direção vocal: Thales Branche.

Preparação vocal: Tainá Coroa.

Trilha Original: Thales Branche, Andréa Flores e Leoci Medeiros.

Iluminação: Vandiléia Foro e Coletivas Xoxós.

Ambientação Cenográfica e Figurino: Coletivas Xoxós.

Fotografia e Design gráfico: Danielle Cascaes.

Assessoria de Imprensa: Lucas Del Corrêa.

Gerenciamento de Mídia: Lucas Del Corrêa e Yasmin Seraphico.

Direção de Palco: Roberta Flores e Leoci Medeiros.

Produção Audiovisual: Grazi Ribeiro.

Direção Audiovisual: Alexandre Baena.

Encenação e Direção cênica: Wlad Lima.

Residência Artística: Teatro do Desassossego.

Realização: Multi Amazônia Brasil Produtora e Coletivas Xoxós.

Por Lucas Del Corrêa.

Nessa terça (13), a Fundação de Cultura de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, comunicou a morte do ator pernambucano João Barbosa da Silva, conhecido por trabalhos na Paixão de Cristo na sua cidade. Segundo o órgão, o ator morreu vítima de infarto, após descobrir que havia sido diagnosticado com Covid-19 .

"O ator, que tinha testado positivo para Covid-19, ficou tão abalado e impactado com o diagnóstico, que sofreu um infarto. João fez parte do elenco da Paixão dos Camarás 2018 e 2019, realizada pela Companhia Popular de Teatro de Camaragibe e pelo Grupo Teatral Risadinha", diz um trecho da Nota de Pesar, publicada nas redes sociais.

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Confira:

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Ao que tudo indica, os fãs da série "Game of Thrones" (HBO, 2011-2019) não ficarão órfãos. Além dos spin-offs em produção, a saga criada por George R. R. Martin também ganhará os palcos da Broadway, nos Estados Unidos, e do West End, na Inglaterra, em 2023. A peça teatral está em fase de produção.

Para a empreitada, Martin tem trabalhado com o dramaturgo Duncan MacMillian, premiado pela adaptação teatral do livro "1984" (1949), e o diretor Dominic Cooke. O espetáculo tem como produtores Simon Painter, Tim Lawson e Jonathan Sanford. A história da peça se passa 16 anos antes do início dos eventos da trama exibida na TV e resgata personagens essenciais dos livros e da série, como Ned Stark e Jaime Lennister.

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Tudo indica que o espetáculo deve girar em tornonda da Grande Jornada de Harrenhal, mencionada na série. O evento culminou na Revolta de Robert, uma das últimas grandes guerras entre as casas de Westeros e todos os acontecimentos que marcaram o início das "Crônicas de Gelo e Fogo".

A HBO não tem envolvimento com a obra teatral, e está produzindo "House of the Dragon", spin-off programado para estrear em 2022.

Por Isabela de Paula

Em março de 2020, a equipe que realiza a Paixão de Cristo de José Pimentel, estava em plena produção para mais um ano de espetáculo quando a pandemia do novo coronavírus se instaurou no Brasil. Assim como outros eventos de grande porte, a montagem daquele ano precisou ser cancelada, deixando não só os profissionais envolvidos sem trabalho como milhares de espectadores órfãos de uma tradição que mistura entretenimento e fé. 

O ator Hemerson Moura é um dos integrantes dessa equipe. Escolhido pelo próprio José Pimentel para viver o papel principal do espetáculo, Jesus, em uma seleção que ocorreu no ano de 2017, ele também foi pego de surpresa quando as proibições acerca da pandemia alteraram os planos para aquela temporada, que seria a segunda a ser realizada na cidade de Olinda.

