Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:   Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Exito de Empreendedorismo

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O futuro da educação é digital

Janguiê Diniz, | qui, 06/05/2021 - 09:22
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Um dos setores mais afetados pela pandemia do coronavírus foi o da educação. Assim como em outros segmentos, de uma hora para outra, escolas e faculdades foram obrigadas a fecharem as portas e interromperem as aulas. Essa reviravolta, no entanto, também teve reflexos positivos, como, por exemplo, acelerar a digitalização da educação. E aqui não se fala apenas na Educação a Distância (EAD), mas em todo o arcabouço tecnológico que se desenvolveu a partir das dificuldades impostas. E essa é uma tendência que veio realmente para se consolidar.

A interrupção das atividades acadêmicas presenciais trouxe uma série de dificuldades, como a necessidade de fornecer aulas remotas, a falta de infraestrutura dos centros educacionais e a carência de capacitação do corpo docente e administrativo para lidar com recursos tecnológicos. Começou, então, uma corrida por soluções que possibilitassem às escolas e universidades a continuidade de seus anos letivos. Para as instituições de ensino que já vinham se preparando para uma transformação digital (e aqui o setor de Ensino Superior se destaca, por conta do EAD), essa transição foi mais suave, pois já havia um mínimo necessário para se colocar em prática. Do outro lado, quem não investia em tecnologia – isso se mostrou muito forte no ensino público – ficou para trás e teve graves dificuldades para acompanhar o ritmo do desenvolvimento.

O mais importante é que gestores, professores, alunos e famílias reconheçam a importância da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem. Com as aulas remotas ao vivo e o EAD, é possível, por exemplo, levar educação a pessoas que antes não tinham acesso, seja pela distância de uma unidade de ensino, seja pelas dificuldades econômicas. Também há que se ter em mente que um ensino on-line não se resume a apenas transmitir aulas pelo computador. É preciso desenvolver novas técnicas docentes, pesquisar e aliar recursos que tornem as aulas mais interativas e agreguem ao estudo dos alunos. Investir na capacitação dos profissionais da educação é essencial nesse ponto. Nota-se, também, a necessidade de investimentos maciços em tecnologia no setor público. Escolas e faculdades públicas demoraram (sem contar as que ainda nem começaram) a utilizar o ambiente digital para manter as aulas.

Os alunos de hoje são pessoas que já nasceram em um mundo digital. Quando chegam no ambiente escolar, deparam-se com um contexto mais analógico. Essa diferença deve e precisa ser resolvida, para que finalmente tenhamos uma educação com mais alcance e mais possibilidades. A tecnologia é e será um importante aliado na potencialização dos processos de ensino, se bem utilizada. É preciso agregá-la às salas de aula.

BBB e a importância do networking

Janguiê Diniz, | qua, 28/04/2021 - 08:00
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Atualmente, um dos assuntos mais comentados no país é o Big Brother Brasil. Seja pelas intrigas ou apenas pelo jogo, esse é tópico em quase todas as rodas de conversa. Mas, para muito além do entretenimento considerado “raso” por muitos, o BBB também traz reflexões para a vida e mesmo para a carreira profissional. Uma delas é sobre a importância do networking e dos relacionamentos interpessoais. No jogo ou na vida, estabelecer conexões é essencial para quem não quer ser eliminado.

O networking nada mais é do que criar relações com pessoas e nutri-las de forma adequada, garantindo, para todos, “benefícios” e gerando uma rede de contatos e conexões úteis. Levando para o Big Brother, sabemos que este é um jogo essencialmente de convivência e relacionamento. Quem melhor se relaciona com seus competidores tem menos chance de ir a um paredão, por exemplo, e, consequentemente, garante dias a mais na “casa mais vigiada do Brasil”. As alianças também são importantes estrategicamente, dentro da dinâmica do jogo. Assim também acontece em nossa vida, mesmo que de formas diferentes. Nos âmbitos pessoal e profissional, ter uma boa rede de relacionamentos pode ajudar a resolver problemas, gerar novas oportunidades de trabalho e negócio, além, claro, da importância da própria relação em si – afinal, somos seres sociais, não fomos feitos para vivermos isolados.

