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Não é novidade que dentro dos campos de futebol os argentinos costumam ser os maiores rivais dos brasileiros. Mas esse impasse termina nos estádios. Segundo a Global Visa, empresa de assessoria internacional, em 2016, a Argentina era o 6º destino mais procurado por brasileiros e o 1º da América do Sul.

 Engana-se quem pensa que com a pandemia o país deixou de estar entre os favoritos. Pelo contrário. Com a facilidade cambial, ausência de visto, familiaridade com a língua, permanência prolongada e, com a pandemia, um dos primeiros a abrir as fronteiras novamente para o Brasil, a Argentina mantém seu posto entre os favoritos dos brasileiros. Conheça a terra do tango, a pauta principal desta semana da série "Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos", do LeiaJá.

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Anaína Souza tem 22 anos e é graduada em ciências contábeis. Ela conta que escolheu a Argentina como seu segundo intercâmbio, e embora já tenha tido uma experiência prévia, não deixou de se sentir insegura. “Mesmo sendo o segundo intercâmbio, já fui por outro programa ao Canadá, surgiram muitas inseguranças, até dado momento somente eu iria para a Argentina e me sentia perdida. Mas, felizmente, fui colocada em um grupo de pós intercambistas e mais um brasileiro optou pelo mesmo país. Neste grupo, tirei muitas dúvidas em relação a universidade, estadia, passagens e etc.” conta.

A graduanda pontua que suas maiores dificuldades foram o espanhol e estudar as cadeiras do curso no idioma nativo. Anaína diz que saiu do Brasil com pouco conhecimento na língua, mas que a convivência em casa de família a ajudou muito. “Os donos da casa, conhecidos como Ana Maria Pando e Federico Abel, foram muito receptivos, nos tratavam como filhos e deram todo suporte na adaptação. Nesta casa, conviveram mais 3 argentinas, o que enriqueceu ainda mais a experiência e nos presenteou grandes laços fraternos” disse.

Hoje, Anaína relembra os "perrengues" que passou nos estudos como episódios divertidos. “O mais desafiador da experiência para mim foi estudar tudo em espanhol, entre as disciplinas me saí muito bem na Contabilidade Básica pelo que já tinha estudado no Brasil, porém o Direito Privado Argentino me custou noites em claro! Isso porque as provas eram orais e os conteúdos extensos, porém no fim, passei!” conta aliviada.

Com relação a adaptação à cultura e culinária, Anaína conta: “Fiquei exatamente na província de Tucumán, um lugar histórico, de verdes e montanhosas paisagens e bem acolhedor.[...] Não posso esquecer de falar das comidas argentinas, comi muito doce de leite, empanadas, medialunas (croissants), alfajor, pizzas caseiras, tomei Matte e etc., e sim, engordei uns quilinhos” relembra, aos risos.

Por que a Argentina?

Taylon Santana, turismólogo e consultor da WA Intercâmbio, pontuou ao LeiaJá os diferencias de escolher a terra dos hermanos como seu destino de intercâmbio. “O real consegue ser mais valorizado que o peso argentino e isso nos dá mais poder de compra no destino. Se você faz intercâmbio durante um mês, você gasta uns 2 a 3 mil reais em custos como alimentação, transporte e passeios. É um gasto bem parecido com São Paulo. Em outros destinos para o espanhol, você pode chegar a gastar 5 mil em diante. Vale salientar que as passagens são baratas saindo do Brasil e existem vários voos. Você chega a gastar em média  R$ 1.200,00 (ida e volta). Com certeza, você terá um intercâmbio completo, tendo em vista a variedade turística, a economia geral de gasto e aprimoramento no idioma espanhol garantido” disse.

Marina Motta, à frente da STB Recife há 15 anos, relembra que um ponto importante a ser considerado, nesse momento pandêmico, na hora da escolha é o fato dos países vizinhos serem os primeiros a abrir as fronteiras. “Neste momento de pandemia, o fato de que a reabertura das fronteiras tem uma tendência a evoluir primeiramente para países vizinhos. Por exemplo, Austrália já abriu pra Nova Zelandia, então eu acredito que quando os números do casos/mortes no Brasil estiverem melhores existem boas chances da Argentina ser o primeiro País pela facilidade/proximidade e por sempre ter sido um destino muito procurado pra turismo também.", aponta.

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Com relação aos perfis de alunos que buscam a Argentina, Marina e Taylon apontam características. “O perfil costuma ser universitários na faixa dos 20 e poucos anos que decidem passar as férias aperfeiçoando ou aprendendo o espanhol em julho ou janeiro, férias da universidade. Mas as vezes adultos aposentados buscam também e também têm uma experiência incrível.” diz Marina. “Sem dúvidas é aquele que busca uma atmosfera parecida com a do Brasil em receptividade e clima, um universo turístico diferenciado, desde gastronomia, festas, monumentos e souvenirs, além de um menor investimento total no intercâmbio.“, pontua Taylon. 

O engenheiro civil Max Taylo conta sua experiência enquanto ainda estava cursando engenharia. “No dia 19 de fevereiro de 2018, desembarquei na cidade de San Miguel de Tucumán, capital da província. Fiquei hospedado na cidade de Yerba Buena, cerca de 10 km da capital do estado, na casa de uma família que nos recebeu.[...] Ter ficado em uma casa com nativos foi, de cara, a melhor experiência de todas, pois estava 24 horas por dia imerso no idioma e na cultura da Argentina. Isso facilitou e muito o aprendizado do idioma e a adaptação ao lugar.[...] De início é choque, por mais que você tenha estudado o idioma, o sotaque e a velocidade que eles falam são um desafio, principalmente durante as aulas que possuem muitos termos técnicos. Mas, com o tempo, essa questão se dissolve e o idioma fica a cada dia que passa, mais fluido", explica.

Durante sua estadia, o engenheiro diz que se sentiu em casa e teve a oportunidade de conhecer outros lugares. “Além de Tucumán, pude viajar e conheci quatro províncias: Jujuy, Salta, Córdoba e Santa Fé. A Argentina tem muitos encantos, que facilmente te apaixonam! A população, em todos os lugares que visitei, principalmente em Tucumán, é bastante calorosa e receptiva, eles sempre se mostravam entusiasmados em mostrar os lugares, as comidas e os costumes. Além de possuírem uma culinária deliciosa, que variava bastante de província para província, eles são muito patriotas, conhecem e valorizam bastante sua história, em todas as cidades que passei, meus amigos contavam as histórias relacionadas ao lugar, as construções e obras de arte", relembra.

Processos burocráticos e cuidados com a pandemia

O turismólogo e consultor de intercâmbio Taynon Santana, estima uma média de valores para pacotes de intercâmbio. “Depende de quanto tempo será o seu programa. Normalmente as pessoas fazem de 4 semanas por conta das férias de trabalho, faculdade ou escola, e nesse caso, pagando curso, acomodação e taxas, você encontra pacotes de 7 a 9 mil reais. Vale a pena dizer que existem intercâmbios de 2 e 3 semanas para aqueles que não consegues ficar o mês fora.“

Com relação ao visto, Taynon informa: “Os nossos hermanos são parceiros de Mercosul e isso ajuda os intercambistas brasileiros que podem ficar até 90 dias sem precisar de visto. Normalmente só apresentamos a identidade e estamos em solo argentino. Muitos de nós, procuramos universidades, principalmente de medicina, afinal existem várias universidades de alto nível no país, nesse caso você  fica mais de 90 dias, e será necessário o visto de estudante, na qual são apresentados alguns documentos como: passaporte, comprovante de matrícula, comprovante de antecedentes criminais e comprovante de pagamento da taxa de emissão obrigatória.”

O momento pandêmico que estamos vivendo pede cautela, os candidatos interessados a estudar na Argentina já podem começar a planejar a viagem dos sonhos, mas devem seguir acompanhando a situação da vacinação em ambos os países. Taynon aconselha: “Os brasileiros que queiram entrar na Argentina precisam fazer quarentena de 14 dias, porém, não é aconselhado que se faça viagens e intercâmbio se não for algo emergencial. O número de voos estão cada vez menores, e voltará a medida em que ambos os países cresçam em vacinação e diminuam em número de casos de Covid-19. Mesmo com a luta das autoridades argentinas em manter as aulas presenciais e que o setor turístico não sofra tanto, recomendo que os intercâmbios sejam planejados para 2022 ou 2023, em vista de uma melhor experiência."

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, nesta semana, a relação de selecionados no Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior. No total, 650 estudantes de pós-graduação foram aprovados para a formação que busca complementar doutorado em outros países, tais como Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá e Japão.

Participam do programa instituições de ensino com nota igual ou superior a 4. De acordo com a Capes, a previsão é que os alunos iniciem os intercâmbios de pós-graduação a partir de setembro deste ano.