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A dor de não subir ao palco durante a Semana Santa, no entanto, ainda é presente. Com o agravamento da situação sanitária no país, o espetáculo continua impedido de acontecer e, pelo segundo ano consecutivo, as tradições do período não poderão ser cumpridas. “De um ano pra cá, a gente vem se acostumando com a forma de lidar com essa nova realidade, mas aí vai se aproximando a data e a gente começa a revisitar momentos da época e isso de fato machuca muito”, diz Hemerson em entrevista exclusiva ao LeiaJá.

Envolvido com espetáculos da Paixão de Cristo desde a adolescência, o ator já havia interpretado Jesus por mais de uma década na montagem feita por um grupo teatral de Jaboatão. Em 2017, ele foi escolhido para substituir José Pimentel na então Paixão de Cristo do Recife, em uma seleção conduzida pelo próprio ator e diretor que, após 40 anos dando vida ao personagem principal da montagem, decidiu sair de cena. “Eu não ia participar da seleção, mas a  partir da insistência dos amigos acabei indo e aconteceu dele próprio me escolher - um personagem que ele tinha muito ciúme -, então, ter sido selecionado por ele foi um dos momentos mais importantes pra mim como artista”. José Pimentel faleceu no ano seguinte, após deixar o papel pelo qual ficou eternizado aos cuidados de Moura.

Hemerson Moura estreou como 'Jesus', na então 'Paixão de Cristo do Recife' dirigido por José Pimentel, em 2018. Foto: Paula Brasileiro/LeiaJáImagens/Arquivo

Longe dos palcos, foi a ligação profunda com a história de Jesus e a paixão pelo espetáculo que faz parte de sua vida há tantos anos, que incomodou Hemerson e o levou a criar o projeto Preceitos, uma trilogia de vídeos com a proposta de levar uma mensagem de amor, esperança e fé ao público, que espera por esse momento do ano para exercitar suas crenças. “Chegar num momento desse e não poder ensaiar, encontrar as pessoas, não poder ter esse momento de comunhão com o divino - que pra mim não era só arte mas um momento meu de estar próximo ao Senhor. Como artista, como cristão também, eu senti essa necessidade”.

Preceitos traz uma série de três vídeos, que serão exibidos nas redes sociais (Instagram e Facebook) do próprio ator a partir desta sexta (2). Com textos assinados por ele, Mariângela Borba e Milena Wanderley, o projeto tem como objetivos homenagear os artistas que fazem parte da Paixão e levar conforto ao público, órfão do espetáculo já há dois anos. “O texto além de citar algumas passagens bíblicas, ele faz uma ligação com o que estamos vivendo hoje. Fala da importância do amor nos dias de hoje, da importância do sacrifício e da esperança que precisamos ter em dias tão difíceis”. 

Para viabilizar o projeto, Hemerson não teve nenhum tipo de patrocínio oficial, a não ser a ajuda dos amigos e da equipe que o acompanha. Após um ano sem trabalhar por conta da pandemia, essa é a primeira experiência audiovisual do ator que também viveu na pele as complicações de enfrentar a Covid-19, após contágio pelo coronavírus. 

Hemerson Moura no papel de Jesus, em 2018, na praça do Marco Zero (Recife-PE). Foto: Paula Brasileiro/LeiaJáImagens/Arquivo

Com Preceitos, o pernambucano espera poder compartilhar com o público, ainda que à distância, a mesma emoção vivenciada em outras Semanas Santas no palco. “Foi (um projeto) feito com muito amor. Eu tenho uma paixão muito grande pela história de Jesus,eu não consigo explicar. Não sei se aqui ou em um outro momento eu venha compreender o que significa essa ligação, mas se por algum momento enquanto eu estive em cena eu consegui fazer alguém na plateia, mesmo que tenha sido apenas uma pessoa, fazer com que ela refletisse algo e que aquilo pudesse lhe transformar positivamente, então eu já me sinto satisfeito por tudo”. 