Mas um dos maiores erros quando se pensa em networking é imaginá-lo como apenas um meio de obter benefícios. Não é isso. Há que se criar uma via de mão dupla, como em qualquer relacionamento (imagine um namoro em que só uma das partes se sente amada: não funciona, certo?). É preciso empenhar-se nas conexões, também oferecendo o que pode a seus pares. Da mesma forma que um contato profissional pode lhe apresentar uma oportunidade de negócio, é de bom tom que você tenha esse cuidado em lembrar daqueles com quem se relaciona. Demonstrar interesse torna a relação mais forte e sincera, benéfica para todos. É o chamado “ganha-ganha”.

Dentro de um mercado cada vez mais competitivo, estabelecer alianças – ou, em um termo mais utilizado, parcerias – é uma forma de estabelecer um networking que trará vantagens para ambos os envolvidos. Pensemos em empresas que se unem para oferecer um produto ou serviço conjunto, ou profissionais que juntam suas expertises em um projeto. Assim como no Big Brother, são essas conexões que levam um jogador à frente. Relacionar-se é preciso, e não apenas para ganhar R$ 1 milhão e meio.

Transformação digital

Janguiê Diniz, | sex, 23/04/2021 - 09:37
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Se há algo que é ponto pacífico com relação ao período da pandemia da covid-19, é que ela acelerou diversos processos no meio empresarial. Evoluções que eram esperadas para ocorrer em anos foram implantadas em meses ou semanas. A transformação digital é a maior dessas mudanças e viabilizadora de todas as outras. Nesse cenário, empresas que já investiam nessa frente anteriormente conseguiram se adaptar melhor às dificuldades impostas pela disseminação do coronavírus, enquanto as demais precisaram correr atrás do prejuízo.

Com as medidas restritivas impostas para conter a pandemia, como fechamento de atividades econômicas e impedimento de circulação, diversas empresas foram impedidas de atuar normalmente. Então, surgiu o dilema: como se adaptar a essa nova realidade e manter um mínimo de atividade com segurança? A resposta veio da tecnologia. Apenas o ambiente digital permitiria às empresas manter contato com seu público e continuar vendendo seus produtos ou serviços. Começou, então, uma corrida por atualização.

De uma hora para outra, negócios tradicionais, resistentes a mudanças, se viram obrigados a entrar no mundo da internet – algo que chega a soar estranho, dado que o ambiente web já é parte bastante presente do cotidiano da população. Vendas on-line, aulas on-line, shows on-line, atendimentos e consultar on-line. Tudo virou digital. E o que era um grande desafio tornou-se, tempos depois, uma ótima oportunidade. Afinal, a internet expande o alcance de uma marca, que pode quebrar barreiras geográficas e se conectar a potenciais consumidores em lugares antes impossíveis de acessar. Cabe a cada empreendimento e a sua gestão saber aproveitar as ferramentas que o ambiente digital oferece e traçar estratégias que permitam a sobrevivência do negócio.

Tomo como exemplo o grupo Ser Educacional, o qual fundei e onde sou presidente do Conselho de Administração. A transformação digital já era uma premissa da companhia há alguns anos e, durante a pandemia, ela foi potencializada. Fizemos transformações programadas para cinco anos em apenas algumas semanas. Treinamos professores, adaptamos nossos sistemas e demos início às aulas on-line, ao vivo, para não deixar nossos alunos desamparados. E continuamos evoluindo, buscando novas alternativas para levar uma educação cada vez melhor a nossos estudantes. E assim também agiram diversas outras empresas. Hoje, depois desse período de adaptação, vê-se que é quase impossível um negócio sobreviver se ele não for acessível digitalmente. E assim será até o fim da pandemia, e mesmo depois dele.

É claro que a pandemia trouxe um saldo extremamente negativo de mortes e empresas fechadas. Temos muito a fazer para frear o avanço do coronavírus e mais ainda para reverter seus impactos nocivos. Por outro lado, há que se reconhecer que momentos de crise são também momentos de oportunidade, e essa situação tem provado o quão essencial a tecnologia se tornou na vida e nos negócios do mundo. Fica o desejo de que as empresas continuem evoluindo e investindo na transformação digital, a fim de poderem vislumbrar novos horizontes de negócios e crescimento.

Pandemia, desemprego e resiliência

Janguiê Diniz, | qui, 15/04/2021 - 13:35
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A pandemia do coronavírus veio realmente para revirar vidas, carreiras, empreendimentos e estruturas sociais. O desemprego foi um dos piores reflexos dessa situação – sem contar, obviamente, as mais de 330 mil vidas perdidas até agora. Segundo o IBGE, o índice de desemprego no Brasil ficou em 14,2% no trimestre finalizado em janeiro, somando 14,3 milhões desocupadas. Nesses momentos, em que o desespero vem, é preciso desenvolver a poderosa força da resiliência e tomar atitudes para encontrar saídas viáveis.