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“A internacionalização é um dos indicadores de avaliação de excelência da pós-graduação e, portanto, da ciência de um País, e o PDSE representa a maior chance de estudar fora do Brasil para as pessoas que não podem passar dois, três, quatro anos no exterior”, comentou a presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, segundo o site da instituição.

A bolsa de estudos dura de quatro a seis meses. Após a conclusão, os estudantes retornam ao Brasil para defender as teses de seus trabalhos de pesquisa. Confira os valores das bolsas.

Assim como França, Canadá, Austrália, entre outras nações, a Alemanha - é uma boa opção para quem deseja estudar fora do Brasil. Nesta semana, a série “Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos”, produzida pelo LeiaJá, tem como tema o país europeu. 

As restrições impostas pela Alemanha por causa da Covid-19 são rígidas, não permitindo, por exemplo, a entrada e transporte de viagens do Brasil há quase três meses. “Desde 30 de janeiro está proibidos a entrada e o transporte de viagens do Brasil, essa restrição está sendo prorrogada todos os meses, sendo a última data para reabertura dia 28 de abril, com possibilidade de prorrogação”, conta a presidente da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais entidades do Brasil que trabalham com o segmento de intercâmbio, Maura Leão.

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Maura ressalta que o impacto da pandemia no setor de intercâmbio na Alemanha foi significativo, pois a crise da Covid-19 gerou um abalo econômico e social. “Existe um enorme impacto, uma vez que a pandemia provocou um choque econômico e social que exacerba as crises existentes e a Alemanha não está isenta disso. Apesar de ser um país em condições econômicas mais favoráveis comparados a outros países, também sofre impacto, uma vez que muitos estudantes estão impossibilitados de chegar ao destino final. Este impacto passa a afetar todas as instituições de ensino, uma vez que os estudantes não conseguem iniciar seus programas de estudos ou pesquisas, ou mesmo dar andamento ao que já vinham realizando, porque não podem embarcar ou retornar à Alemanha”, explica.

A presidente da Belta destaca também que, segundo um levantamento acerca do impacto do novo coronavírus no setor de intercâmbio, o País está listado entre os dez destinos de interesse para fazer um intercâmbio após a pandemia. “É um país com muitos atrativos para estudantes internacionais, além da altíssima qualidade acadêmica de suas instituições de ensino”, ressalta.

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Um dos passos fundamentais para quem deseja estudar ou trabalhar na Alemanha é se preparar financeiramente, por isso, a gestora de produtos da WE Intercâmbio, Danielle Sobral, orienta qual o valor deve ser reservado para cada mês de estadia no País. “Além de dispor dos valores necessários para contratação do básico (curso, acomodação, seguro viagem, passagens, etc.), você deve estar preparado para as despesas que irá ter durante a viagem, como alimentação, transporte e passeios. Uma média recomendada é de aproximadamente 1000 euros por mês de estadia”, estima Danielle.

Sobre qual a melhor forma de planejar a viagem e com quanto tempo de antecedência isso deve ser feito, Danielle explica que o adequado é ter cerca de três a quatro meses de antecedência. “O ideal é que você tenha, ao menos, de 90 a 120 dias de antecedência, principalmente se for tentar o visto. É um tempo razoável para que você deixe tudo organizado em relação a documentações", afirma.

Em relação a quais são os programas de intercâmbio e trabalho mais procurados atualmente na Alemanha, Danielle diz que uma das alternativas mais comuns é o curso University Pathway Program. “Para poder trabalhar na Alemanha, uma das possibilidades mais comuns é o curso de alemão acadêmico completo, mais conhecido como UPP (University Pathway Program), que basicamente é um curso preparatório para ingressar nas universidades locais. Outra forma seria ingressar diretamente em uma universidade, mas para isso é necessário já ter ‘saído do zero’ no idioma, para poder cumprir as exigências de entrada”, explica.

Sobre qual a duração e quanto custa cada um desses programas de intercâmbio para a Alemanha, Daniele informa que o valor dependerá de alguns fatores. Confira, a seguir, alguns cursos e valores ofertados pela WE Intercâmbio:

Opção 1: 4 semanas curso + acomodação em Frankfurt - valor total convertido: R$ 11.402,80

Opção 2: 8 semanas curso em Berlim - valor total convertido: R$ 10.184,20

Opção 3: 4 semanas curso em Berlim - valor total convertido: R$ 5.309,80

A jornalista Nicole Simões, que também é estudante, foi para a Alemanha em 2019 fazer intercâmbio de Au Pair e estudar a língua alemã. “Eu vim para trabalhar e estudar. Depois que eu terminei o ano de Au Pair, que é tipo um ano que você trabalha como baby sitter, eu continuei estudando alemão. Então, teoricamente eu vim para cá para estudar o idioma e quando terminei agora, eu consegui um trabalho e hoje em dia eu trabalho em uma escola, eu sou auxilar na sala, dou apoio para crianças com deficiência", conta Nicole.

Nicole Simões em Altstadt, um dos pontos turísticos mais visitamos em Düsseldorf. Fotos: Cortesia

Morando na Alemanha há um ano e sete meses, Nicole, natural de Recife, revela que uma viagem para a Europa em 2018 despertou o seu interesse de fazer um intercâmbio mais longo. "Eu tenho família aqui na Alemanha, mas eles não moram na cidade onde moro, que é Düsseldorf. Eu vim porque, em 2018, fiz uma viagem de férias para a Europa, para visitar alguns países, e aí eu visitei a cidade que eu estou morando hoje, eu gostei muito de estar aqui, então eu resolvi voltar. 

Sobre quais são os pontos positivos em morar e estudar na Alemanha, a jornalista destaca a qualidade de vida e a educação no país. “Eu sempre vou falar para todo mundo que me pergunta isso que eu acho que a qualidade de vida e a segurança na Alemanha não se comparam ao Brasil. Fora que o ensino daqui é bem melhor. Depois que eu cheguei consegui aprimorar o meu inglês e agora eu também falo alemão, então eu falo mais duas línguas e eu falo fluentemente e eu acho que o benefício é você aprender outra cultura, aprender conviver com pessoas mais diferentes ainda, não só com ideais diferentes, mas também com cultura diferente, isso muda muito porque as regras são totalmente outras, então você tem que se adaptar e viver praticamente uma coisa nova", descreve.

A jornalista continua: "Porque não é só a língua nova, mas também o país novo, a cultura, comida diferente, até mesmo o tempo; a temperatura que é sempre mais fria e quando tem sol, você dá mais valor”.

“Alemanha é muito mais que destino, é você experimentar uma nova cultura, um novo sabor, experimentar uma nova língua. Eu aconselho a qualquer pessoa que quiser vir para cá, a vir, porque sempre tem como dar certo, porque há muitas oportunidades de trabalho também, então tem muita gente que eu conheço que vem do Brasil para cá por causa de emprego, porque aqui, além de você receber bem, você tem uma qualidade de vida muito boa e tem vagas de emprego, tem oportunidade para todo mundo”, acrescenta.

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Milena e Luíse são alunos da rede estadual de ensino de Pernambuco. Fotos: Cortesia

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Duas estudantes da rede estadual de ensino de Pernambuco foram aprovadas para ingressar em universidades estrangeiras. Luíse Carolina, de 18 anos, e Milena Ribeiro, 17, enfrentaram um duro período de estudos em que, em plena pandemia da Covid-19, se sacrificaram para dividir a preparação focada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nas seleções de instituições situadas no exterior.

Aluna da Escola Técnica Estadual (ETE) Advogado José David Gil Rodrigues, do bairro de Jardim Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, Luíse foi aprovada em sete universidades canadenses, bem como foi contemplada, por meio da nota obtida no Enem, com o ingresso na graduação de administração, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A jovem estudou o ensino fundamental em escola privada, mas, em 2017, migrou para a rede estadual, onde alimentou o objetivo de fazer intercâmbio em outros países.

Além de investir na preparação para o Enem, a estudante realizou pesquisas, durante a pandemia, em busca das informações necessárias para realizar o intercâmbio. “Tive a ajuda indispensável dos meus professores, que sempre me ajudaram desde o primeiro ano. Depois de meses de preparação, pesquisas, provas e entrevistas on-line, eu consegui ser admitida em sete universidades no exterior”, relatou, em entrevista ao site da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco.

Luíse contou que, na noite anterior à divulgação do resultado do Enem, ela recebeu um e-mail da University of British Columbia, apontada como uma das melhores faculdades do Canadá. A mensagem deu forma ao seu sonho, pois trouxe a confirmação da admissão. “No dia seguinte, recebi notícia que tinha passado em primeiro lugar de escola pública em administração na UFRPE, que também era a universidade dos meus sonhos“, completou. A jovem optou por ficar na universidade brasileira, em razão dos custos de vida em solo canadense.