Serviço

Preceitos 

Sexta (2), sábado (3) e domingo (4) - sempre às 18h

Instagram e Facebook

"Game of Thrones" está indo para a Broadway, anunciou a equipe de produção do espetáculo nesta terça-feira (30), que tem planos de trazer os personagens-chave dos livros e da série de sucesso aos palcos do teatro em 2023.

George R.R. Martin, autor da saga literária, colabora na peça com o dramaturgo britânico Duncan MacMillan e o diretor Dominic Cooke.

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A peça acontecerá durante "um momento crucial na história da série", disse a equipe, que inclui os produtores Simon Painter, Tim Lawson e Jonathan Sanford, que apresentaram "The Illusionists" na Broadway em 2014, em um comunicado.

A história será baseada no torneio de Harrenhal.

"Nosso sonho é trazer Westeros para a Broadway, ao West End, para a Austrália e, eventualmente, para um palco perto de você", disse Martin em um comunicado, referindo-se ao mundo fictício onde a história se passa.

Este projeto, que apresentará "muitos dos personagens mais icônicos e conhecidos" dos livros e da série - que teve oito temporadas entre 2011 a 2019 - foi iniciado antes da pandemia, de acordo com Martin.

Vários projetos relacionados a Game of Thrones estão em andamento, como "House of the Dragon", que se passa 300 anos antes da história apresentada na série de sucesso da HBO e deve ir ao ar no canal por assinatura em 2022.

Martin também colabora em projetos relacionados a seus outros livros, como "Sandkings" para a Netflix.

Os fãs temem que a atenção do autor de 72 anos esteja muito dividida para encerrar seu ciclo literário de "Game of Thrones", que já foi superado pela série de televisão.

Quase 10 anos se passaram desde que o volume mais recente da obra, "A Dança dos Dragões", foi publicado.

Começa, na próxima quinta (25), a 18ª edição do Festival Estudantil de Teatro e Dança (Feted). No ano em que conquista a maioridade, o evento promove sete espetáculos, com exibição pelo Youtube; além de um webinar sobre a história do teatro e workshop de iluminação cênica. Toda a programação é gratuita.

Reconhecido como um dos mais importantes eventos das artes cênicas em Pernambuco, o Feted já ajudou a formar e descobrir diversos talentos do teatro local, como o Grupo Magiluth, Trupe Ensaia Aqui e Acolá, Grupo Teatral Ariano Suassuna e a Trupe Mulungu Teatro de Bonecos e Atores. Idealizado e produzido pelo produtor Pedro Portugal, o festival celebra seus 18 anos de história com uma programação totalmente online, viabilizada por meio da Lei Aldir Blanc e homenagens à bailarina e diretora do Balé Popular do Recife, Ângela Fischer, e à atriz, diretora e fundadora do grupo O Poste Soluções Luminosas, Naná Sodré. 

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Serão exibidos, no canal do YouTube do festival, sete espetáculos, em dois finais de semana (25 a 28 de março e 02 a 04 de abril). Sendo cinco peças de Pernambuco e duas participações especiais, uma de São Paulo e outra do Mato Grosso. Após todas as apresentações também haverá um bate-papo com os realizadores e atores de cada espetáculo no Instagram @feted.pe

Além disso, o jornalista, ator e teatrólogo Leidson Ferraz apresenta, nos dias 27 e 28 de março, das 14h30 às 17h30, o webinar Estudantes no Teatro: conexões históricas da cena nacional à pernambucana. No evento, o pesquisador fala sobre a formação dos primeiros grupos de teatro no país, com visibilidade nacional, compostos por estudantes, a exemplo do Teatro do Estudante do Brasil (TEB). Ao final do encontro os inscritos receberão um certificado de participação.

Em mais uma ação formativa, o diretor e iluminador Eron Villar, ministra o workshop Revelando a Luz Cênica no dia três de abril, das 14h às 17h. Serão abordados conceitos básicos da iluminação cênica teatral como luz, textura, movimento, expressão e cor, aplicados à prática teatral. Também serão apresentados os equipamentos mais usuais nos teatros e espaços cênicos. Os eventos serão transmitidos Ao Vivo, através do Google Meet. As inscrições podem ser feitas, de maneira gratuita, até a véspera do início da atividade pelos links https://www.even3.com.br/fetedpalestra/ e https://www.even3.com.br/fetedluzcenica/.