A resiliência pode ser definida como a habilidade de suportar as adversidades da vida e manter a determinação, tendo a capacidade de lidar bem com os problemas que aparecem pela frente sem esmorecer ou se desesperar. O desemprego repentino é, de fato, um baque na vida de qualquer pessoa que tem contas a pagar ou uma família a sustentar. Não é fácil. Mas é preciso manter a cabeça no lugar. E se mexer. Além de procurar uma recolocação, nessas horas pode-se (e deve-se) pensar em empreender. É o chamado empreendedorismo de sobrevivência. Todo dia vemos diversas pessoas que se reinventaram durante a pandemia, passando a produzir e oferecer produtos e serviços que fizeram sucesso atendendo a necessidades de determinados nichos de mercado. É preciso ter uma boa visão, pensar em possibilidades e, acima de tudo, colocar os planos em prática, correr atrás, trabalhar muito.

Com as atividades comerciais fechadas ou sensivelmente diminuídas na maioria dos municípios brasileiros, a internet tem se tornado uma ótima saída para geração de renda. E aí existem diversas frentes a serem abordadas, inúmeras oportunidades de negócio. Os aplicativos de entrega estão cada vez mais expandidos e podem ser bons aliados. Pode não ser fácil no começo, mas, mais uma vez, a resiliência bem desenvolvida faz do empreendedor um ser “inquebrável”, capaz de superar os obstáculos, tomar “porradas” da vida, mas não desistir. Acredito muito na lei do retorno, então, se você verdadeiramente se esforçar e colocar seu coração em um propósito, a vida se encarrega de recompensar toda dedicação e o universo vai conspirar a seu favor.

É sempre importante lembrar que, quando você desiste de algo, desiste também de tudo que vem depois. Ter esse pensamento em mente pode ajudar a manter a motivação no nível necessário para que você não pare. Caiu? Reerga-se, ainda mais forte e calejado, crie “couro grosso”, torne-se invencível. Você é capaz de dar a volta por cima. Se for para desistir, lembre-se: desista de desistir.

Economia mundial encalhada

Janguiê Diniz, | qui, 08/04/2021 - 15:01
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No meio do caminho, tinha... um navio de 220 mil toneladas. O mundo se viu atônito – como se não bastasse a pandemia – com o bloqueio do Canal de Suez, por onde passam cerca de 12% do comércio mundial, depois do encalhe do navio Ever Given. O navio que bloqueou a passagem causou impactos em diversas escalas na economia mundial. O desencalhe após seis dias foi um alívio para muitos, mas os impactos ainda poderão ser sentidos.

O Canal de Suez foi inaugurado em 1869, passa pelo Egito, ligando o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, e é importante via de tráfego marítimo entre Europa e Ásia. Após o encalhe, mais de 400 outras embarcações se acumularam nas proximidades, impedidas de prosseguir. Muitas acabaram mudando de trajeto e dando a volta pelo extremo sul da África, tendo que percorrer milhares de quilômetros a mais para chegarem a seus destinos. Pelo Canal de Suez, passam, diariamente, cerca de R$ 53 bilhões em mercadorias. Com o navio encalhado durante seis dias, a estimativa é de perdas econômicas diretas ou indiretas de mais de R$ 300 bilhões. Petróleo, gás, commodities em geral, são transportados pela via marítima. O atraso na entrega poderá gerar aumentos nos preços e desencadear reajustes.

É realmente impressionante como parte da economia mundial depende essencialmente de uma passagem marítima. O canal facilitou a comunicação entre Europa e Ásia, barateando custos de transporte de inúmeras mercadorias. Agora, parado, o efeito foi o contrário. Algo tão inesperado, mas que acende uma luz amarela. O Ever Given, da taiwanesa Evergreeen, é um porta-contêineres gigante de 400 metros de comprimento, um gigante que flutua, e outros como ele podem e devem aparecer e ser cada vez mais comuns. Com este novo patamar de “mega-navios”, há toda uma questão logística envolvida, e, agora, também surge a necessidade de estratégias de contingência. Por azar, o Ever Given encalhou justamente em um trecho do Canal de Suez que é de via única, travando de vez o tráfego.