Milena Ribeiro também foi contemplada com aprovações no exterior. Estudante da Escola Técnica Estadual (ETE) José Alencar Gomes da Silva, do bairro do Janga, na cidade de Paulista, Milena soma quatro admissões em universidades dos Estados Unidos, além de celebrar a possibilidade de cursar relações internacionais, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

“A maioria dos estudantes que está se preparando para tentar ingressar em algo fora do país se depara com a falta de tempo. Chega um momento em que o estudo toma a maior parte do seu dia e eu precisei fazer escolhas. No meu caso, optei por priorizar o estudo para as aplicações nos Estados Unidos. Não é algo que eu recomende, mas foi o que funcionou para mim”, contou.

O percurso até a conquista foi marcado por desafios, atenuados pelos efeitos da pandemia da Covid-19. “No decorrer do processo comecei a me deparar com dúvidas, angústias e comparações com outros estudantes. É um processo seletivo que leva muito tempo, são várias fases e o psicológico acaba ficando abalado. Até que numa tarde, recebi a primeira ligação falando sobre a aprovação. É uma emoção que eu não consigo nem descrever”, relembrou Milena.

A jovem resolveu estudar relações internacionais na Maryville University, em St Louis. Agora, outro desafio marca a trajetória da estudante: conseguir os valores necessários para bancar a viagem.

Milena precisa arrecadar R$ 10 mil. Em busca da quantia, ela ensina inglês e criou uma “vakinha” para receber doações. Quem quiser ajudar, pode clicar na plataforma brasileira e realizar uma doação.

Viajar é uma das atividades favoritas para muitas pessoas. Descobrir novos lugares, culturas diferentes, aprender sobre vivências e costumes distintos dos nossos sempre são bons motivos para arrumar as malas e embarcar para o próximo destino. O que muitas pessoas também fazem é aproveitar a experiência cultural para estudar um idioma novo, fazendo um intercâmbio.

Um dos destinos mais buscados, tanto pela riqueza cultural quanto pelo custo-benefício, é a África do Sul, que, neste domingo (18), é o quarto país da série ‘Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', do LeiaJá. A África do Sul fica localizada no extremo sul do continente africano e tem uma população de mais de 58 milhões de habitantes, segundo dados do World Bank (2019).

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O país de Nelson Mandela conta com 11 idiomas oficiais, sendo o inglês o mais comum, seguido do africâner, zulu, xhosa, e outras sete línguas. Além dos vários idiomas, a nação conta com três capitais oficiais: Pretória, capital executiva, onde ficam situadas as embaixadas, Cidade do Cabo, capital legislativa, e também a segunda cidade mais populosa do país, e Bloemfontein, capital judiciária. No entanto, a cidade mais populosa do país é Johannesburg, sendo o maior centro urbano, industrial, comercial e cultural.

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Com tantas particularidades, o País se destaca economicamente no continente e no mundo. Em 2010, o bloco dos países emergentes, união entre Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRICS, integrou a África do Sul à sua sigla (o ‘S’ representando South Africa, nome do país em inglês). Outros dois aspectos que também chamam atenção em relação ao País são sua história e sua diversidade cultural. A nação passou por longos processos de lutas pelas liberdades individuais, desde o processo de colonização, até conquistas em sua história recente, ainda no século passado, após ter superado o Apartheid, regime segregacionista que foi instaurado no País por mais de 40 anos.

A liderança de Nelson Mandela foi fundamental, e mesmo após sua morte, em 2013, ele ainda é um forte símbolo de liberdade e identidade nacional em todo o território. Já pela diversidade cultural, existem vários cenários que podem ser explorados. Os visitantes costumam passear nos safáris, onde é possível ver de perto os ‘big five’ (grandes cinco, em inglês), que são os principais animais da savana africana: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante. Também é possível conhecer mais sobre as culturas aborígenes, dos povos originários da região.

E mesmo com a pandemia da Covid-19, e as consequentes restrições para estrangeiros, ainda há uma alta procura pelos locais que o país oferece. É como conta Isabella Tizziani, consultora de marketing da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), que relata apenas uma pequena oscilação no índice de procura pelos destinos sul-africanos, mas que não chega a ser considerada uma rejeição. “Antes da pandemia, o país ocupava a sexta posição, junto a Malta, na Pesquisa de Mercado Selo Belta 2020. De acordo com a pesquisa Impacto do Covid-19 no setor de intercâmbio, a África do Sul ocupa a 9ª posição como destino de interesse para a realização de um futuro intercâmbio (pós Covid)”, ela explica.

Tizziani ainda afirma que outro fator positivo para os brasileiros escolherem ir para o país que foi sede da Copa do Mundo de 2010 são os preços. “É um país que está em evidência há alguns anos por conta de ser um destino barato para os brasileiros", ressalta.

De acordo com a Belta, a África do Sul é uma das escolhas mais rentáveis na hora de planejar uma estadia confortável. Levando para a ponta do lápis, 1 rand, moeda vigente na nação, equivale a R$ 2,54, fazendo os custos de uma viagem para lá serem bem mais em conta. Um curso de inglês com quatro semanas de duração, por exemplo, custa em média R$ 7 mil, com acomodação inclusa, oferta comum entre as agências de intercâmbio.

Experiências 

Apesar dos cursos de idioma serem bastante ofertados, também é possível fazer intercâmbio voluntário, trabalhando em organizações não-governamentais (ONGs) com crianças, animais, ou plantação. Tizziani explica que “muitos escolhem realizar um intercâmbio voluntário, pois é a única forma de brasileiros trabalharem no país legalmente”.

A organização Good Hope Studies tem como objetivo oferecer experiências de intercâmbio na África do Sul, entre outros países do continente africano, recebendo voluntários do mundo todo, com projetos voltados para trabalho social, preservação e cuidados com animais. Para se inscrever em um curso de inglês ou para fazer trabalho voluntário, não há pré-requisitos além da curiosidade e vontade de aprender coisas novas.

A organização também fornece curso de formação para professores de inglês, com certificado da Universidade de Cambridge. Além do baixo custo para embarcar em algum programa internacional, a burocracia não é tanta, principalmente se o objetivo for apenas estudar no País.

De acordo com o Itamaraty, não é preciso que brasileiros tirem visto para a África do Sul, se a estadia for de até 90 dias com fins turísticos ou comerciais. A Embaixada da África do Sul no Brasil ainda informa que é necessário apresentar passaporte com validade de até um mês da data de retorno ao Brasil, e o certificado internacional de vacina (CIV) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque.

Com as novas regras de restrições internacionais impostas por conta da pandemia do novo coronavírus, também é necessário apresentar o comprovante do exame RT-PCR negativo para a Covid-19, efetuado até 72 horas antes da saída do Brasil. Caso não apresente, será obrigatória uma quarentena de 14 dias ao chegar em solo africado.

Intercâmbio de estudos

A paulista Thais Luz, de 31 anos, teve a oportunidade de passar um mês na Cidade do Cabo estudando inglês, além de ter morado com uma família local. Ela pôde viver diferentes aspectos da cultura sul-africana. “Eu gostei muito de lá, as pessoas são bem receptivas, a comida é bem mais apimentada que aqui [no Brasil], lá eles usam pimenta para tudo. Mas gostei da culinária deles, eu tive algumas experiências sensacionais como jantar em uma comunidade para conhecer a culinária [local] e amei. Também fui em um restaurante que fazia um festival de comidas locais maravilhoso, e como o real é valorizado lá achei super barato”, relata a criadora de conteúdo digital.

Thais também teve oportunidade de conhecer pessoas de diferentes países, inclusive, claro, de outras partes do Brasil. “Tinham muitos brasileiros por lá na escola onde eu estudei. Porém só podiam ficar até três brasileiros por sala. Conheci gente do mundo todo, pessoas que nunca imaginei conhecer e conversar na vida. Tínhamos um grupo no WhatsApp com mais de 100 brasileiros que era um grupo de apoio nosso, onde um dava dicas para o outro. Até marcamos um encontro em um dos dias para nos conhecermos, foi bem legal", ela relembra.

A paulista também aproveitou a estadia na capital legislativa para fazer um passeio de maior duração pela costa. Foi um pacote de cinco dias que incluía trilhas, visitas a parques nacionais, fazenda de avestruz, safaris, rota do vinho, entre outras atividades. Mas para ela, uma das coisas que mais gostou foi ter curtido a própria companhia. “Uma evolução interna que acredito que só um intercâmbio faz com a gente”, confessa.

E apesar das quatro semanas, ela já pensa em ir novamente, com o inglês mais afiado, para viver novas aventuras. “Quero muito voltar lá e fazer um voluntariado. Eu tive a oportunidade de visitar alguns lugares que têm programas de voluntários, e passar o dia, mas com o meu inglês, não tinha nível ainda para atuar e ficar o mês todo”, ela conclui.

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Um dos maiores receios entre intercambistas ao escolher um destino para viajar é a adaptação à cultura do país escolhido. Mas, e se você pudesse realizar o seu programa de estudos em um lugar com o clima semelhante ao Brasil, praias belíssimas, povo receptivo e “good vibes”, com uma excelente estrutura e instituições de ensino referência? A Austrália é esse lugar e é também a pauta principal desta semana da série "Pós-pandemia: plenajendo a viagem dos sonhos", do LeiaJá.