SERVIÇO

Feted “Live Retrospectiva”

25 de março a 04 de abril

Espetáculos serão exibidos em: https://bit.ly/3qXMu0e

Inscrição Webinar: https://www.even3.com.br/fetedpalestra/

Inscrição Workshop: https://www.even3.com.br/fetedluzcenica/

Programação

25 a 28 de março

Auto da Compadecida - Grupo Cênicas Cia. de Repertório

Quando: 25/03 (Quinta-feira)

Horário: 20h

Ubu, o Rei do Gado - Escola Municipal de Arte João Pernambuco

Quando: 26/03 (Sexta-Feira)

Horário: 20h

Webinar: “Estudantes no Teatro: conexões históricas da cena nacional à pernambucana”

Quando: 27 e 28/03 (Sábado e Domingo)

Horário: 14h30 às 17h30

Memórias de Emília (Infantil) -Grupo Ená Iomerê, do Colégio Diocesano de Caruaru

Quando: 27/03

Horário: 16h 

Vazio - Companhia Retalhos da Memória, de Sorocaba (SP)

Quando: 28/03 (Domingo)

Horário: 20h

02 a 04 de abril

Retrato de Família - Grupo Cênicas Cia. de Repertório

Quando: 02/04 (Sexta-Feira)

Horário: 20h

Oficina “Revelando a Luz Cênica”

Quando: 03/04 (Sábado)

Horário: 14h às 17h

Ganga Meu Ganga, O Rei

Quando: 03/04 (Sábado)

Horário: 20h

Migraaaantes ou Tem Gente Demais nessa merda de barco - Fulcro Abstração Grupo de Teatro (IFMT – Campus Alta Floresta)

Quando: 04/04 (Domingo)

Horário: 20h

 

O espetáculo Lerygou-Princesa do Pitiú discute temas como sexualização do corpo negro, preterimento e racismo através da comicidade e da palhaçaria. A artista Assucena Pereira utiliza o teatro de rua como base para a criação, na tentativa de buscar no riso um lugar onde essas vulnerabilidades possam ser trabalhadas. 

Com a arte da palhaçaria, a artista trata de problemas que moldam a realidade brasileira atual, principalmente no contexto da pandemia de covid-19. Tais como "genocídio da população negra e a discussão sobre dívidas históricas da branquitude".

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O espetáculo nasce de uma inquietação da artista com o que é considerado certo ou errado dentro do universo da palhaçaria, principalmente em relação à política. “Acredito que quando se colocam limites, aí é um problema, porque eu como palhaça preta posso ser e ocupar os espaços que quiser. Pensei bastante neste trabalho, que também surgiu pela vontade de criar algo que misturasse política e comicidade”, explicou Assucena.

A artista espera que os espectadores possam refletir sobre o racismo. “Eu quero me comunicar acerca dos meus recortes sociais, enquanto mulher, palhaça, preta e gorda. O resto vem como consequência do trabalho, tento não me prender tanto nisso. Espero apenas que toque as pessoas de alguma forma, mas não tenho o controle de que maneira vai ser”, afirmou a artista. 

A classificação indicativa de Lerygou-Princesa do Pitiú é de 14 anos. O projeto faz parte do edital de construção de Solo da Secult Pará, pela lei Aldir Blanc, e tem direção de Alysson Lemos. 

Assucena Pereira é palhaça, pesquisadora e professora. Atua desde 2014 no cenário artístico, pesquisando comicidade, teatro político e teatro popular. É também membro e fundadora do Zecas Coletivo de Teatro e integrante do Grupo Folhas de Papel, onde desenvolve a função de produção. Colabora nos grupos Imundas e Varisteiros. É graduada em Licenciatura em Letras língua espanhola pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e formada no curso técnico em teatro pela Escola de Teatro e Dança da UFPA.