O incidente serve de lição não só para a administração da via, mas para projetistas ao redor do mundo: é sempre preciso pensar nas possibilidades, desenhar cenários de futuro, mesmo os mais adversos, e desenvolver planos para lidar com eles. O incidente no Canal de Suez também nos serve como evidência de que a economia está, de fato, hiperconectada, e que acontecimentos do outro lado do mundo podem afetar nossa vida. Por isso, é importante estar atento aos movimentos do mercado global. Não estamos mais em uma realidade de isolamento de mercados locais, mas de interdependência. E é preciso estar preparado para esses acidentes e percalços, que podem custar caro.

Inércia, caminho do fracasso

por Nathan Santos | qua, 31/03/2021 - 15:32
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Todo mundo já deve ter ouvido falar que um tubarão não pode parar de se movimentar, senão ele morre. Essa informação não é totalmente verídica, pois o animal não depende exclusivamente do movimento para respirar. É possível, no entanto, usá-la como alegoria para a vida: não há progresso, evolução e sucesso sem movimento. Letargia e zona de conforto são extremamente nocivas a vidas e carreiras.

Inércia leva à inação, que, por sua vez, é o caminho do fracasso. E aqui podemos entender a inércia não apenas como ficar parado, mas também como “seguir o fluxo”, num movimento uniforme e sem variações que nada acrescenta a sua caminhada. A vida só oferece desenvolvimento e prosperidade a quem não se limita a fazer mais do mesmo e, principalmente, quem tem atitude, que corre atrás, que faz acontecer. Conforme asseverou Albert Einstein, não se pode esperar resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual. Esse “fazer tudo exatamente igual” é a inércia de que falo. Ficar parado ou seguir a corrente nunca levará ninguém ao topo, isso podemos concordar.

É bem verdade que, em determinadas situações, pode ser difícil romper a inércia inicial e iniciar um movimento de transformação, seja pessoal ou profissional. Nesses momentos, acredito que uma análise reflexiva aprofundada mostra o único caminho: quebrar esse status quo de marasmo. O medo pode nos paralisar momentaneamente, sim, mas não pode ser maior do que a vontade de ser melhor, de fazer e conquistar mais – e não me refiro aqui a ganância, mas ao desejo honesto de crescimento.

Todo propósito de vida, quando bem definido, mostra caminhos, estratégia e táticas para sua realização. Traçar esse panorama é algo que ajuda a quebrar a inércia. Ao definir um objetivo, é preciso se preparar para cumpri-lo. Essa preparação passa por planejamento e estudo – planejar a rota a ser trilhada e estudar para obter o conhecimento necessário para tal. E que fique claro: o primeiro passo, certamente, será o mais difícil. Justamente o responsável por tirar da inércia. Depois dele, no entanto, tudo vai se tornando, paulatinamente, mais fácil e confortável, à medida que se aprende como lidar com as situações.

O músico pernambucano Chico Science escreveu: “Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”. Essa saída do lugar é um dos movimentos mais importantes que uma pessoa pode realizar na vida. Indica o real desejo de transformação, de busca de algo mais. O importante é não ficar parado. Assim como o “mito” dos tubarões, nós também não fomos feitos para a letargia. Há que evitá-la a todo custo.

No rastro do sucesso

Janguiê Diniz, | seg, 29/03/2021 - 10:17
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Uma das frases que mais se ouve no âmbito do empreendedorismo é que “o sucesso deixa rastros”. E essa é uma grande e poderosa verdade. Quem dera todos tivessem essa consciência; o mundo contaria com mais pessoas bem-sucedidas e suas vidas seriam um pouco menos complicadas. Saber identificar esses “rastros” do sucesso é habilidade primordial para também alcançar o sucesso com mais agilidade. É a chamada modelagem.

Modelagem é a habilidade ou capacidade – ainda mais, a atitude – de analisar e se inspirar na trajetória de vida e/ou profissional de alguém, a fim de absorver ensinamentos e aplicar em sua própria vida. Ou seja, é olhar para alguém que é exemplo, modelo a ser seguido em determinado setor, e aprender com aquela pessoa, suas experiências e atitudes. Grosso modo, imitar os passos de quem já passou pelo caminho que você deseja seguir.

Daí dizer que o sucesso deixa rastros. Deixa mesmo. Quem é pioneiro em uma seara sempre experiencia dificuldades, inúmeros percalços, justamente por ser precursor. Os que vêm depois, por sua vez, não precisam “sofrer” tanto, e podem ter desempenho melhor, se souberem se inspirar em quem já passou por ali. Modelar alguém é justamente saber que caminho tal pessoa tomou, que direcionamentos teve em sua trajetória que a ajudaram a chegar ao topo. É também, e talvez mais importante, saber onde o outro errou, para evitar essas falhas e, assim, garantir maior taxa de sucesso. Pensemos: é bem mais fácil, mais barato e menos doloroso aprender com o erro dos outros.