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Localizado na Oceania e tendo como sua capital Sydney, a Austrália, a terra dos cangurus, é procurada por pessoas que querem estudar ou aprimorar o inglês com perfis mais aventureiros e até conservadores. Segundo Marcela Bahia, sócia da SM Intercâmbio, "o estudante que busca a Austrália é de perfil mais descolado, é jovem". "Que busca conhecer o novo em um lugar exótico e que está atrás de natureza", acrescenta.

"Os estudantes buscam uma boa estrutura, mas também locais em que possam fazer trilhas e surfar. Muitos que recebemos surfam e buscam o programa para viver esse ‘lifestyle’”, diz a sócia da SM Intercâmbio.

Marcela aponta que ainda há o perfil mais conservador: "Pessoas com um perfil mais cult escolhem ir para a cidade Melbourne que é uma cidade grande, artística e gastronômica. Já os que buscam aliar o estilo de cidade grande às praias paradisíacas escolhem Sydney, ainda que tenha um custo de vida mais alto. Os que procuram destinos mais exóticos vão para cidades como Byron Bay que é uma cidade para os que gostam de ter contato com a natureza de forma mais holística meditando, vendo o pôr-do-sol e aproveitar tranquilidade com uma boa estrutura".

Outros escolhas populares dentro da Austrália são Brisbane, Adelaide e Gold Coast. Priscila Bernhoeft fez intercâmbio na cidade de Perth entre junho de 2018 e janeiro de 2019. Durante sua estadia, ela aproveitou para conhecer outros destinos dentro do País. "Passei cinco meses em Perth, que é uma cidade pequena e faz meu estilo, mas aproveitei após meu intercâmbio para conhecer outras cidades como Melbourne, Sydney, Gold Coast e Brisbane", relembra.

Priscila Bernhoeft fez intercâmbio na cidade de Perth. Foto: Arquivo pessoal

Ela conta que morou com outros estudantes e dividia o quarto com uma amiga que veio acompanhando ela do Brasil, mas as demais áreas eram compartilhadas. “Foi super legal, tinha alguns brasileiros, japoneses, europeus e argentinos, e foi um momento que você conhece pessoas diferentes. Está todo mundo no mesmo barco, todos estão querendo conhecer pessoas novas, lugares novos", conta.

Australianos investem em momentos de lazer com frequência, afirma intercambista. Fotos: Arquivo pessoal

Segundo Priscila, um dos pontos fortes era o contato com a natureza. Durante sua experiência, ela aproveitava para assistir o pôr-do-sol em Perth e ler livros nos parques. Outro ponto positivo, segundo ela, são as atividades gratuitas como cinemas ao ar livre. Ela acrescenta: “Uma coisa que gostei muito são que eles (os australianos) são muito tranquilos, não são viciados em trabalho e em produzir. Eles trabalham até as 17h e depois tem o resto do dia livre. Geralmente após o trabalho eles curtem os filhos, vão para parques e assistem o pôr-do-sol”.

Registro de Sidney, na Austrália. Foto: Pixabay

Priscilla diz que o único ponto negativo foi a comida. "Dava para sobreviver”, brincou. Ela também apontou que a situação dos aborígenes (indígenas australianos) a tocou, uma vez que muitos foram explorados e hoje não têm muitos locais se abrigarem.

Quanto custa um intercâmbio para a Austrália?

Marcela Bahia, em entrevista ao LeiaJá, revelou uma estimativa de valores, no que diz respeito aos investimentos para quem sonha em ir para a Austrália. De acordo com a sócia da SM Intercâmbio, a passagem custa cerca de R$ 8 mil reais. Ainda será necessária a comprovação financeira para o visto de 1.500 a 2.000 dólares australianos para cada mês que o estudante quiser ficar.

Um programa de quatro semanas fica em torno de R$ 13 mil, incluindo curso, acomodação em casa de família (homestay) ou residência estudantil e visto. O programa de 24 semanas custa de R$ 40 a 50 mil reais, incluindo as mesmas atividades.

Uma forma de ajudar a bancar esse sonho é trabalhando. A Austrália possui um dos melhores salários mínimos por hora do mundo: 19.84 dólares australianos por hora e 753,80 dólares australianos por semana. Ao escolher seu programa, o estudante deve expressar a vontade de trabalhar durante sua estadia, assim o consultor de intercâmbio poderá direcionar a melhor opção de visto e modalidade de programa.

O visto australiano não é um dos mais fáceis de ser liberado, ainda que o país seja bastante receptivo a estrangeiros. Tudo que é declarado deve ser comprovado, o que torna o processo um pouco mais longo.

O visto de turismo pode ser utilizado por àqueles que vão estudar até 12 meses na Austrália, se solicita a extensão. A embaixada da Austrália no Brasil informa: “O visto de turismo também poderá ser utilizado por aqueles que irão à Austrália para estudar por um período de até 12 semanas. Para cursos com duração até 12 semanas NÃO é mais obrigatória a apresentação de exames médicos. Para períodos acima de 12 semanas, deverá ser requerido um visto de estudos”. Para obter mais informações sobre o visto e a documentação necessária, acesse o site da Embaixada

Pandemia da Covid-19

Marcela ressalva a situação atual que o País se encontra com a pandemia do Covid-19: “A Austrália e Nova Zelândia, no geral, conseguiram conter a quantidade casos do vírus, e eles estão mais tendenciosos a estarem fechados. No momento atual, ir para a Austrália é um plano mais para frente, diferente de destinos como Estados Unidos e Canadá, que permitem que você faça a quarentena em outro país antes de entrar. Atualmente, a abertura de fronteiras é imprevisível”.

Segundo o Itamaraty, desde março de 2020, só entram na Austrália cidadãos australianos e aqueles com residência permanente no País, além de familiares imediatos de cidadãos e residentes permanentes. O departamento de Educação do Governo da Austrália mostra que o Brasil foi a quinta nação que mais mandou estudantes para a Austrália.

Até agosto de 2019, antes dos primeiros sinais da pandemia do novo coronavírus, 27.077 matrículas de brasileiros haviam sido feitas em instituições australianas. Já entre 2016 e 2018, mas de 65 mil brasileiros realizaram intercâmbio na terra dos cangurus.

Estão abertas as inscrições para o programa de estágio internacional do Facebook, voltado para estudantes latino-americanos. São 40 vagas no total, para trabalhar nos escritórios dos Estados Unidos e do Reino Unido, nos cargos de Engenheiros de Software e Engenheiros Front End.

O programa terá duração de 12 semanas, com previsão de início em 2022. Os selecionados poderão escolher entre 10 datas possíveis no período de janeiro a setembro, a depender do calendário de sua universidade. Os estagiários aprovados terão alguns benefícios, além de salário competitivo, acomodação e custos de visto e passagens, vale-transporte e refeições. Também terão acesso à academia, plano de saúde, eventos, mentoria, e receberão equipamentos tecnológicos (celular e computador).

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De acordo com a descrição das vagas, os requisitos mínimos para aplicação são um ano ou mais de experiência com Perl, Java, Php, Python ou C++, estar atualmente matriculado em um programa de graduação e em processo de obtenção do grau de Bacharelado ou Mestrado em Ciências da Computação ou área relacionada, e se sentir confortável ​​para se comunicar em inglês, já que as duas entrevistas ocorrem com engenheiros dos escritórios do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Inscrições e mais detalhes sobre os programas de estágio podem ser acessados nos links a seguir: Estágio de Enganharia de Software - Estados Unidos / Estágios de Engenharia de Software e de Eneganharia Front End - Reino Unido.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Comissão Fulbright, lançou edital para o Programa CAPES/Fulbright de Doutorado Pleno nos Estados Unidos (EUA). Serão duas chamadas para a formação, com a disponibilidade de até dez bolsas, cada.

O prazo para se inscrever na primeira chamada é até o dia 17 de maio, com os resultados preliminares divulgados até 2 de julho. A seleção das universidades americanas começa em outubro, com resultado previsto para ser divulgado em 15 de abril de 2022.

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Segundo o cronograma, as atividades dos bolsistas devem iniciar entre agosto e dezembro de 2022. O presidente da Capes, Benedito Aguiar, afirma que a formação ofertada pelo programa é de alto nível, “como alternativa complementar às ofertas da pós-graduação brasileira, para candidatos com excelente desempenho acadêmico”.

A pós-graduação também busca trazer visibilidade aos pesquisadores brasileiros, fortalecendo a pesquisa. Podem participar estudantes das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), Saúde e Ciências da Vida.

A duração máxima das bolsas é de seis anos, financiadas pela Capes, a Fulbright e as universidades americanas. O valor pago a cada bolsista é de até US$ 55 mil por ano, o equivalente a R$ 307.488.  As inscrições devem ser feitas no portal da Coordenação.