Serviço

 Lerygou-Princesa do Pitiú.

Datas: 19 e 20 de março.

Horário: 20h.

Perfil da transmissão: @cenasdeassu.

Mais informações: 91 99377-2930.

Por Ariela Motizuki.

O isolamento social e o lockdown, provocados pela pandemia da covid-19, afetaram o teatro de forma direta e repentina, deixando muitos artistas sem a renda para o seu sustento. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 44% dos trabalhadores no setor cultural são autônomos e não têm salário fixo – o que demonstra o aprofundamento da instabilidade financeira e das dificuldades no campo teatral.

As artes cênicas, em sua totalidade, englobam não apenas os artistas, mas também toda a equipe técnica que trabalha nos espetáculos – e que não foi poupada das crises durante a pandemia. Como a criatividade é um combustível para a arte, o teatro teve que se reinventar e driblar os empecilhos impostos pela nova realidade.

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Companhias de teatro investiram em lives e espetáculos on-line, nos últimos meses, com o suporte oferecido pela criação da Lei Aldir Blanc, regulamentada pelo Governo Federal após pressão da classe artística, a qual oferece auxílio financeiro ao setor cultural durante esse período. Apesar do sucesso dessa lei, as desigualdades e as instabilidades continuaram presentes no teatro, como afirma Lucas Del Corrêa, ator, jornalista e membro do Zecas Coletivo de Teatro. 

Lucas conta que mudar os cenários artísticos tem sido um grande desafio. “É um misto de sensações que todos nós, artistas independentes, partilhamos. Bate um medo, relacionado a como vamos poder fazer nossa arte, pois precisamos nos sustentar. Mas também precisamos nos cuidar, para proteger a si e aos nossos. E, ao mesmo tempo, há um impulso de resistir e se renovar dentro do que está ao nosso alcance. Afinal, o nosso ofício sempre foi marcado pela constante resistência”, afirmou.

Apesar da relação de mão dupla estabelecida entre o mundo digital e o teatro, Del Corrêa reforça a expectativa para a volta presencial dos espetáculos. “Por mais que estejamos cada vez mais adaptados aos novos formatos de 'teatralizar', sentimos falta de sensações e vivências que a pandemia e o isolamento social não nos permitem ter, nesse momento. Mas, acima de tudo isso, queremos estar vivos e com saúde para poder voltar a pisar nos teatros e continuar levando o povo a refletir sobre diversas questões”, destacou.

Para a atriz e estudante Letícia Moreira, o modo de ver, fazer e consumir o teatro terá um valor maior. “Acredito que nós, atores, iremos celebrar mais o encontro, a cena, os ensaios e todos os bastidores do palco. E para os espectadores, terá um novo olhar para a arte, porque não será mais por telas, então vamos reaprender a assistir teatro, a ressignificar nossas emoções”, disse.

Lucas e Letícia ressaltam a necessidade de voltar a praticar a “arte do encontro”, de forma a olhar nos olhos dos espectadores, com muita esperança de que os obstáculos sejam vencidos.

Por Haroldo Pimentel e Roberta Cartágenes.

 

Além de ser conhecido como uma das mais antigas expressões artísticas da humanidade - e, também, uma das mais diversas e universais - o teatro é ainda referenciado como “a arte da crise”. Sendo assim, as artes cênicas não poderiam passar batidas à uma pandemia que varreu o globo, ceifando vidas e colocando a existência humana em risco iminente. 

Embora acostumados a enfrentar desafios e peitar dificuldades, das mais diversas ordens, não foi com menor surpresa ou desconforto que os profissionais desse segmento cultural precisaram descobrir como sobreviver à maior crise sanitária de todos os tempos. Desde o início de 2020, o fechamento de espaços culturais, salas de teatros e cancelamento de eventos prejudicou a renda de milhares de trabalhadores. 