Modelar alguém, no entanto, não pode significar tornar-se apenas uma cópia, mera reprodução. Deve ser, antes de tudo, forma de inspiração. É que é necessário adaptar as lições aprendidas com o exemplo alheio à sua realidade, que não necessariamente é a mesma da figura em quem se inspira. Há um espaço nesse processo que será preenchido pela sua criatividade, capacidade analítica e, principalmente, determinação em fazer acontecer. A cópia pela cópia pode não ser frutífera, pois acaba por carecer de elementos extras.

Na busca pelo desenvolvimento e pela prosperidade, é preciso saber utilizar as ferramentas corretas que ajudam a alcançar os objetivos de forma melhor. A modelagem é uma dessas ferramentas e pode trazer grandes benefícios. Aprender de quem já fez é muito melhor do que seguir uma jornada independente, tomando decisões por conta própria. Se há lições já aprendidas, por que não utilizá-las? Há que se ter inteligência para saber extrair os melhores ensinamentos de quem se tornou paradigma de sucesso.

Kintsugi, a arte do imperfeito

| qui, 18/03/2021 - 18:48
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Em uma época em que o conceito da modernidade líquida, cunhado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, parece mais presente do que nunca, o descarte é prática recorrente. Se uma xícara cai de sua mão, o provável destino é o lixo, sendo brevemente substituída por outro exemplar. Mas uma prática japonesa – depois transformada em conceito filosófico e até em arte – vai na contramão dessa realidade. É o kintsugi, uma técnica de restauro de objetos que valoriza as imperfeições – e nos diz muito sobre aceitar falhas.

A origem do kintsugi enquanto técnica remonta ao século XV, no Japão. Um senhor feudal teria enviado uma xícara de chá quebrada para conserto na China, mas esta foi devolvida com reparos grosseiros de grampos, o que o fez recorrer a artesãos locais. Eis que o resultado foi que os remendos foram feitos com uma liga polvilhada a ouro, valorizando as “cicatrizes” da peça e conferindo-lhe nova aparência. Hoje, essa técnica virou uma filosofia que prega exatamente isto: em vez de esconder feridas e imperfeições, é preciso destacá-las, pois são lembranças e marcas da vida. A cultura tradicional japonesa valoriza as marcas do tempo, tanto que objetos não são facilmente descartados, mesmo que quebrados. Um contraste com a obsolescência programada da realidade atual, em que se tem a necessidade de sempre ter a roupa da moda, o carro do ano, o mais moderno smartphone.

A filosofia do kintsugi nos faz pensar sobre como lidamos com nossas falhas e imperfeições. Tentamos escondê-las ou abraçamos essa parte tão intrínseca de nosso ser e aceitamos que somos seres imperfeitos? É preciso aceitar nossas falhas e procurar trabalhar em cima delas. O que não significa, claro, desistir de algo. Pelo contrário. O kintsugi restaura a peça, tornando-a nova, mas sem esconder as cicatrizes do passado. Assim também devemos agir. As feridas do tempo não podem impedir que nos reconstruamos e continuemos nossa trajetória. O ouro utilizado no reparo das peças do kintsugi diz muito sobre essa valorização do “quebrado”: são essas feridas, essas falhas, que nos fazem sermos quem somos hoje. Por que escondê-las?

A cultura oriental tem muito a nos ensinar. O kintsugi, que hoje gera até peças de arte de alto valor, pode e deve ser aplicada em nosso cotidiano, em nossas vidas. Não deveríamos tentar apenas esconder nossas falhas e quebras do passado, mas mantê-las como uma lembrança de lições aprendidas na vida. Como você tem tratado a sua xícara de chá?

A fórmula do sucesso

| qui, 11/03/2021 - 18:20
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Antes de quaisquer considerações, é preciso fazer alguns questionamentos pertinentes: o que é sucesso? Existe mesmo uma fórmula do sucesso? São perguntas que sempre rondam pessoas que alcançaram determinado status na vida. E as respostas a elas são incertas e maleáveis, pois o sucesso funciona de forma diferente para cada pessoa. Bom, a verdade é que não há uma “receita do bolo”, mas existem, ao menos, indicações de como proceder para viabilizar um caminho vitorioso.