Viajar para outro país para estudar um idioma ou fazer uma especialização é uma ótima chance de crescimento profissional e pessoal. Independente de qual for a sua escolha, esse tipo de viagem é, também, uma oportunidade de conhecer mais sobre outra cultura. O LeiaJá traz, neste domingo (4), a segunda reportagem da série 'Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', que apresenta informações sobre países que podem ser destinos de intercâmbios. Hoje, abordaremos a França.

Por causa do novo coronavírus, a França impôs medidas restritivas para a entrada no país. De acordo com a Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais entidades do Brasil que trabalham com a área de intercâmbio, a nação está autorizando a entrada para cursos com mais de 90 dias, sendo necessária a apresentação de um visto de estudante. Além disso, é preciso apresentar um teste PCR realizado nas 72 horas da partida, preencher uma declaração de saúde, ficar em quarentena obrigatória durante sete dias e, ao fim do sétimo dia, fazer novo teste PCR.

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De acordo com a Belta, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 26 de março foram mais de 45 mil novos casos de Covid-19 na França, e o País apresentava 4,3 milhões de casos confirmados.

A estudante do segundo ano do mestrado em direitos humanos Rayssa Harmes conta que o seu interesse em estudar no país europeu surgiu a partir de um comentário feito por uma então professora dela - três anos atrás, quando a jovem foi estudar a língua no país nativo - a respeito de uma universidade conceituada na área que ela estuda hoje. “Há 3 anos, quando fui fazer um curso de francês em Paris, minha professora mencionou uma das melhores universidades do mundo em direitos humanos e eu decidi que queria estudar lá. Eu já estudava francês há 4 anos. Depois descobri que o ensino superior na França era possível economicamente para mim, já que era o mesmo preço de um mestrado em algumas universidades de Recife”, explica.

Entre os fatores positivos citados pela mestranda em morar e estudar no país europeu, está a possibilidade de conhecer pessoas de outras nações e fazer networking. “Os pontos positivos de morar e estudar aqui são que posso desenvolver meu francês; estudo numa universidade que é muito bem colocada no domínio de direitos humanos, já que a Corte Europeia de Direitos Humanos é localizada aqui; tenho a oportunidade de conhecer pessoas de vários países do mundo e fazer networking; morar aqui me traz experiências novas sobre como de fato vivenciar diferentes estações do ano”, afirma ela, que reside na cidade francesa de Estrasburgo há oito meses.

Sobre a cultura francesa, Rayssa pondera: “Como toda cultura, existem pontos positivos e negativos. Alguns pontos positivos para mim são como os pais franceses criam seus filhos, com mais autonomia e independência do que comparado com a cultura brasileira. Por outro lado, ainda acho que a ideia eurocêntrica e de superioridade europeia está muito arraigada no imaginário francês e europeu, então existe um preconceito intrínseco, nas falas mais banais”.

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E quem detalha mais ainda acerca da cultura francesa, em diversas áreas, é a diretora-executiva da Aliança Francesa Recife, Amina Mazouza. “França é cultura. Existem uma grande tradição e riqueza de propostas culturais que abrangem vários domínios, que sejam artes, gastronomia, música, história arquitetura... O patrimônio cultural é preservado e valorizado em todo o país. São 1.222 museus nacionais e territoriais que constituem a rede, valorizando as coleções acessíveis ao público em todo o território. O site do Ministério da Cultura permite ter acesso ao que é ofertado para o público em todos os domínios. No que se trata da música, numerosos festivais anuais são propostos no verão (junho a setembro), em varias regiões do Norte ao sul do país, para nomear só alguns: os ‘Main Square’ (Arras) ‘Francofolies’ (La Rochelle), Eurockéennes (Belfort), ‘Festival des Vieilles Charrues” (Carhaix), ‘Jazz in Marciac’ (Marciac). E não podemos deixar de mencionar a ‘Fête de la Musique' a cada 21 de junho, evento celebrando a musica no pais inteiro, nas ruas, em todo lugar, com concertos e eventos musicais de profissionais e de amadores também", destrincha.

"Não podemos falar da França sem mencionar a sua culinária que é reconhecida mundialmente. A gastronomia francesa e a nosso arte de viver atraem os amadores de bons produtos do mundo inteiro que querem explorar o que se oferece de melhor em cada região, que tem as suas culturas e especialidades. É possível conhecer o País por meio de rotas gastronômicas e rotas dos vinhos. Em 2010, a Unesco classificou a ‘refeição gastronômica’ francesa como patrimônio imaterial da humanidade, mostrando a importância do saber fazer tradicional. Ademais, podemos destacar o esporte também com um lugar muito importante: França dispõe de infraestruturas excelentes para esporte, para atividades ao ar livre e emespaços fechados", acrescenta a diretora da Aliança Francesa.

De acordo com Amina Mazouza, a França é para ser visitada, explorada fora dos caminhos rotineiros. "A França metropolitana partilha fronteira com oito países, e visitar as capitais europeias fica a um pulo”, afirma.

Amina explica como deve ser realizado o processo de intercâmbio à França: “Quem quer estudar na França deve passar pelo Campus France, e temos uma representação para o Nordeste na Aliança Francesa Recife. Primeiramente, é importante esclarecer o que faz o Campus France: é a agência oficial do governo francês cujo objetivo é orientar sobre os estudos superiores na França, em todos os níveis: graduação, mestrado, doutorado e também cursos de curta duração ou cursos de francês. Nós não oferecemos nenhum curso ou pacote (como de intercâmbio cultural ou linguístico), mas mediamos a candidatura para graduação e pós-graduação e somos responsáveis pelo procedimento pré-consular do visto de estudante. Tudo começa pelo site oficial.

O Campus France também não trata de visto de trabalho, que deve ser tratado diretamente com os consulados. A diretora da Aliança Francesa informa, ainda, qual o quantitativo de brasileiros fazendo intercâmbio na França atualmente e destaca que do número total que está no país europeu, 22% dos estudantes fazem doutorado. “Segundo dados do Campus France, em relação à mobilidade no ensino superior, antes da crise sanitária atual (até 2019), cerca de 3 mil estudantes brasileiros iam estudar na França por ano. Dos 5.400 aproximadamente que se encontram estudando no País, cerca de 22% são doutorandos”, explica, complementando que o país europeu é o quarto que mais recebe estudantes brasileiros, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Portugal e Argentina.

Sobre quais são os impactos da pandemia no setor de intercâmbio na França, Amina explica que estima-se que houve uma grande queda no número global de estudantes indo para o País. “Estimamos que a crise sanitária da Covid-19 acarretou em uma redução de 45% no número global de estudantes em mobilidade para a França. As causas dessa baixa se dão, além das condições de saúde que conhecemos, principalmente pelo cancelamento de alguns intercâmbios acadêmicos (quando existe acordo entre uma universidade brasileira e uma francesa) e de bolsas da Capes, assim como pelo fechamento de fronteiras”, diz.

Segundo a Campus France, em 2020 houve uma queda relevante no quantitativo de brasileiros que vão para a França por motivos de estudos, especialmente na área de mobilidade acadêmica no decorrer da graduação. Muitos destes estudantes, que estão matriculados em universidades brasileiras e resolvem fazer um período de seu curso no País (de seis meses a um ano), adiaram seus projetos. De acordo com a instituição, mesmo assim é importante lembrar que o governo francês priorizou a emissão de vistos para pesquisadores e estudantes, que não foram proibidos de entrar no país em momento algum.

Para a diretora da Aliança Francesa Recife, o domínio da língua francesa é importante, independente se a escolha for estudar ou trabalhar na França. “Para estudar ou trabalhar na França, o domínio da língua francesa é fundamental, tanto nos processos seletivos como também para a vida cotidiana”, conclui Amina.

Investimento

O diretor financeiro da WE Intercâmbio, Guilherme Borges, dá orientações sobre como deve ser a preparação financeira e o planejamento de viagem de quem deseja estudar na França, detalhando ainda mais o papel da Campus France – já pontuado por Amina -. “O passos são contratar um curso que possibilite a aplicação do visto de estudante, iniciar o processo de pré-aplicação junto a Campus France (responsável pela consultoria de todos os pedidos de vistos de estudo), que possui unidade em Recife e tem o valor de R$ 520. O processo de pré-aplicação deverá ser iniciado por volta de três meses antes da data de início do curso", orienta.

"Aprovado pela Campus France, o estudante deverá agendar o atendimento para aplicação e entrevista no consulado da região onde reside o estudante (Norte e Nordeste, deverá se dirigir ao Consulado de Brasília). A entrevista deverá ser agendada faltando no máximo dois meses para a data de início do curso e custa 99 euros a Taxa Consular. É recomendado uma média de mil euros por mês de estudo como comprovação financeira no momento da aplicação”, acrescenta o diretor financeiro.