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Só no Rio de Janeiro e em São Paulo, cerca de 12 mil profissionais da área se viram sem trabalho em 2020. Segundo a  Associação dos Produtores de Teatro (APTR), nessas duas capitais foram canceladas cerca de 350 peças. Dessas, 70% não contava com qualquer tipo de patrocínio, dependendo exclusivamente da bilheteria.  

Assim como outras linguagens, para não ser engolido por mais uma crise, o teatro migrou para o meio digital. O desafio, no entanto, se mostrou imenso, uma vez que essa é a arte do ‘ao vivo’ e do contato presencial. Companhias de todo o país, e do mundo, levaram espetáculos já existentes para as redes sociais, em adaptações, e, até mesmo, criaram novos produtos que tomaram para palco os espaços mais inusitados, como aplicativos de vídeo chamada (Google Meet e Zoom)  e até o app de troca de mensagem WhatsApp, como é o caso da peça Se eu não vejo, que em 2021 estreou segunda temporada, em cartaz até o final do mês de março. 

Para o ex-ator, jornalista crítico e pesquisador da área de teatro, doutorando em artes cênicas na UNIRIO (RJ), Leidson Ferraz, essa não será a última crise que fazedores de teatro precisarão enfrentar, no entanto, os desafios apresentados levaram esses profissionais a movimentos antes inimagináveis. “Acho que a pandemia trouxe essa grande batalha que é abandonar esse contato direto com o espectador - tem espetáculos que tem a intenção fortíssima com a plateia -, e se transplantar para a tela. É muito difícil pra nós, até porque a gente não lida com essa parte tecnológica que é produzir um vídeo, produzir planos diferentes de captação de imagem, de som. Há um arsenal técnico que é muito difícil, não sabemos lidar com isso, a gente foi aprendendo, a gente teve que tatear para poder se reinventar”, disse em entrevista ao LeiaJá.

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A migração para outras plataformas, além de desafiadora, acabou fomentando o surgimento de novas expressões e linguagens. Na peça (In)Confessáveis, do Coletivo Impermanente, apresentada via Google Meet, por exemplo, o espectador é ‘recepcionado’ por um questionamento: “Isso é teatro?”. “Hoje a gente não sabe dizer se isso que tá sendo produzido é teatro, é um teatro vídeo, é um teatro digital, enfim … Hoje a gente não tem como classificar, mas é o que se pode fazer”, comenta Leidson. 

Para além do fazer criativo, também foi necessário lidar com as dificuldades financeiras. Além do já existente dificuldade em captar recursos e patrocínios, levar as montagens para as plataformas digitais impôs um novo custo às produções. “Os desafios são enormes, não só pelo tempo que se produz, mas (por) ter que ter contato com outros profissionais. Novos profissionais vieram fazer parte da equipe do teatro. Captadores de áudio e vídeo, editores que já trabalham com cinema, então eles tiveram que se agrupar aos grupos de teatro e isso custa caro”. 

Um dos auxílios para a classe veio do governo federal através da Lei Aldir Blanc, sancionada em caráter emergencial pelo presidente Jair Messias Bolsonaro em junho de 2020. Através dela,  será distribuído aos Estados, Municípios e ao Distrito Federal o valor total de R$ 3.600.000.000,00 (três bilhões e seiscentos milhões de reais) para que sejam aplicados em ações emergenciais em apoio aos trabalhadores da cultura. “A Lei Aldir Blanc é importantíssima, muitos produtos estão nascendo por causa dela. As pessoas estavam paradas”, observa o pesquisador. 

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O Coletivo Impermanente apresenta o espetáculo (in)confessáveis na plataforma Zoom. 