A toda pessoa de sucesso, embora caminhem por trilhas diversas, há algumas características que são comuns, quais sejam: foco, determinação, resiliência, estudo, planejamento, trabalho árduo e iluminação divina. Dentre essas, atenho-me aqui à resiliência, pois a considero a principal habilidade que uma pessoa que quer alcançar o sucesso precisa ter. Resiliência é a capacidade de suportar as intempéries da jornada, as “porradas” que a vida dá, sem desanimar ou esmorecer. É saber cair e levantar-se, de cabeça erguida, para seguir a caminhada.

Para ser resiliente, é preciso também ter inteligência emocional e um mindset positivista. A inteligência emocional viabiliza manter o pensamento em ordem e não se abalar frente às adversidades que surgem na luta pela prosperidade. Como o próprio termo sugere, é saber lidar com as emoções e não deixar que elas influenciem de forma negativa na sua performance. Torna-se, portanto, habilidade essencial a quem enfrenta diariamente dificuldades, dentro da busca pelo sucesso. Desenvolver inteligência emocional pode não ser um processo fácil ou rápido, mas traz, com certeza, grandes benefícios à vida de todo empreendedor – mais ainda, de toda pessoa.

Para cada jornada, a vida vai lhe exigir habilidades e competências específicas. Cabe a você saber enxergá-las e desenvolvê-las para, assim, alcançar o tão almejado sucesso. Em cada empreitada iniciada, é preciso fazer uma análise completa e ter uma visão panorâmica da situação e das possibilidades de futuro para melhor se preparar para as batalhas vindouras. Se não há uma fórmula exata para o sucesso, ao menos pode-se dizer que é preciso, antes de tudo, estar pronto para o desafio e decidir verdadeiramente encará-lo. No mais, tudo vem com o tempo.

Tirando o melhor do pior

Janguiê Diniz, | qua, 03/03/2021 - 11:33
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É chato falhar. Ninguém gosta. Nossa sociedade se constituiu sobre a premissa de que todos precisamos acertar sempre, ser perfeitos e jamais demonstrar fraqueza. Esta é uma das grandes falhas na formação de nosso pensamento coletivo. Isso porque o erro também pode ser positivo e bastante frutífero. Ocorre que, ao errar, você pode ter dois posicionamentos: o pessimista, de que o erro é uma falha grave, uma vergonha; ou o otimista, enxergando uma oportunidade de aprender e crescer.

Não se engane. O erro, a falha e a perda são presenças constantes na vida de qualquer empreendedor, desde os mais experientes até os mais iniciantes. Não se pode evitar completamente os erros, apesar de ser possível e necessário ter a consciência de evitá-los. Mas é possível aprender com eles. Lembre-se que Thomas Edison falhou mais de dez mil vezes antes de conseguir inventar a lâmpada. Se ele encarou como dez mil derrotas? Não. Ele aprendeu dez mil maneiras diferentes que não deram certo. E é nisso que se deve focar. Erros trazem ensinamentos poderosos. Faz-se, portanto, necessário refletir, estudar e tirar conclusões sobre essas falhas, de modo a elucidar motivos e alternativas para não voltar a cometer tais deslizes novamente.

Também é atribuída a Edison a frase que prega que “muitas das falhas da vida acontecem quando as pessoas não percebem o quão perto estão quando desistem”. O que mostra a importância de não desistir dos objetivos nos primeiros obstáculos. Esse comportamento pessimista é comum a muitas pessoas, por acharem que não vale a pena persistir em um propósito. Pelo contrário, é quando os percalços surgem que se precisa desenvolver a coragem e, principalmente, a resiliência para enfrentar as adversidades. De um tropeço, pode surgir a força de vontade necessária para correr mais, subir mais, desenvolver-se mais.

Muitas vezes, nos deixamos dominar pela negatividade, mas esta é uma prática extremamente nociva. O pensamento negativo é como uma âncora, que arrasta para baixo e prende no lugar, não permitindo a evolução ou mudança de condição. Já o mindset positivo liberta e impulsiona, sendo uma ferramenta essencial para o sucesso.

Quando se erra, sempre se pode aprender. As pedras do caminho acabam se tornando degraus de crescimento. Cabe a cada um saber enxergar essas experiências da melhor forma. Você tem poder sobre sua mente, portanto, direcione-a para a positividade. Assim, verá como terá um desempenho muito melhor em tudo a que se propor. De que lado você está? Eu prefiro sempre olhar o viés positivo de toda situação.

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