Borges conta, ainda, quais são os programas de intercâmbio e trabalho oferecidos, além de explicar acerca do tipo de visto que é liberado para a pessoa que deseja estudar na França. “Os cursos voltados para o ensino do idioma não permitem visto de estudante com permissão de trabalho, somente visto de longa duração (superior a três meses de programa, mas sem permissão de trabalho). O que pode ser feito é um programa preparatório para o ensino superior, conhecido como Pathway, com opções de oito meses e de 12 meses. Essa opção de curso não garante o visto de estudante, porém eleva bastante as chances de conseguir, pois cabe ao consulado decidir se dará o visto de estudante ou o de longa duração”, explica.

É possível realizar um intercâmbio de mobilidade acadêmica, graduação completa, transferência de graduação, mestrado e cursos de francês. Em qualquer uma das opções anteriores, é disponibilizado o visto de estudante de longa duração, não sendo necessária a solicitação de autorização prévia. Além disso, os brasileiros também têm a opção de fazer um estágio, doutorado e pós-doutorado, projetos que normalmente já preveem o pagamento de uma bolsa de estudos ou contrato de trabalho.

O diretor financeiro fala, também, qual a duração e quanto custa o Curso de Pathway na França: “O Curso de Pathway de oito meses de duração tem 34 semanas de aulas com duas semanas de férias. Este tipo de programa está disponível nas cidades de Lyon, Nice e Bordeaux. O programa de melhor custo x benefício é o de Lyon, no valor de 5.160 euros. A cidade de Lyon possui também o menor custo de vida dentre as opções”.

Outras informações podem ser obtidas no site da WE Intercâmbio. Confira também as orientações da Aliança Francesa no Recife.

LeiaJá também

--> Saiba como planejar uma viagem para o Canadá

 

A cada ano, estudantes de todo o País se preparam para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e aguardam o tão esperado dia do resultado para saber para quais universidades poderão se candidatar com as notas obtidas. Mas não são apenas as instituições de ensino superior brasileiras que aceitam essa pontuação como forma de ingresso.

Diversas universidades estrangeiras permitem que alunos brasileiros participem do processo seletivo utilizando a nota do Enem, algumas até dispensando o candidato de fazer a prova da instituição. Confira como funcionam a aplicação e ingresso em algumas universidades pelo mundo utilizando os resultados do Exame.

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Portugal

É o país onde mais universidades aceitam estudantes brasileiros por meio dos resultados do Enem. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 50 instituições de ensino no País participam da parceria com o governo brasileiro, desde 2014.

Uma delas é a Universidade de Aveiro (UA). Segundo o gestor de Relações Internacionais da instituição, Miguel Oliveira, existem atualmente mais de mil estudantes brasileiros vinculados à universidade, que entraram utilizando a nota do Enem como porta de entrada. Ele relata que as notas são avaliadas de acordo com o critério de cada curso. “Para cada curso em particular, valorizamos alguns componentes. Isto é, nós não consideramos a nota final do Enem, mas vamos buscar as notas correspondentes [às áreas do conhecimento] para cada curso”, ele explica.

Um aluno que esteja aplicando para o curso de engenharia precisará mostrar o melhor desempenho na prova de Matemática e suas Tecnologias, por exemplo. Para saber a classificação, é necessário fazer um cálculo que varia de acordo com os pesos que cada disciplina terá.

A estudante Lara Monique estuda engenharia e gestão industrial (equivalente à engenharia de produção no Brasil), desde 2018 na UA, e conta que o tempo de espera pelo resultado não foi demorado, levando menos de dois meses para todo o processo. “Para me candidatar eu tive que enviar só o Enem e meu histórico escolar de conclusão do ensino médio. (...) Foi tudo online. Quando eu fui aprovada eu recebi a carta de aceite da universidade, me matriculei, e aí fui no consulado para emitir meu visto e aí com o visto pronto, tudo isso concluído, eu consigo embarcar para Portugal”, ela relata.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a instituição adaptou as aulas para o formato on-line, mas a previsão é que o próximo ano letivo (que em Portugal começa em setembro), tenha algum retorno às atividades presenciais. Atualmente, Portugal está vivendo um retorno gradativo do isolamento, em consequência da diminuição dos casos de Covid-19 no País.

Reino Unido

Algumas universidades aceitam a nota do Enem como parte do processo de ingresso, podendo haver a necessidade de realizar a prova própria de cada instituição para compor a nota de aplicação. É o caso da Universidade de Oxford, onde outros critérios também são avaliados, como o conhecimento do inglês e histórico escolar do ensino médio (ficha 19).

Outras universidades não somente utilizam parte da nota do Enem, como exigem que ela componha a avaliação do candidato brasileiro, como acontece em Kingston (exigência de aproveitamento mínimo de 55% da nota), Bristol, Glasgow e na Birkbeck University of London.

França

Algumas universidades no País aceitam a nota do Enem como parte do processo de avaliação, porém as exigências para a aprovação são um pouco maiores. Não basta o candidato enviar o resultado das provas feitas, mas também ser aprovado em alguma universidade brasileira no curso para o qual o candidato está almejando na França.

Também é importante observar se o curso aceita o Enem como parte da aplicação. Mais informações sobre os processos de seleção em universidades francesas podem ser encontradas no site da Campus France, órgão ligado ao governo francês responsável pelo ensino superior no País.

Estados Unidos

Uma das universidades americanas, a New York University, aceita a nota do Enem em substituição das provas tradicionais realizadas no País. No entanto, não é apenas a nota do Exame que garante a aprovação na instituição, sendo também necessário apresentar certificado de conclusão do ensino médio e comprovação de proficiência em inglês.

O site Common app é uma plataforma que indica universidades nos Estados Unidos, e detalha os processos de seleção para cada instituição.

Canadá

No país, a Universidade de Toronto exige a nota do Enem para candidatos brasileiros, assim como certificado de conclusão do ensino médio.

O sonho de vivenciar a cultura de um país no exterior, para muitos brasileiros, foi adiado. O setor de intercâmbios foi fortemente impactado pela pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 2 milhões de pessoas no planeta. Alguns países, inclusive, endureceram as normas para a entrada de estrangeiros e fecharam suas fronteiras para os visitantes.

Devido ao agravamento da pandemia e o fechamento das fronteiras, muitos brasileiros cancelaram suas viagens. Para Regina Quadrelli, CEO da Intercâmbio Help, há, ainda ouras dificuldades no segmento de viagens. “Outro grande impacto foi a incerteza das pessoas que já estavam viajando e não podiam voltar, entender como poderiam permanecer no país legalmente e o retorno de muitos intercambistas antes do tempo”, pontua.

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O setor, que estava em curva de crescimento antes da pandemia, chegou a movimentar em 2020, segundo a Belta, Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, US$ 1,2 bilhão, mesmo em um ano de crise econômica e de instabilidade política. Agora, na visão da diretora de relações institucionais da Associação, Neila Chammas, o segmento sofre com o alto índice de remarcação de viagens.

Mas manter os sonhos vivos é também um sinal de resistência em tempos difíceis. Nesse sentido, é possível planejar, sem cravar datas, a viagem que, após a pandemia da Covid-19, será inesquecível. Por isso, o LeiaJá inicia, neste domingo (28), a série de repórtagens "Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos", em que vamos apresentar países que podem boas opções para quem almeja estudar e trabalhar fora do Brasil. Na primeira reportagem, destacamos o Canadá.

O país da educação e do desenvolvimento

Em 2019, segundo a pesquisa da Belta, 386 mil estudantes viajaram para o exterior. Desse total, cerca de 93 mil embarcaram para o Canadá. O país, inclusive, é o destino de intercâmbio preferido dos brasileiros e se estabeleceu por 14 anos em primeiro lugar na escolha dos intercambistas

. Para a brasileira Adriane Pasa, que vive no Canadá, isso não é novidade. O país, segundo a dona da empresa BFF Intercâmbio, consegue ser "maravilhoso" em todos os aspectos. "Moro em Vancouver há cinco anos e a cada dia me surpreendo. Falar de primeiro mundo é sempre meio clichê, mas aqui não é exagero. O Canadá está há anos no top 10 dos países mais seguros do mundo e foi considerado novamente, ano passado, como o melhor país em qualidade de vida. E é verdade. A gente nem lembra que é frio, até porque tem toda a estrutura para isso", relata.

Em entrevista ao LeiaJá, Adriane revela que antes de se mudar para o Canadá com o marido, trabalhava na área de marketing, mas não queria continuar na função. Quando chegou ao país, fez uma nova graduação em serviço social. Ela comenta como é fácil mudar de profissão: “Aqui existem instituições de ensino chamadas 'colleges', que não existem no Brasil. Elas oferecem ensino superior mais 'mão na massa', onde em até dois anos o aluno está preparado para o mercado de trabalho. É muito comum estudar em colleges aqui e depois se o aluno quiser continuar em uma universidade, pode fazer equivalência de matérias, caso a área seja correlata”.