Resistir hoje para dar conta do amanhã

Ao longo do primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, os fazedores das artes cênicas fizeram, com coragem, o que já estão habituados a fazer desde sempre: resistir. Os desafios acumulados e superados ao longo dos últimos meses serviram, não só como combustível para a continuidade do seu fazer artístico como, também, vislumbre de um futuro mais próximo do que distante.

“O teatro não vai morrer nunca porque nós passamos por inúmeras crises desde que o teatro existe. Inclusive, digo que teatro é a arte da crise porque a gente de fato tem que buscar alternativas para sobreviver em todos os sentidos, não só financeiros mas esteticamente também. Eu acredito que quando ela passar (a crise) - e ela vai passar, acredito que a gente vai voltar um pouco ao que era; nunca mais vai ser a mesma coisa, mas acho que o teatro vai resistir em várias plataformas agora. A gente vai ter o teatro presencial, mas também vai poder se aproveitar desse contato via tela, de computador, de televisão, do celular, e uma coisa muito positiva que eu acho que isso nos proporciona é o contato com plateias diferentes. Essa possibilidade de atingir milhares de pessoas pela internet não deve ser desperdiçada. Se há algo positivo nesse período, é essa nova possibilidade”, finaliza Leidson.  

Nas próximas matérias, você vai ver como a literatura e as artes plásticas se comportaram diante a pandemia do novo coronavírus. 

Os personagens “Magya" e "Mysterio”, do grupo de teatro Folhas de Papel, apresentam espetáculo on-line na plataforma zoom nos próximos dias 12, 13 e 14 de março, sempre às 19 horas. O grupo também ministrará oficina virtual gratuita de “mágica cômica” nos dias 17 e 18, de 15 às 17 horas. O espetáculo e oficina foram reformulados para o formato on-line misturando a arte da palhaçaria com pequenas mágicas.

O espetáculo envolve diversos números mágicos adaptados para a interatividade virtual. Mágicas clássicas com baralho, moedas e canetas serão apresentadas, algumas vezes dando certo e outras dando errado de forma cômica, uma das principais particularidades dos personagens.

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A atriz Tais Sawaki, a intérprete da palhaça “Magya”, explica que transformar a peça para o modelo on-line foi um grande desafio, pois muitos dos números dependem da interação com o público. “Para nós é um desafio muito grande, pois o espetáculo é superinterativo, é preciso a participação do público. Então pensamos como poderíamos fazer o espetáculo on-line sem perder a qualidade do ao vivo. Decidimos usar a plataforma zoom. Logo percebemos que poderia dar certo”, disse a atriz.

“Magya" e "Mysterio” foram criados em 2019, e desde então o grupo já se apresentou em diversos espaços. Segundo o ator e responsável pela criação da peça AJ Takashi, que interpreta o grande mágico "Mysterio", a apresentação terá novos números. “Teremos números antigos e novos”, afirmou o ator.

Além do espetáculo, o grupo também oferece uma oficina virtual de forma gratuita, com a temática de mágica cômica. Serão ensinados os princípios básicos e aplicação de mágicas em cenas cômicas, e a confecção de pequenas mágicas com materiais caseiros. A oficina vai oferecer certificado a todos os participantes.

O Grupo Folhas de Papel é formado por pelos atores Aj Takashi, Tais Sawaki e Assucena Pereira. Foi criado em 2017, em Belém, com o intuito de estudar, investigar e experimentar diversas formas de contar histórias. 

Da assessoria do grupo.

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As praças, ruas, feiras, entre outros espaços públicos de memória social da cidade de Ananindeua, município localizado na Região Metropolitana de Belém (PA), são o palco dos habirantes criadores da Ribalta Companhia de Dança durante a realização da I Bienal de Dança Ananin. A programação segue até o dia 31 de março em diversos formatos apresentados diariamente na internet. Para conferir a programação completa, basta acessar as redes sociais do evento. A Bienal é uma realização da Ribalta com incentivo da Lei Aldir Blanc.