A brasileira Amanda Spinelle, antes de viajar para o Canadá, trabalhava na área de logística. Assim que chegou ao País, há mais de um ano, decidiu fazer um ‘college’ na área financeira. “O curso foi todo em francês. Antes da pandemia eu tinha aulas presenciais de segunda a sexta-feira, agora se tornou on-line. O estudante aqui pode trabalhar também 20 horas por semana. O curso teórico foi finalizado. Hoje faço um estágio não remunerado numa empresa de finanças e receberei o diploma quando terminar. Esse será o momento que vou pedir ao governo meu visto de trabalho após receber o diploma”, conta.

Amanda Spinelle comenta que viver no Canadá é “uma caixinha de surpresas”. O país, na sua visão, é bastante próspero e muito bom para morar. “Os imigrantes que chegarem devidamente preparados para viver essa experiência terão um futuro bem estável se conseguirem passar pelos desafios de imigrar", diz.

Quem deseja fazer um intercâmbio para o Canadá, neste momento, precisa, segundo a última atualização da Belta, fazer os seguintes passos: ficar em quarentena obrigatória por 14 dias, ter visto de estudante, apresentar um teste de PCR negativo efetuado nas 72 horas anteriores à partida e documentação que comprove que a viagem é essencial.

As fronteiras estarão abertas aos estudantes internacionais que embarcaram para fazer um programa de estudos e que tenham carta de aceitação das universidades, escolas de idioma ou colleges autorizados pelo governo. No entanto, a dificuldade se encontra ainda no Brasil, uma vez que devido à quarentena mais rígida, os centros de processamento de vistos (VACs) estão fechados.

A Belta revela que Toronto e Vancouver são as cidades canadenses mais procuradas por brasileiros para fazer intercâmbio de inglês; já Montréal é o destino mais buscado pelos intercambistas que desejam aprender francês. A diretora da Associação aponta que o trabalho é outro grande programa de intercâmbio oferecido no País, mas adverte: “Só é permitido para quem for fazer um college (curso profissionalizante de no mínimo seis meses) ou ensino superior".

O país da cultura e das oportunidades

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O Canadá é um país atrativo para os brasileiros e não há como negar que sua cultura receptiva e de oportunidades se tornam fatores para muitos intercambistas escolherem viver nesta nação. Em entrevista ao LeiaJá, Amanda Spinelle comenta que muitas cidades pequenas estão à procura de profissionais qualificados que estejam dispostos a trabalhar. “Boa parte da comunidade brasileira aqui é bem vista. Temos boa reputação. Somos tidos como responsáveis e pessoas que gostam muito de trabalhar. Aqui, somos motivados a aprender o francês de forma gratuita e as empresas oferecem salários bem atraentes”, revela.

Além das oportunidades profissionais, o Canadá, segundo o ranking da empresa de mídia americana U.S. News & World Report, é o segundo melhor país do mundo pela sua qualidade de vida. A brasileira Adriane não nega, o país apresenta uma série de qualidades em sua cultura social.

“O que mais me impressiona é viver numa sociedade que respeita o coletivo e a diversidade. A segurança também impressiona muito. A gente, como brasileiro, acaba achando 'normal' conviver com certos problemas e quando chegamos aqui, percebemos o quanto fomos privados de liberdade, principalmente a de ir e vir. É uma sociedade muito evoluída em muitos aspectos”, pontua.

Com mais de 37 milhões de habitantes, o Canadá possui um vasto território e cada lugar tem suas particularidades. Entre os aspectos que tornam o país tão atrativo estão, segundo a U.S. News & World Report, a qualidade de vida, a cidadania, a abertura para os negócios, o empreendedorismo e a influência cultural.

No Canadá, os intercambistas poderão curtir, após a pandemia, o Festival Internacional de Jazz de Montreal, um grande evento musical realizado entre os meses de junho e julho. Assim como os seguintes pontos turísticos indicados pela diretora de relações institucionais da Belta, Neila Chammas: Banff National Park, na província de Alberta; Niagara Falls, em Ontário; CN Tower, localizado em Toronto; Parliament Hill, em Ottawa, capital do país; e Capilano Suspension Bridge, situado em Vancouver.

Como planejar o intercâmbio dos sonhos pós-pandemia?

A dica mais importante, segundo Neila Chammas, é planejar com antecedência a viagem: “Planeje com antecedência o intercâmbio, com isso conseguirá a melhor condição de escola, acomodação e passagem aérea. E terá mais tempo para acompanhar o câmbio”, sugere.

Ao LeiaJá, Regina Quadrelli, especialista em intercâmbio, revela o passo a passo para fazer um intercâmbio: “Primeiro entender quanto dinheiro irá precisar, decidindo o seu destino e o tipo de curso que pretende fazer. A partir disso, podemos planejar melhor e pesquisar quais são as escolas e cursos que se enquadram em seu budget (orçamento) e proficiência na língua. Quando passamos por esse primeiro passo, já podemos iniciar os processos de matrícula e visto. É muito importante entender e planejar o visto com antecedência”, adverte.

De acordo com Camila Ferreira, consultora educacional da Hi Bonjour Travel, os orçamentos de programas podem variar conforme a necessidade dos intercambistas. “Atualmente, um intercâmbio de um mês com carga de 25 horas por semana de aula, mais taxa de matrícula, material escolar, acomodação em casa de família canadense, com direito a café da manhã e jantar, está custando, em média, CAD$ 1875. Já um programa de estudo e trabalho de 66 semanas de duração na área de Business, está saindo por cerca de CAD$ 8 mil (somente o curso, sem acomodação)".

Quatro alunas da rede estadual de ensino de Pernambuco foram selecionadas para participar de um intercâmbio virtual e estudar alemão por duas semanas em um projeto de imersão on-line. Elas são estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Ginásio Pernambucano Aurora, no Recife, e foram escolhidas pela iniciativa 'Escolas: parceiras para o futuro (PASCH) do Brasil', ligada ao Ministério de Relações Exteriores e o Goethe-Institut.

Júlia Andrade, Maria Carolina Souza, Maria Eduarda Silva e Mariana dos Anjos estão no segundo ano do ensino médio e iniciaram o curso de alemão na própria escola. Se fosse em um cenário “normal”, as alunas iriam embarcar para alguma cidade da Alemanha para estudar a cultura e o idioma por três semanas. No entanto, devido à pandemia do novo coronavírus, e ao fechamento de fronteiras, o curso que elas farão será on-line.

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Mas isso não impedirá as estudantes de praticar e desenvolver o aprendizado no idioma. Uma das alunas selecionadas, Mariana dos Anjos, 15 anos, vê o intercâmbio como uma forma de conhecer pessoas de diferentes países. “Ter essa oportunidade de participar do projeto Pasch é algo incrível, pois nos prepara bastante em relação ao alemão, que não é uma língua fácil de encontrar cursos, e que irá acrescentar ao meu currículo. Essa classificação é muito importante para mim, pois desde o primeiro contato com o alemão no Ginásio Pernambucano, me apaixonei pela língua e sempre tive a vontade de ir mais além, e veio essa oportunidade”, relata, conforme informações da Secretaria de Educação e Esportes do Estado.

Maria Eduarda, também selecionada para o programa, enxerga as oportunidades que ela poderá ter após o curso. “Desde que comecei a estudar alemão, sempre ouvi muito sobre as oportunidades que eu poderia ter. Essa classificação com certeza é muito importante para minha vida, primeiro porque eu sempre fui fascinada em aprender novos idiomas, e gostei muito do alemão, e também porque sei que vai agregar muito ao meu currículo. A experiência da seleção também foi muito boa e aprendi muito com isso. Tenho certeza que é só o começo, pois ainda irei aprender muito com o curso nos próximos meses”, declara.

A iniciativa PASCH do Brasil tem aproximadamente 20 escolas parceiras no país, sendo a EREM Ginásio Pernambucano Aurora a única escola pública de Pernambuco.

Nos dias 22 a 27 de março, será realizada a Feira Virtual EducationUSA Brasil. Os interessados poderão conferir o encontro de forma on-line e gratuita. As inscrições para participar do evento devem ser realizadas através da internet.

Ao total, serão 35 instituições norte-americanas oferecendo propostas de bolsas de estudo para cursos de curta duração, de graduação, pós-graduação e intensivo em inglês. Mais informações podem ser obtidas por meio do site do EducationUSA.

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O evento terá seis sessões onde um painel de representantes responsáveis pela admissão de alunos em instituições de ensino superior norte-americanas irá abordar um tópico específico em cada sessão. Após as sessões, os alunos interessados receberão links para acessar as salas online particulares dos representantes e poderão obter mais informações detalhadas.

A “XII Convocatória Banco Santander-UA” recebe candidaturas, até 16 de abril, para bolsas de mestrado na Universidad de Alicante, na Espanha. Pesquisadores de instituições de ensino latino-americanas podem participar do processo seletivo que prevê aulas presenciais.