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“Nós, da Ribalta, já vínhamos há um tempo nutrindo o desejo de expandir nossa poética de criação para outros habitantes da cidade. Pessoas que pudessem partilhar conosco as suas histórias de vida por meio da oralidade e das suas memórias nos diversos espaços de afeto de Ananindeua”, explica a professora Mayrla Andrade, coordenadora da Bienal, sobre o processo de criação do evento.

Mayrla, que também é a responsável pela pesquisa que desenvolveu o termo “habitante criador”, conta que se sente realizada em ver o resultado da Bienal. “É ver um sonho de uma experiência sensível, mas é um sonho real. Ver que aquilo que a gente desenvolve enquanto artista, habitante criador local, no nosso espaço de criação em dança, é um saber necessário e tão forte quanto as outras artes”, afirma Mayrla.

Para a Bienal, os habitantes criadores Mayrla Andrade, Lindemberg Monteiro, Allan Lima, Leonardo Bahia e Marlene Ferreira realizaram uma cartografia sentimental de seus lugares de habitação na cidade, onde revisitam coletivamente e apreendem por meio dos movimentos os significados e emoções de um espaço que é, antes de tudo, vivido no e pelo corpo.

Com 31 dias de programação virtual, a Bienal apresentará vídeos no estilo intervenção de dança e espetáculos gravados em diversos espaços de Ananindeua, como as feiras, os monumentos históricos, as praças e as ilhas. Entre os espaços estão a Praça Matriz de Ananindeua, a Feira do Conjunto PAAR, o Balneário da Cacimba, o Ginásio de Esportes, a Casa do Seringueiro, o Porto do Surdo, entre outros 20 espaços. A programação inclui transmissões ao vivo, rodas de conversa, vídeos, espetáculos e o lançamento de livros.

“A dança só se faz com esse poder de força pelo encontro. É um encontro de vidas, espaços, afetos, memórias e lembranças”, diz Mayrla. “A gente deseja muito tocar com a nossa dança, reconhecer outros moradores locais nos bairros e ilhas que ainda não partilhamos com a nossa dança e encontrar outras oralidades e narrativas de habitantes criadores locais através de suas memórias”, conclui.

Habitantes criadores

A expressão “habitantes criadores” é resultado do conceito desenvolvido por Mayrla durante sua pesquisa de mestrado em artes pela Universidade Federal do Pará (UFPA). O conceito é usado para designar todos os que são filhos da terra local, nela habitam e (re)criam seus saberes, fazeres e modos de viver. A dissertação de Mayrla teve como título “Da casa de contato à dramaturgia do contato: experimentações e reflexões na Casa Ribalta” (FERREIRA, 2012).

A Ribalta é a companhia de dança mais antiga em exercício contínuo de atuação em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém. A companhia realiza aulas, espetáculos e produções em dança e é formada por um grupo de artistas pesquisadores ananindeuenses que desenvolvem seus trabalhos no espaço da CASA RIBALTA. A companhia pesquisa a linguagem em dança na contemporaneidade tendo como principal indutor nas proposições coreográficas a história de vida dos intérpretes-criadores.

A Ribalta tem acumulado em seu currículo premiações no Pará e em outros Estados como o Distrito Federal e o Ceará. Entre os prêmios estão o do Festival Brasileiro de Artes Cênicas, Prêmio ORM, Prêmio Secult-PA de estímulo à criação em dança, Prêmio PREAMAR de arte e cultura da Secult-PA, Prêmio FUNARTE Arte de RUA, Prêmio da Fundação Cultural do Pará e o Prêmio de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao município de Ananindeua (PA).

Serviço

I Bienal de Dança Ananin

Programação on-line e gratuita

Até 31 de março

Redes sociais

www.instagram.com/bienalananin

www.facebook.com/bienalananin

Por Marcos Melo, da assessoria do evento.

 

Páginas

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