Nove bolsas de estudo estão disponíveis, incluindo taxas acadêmicas, seguro médico e auxílio mensal de 850 euros. Análise curricular é uma das etapas da seleção.

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Mais detalhes informativos podem ser vistos no site da universidade. O público também pode entrar em contato com o e-mail p.becas@ua.es.

A Universidad de La Rioja, da Espanha, está selecionando candidatos para cursos de língua e cultura espanhola. As atividades da qualificação serão realizadas na própria instituição de ensino.

Os candidatos devem ter nacionalidade brasileira e estudar em universidade ou instituto brasileiros em cursos de bacharelado. Também são aceitos alunos de licenciatura, pós-graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

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Outro critério do processo seletivo é que o participante não pode ser residente da Espanha. De acordo com a Universidad de La Rioja, 1.500 euros são utilizados pelos intercambistas para gastos com passagem aérea e manutenção durante a qualificação.

Ao todo, oito bolsas trimestrais serão concedidas aos selecionados. Para mais detalhes informativos, acesse o edital da seleção.

Estão abertas as inscrições para bolsas de doutorado do programa EPFLglobaLeaders, no Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Lausanne (EPFL). O prazo estipulado para a 2ª chamada segue até o dia 15 de abril.

O programa internacional beneficia pesquisadores em estágio inicial com intuito de tornarem-se líderes na transição para sociedades sustentáveis. Todos os custos do projeto, equipamento, viagem e conferências devem ser complementados pelo supervisor da tese na EPFL.

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Para se candidatar à vaga, o pesquisador não pode ter doutorado, apenas mestrado e, no máximo, quatro anos dedicados em tempo integral à pesquisa.

O valor mensal da bolsa é de 1.935 euros - equivalente a cerca de R$ 12 mil -, disponível durante 48 meses. Para mais detalhes sobre os critérios de candidatura, basta acessar o site do Instituto.

Mulheres interessadas em realizar mestrado nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática podem participar do programa internacional de bolsas "Mulheres na Ciência". O prazo para inscrição da iniciativa do British Council, em parceria com nove universidades, segue até março.

Os benefícios da bolsa são os seguintes: apoio econômico para a viagem ao Reino Unido, visto, seguro saúde e taxas acadêmicas. Também estão previstos auxílios especiais para mães e aulas de aperfeiçoamento de idioma.

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A bolsa de mestrado atende ao ano letivo 2021/2022 e as candidatas devem indicar a necessidade de suporte financeiro e diploma de graduação que possibilite acesso aos cursos disponíveis nas áreas de Saúde e Ciências da Vida, Alterações Climáticas, Transição de energia, Meio Ambiente, Agricultura, Indústria 4.0, além de “Conversion masters” em diversas disciplinas.

O período de inscrição muda de acordo com as unidades que integram o programa, são elas: Imperial College London, Bangor University, Cranfield University, Durham University, Robert Gordon University, University of York, University of Bristol, e University of Wolverhampton. Para mais informações sobre a iniciativa, basta acessar o site da instituição.

Até 22 de fevereiro, o Governo do Japão, por meio do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia, recebe inscrições para bolsas de estudos em solo japonês. A seleção é destinada a professores de até 34 anos que estejam lecionando nos ensinos fundamental e médio, além de orientadores pedagógicos, diretores escolares e assistentes educacionais.

Para participar do processo seletivo, o candidato precisa ser fluente em inglês e ter conhecimento básico do idioma japonês. Uma série de documentos é solicitada, conforme informações da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco: “Formulário Application Form devidamente preenchido com 1 foto 35x45mm recente; Histórico escolar da universidade (cópia em tamanho A4 autenticada pelo cartório, com tradução; Diploma da universidade (cópia em tamanho A4 autenticada em cartório, com tradução); Declaração do emprego atual (com tradução); Carta de recomendação (modelo); Atestado de saúde (modelo, a entregar no dia das provas escritas); Certificado de idioma; e Currículo resumido”.

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Os documentos exigidos devem ser destinados à sede do Consulado Geral do Japão no Recife. O endereço é Avenida Domingos Ferreira, 1.097, no sétimo andar. “A data limite para a postagem é até o dia 10 de fevereiro. Os candidatos aprovados nas avaliações dos documentos participarão de uma entrevista online, que será realizada no dia 1º de março”, informou a SEE.

A previsão é que os profissionais aprovados viagem no mês de outubro deste ano para o Japão. Uma bolsa equivalente a R$ 7,3 mil será dada aos selecionados, que poderão estudar japonês durante um ano e seis meses.

Outros detalhes informativos podem ser vistos no edital da oportunidade de intercâmbio. O público ainda pode entrar em contato com o telefone (81) 3049-8300.

À procura de jovens para elaborar uma ideia, produto ou serviço com o intuito de beneficiar a si mesmo e à sua comunidade, o Programa Jovens Embaixadores 2021 recebe inscrições até o dia 7 de março, por meio da internet. Estudantes do ensino médio da rede pública, de 15 a 18 anos, que estão atualmente envolvidos, há no mínimo seis meses, em ações de empreendedorismo e impacto social e procuram resolver os problemas nos lugares onde vivem podem participar da seleção.

Outros requisitos para participar do intercâmbio são: perfil de liderança, excelência acadêmica e conhecimento da língua inglesa. O intercâmbio nos Estados Unidos está previsto para ser realizado de 2 a 18 de julho. A embaixada do país arcará com despesas como visto, passagens aéreas internacionais, despacho de uma bagagem, seguro-viagem, transporte terrestre, alimentação, transporte local para participação nas atividades oficiais do programa, kit básico com roupas de inverno e implementação e coordenação do programa no país.

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Caso seja aprovado na primeira etapa da seleção, o discente deverá completar o formulário anexando a documentação exigida. Posteriormente, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE), por meio da Gerência de Programas e Projetos Especiais (GERPE), avalia a documentação dos selecionados e indica se eles estão aptos para fazer o teste escrito.

Alcançando a aprovação na prova escrita, o estudante fará o exame oral, que definirá os semifinalistas que serão avaliados pela Embaixada dos Estados Unidos. Serão escolhidos, a partir disso, os 50 jovens que participarão do programa. O estado pode levar até quatro alunos.

Mais informações podem ser obtidas por meio do e-mail da coordenação do programa: informacoes.gerpe@educacao.pe.gov.br. Para acessar o edital, clique aqui.

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Foto: Divulgação/UFPE

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O jovem recifense João Victor Arruda, de 17 anos, é um dos três brasileiros que foram aprovados no primeiro ciclo de seleção para o ingresso 2021 na Harvard University (Estados Unidos), que teve mais de 10 mil inscritos de todo o mundo, sendo 747 admitidos.

O rapaz terá uma bolsa de 100% pela universidade, além de passagens custeadas pela EducationUSA, uma rede global de Centros de Orientação do Departamento de Estado Americano. João, que mora em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, terminou o ensino médio em 2020 no Colégio Militar do Recife e também já participou do Programa de Iniciação Científica do Ensino Médio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), desenvolvendo um estudo na área de células-tronco.

“Fazer parte desse programa me fez observar mais de perto como era o processo de trabalhar num laboratório. Com certeza contou muito para a minha candidatura [para a Harvard University]. Eles valorizam muito essa questão da pesquisa”, afirmou João Victor. O adolescente também participou de conferências Modelo das Nações Unidas, na Harvard University, em 2020; teve projeto aceito para a 25ª Assembleia da Juventude da ONU, realizada em Nova York, em 2020; e, no Brasil, foi eleito Jovem Deputado Federal pelo Programa do Parlamento Jovem, também no ano passado.

Em Harvard, o jovem começará, em setembro, o curso de “government”, equivalente à graduação em ciência política, com formatura prevista para 2025. Em entrevista ao canal de notícias CNN Brasil, João Victor afirmou que pretende voltar ao Brasil e aplicar os conhecimentos adquiridos no exterior dentro do país. 

“Pretendo seguir a carreira diplomática ou política no futuro, mas de qualquer forma quero regressar ao Brasil e atuar na construção de um futuro melhor para nossa nação. Pretendo aplicar todos os conhecimentos que irei obter em Harvard e trazê-los para o Brasil”, disse o jovem.

Questionado sobre que dicas ele daria a outras pessoas de baixa renda que têm o sonho de estudar fora do País, João Victor afirma que o primeiro passo é acreditar na possibilidade e buscar meios para viabilizar a admissão. “Primeiro de tudo, você tem que colocar na sua cabeça que é possível e procurar as pessoas e os meios necessários que possam te ajudar nesse processo”, comentou. “Existem muitas assessorias, existem muitas mentorias, muitas pessoas que são dedicadas a ajudar estudantes como eu, de baixa renda, que querem realizar esse sonho”, disse ele. 

*Com informações da UFPE

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